Saber-Literário

Diário Literário Online

(*) Carta do escritor Cyro de Mattos para poetisa Eglê Machado

Postado por Rilvan Batista de Santana 26/03/2017

Postado por Rilvan Batista de Santana 05/05/2015


Prezada Egle,
           

          É muito bonito o que você vem fazendo comigo. Comove-me. Demonstra reconhecimento pelo meu trabalho, de maneira espontânea e sincera. E que você possui verdadeiro amor por Itabuna, sem outros interesses, coisa rara entre nós itabunenses. Vou encaminhar esta divulgação sua através de seu prestigiado blog para os professores Graça Capinha e Manuel Portela, da Universidade de Coimbra, em Portugal. Atitude dessa natureza incentivam-me a continuar na jornada. 
        

Eglê Santos Machado
Google
         Eu passei a ser vítima de uma rede de intriga aqui em minha terra a partir do momento que meu trabalho literário repercute além das fronteiras regionais. Não cheguei até aqui porque entrei pela porta dos conchavos, aliança em grupinhos e outras mazelas. Nem sequer ambicionei chegar onde estou. Essa situ ação alimentada por pessoas venenosas, movidas pela inveja e ciúme, cresceu também quando de minha passagem pela FICC. Alguns na mídia procuraram atingir minha honra, ofender meu caráter, caluniar-me para tirar o foco do escritor e jogar contra mim a cidade que me viu nascer, crescer e me conhece ao longo de mais de setenta anos de vida. É uma postura humana de fazer pena, de baixo nível, articulada por esse tipo de gente que se alimenta das doses venenosas da vida para não morrer. E a intriga , o ciúme, a inveja, a raiva e a mentira dessa gente continuam voltadas contra mim. Não sossega, vive disso. Não estou nem aí. Algumas atitudes políticas, por omissão, alimentam essa corrente, pois é sabido que gente da praia política não gosta de conviver com pessoas decentes, íntegras, com raras exceções. Os donos do poder político, melhor dizendo , da vaidade humana, gostam mesmo é de conviver com pessoas que rezem em sua carti lha, como mansos cordeiros ou veementes soldados bem mandados, com exceções, volto a dizer. 
      
Cyro de Mattos
Google
           Inventaram agora que afirmei serem os poetas do Clube dos Poetas uns tupiniquins. Nunca afirmei issso. Isso não faz o meu perfil. De fato nunca quis pertencer ao Clube dos Poetas porque é um direito meu. Como também tenho o direito pela minha experiência de vida de saber se este poema é frágil ou se esse texto não é um poema, existe nele um equívoco na expressão e nos sentimentos de mundo que entram no conteúdo do discurso. Não sou o dono da verdade, as pessoas podem também não gostar do que faço como poeta. Tenho consciência de meus limites e sei que muitos poetas estão acima de mim. Muitas pessoas gostam mesmo é do elogio fácil, da mentira, que você afirme ser ele um poeta, um intelectual maior, embora não seja. Aí é que surge também a retaliação dos ressentidos. É preciso saber que um poeta se faz pela qualidade de sua obra e não porque é membro de alguma academia de letras, clube, instituição social ou política. Nada a ver. 
       Prezada Egle, cada vez mais sinto que a vida precisa de criaturas como você. Pessoas verdadeiras, que amam a vida. Escrevem a vida com o canto dos pássaros e não com o cheiro repelente e vil da carniça, como tantos que existem por aí.
      

          Se quiser, pode publicar o que aqui afirmo. 


                     Abraços carinhosos

Cyro de Mattos



Fonte: ALITA (05/05/2015)

EDITORIAL (I)

