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MANGABEIRA CONCEDE ENTREVISTA AO JORNAL AGORA

Postado por Rilvan Batista de Santana 23/08/2016

MANGABEIRA CONCEDE ENTREVISTA AO JORNAL AGORA

O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PDT, concedeu entrevista ao jornalista Kleber Torres, na redação do Jornal Agora. Veja entrevista na íntegra!

"Itabuna merece uma administração inovadora e que pelo menos saia do lugar comum"

Médico especializado em oncologia, administrador de empresas e advogado, além de ser estudante de engenharia civil e ambiental, Antônio Mangabeira, 59 anos, casado, três filhos, aparece na corrida sucessória como o mais qualificado pré-candidato à prefeitura de Itabuna. O seu nome foi lançado em solenidade que contou com a presença do presidente do partido na Bahia, deputado federal Félix Júnior, o qual investe em ações visando o fortalecimento do partido em 2016 visando a sucessão estadual dois anos depois.
Ele questiona a localização do campus e reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia e diz que uma questão básica é saneamento, pois, “Itabuna não tem esgotamento sanitário e hoje 100% dos esgotos são drenados para o rio Cachoeira, até porque pelo que me consta a estação de tratamento não funciona. A cidade também precisa de um projeto de saneamento básico”, e mais investimentos em saúde, educação e serviços públicos.

AgOra – O que o levou como um profissional competente e empresário bem sucedido a aceitar disputar  prefeitura de Itabuna em 2016?

Antônio Mangabeira – Ao longo dos últimos 30 anos tenho me decepcionado seguidamente com as gestões que passaram pela prefeitura de Itabuna. A princípio, relutei em entrar na política, mas depois de três anos e uma série de conversas com amigos, acabei aceitando o desafio e recebi o apoio do grupo político do deputado Felix Júnior e lideranças do PDT na Bahia, que me ofereceram a chance de ter uma candidatura competitiva. Se as coisas estivessem bem, eu não seria candidato e o prefeito em exercício deveria ser reeleito, mas o que se observa ao longo do tempo é que tem havido uma piora crescente nas gestões que se sucedem. Vale salientar que há 15 anos na universidade e de convívio acadêmico tenho encontrado  professores de Direito, Administração e de Engenharia  competentes e que poderiam participar de um projeto pelo desenvolvimento de Itabuna, mas eles jamais foram convocados para isso. O fato é que o modelo de gestão que existe em Itabuna não deu certo. As indicações meramente políticas para os cargos não deram certo e resultou no que está ai...

A – Mas a Uesc está no Salobrinho há décadas e não mudou nem o perfil e nem melhorou a qualidade de vida da população....

A.M. – Isso não é decorrência da ação da Universidade, mas dos problemas gerados pela administração municipal, que não tem interesse de que as coisas funcionem direito. A Uesc tem vários projetos de extensão que funcionam e minha mulher participa de um deles, que não tem ajuda da prefeitura e funciona, porque as pessoas que dele participam têm envolvimento e compromisso com a sua implementação. Aqui em Itabuna,  temos várias escolas do estado e algumas funcionam de forma eficiente e outras não, mas tudo depende do gestor e do seu comprometimento com os projetos em andamento e propostas.

A – E como vê a instalação da UFSB, cuja reitoria seria em Itabuna e hoje tem uma parte do território ilheense ?

A.M. – Isso é lamentável, até porque a universidade tem uma função estratégica e deve também atrair investimentos, os quais no final das contas estarão direcionados pra Ilhéus, que vai ganhar com a arrecadação de tributos das notas fiscais emitidas para a instituição. Outro aspecto que temos de levar em conta é que como vetor natural de desenvolvimento, ela teria de ficar em Itabuna, basta citar como exemplos de perdas que tivemos como nos casos do Macro, Atacadão e o Cidadelle, que geram tributos para Ilhéus e têm como suporte de apoio a infraestrutura de Itabuna, mas como a nova universidade estão direcionados para o território ilheense.

A – Na sua opinião onde deveria ser localizada a reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia ?

