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UMA BREVE RETROSPECTIVA - Jairo Xavier Filho (*)

Postado por Rilvan Batista de Santana 31/01/2017

UMA BREVE RETROSPECTIVA
Jairo Xavier Filho
          
             Em 1964 o país estava mergulhado na baderna, caos político, social e econômico. A Rússia avançava do oriente para o leste europeu implantando a ditadura do proletariado, em seu monstruoso império da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O objetivo era transformar o mundo todo em uma ditadura comunista.
          O Brasil, país continental, era estratégico para a expansão comunista. Os ativistas foram financiados aqui pelo ouro de Moscou.
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          Houve então várias tentativas de golpes comunistas, de Prestes a Marighela. O que houve em 1964 foi na verdade, uma contra revolução, que impediu que uma ditadura sanguinária comunista fosse aqui implantada.
          Toda ditadura é ruim, mas as de esquerda, foram as piores, as mais duradouras, mais castradoras das artes, tecnologias e cultos religiosos.
          Quer exemplos?
          A Rússia com Stalin, A Iugoslávia com o marechal Tito, a do Khmer Vermelho, com Poul Pout, a de Cuba com Fidel, a da China com Mao Tsé, a do Vietname com Ho Chi Min, a da Coréia do Norte, com a dinastia das três gerações de malucos, vigentes até hoje é que arrasou o país... São tantas e com tantos assassinatos e prisões arbitrárias... Que a nossa pode ser chamada de "ditabranda".
          Veja só, dados oficiais, reconhecidos até pela esquerda. Em 21 anos de regime militar no Brasil, morreram ou desapareceram  oficialmente 634 pessoas. Isto desaparecia em uma semana na URSS nas garras de Stalin e seus Gulags.
          Além do mais, onde é, e em que tempo ou lugar, houve, como no Brasil, uma "ditadura" que de 4 em 4 anos mudava o "ditador" e elegia-se outro, por um colégio composto por militares e civis alinhados. Uma oligarquia, é bem verdade, mas não uma ditadura. Não se fechou as câmaras de deputados, nem de senadores. Os estados continuaram com governadores civis, biônicos, bem verdade, mas civis...
          Cassados e ou perseguidos, foram aqueles que pregavam abertamente a luta armada ou a incitavam, aqueles que assaltavam bancos, quartéis. Aqueles que sequestravam e até matavam em ações terroristas. Aqueles que entrincheirados em guerrilhas nas matas, estavam armados até os dentes.
          Ninguém foi fuzilado em praça pública e nem condenado a pena de morte por nenhum tribunal ou pior em plebiscito popular, sem direito a defesa e sumariamente fuzilado no "paredon" como em Cuba. . Houve tortura? Houve, até hoje há. Em todo subterrâneo existe perversos covardes, que se aproveitam de uma vantagem, para maltratar os outros.
          O regime contra revolucionário militar de 1964, entregaram aos cuidados de um dos maiores jurista que o Brasil já teve, um dos maiores especialista em direito constitucional, o Prof. Doutor Hélio Bicudo, por sinal um dos fundadores do PT, que revisasse e elaborasse o texto da nova constituição e a apresentasse a um conselho de juristas civis, e assim foi feito. A constituição foi respeitada, bem como o estado de direito. O ato institucional número 5, o AI 5, só foi instituído por um curtíssimo tempo, em 1977, no governo Geisel, que determinava em seu texto, prender sem mandado judicial, casos que implicasse questões de segurança nacional. Isto para impedir atos terroristas. Logo foi revogado.
          Vladimir Herzog? Foi uma lamentável morte de inocente, reconhecida até pelos militares. Quer tenha sido por suicídio ou por assassinato perpetrado por perversos. Infelizmente não existe guerra limpa. Em toda guerra sempre morreu e morrerão inocentes. O importante é proteger o máximo possível, inocentes. A esquerda o transformou em um mártir, ocultando os milhões de inocentes que foram exterminados sob as ditaduras de esquerda.
          Enfim, é muito cômodo para os pseudos intelectuais de esquerda, como Chico Buarque, Jorge Amado, Óscar Niemayer e tantos outros, se dizerem de esquerda e perseguidos pela ditadura, e com passaporte visado, saindo espontaneamente por aeroportos, por livre e espontânea vontade, irem "exilarem-se" no eixo Paris - Londres - New York, nos melhores cafés, Pubs e Resorts, respectivamente, do berço do capitalismo e de lá ficarem compondo suas músicas de protestos sociais, livros subversivos e projetos arquitetônicos mirabolantes e ganhando rios de dinheiro, vendendo onde? Isto mesmo, no Brasil e no mundo capitalista!
          Por que não foram pra Cuba? URSS, China? Iugoslávia? Simples, porque lá teriam que trabalhar duro e não teriam liberdade de expressão, pelo menos não para falar contra o mundo comunista. Seriam logo mandados para a Sibéria!
Prova disto? Cite-me uma, só uma, música de Chico Buarque que tenha feito sucesso após o regime militar brasileiro. Nenhuma sabe por quê? Protestar contra a ditadura dava IBOPE e dinheiro.
          Conheço de cor e salteado toda a retórica falsa da esquerda.
          Morei na Residência do universitário carente da UFBA, lá eu era conhecido como "Destroier" de intelectuais de esquerda. Nos embates políticos sociais que travávamos, eu os vencia, não com a arte da argumentação, réplica e tréplica. Mas com evidências científicas históricas, fatos dos horrores do comunismo, e não com as falácias de que sempre ver valeram os esquerdistas.
          Conheço esta laia, convivi na residência com muitos destes que hoje estão no poder, se locupletando, e que mesmo naquela época, ao encontrarem uma "boquinha" exclamavam com um largo sorriso de jacaré: "A burguesia tem seus encantos, companheiro”. Canalhas!
          Eram uma cambada de maconheiros e cheiradores de pó e cachaceiros em sua maioria. Outra marca de quem tem tendência à esquerda, o abuso de drogas entorpecentes. Reparou como o Brasil enveredou pelos caminhos da droga e da violência desde que a esquerda está no poder?
          Conheço muito bem a alma humana e seus mecanismos psicológicos e Psico sociais, sem querer ser arrogante e nem dono da verdade, me parece que nasci há dez mil anos atrás, como diria o "maluco beleza" que também era de esquerda e cheirador de pó.
        
