Saber-Literário

Diário Literário Online

Expedita Maciel, João de Paula e Wagner Albertsson,

PALAVRAS DE POETAS

Palavreados do coração de poetas: Expedita Maciel, João de Paula e Wagner Albertsson,


EXPEDITA :   Manancial , fantasia, utopia, fartura.

JOÃO:  Deus, saúde e dinheiro.

WAGNER: Alegria, paz, abrigo.


EXPEDITA:  Escassez, altura, penúria. Apelação.

JOÃO:  Bondade, amizade, flores, sinceridade.

WAGNER:  Vida, frio, sol, calor, musica.


EXPEDITA:  Usura, inveja, sonho, pesadelo. Gastura.

JOÃO:  Tranqüilidade, bem-estar, amor à vida.

WAGNER: Liberdade, prisão, forró,  praia.


EXPEDITA: Labuta, desculpa, alegoria.
JOÃO: Sinceridade, verdade, união, prazer.
WAGNER:  Sereia, luar, poesia, tentação.


EXPEDITA :   Livro, amor, perdão, compaixão, vivencia.

JOÃO:  Esperança, humor, beleza, flor, visão ampla..

WAGNER: Rio,  dialogo, Europa, carinho.


EXPEDITA :    Bandeirola, ventarola, esperança, leviana, sagaz, astuto.

JOÃO:  Atenção, humildade, tolerância, gratidão., céu.

WAGNER:  Natureza, peixada, arvore, pássaro, natal.


EXPEDITA :   Atitude, poder, querer, saber, vencer. Bondade.

JOÃO:  Conforto, satisfação, realização, êxito, sucesso, brilho.

WAGNER: Deus, fé,  Azul, dançar, viver.





Letras poéticas, juntas e misturadas:
Escreva em seu coração e viva!


Deus, fé,  Azul, dançar, viver;
Conforto, satisfação, realização, êxito, sucesso, brilho;
Atitude, poder, querer, saber, vencer. Bondade;
Natureza, peixada, árvore, pássaro, natal;
Atenção, humildade, tolerância, gratidão., céu.


Bandeirola, ventarola, esperança, leviana, sagaz, astuto;
Rio,  dialogo, Europa, carinho;
Esperança, humor, beleza, flor, visão ampla;
Livro, amor, perdão, compaixão, vivencia;
Sereia, luar, poesia, tentação.


Sinceridade, verdade, união, prazer;
Labuta, desculpa, alegoria;
Liberdade, prisão, forró,  praia;
Tranqüilidade, bem-estar, amor à vida;
Usura, inveja, sonho, pesadelo. Gastura.


Vida, frio, sol, calor, musica;
Bondade, amizade, flores, sinceridade;
Escassez, altura, penúria. Apelação;
Alegria, paz, abrigo;
Deus, saúde e dinheiro.

 Manancial, fantasia, utopia, fartura.

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A filha do comendador


            Antônio teve a ideia de pedir trabalho a Berenice, principalmente um cômodo para dormir. Ele podia fazer limpeza na casa, dar uma ajeitada vez em quando no jardim da frente, fazer mandado,  nem ia exigir o quanto ganharia, qualquer trocado para cigarro, para uma cachacinha.

            Mentira que ele nunca trabalhou, desde menino já enrolava a vida num colégio público onde nem chegou a passar dois anos entre filadas e outras sem-vergonhices; nem chegou a concluir o primário.

            Filho de um jardineiro, tinha lá algumas noções sobre rosas,  orquídeas e girassóis; sobre outras plantas de jardim. Só noções. Na unha mesmo nem arredar uma palha.

            Arranhava mais ou menos um violão pelas noites de vadiagem. “Vou falar com Berenice”. Foram colegas no primário. Muita diferença entre os dois, a partir dos teres; ela filha de comendador, homem rico, doutor honoris causa, dono de bom patrimônio em imóveis e rurais. Ela perdeu o pai ainda mocinha, mas o venerava num quadro pendurado na parede do quarto grande, com bigode de pontas curvas, respeitável; gravata de lacinho, lenço branco bem dobrado no bolsinho de cima do jaquetão de bom talhe. Lembrava da mãe reverenciando-o, toda boquinha da noite, com preces, uma vela acesa. “Coitada, morreu poucos anos depois”.

            Berenice envelhecia. Sozinha, virgem, no mesmo casarão onde nascera. Oito quartos, mobiliada, cheia de lustres, de cristais; família grande, quatro filhos, a mãe, o comendador, agregados, parentes, visitas de amigos diariamente. O pai morreu, a mãe, também; os irmãos se casaram e foram para longe; os agregados também sumiram.

            Não apareceu nenhum homem rico. Berenice foi ficando sozinha, nostálgica; distraía-se com o piano que ficava na biblioteca; nem aprendera lá essas coisas de música, um pouquinho além das notas que tivera nas aulas quando usava duas tranças caídas sobre os ombros, anel de brilhante, pulseira de ouro, volta cravejada, relógio dourado e uns brincos como derradeiro presente do comendador.

            Nunca tivera namorado, sempre vigiada; homem rico disponível nem havia no lugar; a mãe era pedante, exigente, dera-lhe educação repelida, quase enclausurada; para o colégio, para a missa, aulas de piano, acompanhada, olhares atravessados, vigilantes.

            Agora, vez em quando, da janela, via Antônio passando de cabeça baixa, humilde, violão a tiracolo, roupa suja, tamancos de pau. O sabia chamar-se Antônio. “De quê?  Da Silva, de Souza?” Nem se lembrava, fora seu colega no primário.

