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CARA-A-CARA Com PÉROLA BENSABATH: Entrevista Concedida à COMUNIDADE ELOS LITERÁRIOS


Entrevista a Pérola Bensabath, da “Comunidade Elos Literários”
entrevistado – WAGNER WOELKE


Primeiramente gostaria de agradecer imensamente a oportunidade de mostrar um pouco do meu trabalho e das minhas pesquisas para um grupo de pessoas tão esclarecidas e inteligentes. Muito obrigado!

Pérola – A mudança foi de São Paulo para Valinhos, ou vice versa?

R – Nasci em Mogi das Cruzes, subúrbio de São Paulo, e interagi intensamente com a metrópole paulistana até 2002, ora estudando lá, ora trabalhando, e depois, morando. Naquele ano, uma oportunidade profissional na região metropolitana de Campinas, distante cerca de 100 km. da capital do estado me fez mudar para Vinhedo e Valinhos. Seis anos depois, cumprido o ciclo, voltei a morar
na capital de São Paulo, e hoje divido minha vida entre SP e a baixada santista, onde a família tem casa.

Pérola – O que relembras com mais intensidade da época do calouro da PUC?

R – Na PUC fiz mestrado em Contábeis (incompleto: não entreguei a dissertação). Sou graduado em Economia e em Ciências Contábeis respectivamente pela UBC e UMC; essas duas universidades são de Mogi das Cruzes, praticamente na porta de casa. Ihhh, faz muito tempo dos tempos de calouro, quase 40 anos..!. Lembro-me que era a época da ditadura, e no curso de Economia, tinha um pessoal engajado no DA. Uns colegas sumiram, alguns colegas comentaram o sumiço. Eu, com 18 anos, me lembro de ter ficado com medo.

Pérola – Como é o Wagner na intimidade?

R – Hoje sou muito tranqüilo, pratica diariamente meditação vazia, leio muito, pesquiso muito, escrevo muito. Gosto de passeios na cidade, em meio a muitas pessoas e prédios altos.



Pérola Finalmente, você é um filósofo, um místico, um guru ou um pensador?

R – Filósofo sempre fui, desde que me entendo por gente. Pensador também. Místico e guru, jamais.

Pérola – Triste, profundo, romântico, ou sério? Em qual destes vocábulos você se encaixa?

R – Profundo, sério e romântico, nessa ordem.

Pérola Qual o seu livro de maior sucesso?

R – (Risadas). Acho muito prematuro referir-se assim, meu “livro de maior sucesso”. Volte a fazer-me esta pergunta daqui a uns vinte anos, que eu respondo.(risadas) Afinal, foram apenas 4 títulos publicados até hoje, todos com tiragens típicas de iniciante. Publiquei meu primeiro livro em 2010, o “TRATADO GERAL DA MEDITAÇÃO E HARMONIZAÇÃO COM O UNIVERSO”, logo aceito pelas duas maiores redes de livrarias do Brasil e, ao que eu saiba, a primeira edição encontra-se esgotada. Já preparei um texto revisto e ampliado, do qual lançarei em edição própria oportunamente. O “CRIANDO REALIDADES” também vendeu bem e ainda vende, vejo que há livrarias que fazem pedidos regularmente. Já a distribuição do “EU SUBLIMINAR” e do “O HOMEM E A MALHA CÓSMICA” é de responsabilidade da editora, e ainda estão sendo trabalhados por eles, não interfiro nem um pouquinho. Acho que o preço do livro pesa muito na hora da vendagem.

 Tratado Geral da Meditação Harmonização com o Universo

Pérola – E o contexto da literatura nacional compensa de alguma forma, enquanto escritor?

