Saber-Literário

Diário Literário Online

O Saber-Literário foi criado para estimular a leitura e a escrita de jovens e adultos. Não temos patrocínio, temos parcerias com amigos.
Nossas postagens são de domínio público, pois os maiores sites do país disponibilizam suas matérias e no rodapé, sugerem: "compartilhar".
Seria um desserviço criptografar ou "escanear" as matérias para que o nosso leitor além de lê-las não pudesse copiá-las, o que não pode é comercializar o conteúdo, modificar, plagiar e negar a autoria, a fonte, eticamente não é correto e, pode gerar punição judicial.
Essas pessoas usam a máxima: "faço o que digo, mas não faça o que faço", pois suas matérias são "copiadas" ou, enviadas por alguém, salvo, quando é de sua produção, que modestamente, disponibilizamos em sites literários do país, quase 300 títulos (crônicas, cartas, contos, etc.), 05 romances e um ensaio.
Para muita gente o Ano Novo continua como Ano Velho, com atitudes egoístas, mesquinhas, sem desprendimentos, sem préstimos, que não enxergam além de sua ruindade. Muitos ainda se dizem religiosos, social e politicamente corretos, mas que não fazem um "mea culpa" pra ter um "lugarzinho" no Reino de Deus, aí São Pedro vai mandá-los de volta à Terra, pra completarem suas evoluções espirituais e se tornarem queridos do Altíssimo.
Graças a Deus e aos leitores, chagamos sem "manipulação" a mais de 1.100 000 (um milhão e cem mil acessos), portanto, ter uma matéria no Saber-Literário, é um privilégio de poucos, nós não "copiamos", ajudamos divulgar escritores e poetas que não têm acessos a outros sites específicos, "fechados" e que de certa forma, não são aceitos pela grande mídia.
Nunca fomos processados ou questionados judicialmente, por esta ou aquela matéria, publicamos com a devida autoria, sem modificação de texto, sem correção (salvo quando o erro é de digitação). Um ou outro (raríssimo) que se diz "poeta", "escritor", que se acha sumidade, gênio da literatura, dono da "cocada preta", acha que sua "obra" não merece a publicação de nosso blog literário, pede pra retirar a postagem, que atendemos de pronto, desde que tecnicamente seja possível.

Além de outros objetivos, o nosso diário online ajuda o pessoal da Região, pois recebemos e-mails de todo país e do exterior, a exemplo da escritora portuguesa Maria João que elaboramos uma simpática carta que hoje, circula aqui, ali e alhures: "Carta para Maria João".  Rilvan Batista de Santana, Itabuna (BA), 14.01.2017