            Ele fez a proposta e ela aceitou com algumas exigências: “você só vai lá em cima se eu chamar”. Ele concordou, com a cabeça; arriou a trouxa e sentou-se numa cadeira a um canto do quarto meio-empoirado. Berenice deu-lhe a chave da porta e subiu pela escada curva que tinha um corrimão preto e lustroso. Cuidou depois de coisas de rotina, comeu e foi dar umas tecladas no piano; sentiu sono. “Será que ele está com fome?” Panhou um pedaço de bolo, um bule com leite e desceu pela escada; bateu na porta do quarto; “olhe, eu trouxe para você”. Antônio desenhou um risinho acanhado e recebeu a comida.

            E daí por diante, foi assim: café pela manhã, almoço, refeição à noite. Berenice assuntava, calada. “amanhã você vai comer lá em cima”. Ele foi continuou indo durante três semanas. Comia, depois descia e ficava até às tantas tocando violão, quando não saía para a rua.

            Berenice sentia quando ele saía e quando vinha voltando, pelo silêncio, pelo som do violão, longe. “É ele”. Depois, o ruído da fechadura, os bulícios pelo quarto, o silêncio. “se ele aparecesse agora!” Imaginou a cara de Antônio espiando pelo gradil da porta, olhos assustados atravessando; sentia sustenidos de violão distantes, morrendo pelo silêncio; depois parecia ouvir pisadas pela escada, degrau por degrau, macias, cautelosas;  olhava para o retrato do comendador pendurado na parede, austero, de gravata com lacinho.

            O piano ficava na sala vizinha onde havia uma estante cheia de livros, coleções com lombadas cor de ouro. Olhava para o gradil da porta através de um espelho ovalado de cornijas pretas; fecharia o gradil, mas aí lembrou que a noite estava quente; por ele entrava um vento agradável passando pelo corredor. Os olhos tornavam a espiar, fugindo, chegando.

            Três pancadas na porta quase imperceptíveis. Teria sido na porta os ruídos vindos da rua que era deserta àquelas horas? Bateram novamente.

            Seria ele, ousado, desconfiado, cheio de desejo. “Se bater outra vez eu grito”. Bateu, ela não gritou. Fez foi levantar-se, abrir a porta, um tanto apreensiva. Era ele, pasmo, calado como estátua.

            Entrou, sentou-se na cama, pôs as mãos espalmadas sobre o rosto; depois tirou as calças e deitou-se, como se a cama fosse dele. Ela, silenciosa, deitou-se também e entrelaçou-se a ele, ofegante, nervosa. Passou a noite abraçada, sentindo cheiro de sujo,  um respirar quente como fogo; unhas lhe arranhando as costas, os seios. As partes doendo. Ele repetia toda noite, calado, gostando.

            Depois de três semanas ela mandou Antônio embora. “Você vai hoje”. Ele não disse nada e saiu porta a fora, calado,  violão a tiracolo.

            Três meses depois Berenice estava com a barriga enorme e quando ia deitar-se  parecia ouvir sustenidos de violão perdendo-se pela noite, entrando pelo gradil do quarto onde havia o retrato do comendador pendurado na parede. Parecia ouvir pancadas leves na porta. Três pancadas.

            Afagava a barriga avolumada e pegava no sono, esquecendo Antônio que nem sabia se de Souza ou da Silva.


Fonte: LINHAS INTERCALADAS - Ariston Caldas

Premonição
R. Santana
          
                A chuva torrencial escorria na janela envidraçada da residência da família Caldas. O relâmpago de quando em vez iluminava o quarto e os pipocos dos trovões estremeciam o ambiente.
Sílvia e o seu sogro Luiz estavam aflitos, não sabiam como socorrer Oscar, àquela hora da noite, ele arfava cada vez mais ofegante em busca de ar.  A filha do casal, de 4 anos de idade, era a única alheia  àquela situação dramática,  dormia profundo embalada pelos anjos.
         O medo de Oscar era morrer no escuro, ainda cedo, tinha levado pra casa um pacote de velas de espermacete e uma caixa de fósforos, porém, no momento de um grande trovão, o “Aladim” que iluminava o quarto entrou em blackout e, o fósforo e as velas sumiram na bruma da noite, Oscar sussurrava no ouvido da esposa, rogava-lhe ar e luz.
Não há escuridão que a chama de uma vela não ilumine... Sílvia encontrou em suas bugigangas uma vela e um fósforo e a luz foi restabelecida de maneira precária e atendeu parcialmente ao rogo de Oscar, seu semblante iluminou-se, tudo seria remediado se a chuva desse uma trégua e as janelas pudessem, também, ser abertas e o ar aliviasse o moribundo.
Às 23 horas e 50 minutos daquele dia, o céu parou de chorar, as lágrimas, agora, escorriam fininhas, o trovão e o relâmpago fizeram as pazes, aí, o velho Luiz abriu de repente as vidraças e uma rajada de ar envolveu o quarto. Oscar sugava o ar com vontade, porém, a força do vento além de apagar a vela consumiu todo o fósforo nas mãos trêmulas de Sílvia, novamente, o blackout tomou conta da casa.
A pequena Tereza, perto da meia noite, choramingou quando o movimento no quarto elevou o ruído dos objetos, Sílvia como não mais tinha fósforo, esqueceu-se do marido por minutos e voltou-se para filha, aconchegando-a, para que ela não acordasse de uma vez e o socorro ao marido ficasse comprometido, mas a Providência intercedeu e a criança parou de choramingar e voltou a dormir como antes.
O quadro cardiorrespiratório de Oscar teve uma pequena melhora, com a corrente de ar que entrava e saía do quarto. O ritmo descompassado de sua respiração parecia, agora, normal o que não agradou ao experiente Luiz que viveu até aquela data, com o adágio popular na cabeça: “... todo doente pra morrer sente um alívio...”, não queria pensar na morte de Oscar, pois seria sua própria morte: filho e pai eram um só, o que um pensava o outro adivinhava, os dois eram unha e carne, jamais tiveram rusgas, a felicidade do filho completava a felicidade do pai e a felicidade do pai era sentida pelo filho.
Minutos eternos de normalidade para Oscar...