 "E para aquele que provar que estou mentindo, eu tiro meu chapéu".

Jairo Xavier Filho

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(*) Jairo Xavier Filho
Cardiologista, membro da Sociedade de Cardiologia do Brasil. Estudou Medicina na instituição de ensino Universidade Federal da Bahia. De Itabuna e mora em Itabuna. Cronista e palestrante. Hoje, faz parte da plêiade de intelectuais de Itabuna. Membro efetivo da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL. Ocupa a cadeira nº. 20,  que tem como patrono, o advogado e chefe político de Itabuna, em tempos idos, o saudoso Gileno Amado.

Fontes: Facebook / Google


Post Scriptum:

Quem foi Gileno Amado?

Gileno Amado (1891-1969) foi um influente político no sul do Estado, sendo partícipe em dois momentos do governo de Juracy Magalhães na Bahia. Era advogado, nasceu na cidade de Estancia-SE e veio para Itabuna em 1908. Foi Deputado Estadual (1912-1924) pelo Partido Republicano Democrata PRD, correligionário do governador J. J. Seabra. Fundou em 1917 o jornal A Época, que circulou até 1958. Na década de 1930 foi Secretário da Fazenda, no governo de Juracy Magalhães, Interventor da Bahia após o movimento de 1930. Foi presidente de honra da União Democrática Nacional - UDN local nas décadas de 1950 e 1960. Era primo de Jorge Amado e irmão do escritor Gilberto Amado. Casado com D. Amélia Amado, filha de um dos cacauicultores mais ricos da Bahia, Manoel Misael da Silva Tavares, com a qual inaugurou a Fundação Gileno Amado responsável pela construção do colégio Ação Fraternal de Itabuna – AFI em 1947. APEB. Atas Câmara de Deputados, 1916. Sobre trajetória de Amélia Amado cf.: SILVA, Op.cit, 2012, p. 101-104. Henrique Alves era partidário de João Mangabeira, opositor do juracismo, nos anos 1930. Fundou o periódico O Intransigente, em 1926. Era um jornal políticopartidário. Henrique Alves dos Reis exerceu a atividade política desde o final do século XIX e início do século XX e era considerado um dos coronéis “pioneiros” de Itabuna. Muito da memória que exalta seu nome foi construída pelo próprio jornal, principalmente após sua morte em 1940, quando o periódico passou às mãos do seu genro Miguel Moreira. Moreira foi prefeito da cidade (1949-1953) pelo PSD e levou o periódico até o início dos anos 1960, quando parou de circular. Sobre os confrontos políticos no pós 1930, Cf. SILVA, P. S. Âncoras da tradição: luta política, intelectuais e construção do discurso histórico na Bahia (1930-1949). Salvador, Edufba, 2000.

Fonte: Google



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