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Escândalos Eleitorais


Meus amigos,
urna vota? Claro que não. Computador erra? Também não. Então o que explica os escândalos eleitorais, a eleição de pessoas estranhas ao eleitor, sujeitos que nunca apareceram na sua esquina e de repente, estão lá no parlamento nos representando?  Quem pode responder a isso? Nós, os simples mortais? Não. Os candidatos ditos gente de bem? Muito menos. As autoridades do TRE - Tribunal Regional Eleitoras? Também não. Porque nós, os simples mortais, não conhecemos a engenharia do processo de apuração, não somos abalizados no conhecimento de informática o suficiente para poder nos intrometer nessa puáia toda e desmascarar quem quer que seja. Os candidatos, nem pensar, pois vão advogar em causa própria, defendendo os seus interesses. O TRE muito menos, porque mesmo sendo o responsável por toda a organização das eleições, não dispõe de gente o bastante para dar conta de tanto trabalho e é aí que mora o perigo: em todas as eleições, o TRE convoca voluntários cadastrados de diversas maneiras, seja por indicação de seus próprios membros, seja através dos partidos. E quando chega na hora de apurar os votos, sempre aparece um bacaninha afilhado de poderoso que "aceita" arcar com a pesada tarefa de ficar lançando dados noite adentro a título de colaboração espontânea. Mas, a serviço de quem? Quem é que paga o seu jantar no meio da madrugada vindo num carrão com motorista e segurança ostentando a embalagem do restaurante granfino?  São dúvidas e perguntas como estas sem respostas de ninguém que encobrem todo o esquema da corrupção eleitoral e permitem a eleição do Seu Fulano, que nem precisa fazer campanha eleitoral, pois o seu voto foi comprado a peso de ouro e o seu mandato é garantido, exatamente, lá na apuração. É nesse momento que tudo ocorre sem choro nem vela, pois os fiscais de partidos são todos coniventes entre si em função dos mesmo interesses, ou seja, se eu puder aumentar, no momento da digitação, a votação do meu candidato, por que não fazê-lo, se ninguém pode impedir? Afinal, o computador não está na minha mão? Eu não posso fazer o que eu quiser? 

Enquanto pensam nisso, vamos lembrar um pouco da história. Em 1982, houve a primeira eleição direta para governador desde o golpe militar de 1964. A disputa não poderia ser fácil, com a ditadura de um lado, no PDS, Partido Democrático Social, encabeçado por ninguém menos que o hoje dito democrata Moreira Franco e na sua oposição o famoso líder trabalhista Leonel de Moura Brizola, do recém - criado PDT - Partido Democrático Trabalhista. Finda a campanha eleitoral, fomos votar. 

Ninguém duvidaria da vitória da oposição, feita à base de denúncias contra os militares, contra a elevada dívida externa do país exacerbada por eles, pela anistia ampla, geral e irrestrita, por eleições gerais e pela constituinte. Naquela época, a apuração era manual, os votos eram cédulas de papel em que a gente marcava o candidato com uma cruzinha e se contava os votos majoritários - governador, por exemplo -  primeiro e por último, senadores, deputados federais e deputados estaduais. 

