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De Cabral a Cabral - Walter Longo

Postado por Rilvan Batista de Santana 01/12/16

De Cabral a Cabral
Walter Longo

A história parece zombar de todos nós. Pelo menos é a impressão que dá ao vermos as imagens da capa de Veja desta semana com o ex-governador do Rio em trajes de presidiário.

A prisão de Cabral não deve surpreender ninguém. Basta reler o que a imprensa cobriu nos últimos anos, para entender as causas e razões do fato. O surpreendente é ter um País que, descoberto há mais de 500 anos, ainda possui gente importante nos dias de hoje se comportando como piratas e bucaneiros de antigamente.

Um Cabral descobriu o Brasil. O outro, descobriu um jeito de pilhar o Brasil. O primeiro saiu da Europa para trabalhar por aqui. O outro saiu daqui para se divertir na Europa. E o pior de tudo, às nossas custas. Um sonhava com uma nação rica e poderosa enquanto o outro ficava rico e poderoso às expensas da nação.



Os dois ficaram marcados na história do Brasil. O primeiro Cabral por descobrir e o segundo por ser descoberto. Einstein disse, certa vez, que coincidência foi o jeito que Deus encontrou de permanecer anônimo. Mas acho que essa coincidência é coisa do demônio...

A pergunta que devemos fazer para nós mesmos não é “por quê" e “como”, mas “até quando”? Até quando o Brasil vai ser uma terra de aproveitadores e malandros? Até quando o povo brasileiro vai compactuar com a busca obsessiva da riqueza material e a valorização respeitosa da indigência mental e moral? Até quando a nossa memória permanecerá curta, perdoando o imperdoável, aceitando o inaceitável e esperando que dias melhores virão?

Não podemos esperar resultados diferentes fazendo a mesma coisa, nem esperar políticos diferentes votando do mesmo jeito, nas mesmas pessoas. O que devemos esperar é que todo esse processo traumático e penoso que estamos atravessando seja, na verdade, a dor de parto de um novo País. E que nesse Brasil passado a limpo, os vários hipócritas, dissimulados e demagogos sejam descobertos antes de assumir o poder, e não depois de deixá-lo.

Dizem que depressão é excesso de foco no passado, stress é excesso no presente e ansiedade é excesso no futuro. Mas precisamos avaliar o passado, agir no presente e construir o futuro, aprendendo a não nos deixar levar mais por populistas pilantras de qualquer matiz ou ideologia. Quando isso acontecer, essa sim será a grande descoberta do povo brasileiro.


FONTE:   LINKEDIN

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