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Intolerantes, alérgicos e amantes do leite: a mensagem é para vocês

Postado por Rilvan Batista de Santana 02/07/2016

 Intolerantes,  alérgicos e amantes do leite: a mensagem é para vocês


Oi, leitor. Tudo bem?

Eu assisti e adorei a edição do Café com Saúde que a Fernanda Aranda conversou com a nutricionista Fernanda Furlan.

Além de ser esclarecedor, logo no comecinho me deparei com uma afirmação que, até então, eu não tinha me tocado ou mesmo parado para pensar.

Há alguns anos, quando nossas avós compravam leite, ele ficava dentro da geladeira por só uns 2 ou 3 dias.

Agora, o leite vem embalado em caixas, duram dias (meses e anos!) e receberam o “carinhoso” nome de longa vida.

Fiquei intrigada com esta informação trazida pelas Fernandas, até porque sou do tipo que não dispensa uma caneca leite gelado no café da manhã.

Então, resolvi bater um papo com o Dr. Carlos Schlischka, nosso consultor, sobre este tema lácteo.

Bem, a conversa foi muito proveitosa.

Vem comigo, pois o papo rendeu.

Vou te contar quais as diferenças entre uma pessoa que tem intolerância ao leite e outra que é alérgica a ele.

Antes, uma sugestão de leitura: Já conhece o programa que mudou a vida de João Antônio?
           

 Bom, vamos lá.

Iogurtes, leite condensado, coalhadas e os famosos queijos nada mais são, de acordo com o Dr. Carlos, formas de conservar o leite.

Mas por que o ser humano teve essa necessidade de inventar formas de conservar o leite?

A resposta é (quase) simples: ele estraga com facilidade por conta de sua riqueza nutricional.

Nosso consultor me informou que o leite é rico em gorduras, carboidratos, proteínas e vitaminas.

Somando essas propriedades com a elevada porção de água em sua composição, o resultado é um ambiente fértil para o desenvolvimento de micro-organismos.

Bingo!

“Quando consumido cru, após a ordenha, o leite pode estar contaminado por uma grande quantidade de micro-organismos. Por isso, o comércio de leite cru foi proibido”, esclarece Dr. Carlos.

De olho no rótulo

Neste processo de “domesticar” o leite, a indústria produtora passou a incluir muitas substâncias dentro da caixinha.

Para comprovar isso, leitor, basta dar uma bela olhada nas embalagens de leite.

Muitas delas apresentam rótulos extremamente povoados por nomes que nem sabemos o significado ( Assista ao Café com Saúde com a Francine Lima, a maior investigadora dos rótulos do Brasil. É muito bacana).

Pois é, ficar de olho e atento ao processo pelo qual essa bebida foi submetida para poder durar mais tempo é taxativo.

Porque você detecta que pode estar consumindo muito mais do que leite.

História

Dr. Carlos me contou que o cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) estudava a ação dos vários tipos de fungos e bactérias nos processos fermentativos.

E foi Pasteur que inventou um método para impedir que o leite causasse doenças. E então, surgiu a tal pasteurização.

Neste processo, o leite é aquecido até a temperatura de 75°C por 15 segundos, o que é suficiente para matar a maioria das bactérias que podem causar doenças ou deteriorar o leite.

“A pasteurização não elimina todas as formas de bactérias presentes. Isso significa que, conforme o tempo passa, as sobreviventes vão se reproduzir e, em pouco tempo, deterioram o leite.

O prazo de validade do leite pasteurizado ainda fechado e refrigerado é de 3 a 5 dias, a partir da data de fabricação.

Após aberto, deve ser consumido rapidamente, entre 1 e 3 dias, se mantido na geladeira, numa temperatura de até 7°C”, indica.

Existe um outro processo, chamado de UHT ou UAT (Ultra Alta Temperatura), que é uma ultrapasteurização. O resultado dá origem ao leite longa vida.

De acordo com o dr. Carlos, este leite é, posteriormente, acondicionado em uma embalagem com diversas camadas com a finalidade de proteger o leite do ambiente externo.

Neste método, o leite é aquecido rapidamente a temperaturas muito altas (entre 130 a 150 °C, por 2 a 4 segundos) e, por isso, todos os micro-organismos são eliminados.