A.M. – O vetor de crescimento de Itabuna está entre as margens do rio Cachoeira em direção ao oeste da cidade ou então em direção da BR 101, no sentido de Itajuípe e não em direção a Ilhéus, cujos limites são próximos do semi-anel rodoviário.

A – A prefeitura   de Itabuna está desapropriando uma área na rodovia Br 101, entre Itabuna e Itajuípe  e que vai ser utilizada como permuta justamente pela área da UFSB junto à Ceplac. Como vê esta situação ?

A.M. – Acredito que esta seria a área ideal para a instalação da reitoria, até porque é ali que está um vetor para a nossa expansão urbana, até porque nós teríamos problemas num crescimento para um outro lado do rio Cachoeira, em direção à zona sul da cidade, em função da existência de poucas pontes, além disso as que temos são estreitas e não suportam uma grande densidade de tráfego. Em realidade as BRs 101 e 415  aparecem como dois vetores para o crescimento urbano da cidade, uma vez que as possibilidades de ocupação a leste, ou seja, em direção aos limites como Ilhéus seria inviável e as áreas ali situadas são densamente povoadas.

A – O senhor não teme ser prejudicado pela falta de diálogo e por não aceitar apoio de políticos como Fernando Gomes, Azevedo ou Geraldo Simões que poderiam apoiá-lo na disputa da sucessão municipal?

A.M. – Nós não temos nenhuma proposta de alinhamento com as candidaturas de Fernando Gomes, Azevedo ou Geraldo Simões, que já tiveram o tempo deles e foram tirados do poder pelos próprios eleitores que não aprovaram as suas respectivas reeleições. Mas temos conversado com Leninha Alcântara, Zem Costa, Carlos Leahy, bem como o pessoal do PSol e do PV. Tanto que o nosso vice poderá sair de pessoas deste grupo ou de alguma aliança que poderemos fazer no momento certo, quando forem definidas as candidaturas.

A – E se algum deles quiser apoiar o seu nome, o senhor iria rejeitar ?

A.M. – Não. O voto é livre e democrático, nem posso impedir que ninguém vote em mim. O problema é que Itabuna não quer mais este tipo de governo, mas o novo, que venha construir um novo modelo de gestão diferente e que tenha projetos. Não vamos negociar cargos e nem secretarias. O que sei é que os antigos gestores administraram  Itabuna de forma ruim e não contribuíram para o seu desenvolvimento.

A – Mas Azevedo e Vane se apresentaram como novidades e decepcionaram. Ao invés do novo a população não estava querendo o certo ?

A.M. – O governo de Azevedo foi uma cópia do de Fernando Gomes, de quem fora vice e manteve praticamente o mesmo secretariado, com poucas alterações. Com relação a Vane, ele veio de uma Câmara envolvida em denúncias e em que dois dos seus integrantes foram afastados por corrupção, no caso dos empréstimos consignados que ainda tem desdobramentos. Eles simplesmente enganaram à população se apresentando como algo novo, mas que não o eram, e acabam se confundindo com os políticos viciados e comprometidos com outros métodos heterodoxos. Eu não tenho compromisso com ninguém. Tenho independência e liberdade política inclusive para a composição de um secretariado integrado por técnicos e pessoas de reconhecida competência.

A – Mas o que Itabuna precisa para o seu desenvolvimento. Quais seriam as prioridades de governo?