Luíza
R. Santana

Nós tínhamos a idade da inocência. Os nossos olhos expressavam o que era proibido aos nossos corpos. Não nos tocávamos, exceto, quando sua mãe falhava no zelo. A “Escola Sagrado Coração de Jesus” era o nosso dia a dia. Lá estudávamos, lá aprendíamos o conhecimento dos livros, lá, eu e Luíza brincávamos de amor, lá, a professora Name, sua mãe, cuidava de nosso futuro.
Hoje, lembro-me a dedicação de Luíza nos estudos, não obstante sua mãe ser nossa professora, ela estudava com gosto, desenvolta em todas as matérias, com exceção da aritmética. Sua dificuldade em tabuada levava-me, a contragosto, usar a palmatória em suas mãozinhas nas sessões de sabatina de vez em quando, pois eu tinha mais facilidade nessa matéria mais do que nas outras.  Certa feita, sua mãe deu-me meia dúzia de bolos para aprender usar a palmatória: “... é assim que se bate!”, Luíza chorou por dó e sentimento de culpa, eu chorei de ódio da professora Name.
Sua mãe relaxava o cuidado com Luíza em acontecimentos especiais: 7 de Setembro, competições esportivas, representações teatrais de Natal, da Semana Santa, eventos comunitários de arte e cultura, mas esperávamos ansiosos as festas juninas, professora Name curtia o forró, todos os anos, contratava um marcador para formar e desenvolver as quadrilhas juninas e, no dia de São João, a escola abria para comunidade.
A dança junina é freudiana, o instituto sexual fica à flor da pele, os cavalheiros dançam quase colados às damas, quanto mais desenvolto for o corpo, maior é o desempenho do par, o cavalheiro arrasta a dama pelo salão com leveza e requebro, o tempo da música é demorado, nenhum casal se destaca, todos os casais são contemplados pelo som gostoso do forró e do baião, os pés acelerados e de forma regular, dão o ritmo da dança.
Marcar a quadrilha exige experiência e conhecimento, o marcador é o maestro da dança, todos os atos estão sob seu comando, ele não usa a batuta, mas usa os “comandos” que regem os movimentos dos dançarinos com harmonia e graça.
Eu ficava em frente à Luíza na fila dos homens, ela, na fila das mulheres, esperávamos, somente, o primeiro comando pra começar e quando o marcador gritava “balancê”, o corpo começava balançar, em ritmo alternado, ora homem, ora mulher, quando ele gritava “en avant” todos caminhavam avante com os braços balançando e voltávamos aos nossos lugares quando ouvíamos o comando: “returner”.
No “tour”, eu abraçava Luíza na cintura enquanto isto, ela colocava o braço esquerdo no meu ombro e girávamos para direita. No ritmo da dança, os cavalheiros cumprimentavam as damas e as damas os cavalheiros. Na quadrilha junina, as evoluções são várias: primeiras marcas no centro, grande passeio, troca de damas, troca de cavalheiros, o túnel, “en avant tour”, o caminho da roça, caracol, desviar... Divertíamo-nos muito, quando o marcador gritava: “olha a cobra”, “é mentira”, aí os grupos se refaziam do susto.
Após formar grandes rodas, em galope, sempre no ritmo da dança, os cavalheiros e as damas despediam-se, encerrava-se a quadrilha, os músicos continuavam tocando e o espaço era liberado para os adultos dançarem, enquanto, eu e Luíza aproveitávamos o descuido de sua mãe, às escondidas, íamos “namorar”.
Luíza não gostava de fogos, tinha um medo mórbido de bombas, quando insistíamos, ela se aventurava soltar “chuvinhas”, traques, “cobrinhas”, ou seja, fogos que não ofereciam riscos explosivos. Eu não gostava nem destes fogos, uma “cobrinha” tinha invadido minha bota e me deixou com o pé queimado por algum tempo. No São João, gostávamos mesmo de dançar, comer canjica, bolo de tapioca,  milho verde e, quando os adultos deixavam, tomávamos dois dedos de licor de jenipapo, de cacau, ou, nos empanturrávamos de doces.
Ah, bons tempos eram aqueles, tempos de inocência, acreditávamos em nossas juras de amor sem pejos, nós não éramos o dono do mundo, mas éramos filhos de Deus, o dono. Tudo era cor de rosa e o ceu de brigadeiro, a maldade passava distante da gente, a dor e o sofrimento não eram nossos aliados. Em casa, nossa preocupação maior, era realizar as tarefas escolares de Name, a vida valia a pena...
Não nos beijávamos, aliás, não conhecíamos o beijo com gosto de sexo dos adultos, conhecíamos, somente, o beijo como expressão de afeto dado na face, quando, eu e Luíza demos a nossa primeira “bitoca”, nos sentimos culpados, uma mistura de prazer e pecado ficaram em nossas mentes por algum tempo.
Eu amava Luíza, amava sua inocência, seu jeito meigo, sua voz delicada, seus cabelos cor de mel, e, amava sobremaneira suas mãos... Mãos cor de jambo, mãos delicadas, mãos de dedos compridos e unhas aparadas, cor de rosa, mãos inteligentes, mãos divinas, mãos de deusa.
A “Escola Sagrado Coração de Jesus” ficava num princípio de bairro, onde havia mais mato do que casa, com muitas árvores esparsas, no recreio, os mais velhos iam brincar futebol no campinho da escola, os pré-adolescentes iam brincar embaixo de árvores frondosas, eu e Luíza ficávamos entre os últimos, os últimos, pois ficávamos a sós, ali, embaixo de uma jaqueira ou um pé de jambo, trocávamos juras de amor eterno, então, brincávamos de médico, marido e mulher, ou, pais ardorosos:
- Amor, que é de Juninho?
- Foi jogar bola com os vizinhos!
- Mas... ele é pequeno, vai se machucar...
- Oxente querido, Juninho é um rapazinho... – ou, brincávamos de médico:
- Doutor... uma dorzinha no coração... – eu colocava o “estetoscópio” no peito...
- Mas... seu coração está batendo normal, senhora! – Luíza retrucava:
- Doutor, este aparelho está ruim, ouça o meu coração! – deitava a cabeça no seu peito...
- Senhora... o coração contou-me que seu mal é de amor!...
            - Que coração abusado, doutor?... – arrependia-se:
            - Coitado... ele deve ter razão... tem cura doutor?
            - Sim!
            - Prescreva o remédio já, doutor!
            - Aqui, não!
            - Onde, doutor?
            - No hospital!
            - Pois, leve esse coraçãozinho pra lá, doutor! – enlaçava Luíza e levava-a pra outro ponto mais escondido da jaqueira.
            - E agora, doutor?...
            - Deixe de pressa, senhora!...
            Amor infinito, juras eternas, inocência sempre, maldade exorcizada, carinho sublime, momentos eternos, felicidade sem fim, eu e Luíza, Luíza e eu...






Autor: Rilvan Batista de Santana


Licença: Creative Commons

Clarice Lispector: “Mas olhe para todos ao seu redor e...

Google
“Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficando do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no q realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia. Mas eu escapei disso...”
Clarice Lispector

Fonte:

https://pensador.uol.com.br/frase/NjI2ODg1/

Fonte: Facebook

Imagem: Google
Os ensinamentos que Obama deixou para todos nós em seu discurso de despedida

Emocionante, capaz de nos fazer refletir e conciliador.

Foram assim as palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu discurso de despedida. Sem ataques diretos ao adversário, o presidente eleito Donald Trump, com palavras de gratidão e muitas dicas de lição de vida, o discurso de Obama é um convite à reflexão.

Por Grasielle Castro, para Huffpost Brasil

Obama, que deixa a presidência da maior potencial mundial em 10 dias, decreta que a democracia dos Estados Unidos está sob ameaça. “Para ela funcionar, é preciso de um senso básico de solidariedade.”

