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Pelas águas do passado - Mateus Cosentino

Postado por Rilvan Batista de Santana 31/07/2016

Pelas águas do passado
Sampa - 24/07/2015

Tanto chora e chora o poeta grapiúna!
Mas só suas tantas lágrimas correntes,
poderão salvar o rio de Itabuna
dos dejetos que envergonham suas gentes!

Chora o Rio Cachoeira, mas vai levando,
juntamente ao seu lamento, algo novo:
Já nem é mais por si que está chorando,
pois sua morte é a desgraça de seu povo.

São tristes as lágrimas do Cachoeira,
formadas pelos dejetos pesados,
arrastados na lenta corredeira,
torpe imitação dos tempos passados.

Quem no torrão de Itabuna nasceu,
n’alma traz feliz a antiga lembrança
da água pura que desapareceu,
como a perda total de rica herança.

Só um grapiúna trará no coração
forças para o Rio Cachoeira salvar
e ouvirá, com seu pesar, a canção
do amado Rio, em tristeza agonizar.

Acorrei heroicos vates de Itabuna!
Correi a dar luz ao povo que se entreva,
fazei poemas ao Rio como tribuna,
aos céus bradai contra esta negra treva!

Às armas grapiúnas! Sejam poesias
suas únicas vantagens nesta guerra,
porque serão precárias outras vias,
se houver amor de seu povo à sua terra!

Mateus Cosentino
Poeta Paulistano

Fonte: Itabuna Centenária (RSIC)

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