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Plínio de Almeida, saudade sempre...

Postado por Rilvan Batista de Santana 01/03/2017

Choro quando tu choras, quando teus rios enchem-se e transbordam, machucando as casas, as ruas e o coração da gente...  Rio quando o sol bate e os pássaros cantam e as folhas brilham...  Choro quando filhos teus arrancam teu fruto-ouro e saem por aí afora a gastar teu sangue viril em terras tão distantes...  Rio quando tu escolhes, com esse coração tão grande, os bons filhos que não são teus, mas que, abrigados, te honram como mãe verdadeira...  Choro de alegria quando a chuva passageira espanta a perspectiva da crise...  E rio, contentíssimo, por poder homenagear-te juntamente com esses filhos que te honram, trabalham e lutam por ti... Itabuna, cidade – manhã de sol em dia que vai chover!...

Plínio de Almeida

Do livro ANTOLOGIA POÉTICA cantos a Itabuna centenária – Organizado por Janete Ruiz de Mace

Biografia: Plínio de Almeida - Poeta, orador, jornalista, artista plástico, desenhista, político, professor, apaixonado por pássaros, Plínio de Almeida era visto pelos amigos e pela comunidade de Itabuna como um homem de muitos talentos e ofícios. Nascido na velha cidade dos engenhos de cana-de-acúcar - Santo Amaro, na Bahia, com uma grande família de nove filhos, veio para Itabuna em 1951. Como professor, homem de letras e artista plástico, Plínio de Almeida participou de muitos eventos culturais na cidade. Foi membro da Academia de Letras de Ilhéus e da Academia Castro Alves. Pertenceu também à instituição artística literária "Casa Euclidiana", da qual era o único Embaixador no estado da Bahia em 1967.  Como jornalista, foi redator do jornal "O Estado da Bahia" e do "Diário da Bahia"; Colaborador do jornal "A Tarde". No Rio de Janeiro, escreveu para as revistas "Vida Doméstica" e "O Malho" e trabalhou para a "Rádio Nacional" Publicou "A Grande Mensagem", "Datas históricas de Santo Amaro", "Poetas da Emoção e da Saudade", "Asas", "Fulô de Pau D'Arco" e o romance "Chão de Massapê". Participou também de várias antologias de poetas baianos de várias gerações. E, 1936, foi enviado a Portugal como "Embaixador da cultura Baiana". Como artista plástico realizou muitas exposições no Brasil e no exterior.  

Exerceu o ofício de professor por muitos anos em Itabuna. Lecionou no colégio Divina Providência, foi sócio efetivo do Conselho Nacional Geografia e correspondente da Sociedade de Geografia de Montevidéu. Morreu repentinamente do coração durante uma exposição de um artista plástico estrangeiro que ele apresentava à comunidade grapiúna.
         
                Faleceu em 26 de setembro de 1976.

Origem: Do livro ANTOLOGIA POÉTICA – Organizado por Janete Ruiz de Macedo




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