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Cinco autores contemporâneos essenciais para ler poesia hoje.

Postado por Rilvan Batista de Santana 28/05/2015

Cinco autores contemporâneos essenciais para ler poesia hoje14. 03. 2013
Literatura


O escritor paulista Ricardo Domeneck
Andréia Martins
 
Há quem tenha a impressão de que a poesia brasileira saiu de cena. Ou quem ache que ela está mais tímida. Mas basta um olhar mais atento para perceber que os poetas brasileiros contemporâneos continuam ativos, criativos e irreverentes.

Alguns não são assim tão novos e já acumulam quase uma década de versos e publicações. Outros estão entre seus primeiros e terceiros livros. Neste dia 14, quando se comemora o dia nacional da poesia, em homenagem ao nascimento de Castro Alves, o SaraivaConteúdo listou cinco nomes essenciais entre os autores contemporâneos para você que quer saber mais da nova cara da poesia brasileira.
 
Ana Martins Marques 
 
 
Livros: A Vida Submarina (2009), Da Arte das Armadilhas (2011) e Poesia.br (2012, coletânea)
 
Por que ler: comparada a Adélia Prado pelo aspecto prosaico de sua poesia, Ana mostrou em seu primeiro livro um “desembaraço de linguagem, um coloquialismo que eleva o prosaico e desmistifica o grandioso”, de acordo com Fabrício Carpinejar. 
 
A escritora Ana Maria Marques

Dona de uma ironia fina e um bom-humor afiado – "Dizem que Cézanne/quando certa vez pintou um quadro/deixando inacabada parte de uma maçã/pintou apenas a parte da maçã/que compreendia", escreve ela –, levou o último prêmio Alphonsus, da Biblioteca Nacional, pelo melhor livro de poesias.
 
Angélica Freitas 
 
A escritora Angélica Freitas
 
Livros: Rilk Shake (2007), Um Útero do Tamanho de Um Punho (2012) e Poesia.br (2012, coletânea)
 
Por que ler: o humor escrachado do primeiro trabalho da poeta gaúcha continua em seu segundo livro, mas vem na forma de uma ironia mais refinada e de uma provocação dirigida às mulheres, ou melhor, ao conceito do que é ser mulher, provocando reflexões sobre o que é fazer parte do sexo feminino, quem manda no corpo da mulher. A obra beira o ativismo, ainda que esse não seja um objetivo final.

Já morou na Argentina, Holanda e Bolívia, levando algumas de suas experiências vividas nesses países para os versos, que são curtos e diretos, com referências pop e a elementos do dia a dia – pode ser a pia, pão, café, vovó ou lembranças.
 
Fabiano Calixto
 
O escritor Fabiano Calixto
 
Livros: Algum (1998), Fábrica (2000), Um Mundo Só para Cada Par (2001), Música Possível (2006), Pão com Bife (2007), Sanguínea (2007) e Poesia.br (2012, coletânea)
 
Por que ler: depois de defender uma tese de mestrado na USP em 2012 (em teoria literária), o pernambucano buscou novos ares. Além de poeta, também gosta de traduzir poemas de nomes como Allen Ginsberg, John Lennon e Laurie Anderson. Seus textos têm gosto de um cotidiano embalado por Tom Waits. É do tipo provocador. Recentemente escreveu em seu blog que “ler não é um bom negócio” e que “apenas ouvir Caetano, Chico & Gil gera, num passe de mágica, poetas geniais”. Além da música, a cidade é presença constante em seus versos, onde tenta lidar com problemas, necessidades e captar o cotidiano.

“Para mim, a poesia de verdade, sangrenta, caminha pelas ruas, ouvindo Raimundo Soldado no mp3 player, tostando um baurets, comendo um PF no centro da cidade enquanto o sol alarga os planos de fuga”, diz o escritor.
 
Marília Garcia
 
A escritora Marília Garcia
 
Livros: Encontro às Cegas (2001) e 20 Poemas para o seu Walkman (2007)
 
Por que ler: os versos da carioca fazem o leitor sentir que tirou os pés do chão, que está girando com o mundo, ou parecem um curta-metragem com duração de segundos, dada a longa sequência de acontecimentos em boa parte de seus poemas. Talvez o fato de a autora viajar por aí dê essa sensação de desprendimento e movimento aos seus versos. Seu último livro foi escrito tendo como cenários Catalunha (Espanha), Nova York (EUA), Paris (França), Berlim (Alemanha), e um deserto no México. 
 
Ricardo Domenek
 
Livros: Carta aos Anfíbios (2005), A Cadela sem Logos (2007), Sons: Arranjo: Garganta (2009), Cigarros na Cama (2011) e Ciclo do Amante Substituível (2012)
 
Por que ler: natural do interior de São Paulo, Domenek reside desde 2002 em Berlim, na Alemanha, onde se divide entre ser DJ e escritor. É mais um que, em sua poesia, mescla referências de diferentes países e culturas, questiona cânones literários, além de apostar em diferentes formatos. Trabalha com vídeo e a fronteira textual entre o oral e o escrito.

Além de discotecar e escrever versos, também traduziu para o português poemas de Hans Arp, Friederike Mayröcker, Frank O´Hara, Harryette Mullen, Rosmarie Waldrop, Ezequiel Zaidenwerg e Sandra Santana. Seu último livro acaba de ser traduzido para o alemão.
 

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