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São Francisco foi uma alma de Oração e Contemplação… Conheça os frutos das Orações de São Francisco: (Parte I) 

Francsico de Assis era capaz de uma contemplação e oração tão profundas, que parecia ter sido retirado do mundo e transportado ao Céu...

Como todos os Santos, Francisco foi uma alma de oração; subiu os mais altos degraus da contemplação passiva.
Quando ainda se deixava ofuscar pelas vaidades mundanas, duas graças de oração desceram sobre ele, uma depois da outra; essas graças fizeram-lhe compreender o nada das criaturas e inebriaram-no com uma doçura celeste; formaram nele um homem novo.
A partir de então, viveu um recolhimento tão profundo, que nem sequer as ocupações exteriores
o interrompiam.

Por aquele dom inefável, próprio dos místicos, sentia habitualmente nele a presença de Deus. Dirigia ao Hóspede adorável do seu coração o olhar da inteligência e os ímpetos do amor.
As invocações morriam-lhe nos lábios; do mais íntimo do seu ser brotavam esses gritos sem palavras que encantam o Altíssimo pela intensidade do silêncio ardente. Tal era a sua
oração habitual.

Às vezes, ficava tão absorto nela que não via o que se passava à volta.
Nas viagens, acontecia-lhe atravessar aldeias sem se aperceber e sem notar sequer o desvelo das multidões que não poupavam as manifestações de veneração.
Outras vezes ainda, sobretudo para o fim da vida, a graça de oração inundava-lhe a alma com tanta abundância, que a submergia. Tudo se desvanecia em seu redor: entrava em êxtase.
Sentia a seu lado a presença quase permanente da Humanidade santa de Cristo. Esta divina companhia comunicava-lhe uma força soberana e inundava-o de suavidade.
Vivendo assim numa oração contínua.
São Francisco devia recomendar naturalmente aos seus religiosos a prática do recolhimento. Recordava-lhes que a união com Deus é a condição essencial da facundidade apostólica.
Só o homem de oração – explicava ele – consegue ir até o extremo de suas forças e realizar coisas verdadeiramente grandes ao serviço de Deus.
Por outro lado, não se contentava com as simples exortações. Procurava favorecer o recolhimento. A Ordem franciscana crescia com uma rapidez prodigiosa. 
Nas cidades constituíam-se numerosos mosteiros. Francisco quis formar, longe das cidades tumultuosas, ermos perdidos em zonas desabitadas.
Era com gosto que enviava para lá os irmãos que desejassem retemperar forças na solidão. Ele próprio gostava de se retirar para esses lugares nas suas viagens apostólicas.
(Continua…)
*   *   *
Fonte: retirado do livro “São Francisco de Assis” do Rev. Pe. Thomas de Saint-Laurent

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