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Trauma de infância! Antonio Nunes de Souza*

Postado por Rilvan Batista de Santana 01/07/2017

Trauma de infância!
Antonio Nunes de Souza*


Todos nós, se esmiuçarmos nossos baús de recordações, certamente, encontraremos algum fato da infância, ou até da puberdade, que ficou gravado em nossa mente, sendo que alguns são ou foram mais relevantes e terminaram virando traumas inesquecíveis!

E essa foi o caso de Raphael. Homem de uns 32 anos, especializado em hotelaria, morador em várias capitais, gente boa, mas, infelizmente, tinha uma dessas traumas infantis, que o perseguia por todos os anos da sua vida: Sua mãe não produziu leite e ele jamais teve a oportunidade de mamar e saber o gosto do divino alimento maternal!


Aconteceu que Raphael precisou de fazer uma viagem de trem, para um cidadezinha do interior e, como ainda existia na região a via férrea, ele preferiu ir para desbravar os campos viajando para seu destino. A viagem foi no fim da tarde, início da noite e, como ele chegou atrasado, somente encontrou um lugar naquelas cadeiras que se viaja de costas e fica olho no olho com a pessoa da cadeira em frente. E isso lá no fim da classe.

Em sua frente estava uma senhora bem jovem, com uma criancinha no colo, sempre sacudindo-a, mesmo sem ter a necessidade, pois o trem já fazia isso muito bem! E, algumas vezes, tirava discretamente o peito e dava de mamar ao bebê. Raphael não tirava os olhos e a mulher, já encabulada com a curiosidade dele, terminou falando: Por que o senhor não é mais discreto e olha para o outro lado?

Já com os olhos cheios de lágrimas Raphael responde que era um trauma de infância e contou a sua história de jamais ter mamado na vida.

A mulher ouviu calada e a viagem prosseguiu. Porém, como o choro de Raphael a tinha sensibilizado, a noite, com o vagão meio escuro, ela resolveu fazer uma caridade e, inesperadamente, falou para ele que podia mamar um pouco para aliviar a sua dor de infância, para ela seria um ato de piedade cristã. Ele não se fez de rogado e, prontamente, deitou a cabeça no colo da mulher e, como um bezerrinho, começou a mamar, até com certa gulodice!

Então foi que aconteceu o inesperado! A mulher ficou excitada com mamação nos seios e cheia de desejos sexuais que afloraram, falou para ele: O senhor não quer mais nada não, se quiser eu dou? E ele tirando lentamente a boca do seio bem entumecido, olhou para ela e disse: A senhora não tem aí uns biscoitinhos creme craques não?

A mulher, puta da vida, respondeu: Levanta a cabeça seu sacana e vá mamar na casa da porra!



*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras –AGRAL

antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

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