***

Estimado leitor, no ano de 1943, mês de agosto, dia 2, Oscar Caldas de terno de casimira azul, chapéu panamá branco, camisa branca de mangas compridas com abotoadoras de ouro, gravata, cinto de fivelas de ouro, sapatos pretos engraxados, orientava 5 carroceiros que atravessaram a ponte Góis Calmon,  até avenida “Macuco”, onde ficava sua casa comercial, no bairro Nossa Senhora da Conceição, antiga Abissínia, na cidade  itabunense. Os carroceiros descarregaram as carroças e ajudaram o negro Tuiúca arrumar as mercadorias no armazém, compradas do outro lado da cidade.
Quem não o conhecia diria que o moço iria pra um evento ou reunião de negócios pelos trajes impecáveis, quem o conhecia no dia a dia, diria, apenas, que naquele dia, ele tinha exagerado, dado um toque a mais, porém, o terno e o chapéu panamá eram rotina em sua vida, às vezes, mais relaxado, ele dispensava a gravata. Sua elegância era admirada por conhecidos e não conhecidos, tanto que o negro Tuiúca o apelidara: “Il Príncipe”.
Esse traje almofadinha o tinha livrado de morrer 2 meses antes: um sujeito quase decepa o seu pescoço pra lhe roubar. A gola alta de sua camisa amorteceu o golpe. Mesmo com os cuidados do médico Dr. Moisés Hage que lhe atendeu de pronto, ele perdeu muito sangue. 
Oscar, meses depois, consultou o médico Dr. Victor Maron sobre sua saúde, pois ele vinha sentido um desconforto no peito e ouviu do médico a recomendação:
- Oscar, trabalhe menos. O nosso coração é uma bomba natural, se recebe uma sobrecarga, tende a pifar... – o médico assustou-se com a infausta resposta:
- Doutor, não passo deste mês!
- Não se agoure, meu caro, você ainda é moço!...
          Naquele dia, no finalzinho da tarde, depois do armazém arrumado, as mercadorias nos devidos lugares, prateleiras cheias e o que sobrou armazenado no depósito, Oscar chama a esposa para os fundos do armazém e inicia uma conversa estranha:
- Sílvia, eu não estou bem... Chame meu pai! – a esposa suaviza:
- Querido, não é nada... – Oscar deixa-a assustada:
- Sílvia, não me deixe morrer no escuro!
- Poupe-me desta conversa!...

***

Naquele dia, 02 de agosto de 1943, às 23 horas e 58 cinquenta e oito minutos, a chuva voltou abundante, o velho Luiz correu pra fechar as vidraças enquanto Sílvia afagava o marido. Os relâmpagos anunciaram novas trovoadas, mais estrondosas. O tempo fechou... 
Às 23 horas e 59 minutos, um relâmpago demorou alguns segundos e iluminou todo o quarto. Luiz e Sílvia juntos de Oscar foram testemunhas dos seus últimos estertores. Luiz não suportou tamanha perda, tombou sobre a cama e foi amparado por Sílvia - Luiz foi sepultado no mesmo dia do seu filho e Dr. Victor Maron o atestou vítima de AVC fulminante.
O presságio de Oscar se confirmou. Um relâmpago foi providencial para que ele não morresse no escuro.


***


Dias depois, a pequenina Tereza dizia vê-lo:
- Papai voltou mamãe!!!





Autor: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons


“Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”, diz Cardeal chinês -  Luis Dufaur (*)


 Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong. Na cidade ainda há fímbrias de liberdade. No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.

O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong, durante visita à Alemanha falou sobre a Igreja católica chinesa e sobre o medo que os comunistas têm de Nossa Senhora de Fátima.

O Cardeal focou a corrupção desenfreada instalada no âmago do comunismo chinês. A degradação moral do Partido, especialmente nas mais altas cúpulas, associada à obediência absoluta aos ditadores, é desoladora. O atual presidente Xi Jinping chegou a falar contra a corrupção na máquina estatal, mas logo que se apossou dela tudo ficou como antes ou pior.

A direção comunista está em diálogo com a Santa Sé, mas não aceitará nada que não seja a submissão da Igreja ao Partido Comunista, disse. Ele deu como exemplo o fato de os bispos da “Igreja clandestina” [fiéis a Roma] terem sido constrangidos a receber cursos de formação política durante a Semana Santa, para assim não poderem celebrar os Ofícios para os fiéis.


O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong

Embora o horizonte pareça negro, para o Cardeal o importante é sermos homens de fé, que recusam toda espécie de composição com o socialismo. Na China, muitos dos cristãos mais corajosos estão no cárcere. Mas em determinado dia o comunismo vai cair e esses católicos vão construir uma nova China, disse. Isso só será possível se eles não perderem sua credibilidade em arranjos com a direção comunista.

Nossa Senhora apareceu em Fátima há exatamente 100 anos e os católicos chineses conhecem bem a sua Mensagem. Ate os comunistas! Na vida real, eles têm medo de Nossa Senhora de Fátima. Esse medo adota até formas grotescas. Se, por exemplo, alguém quer introduzir uma imagem de Maria Imaculada ou de Maria Auxiliadora, os comunistas não objetam nada.

