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Exclusivo: Ronaldo Caiado desce a bota no Vem Pra Rua

Postado por Rilvan Batista de Santana 03/06/2017

Exclusivo: Ronaldo Caiado desce a bota no Vem Pra Rua

Claudio Tognolli,Yahoo Notícias Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Ronaldo Caiado está indo pra cima de Rogério Chequer, Movimento Vem Pra Rua. Este blog publica com exclusividade a carta de Caiado a Chequer. Caiado defende as diretas já. Acha que a fraqueza de Temer fortalece o PT. Confira:

Sr Chequer

Sempre me posicionei com muita independência na defesa das minhas convicções.

Se vc discorda é um direito seu, agora querer vincular minha posição política que vc aplaudia quando propunha eleições diretas para Presidente e o Congresso no momento de ingovernabilidade da ex-presidente Dilma e agora dar uma interpretação de que estou fazendo jogo pessoal, e tb jogo do PT, me autorizaria a dizer que vc está fazendo jogo do Presidente Temer???

Ou os crimes que ele cometeu são compatíveis com a honra a dignidade e o decoro do cargo da Presidência????

Qual é a sua opinião Doutor Chequer??????

Vc que tanto foi voraz atacando e desqualificando os Deputados e Senadores como pessoas não qualificadas para representar a população e seus Estados, agora os defende e os credencia para eleger no voto secreto o Próximo Presidente da República?????

Alega norma Constitucional, Constituição é carta de princípios e não código Eleitoral.

Doutor Chequer, vossa senhoria acredita que por mais ILUMINADOS que fossem os Constituintes de 1988, seriam capazes de imaginar um quadro de tamanha deterioração política ética e moral como estamos vivendo hoje????

Consultar a população é golpe???

Antecipar eleições quando o País está mergulhado na maior crise de toda sua história é fraude????

Quem não tem voto é que gosta de Colégios Eleitoral e de eleger Presidente Biônico. Não é meu caso.

Outro fantasma que vcs estão criando, o Delinquente do Lula, como se fosse se beneficiar do momento e se eleger Presidente.

Acorda Chequer, Lula não quer eleição nenhuma, no final do Impeachment ele não passava de 9% em todas as pesquisas e perdia para todos candidatos, depois de um ano com o Gov Temer (que é o segundo escalão do PT) ele já chega no segundo turno, e a continuar o Temer ou qualquer Biônico ele vai ganhar no Primeiro Turno em 2018.

Não quanto vc mas conheço um pouco o Congresso, se o PT quisesse fazer obstrução ao Gov Temer, só com o tamanho da sua bancada e usando o regimento o Presidente não governaria.

Vc já teve tempo para contar o número de Deputados e Senadores do PT o Gov Temer ressuscitou nesses últimos 12 meses, maior milagre político que já assisti, imagina com mais 18 meses.

Quando se ópera é imperativo (é Constitucional) a assepsia do campo cirúrgico e do ambiente, na Emergência para salvar uma vida a assepsia é acessório.

Não tente buscar na Constituição uma posição que hoje tem a reprovação de 90% dos Brasileiros.

Com todo respeito não faço julgamento desrespeitoso aos que têm posições contrárias às minhas. Pra vc ter uma ideia Chequer respeito até líderes de punhos de renda

Atenciosamente

Ronaldo CAIADO

Bem, do outro lado, uma divisão expressiva entre O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo. Nessa quinta-feira, a Folha rifa Michel Temer. Já o Estadão o defende, armagedonicamente.

Confira abaixo a íntegra do editorial da Folha:

Desde que veio a público, duas semanas atrás, a gravação da deplorável conversa entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o empresário Joesley Batista, da JBS, esta Folha se bate pelo pronto esclarecimento do episódio, sem prejulgamento nem complacência.

Aqui se apontou que o conteúdo do áudio, ao menos nos trechos discerníveis, não configurava comprovação cabal de ação dolosa. Não obstante, a mera realização do encontro e o teor suspeitíssimo do diálogo eram graves o bastante para solapar a credibilidade do presidente da República.

Embora a crise política, em boa medida, tenha adquirido dinâmica própria, sua evolução permanece condicionada à capacidade de defesa jurídica do Planalto. Esta, entretanto, tem gerado até o momento mais dúvidas que respostas.

É justificável que se peça perícia da gravação, sobre a qual paira a suspeita de ter sido editada. O que causa estranheza é a tentativa (frustrada) de suspender, até a conclusão de tal exame, um depoimento de Temer à Polícia Federal.

No mínimo, o movimento contrasta com a cobrança inicial do mandatário —”Exijo investigação plena e muito rápida”, foi o que disse, em pronunciamento público, logo ao eclodir da crise.

O presidente já se atrapalhou ao explicar por que recebeu Joesley Batista, sem anotação em agenda oficial, na residência do Jaburu.

A este jornal, relatou ter imaginado que o empresário desejasse discutir a Operação Carne Fraca, da PF. Esta, porém, só viria a ser deflagrada em 17 de março, dez dias após a conversa gravada.