R – Bem, financeiramente, para obter um ganho que se permita viver bem, exclusivamente de escrever livros, é necessário que se vendam às dezenas de milhares de exemplares. No Brasil, isso é conseguido por não mais de que uma dúzia de escritores. No meu caso, como se tratam de apenas 4 títulos, distribuídos de várias formas: por meio de distribuidora, por meio da própria editora, por meio do meu site, do meu blog, por meio de livrarias independentes de SP e da baixada santista, todo mês sempre pinga um pouquinho de dindim na minha conta bancária, às vezes, até de valores surpreendentes. Tem dado para o gasto, não mais que isso. Mas há que se considerar que, no Brasil em geral se lê comparativamente pouco. As estatísticas falam em mais de 400 milhões exemplares vendidos por ano aqui na Terra de Santa Cruz, mas esse número inclui os livros didáticos. E no pouco que se lê, há a preferência, como disse, pelos grandes lançamentos internacionais, estes, sempre acompanhados de farta propaganda direta e institucional feita por suas editoras, além de exibição em locais privilegiados nas livrarias e nas revistas de grande circulação. Os melhores espaços nas maiores livrarias aqui de São Paulo – quinas, altos de prateleiras, expositores , ilhas, etc., são todos alugados, com valores a pesos de ouro. Os anúncios em revistas especializadas também possuem valores bem salgados. O livro, exposto nas prateleiras, vende, e é um produto perene, que não tem data de validade (às vezes vou às livrarias e, quando vejo que meus livros estão escondidos, pego um exemplar e deixo-o num local mais visível, mais privilegiado… risadas), mas o escritor brasileiro é, em geral, muito discriminado e desprezado por toda a cadeia: editoras, distribuidoras, livrarias e, claro, pelos leitores. As páginas culturais dos grandes jornais gostam de falar de livros lançados por atores da Globo, ignoram os talentos emergentes. Também, com a mentalidade de colonizados que existe forte no Brasil, principalmente em meio às classes dos mais esclarecidos, os autores estrangeiros geralmente são preferidos pelas editoras, idem pelos leitores. (Já fui inquirido por leitor, que insistia em querer saber se eu sou brasileiro, mesmo!) Na edição de sexta-feira passada do Programa LITERATUS TV, especializado em literatura, da Rede de TV Federal, o apresentador, quando cobrado pelos telespectadores sobre a falta de menção de obras de escritores brasileiros contemporâneos, saiu-se com o seguinte comentário, dito com uma careta: “Ah, falar de escritores brasileiros, só porque estamos no Brasil, é bobagem, é bairrismo bobo…”. E seguiu, falando de Stephen King, de Conde Drácula, etc, etc… Esse problema é antigo: No ensaio de grande José Martiniano de Alencar, chamado “COMO E PORQUE SOU ROMANCISTA”, publicado em Maio de 1873, ele já destila a lista das desventuras de ser um escritor no Brasil, como o desprezo das classes intelectuais, as críticas preconceituosas e injustas, os atrasos das editoras, o extravio de originais, o descaso dos lojistas, que fez com que a primeira edição de seu monumental “O GUARANI”, de 1857, jazesse, por 2 anos, sob o que ele mesmo denominou de “pretensioso desdém da roda literária”, no fundo de um sebo e nos cordéis, embaixo dos arcos da Lapa, sem que ele visse durante esse tempo “e muito depois, qualquer elogio, crítica ou simples notícia do romance…”. O panorama não mudou em quase nada. Em 2012, alguém sugeriu que eu entregasse os originais de meu recém concluído “EU SUBLIMINAR” a uma editora especializada na temática de que ele trata, para análise. Conversei lá e me disseram assim: “DEIXE UMA CÓPIA AÍ. SE EM UM ANO NÃO TE PROCURARMOS PARA TE DAR RESPOSTA, É PORQUE O LIVRO FOI RECUSADO”. Pode? Um livro elogiadíssimo pelos leitores, que já tem duas traduções para o Inglês e, até onde ouvi falar, está sendo traduzido para o holandês e para o russo… O fato é que os autores brasileiros consagrados lançam seus livros por aqui com tiragens de 3 mil, 5 mil exemplares, não mais que isso. O Paulo Coelho, uma das poucas exceções que há, com suas centenas de milhares de exemplares em cada lançamento, primeiro teve que fazer sucesso lá fora, para depois ser aceito aqui, sempre com muita crítica, principalmente invejosa. Já participei de rodas de escritores aqui em SP para discutir o problema, mas logo parei, pois aquilo me fazia muito mal ao espírito. Tem muito escritor brasileiro magoado. Não reclamo, pois estou ciente que meus livros não tratam de temas populares, e seus conteúdos e abordagens realmente não são digeríveis por qualquer um. Mas vejo que, quem lê um dos meus livros, imediatamente me procura querendo ler os outros. E alguns escrevem para me cobrar por mais obras de assuntos relacionados. Meus livros demandam muita pesquisa especializada, com muito critério. Na verdade, toda vez que entrego o original de um livro meu para uma editora sob contrato, sinto-me leve, muito leve, como que um grande peso tenha saído das minhas costas.



Pérola – Existe curiosidade em torno da tua empresa: é uma editora, uma divulgadora, uma empresa de marketing?

R – Não tenho empresa, não! (Risadas). Meu sítio eletrônico (www.wagnerwoelke.com.br) é somente uma ferramenta de divulgação, tanto de meus assuntos que, segundo entendo, devam ser divulgados, quanto de matéria cultural em geral, editais na área cultural, etc., pois, como andei no meio cultural (fui diretor cultural da Associação Viva o Centro, Ação Local Praça Ramos, no período de 2009 a 2011,aqui de São Paulo, e percebi que muito da agenda cultural da cidade, que é imensa, é simplesmente ignorada pela imensa maioria da população. Então, divulgo. Nem tanto quanto poderia ou deveria, mas divulgo.)