Era uma loucura, porque se alguém acusasse alguma coisa como errada, tínhamos que recomeçar do zero. Então, o que acontecia? Ninguém punha dúvida em porra nenhuma, senão ia ficar a semana inteira naquela merda. Os partidos grandes, geralmente, dispunham de maior quantidade de pessoal e levavam vantagem em tudo, contava o voto dos outros para si e pronto. Ninguém dava conta de fiscalizar mesmo. Enfim, a fraude era resultado mais do cansaço das equipes de fiscalização do que propriamente do interesse por ela. Foi devido a isso que o TRE do Rio decidiu contratar empresa especializada em processamento de dados para otimizar a apuração. Naquela época, esse ramo de atividade era praticamente inexistente, ainda embrionário, e as poucas empresas do ramo tinham até dificuldade pra se manterem. Mas o TRE encontrou uma tal de PROCONSULT - já viu, né? - e a contratou para o serviço. Portanto, era de se esperar mais rapidez, eficiência, clareza na apresentação dos mapas da votação, pois se supunha haver gente a balde para realizar isso, mas que nada... A coisa ficou feia, piorou, a morosidade causou tensão, nervosismo, desconfiança, etc e tal mais o medo do jogo duro dos militares incrustados naquilo tudo, enfim, escândalo eleitoral! Sorte é que o Brizola salvou todo mundo, graças à sua coragem, desprendimento, espírito de nacionalidade, que convocou a imprensa nacional e estrangeira, e botou a boca no trombone, denunciou tudo, berrou pelos quatro cantos, meteu o dedo na ferida daquele câncer e apontou a fraude em andamento para eleger Moreira Franco e continuar a ditadura... A Rede Globo estava por trás de tudo, e a maioria dos líderes de audiência dos seus jornais ainda estão na ativa. Alguém conhece um tal de Merval Pereira? Pesquisem, verifiquem todos esses velhos jornalistas da Globo e verifiquem a participação deles no chamado Escândalo da PROCONSULT. Imediatamente o TRE apareceu para se explicar, a Rede Globo exigiu retração do Brizola, mas ele reafirmou tudo que tinha dito e pediu rigorosa investigação.

 Foi o maior nervosismo que eu já tinha visto na minha vida de cidadão militante, porque ali podiam ter matado o Brizola, e aproveitado pra levar junto um monte de comunistinha como eu e tantos outros, que militavam o tempo todo contra a ditadura militar. Mas felizmente aconteceu o contrário: foi promulgado o resultado final das apurações e Brizola foi apresentado como o vencedor pelo TRE da ditadura militar assassina. Meu candidato, Lizâneas Maciel - pelo PT - ficou em terceiro lugar na votação, mas, sinceramente, eu fui comemorar junto com os brizolistas a vitória contra a ditadura. E os "ESCÂNDALOS ELEITORAIS" passaram à história eleitoral brasileira com o carimbo "Rede Globo". Confiram aqui:
1 - Observatório da Imprensa
http://observatoriodaimprensa.com.br/memoria/a-globo-e-a-proconsult/ 
2 - Memória Globo
http://memoriaglobo.globo.com/acusacoes-falsas/proconsult.htm 

Bom, eu estou levantando essa bola toda apenas porque estamos na véspera de mais uma eleição. Todos sabemos como está o país, afogado em corrupção. Fraude de todo tipo, a ponto de o parlamento e o judiciário brasileiros serem os autores do golpe dado na Presidenta Dilma, eleita dentro da lei, baseado numa fraude, a tal da "Pedalada Fiscal", uma jogada financeira que vem desde o Império, quando o Rei, lá da Torre do Tombo, autorizava gastos a serem descontados no orçamento do ano seguinte. Esse golpe ficou mais explícito ainda quando no dia seguinte, o parlamento brasileiro transformou a pedalada fiscal em lei, provando que ELA não podia mas ellllles podem... Todos sabemos que nem está havendo uma verdadeira campanha eleitoral, pois não há sequer tempo hábil pra isso. Muitos candidatos são tão desconhecidos que até assustam a gente com seus santinhos esquisitos, saídos ninguém sabe de onde, e aquelas raposas velhas continuam falando tudo que já sabemos: mentiras. Mas o que vai acontecer? Não duvidem. Quem tiver "bala", vai se eleger, e digo bala em todos os sentidos, pois só na Baixada Fluminense já mataram uma leva de candidatos que disputavam o território do crime organizado. Portanto, meus amigos, estamos vivendo tempos profetizados por um mago chamado "Rede Globo", que arregimenta, direciona e dita o resultado, já dizia o anjo vingador 


Leonel de Moura Brizola.
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