Em Chicago, onde iniciou a carreira política, Obama ressaltou os avanços pós-modernas permeadas por fatores como tecnologia, por meio das redes sociais, e mudanças climáticas.

O primeiro presidente negro dos Estados Unidos também não podia deixar de falar da questão racial. Para ele, ainda é preciso que as minorias se unam.

Aqui estão os principais ensinamentos e reflexões que Obama deixou em seu discurso:

Oportunidades

“Nossa economia não funciona tão bem ou cresce tão rápido se alguns poucos prosperam às custas de uma classe média que cresce.”

“Nossa democracia não vai funcionar se as pessoas não tiverem oportunidades econômicas.”

“Independentemente do espaço que ocupamos, todos nós temos que nos esforçar muito. A começar pela premissa de que todos têm valores, trabalham duro e família.”

Democracia

“Nós enfraquecemos laços quando definimos alguns de nós como mais americanos do que outros. Quando anulamos todo o sistema, o considerando corrompido, e culpamos os líderes que escolhemos sem examinar nosso próprio papel na eleição deles.”

“A democracia precisa de você. Se você está cansado de discutir com estranhos na internet, tente falar com um deles na vida real.”

“Se você está decepcionado com os políticos eleitos, pegue uma prancheta, vá atras de assinaturas, concorra. Se mostre. Às vezes você vai ganhar. Às vezes você vai perder.”

“Quando as taxas de eleitores estão entre as mais baixas entre as democracias mais avançadas, é preciso tornar mais fácil votar, não mais difícil.”

“Aprendi que as mudanças só ocorrem quando os cidadãos comuns participam e se unem para demandar.”

Redes sociais e informação

“Nós nos tornamos tão seguros nas nossas bolhas que começamos a aceitar apenas informações que combinam com nossas opiniões, sejam elas verdadeiras ou não.”

Raça

“Depois da minha eleição, houve uma conversa de América pós-racial, o que não foi realista. Raça continua a ser uma força potente e que segrega em nossa sociedade. Vivi o suficiente para ver que nossas relações raciais estão melhores do que eram 10, 20 30 anos atrás.”

“Temos que garantir leis contra a discriminação, mas só leis não serão suficientes, temos que mudar os corações.”

Mudanças climáticas

“Sem ações corajosas, nossas crianças não terão tempo para discutir sobre mudanças climáticas porque estão lidando com os efeitos delas.”


Fonte:


http://www.geledes.org.br/os-ensinamentos-que-obama-deixou-para-todos-nos-em-seu-discurso-de-despedida/#gs.Uz5dFMs

Imagem: Google




Fonte: Google / You Tube

Morre Ramon Vane, aos 57 anos

O ator bueraremense Ramon Vane, que completaria 58 anos no próximo dia 17, morreu na madrugada deste domingo (15), após ser internado na semana passada no Hospital de Base, vítima de um AVC. A notícia da morte dele foi publicada nas redes sociais pelos amigos do teatro.

Ramon Vane, advogado, ator, poeta, era uma das figuras ilustres da região sul da Bahia, representava como poucos o artista baiano pelo mundo afora. Em outubro de 2011, ele foi premiado pela interpretação no longa-metragem O homem que não dormia.

Vane interpretou o personagem Pra Frente Brasil, no filme de Edgar Navarro. A película, que foi rodada em Igatú, na Chapada Diamantina, conta a história de cinco pessoas que, numa mesma noite, sofrem com o mesmo pesadelo. O filme fala de um homem sinistro e a procura por um tesouro (imaginário) como desencadeadores da história.



Fonte:  http://www.verdinhoitabuna.blog.br/2017/01/morre-ramon-vane-aos-57-anos.html


Google
Monumento a Tosta Filho


Na Câmara local, um vereador apresentou um projeto para homenagear Dr. Tosta Filho, construindo na entrada da Avenida que tem o seu nome uma estátua do mesmo.
Quando se discutia o assunto, outro vereador disse que estava de acordo com a medida, que era justa, mas que tinha também a apresentar um projeto para homenagear um outro personagem que, como o doutor Tosta Filho, prestava também relevantes serviços à lavoura cacaueira. Esse personagem era o Burro, que transportava o cacau mole das roças para as barcaças e destas para o armazém. Assim, devia-se construir na Praça Camacã, que já serve de local para feira de animais, a estátua do Burro. Zé das Antas “belisca” o assunto desta forma:

Google

Para que duas estátuas,
Que falta de pensamento!
Quando a coisa se resolve
Com apenas um monumento:
Construindo o Tosta Filho
Escanchado num jumento.

