Saber-Literário

Diário Literário Online

Eles venceram!

Tristemente e vergonhosamente, temos que dar a mão à palmatória, uma vez que, atropelando grosseiramente o povo, os canalhas governantes de todos os governos passados, esmagaram a profissão mais importante de uma nação!

É claro e evidente que todas as profissões são importantes e dignas, mas, sempre em primeiro plano, temos a obrigatoriedade de deixar o centro do pódio com a ocupação permanente do nosso digno e respeitável professor!

Tenho a certeza absoluta que, pela cabeça de todos nós sempre passou a vontade de ser um professor, pois, sendo o primeiro profissional que enfrentamos na vida, demonstrava em suas aulas aquela sapiência e sabedoria, uma monstruosa gama de conhecimentos que, por centenas de vezes, nos deixava boquiabertos e surpresos, como alguém poderia saber tantas coisas, todas as coisas sobre o mundo!

Nos parecia ser pessoas do outro mundo, que Deus, bondosamente, tinha enviado para dar a luz necessária para iluminar nossas vidas. E, com isso, nos deixava com inveja e, ao mesmo tempo, com orgulho de ter ao nosso lado alguém com esse potencial inesgotável de conhecimentos.

E esses detalhes todos, influenciaram muitas pessoas a fazerem o curso de professor (três anos de escola normal após o ginasial), já que não tínhamos faculdades no interior, e orgulhosamente, exercer a sagrada e invejada profissão de mestre.
  -
Infelizmente, com o passar do tempo, começaram a descobrir e sofrer na pele o que é ser professor nesse país:

Pessimamente remunerado, desprestigiados ao extremo, muito mal assistidos, falta de cursos, seminários, workshop, ajudas essenciais, materiais e livros qualificados e atualizados, e, para completar, maltratados grosseiramente pelos alunos que, estupidamente, não os respeitam.

Tudo isso que, seguramente, acontece normalmente, entrando e saindo administradores e legisladores e, como se eles desejassem acabar com a profissão, cada vez mais dificultam seus trabalhos, não dão manutenções as escolas, construindo uma ou outra eventualmente nas épocas da eleições, colocando os nomes de suas mães ou esposas, esquecendo até das grandes mestras que, naquelas cidades lutaram bravamente por um ensino digno e meritório!

Lamentável que os jovens não mais tenham o desejo de se tornarem professores, provocando assim, uma decadência educacional, triste e vergonhosa em nosso país!

Antonio Nunes de Souza, escritor Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

antoniodaagral26@hotmail.com


 
 

Homenagem a Nossa Senhora Aparecida nos seus 300 anos Marcos Luiz 

Garcia 


Às 9,30 horas do dia 12 de outubro, um Rolls Roycesaiu da sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no bairro de Higienópolis da capital paulista, rumo ao Monumento do Ipiranga.
Nele o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, acompanhado do Dr. Eduardo de Barros Brotero, levava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Quando os relógios marcavam pouco mais das 10 horas, sob um longo espocar de fogos de artifício, a réplica da imagem da Padroeira do Brasil chegou ao Monumento onde era aguardada para ser homenageada.
O Príncipe e seu séquito a conduziram sob um pálio de seis varas e ao som da fanfarra, composta por jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Diante do Monumento do Ipiranga, com seus símbolos estavam dispostos membros do Instituto, assim como correspondentes e amigos da entidade, que exibiam duas faixas evocando os 300 anos da Aparição de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba.