Porém, as imagens de Nossa Senhora de Fátima estão proibidas. Porque para os socialistas tudo o que aconteceu em Fátima é “anticomunista”. E, de fato, assim é! Na China atual, o principal perigo é o ateísmo materialista encarnado no socialismo de Estado.

Compreende-se então que os comunistas estremeçam de pavor quando ouvem falar de Nossa Senhora de Fátima.

          ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM


 Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)



Panorama com Clarice Lispector
TV Cultura Digital



Clarice Lispector e o Efeito do Estranhamento | Noemi Jaffe



ATEMPORALIDADE DE CLARICE LISPECTOR NO CONTO "OBSESSÃO"
publicado em literatura por Leticia Franco

Clarice Lispector utiliza o poder da literatura para mostrar ao leitor assuntos de extrema importância que precisam ser discutidos. Dessa forma, no conto “Obsessão”, o relacionamento abusivo é tema central dessa narrativa atemporal.
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Não é fácil admitir estar em um relacionamento abusivo, muito menos perceber em que momento tudo começou, geralmente vem acompanhado da falta de amor próprio, de ver o parceiro como um ser superior. A insegurança faz com que as pessoas fiquem mais suscetíveis a esse tipo de relacionamento.
É nesse contexto que Clarice Lispector nos brinda com um conto atemporal, introspectivo e de suma importância. O conto começa mostrando a simplicidade de Cristina, moça do interior que se casa aos 19 anos e se vê absorvida em uma rotina vazia. Cansada da mesmice da vida pacata, ela começa a questionar a própria felicidade.
Às vezes, melancolia sem causa escurecia-me o rosto, uma saudade morna e incompreensível de épocas nunca vividas me habitava. Nada romântica, afastava-as logo como a um sentimento inútil que não se liga às coisas realmente importantes. Quais? Não as definia bem e englobava-as na expressão ambígua "coisas da vida".

Ao contrair febre tifóide, Cristina vai para Belo Horizonte tratar da saúde. Na nova cidade, sem o marido e os habituais vizinhos os quais ela denominava "multidão dos de olhos fechados", ela passa a despertar para o mundo. Na pensão em que fica hospedada, conhece Daniel, um jovem boêmio que estimula nela o interesse pelo novo. Daniel era o perigo. E para ele eu caminhava.

Cristina começa a ver Daniel como um professor, ele era inteligente e desafiador. Porém, humilhava Cristina o quanto podia, a via como uma tola, menina fraca do interior que nunca conseguiria se tornar uma mulher forte, mas a mantinha ali, para massagear seu ego.

As almas fracas como você são facilmente levadas a qualquer loucura com um olhar apenas por almas fortes como a minha.

A falta de amor próprio de Cristina e sua busca por uma vida diferente daquela a qual estava acostumada faz com que ela mergulhe cada vez mais em um relacionamento tóxico, onde o parceiro só a diminui.

Cristina só consegue se desvencilhar de Daniel, quando finalmente nota não ser inferior a ele, quando vê que não existe superioridade em uma relação, mas sim uma parceria de igualdade e amor.
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Se você nunca esteve em um relacionamento abusivo, possivelmente conhece alguém que esteja! Os danos causados são enormes, afetando a saúde de quem está em uma situação como essa. É necessário sempre alertar, ouvir e compreender quem passa por esse momento. Clarice magistralmente coloca o assunto em pauta em uma época em que falar do tema era muito mais difícil do que nos dias atuais.

 
LETICIA FRANCO
Médica Veterinária, apaixonada por mitologia, Tolkien, C.S Lewis e Neil Gaiman. Gosto de tomar chá enquanto escuto uma boa conversa..



A Casa Queimada

 Certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem que acreditava em Deus, e sabia que Ele o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.

Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:

"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"

Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:

"Vamos rapaz?"

Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:

"Vamos rapaz, nós viemos te buscar".

"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"

"Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."

Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus entes queridos.


 Fonte:

A obra do escritor carioca Lima Barreto estará em discussão na 15ª Flip, que acontece de 26 a 30 de julho de 2017.

A edição resgatará a trajetória de um homem que estabeleceu-se como escritor no Rio de Janeiro, capital da Primeira República e da cultura literária do país. Em um meio marcado pela divisão de classes e pela influência das belas letras europeias, era difícil para um autor brasileiro com as suas origens afirmar seu valor. Foram necessárias várias gerações para que se consolidasse o nome do criador de uma das obras mais plurais e inovadoras da literatura brasileira, que permite tanto o apreço do leitor quanto reflexões nos campos da literatura, da história e das ciências sociais.


Sobre o autor

Afonso Henriques de Lima Barreto nasce no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881. Perde a mãe, Amália Augusta, escrava liberta e professora, quando tinha seis anos, ficando sob os cuidados do pai, o tipógrafo João Henrique, que, poucos anos depois, é diagnosticado como neurastênico, o que o levaria a ficar recolhido pelo resto da vida. A doença do pai o obriga a deixar a Politécnica para sustentar a família como Amanuense do Ministério da Guerra.

Inicia sua colaboração regular para a imprensa em 1905, no Correio da Manhã. O jornal, extinto em 1974, serviu de inspiração para a criação de Recordações do Escrivão Isaías Caminha, publicado em 1909. Pelas críticas à imprensa no livro, Lima Barreto é retirado do quadro de colaboradores do Correio da Manhã e tem proibida qualquer citação ao seu nome nas páginas do diário, mesmo trinta anos depois de sua morte. Passa a colaborar, sob pseudônimo, para revistas como a Fon-Fon e Revista da Época, fazendo uma crítica social e política do Rio de Janeiro e o Brasil.

Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. O livro seria editado em livro quatro anos depois.
Lima, devido ao alcoolismo, é internado pela primeira vez no hospício em agosto de 1914, repetindo a tragédia pessoal de seu pai. A primeira internação serve, contudo, de inspiração para sua obra a posteriori.

Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, livro que dialoga com o gênero biográfico, é publicado em 1919. No dia 25 de dezembro deste ano, o autor é internado pela segunda vez.

Lima Barreto morre, aos 41 anos, em 1º de novembro de 1922, Dia de Todos os Santos. No dia 3 de novembro, morre seu pai.

Clara dos Anjos, livro que foi escrito e reescrito durante quase toda a vida de Lima, é publicado em livro no mesmo ano de sua morte.

A obra de Lima Barreto passa por um resgate e uma refundação a partir da biografia publicada por Francisco de Assis Barbosa, A vida de Lima Barreto, e da recuperação de seus escritos, feita a partir do acervo pessoal catalogado pelo próprio autor.

O autor torna-se objeto de estudo de intelectuais de referência em diversas áreas da inteligência brasileira, como Antonio Candido, Nicolau Sevcenko, Osman Lins, Alfredo Bosi, Antonio Arnoni Prado, Beatriz Resende e Lilia Schwarcz.

“Por muito tempo Lima Barreto ficou na ‘aba’ de literatura social, e sua obra e trajetória possibilitaram muitos debates sobre a sociedade brasileira. O que eu gostaria, mesmo, é que a Flip contribuísse para revelar o grande autor que ele é. Para além das questões importantíssimas sobre o país que ajuda a levantar, tem uma expressão literária inventiva e interessante, à frente de sua época em termos formais, capaz de inspirar toda uma linhagem da literatura em língua portuguesa”, afirma Joselia Aguiar, curadora da Flip 2017.

“O Lima é o autor de um território. O universo literário dele é determinado pela criação da Avenida Central, do Rio de Janeiro, que estabelece os diferentes graus de distância dos subúrbios com a Zona Sul e o Centro da Cidade”, afirma Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip. “O olhar do Lima sobre a variedade de personagens brasileiros – seja nos subúrbios, seja nas regiões centrais – é determinado pela experiência do território onde viveu por quase toda a vida. Desse modo, sendo um grande autor, ele fez valer a máxima ‘Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia’, do Tolstói.”

Fonte: http://flip.org.br/edicoes/flip-2017/homenageado



SE TRUMP AJUDAR CUBA A LIVRAR-SE DO COMUNISMO, MERECERÁ O NOBEL DA PAZ

Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

O ex-presidente Barack Hussein venceu o Prêmio Nobel da Paz na edição 2009, quando mal havia pisado na Casa Branca, por conta, segundo o comitê norueguês, de seus apelos pelo desarmamento nuclear e “por seu trabalho pela paz mundial”. Conforme declarado na época pela turma de Oslo, “muito raramente uma pessoa com a influência de Obama capturou a atenção do mundo e deu às pessoas a esperança de um futuro melhor.”

Muito raramente também, por certo, um líder do mundo livre despeja tantos milhares de mísseis sobre o Oriente Médio, enquanto incentiva a desastrosa Primavera Árabe; fornece tantas armas e recursos logísticos para milícias armadas da Síria – que compõem, vejam só, o Estado Islâmico; retira as tropas americanas do Iraque no pior momento possível, contribuindo para desestabilizar a região; semeia tanto ódio racial e divisão entre as pessoas de seu próprio país; faz tanta força para desarmar os cidadãos honestos de sua nação; e o gran finale: decreta a revogação da política do “pé molhado, pé seco”, a qual garantia residência aos cubanos que conseguissem pisar em território americano (fugindo da ditadura caribenha) sem o visto.

Apressado come cru mesmo – e concede honrarias àquele que pôs a (relativa) estabilidade da civilização ocidental em grave risco com sua postura pusilânime frente aos inimigos da liberdade (especialmente terroristas muçulmanos) e sua cumplicidade para com globalistas que buscam minar as soberanias nacionais e governar (e enriquecer) à distância – além, claro, de ter flertado com o regime sanguinário implantado na ilha mais admirada (a partir do conforto capitalista) pela esquerda caviar, visando dar nova vida ao regime opressor dos Castro, que vinha cambaleante após o afastamento de Fidel de seu posto de “comandante”.

Convenhamos que não dá para considerar tal estapafúrdio uma surpresa, visto que o falecido terrorista Yasser Arafat – que declarou abertamente que a OLP planejava “eliminar o Estado de Israel e estabelecer um Estado puramente palestino” – foi agraciado com o Nobel da Paz em 1994. E como esquecer do presidente colombiano Juan Manuel Santos levando a premiação em 2016 após empurrar goela abaixo de seu povo um acordo de leniência com a organização guerrilheira terrorista de inspiração comunista – autoproclamada guerrilha revolucionária marxista-leninista – conhecida como FARC?