Pérola – O teatrólogo?

R – É uma conseqüência de minha temporária atividade na Ação Local Praça Ramos: compareci a muitos espetáculos (TEATRAIS, ÓPERA, DANÇA, ORQUESTRA SINFÔNICA, SHOWS DE MPB, ROCK, ETC., ETC.), uma verdadeira maratona, ao longo de mais de 3 anos. Evidentemente, conheci muita gente do meio, acabei envolvido com produção, captação de recursos e, como tenho alguma coisa a dizer, surgiram meus textos para teatro e cinema. Sou associado da SBAT – Sociedade Brasileira de Autores (Teatrais), e eis meus textos teatrais (atualmente são 14, devidamente registrados na Biblioteca Nacional):

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– “A ATRIZ”, comédia dramática,

– “EU NÃO VI MEU MARIDO GANHAR CABELOS BRANCOS”, drama,

– “TIA, O QUE EU VOU SER QUANDO CRESCER?”, lúdico infanto-juvenil,

– “A ORDEM DO REI”, drama baseado em uma pequena cena do livro “Nossa Senhora de Paris”, de Victor Hugo,

– “MULHER ESPIRITUALMENTE DANIFICADA”, drama

– “ENSAIO SOBRE A FALTA DE ESCRÚPULO”, um estudo sobre as relações atuais no ambiente corporativo,

– “EU, PERI, GUERREIRO GOYTACAZ DESTEMIDO, 30 ANOS, BELO, ALTO, APAIXONADO…”, épico baseado na personagem de José de Alencar,

– “I-JUCA-PIRAMA, A PEÇA”, épico baseado no poema homônimo de Gonçalves Dias,

– “A PATA DA GAZELA, A PEÇA”, comédia de costumes baseada no livro homônimo de José de Alencar,

– “É SHAKESPEARE, MEU!”, uma coletânea de trechos de textos do Bardo, tão falado e tão pouco conhecido,

– “NAVIO NEGREIRO E OUTRAS DORES”, drama baseado na obra homônima de Castro Alves, e em outros textos seus,

– “CAMÕES EXPLICA “OS LUSÍADAS”, um mergulho e uma interpretação da maior obra épica da incrível e desconhecida (para nós) história da grande nação portuguesa,

– “NEGRINHO DO PASTOREIO, A PEÇA”, drama sobre a lenda do sul do Brasil,

– “NERO, O DIÁRIO DE UM DOIDO VARRIDO”, comédia dramática baseado nos feitos do controvertido imperador romano.

Atualmente estou fazendo uma minuciosa pesquisa nos primórdios de nossa história, à cata de coisas que não são absolutamente do conhecimento geral de nós mesmos, brasileiros, mas que acabaram por nos levar a isso que nós somos hoje. Se eu tiver tempo, farei uma devolução em forma de textos teatrais, voltados principalmente para o público estudantil.



Para cinema, sou um apaixonado pelos filmes brasileiros, tanto que criei um blog só para relacionar traileres de nossas produções, o www.socinemabrasileiro.blogspot.com . No ano passado participei de oficinas de roteirista e fotografia no MIS – Museu da Imagem e do Som, e até participei de um curta-metragem experimental, o “SUA MÃE, SEU PROBLEMA” (https://www.youtube.com/watch?v=FGxhaeAVxtU), dirigido pelo ótimo Anderson Lima. Meus roteiros de longa metragem, todos devidamente depositados na BN: um deles é um drama que trata de racismo na periferia das grandes cidades brasileiras, outro drama urbano de um ex-executivo de meia idade que perde tudo e tenta recomeçar a vida em bases mais humildes, outro é um thriller que conta a história real livremente adaptada de um fugitivo, um alemão criminoso de guerra nazista que se refugia em uma pequena e isolada cidade do Brasil em 1949 e ali, enquanto anonimamente se envolve com os pacatos cidadãos locais, acompanha à distância o desenrolar dos fatos relacionados com o pós-Guerra Mundial. Acabei de registrar o roteiro de drama, também livremente baseado em fatos reais, onde a personagem, uma perturbada mulher da classe média paulistana passa a escrever romances bizarros e ousados, como terapia para os pesadelos que não a deixam. Também, como pedido, escrevi roteiros para curta-metragens, tratando de racismo, solidão na metrópole, violência urbana…

Pérola – . O amor é para sempre entre um casal?

