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O QUE É MESMO EDUCAÇÃO? – Agenilda Palmeira

Postado por Rilvan Batista de Santana 03/12/2016

O QUE É MESMO EDUCAÇÃO? – Agenilda Palmeira



          Educação palavra feminina como  a terra que nossos pés  pisam. Educar vem do latim educere e significa também criar, nutrir, cultivar  ou seja, ações intimamente ligadas ao trato da terra e ao trato entre as pessoas.

          O mundo de  hoje  não é igual ao mundo de ontem, essa frase, repetida milhões de vezes, encontra na educação  a sua expressão mais acentuada. Os relacionamentos familiares de hoje parecem delegar  a responsabilidade de educar para a escola.  Seria prejudicial  para o nosso aluno. Alguns pais   têm dificuldade de educar seus filhos. E a escola tem um nome ligado a educação infantil, fundamental,   médio e  superior. Eles (os pais) pensam ser cômodo  entender que a escola é que educa e que as crianças  estão em um  “período de educar” outro quesito: ao mesmo tempo em que o pai quer dar o melhor para o filho, acaba dando uma coisa comum. É como se a gente colocasse o filho para andar de uniforme! Ademais, a maioria das escolas não  são preparadas  para isso. Para elas o aluno é um simples transeunte  curricular.  Os filhos são para sempre. E os danos e prejuízos, quem vai pagar com a  má educação dos filhos são os próprios pais.

          Devemos observar que a família é a matriz social, a mais importante agência socializadora que transfere para os filhos a herança biológica, psicológica, cultural e espiritual e está sob a responsabilidade direta dos pais e das mães.

          No livro de Içami Tiba Quem ama educa ele afirma que há  algo que os professores podem fazer para envolver os pais diretamente no processo e a isso  chama-se educação a seis mãos. Diz Içami: Se o pai  diz vinho e a mãe diz água o filho “dezanda” . É a mesma coisa se  a  família diz vinho e a escola diz água o aluno “dezanda” . É importante que as pessoas que estão ligadas à educação daquela criança tenha o que ele (Içami) chama de “coerência, constância e consequência”. Não adianta    o  professor jogar a bola para a família quando na escola ele também pode fazer alguma coisa. A repetição entre tarefas é muito tênue no espaço limítrofe mas no  centro as coisas não são muito claras. A escola tem de convocar a família toda  vez que a obrigação não está sendo cumprida. E provavelmente a família  deve  ir até  a escola para ver se tem alguma coisa que ela não está cumprindo. É a educação a seis mãos  feita à base do caminho e da razão, dos  pais, mães  e escola.

          A educação a seis  mãos faz correlação com  o início da  nossa crônica educar é criar, nutrir, cultivar ações intimamente ligadas a terra.  O homem é barro e sopro. O barro, que vem da terra,  e o sopro que vem de Deus. Ao primeiro compete a ciência que alimenta o corpo enquanto ao segundo compete a  arte que alimenta a  alma: o animal é dirigido pelas necessidades do corpo: não tem arte, o homem dirige o corpo com a alma. Nesse sentido há dois sentidos básicos e imprescindíveis a favor do bom relacionamento família e escola: a criação de grupos que implica o cultivo das relações  interpessoais e a educação da afetividade, e o aprender a conviver, que é fundamentado na resolução positiva dos conflitos. Hoje a educação acabou se convertendo em uma verdadeira  “batata quente” que  ninguém quer segurar o impasse entre pais e professores atingiu o seu clímax.

          O clichê da unanimidade. A solução para o Brasil é a educação. Mas que tipo de educação é a ideal? Educação depende da visão que temos sobre a praticidade da argumentação. Argumentar é defender ideais. E tanto a família quanto a escola não estão preparadas para este procedimento. Segundo Rorty “educar é agir seguindo a ideia de que as pessoas podem não seguir nossos argumentos, mas tendo a esperança de modificá-las para que um dia possam. Já argumentar é pressupor que os outros seguirão o que dissermos. Ai está o xis da questão o modo como os professores relacionam e correlacionam o que fazem a  situação de comunicação que vivenciam denuncia a adesão a uma dessas concepções profissionais.

          Porque uma coisa é querer convencer o aluno, outra é deixá-lo preparado para abandonar os próprios pontos de vista quando ouvir coisa melhor. A maioria das vezes, ficamos no meio desses extremos,  diz Richard Roty. Professores desejam formar alunos capazes de encarar uma questão por vários ângulos, de dar respostas consistentes independentemente do contexto e da transformação tecnológica que testemunham ao longo  da vida; de deixar de lado o ódio, imaturidade e a crendice; De saber seus direitos e deveres.

          Em ambientes instáveis de encarar perspectivas sem se sentirem ameaçados de que possam permitir a relação civilizada com os outros e oportunar pessoas a lerem obras de Marx, Machado de  Assis, Tomás de Aquino sem enjoar.

          Conclusão. Essa é a educação crítica dos sonhos de muita gente. A educação nesse olhar com tanta complexidade é necessário pensar conceitos que tragam à tona a realidade do indivíduo. Se pode ele tangenciar  ao tema a abordagem parcial, ou marginal, do tema dentro do assunto. E o seu caminhar é a  educação. Respeitemos os limites. Não podemos perder o foco do caminhar. Para poder ensinar, antes é necessário aprender. Jesus era peripatético.  Aquele que ensina caminhando. Ele (Jesus) é o mestre por excelência. Nesta semana da educação vamos entender que educar   não é desistir de si mesmo, mas descobrir que a vida  é o maior de todos os espetáculos – Um espetáculo dado pelo Autor da existência.

JESUS, O EDUCADOR POR EXCELÊNCIA





Agenilda Palmeira, professora Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


 Fonte: Itabuna Centenária Arte e Cultura

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