          Pesquiso diariamente os sites e blogs da região e do país com o objetivo de alimentar o ‘Saber-Literário’ com textos literários de qualidade. É necessário esclarecer que não me aproprio desses textos sem citar a fonte, além disto, publico-os ipsis litteres sem pôr nem tirar. No site da ALITA, encontrei esta carta aberta, de domínio público, do escritor Cyro de Mattos para poetisa Eglê Santos Machado, administradora do site Itabuna Centenária (RSIC), que por razões diversas, ouso meter o bedelho, não para denegrir A ou B, mas para despejar minhas queixas e minhas mágoas.
            Uma carta de desabafo de Cyro, ele expressa certa mágoa dos escritores do lugar:           “...Os escritores dessas bandas ou os que andam nessa praia das letras como tal  procuram mais encobrir ou agredir, sempre desfazer, excluir  para a afirmação pessoal. Usam a estratégia da omissão, de ocultar, torcer o nariz,  para relegar ao exílio ou ao esquecimento o autor aclamado pela crítica nacional, com várias reedições. Peço vênia para discordar do ilustre escritor: os escritores, daqui,  reconhecem sua obra literária e consideram-no um dos principais escritores da terra do cacau.
            Quando conheci pessoalmente o escritor Cyro de Mattos, deu-me certo orgulho, nunca havia privado da intimidade de um escritor de prestígio literário baiano, reconhecido pela crítica especializada e alguns pesquisadores de renome, a exemplo de  Nelly Novaes Coelho, professora emérita da USP. Escrevi uma crônica “Conheci um imortal”, onde teço comentários airosos para o nosso ilustre plumitivo, porém, recebi pouco tempo depois sua  ingratidão e falta de solidariedade num lamentável episódio acadêmico  que deixei para trás.
            Não procede quando diz que os nossos escritores: “...procuram mais encobrir ou agredir, sempre desfazer, excluir  para a afirmação pessoal”,  ninguém se afirma com talento alheio, ninguém se estabelece sem competência... O escritor nato jamais copia ou plagia ideias alheias, pois em si carrega um turbilhão de propostas, às vezes, as ideias podem coincidir, mas existe uma grande diferença entre semelhante e igual. E, se algum desavisado se apropria do que não é seu, é execrado, humilhado e hostilizado por todos, tem vida curta e não se estabelece como poeta ou escritor.
            Não é verdade que poucos leem Cyro de Mattos, tem gente que conhece a fundo suas produções, talvez, não quis fazer uma análise profunda por não ter descoberto em sua obra literária algo que fizesse a diferença, que não fosse a mesmice, algo que fosse um divisor de ideias, algo marcante, um estigma, um toque de gênio, como foram seus conterrâneos: Jorge Amado, Adonias Filho, João Ubaldo Ribeiro; mais alhures e épocas mais distantes: Luis Fernando Veríssimo, Érico Veríssimo, Drummond, Cora Coralina, Paulo Coelho, Manuel Bandeira, Machado de Assis, Olavo Bilac, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Graciliano Ramos, etc., etc.
            O escritor e poeta Cyro de Mattos poderia ser o nosso guru, o guia, o líder maior dos intelectuais que ainda não são reconhecidos pela crítica regional, da Bahia e quiçá do país, pois não se pode negar sua erudição literária, sua extensa produção, principalmente, seu conhecimento com as maiores expressões da literatura nacional, todavia, ao longo dos anos, como advogado, administrador de entidades públicas, e sobremaneira, como poeta e escritor, ele fez fama de temperamento difícil, centralizador e personalista.
            Nesta sua carta para poetisa Eglê, onde começa falando da honraria que fez jus em 1966 com o conto Inocentes e Selvagens, salva-se o protesto que fez na Academia de Letras da Bahia, pela não indicação de Hélio Pólvora para substituir o imortal baiano João Ubaldo Ribeiro na Academia Brasileira de Letras – ABL. Como filho adotivo desta terra do cacau, também, desejei que Hélio Pólvora substituísse seu conterrâneo João Ubaldo Ribeiro, todavia, sei quão difícil é entrar na ABL se lá não possui partidários acadêmicos.  Quem leu “Farda, fardão, camisola de dormir”, sabe que ali, a política acadêmica e a briga de egos não são diferentes de suas congêneres estaduais e municipais.
            Por outro lado, não se pode empanar a escolha do diplomata e historiador de renome nacional e internacional, o pernambucano Evaldo Cabral de Mello de 79 anos, como substituto de João Ubaldo Ribeiro não foi acertada. Evaldo Cabral de Mello possui uma obra densa, significativa, publicada no país e no exterior, dentre essas obras, destacam-se: Nassau, governador do Brasil Holandês; A fronda dos mozambos; O negócio do Brasil, etc.
       
 Particularmente, tenho queixa do escritor por conta de sua conduta tendenciosa, ressentida, a exemplo, não fui incluído na edição histórica da revista Guriatã da ALITA e minhas produções  não são publicadas em seu site, mesmo como um dos membros fundadores e efetivo. Ass.: Rilvan Batista de Santana - editor. 






(*) ADENDO EDITORIAL (II)  (23.03.2017)

Este editorial foi escrito há 2 anos. Já naquela época, achei um despautério o desabafo do Sr. Cyro de Mattos à poetisa Eglê Santos Machado (surpreendi-me, pois quando eu a apresentei na ALITA para composição do quadro de membros vitalícios, ele não mexeu um dedo pra que ela fosse indicada membro da academia, e, indicou e efetivou mais de 15 confreiras, hoje, a poetisa Eglê Santos Machado é a principal divulgadora de sua obra). Há um provérbio popular que diz: “Deus faz, o vento espalha e o Diabo ajunta”.
Li no dia 17.03.2017, no site ICAL, administrado pela egrégia poetisa, um “Manifesto de Desagravo da Academia de Letras de Itabuna – ALITA”, com malversação de informações, cujo objetivo foi denegrir-me e humilhar-me (...não surgiu para abrigar figuras inexpressivas em seu quadro, nem ser um clube de serviço onde circule o elogio fácil e o alimento da vaidade), cujo manifesto foi assinado por ilustres 18 acadêmicos e teve como artífices o Sr. Cyro de Mattos e a atual presidente da ALITA.
Lamento a falta de justiça da administradora do site ICAL e  site da ALITA, divulgadores do malfadado “Manifesto de Desagravo”, não atentarem para os princípios éticos e jurídicos que norteiam a imprensa escrita e falada: “O Direito de Resposta”, porque publiquei no dia 18 de março do ano em curso, a resposta nos sites e blogs: “Saber-Literário”,  “Recanto das Letras”, “Letras Taquarenses” e  “Redes Sociais”, intitulada: “Contrassenso na Academia de Letras de Itabuna”.


Se os responsáveis pela divulgação do agravado “Manifesto de Desagravo” tivessem consciência ética e fossem justos, probos, teriam me dado o direito de resposta (Lei nº. 13.188/15),  em seus sites, sem ação judicial que o caso requer. Rilvan Batista de Santana. Itabuna, 23.03.2017










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