A.M. – Uma questão básica: Itabuna não tem esgotamento sanitário e hoje 100% dos esgotos são drenados para o rio Cachoeira, até porque pelo que me consta a estação de tratamento não funciona. A cidade também precisa de um projeto de saneamento básico. Recentemente vi obras de esgotamento que estão sendo realizadas no Nova Itabuna, onde estão simplesmente fazendo uma rede ao lado da outra, e isso representa desperdício de dinheiro público e recursos públicos devem ser aplicados de forma racional em benefício da população. Acredito que o prefeito a ser empossado em 2017 já deveria receber a cidade com saneamento concluído e para isso existem recursos do governo federal e até recursos do próprio município, que tem um orçamento de R$ 500 milhões. O orçamento de 2014 previa a destinação de R$ 32 milhões para saneamento e hoje as obras que estão sendo realizadas na cidade são feitas com recursos da União. Itabuna também tem problemas na área da saúde.lembro que quando estudava medicina a cidade era um centro avançado em diversas áreas no campo saúde e ao longo de 30 anos, o serviços têm piorado a olhos vistos. Os nossos postos de saúde são uma vergonha e em um deles temos um consultório fechado e cheio de poeira. Itabuna  precisa melhorar o atendimento básico e colocar para funcionar as equipes do Programa de Saúde da Família. Cada uma delas recebe um aporte de R$ 20 mil do Ministério da Saúde para custeio do pagamento dos médicos, dentistas enfermeiros e o pessoal de apoio, com o objetivo de oferecer o suporte para o atendimento a mil famílias, mas hoje, não atendem a contento. O governo também gasta muito nas reformas dos postos de saúde, que tem um custo médio de R$ 250 mil por unidade, mas que não chegariam a R$ 50 mil, porque em geral só fazem uma pintura básica e uma meia sola, com reparos no teto, na rede elétrica e hidráulica. Temos o caso da antiga Fundação Sesp, que passou 18 meses sem funcionar e foi reativado recentemente, mas funciona de forma precária. O mais grave é que na atual estrutura da saúde de Itabuna não temos um médico participando da equipe de comando e nem sendo consultado.

A – que nota o senhor daria para o governo Vane ?

A.M. – Teria até dificuldade de elencar os pontos positivos, pois o governante tem de estar em contato com as pessoas e no momento em que não poder atender as suas reivindicações também deve dar explicações. Aqui ocorre o contrário e não recebemos informações sobre o acontece. Vivemos um verdadeiro de governo, por isso minha nota seria abaixo de cinco...

A – Mas qual nota de zero a cinco ?

A.M. – Quatro

A – E como o senhor pretende responder aos questionamentos da população?

A.M. – Procuraremos manter um canal permanente de comunicação com a população, mas sem nenhuma troca de cargos ou favores. Teremos uma administração rígida e com propostas efetivas. Vou fiscalizar a todo o secretariado e vou querer ser fiscalizado pela Câmara e pela população, como é normal num processo democrático. Mas de uma coisa tenham certeza: vou ser implacável na luta contra a corrupção. Também estão tendo quedas os nossos indicadores sociais e na educação, pois falta um plano bem elaborado e ao contrário dos outros municípios, nos temos fechado escolas e fechamos cerca de dez em um único ano.
  
A – E o que pretende realizar na área de esportes ?

A.M. – Vamos investir no incentivo ao esporte que tem sido relegado sempre a um segundo plano e de R$ 1,9 milhões destinados ao setor no orçamento, acabam sendo desviados para outros setores. A titulo emergencial uma das primeiras medidas seria recuperar todos os campos de várzea dos bairros que estão acabados e sem manutenção adequada. Recentemente doei dois caminhões de areia para recuperação do campo do bairro São Pedro e o futebol é um fator integrador e aglutinador das comunidades, além de ser um poderoso instrumento na luta contra as drogas e de inclusão social

A – E quanto as feiras livres ?

A.M. -  Uma vergonha. Temos fotografado as mazelas para documentar a elaboração do plano de governo a ser discutido com a comunidade no próximo ano. As feiras são um problema relativamente simples de resolver, dependem de uma normatização e de um projeto de requalificação, com padronização de barracas e uma participação dos feirantes.




Fonte:
Kleber Torres - Jornal Agora







Nota Editorial: 

O Saber-Literário, com os candidatos definidos à prefeitura de Itabuna e ao legislativo municipal, resolve publicar integralmente, a entrevista do candidato do PDT ao executivo itabunense, o médico Antônio Mangabeira, concedida ao jornalista e escritor Kleber Torres, na redação do jornal AGORA, edição de 12/14 de setembro de 2015. 

Embora o nosso diário literário online seja apartidário, o administrador tem função social e política, portanto, deseja o desenvolvimento de nossa cidade e mostra que temos uma nova opção política e administrativa, compromissada com o povo, que não irá repetir as mazelas do passado.  




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