Fonte:
Calendário Histórico Ilustrado de Itabuna, José Dantas de Andrade – “Zé das Antas”

ICAL


Nota Editorial:

O Saber-Literário foi criado para estimular a leitura e a escrita de jovens e adultos. Não temos patrocínio, temos parcerias com amigos.
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Essas pessoas usam a máxima: "faço o que digo, mas não faça o que faço", pois suas matérias são "copiadas" ou, enviadas por alguém, salvo, quando é de sua produção, que modestamente, disponibilizamos em sites literários do país, quase 300 títulos (crônicas, cartas, contos, etc.), 5 romances e um ensaio.
Para muita gente o Ano Novo continua como Ano Velho, com atitudes egoístas, mesquinhas, sem desprendimentos, sem préstimos, que não enxergam além de sua ruindade. Muitos ainda se dizem religiosos, social e politicamente corretos, mas que não fazem um "mea culpa" pra ter um "lugarzinho" no Reino de Deus, aí São Pedro vai mandá-los de volta à Terra, pra completarem suas evoluções espirituais e se tornarem queridos do Altíssimo.
Graças a Deus e aos leitores, chagamos sem "manipulação" a mais de 1.100 000 (um milhão e cem mil acessos), portanto, ter uma matéria no Saber-Literário, é um privilégio de poucos, nós não "copiamos", ajudamos divulgar escritores e poetas que não têm acessos a outros sites específicos, "fechados" e que de certa forma, não são aceitos pela grande mídia.
Nunca fomos processados ou questionados judicialmente, por esta ou aquela matéria, publicamos com a devida autoria, sem modificação de texto, sem correção (salvo quando o erro é de digitação). Um ou outro (raríssimo) que se diz "poeta", "escritor", que se acha sumidade, gênio da literatura, dono da "cocada preta", acha que sua "obra" não merece a publicação de nosso blog literário, pede pra retirar a postagem, que atendemos de pronto, desde que tecnicamente seja possível. 
Além de outros objetivos, o nosso diário online ajuda o pessoal da Região, pois recebemos e-mails de todo país e do exterior, a exemplo da escritora portuguesa Maria João que elaboramos uma simpática carta que hoje, circula aqui, ali e alhures: "Carta para Maria João".  Rilvan B. de Santana, Itabuna (BA), 14.01.2017


DANTE MILANO E O LIRISMO SOMBRIO DE SUA POESIA - Eli Boscatto

Dante Milano foi um grande poeta que caiu no esquecimento, quase um desconhecido, pouco se fala dele, pouco se escreve sobre ele. Milano nasceu em Petrópolis no Rio de Janeiro em 16 de junho de 1899, filho do maestro Nicolino Milano e de Corina Milano, e faleceu em 15 de abril de 1991.

dante.jpg


Embora Milano não tenha tido educação formal, não pode cursar o Ginásio (equivalente hoje ao “segundo grau”), foi poeta, tradutor, escritor e escultor, e aos 14 anos foi trabalhar como assistente de revisão no Jornal da Manhã e no Jornal do Comércio. Aos 17 consegue emprego de revisor na Gazeta de Notícias, e conhece Pinto de Souza que lhe apresenta à literatura portuguesa, em especial à poesia de Camões, a quem ele homenageia em sua obra. Foi considerado por Drummond “um poeta de extraordinária qualidade”, mas dizem que era completamente arredio à fama. Publicou seu primeiro e único livro, Poesias, aos 49 anos, pelo qual recebeu o prêmio Felipe d’Oliveira de melhor livro de poesia do ano. Mas mesmo com a aceitação entusiasmada da crítica, manteve-se distante, e convidado a candidatar-se à Academia Brasileira de Letras, jamais aceitou.

inferno_canto_18.jpg O Inferno de Dante de Botticelli

Milano organizou em 1935 a “Antologia dos Poetas Modernos”, primeira antologia de poetas dessa fase. Trabalhou como tradutor, lançando em 1953 “Três Cantos do Inferno” de Dante Alighieri. Em 1988 publicou “Poemas Traduzidos de Baudelaire e Mallarmé e nesse mesmo ano recebeu o Prêmio Machado de Assis pela Academia Brasileira de Letras. Milano é considerado um dos poetas representativos da terceira geração do Modernismo, mas como disse o crítico Davi Arrigucci Júnior, “sua poesia é imune a cacoetes modernistas”. Segundo o poeta Ivan Junqueira que organizou uma coletânea de seus melhores poemas, “Dante Milano foi um marginal das correntes predominantes no seu tempo e embora fosse egresso do Modernismo de 1922, ele era na verdade anterior ao movimento modernista, e embora o apoiasse à distância, jamais se filiou ao movimento.”

Passa o tempo da face E o prazer de mostrá-la. Vem o tempo do só, A rua do desgosto, O trilho interminável Numa estrada sem casas. O final do espetáculo, A sala abandonada, O palco desmantelado. Do que foi uma face Resta apenas a máscara, O retrato, a verônica, O fantasma do espelho, O espantalho barbeado, A face deslavada, Mais sulcada, mais suja, De beijada, cuspida, Amarrotada Como um jornal velho. Máscara desbotada De carnavais passados. Esta é a nossa cara Escaveirada. Até que a terra Com sua garra Nos rasgue a máscara (poema “A Máscara”)

Um ponto de concordância entre seus críticos é quanto ao caráter desencantado, direto e lúcido de seus poemas, que remete àqueles aspectos sinistros da vida. Segundo o escritor e jornalista Paulo Mendes Campos, o pensamento de Milano é árido, um poeta antipoético, antilírico, o poeta do desespero.

