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O QUE CUSTA SER DE BOA? - Tico Menezes

Postado por Rilvan Batista de Santana 10/07/2016

O QUE CUSTA SER DE BOA?

publicado em sociedade por Tico Menezes
Não se permita ser granada, mas tome cuidado para não implodir: Se desarme do que te faz mal, bombinha.

Todo mundo pode ser bom. Se tiver disposição, dá até para ser ótimo!
E, devido à maravilhosa subjetividade da arte, alguns questionamentos e maus momentos com pessoas de quem você quer distância lhe vêm em mente. Porque existem pessoas ruins e nem todo mundo é ótimo. Você provavelmente já foi julgado, sofreu algum tipo de preconceito, foi cobrado por coisas sem sentido, foi agredido verbal ou fisicamente, foi desacreditado e subestimado, teve a mãe xingada em ocasiões imbecis, segurou o choro ao se decepcionar com a falta de carinho ou cuidado de alguém, quis ajuda e não teve, riram de você quando você precisava de ajuda, tratou bem e foi maltratado. E mesmo nem sempre estando tudo bem, tudo está bem porque você está aqui. Certo?

Mas pense assim: Somos todos carentes. A geração retrasada foi obrigada a encontrar conforto no trabalho que a sociedade considerava digno, logo, eles se sentiam dignificados e enxergavam aquela atividade como um labor necessário, que só tinha a acrescentar. A geração dos nossos pais viu ditadura e movimentos de revolução cultural e espiritual, mas ainda sofreram resquícios de um pensamento conservador, o que prendeu muitos deles em trabalhos que odiavam para alugar apartamentos em que não se podia nem ter um cachorro. Então somos filhos de uma geração de pensamentos híbridos, vemos pais com comportamentos completamente diferentes, tentamos entender como pode um amigo nosso apanhar em casa enquanto o outro é sufocado com carinho e pensamos se eles também têm as crises e inseguranças que temos. E o pensamento voa de volta aos nossos avós, alguns de nós não os tem mais, outros não se sentem preparados para o dia em que eles forem embora, outros nem consideram a ideia e os têm como imortais. Mas poxa, eles perderam muita gente também, eles devem ter perdido diversas chances de dizer coisas bonitas, de fazer gentilezas aos que os trataram bem em momentos de descontrole emocional, eles devem ter deixado um monte de “eu te amo” passar. Assim como nossos pais, às vezes. Assim como nós, né?

Tem quem luta MMA, tem que pensa estar sendo possuído por um demônio em cultos religiosos televisionados para abusar da fé de pessoas impressionáveis, tem quem desconta a raiva no trânsito, tem quem procura desafetos no corredor da escola, tem quem desconta jogando GTA, tem quem se machuca, tem quem viaja e chora sorrindo na traseira de uma caminhonete, tem quem vai mal nas provas por causa do nervosismo, tem quem procura por casos de uma noite, tem quem fica bêbado e grita seus medos, tem que fica bêbado e dá vexame em festas de família, tem quem come potes de sorvete sozinho, tem quem xinga grosseiramente as pessoas que ama, tem quem morre de medo de sair de casa. Estamos todos no mesmo barco, por mais que você pense que não se encaixa em nenhuma dessas categorias. Alguns de nós deram a sorte de encontrar alguém ou alguma atividade que supra as carências sem o risco de machucar terceiros, mas a maioria passará a vida com algumas horinhas de raiva e desespero nas quais, não importa o pensamento de consolo, se acharão as piores pessoas do mundo, os indignos de amor, a escória do mundo, se esquecendo completamente das atrocidades de fanáticos, homofóbicos, xenófobos, misóginos, pedófilos, estupradores, assassinos e tantos outros doentes no mundo. E, poxa, tudo bem se sentir assim. Crescer nos transforma em bombas-relógio se contemos toda nossa raiva e nossos medos, logo, é certo que vamos explodir, mas pode ser pior: podemos implodir. E disso não tem volta. O que você acha que vai acontecer com essas pessoas realmente horríveis que se fecharam para toda e qualquer possibilidade de pensar diferente?
Peça desculpas, abrace, faça carinho, escreva, preste atenção em quem não se parece com você, chame para sair, conte da sua vida, pague um café, lembre com um sorriso do quão bobo você foi naquele dia, queira entender as consequências dos seus atos, busque novas saídas, considere simplificar da próxima vez, não deixe que te interpretem por um momento de descontrole emocional. Tudo isso leva ao – pasmem! – autocontrole. Você não é ruim se entende que sempre há como melhorar, que é uma obra em construção e que não conhece nem metade do que a vida tem para mostrar.

Às vezes, você nem errou tanto assim. Às vezes você não machucou ninguém, mas pensa pouco de si mesmo. Às vezes você apenas reconhece que é parte da natureza humana estar suscetível ao erro. E tudo bem, porque também estamos suscetíveis ao sucesso!
Todo mundo pode ser bom em qualquer momento da vida. Você tem disposição para tentar ser ótimo?




Fonte:  http://obviousmag.org/contemporassico/2016/o-que-custa-ser-de-boa. 

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