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AINDA SOBRE CORRUPÇÃO - Mateus Cosentino

Postado por Rilvan Batista de Santana 17/05/2017

AINDA SOBRE CORRUPÇÃO

Desde o início das investigações da Operação Lava Jato, há quase três anos, a lista de inquéritos de corrupção abertos contra parlamentares e ministros, está enorme e continua crescendo. Entretanto as condenações envolvendo políticos não seguem na mesma velocidade no Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, muitíssimo poucos, dessa centena investigados, foram julgados.

Com essa morosidade, o STF involuntariamente desacelera a ação da Lava Jato. É muito decepcionante essa lentidão da justiça, mas ela é assim mesmo e embora não concordemos com ela, acreditamos que acelerar os procedimentos acacianos de nossa mais alta magistratura, pode levar a excessos ou erros de justiça indesejáveis.

Devemos ficar dentro da Lei para que a Lei seja respeitada. Temos também nossos “Berlusconis”,  que precisam ser punidos. Porém eles deverão ser julgados estritamente dentro da Lei. A corrupção é uma cobra com muitas cabeças que renascem multiplicadas, a cada golpe. O excesso de pressa pode levar a erros que permitirão aos corruptos fugirem com as “mãos limpas” e com todas suas quadrilhas, como aconteceu na Itália.

Após a leitura de uma entrevista dada ao jornal “Estadão”, por um grande Advogado Criminalista, o meu amigo Dr. Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, desenvolvi minhas próprias conclusões, sobre essa problemática  de corrupção, Lava a Jato e STF:

Todos somos radicalmente contra a corrupção e totalmente favor da Lava Jato.

Corruptos “dedos-duros” fazem Delações Premiadas a serem comprovadas, em troca de penas mais leves. Mas suas declarações devem ser muito bem investigadas, pois ninguém gosta de ser preso.

A Mídia veicula acusações que correm em segredo e ainda não estão comprovadas como sendo verdadeiras. Assim passam a ser entendidas pelo público como se “todos fossem culpados até prova em contrário”, invertendo o texto constitucional.

As Redes da Internet demonizam todos os suspeitos e incentivam à população indignada a bater panelas, sair às ruas e querer “vingança já”.

Os Juízes do Ministério Público Federal mandam a Polícia arbitrariamente fazer prisões preventivas dos implicados por simples delação e que ainda nem foram julgados.

Em todos os procedimentos, os Advogados não são ouvidos, pois aparentemente eles “só atrapalham”, clamando por “justiça à moda antiga”, quando todos eram “inocentes até prova em contrário”.

Os políticos, como os palhaços, querem mais é que o circo pegue fogo.

Em resumo, não se pode esperar julgamentos justos e lícitos, se a justiça lavar as mãos a jato, olvidando o rigoroso cumprimento da Lei. Graves injustiças podem acontecer, pois a corrupção, sendo uma prática monstruosa e, sem sofrer o peso da Lei, sobreviverá estimulando a boa fé e a carência primária do povo, para manter-se imune e impune.

Acredito que, enquanto a grande parte de nossa população não possuir mínimas condições de ter suas necessidades básicas atendidas, a corrupção pode até ser motivo de indignação, mas para eles jamais será prioridade existencial. Por isso não vejo perspectiva para se extinguir a corrupção, mesmo que parcialmente, enquanto a miséria do nosso povo não for consideravelmente diminuída.

Porque creio  que, só será possível minimizar a corrupção, desde que para isso ocorra uma fundamental pressão da opinião pública. Sem a voz do povo, a nação permanecerá injusta e mais corrupta. Por outro lado, acredito também que se a manifestação do povo descambar para a baderna e a desordem, não haverá progresso e sim uma reação igualmente violenta da “ordem estabelecida”.

A verdadeira e mais eficiente manifestação popular é a das urnas. O eleitor brasileiro deve se conscientizar de que é corresponsável por toda a bandalheira que o deixa indignado. Deve admitir ter sido o seu próprio voto que colocou no Executivo e no Legislativo, todos aqueles que lá estão e sempre estiveram.

Porém quantos eleitores há, que nem se lembram em quem votaram para vereador, deputado ou até senador? Votar por impulso, por indicação e sem critério, ajuda a manter a corrupção impune como sempre esteve. Claro que o povo frequentemente é obrigado a escolher entre os capetas e os diabos que lhes são impostos para votar. Mas, temos de crer que nem tudo é lixo no lixo parlamentar. Por isso é essencial votar conscientemente, escolhendo sempre quem o representa mesmo de verdade.

Uso meu voto para mudar a bandalheira. Tenho certeza de que nunca votei em quem não tivesse “ficha limpa”. E principalmente jamais escolherei quem se baseia em utopias ou ideologias, para permanecer no governo, obtendo indevidas vantagens partidárias e pessoais com a maquiavélica desculpa de que os fins justificam os meios.

Mateus Cosentino
Sampa – 17.05.2017


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