No beco escuro e noturno Vem um gato rente ao muro. Os passos são de gatuno. Os olhos são de assassino. Esgueirando-se, soturno, Ele me fita no escuro. Seus passos são de gatuno. Seus olhos são de assassino. Afasta-te, taciturno. Espanta-o meu vulto obscuro. Meus passos são de gatuno. Meus olhos são de assassino.” (Poema “O Beco”)

Mas quem pode afirmar que não existe lirismo no desespero, nos labirintos mais sombrios do ser, nos desejos mais viscerais? É possível talvez dizer que a poesia de Dante Milano é de um “lirismo sombrio”, pela emoção implícita nas palavras, em sublimes imagens poéticas, conferindo-lhe uma musicalidade, uma vibração. Para alguns críticos, embora não tenham sido identificadas influências na poesia de Milano, ele teria uma marca em comum com Manuel Bandeira. Como Bandeira, teria refletido muito sobre a morte, a morte como destino do qual nenhum de nós escapa. É peculiar à poesia esse poder de nos assombrar, nos arrebatar.
inferno14p.jpg Ilustração de Gustave Doré - A Divina Comédia

 Como num louco mar, tudo naufraga. A luz do mundo é como a de um farol Na névoa. E a vida assim é coisa vaga. O tempo se desfaz em cinza fria, E da ampulheta milenar do sol Escorre em poeira a luz de mais um dia. Cego, surdo, mortal encantamento. A luz do mundo é como a de um farol... Oh, paisagem do imenso esquecimento. (Poema “Música Surda”)

O falso amor imita o verdadeiro Com tanta perfeição que a diferença Existente entre o falso e o verdadeiro É nula. O falso amor é verdadeiro E o verdadeiro falso. A diferença Onde está? Qual dos dois é o verdadeiro? Se o verdadeiro amor pode ser falso E o falso ser o verdadeiro amor, Isto faz crer que todo amor é falso Ou crer que é verdadeiro todo amor. Ó verdadeiro Amor, pensam que és falso! Pensam que és verdadeiro, ó falso Amor! (Poema do Falso Amor)

Leitura recomendada: Melhores Poemas de Dante Milano de Ivan Junqueira



Fontes: 

www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=697 www.itaucultural.org.br/aplicexternas/...lit/index.cfm?...biografias. www.jornaldepoesia.jor.br/dante.html www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet241.htm

http://lounge.obviousmag.org/por_tras_do_espelho/2014/08/dante-milano-e-o-lirismo-sombrio-de-sua-poesia.html#ixzz4Vp5np06n


Candidatura de Lula é uma aposta no cinismo - Josias de Souza

Dentro de seis dias, o PT deve deflagrar uma cruzada por eleições diretas e lançar a re-re-recandidatura de Lula. Numa reunião do diretório nacional do partido, o pajé do petismo aceitará o sacrifício de retornar ao Planalto para salvar o país. Não é propriamente um projeto político. Trata-se de uma aposta no poder de sedução do cinismo.
Só há uma coisa pior do que o antipetismo primário. É o pró-petismo inocente, que engole todas as presunções de Lula a seu próprio respeito. Isso inclui aceitar a tese segundo a qual o xamã da tribo petista veio ao mundo para desempenhar uma missão que, por ser divina, é indiscutível.

Todos os líderes políticos cultivam a fantasia da excepcionalidade. Mas nunca antes na história desse país surgiu um personagem como Lula. Dotado de uma inédita ambição de personificar a moral, acha que sua noção de superioridade anistia os seus crimes. E avalia que seu destino evangelizador o dispensa de dar explicações.

Não é a hipocrisia de Lula que assusta. A hipocrisia pelo menos é uma estratégia compreensível para alguém que é réu em cinco inquéritos e convive com o risco real de ser preso. Melhor ir em cana fazendo pose de presidenciável perseguido do que amargando a fama de corrupto.

O que espanta é perceber que, em certos momentos, Lula parece acreditar de verdade que sua missão sublime no planeta lhe dá o direito de cometer atentados em série contra a inteligência alheia. Desprezadas a lógica e as evidências, sobram o cinismo e a licença dada por Lula a si mesmo para tratar os brasileiros como idiotas. Mesmo sabendo que já não encontra tanto material.

Josias de Souza
Jornalista/blogueiro 













Fonte: 

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/01/14/candidatura-de-lula-e-uma-aposta-no-cinismo/


Fonte: Google
O CIEE e a Educação à distância
Arnaldo Niskier

Uma experiência notável de EAD no Brasil está sendo realizada sob a liderança do Centro de Integração Empresa-Escola de São Paulo. No ar desde março de 2005, hoje dispõe de 37 cursos de curta duração, contemplando um total de 2,5 milhões de matrículas registradas.

O programa, em plataforma própria, é gratuito e tem por objetivo capacitar, aperfeiçoar, aprimorar e atualizar o estudante de ensino médio ou superior, além dos que se devotam à educação profissional. Isso facilita muito a inserção do jovem no movimentado mercado do nosso país.

Todo esse trabalho já rendeu mais de 2 milhões de treinamentos, utilizando os seus cursos classificados como atitudinais, conceituais e técnicos. Os primeiros se referem a aspectos voltados ao desenvolvimento de atitudes e comportamentos essenciais do dia a dia, ambiente acadêmico e de trabalho. Os cursos conceituais operam assuntos variados sobre língua portuguesa (atualização gramatical, produção de textos), métodos e técnicas de pesquisa, atendimento ao cliente. Os últimos apresentam conteúdos voltados à tecnologia, como pacote Office, Fundamentos de Rede e Flash.

