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TEMPESTADE NOTURNA - Mário Quintana

Postado por Rilvan Batista de Santana 24/10/2015

TEMPESTADE NOTURNA

Noite alta,
na soçobrante Nau exposta aos quatro ventos,
em pleno céu sulcado de relâmpagos,
os marinheiros mortos trovejam palavrões.
Ó velhos marinheiros meus avós…
para eles ainda não terminou a espantosa Era dos Descobrimentos!

Santa Bárbara
e São Jerônimo,
transidos de divino amor,
escutam suas pragas como orações.

Quando eu acordar amanhã, livre e liberto como uma asa,
vou rezar a São Jerônimo
vou rezar a Santa Bárbara
por este nosso fim de século – pobre Nau perdida no nevoeiro -
que em vão busca o rumo

das eternas, das misteriosas Américas ainda por descobrir!

Mário Quintana

(Poema publicado originalmente no livro Baú de Espantos, retirado de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 579.)



*O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se - basta a simples reflexão./Machado de Assis

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