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A arte de perder o poder

Postado por Rilvan Batista de Santana 20/06/2015


A arte de perder o poder


Cassio Curvo – ACM foi um dos poucos políticos brasileiros que se manteve no poder como manda-chuva do seu estado por mais de 20 anos. Talvez contam-se nos dedos de uma mão quem conseguiu essa façanha.Mesmo quando tornou-se senador, e passou a ficar mais envolvido com os assuntos de Brasília, pela admiração que exercia sobre os baianos, e ciente desse poder político, decidia ele próprio quem do seu grupo seria o candidato a governador da Bahia, e certamente o eleito.
Poder-politicaEm meio às negociações de uma dessas escolhas, ACM percebeu que deputados estaduais e prefeitos dos pequenos municípios daquele estado tinham passado a submeter-se à liderança do governador seu pupilo. Com sua perspicácia política, vendo risco ao se poder, impediu a reeleição do governador à época, que causou um bafafá no grupo, mas escolheu outro, que, como esperado, acabou sendo o eleito. Mostrando a sua habilidade política, ACM não permitiu a regra principal da política: não se deve transferir poder.
Encurralada, com o risco da ingovernabilidade em meio à derrotas nas votações do congresso, e sem alternativa para resgatar a base aliada, Dilma transferiu seu poder à Michel Temer, trabalho inclusive realizado sob a supervisão, apoio e trabalho de Lula. O desastre de anos na articulação política do partido, focado não na partilha do poder com os aliados, mas na hegemonia partidária, criou arestas difíceis de serem removidas. Acrescente-se a isso o desgaste abissal da presidente logo após a eleição. Fosse em um final de mandato, ainda haveria a expectativa de reconquista da popularidade do grupo em uma campanha vitoriosa, que sempre dá novo gás ao governante, uma espécie de “absolvição” popular mesmo tendo cometido erros. Dilma venceu a eleição, mas ocorreu justamente o contrário, perdeu a popularidade logo após a eleição como nunca ocorreu antes. Tem o poder legal, mas a sociedade não reconhece a competência para exercê-lo de fato.
Temer, é claro, não poderá ter retirado o papel e poder que lhe transferiram, e mesmo que agora Mercadante e companhia tentem desfazer ou alterar o antes acordado, será difícil ter sucesso. Duvido que Temer e o PMDB aceitem isso.
O PT terá que saber conviver com o papel de rainha da Inglaterra neste mandato, e tendo que assumir o ônus dos ajustes necessários pelos erros cometidos.
Fonte:  Cassio Curvo 
prosaepolitica.com.br  

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