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ESTÁ DIFÍCIL VIVER SEM WHATSAPP - Val Cabral

Postado por Rilvan Batista de Santana 29/05/2016

ESTÁ DIFÍCIL VIVER SEM WHATSAPP - Estou no restaurante Los Pampas. Na mesa próxima, um casal com cada um em seu celular. Durante a refeição não trocam uma palavra. Só teclam. Saem juntos, andando e teclando. Em outra ocasião, em Ilhéus, um amigo convidou um grupo para jantar. Um dos convidados sacou o celular. Ficou conversando com a família em Itabuna. E nem se interessou em conhecer o grupo de pessoas na mesa! Tornou-se impossível falar com alguém sem que a pessoa atenda a algumas ligações, e fale pelo WhatsApp durante boa parte do papo, dividida entre nossa conversa e alguém que não sei. Ri, enquanto falo de um assunto sério. Mas está rindo do que escreveram do outro lado. É muito estranho. Reconheço: o WhatsApp tem vantagem. Tenho uns dez grupos familiares e de amigos. Estamos sempre atualizados sobre nossas vidas. Sem dúvida a internet une as pessoas. Mas também separa. Porque há quem não consiga parar de teclar. Conheço umas duas pessoas que teclam até durante as refeições. É só uma demonstração de como o WhatsApp pode prejudicar a vida de alguém. Em reportagens, e também em conversas com um fisioterapeuta, soube que as pessoas estão tendo problemas no pescoço, de tanto ficar com a cabeça curvada no celular. Pode ser uma festa, a pessoa consegue se isolar. Às vezes, enquanto espero alguém, converso pelo WhatsApp. Quando a pessoa chega, explico que preciso parar. É como se estivesse expulsando alguém da minha casa. Vem uma reação ofendida. Quem está no WhatsApp comigo acha que tem prioridade. E também quem faz ligações. Vejo cada vez mais gente que não consegue parar de falar no WhatsApp, e nele resolve toda a vida amorosa, pessoal e, creio, até financeira. Há relações íntimas entre gente que nunca se viu. O comportamento do usuário de WhatsApp é idêntico ao de um viciado: verifica se há mensagens a cada instante, responde, volta a falar, verifica de novo, responde, verifica. Em vez de um vício químico, surgiu o eletrônico. Óbvio. Palpável. Mas do qual as pessoas não têm consciência e perdem até o contato direto, visual, com quem está em frente a elas.

Fonte: Facebook

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