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Por que Parei de Buscar o Emprego dos Meus Sonhos - André Camargo

Postado por Rilvan Batista de Santana 12/01/2017

Por que Parei de Buscar o Emprego dos Meus Sonhos André Camargo
 Auto-realização por meio do Trabalho à serviço da Vida 

"Não é possível ligar os pontos olhando para a frente; você só consegue conectá-los olhando para trás. Então você precisa acreditar que os pontos vão se conectar de algum modo no futuro. Você precisa confiar em algo — seus instintos, o destino, a vida, o carma, o que for. Essa abordagem nunca me desapontou, e fez toda a diferença em minha vida." Steve Jobs

***

Publicidade e Propaganda.

Levei dois anos para sacar que não era a minha praia. Estava perdido, completamente perdido de mim mesmo. Saí fora.

Por outro lado, foi ali que ouvi falar, pela primeira vez, em Id, Ego e Superego. E, cara, aquilo tocou minha alma.

Na sequência, cursei cinco anos de Psicologia. Só depois fui entender minha real motivação. Aquele jovem arrogante de 18 anos precisava, desesperadamente, fazer terapia.

E comecei a terapia, mesmo que só a partir do terceiro ano da faculdade. Afinal, agora tinha uma justificativa (para mim mesmo): estava fazendo terapia porque era uma exigência da minha formação.

E não por causa do vazio, da solidão, do desamparo, da perplexidade, do abismo. Não porque às vezes chegava a sentir falta de ar por não encontrar sentido em nada do que fazia. Não porque não fazia a menor ideia do meu lugar nessa porra toda ou de como me tornar um ser humano adulto.

Também dessa época, do terceiro ano da faculdade, é meu primeiro emprego. Professor de inglês.

Assim que me formei, já engatei um Mestrado. Conciliar carreira acadêmica (de professor universitário) e atividade clínica (em consultório particular) me parecia o plano perfeito.

Quando finalizei o mestrado, em 2002, senti que a vida estava resolvida. Já atendia alguns pacientes no consultório. Só seguir o plano: conseguir mais clientes e arrumar uma faculdade para dar aula. Não tinha como dar errado.

Apenas dois anos depois, me vi mergulhado em uma depressão severa; acabei sem aulas, sem pacientes no consultório, sem perspectiva, sem namorada — e sem grana.

Encolhido no sofá.

Aí apareceu um concurso público, super concorrido, para psicólogo-perito do Tribunal de Justiça. Salário bom, estabilidade, férias, décimo-terceiro e a chance de atuar dentro da minha área de formação: claramente a solução para todos os meus problemas.

Prestei… e passei!

Então, finalmente, pude respirar. Tava tudo resolvido. Afinal, quem seria louco de abrir mão de uma carreira disputada a tapa por tanta gente? Menos de três anos. Foi quanto durei no Judiciário.
Depois que nasceu meu primeiro filho, ficou claro que não dava mais. Pedi exoneração. Fui professor universitário em faculdades de Pedagogia, Administração e Psicologia. Também atuei como professor de Pós em Psicopedagogia e ensaiei fazer um Doutorado.

Só assim, através da experimentação constante, na prática, comecei a sacar um monte de coisa a meu respeito.

Comecei a aprender o que não funcionava para mim. A pessoa real, de carne e osso, que os ecos do mundo às minhas iniciativas revelam que eu sou, e não uma ideia de mim que só existe na minha mente.

Saquei, por exemplo, que não sirvo para emprego careta. Horário de entrada, horário de saída, reuniões, trânsito, mesmo lugar, mesmas pessoas, salário, cobrança, hierarquia e conformidade. Aprendi que não adianta eu tentar insistir; pra mim não rola.

Depois fiz minha modesta estreia no Empreendedorismo: criei uma proposta de educação infantil não-escolar, o projeto Jabuticaba.

Foi aí que descobri a Desescolarização. Algo que então fez todo o sentido do mundo para mim. Publiquei alguns textos que viralizaram, ofereci oficinas e acabei alçado à condição de referência no assunto, mais pelo timing que por mérito pessoal.

Bastante gente me procurou. Ajudei projetos a sair do papel. Dei conselhos e entrevistas. E para falar a verdade, passada a euforia narcísica, essa parte dos conselhos e entrevistas me encheu o saco. :| Nos últimos tempos, tenho investigado o tema do propósito de vida.

Alcancei uma clareza bem maior sobre o que, de fato, me move. Comecei a compreender que a desescolarização é apenas um desdobramento do que realmente faz sentido para mim. E você, tem clareza do que toca sua alma e faz seu coração brilhar?

Experimente investigar por aqui:

No que você seria capaz de trabalhar com alegria, mesmo que fosse de graça?
Quando você olha atrás, para as mudanças de trajetória ao longo de sua vida, as coisas se encaixam? Você consegue ter o vislumbre de um sentido maior?
O que toca a sua alma, que tem o poder de se tornar fonte de vitalidade, de autenticidade, de direção, confiança e determinação em tudo o que você faz? Que tipo de trabalho — sobre o mundo e sobre si — tem o poder de dar sentido a sua vida, ao ajudar você a se tornar quem é?

Uma atividade que enche meu coração de alegria é ajudar pessoas a expressar seu potencial único, a encontrar caminhos de abundância material e espiritual, enquanto oferecem sua contribuição para transformar o mundo em um lugar melhor.

Auto-realização por meio do trabalho — a serviço da Vida.

Também me encanta ajudar meus clientes a transformar sonhos em realidade. Criar projetos de vida que façam sentido. Viver a partir do coração.

E isso pode se manifestar na esfera da Educação (como no caso da desescolarização), do Trabalho (por meio de coaching de propósito e mudança de vida), da Política, da Saúde etc.

Atualmente estou criando as condições de manifestar meu dharma  não por meio de um emprego formal (que não funciona para mim), mas por meio do empreendedorismo digital.

Então não faz sentido procurar o emprego dos meus sonhos, porque estou criando, dia a dia, o trabalho da minha vida.

Quando me dedico a criar as condições para exercer um trabalho que manifesta minha verdade, honrando meus talentos, minhas limitações e as questões que estão vivas em mim, meus dias ficam impregnados de sentido e significado.

Meu trabalho se torna algo sagrado.

****



Fazendo isso, você inspira mais gente a expressar seu verdadeiro potencial.


****

Fonte: Linkedin 

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