A imagem do Nobel da Paz poderia restar menos arranhada depois de tantos episódios insensatos, todavia, se seus encarregados prestassem atenção no anúncio feito por Donald Trump em Miami esta semana:



Donald Trump anunciou nesta sexta (16) que o acordo feito entre Barack Obama e a ditadura cubana está cancelado.
“Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração [Obama] assinado com Cuba”, disse Trump em um comício realizado em Little Havana, na cidade de Miami, tradicional polo de exilados cubanos nos Estados Unidos.
Ele ainda lembrou que reforçará o embargo contra a ilha e que seu governo adotará novas restrições a viagens de americanos para Cuba e a proibição para empresas norte-americanas de fazer negócios com empresas cubanas controladas pelas Forças Armadas do país latino-americano.
Em posição diametralmente oposta à indiferença desumana de Obama, Trump denunciou o que chamou de “natureza brutal” do regime de Raúl Castro em Cuba. “Em breve alcançaremos uma Cuba livre”, afirmou o presidente.
Acompanhado pelo vice-presidente Mike Pence, por vários membros de seu gabinete, pelo governador da Flórida, Rick Scott, por congressistas de origem cubana como Marco Rubio, Mario Diaz Balart e Carlos Curbelo e representantes de da comunidade de exilados cubanos, Trump disse que os dissidentes José Daniel Ferrer e Berta Soler, que não foram autorizados a viajar para Miami, “estão aqui com a gente.”
“Negociaremos um acordo melhor [com Cuba]”, avisou Trump, salientando, todavia, que isso será possível somente no caso ocorram avanços democráticos “concretos”, e a realização de “eleições livres” e a “libertação de prisioneiros políticos”.
“Quando os cubanos realizarem medidas concretas, estaremos prontos, dispostos e capazes de voltar à mesa de negociação do acordo, que será muito melhor “, disse Trump.
“É importante que haja liberdade em Cuba e na Venezuela”, declarou. Por fim, o presidente agradeceu a comunidade de exilados cubanos por ser a “voz dos sem voz” e disse que eles fazem a diferença na luta para parar a perseguição do regime contra os dissidentes e para acabar com a “ideologia depravada” que existe em Cuba.
Difícil antecipar os desdobramentos de tal medida, mas uma coisa é certa: os Estados Unidos não mais compactuam nem tampouco fazem vista grossa para as atrocidades cometidas a poucas milhas de sua costa, e que motivam seres humanos sedentos por liberdade a arriscarem a vida em embarcações improvisadas durante fugas desesperadas para longe da “igualdade” socialista.

É esperado, obviamente, que diante da retomada do embargo comercial, voltarão as mesmas malas de sempre a afirmar que a miséria em Cuba é “culpa dos Ianques capitalistas” – falácia que pode ser facilmente refutada, da mesma forma que vão por terra os mitos dos exemplares serviços públicos de Saúde e Educação no país com 11 milhões de escravos.

Que fique claro, porém, que deixar de prestar apoio ao governo tirânico de Cuba e ainda, de lambuja, deixar Nicolas Maduro com as orelhas em brasa, é atitude que não se via partindo da Casa Branca desde que Ronald Reagan findou seu segundo mandato. Se tal atitude servir de estopim para, quem sabe, destronar os líderes comunistas da Força Armada Revolucionária e forçar uma transição para um sistema econômico e político menos controlado pelo Estado, além de restaurar a democracia, Trump já deveria receber um Nobel da Paz no ato.

A probabilidade que isso ocorra é mínima, com certeza, levando em conta que a esquerda hegemônica na mídia e na academia não vão deixar barato nem mesmo uma eventual indicação de Donald Trump.

Mas que seria merecido, isso seria. Não traria de volta à vida todas aqueles que padeceram sob o jugo dos revolucionários filhinhos de papai Che e Fidel, nem tampouco devolveria a dignidade daqueles que foram sob suas ordens torturados, mas honraria sua memória e seu sacrifício, e ainda lograria referendar aquele que pode ser o primeiro passo do povo cubano rumo a uma “Revolução Gloriosa” (quando pela primeira vez, na Inglaterra, foram colocadas rédeas institucionais no poder do Estado) em plena América Central.

Não será esta a primeira vez, todavia, que um presidente americano irá engajar-se no embate a regimes comunistas mundo afora, e nem será a última oportunidade em que tal iniciativa será alvo de críticas vindas daqueles “preocupados com o avanço dos imperialistas”.

Destacam-se, entre eles, Ronald Reagan e seu programa apelidado de “Guerra nas Estrelas” (que consistia, basicamente, em um significativo aumento dos gastos com Defesa, o que induziu o regime soviético ao colapso derradeiro);  Harry Truman, que interveio na Guerra da Coreia – mesmo sob o risco de um possível conflito na região contra as potências China e URSS – e evitou que o os coreanos do sul amargassem uma dominação do vizinho do norte comunista, fomentando um crescimento econômico sem precedentes naquele país asiático; e Lyndon Johnson, que tentou, sem sucesso (devido a influência negativa da cobertura da imprensa americana e a decorrente pressão popular contrária à participação dos Estados Unidos no conflito), impedir o que viria a ocorrer após a retirada das tropas americanas do Vietnã: um massacre do vizinho do sul, com um número de mortes três vezes superior ao registrado durante o confronto entre vietnamitas e EUA.

Enfim, combater o comunismo, ainda que em terras longínquas, equivale a tratar um câncer ainda nos estágios iniciais, aos primeiros sintomas: mais vale prevenir do que remediar, pois com esta ideologia que ceifou tantos milhões de vida não se brinca nem quando ela ainda está em outro hemisfério – o que dirá quando ela, em pleno ano de 2017, ainda viceja no mesmo continente do país notório pela liberdade. Não faz sentido mesmo: que Trump mostre para Raul Castro que não esta de pilhéria. E se o comitê do Nobel da Paz não reconhecer a importância de seu ato, whatever: nós o faremos.

Em Tempo: é de se indagar como seria a vida em uma eventual Cuba capitalista – e como ela seria retratada para o mundo. Nos moldes atuais, ela nos serve de eterno alerta de quão terrível é a vida sem liberdade, e de que não vale a pena, pois, investir em utopias igualitaristas – muito embora alguns “historiadores” prefiram distorcer fatos e criar narrativas fraudulentas. Após a queda do comunismo, porém, como seria mostrada esta nova Cuba, pelas lentes calibradas ideologicamente à esquerda da imensa maioria de jornalistas, documentaristas, fotógrafos e escritores? Assunto para o próximo artigo.