Há um grande envolvimento de empresas e instituições de ensino no projeto, que trabalha também com um formato de tutoria que promove a participação dos jovens em todas as etapas dos cursos, esclarecendo dúvidas em no máximo 24 horas. Para isso, a plataforma de gerenciamento é essencial.

São fornecidos certificados digitais gratuitos, assim como apostilas de apoio. O sucesso pode ser medido pelo crescimento expressivo do programa administrado pela Superintendência Executiva do CIEE/SP.

Entre os cursos oferecidos, podemos citar: Matemática básica, Cidadania e meio ambiente, Métodos e técnicas de pesquisa, E-mail e internet: uso adequado no ambiente corporativo, Microsoft Excel, o que dá um total de cerca de 30 mil matrículas/mês. Todos com o objetivo de capacitar, aprimorar, atualizar e promover o conhecimento, potencializando aptidões e talentos nas empresas. Nessa empreitada, o CIEE coloca toda a sua experiência de 51 anos, como entidade-líder no campo da filantropia.

O maior número de jovens encontra-se no estado de São Paulo, mas o atendimento se faz também em outras regiões, inclusive no Nordeste, onde é possível estabelecer um ambiente propício para o aprendizado e a construção do conhecimento de forma correta e agradável, pois conta com ilustrações de grande qualidade. Talvez esta seja a razão da existência de uma evasão diminuta, que se reduz a cada ano. São utilizadas palavras-chave estimulantes; são constituídas turmas especializadas, acompanhadas de uma tutoria altamente competente, que orienta os jovens e os incentiva a participar dos benefícios do aprendizado. A última conquista do projeto foi a entrada do Rio de Janeiro no circuito, com a adesão entusiástica do seu CIEE. Há um enorme interesse da sua população, que vê a educação à distância como um projeto de primeira ordem e de grande futuro.

Fonte:
Diário da Manhã (GO) / ABL
http://www.academia.org.br/artigos/o-ciee-e-educacao-distancia


Prêmio Caymmi de Música divulga lista de habilitados
Número de inscrições supera edição anterior em todas as categorias

Com um total de 456 propostas inscritas, o Prêmio Caymmi de Música - 2ª edição supera os números da edição anterior, quando foram registradas 298 inscrições. Após passar por um processo de triagem técnica para análise dos materiais enviados, o Prêmio já tem disponível a lista dos candidatos habilitados nas suas quatro categorias: Música com Letra, Música Instrumental, Show e Videoclipe. Esse resultado pode ser conferido através do portal www.premiocaymmi.com.br


Com o mote “Música em Movimento” e celebrando os 50 anos da Tropicália, o Prêmio registra aumento no número de inscrições em todas as suas categorias principais. Música com Letra subiu de 135 para 223 canções, sendo que 217 delas foram habilitadas. Em Música Instrumental, houve um aumento de 14 para 35 composições inscritas, com 34 delas habilitadas. Já em Videoclipe, o número saltou de 48 para 80 inscrições, com 77 deles habilitadas. Por fim, as inscrições na categoria Showcresceram de 101 para 118 propostas inscritas, com 82 selecionadas pelos jurados, que irão assistir e avaliar essas produções entre os meses de janeiro e abril deste ano.

A partir de fevereiro, o público poderá conhecer de perto alguns destes trabalhos que concorrem ao Prêmio, através do Festival Caymmi de Música, que acontece entre fevereiro e maio de 2017. A programação de cada edição será composta por artistas concorrentes na categoria Show e que poderão ser convida­dos para participar do Festival, a critério da Comissão Julgadora formada por Juliana Ribeiro, Jarbas Bittencourt, Alexandre Leão, Rowney Scott e Luciano Matos. É importante salientar que a participação do show concorrente numa das edições do Festival Caymmi não significa a seleção ou indicação do inscrito como finalista ou vencedor do Prêmio nesta categoria.

Com direção geral de Elaine Hazin e direção artística de Márcio Meirelles, a 2ª edição do Prêmio Caymmi de Música traz também direção musical assinada a quatro mãos pelos músicos João Meirellese Ronei Jorge. O Prêmio Caymmi é uma realização da Via Press Comunicação e Eventos, o Caymmi conta com patrocínio da Vivo e do Governo do Estado, através da lei de incentivo estadual Faz Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, além da parceria da Prefeitura Municipal de Salvador e apoio da BAND Bahia, Band News FM, TVE e Rádio Educadora.

Fonte:

Clube do Poeta Sul da Bahia 


Respeite minha mulher!
Antonio Nunes de Souza*

Cidade pequena do interior, todos sabiam que Sheila, mulher do dono da loja Sheila Modas, a melhor do local, era amante do advogado Jorge Silveira, homem inteligente, qualificado na sua profissão, considerado o mais astuto e competente nas suas defesas ou acusações, dependendo de qual lado o contratasse!

