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Um coquetel contra o câncer

Postado por Rilvan Batista de Santana 14/01/2016

Um coquetel contra o câncer

Feche os olhos e pense no câncer de mama
Uma careca
Uma cicatriz no lugar do seio
Uma pele opaca e sem brilho
Provavelmente, foram estes os contornos para a imagem que surgiu em seu pensamento.
Todos os anos, 57 mil brasileiras, de todos os sotaques, tonalidades de pele, experiências e vivências distintas entram para as estatísticas deste tumor maligno.
Apesar da variedade de seus históricos e formas, elas têm a certeza de que quando olharem para o espelho, vão ver exatamente este reflexo.
“Parece que o câncer de mama rouba a nossa identidade”, tenta explicar o fenômeno Flávia Flores que tinha só 35 anos quando recebeu o diagnóstico e tornou-se parte destes algarismos.
O ano era 2012 e, um mês depois da notícia, ela decidiu não vestir este figurino típico da doença. “Eu queria me reconhecer no espelho. Queria dizer para os meus amigos que eu ainda era a Flávia, que eles não precisavam ficar longe de mim por não saberem como lidar com aquilo. Era eu, exatamente eu, que continuava ali”, lembra.
Quando eu conheci esta catarinense, que foi mãe aos 14 anos, é ex-modelo, produtora de moda e formada em administração, ela estava bem no meio das sessões de quimioterapia. No outro veículo em que trabalhava, compartilhei a história da mulher que estava bem empenhada em dividir com mais pacientes um jeito novo e próprio de olhar para a doença que tanto ameaça o sexo feminino.
Três anos depois, este jeito ainda (infelizmente) não é totalmente partilhado pela medicina tradicional, apesar de ser um importante aliado do tratamento, da prevenção e de ter proporcionado à ex-modelo uma trajetória de superação.
A maneira encontrada por Flávia também não frequenta 100% dos consultórios médicos e é esquecida na hora de alguns especialistas orientarem qual caminho pode resultar na reversão do câncer, problema que já é a segunda causa de morte no País, supera todas as formas de violência no ranking de mortalidade nacional e que, apenas no primeiro semestre de 2015, resultou em 40 mil licenças trabalhistas, fazendo as pessoas deixarem o emprego para cuidar da doença.
Ainda assim, mesmo com todas as complexidades que envolvem o câncer, já existem evidências de que alguns passos podem favorecer a prevenção e ativar forças do organismo para combater este problema. São atitudes simples e que formam uma espécie de ‘coquetel anticâncer’.
Hoje, Flávia Flores está com o tumor que afetou as mamas completamente controlado, leva uma vida mais saudável e é uma das madrinhas do Outubro Rosa, mês escolhido para ampliar a conscientização sobre a doença, mas que ainda é mais associado à mamografia e ao autoexame.
Foto reduzida Flavia Flore 8
São exames que, óbvio, fazem parte da rotina preventiva, precisam ser estimulados mas que, sozinhos, não são capazes de mudar o curso da doença. É preciso aproveitar a oportunidade para quebrar alguns paradigmas que ainda persistem sobre o câncer, ação que funcionou com Flávia e pode também surtir efeito para você e sua família.

Autoestima e estresse

Primeiro, vamos entender como Flávia chegou ao posto de representante de um novo olhar sobre o câncer de mama.
Ela encarou a doença sempre pelo viés da saúde e com o foco em sua própria autoestima.
Mesmo sem saber, adotou um protocolo de conduta já bem defendido pelos estudiosos da medicina integrativa, princípio que norteia a Jolivi, seu novo canal em saúde natural.
Autoestima faz parte de uma linha de estimuladores do organismo, também composta por participação ativa do tratamento, gerenciamento do estresse, meditação, fortalecimento da rede de apoio e até espiritualidade.
Todas estas atitudes promovem uma melhor organização do cérebro. Estimulam também a liberação de hormônios associados ao bem-estar e que atacam a oxidação celular, um veneno para o corpo e associado ao gatilho do câncer.
Um importante estudo europeu contabilizou o risco. Os pesquisadores suecos acompanharam 1.350 mulheres por mais de 20 anos e detectaram que aquelas que haviam sofrido mais estresse (entenda como as que tiveram menos recursos para lidar com as situações estressantes) tiveram o dobro de incidência de câncer de mama do que as que relataram não ter enfrentado.

Olhar por inteiro

Além do estimulo à autoestima, é preciso mudar o viés com que o câncer é enxergado. Alguns hospitais, inclusive, já entenderam a importância de inverter a lógica da atual “medicina da doença”, focada exclusivamente na oferta de remédios.
A médica oncologista Denise Tiemi Noguchi, que integra a equipe de medicina integrativa do Hospital Albert Einstein, me explicou que atualmente há uma lente de mosaico na hora de enxergar a saúde.
“Uma vez doente, o ser humano é totalmente fragmentado. Ele é olhado apenas pelo órgão adoecido”, disse Denise.
Sua referência é com relação a atual dinâmica que faz com que, na visita ao ortopedista, só o joelho dolorido é examinado (quando é). No neurologista, só há atenção para a cabeça que lateja. O gastro só liga para o estômago que queima e por aí vai. São sequelas das condições em que os médicos trabalham, do excesso de atendimento e também dos princípios que regem algumas instituições
Já na saúde integrativa, fundamental para reduzir drasticamente o sofrimento imposto pelo câncer, o que se busca é o que o próprio nome diz: o olhar por inteiro.
“No caso do câncer, por exemplo, já sabemos que não é só o remédio que faz a diferença. É a reação do organismo para voltar ao equilíbrio, é a busca pela autonomia que interfere no processo”, endossa a especialista Denise. “A capacidade de cura de cada um é inata e precisa ser estimulada”, complementa.
Lembro que quando entrevistei a apresentadora Ana Maria Braga, há muitos anos, ela disse que para para sobreviver ao câncer precisou conversar com o seu corpo e fazer um pacto: a partir daquela data todas as moléculas, cada célula, cada órgão iriam trabalhar juntos, diariamente, para vencer a doença. Para ela, deu certo.

