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Ordem Entrevista Cláudia Brino



A OPB - ORDEM DOS POETAS DO BRASIL 
ENTREVISTA CLÁUDIA BRINO QUE AO LADO DE VIEIRA VIVO, REALIZA UM BELÍSSIMO TRABALHO EM FAVOR DO LIVRO. ALÉM DISSO AMBOS POSSUEM UMA EXCELENTE OBRA LITERÁRIA E NÃO POUPAM ESFORÇOS NA DIVULGAÇÃO DOS AMIGOS POETAS E DA POESIA EM GERAL.. 



ENTREVISTA CONCEDIDA AO POETA MAURICIO DE AZEVEDO

1- Quem é Cláudia Brino? Fale-nos de sobre suas várias frentes de trabalho com a poesia?

Resp - : Ainda estou tentando descobrir quem sou. Divido minhas atividades culturais em: fundadora/encadernadora da Editora Costelas Felinas (livros artesanais), fundadora/coor-denadora do Clube de Poetas do Litoral (CPL), editora/diagramadora de revistas literárias alternativas, oficineira de encardernação, ativista cultural e, é claro, poeta com mais de 10 livros publicados.

2- Como é fazer livro artesanal no Brasil? Fale-nos sobre o processo, sobre preços, a qualidade e aceitação final.

Resp - : O artesanal é visto de duas maneiras: os que gostam e os que não gostam e isso acontece em qualquer atividade. O trabalho da Costelas Felinas é realizado por duas pessoas: por mim e por Vieira Vivo que se juntou à editora em 2008. O processo é todo feito em um cômodo de nossa casa (o Ateliê Hippie de Cultura). Utilizamos apenas impressora caseira, linha, agulha e as mãos. Não temos nenhum equipamento gráfico industrial. Quando a editora foi criada em 1998, o custo do material era muito alto... Depois de muitos anos é que alguns produtos ficaram acessíveis (principalmente a tinta). Fazemos livros a partir de R$ 5,00 e você edita por unidade (de 1 até 100 exemplares por vez) em capa dura ou brochura. Trabalhando desta maneira e sem nenhum registro oficial, já lançamos mais de 200 títulos, totalizando assim em junho/2015 a marca de 15.000 exemplares feitos à mão. O artesanal vem ganhando espaço também em importantes instituições de concursos literários, pois temos alguns títulos em nosso catálogo que receberam prêmios e menções (nacionais e internacionais).

3- Você acredita na retomada da poesia brasileira aos patamares antigos?

Resp - Aposto na poesia de toda e qualquer maneira. Desde que não seja representada em forma de prosa quebrada, como vemos muitos "poemas" espalhados por aí a fora. O poema não deve ser um local comum; como disse Manoel de Barros: "Poesia é o delírio da palavra".

4- Como você vê o tratamento da mídia em geral para com os poetas e a poesia? Por que a poesia perdeu espaço nos jornais brasileiros?

Resp - - Não há nenhum tratamento... (rs). Por que a poesia perdeu espaço nos jornais? Não sei... Mas, muita coisa perdeu espaço também, lembro que a sinopse de um filme era maravilhosa de se ler, atualmente mal dá para enxergar as letrinhas... Agora, voltando à poesia: poderia dizer que, talvez, a ausência poética nos jornais seja causada pela proibição das próprias editoras, devido aos direitos autorais, mas nada impediria que os jornais publicassem as de domínio público ou a de poetas independentes. Por sorte temos os periódicos alternativos que há um bom tempo expandem o universo poético além de seus limites e livres desta ditadura cultural.

5- A poesia brasileira dita oficial está reduzida a guetos acadêmicos. O que pode os movimentos de poesia popular fazer para obterem reconhecimento e respeito?

Resp - Trabalho... Unicamente trabalho. Para se ter reconhecimento é preciso labutar.

6- Quais os poetas e escritores que influenciaram Cláudia Brino?

Resp -: Caraca, agora você me pegou: não faço a mínima ideia... Nunca me liguei nisso. Gosto muito da literatura francesa e russa, Clarice Lispector, Albert Camus, T. S. Eliot... Definitivamente não dá para pôr toda a biblioteca aqui, mas não posso deixar de registrar o nome do escritor Lúcio Cardoso, maestria pura...

7 - Qual seu conceito sobre a participação dos poetas em movimentos. Considera poetas um segmento engajado ou alienado da sua força cultural? 

Resp - . A participação dos poetas nos movimentos é fundamental. Agora quanto a ser engajado ou alienado aí isso depende da pessoa em si e não do poeta ou do artista em geral.

8 - Fale-nos um pouco sobre seus projetos literários e culturais para o futuro.

Resp - . Continuar o que estou fazendo: editando livros artesanais, coordenando o Clube de Poetas do Litoral (CPL), fazendo as revistas e jogos literários e principalmente continuar a escrever.... Logo mais sairá o livro Encaixe em parceira com Vieira Vivo.

9 - Como é ser produtora cultural e poeta em um país, como o Brasil, que não valoriza bem a cultural?

Resp - . Como produtora: para mim é totalmente difícil, pois eu escolhi fazer eventos de forma alternativa e independente, porém neste caminho de pedras encontrei uma turma de artistas que junto comigo veio na raça expor seu trabalho... E isso paga tudo...
Como poeta? O que posso dizer?! A gente sempre deseja mais....

10 - Poeta, fale tudo o que deseja sobre poesia.
Resp - : Ah! Meu caro, a poesia fala por si só.

Caríssimo Maurício agradeço seu convite para esse bate papo, valeu mesmo.... Cláudia Brino.

Agradecemos a poeta Cláudia Brino esta entrevista. Ficamos muito grato. Abraços. 
***

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