Acrescentou não saber, na ocasião, que seu interlocutor era alvo de investigações —embora não tenha demonstrado surpresa quando o dono da JBS relatou a intenção de subornar procuradores.

Acima de tudo, continua obscura, para dizer o de menos, a relação entre Temer e seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de dinheiro entregue pela JBS. Este, segundo o presidente, teria se deixado corromper.

Se assim foi, por que o empenho em encontrar outro posto no Executivo para o deputado e ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR), o que garantiria a Loures, seu suplente, uma vaga na Câmara —e foro privilegiado?

Infelizmente, a prioridade do Palácio do Planalto parece ser apenas ganhar tempo, apostando no arrefecimento da pressão política. Mesmo que venha a ser bem-sucedida, tal estratégia não produzirá mais que um governo desacreditado e sujeito a novas turbulências.

Confira abaixo a íntegra do editorial do Estadão:

O juiz federal Sérgio Moro defendeu as delações premiadas, dizendo que, sem elas, “não teria sido possível descobrir os esquemas de corrupção no Brasil”. Segundo o magistrado, “a ideia é usar um criminoso menor para chegar ao maior, para pegar os grandes”. Quanto ao fato de os delatores terem sua pena abrandada ou até ganharem a liberdade, Sérgio Moro afirmou que “é melhor você ter um esquema de corrupção descoberto e algumas pessoas punidas do que ter esse esquema de corrupção oculto para sempre”, ou seja, “é melhor ter alguém condenado do que ninguém condenado”.

Trata-se de uma visão muito peculiar de justiça. Não se pode negar que as delações premiadas foram importantes para puxar o fio da meada que levou o País a conhecer o petrolão, maior esquema de corrupção da história nacional. O problema é que, atualmente, a julgar pelo que chega ao conhecimento do público, as múltiplas acusações feitas pelo Ministério Público contra figurões do mundo político estão baseadas somente, ou principalmente, nas delações, sem que venham acompanhadas de provas materiais suficientes para uma condenação. Quando muito, há provas testemunhais, nem sempre inteiramente dignas de crédito ou confiança.

Criou-se um ambiente em que as delações parecem bastar. Se é assim, o objetivo não é fazer justiça, mas uma certa justiça. Aliás, ensinava o juiz Oliver W. Holmes que juiz não faz justiça, aplica a lei. Há tempos ficou claro que certos membros do Ministério Público têm a pretensão de purgar o mundo político daqueles que consideram nocivos. Para esse fim, basta espalhar por aí, por meio de vazamentos deliberados, que tal ou qual político foi citado nesta ou naquela delação para que o destino do delatado esteja selado, muito antes de qualquer tribunal pronunciar sua sentença.

Foi exatamente o que aconteceu no episódio envolvendo o presidente Michel Temer. Em mais um vazamento de material em poder do Ministério Público, chegou ao conhecimento dos brasileiros uma gravação feita pelo empresário Joesley Batista com Temer na qual o presidente, segundo se informou, teria avalizado a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha. Quando a íntegra da gravação foi finalmente liberada, dias depois, constatou-se que tal exegese era, no mínimo, controvertida. Mas em todo o episódio prevaleceu a interpretação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para quem o diálogo é expressão cabal de uma negociata – e isso bastou para Temer ser visto por muitos como imprestável para permanecer no cargo de presidente. Assim é a política, como bem sabem os vazadores.

Enquanto isso, o empresário Joesley Batista, por ter grampeado o presidente da República para flagrá-lo em suposto ato de corrupção e por ter informado ao Ministério Público que deu dinheiro para quase 2 mil políticos com o objetivo de suborná-los, não passará um dia sequer na cadeia nem terá de usar tornozeleira eletrônica. Poderá até morar nos Estados Unidos, para onde já levou a maior parte de seus negócios. Isso, nos termos do escandaloso acordo de delação endossado pelo sr. Janot.

Se é verdade, como diz o juiz Sérgio Moro, que o objetivo dos paladinos do Ministério Público é “pegar os grandes” criminosos, como explicar que alguém que confessa crimes dessa magnitude, como fez Joesley Batista, não será punido? A resposta é muito simples: o objetivo não é pegar os grandes criminosos, mas apenas aqueles que, na visão dos procuradores da República, devem ser alijados da vida nacional – isto é, os políticos. Ainda que nenhuma prova apareça para corroborar as acusações, o estrago já estará feito. E, no entanto, há muitos políticos honestos neste país.

Assim, as delações se tornaram instrumentos eminentemente políticos. Na patética articulação em curso para encontrar um “substituto” para Temer caso o presidente caia, a primeira qualificação exigida é que o nome do candidato não tenha sido sussurrado por nenhum delator. Só então será considerada sua capacidade de governar o País. Essa é a prova de que a agenda nacional, em meio a uma das mais graves crises da história, foi definitivamente contaminada pelo pressuposto de que o Brasil só será salvo se a classe política for desbaratada, como se fosse uma quadrilha. Isso não costuma dar boa coisa.



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