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O Cavaleiro da Esperança

Postado por Rilvan Batista de Santana 05/12/2015

O Cavaleiro da Esperança

Desde sempre a direita procurou “Dividir para reinar”. Todavia esqueceu-se “…que o sonho comanda a vida, / que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida entre as mãos de uma criança.” (António Gedeão). Daí lhes “Sair o tiro pela culatra”. É que as hostes da esquerda tiveram a capacidade de se afastarem das árvores para verem a floresta. E porque “A falar é que a gente se entende” tiveram consciência de que “A união é força, como a divisão é fraqueza”. Daí que PS, BE, PCP e PEV tenham constituído uma maioria parlamentar, que se assume como alternativa de esquerda sólida e para a totalidade da legislatura, que visa assegurar uma "convergência capaz de virar a página das políticas de austeridade", bem como um "Governo estável, responsável, coerente e duradouro, na perspectiva de uma legislatura". Daí que o Presidente da República não tenha tido outra solução que a de convocar António Costa, a fim de o convidar a formar Governo. Foi um gigantesco sapo que engoliu e cuja digestão lhe custará o resto da vida. É que sabia antecipadamente que tal Governo iria passar na Assembleia da República, suportado pela maioria de esquerda.
Anteriormente aquela estava dividida. Porém, “Nunca é tarde para nos corrigirmos”, o que tem de ser feito com coragem. “A coragem é meia batalha ganha”. Todos tiveram de meter algumas metas na gaveta e de assumir compromissos, pois “Palavra é palavra” e “O tratado é sagrado”. As conversações foram longas, já que “Quem conversa, não conta horas” e “O trabalho tudo vence”. De resto, “Atrás do tempo, tempo vem” e “Com tempo e esperança, tudo se alcança”.
Vão ser tempos de mudança: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança: / Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.”; “Continuamente vemos novidades, / Diferentes em tudo da esperança: / Do mal ficam as mágoas na lembrança, / E do bem (se algum houve) as saudades.” (Camões).
Acredito que "Enquanto há vida, há esperança" e "A esperança é a última a morrer", já que “É horrível assistir à agonia de uma esperança.” (Simone de Beauvoir) e “A esperança é uma arma poderosa e nenhum poder no mundo pode privar-te dela.” (Nelson Mandela).
Parafraseando o título do livro de Jorge Amado, dedicado a Luís Carlos Prestes, é caso para dizer que as políticas do XXI Governo Constitucional de António Costa, que irão substituir as anteriores políticas de austeridade da coligação de direita, são “O Cavaleiro da Esperança” do povo português.
A direita continua a fazer a cena do ladrão que grita “Agarra que é ladrão”, mesmo depois de ter perdido tanto no “terreno” como na “secretaria”.

A direita é torta e ignora que “Quem tem direito a ser torto é o anzol”. A direita embriaga-se com as suas próprias palavras, esquecida de que “Pela boca morre o peixe”.

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