Logicamente, todos sabiam dessa aventura amorosa de Sheila com Jorge, somente sendo o desconhecedor o pobre do Luiz Alberto que, cuidando do seu magazine, cotidianamente, nunca percebera essa astuta malandragem da sua mulher e do seu amigo o adv. Jorge. Como os fuxiqueiros de plantão não queriam se envolver na história, a coisa ia passando que, curiosamente, já era considerado um comportamento normal.

Como tudo de errado que fazemos tem os dias contados, para comemorar os dez anos de casados Luiz Alberto resolveu fazer uma festa em sua residência, com muitas bebidas e comidas, completando com um conjunto ao vivo para que houvesse danças e alegrias. A noite, os convidados começaram a chegar, além de toda sociedade, ainda tinha alguns convidados funcionários da loja e seus familiares.

Um buffet vasto a disposição, além de garçons para acompanhar toda movimentação e servir as mesas das autoridades. Todos comendo, bebendo e, logo em seguida, o conjunto começou a tocar, o casal dançou uma valsa e, assim que terminou, a música popular tomou conta do salão. Os casais se movimentaram e Andrezinho, dono da loja de computação, que já tinha tomado uns bons goles, na animação do álcool, foi tirar Sheila para dançar. Ela sorridente e feliz, aceitou e foram os dois para o salão. Porém, chegando no meio, aproveitando-se da multidão, ele começou a beijar o pescoço de Sheila e meter a língua em seus ouvidos. Ela fez força para se soltar, mas, bêbado como ele estava, ficou agarrando-a pela cintura e, na maior loucura, querendo beijar-lhe a boca. Nesse vexame incrível foi aberta uma roda no salão e Luiz Alberto vendo a movimentação, apenas falou para André: O que é isso meu amigo, você está tonto vá se sentar. Mas, Andrezinho no furor do desejo já excitado, continuou segurando Sheila cada vez mais.
Então foi aí que aconteceu a desgraça! Jorge, ferozmente, levantou-se e, abotoando Andrezinho pelo colarinho do paletó, gritou bem alto: Respeite minha mulher, seu filho da puta! E, ao mesmo tempo, meteu a mão na cara do pobre tarado, que soltou imediatamente a sua presa. Jorge chamou os empregados e amigos e colocaram o Andrezinho para fora aos tapas e ponta pés.
Curioso é que a festa continuou, Luiz Alberto nada falou sobre a atitude de Jorge e, com isso, todos perceberam que já era de conhecimento a traição da sua mulher e que ele segurava a barra em função do amor que sentia por ela.
Jorge foi bastante cumprimentado, por ter defendido a honra da sua amante e, sem nenhuma cerimônia passou o resto da festa dançando com sua querida e bonita Sheila!


*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

EU CURTI ISSO -Temos prazo de validade - João Batista de Paula

Vamos curtir o bom amigo.
Vamos curtir a boa amizade.
Vamos curtir o bom sentimento.
Vamos curtir a vida.
Vamos curtir a paz.
Vamos curtir o amor.
Vamos curtir o trabalho.
Vamos curtir o coração feliz.
Vamos curtir as flores.
Vamos curtir gente feliz.
Vamos curtir o riso e a gargalhada.
Vamos curtir os encontros duradouros e felizes.
Vamos curtir o abraço de paz.
Vamos curtir os momentos gloriosos e gozosos.
Vamos curtir a pessoa pacata, honesta, justa, benigna, sincera, dedicada, fiel e amorosa.
Vamos curtir você.



Nascer, crescer e morrer são etapas de vida de todos nós. Todos nós viventes temos um prazo de validade de nossa existência física, no mundo em que vivemos,  nesta realidade,  em que a maioria busca ser e ter, quando a entrada e a saída da vida é igual para todos.

E o que fazer para ser inesquecível?
E o que fazer para não ficar no jardim dos esquecidos?
O que fazer para obter a boa fama?
Ser benquisto e bem vindo?
Ser um bom exemplo de vida?
Ser amado de Deus?
Amado do Superior Racional?
O que fazer para ser útil e trabalhar em beneficio da humanidade?
Ser um bicho de estimação muito útil...

A verdade é que vivemos em sociedade e devemos observar em todos os sentidos as regras do bom comportamento; os direitos e deveres, a liberdade de ir e vir, além de respeitar as individualidades de cada pessoa que passa pelo nosso caminho e àquelas que convivem no mesmo teto da gente.
Tudo é possível!

Por isso, existem as leis e as normas para que possamos obedecer e não agredir, nem invadir, nem transgredir os direitos e a vez dos nossos semelhantes. Viva a liberdade! Viva a individualidade! Viva a união e a parceria,

Melhor é procurar viver bem... Viver bem em todos os sentidos com Deus, saúde e dinheiro.

Viver...

Amando, Respeitando, Participando, Elogiando, Valorizando, Trabalhando, Praticando o bem e o bom exemplo sempre.

As boas maneiras, a bondade, a cortesia, a sinceridade e a gentileza devem ser nossas companheiras constantes.

Então, vamos apreciar e curtir  a boa vida, a pratica do bom pensamento, a pratica da arte de elevado nível, o amor a dois, a boa amizade, a verdade e o bem estar que geram felicidade.