R – Se o casal estiver vivendo um amor do tipo “Storge”, que é marcado pelo companheirismo e respeito, certamente durará “até a morte os separe”; se for dos tipos “Eros” (atração física, energia de peles), “Ludus” (brincadeira) ou “Mania” (paixão louca), terão um ápice temporário e depois se transformarão em alguma outra coisa, levando ao fim do relacionamento. Já o tipo “Pragma” é um relacionamento de conveniência, e o casal, mesmo já tendo percebido que não há mais qualquer ponto sentimental em comum, permanece junto por comodidade, por utilidade, etc. Essas classes de tipos de amor humano foram identificadas por psicólogos especializados no assunto, e mereceram um capítulo em meu livro “O HOMEM E A MALHA CÓSMICA”.

Pérola – . A família?

R – A família é a base de toda a estabilidade do ser humano, que precisa de referências e suporte em várias áreas: emocional, material, educacional. Por isso, os regimes totalitários tentam, como vemos hoje no Brasil, destruir a família e os valores do clã. Destruindo-se a família, as pessoas ficam mais vulneráveis.

Pérola – Você tem manias?

R – Não sei se é bem uma mania, mas gosto das músicas dos anos 1970, uma de minhas poucas concessões a estrangeirismos. Tanto que criei um blog especializado, o www.1970inesquecíveis.blogspot.com , que contém videoclipes da maioria das músicas e canções que marcaram a minha infância. Costumo cantarolar músicas de Elvis Presley (http://www.1970inesqueciveis.blogspot.com.br/…/wagner-woelk…), Beatles (http://www.1970inesqueciveis.blogspot.com.br/…/the-ballad-o…), B.J. Thomas, Johnny Rivers, fui estudar canto para diminuir a agressão aos ouvidos alheios (risadas).


Pérola – Você enviou maravilhoso texto para a Elos Literários 3, enviei um exemplar do volume 2 para você. O que acha deste empreendimento literário?

R – Obrigado pela referência ao meu texto. Devorei o exemplar do “ELOS LITERÁRIOS, VOLUME 2” com muita sede (risadas). Gosto de ver as diferenças de percepções das pessoas brasileiras, e ali encontrei uma mina sem dúvida muito rica. Iniciativas como esta coordenada por ti, Pérola, tão democrática e ousada, são muito necessárias no panorama intelectual brasileiro, tão dominado pelas oligarquias (“dominado” é bem o termo), que não deixam o povo desenvolver seu pensamento, com isso, não conseguindo assimilar as essências da cultura genuinamente nacional, as quais gerariam um povo forte, orgulhoso de quem são. A noção de que “o que é nacional, não presta” é inserida diariamente pela classe dominante na mente das pessoas de todas as classes mais populares. O povo é mantido perversamente na cegueira, na ignorância de si mesmo, portanto, eternamente manipulável, escravizável. As elites brasileiras têm vergonha das coisas e dos sentimentos genuinamente nacionais. Enquanto isso, mantêm os olhos voltados para Europa e EUA, de que se julgam verdadeiramente dignos. É a mentalidade dos séc.XVII e XVIII, sedimentada na mente colonial, dos barões de café e cacau, disseminada ainda hoje, em pleno Séc.XXI, pelas classes médias (Classe média, mesmo! Não a classe média criada pelo Lula, a que tem renda de 1.100 reais por mês. Risadas). Isso é quebrado com a divulgação livre das várias vertentes do pensamento de raiz nacional. Por isso, todo canal livre é absolutamente necessário, e a proposta das coletâneas da série “ELOS LITERÁRIOS”, coordenados por ti, é amplamente louvável. Que venha mais, muito mais!

Wagner Woelke, Junho de 2015

COMUNIDADE ELOS LITERÁRIOS

Grupo criado pela escritora bahiana PÉROLA BENSABATH, voltado para a união e expressão literária de autores independentes, “em um ambiente cada vez maior de estreitamento de mercado literário”, é hoje um importante impulsionador na integração entre escritores (elo-escritores) e leitores.



A Escritora PÉROLA BENSABATH

“O que mais me encanta é o comprometimento e o entusiasmo dos elo-escritores com as COLETÂNEAS ELO-LITERÁRIAS: todo um movimento a partir do noso volume 1, e que se estendeu à nossa página no Facebook: COMUNIDADE ELOS LITERÁRIOS”, diz, exultante, a criadora e cordenadora do grupo, PÉROLA BENSABATH.



As Escritoras Lúcia Laborda e Pérola Bensabath ladeiam o editor


1 Responses to CARA-A-CARA Com PÉROLA BENSABATH: Entrevista Concedida à COMUNIDADE ELOS LITERÁRIOS

  1. Obrigado pela matéria

     

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