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Cardozo nega erro em aprovação do impeachment na Câmara; Wagner vê retrocesso- Leandro Prazeres

O governo Dilma reconheceu na noite deste domingo (17) a derrota diante da aprovação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Dois ministros foram escalados para comentar a derrota: Jaques Wagner, chefe do Gabinete da Presidência, e José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, e classificaram o impeachment como "retrocesso" e "decisão política". Dilma deverá se pronunciar publicamente na segunda (18), disse Cardozo.

O advogado-geral da União disse ainda, em entrevista no final desta noite, que o governo recebe a notícia com "indignação e tristeza", mas nega erro. "Nem sempre quando você perde, você erra [..] Neste caso, nos pareceu claramente que alguns parlamentares que tinham um convencimento de que não deveria haver o impeachment mudaram de opinião. Por que o fizeram, evidentemente não foi fruto de um erro nosso"

Segundo Cardozo, Dilma não se deixará abater pelo resultado. "A decisão que foi tomada hoje pela Câmara não abaterá a presidente Dilma Rousseff e nem fará que ela deixe de lutar. A luta que ela desenvolverá agora é a luta que ela desenvolveu antes que é a luta pela democracia. Ela lutará com todos aqueles que defendem a democracia no Brasil."

""Essa decisão foi uma decisão de natureza puramente política e não é isso o que a nossa Constituição prescreve para o caso de impeachment", declarou o advogado-geral.

Cardozo voltou a criticar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou o processo. "Seu processo de cassação começou antes do processo de impeachment temporalmente, e ele abriu o processo de impeachment justamente porque houve a recusa do partido da presidente de lhe dar os votos."

IMPEACHMENT: CUNHA ANUNCIA VITÓRIA DO "SIM"

O advogado-geral também não descartou que o governo recorra novamente ao STF (Supremo Tribunal Federal). "Não temos ainda nenhuma decisão sobre isso, mas posso afirmar que essa discussão pode ser levada ao Poder Judiciário no momento oportuno. Em qualquer procedimento o direito de defesa deveria se fazer presente."

Jaques Wagner se pronunciou apenas por meio de nota. O chefe do Gabinete da Presidência da República classificou a o avanço do processo de impeachment contra a presidente Dilma como um "retrocesso". Wagner disse que "decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país".

Veja a íntegra da nota de Wagner:

"Foi um retrocesso a instauração de processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos e sem nenhum processo e crime de responsabilidade. De modo que a decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país.

Caberá ao Senado processar e julgar a presidente Dilma, que continua no cargo até o final do julgamento. Confiamos nos senadores e esperamos que seja dada maior possibilidade para que ela apresente sua defesa, e que lhe seja aplicada justiça. Acreditamos que o Senado, que representa a federação, possa observar com mais nitidez as acusações contra a presidenta, uma vez que atingem também alguns governadores de estado.

Foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes.

Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país.

Os deputados fecharam os olhos às melhorias dos últimos 12 anos, aos avanços, à inclusão social, índices históricos de crescimento econômico e à redução da pobreza".

Reação na Câmara

Por volta das 22h, quando o placar indicava ainda 293 votos favoráveis ao impeachment de Dilma, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), admitiu a derrota. "Os golpistas ganharam aqui na Câmara", disse Guimarães.

O reconhecimento da derrota do governo na Câmara causou momentos de tensão entre integrantes da própria base governista. Antes dos 342 votos serem contabilizados, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) deu declarações a jornalistas admitindo a vitória da oposição. Minutos antes de ele dar uma entrevista sobre o assunto a uma rede de TV, ele foi interrompido pelo vice-líder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PTdoB-PE), que o repreendeu. "Orlando, você está errado. Você está errado", gritou Costa.

Antes mesmo de o resultado contrário ser divulgado, a presidente convocou uma reunião com ministros e parlamentares da base aliada no Palácio da Alvorada. Já estavam no local os ministros Juca Ferreira (Cultura) e Aldo Rebelo (Defesa). Dilma passou o dia no Alvorada, onde assistiu à sessão da Câmara ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do núcleo duro do governo, como Jaques Wagner (Gabinete Pessoal).



Fonte: Leandro Prazeres -  Do UOL, em Brasília 

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