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PASSAGEM DA MÉDIUM ATRAVÉS DA PORTA DA GAIOLA Paul Gibier

Postado por Rilvan Batista de Santana 28/05/2015

PASSAGEM DA MÉDIUM ATRAVÉS DA PORTA DA GAIOLA
 
          Quando a sessão já tinha durado quase duas horas, a voz de Maudy [Espírito] se fez ouvir do interior da gaiola e nos disse que as forças da médium estavam esgotadas e que as manifestações iriam cessar. Logo após Maudy ter terminado de falar, a vozde baixo de Ellan, dirigindo-se a mim, disse: “Venha receber nossa médium que vai sair e terá necessidade de seus cuidados.” Pensando que era tempo de abrir a porta da gaiola e liberar a médium confinada nesse espaço reduzido desde o início da experiência, eu ia iluminar mais, quando a voz de baixo me disse: “Não acendam a luz antes que a médium tenha saído.” Como eu não estava prevenido do que iria acontecer, avancei então para abrir a porta, quando a senti estremecer através da cortina. Nesse momento, minha mão foi puxada docemente, mas de uma maneira irresistível, e vi a cortina se encher como sob a pressão de um corpo volumoso. Segurei a massa que se apresentava diante de mim e fiquei muito surpreso ao perceber que eu tinha uma mulher desfalecida nos meus braços. Levantei, então, a cortina que a recobria, e a Sra. Salmon (pois era ela) ia cair no chão se eu não a tivesse segurado. Sentei-a logo numa cadeira onde as senhoras presentes a ajudaram a se recompor.
          Sem perder um minuto, e enquanto um dos meus assistentes acendia o gás, apalpei a gaiola e, especialmente, a porta onde nada senti de particular. Quando todas as lâmpadas foram acesas, examinamos as cortinas do gabinete, que encontramos no mesmo estado que no começo da experiência. As dobradiças foram, então, retiradas; a porta da gaiola e cada malha da treliça, nas diferentes paredes, foram cuidadosamente inspecionadas: tudo estava intacto. Assim como os três selos colados na frente da porta e na abertura da chave do cadeado; eles estavam tais como eu os havia colado, depois de ter encerrado a médium na gaiola; o cadeado estava no lugar, atravessando os dois anéis de parafusos e fechado. Peguei a chave do bolso direito do meu colete, onde eu a tinha colocado, e o abri; as corrediças da porta moveram-se livremente e me assegurei de que não tinham sido deslocadas. De resto, eu tinha me conservado durante toda a sessão a menos de um metro da porta, de onde teria podido notar os menores movimentos; eu ouvia atentamente os sons que vinham da gaiola. Nenhum ruído, nenhum movimento suspeito chamara minha atenção em particular, quando a médium foi empurrada através da porta da gaiola, e estou certo de não ter ouvido o menor ruído.
          Assim é o fenômeno notável do qual fui testemunha em duas experiências diferentes feitas no meu laboratório com alguns dias de intervalo, assim como uma terceira vez, num local fora de minha casa.
          A Sra. Salmon não se presta mais para a experiência da gaiola, desde que uma hemoptise parece ter sido a consequência disso. Seus guias oucontroles lhe teriam até proibido o uso da gaiola metálica, como meio de prova (sessão teste), e só lhe permitem o uso do gabinete de madeira, descrito mais acima (ver a nota D na passagem da médium através da treliça da porta.)    
 
Livro:  As Materializações de Fantasmas, a Penetrabilidade da
          Matéria e Outros Fenômenos Psíquicos
Paul Gibier
Edições CELD – Centro Espírita Léon Denis

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