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Independência da Bahia! Antonio Nunes de Souza*

Postado por Rilvan Batista de Santana 01/07/2015

Independência da Bahia!
Antonio Nunes de Souza*

Mais um ano que comemoramos o aniversário da independência de nossa querida Bahia, o bendito 2 de julho com o desfile da Cabocla da Lapinha ao Campo Grande, que na verdade é registrado como Praça dois de Julho, cortejo esse que, lotado pelo festeiro povo baiano e infestado com a politicagem que angaria simpatias e votos, coloca as ruas em que passa numa alegria só vista pela baianada querida e sempre feliz, apesar das agruras constantes!
Eu, que tive o privilégio de viver muitos anos na capital, nunca deixei de acompanhar ou ver a saída do Largo da Lapinha e, para não pegar um trânsito lento e cansativo, saía na frente através de caminhos outros, seguindo direto para o local da chegada, onde já encontrava muita gente, principalmente aqueles que, suas comemorações, prendiam-se as danças, charangas, pagodes e sambas de roda, que em festas de baiano jamais faltam!
Com estacionamentos ainda vagos, parava o meu carro, logicamente já pagando ao flanelinha e, sem pressa, ia me aconchegando em alguma barraca que o mulherio era mais vistoso, bonito e promissor! Lógico que em qualquer reunião ou eventos em Salvador (até nos enterros), as paqueras e aproveitamentos são sempre bem vindos e praticados sem a menor cerimônia. Acho que faz parte da nossa raiz africana que, em qualquer circunstância, o importante é a festa e os prazeres que essas podem proporcionar! O que está se comemorando é apenas um detalhe.
Como sempre acontecia o esperado, após a chegada do cortejo, multidão se espremendo, sem nem ligar os discursos chatos e repetidos pelos políticos, ia entrando nas barracas, ocupando suas mesas e pedindo suas bebidas e tira gostos dos mais variados, sendo que, daí pra frente o coro comia solto: ninguém era de ninguém e todo mundo era de todo mundo! Dançávamos nos agarramentos mais pecaminosos possíveis e alegres por esse feriado que perpetuava a independência baiana, pois, se não fosse feriado, certamente já haviam esquecido dessa parte da história. Aprendi com essa festa, que se o governo quiser que o fato seja lembrado, tem que decretar feriado!
Como sempre acontecia, lá pela madrugada sempre saía acompanhado para meu apartamento levando uma mulata ou morena tesuda e bonita, na intenção de usar minha “borduna” no capricho patriótico. E, no meu íntimo, eu vibrava gritando: Viva a Bahia de todos os Orixás, Todos os Santos e de todos os pecados!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com




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