Vamos curtir o bom amigo.
Vamos curtir a boa amizade.
Vamos curtir o bom sentimento.
Vamos curtir a vida.
Vamos curtir a paz.
Vamos curtir o amor.
Vamos curtir o trabalho.
Vamos curtir o coração feliz.
Vamos curtir as flores.
Vamos curtir as frases e os pensamentos.
Vamos curtir os encontros duradouros e felizes.
Vamos curtir o abraço de paz.
Vamos curtir a pessoa pacata, honesta, justa, benigna, legal..
Vamos curtir você.

Você que é um presente de Deus para todos nós.

Seremos Eternos – Nós e as Rosas
Olhar as rosas, belas e todas tão formosas,
Faz-me, um ser mais feliz e mais confiante.
Mesmo quando me deparo com ações odiosas,
Entristeço, mas não desvaneço, sigo adiante. 

*
Sigo! Porque as vivências são fugazes e valiosas,Mesmo tudo tendo um final material lá adiante.
Aqui, morremos! Morro eu, você, morrem as rosas!
Se tiver vida e ocupar espaço, morre. Vamos avante! 

*
Nesse Plano tudo tem seu tempo de ser e de existir.
São eternas as flores. Renascem em outra dimensão
Porque a eternidade de Deus é um eterno viver a florir. 

*
Diante da maldade e do desamor, uma rosa é canção,
Assim penso e sinto, assim eu desejo para o nosso porvir,
Fenecemos nós e as rosas, acordaremos na outra Dimensão. 
*

Autora - 
Glorynha Poesia

Crônica: Ouvir estrelas

O vento a lufar. A madrugada fria.  A natureza em prantos.

Nos seus aposentos, já acomodado, o sono teimava em não chegar. O seu pensamento ainda continuava nela.  Levantou-se, foi ao armário e olhou para o quadro que iria presenteá-la no dia do seu aniversário. Adquiriu-o de um renomado artista lusitano. E o fez não só  pela beleza da obra mas, sobretudo, para ver no rosto dela aquele  sorriso  que o encantava e, também, lá no fundo, para dar contentamento ao seu coração que de há muito em mais nada acreditava.

Imagem: Google
Lembrou-se, então, do dia em que a conheceu. Na verdade foi numa noite de verão. Havia uma  reunião. Muitos poucos amigos se faziam presentes, o que deixava o ambiente mais íntimo e agradável. Não era propriamente uma festa, mas tinha a alegria  de uma festa.

Conversando reservadamente com um amigo, de onde se achava, notou a chegada de uma moça, vestida de branco. Ficou a observá-la. Ela cumprimentava as pessoas  e caminhava sem querer em sua direção e, quanto mais se aproximava, mais sua beleza se revelava. Linda mais que demais, diria Caetano se a visse.  Ele  que a viu  disse ser ela muito mais bela do que Vênus e  Afrodite juntas.

Sentou-se, por acaso,  a sua frente.  Ao olhar em seus olhos viu a estrela. A luz que iluminaria o seu caminho e pela qual procurou em outros planos, em outra dimensão, estava bem ali em sua frente, a sorrir.  Meu Deus, é verdade. Ela existe. Pensou consigo.

Cautelosamente, disse-lhe: conheço você! Não me recordo de onde! E você não me é estranho, respondeu. Naquele instante,  a alegria do reencontro dominava todo seu ser e sublimava-lhe a alma.  E a conversa prosseguiu... A  noite avançou.  Já se fazia tarde.  Despediu-se dela  beijando-lhe as mãos.

Veio a manhã e sucessão de dias e mais dias. As tentativas de aproximação ou mesmo de reaproximação cediam ao silêncio. Ele nada entendia. Milhões de coisas passavam em sua cabeça. Só não passava a alegria que  aumentava  a cada instante em seu peito e fazia feliz o seu calado coração. Nada podia dizer, ou confessar, a ninguém, daquele amor, nem mesmo às paredes.

Ah! Poeta, porque sentenciastes  “que a vida é a  arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”. 

Questionava a si mesmo o porquê do silêncio? Acostumado à solidão,  fez do silêncio dela o seu companheiro e a ele confidenciava segredos vindos da alma, imaginando  na fantasia dos seus sonhos que o fazia  a ela, docemente em seus ouvidos.

O seu sentimento  tornava-o capaz de ouvir e de entender estrelas, numa sintonia perfeita com o poema de Bilac.

Olhos fixos na paisagem retratada pelo artista, atordoado, sentiu ecoar  em seus ouvidos aquelas palavras que lhe feriram a alma e destruíram o resto de esperança que guardava em seu peito.

Decidido,  fechou a porta do armário. Pela janela jogou as chaves fora. O vento frio invadiu seus aposentos. Sentou-se à beira da cama. Fez-se forte e  sufocou sua paixão. Escondeu-se debaixo da coberta e fingiu acreditar no novo dia, no novo amanhecer, pois tudo estava perdido e fora inútil querer o amor que não mais seria seu.

De mansinho, então,  chega-lhe o seu companheiro inseparável  – o silêncio dela – e sussurra coisas em seus ouvidos – segredos – que lhe renovam a esperança no amor  que o faz ouvir e entender estrelas.


Antônio Carlos de Souza Hygino
Juiz de Direito



Fonte:http://www.amab.com.br/noticias/detalhe/noticia/cronica-ouvir-estrelas/?cHash=bd2530d089b4203aee05193e00af0750

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