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Dia de protestos em todo Brasil para exigir a saída Dilma

Postado por Rilvan Batista de Santana 17/08/2015

Dia de protestos em todo Brasil para exigir a saída Dilma
 Por Damian WROCLAVSKY | AFP 
(Foto: AFP)

Fartos da corrução de proporções épicas na Petrobras, dos preços que sobem e do emprego que cai, quase um milhão de brasileiros foram às ruas neste domingo, vestidos de verde e amarelo, para exigir a saída da presidente Dilma Rousseff.

A terceira grande manifestação contra o governo em seis meses reuniu, neste domingo, 866.000 pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e outra centena de cidades, superando a anterior de 12 de abril (600.000 pessoas), mas ainda inferior à primeira de 15 de março, que reuniu entre um milhão e três milhões de pessoas nas ruas, segundo diferentes estimativas.
Agitando bandeiras do Brasil ou vestidos com a camisa verde e amarela da seleção de futebol, os manifestantes cantaram o hino nacional, gritaram "Fora PT! Fora Dilma!" e levantaram cartazes que diziam "Não à corrupção".
"Vamos marchar até o fim. Até que a presidente saia do governo. Tem que sair definitivamente e deixar este país em paz e livre dessa máfia do Partido dos Trabalhadores", disse à AFP Patricia Soares, uma funcionária pública de 43 anos que marchava na capital brasileira, não muito longe de um enorme boneco inflável do ex-presidente Lula vestido com a roupa listrada de presidiário.

·        
São Paulo concentrou o maior número de manifestantes: 350.000 na Avenida Paulista, segundo a polícia, embora o Datafolha, que sempre calcula abaixo das autoridades, tenha apontado 135.000. Os organizadores estimaron em um milhão o número de manifestantes em São Paulo e dois milhões de manifestantes em todo o país, segundo o balanço do portal G1.
- "Brasil despertou"-
"O governo viu as manifestações dentro da normalidade democrática", limitou-se a dizer Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota enviada à AFP.
Pela primeira vez, o senador e líder da oposição (PSDB) Aécio Neves, que perdeu em outubro a eleição contra Dilma por uma margem de apenas 3%, participou dos protestos em Belo Horizonte, vestido com uma camisa polo amarela.
"Chega de corrupção! O meu partido é o Brasil!", gritou Aécio. “O Brasil despertou. É o povo na rua que vai permitir a superação da crise. Não é este governo, que não tem mais autoridade, nem credibilidade”, falou do alto de um caminhão de som, antes das selfies com os manifestantes.
No Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e onde se disputou neste domingo o evento de teste olímpico de ciclismo de pista, milhares de manifestantes tomaram a avenida Atlântica frente à célebre praia de Copacabana em um lindo dia de sol. Alguns manifestavam-se vestidos com roupas de banho, outros carregando suas pranchas de surf ou andando de skate.
"Estão saqueando o Brasil", lamentou Jorge Portugal, um aposentado de 63 anos.
Os manifestantes pedem a renúncia ou o "impeachment" da presidente, uma opção que pode ocorrer se o Tribunal de Contas julgar finalmente que Dilma usou de maneira indevida recursos de bancos públicos para tapar buracos no orçamento.
"Nosso objetivo é mudar o Brasil. Já não aguentamos mais esta corrupção, os níveis de miséria e sofrimento. Não poder haver milhões de reais desviados ao ano", disse à imprensa Rogério Chequer, líder do 'Vem pra Rua', um dos organizadores dos protestos, durante a marcha em São Paulo.
A justiça investiga também se Dilma financiou sua campanha com recursos ilegais provenientes do escândalo que estourou na maior empresa do Brasil, o que poderia resultar em uma anulação das eleições de 2014.
"É muito bom que as pessoas saiam, protestem e até que peçam a saída da presidente, mas para colocar quem no lugar?", se perguntou André Perfeito, economista chefe da consultora Gradual Investimentos em São Paulo.
"Para fazer novas eleições? No empresariado e na elite há uma ideia de que seria ainda pior se ela saísse. Não é que estejam a favor de Dilma, mas neste contexto, tirá-la seria ainda mais arriscado", afirmou Perfeito à AFP.
Sete meses após ter começado seu segundo mandato, a popularidade de Dilma caiu para um dígito após quatro anos de frágil ou nulo crescimento econômico e o esquema de corrupção de escala épica na Petrobras.
De acordo com as previsões, a economia fechará 2015 em recessão e a inflação está em seu máximo anual em 12 anos (9,56%). Essa queda colocou em risco o selo de bom pagador do país - seu grau de investimento baixou ao último escalão das agências de classificação. Dilma Rousseff garante que não cairá.

Fonte: Yahoo Notícias


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