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Poema da Mulher Não Resignada - Cyro de Mattos (*)

Postado por Rilvan Batista de Santana 13/03/2016

Poema da Mulher Não Resignada - Cyro de Mattos

Para onde vá sem voz
Deixa que seja levada.
Maneira de ser conduzida
Expressa o espaço inútil.

Golpeada na afronta,
Indisponível de si mesma.
Pousa vazia de sentidos
No rito de cama e mesa.

Rolam anos de vergonha,
O que podemos achar nela?
Amanhecer é preciso
Apesar das opressões.

Inaugurar uma abertura
Entre fortes tremores.
 Chega! Um grito é capaz
De parir as próprias emoções.

Dona enfim de uma rosa
Nascida de seu trauma.
Alimentada na rebelião
De corpo e alma, fissuras

De seu muro entre as escolhas.
Culpada mas sem pecado,
Sabe que viver são ondas
Passando pelo mito da mulher.

Significa enfim o arrojo
 Ao alcance da verdade.
Tal qual o parceiro na lida
De frente para o mundo.


*Cyro de Mattos é escritor e poeta. Tem livros pessoais publicados em Portugal, França, Itália e Alemanha. Com o Cancioneiro do cacau  obteve o Segundo Lugar no Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, em Gênova, Itália, e o Prêmio Nacional Ribeiro Couto da União Brsileira de Escritores (Rio).Conquistou o Prêmio Literário Nacional Pen Clube do Brasil 2015 com o romance Os ventos gemedores. 

Fonte: ALITA

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