Rodrigo Constantino
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.



Fonte: Instituto Liberal 




EM DEPOIMENTO, DILMA DIZ QUE LULA 'JAMAIS INTERFERIU' EM SEU GOVERNO

Lula manipula Dilma, que é sua boneca de ventríloquo


Em depoimento à Justiça Federal, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira/22 que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "jamais interferiu" no seu governo, nem mesmo em suas atribuições como ministra-chefe da Casa Civil. Ela disse ainda que "não tem conhecimento" de que Lula tenha solicitado vantagens indevidas. "Ele é absolutamente respeitoso", defendeu. Por meio de videoconferência, Dilma foi ouvida como testemunha na ação que investiga negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças suecos do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627. Na audiência, Dilma afirmou ainda que o processo de transição com a gestão de Lula foi "extremamente respeitoso". Sobre a compra dos caças, Lula teria dito apenas que ele não decidiria sobre a questão em seu governo e que isto ficaria para o mandato da petista. Segundo ela, a escolha pelos caças suecos ocorreu principalmente pela possibilidade de o Brasil participar do processo de desenvolvimento do projeto. Questionada se Lula ou o Instituto Lula alguma vez intermediaram algum encontro com o agora primeiro-ministro sueco Kjell Stefan Löfven, Dilma respondeu que suas relações foram "poucas com o instituto" e que o ex-presidente "jamais intermediou esse tipo de relação". "Ele jamais interferiu em encontros que diziam respeito à minha área de atuação", destacou. Dilma lembrou que a Medida Provisória 627 marcou o seu rompimento com a base aliada do governo petista, com as chamadas "pautas-bomba". Na época, ela vetou diversos "jabutis" (temas estranhos à matéria) incluídos por parlamentares ao texto. A ex-presidente justificou que não vetou o artigo que beneficiava o setor automobilístico porque era o único ponto "neutro", que não teria impacto momentâneo na economia. "Posso vetar várias, mas não posso vetar todas, poque seria um desrespeito com o Legislativo", disse. "Não se tratava de nenhuma renúncia fiscal, e sim de prorrogar uma isenção que já vinha anteriormente. Não havia arrecadação derivada dessa medida, tratava-se de uma prorrogação. A parte mais grave da MP foram as novas medidas de isenção que eles introduziram. A Fazenda era contra qualquer isenção fiscal, agora, quando chega na hora de votar, lembre que meus vetos passaram a ser submetidos à apreciação do Congresso", disse. Em dois momentos, Dilma fez questão de responder aos questionamentos da Procuradoria da República, mesmo quando o juiz e advogados de defesa interferiram para dizer que ela já tinha se manifestado sobre a pergunta. O caso é investigado no âmbito da Operação Zelotes, na qual são réus Lula e seu filho, o empresário Luis Cláudio. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em dezembro de 2016. Na denúncia, a Procuradoria da República afirma que Lula, já na condição de ex-presidente, "integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, grupo Caoa e SAAB, clientes da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA (M&M)". Em troca, afirma o MPF, o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, donos da M&M, repassaram a Luis Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões. Outras duas testemunhas do MPF foram ouvidas nesta quinta-feira sobre o caso: Luiz Alberto dos Santos, consultor legislativo que trabalhou na Casa Civil entre 2003 e 2014, e Bengt Janér, representante da Saab no Brasil. Por Julia Lindner.

Fonte: Blog do Val Cabral

Apesar de vocês
Rosiska Darcy de Oliveira

A recusa pelo TSE a cassar a chapa Dilma-Temer pode ter sido a gota d’água que transbordou o pote de mágoas dos brasileiros. Nas redes sociais, recorrente, uma indignação sofrida.

Apesar das caras e bocas que com lábios frouxos pronunciam com desprezo a palavra povo; da frieza com que provocam a repulsa da sociedade; da vaidade tragicômica que atinge píncaros do ridículo; apesar de vocês, juízes que comprometem a Justiça, há no país um genuíno desejo de decência.

O novo Brasil que está nascendo falou, no julgamento do TSE, pela voz do ministro Herman Benjamin, que se recusou a ser coveiro da verdade. A verdade ficou ali, gritante, reiterada por dois ministros do STF, Luiz Fux e Rosa Weber.

Apesar de vocês, políticos canastrões no papel de estadistas, com seus peitos estufados, suas gravatas espaventosas, apesar dos seus porões noturnos, seus sussurros e maquinações escabrosas, suas mesadas milionárias, seus empresários tão amigos, apesar da venda do país e de nós todos ao longo de décadas, todos rindo muito, trocando de cúmplices como de sapatos, nessa omertà insultuosa aos brasileiros que lhes sustentam com seu trabalho. Apesar de vocês, contra vocês e mais forte do que vocês, um outro Brasil já existe como querer coletivo.

À decisão do TSE, à profunda revolta que provocou, veio se somar, dias depois, o suicídio político do PSDB. O partido que se demarcara do PMDB em nome da ética, contra todas as evidências de corrupção no governo decide continuar a apoiá-lo e protege seu próprio presidente enredado em gravações espantosas. O que põe a nu uma nova clivagem que não se pode chamar de política, já que os partidos esvaziaram o sentido dessa palavra. Uma clivagem que não é sequer ideológica, é moral.

