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Onylakayê Lourival Piligra: A visita dos irmãos da curriola a Ilhéus...

Postado por Rilvan Batista de Santana 20/01/2017

Onylakayê Lourival Piligra Júnior





















A visita dos irmãos da curriola a Ilhéus...
Primeira parte! (A visita à Catedral!)
1. Quero alertar ao leitor
Para o que eu irei contar,
Outro caso inusitado,
Uma história singular,
Sobre três irmãos de sangue
Que formaram uma gangue
Para ao Brasil assustar!
2. Conhecidos no nordeste
Como irmãos cara-de-pau,
Zé Tabaca, Chico Tampa,
Mané Sola infernal,
Curriola da trapaça,
Criadores da desgraça,
Trindade filha do mal!
3. Decidiram ir a Ilhéus
Visitar esta cidade,
Montados em burro bravo,
Vestidos na falsidade,
Chegaram de manhã cedo
Provocando a ira e o medo
Na infeliz sociedade!
4. Zé Tabaca todo sério
Da cidade reclamava
Enquanto no meio-fio
A faca velha amolava,
O povo olhando assustado
O semblante do malvado
Que ao demônio clamava!
5. Chico tampa falastrão
Excomungava a cidade,
Dizia que ali não tinha
Cabra macho de verdade,
Com o revólver na mão
Verdadeira assombração
Encarnada na maldade!
6. Mané sola sorumbático
Escorrega e cai no chão,
Dá risada todo tempo
Segurando o seu facão,
Quer saber, cortando o céu,
Onde é que fica o bordel
Nesta cidade do cão!
7. Chegam logo a catedral
Atirando sem parar,
O povo todo assustado
Começa logo a gritar,
Corre-corre, pouca luz,
Padre faz sinal da cruz
Escondido atrás do altar!
8. O delegado se caga,
O prefeito fica mudo,
O bispo por precaução
Faz de um vigário seu escudo
Murmurando reticente:
“Oh meu Deus livra esta gente
Da fúria do cão chifrudo!”
9. “Da fúria do cão chifrudo
Livra Deus toda essa gente”
Repete em tom de ironia
Zé Tabaca sorridente,
Enquanto sobe no altar
Escuta a freira implorar:
“Por favor eu sou inocente!”
10. O povo foge da igreja,
Um corre-corre infernal,
Chico Tampa dá risada
Na porta da catedral,
Zé Tabaca vai ligeiro
Leva da igreja o dinheiro
Na maior cara de pau!
11. Pandemônio varre o cais
Da cidade sem futuro
O povo todo assustado
Com o trio louco, e obscuro,
Correndo pela cidade
Mergulhada na maldade
De um sistema falho e impuro!
12. Os três filhos de uma peste
Acampam na catedral
Impedem com seus feitiços
Freira, padre e cardeal
Rezar missa, fazer hora,
Mandaram Jesus embora
Inocente frente ao mal!
13. Enfeitiçaram pastores,
Pais de santo, curandeiros,
Transformaram em macacos,
Os mais nobres fazendeiros
Aos humildes sem morada
Deram a catedral sagrada
Como seus novos herdeiros!
14. Cada qual fez seu discurso
Profecias de ninguém;
Cada qual com seu programa;
“Tudo falso”, grita alguém;
Dessa forma os três irmãos
Seca a terra e rouba os grãos:
Fazem do povo um refém!

Fontes:
Facebook
Onylakayê Lourival Piligra Júnior

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