“Isso permite a armazenagem do produto sem refrigeração por aproximadamente 4 meses a partir da data de fabricação, antes de ser aberto. Após aberto, pode ser consumido em até 3 dias, armazenando-o sempre na geladeira”.

Muita gente não sabe, mas o leite em pó é a forma mais antiga de conservação.

Dr. Carlos me falou que, para se chegar no resultado, é preciso pasteurizar o leite e, depois, desidratá-lo.

Por conta do contato com o ambiente externo e a possível contaminação, depois de aberto, o leite em pó tem validade de 30 dias. Porém, quando ele está enlatado, pode ficar disponível na prateleira do supermercado por até 18 meses.

A escolha é sua

Estes métodos, no entanto, afetam a quantidade de vitaminas existentes no leite, isto é fato.

Porém, o maior problema está para quem vê neste alimento sua única opção de fonte de cálcio.

Porque o leite ganhou boa fama internacional por ser fonte de cálcio, certo?

A ironia disso tudo é que para esta substância ser bem absorvida, o leite deveria ser consumido cru, cuja venda é proibida.

“Além disso, o leite também tem traços de hormônios, que são administrados para vaca com o intuito de aumentar a produtividade. E eles também são ingeridos”.

Por estes motivos, nosso consultor é bastante firme ao dizer que o leite não faz parte dos alimentos essenciais para os seres humanos.

Na realidade, ele só se faz fundamental para os bebês, que se alimentam do leite materno.

Ou seja, você não precisa beber leite, quando adulto.

Mas, se você gosta, desde que não seja alérgico ou intolerante, pode tomar. “É uma escolha gastronômica e não de saúde”, explica Dr. Carlos.


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Bom, se você toma leite porque você gosta (como é o meu caso), a minha sugestão é que você experimente outros tipos de leite, como o de amêndoas e de coco.

Vamos combinar o seguinte.

Eu, Nivia, nunca provei estes outros tipos. Então, vou colocá-los no meu dia a dia e contar esta experiência em uma próxima e-letter. Certo?

Mas antes é preciso dizer que algumas pessoas não fazem isso só por uma questão de gosto.

Tem gente que PRECISA evitar o consumo de leite de vaca.

E talvez este seja o seu caso.

Ser ou não ser

Certamente, leitor, você já ouviu falar ou conhece alguém que é intolerante ou alérgico ao leite.

Então, vamos entender o que são essas doenças.

• Intolerância à lactose

Segundo o nosso consultor, quando uma pessoa apresenta intolerância ao leite, na verdade, ela é intolerante à lactose.

“É uma inabilidade para digerir porções significativas do açúcar do leite (lactose), resultante da quantidade insuficiente da enzima, a lactase, no interior das vilosidades do intestino, onde lactose é ingerida”.

E o que acontece quando a lactose não é digerida?

Nosso consultor me disse que ela é fermentada pelas bactérias, resultando em ácido lático, gás carbônico e hidrogênio.

Então, a pressão dentro do intestino grosso aumenta, causando dores abdominais, diarreia ácida e gases.

É interessante também te contar, leitor, que a produção da enzima lactase diminui progressivamente a partir dos 5 anos de idade e isso varia de acordo com as etnias.

“Existem populações que digerem muito bem a lactose, como os indianos, por exemplo, e outras altamente intolerantes, como os chineses.

Estima-se que 25% dos brasileiros em idade adulta sejam intolerantes à lactose.

• Alergia ao leite

Já os alérgicos não são protegidos nem mesmo pelas versões “sem lactose”.

O sistema imunológico dos alérgicos ao leite reage às proteínas do alimento, como a caseína, a betalactoglobulina e a alfalactoalbumina.

O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida de um bebê reduz, segundo nosso consultor, substancialmente a incidência de cumulativa de alergia ao leite de vaca.

Em resposta à presença dessas substâncias, o organismo libera outras, que vão causar os sintomas alérgicos.

Entre eles estão: urticárias, eczemas, tosses, rinites, sinusites, diarreia, dores abdominais e gases.

Dr. Carlos me contou que, dependendo do grau de sensibilidade do indivíduo, a ingestão de leite e derivados pode até causar um choque anafilático.

Por isso, quem é alérgico ao leite, precisa banir da sua dieta os produtos lácteos. Bom, diante de tudo isso, tornou-se urgente saber outras fontes de cálcio que vão além do leite.


Fonte: Jolivi

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