A verdadeira clivagem é entre corrupção e honestidade. De um lado, a corrupção que contamina todos os grandes partidos em um gigantesco esquema de cumplicidade, entre si e com empresas bandidas; do outro, a população, ofendida, para quem honestidade na vida pública é meio e fim de um Brasil refundado. Que quer ver desaparecer da vida pública esses homens e mulheres que já não representam posição política alguma, apenas os seus próprios interesses de poder ou de dinheiro.

O desprezo é um sentimento quase sempre recíproco. A população despreza quem a despreza, o que em si já é parte do novo Brasil. Os partidos sabem disso. Daí quererem impedir candidaturas independentes, restringindo a escolha do eleitorado ao seu círculo incestuoso, onde jogam o jogo do toma lá dá cá, um abraço de afogados. Fingem não saber que o problema não é mais de política, e sim de polícia. Inútil, mais cedo ou mais tarde as sentenças virão.

A trama criminosa que se instalou no Brasil e que não tem paralelo no mundo continua viva e atuante, tentando a todo custo neutralizar a Lava-Jato e, se possível fosse, destruí-la. Esta persistência no crime fere a democracia e deixa uma cicatriz. E ainda nos expõe ao risco real e iminente de enfunar as velas de uma abominável extrema-direita pronta para aproveitar-se do vazio de poder aberto pela derrocada do sistema político.

Para além da luta contra a corrupção, da afirmação do fato moral, é urgente vertebrar a sociedade que queremos. Novas lideranças conquistarão o seu lugar na medida em que apresentem ideias e propostas para reconstruir o país, refundando a política e a democracia sobre os escombros que herdamos.

Ponto nevrálgico desse legado maldito avulta, entre outras misérias, a violência. A tragédia de jovens pobres e negros que se matam entre si, sem saber quem são nem por que vivem, a quem foi negada mínima chance de uma verdadeira escola, capacidades e valores, jogados no colo dos traficantes. Os que não morrem adolescentes vão agonizar em prisões concentracionárias, as mãos entre as grades em gestos de pedintes ou loucos. Políticos desonestos, que lhes roubaram a possibilidade de outro destino, também são culpados de seus crimes, da guerra nas ruas que está levando tanta gente a abandonar o Brasil. Também roubaram o futuro dessas crianças transformadas em exilados. E continuam dando a todos os jovens o pior dos exemplos, o da insensibilidade moral.

Vocês são hoje fantasmas, sentados em suas nobres cadeiras. Seu tempo acabou. Porque se o poder vem de cima, e se negocias nos porões, a confiança vem de baixo, e essa confiança vocês perderam.

                                                                      - - - x - - -

Registro aqui minha repulsa à agressão sofrida pela jornalista Míriam Leitão. A intolerância dos agressores atingiu não só a ela, também à liberdade de imprensa.


Fontes:  O Globo e ABL

Piada do Dia: O Rabino e a Sua Masculinidade Comprometida

O rabino teve um acidente terrível, e sua "masculinidade" foi danificada no seu corpo. Seu médico assegurou-lhe que a medicina moderna poderia devolver sua masculinidade, mas que o seguro não cobriria o procedimento, já que era considerado uma cirurgia estética.

O médico disse que o custo seria de 10 mil reais para um "pequeno", 18 mil reais para um "mediano" e 40 mil reais para um "grande".

O rabino não sabia ao certo qual escolher, mas tinha certeza de que sua esposa queria ao menos um mediano... e talvez até um grande! O médico, percebendo a dúvida, pediu que ele conversasse com sua esposa antes de tomar uma decisão...



Piada: Qual tamanho você vai querer, senhor rabino?
O rabino chamou sua esposa pelo telefone e explicou suas opções. O médico voltou para a sala e achou o futuro paciente na cadeira bastante abatido.

"Bem, o que vocês dois decidiram?", perguntou o médico.


"Ela prefere reformar a cozinha!"


Fonte: Tudo por e-mail


Sheik saudita: Maomé manda “matar os apóstatas"
 Luis Dufaur (*)

 O “Islã é uma religião de paz”? O Middle East Media Research Institute (MEMRI) — instituto de pesquisa apartidário e independente, que fornece traduções de materiais originais do Oriente Médio —, publicou pregação pela TV Al-Ahwaz (Arábia Saudita) do clérigo Sheik Ayman Al-Anqari. Ele responde “ao problema da coexistência religiosa” do ponto de vista da moral de Maomé.

Ele a repele dizendo que a coexistência “deixa que as pessoas se tornem hereges, negando a existência de Alá, amaldiçoando Alá, amaldiçoando seu profeta e amaldiçoando o Islã”.

“Eles dizem que o castigo de apostasia deve ser abolido porque vai contra a coexistência. Ora, o castigo de apostasia é imutável e uma das grandes punições no Islã. O profeta Maomé disse: ‘Aquele que mudar de religião: mata-o’. Portanto, a coexistência no sentido de liberdade de religião é nula e sem significado, recusável e inaceitável”.

Sobre a guerra de conquista islâmica em andamento, ele esclareceu que “Alá disse: ‘Luta contra aqueles que não acreditam em Alá nem no Dia Final’. Alá fez do combate e da Jihad um quinhão contra a existência da heresia”.

E ainda Maomé disse: “Incursiona pela causa de Alá, combate contra aqueles que recusam Alá. Alá fez do combate e da Jihad um quinhão contra a existência da heresia. Isso significa combate ofensivo – obviamente sob certas condições, como ter possibilidades de fazê-lo, por exemplo”. O testemunho é de tal maneira acabrunhador, que dispensa comentários.

Porém, não acreditamos que ele mude a opinião dos arautos do “Islã, religião de paz”, que em nome de um falso ecumenismo não cessam de insistir em suas posições sectárias, contrárias à verdade conhecida como tal.
          

( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM



                

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