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ANCHIETA HUMANISTA - Kleber Galvêas

Postado por Rilvan Batista de Santana 28/10/2015

ANCHIETA HUMANISTA - Kleber Galvêas

Anchieta Humanista

No Brasil, especialmente no litoral que vai de Pernambuco até São Paulo, Anchieta é nome comum de homens, academias, escolas, grêmios estudantis, empresas diversas, veículos de comunicação, teatros, bibliotecas, museus, palácios, estradas, ruas, bairros, cidades... O reconhecimento público do humanista tem forma concreta e ampla na sociedade brasileira, muito antes de a Igreja o colocar entre santos.
Homem extraordinário, influenciou a formação do nosso País, e o desenvolvimento de diversas áreas da cultura nacional. É uma das personalidades mais brilhantes do Ocidente no séc. XVI.
O pai de Anchieta pertencia a uma família nobre de Guipuzicoa, que faz parte da região dos Bascos. Desavenças com Carlos V  levaram-no a emigrar para Tenerife, Ilhas Canárias. Lá encontrou uma viúva nativa que já tinha 2 filhos, com a qual se consorciou e que veio a ser a mãe de Anchieta.
Segundo antigo pároco alemão de Vila Velha, sua santificação demoraria a acontecer porque havia impedimento canônico (legal), em tornar santo indivíduo nascido de casamento não realizado na Igreja.
Um dos homens mais cultos do Ocidente no séc. XVI, foi Anchieta quem pela primeira vez descreveu cientificamente plantas e animais da América; a função da bolsa dos marsupiais; os canais e glândulas de veneno das serpentes; e classificou o tapir, ou anta, entre os equinos. Superdotado, em dois anos, foi feito jesuíta e, com 19, veio para o Brasil.  Dois anos aqui foi o suficiente para que escrevesse a primeira gramática da língua Tupi. Autor teatral, poeta, cronista, orador brilhante, lecionou e dirigiu colégios que criou na Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Colaborou decisivamente na fundação de cidades e das capitais de três desses Estados. Chefe de Guerra, nomeou Tibiriçá capitão, e, liderando os Goianáses, expulsou para Ubatuba os Tamoios que os sitiavam. Diplomata destemido,  apresentou-se com as mãos amarradas (“payé – guaçú”) e permaneceu como refém dos Tamoios até conseguir a paz. Foi quando escreveu extenso poema dedicado a Nossa Senhora.
Para combater Villegagnon, engajou Arariboia e seus bravos na Prainha de  Vila Velha. Cena pintada por Levino Fanzeres em grande tela, como contribuição do Espírito Santo às comemorações do Centenário da Independência, 1922. 
Gozando de imenso prestígio no Brasil, que estava ajudando a construir, Anchieta nos influenciou para que a relação entre conquistadores e nativos fosse mais humana e menos ideológica, de integração e não de segregação, como ocorreria principalmente na América do Norte, Venezuela, Uruguai e Argentina.  
Kleber Galvêas, pintor.
Tel. (27) 3244 7115
 www.galveas.com abril/2014

Fonte: Itabuna Centenária (RSIC)



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