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SOBRE A BELEZA DE SER ESPÍRITO

Postado por Rilvan Batista de Santana 08/04/2016

SOBRE A BELEZA DE SER ESPÍRITO
publicado em recortes por Samantha de Freitas

Antes de alcançar a compreensão acerca da natureza espiritual, faz-se necessário passar por um processo de negação.

Duvidar, questionar e negar são questões inerentes à humanidade. Fazemo-nos humanos pela forma como vemos e respondemos ao mundo, influenciados pelas nossas virtudes e crenças. Desse modo, durante muito tempo abnegamos os conceitos acerca do espiritualismo, entretanto, chega a hora de mostrarmos o que existe de mais despretensioso na nossa natureza: o quão somos capazes de compreender o imprevisível.

Desde que eu era criança bem como até hoje vejo graça nas pessoas que tem medo de filmes de terror relacionado a demônios, espíritos e afins. Isso porque foi passada para nós uma cultura de horror às coisas que naturalmente não temos – pelo menos a maioria – a capacidade de enxergar. Por sempre ter tido o desejo de descobrir de onde as coisas vinham, como elas surgem, o porquê delas se fazerem assim, resolvi experimentar reuniões espíritas, livros espíritas até passar a entender a sua filosofia.

A priori, o espiritismo abraça o conceito de caridade. Alan Kardec ao escrever “o evangelho segundo o espiritismo” menciona o discípulo Paulo na seguinte ocorrência: “quando eu mesmo tivesse a linguagem dos anjos, quando tivesse o dom de profecia, quando tivesse toda a fé possível (...), se não tiver caridade, nada sou.” Desse modo, Paulo põe em primeiro lugar o efeito da caridade. Caridade essa que por excelência torna-se uma espécie de mandamento maior dentro da filosofia espírita justamente porque tem a nobreza de poder ser executada por todos: desde o ignorante, ao pobre, ao rico, ao sábio, bem como independente de qualquer crença particular. Dessa forma, trazendo o texto para um lado mais pessoal, foi a partir da compreensão do que é de fato a caridade, a compaixão e fé que pude ver a beleza de ser espírito.

No entanto, antes de alcançar a compreensão acerca da natureza espiritual, faz-se necessário passar por um processo de negação. Duvidar, questionar e negar são questões inerentes à humanidade. Fazemo-nos humanos pela forma como vemos e respondemos ao mundo, influenciados pelas nossas virtudes e crenças. Desse modo, durante muito tempo passei a abnegar os conceitos acerca do espiritualismo, pois, ao estudar a natureza sob o olhar cientifico torna-se difícil estender a credulidade a qualquer preço.

Como unir então a idéia de ser espírito ao plano científico? Pois bem, passei a estudar nas obras espíritas, principalmente nas de Alan Kardec, como são vistas as perspectivas cientificas no plano da fé espiritual. Segundo o evangelho espírita, tanto a ciência bem como a religião fazem parte da inteligência humana, a ter como principio a fé em um poder superior, que não tem a pretensão de fazê-las inimigas ou contrárias, uma vez que, se fossem a negação uma da outra, estaria Deus aniquilando sua própria obra?

Neste momento, você deve estar se perguntando quem é essa figura chamada de Deus, se na teoria, a ciência seria atéia? Bem, é fato que para se ter ciência, bem como para se acreditar na realidade é preciso a força da fé. A fé de descobrir a verdade, de repensar um cálculo matemático, de acreditar na verdade alheia é a força que move o mundo. Esse deus, portanto, não necessariamente seja a representação da figura humana, seja um bom velhinho acima das nuvens. Esse Deus tem a capacidade de assumir diversas formas, seja a ele atribuída uma energia física, seja a ele atribuído ao plano quântico, à natureza. Não importa. Ele é desconhecido, misterioso e incompreensível à visão humana.

Desde o tempo do renascimento até os dias atuais ainda existem buracos e falhas na união entre ciência e religião. Por mais que uma complete a outra, é preciso preencher um vazio que ainda as separa. Um traço de união que ainda falta. Mas, para superar isso é preciso deixar de lado a incredulidade e a intolerância gerada por um conflito encharcado por observações defeituosas e exclusivismos.

Desse modo, retomando o titulo do texto, a beleza de ser espírito está nas possibilidades que podemos assumir durante toda a nossa existência, a beleza está no nosso livre arbítrio de acreditar no que quisermos e quando quisermos sem aquele olhar repreensivo e intolerante. A beleza de darmos sempre o melhor de nós ao mundo sem medo, sem limites internos. A beleza de aceitarmos todas as ideologias e diferenças sem preconceitos, crer que o nosso próximo – mesmo aquele com más intenções – precisa de um pouco mais de compaixão para ser compreendido. E perceber que mesmo os considerados “opostos”, como na ciência e religião, estão mais próximos do que imaginamos.

Por fim, este texto não está somente direcionado aos espíritas praticantes. Está direcionado aos crédulos, aos ateus, aos religiosos e a todas as pessoas que respeitam a diversidade e a dualidade da natureza humana. Essa natureza dupla, de mistérios não compreendidos, de uma fragilidade exposta, mas que ainda assim pode ser bela quando vista por outros ângulos.













SAMANTHA DE FREITAS
"Se o caminho mais fácil nem sempre é o melhor, eu quero aquele que valha a pena..."








FONTE:

 http://obviousmag.org/alteridade/2016/sobre-a-beleza-de-ser-espirito.html 

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