Intervenções de sucesso

Esta “liga” necessária para o olhar como um todo também exige:
1) estimular a participação ativa da pessoa em sua gestão de saúde.
2) avaliar a ingestão correta de nutrientes e corrigir os desequilíbrios.
3) diminuir ao máximo a interferência de fatores externos e negativos no tratamento.
4) perguntar se está tudo bem com o paciente.
Pode parecer estranho, mas já reparou como alguns doutores não perguntam mais se está tudo bem conosco?
Dr. Roberto Franco do Amaral Neto, médico clínico geral, especialista em medicina laboratorial, com experiência em nutrologia e consultor da Jolivi, costuma dizer que domina hoje, na visão de parte dos colegas e dos próprios pacientes, a cultura excludente dos exames.
Há uma preocupação intensa sobre os algarismos que aparecem – ou não aparecem – na coleta de sangue ou na aferição da pressão. E uma negligência sobre as sensações que orbitam a visita ao médico.
“É preciso perguntar como a pessoa se sente”, bate na tecla Dr. Roberto.
Isso porque – diz ele – são as sensações que mostram os caminhos para intervenções de sucesso.
Um paciente deprimido pode estar com falta de nutrientes essenciais. E a depressão pode barrar o efeito pleno de um tratamento contra o câncer.

Vitaminas antioxidantes

Duas pesquisas associadas podem ser usadas para mostrar a relação entre estes problemas.
Os médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, interior paulista, acompanharam 34 pacientes com câncer de mama e de intestino por um ano. Identificaram que, ao final do estudo, a depressão entre as participantes aumentou em 10,15%. A fadiga crônica foi ampliada em quase 60%, sendo estes dois agentes comprometedores da adesão ao tratamento.
Já uma revisão da literatura médica publicada na Revista Brasileira de Cancerologia mostrou que, ao falar de câncer, é preciso atenção redobrada à ingestão de vitaminas.
O foco do estudo foram as vitaminas A, E e C, abordadas como antioxidantes naturais, atuando com mecanismos de inibição do crescimento de tumores e também amenizando os efeitos tóxicos resultantes das drogas tradicionais.
Não só isso. Já está consolidado que estes nutrientes em equilíbrio com outros essenciais ampliam a disposição (arma contra a fadiga), coíbem a instalação de transtornos de humor (prevenção à depressão) e são uma trilha efetiva para prevenir o câncer.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) acrescenta que a redução da obesidade seria suficiente para diminuir em até 28% os casos de câncer de mama. Já é sabido que, entre os obesos, há maior desequilíbrio nutricional.
“Não seria concebível pensar ou sugerir que devamos abandonar os métodos tradicionais de tratamento, mas é bastante razoável afirmar que uma alimentação saudável mantém nossa imunidade sempre em alerta”, afirma Dr. Rodrigo Pagani, médico urologista, estudioso do câncer e consultor da Jolivi. “Com isso, mantemos em plena atividade os nossos glóbulos brancos, elementos importantes para que possamos resistir e derrotar o câncer”, completa.

A receita de Flávia

Com todas estas informações, baseadas na literatura científica, nos médicos consultados e nos depoimentos de diversos pacientes e sobreviventes do câncer com quem já conversei, posso dizer que este ‘coquetel’ anticâncer é formado pelos cinco ingredientes:
a) Autoestima;
b) Autocuidado;
c) Gerenciamento do estresse;
d) nutrientes em equilíbrio;
e) redução da obesidade;
Todos estes assuntos, de extrema importância, serão mais explorados semanalmente, por meio das newsletters que você receberá a partir de agora em seu email.
Estes ingredientes, de alguma forma, compuseram a receita de sucesso de Flávia Flores, a mulher que tinha análises clínicas indicadoras de um câncer complicado, mas que nunca quis perder para a doença a vontade de sentir-se bem.
Um dia, Flávia voltou a passar batom.
No outro, decidiu andar de bicicleta no parque, priorizar a comida orgânica e esquecer as frituras.
Aprendeu “N” formas de amarrar enfeites na careca pós quimioterapia e criou até um banco de lenços para apoiar outras mulheres em situação semelhante (www.bancodelencos.com.br).
“O lenço é como um amuleto, um jeito de nos lembrar que quando olhamos no espelho, sempre somos maiores do que a doença”, disse ela em nossa última conversa.
Hoje, com total convicção, quando olha no espelho, Flávia enxerga Flávia Flores.
Até a próxima newsletter.
Abraços.
Cuidem-se.
assinatura_FERNANDA02_jolivi

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