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AFINAL, O QUE ACONTECE COM ILHÉUS?

Postado por Rilvan Batista de Santana 06/01/2016

AFINAL, O QUE ACONTECE COM ILHÉUS?


Difícil, por vezes, compreender o que se passa de fato em nosso Município de Ilhéus, tão desprezado pelo Poder Público, tão maltratado por muitos de seus habitantes, tão distante das melhorias mais necessárias e urgentes.
Passamos todo o ano de 2015 escutando o Poder Público Municipal - a prefeitura, como se diz popularmente - ameaçar com demissão sumária mais de mil servidores públicos, sob o argumento de que as despesas com folha de pagamento eram altas demais, insuportáveis, sendo a demissão a única forma de sanear as finanças municipais.
Entretanto, estranhamente, vemos o Município de Ilhéus, na passagem do ano, torrar milhares de reais em seis shows públicos, durante dois dias seguidos, contratando bandas e artistas famosos como É o Tcham, Babado Novo, Moraes Moreira e Léo Santana.
Além disso, o Município já anunciou que neste ano haverá carnaval, o que remete a mais despesas com festas, shows e artistas.
Enquanto isso, até o dia 05 de janeiro o Município ainda não pagou nem sinalizou com o pagamento do salário dos servidores referentes ao mês de dezembro de 2015.
Ora, não se trata de ser contra festas e contratação de artistas. Penso mesmo que o Município acerta quando faz réveillon, e acerta mais ainda quando anuncia, antecipando as datas, que haverá carnaval na cidade.
Entretanto, fica a pergunta: Se a crise era tão grave a ponto de passarmos todo o ano de 2015 sob grave ameaça de demissão de milhares de servidores, como tudo se resolveu ao fim do ano? Seria a proximidade das eleições municipais de 2016? O que concluir de tudo isso?
Volto a afirmar que o Município deve, sim, fazer réveillon e carnaval. Deve fazer porque somos uma cidade turística, e não há turismo que se sustente sem determinados eventos. Além disso, os nativos também têm direito à comemoração pública de tais festividades
Porém penso que a moderação é a melhor medida para um Município que se diz com imensas dificuldades. Por que dois dias de shows ao fim do ano, e não apenas o show da virada? Por que não contratar bandas e artistas locais, como Lordão e Benner, por exemplo, ainda que seja para uma participação como atração paralela?
Penso, sinceramente, que os atuais gestores da prefeitura acertaram quando, em ocasiões passadas, romperam com o modelo de grandes carnavais e fizeram o que chamaram àquela época de Carnaval Cultural, com menos bandas famosas, muito menos gasto e ampla redução da violência.
Para que gastar milhares de reais com bandas famosas e, no dia seguinte, duas ou três famílias se enlutarem sepultando seus filhos e jovens queridos, repetindo-se essa mesma tragédia a cada dia de festividade? Para que gastar tanto e não poder pagar a folha de servidores? Para que festejar com tanto gasto e não ter nenhuma obra para inaugurar?
Estas perguntas não devem ser feitas só aos gestores atuais, mas por nós mesmos a cada um de nós, ilheenses por nascimento ou por adoção, que realmente queremos o bem da cidade e das pessoas que vivem aqui.
Sem ser dono da verdade, sem pretensões de crítica exacerbada, nem de crucificar esta ou aquela pessoa. Essas são questões que devem ser enfrentadas não só pelos atuais gestores do Município, mas por cada um de nós.

Autor: Julio Cezar de Oliveira Gomes. e-mail: juliogomesartigos@gmail.com

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a autoria.

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