Procedeu-se então à execução do Hino Nacional, acompanhado por todos os presentes. Em seguida, sempre ao som da fanfarra, foi entoado o hino Viva a Mãe de Deus e Nossa. Rezou-se uma prece inspirada em textos de Plinio Corrêa de Oliveira para atos junto àquele Monumento, implorando a Nossa Senhora Aparecida as graças necessárias para que o Brasil se reerga das crises que o acometem e recupere todo o brilho com o qual a Providência divina o dotou. Destacamos este expressivo trecho:
“Sim, ó Maria, abençoai-nos, cumulai-nos de graças, e mais do que todas, concedei-nos a graça das graças: ó Mãe, uni intimamente a Vós este vosso Brasil. Protegei-o mais e mais. Tornai sempre mais maternal o patrocínio tão generoso que nos outorgastes. Tornai cada vez mais largo e mais misericordioso o perdão que sempre nos concedestes. Aumentai vossa largueza no que diz respeito aos bens da terra, mas, sobretudo, elevai nossas almas no desejo dos bens do Céu. Fazei-nos sempre mais fortes na luta por Cristo-Rei, Filho vosso e Senhor nosso. De sorte que, dispostos sempre a abandonar tudo para Lhe sermos fiéis, em nós se cumpra a promessa divina, do cêntuplo nesta terra e da bem-aventurança eterna.”
         Em seguida Dom Bertrand proferiu rápidas palavras, das quais salientamos o seguinte:
“É para esta luta que hoje, justamente neste tricentenário, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira vos conclama: levantai-vos, brasileiros, levantai-vos soldados de Cristo, levantai-vos servidores de Maria, não permitamos que a malfadada ideologia de gênero corrompa nossas crianças. Assinemos todos nós a carta que será enviada ao Senhor Presidente da República para que cancele do ensino brasileiro essa ideologia anticristã. Tornai-vos apóstolos e lutadores desta nova cruzada, da luta contra-revolucionária, ideológica e legal.”
Assim, o Príncipe deu início a uma nova campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, desta vez contra aIdeologia de Gênero, sendo o primeiro a assinar a carta ao Presidente da República.
Após os circunstantes também assinarem a mencionada carta, a fanfarra voltou a executar o hinoViva a Mãe de Deus e Nossa, enquanto Dom Bertrand reconduziu em cortejo a imagem até o veículo, acompanhado por todos os presentes.
         O espírito autenticamente católico se fez sentir em todo o evento, fruto das graças de Nossa Senhora, de cuja misericórdia esperamos que o Brasil possa vir a ser um País ainda muito mais católico do que o foi em seus melhores dias.
         Deixando solenemente o recinto, o mesmo cortejo de automóveis reconduziu a imagem de Nossa Senhora Aparecida de volta à sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

                   ( * ) Marcos Luiz Garcia é escritor, conferencista e colaborador da ABIM
 
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

Em Rio de Janeiro lançamento do livro 'Tributo ao Samba II Poesia de Bamba'
 Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Professor, fisioterapeuta, poeta, escritor, compositor. Carlos Alberto Carneiro Souza é “Artilheiro da Cultura” do Centro Literário do Museu do Forte de Copacabana e Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Arte de Goiás Velho.

Algumas premiações por mérito literário: “Pensando a Educação” (ABRAPA e Universidade Estadual de Salvador), 2015; “Federico García Lorca – Heranças Luso-Espanholas” –  Editora Comunicação, 2015; “Escritor Excelência” – Editora “Mágico de Oz”, 2015; convidado para ingressar por mérito literário em algumas academias literárias brasileiras e portuguesas; convidado para receber premiações por mérito literário, como a comenda “Luís Vaz de Camões” e o troféu “Cora Coralina”.

O poeta representou o Samba em Poesia e Composição (“Um Samba Tangado”, com parceria de Nilo Motta) no “Rio Tango Festival”, em 2015/2016, e agora por acontecer, em 2017; é autor de quatro livros, com participação nas bienais de 2012, 2013 e 2015.

“O livro foi acontecendo por intuição. Vinha a escola e ou o sambista na mente e eu criava os versos, algo aleatório.”

 Boa Leitura!
Convite carlos

 Escritor Carlos Alberto Carneiro Souza, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a ter gosto pelo samba?

Carlos Alberto - Desde criança gostava do ritmo, da alegria do carnaval, das fantasias. No início da adolescência, comecei a frequentar os ensaios da Portela e me apaixonei.

Quais critérios foram utilizados para a escrita e seleção dos textos apresentados em seu livro “Tributo ao Samba II Poesia de Bamba”?

Carlos Alberto - Senti necessidade de maior pesquisa histórica, para realizar um trabalho de maior fundamento, procurando seguir uma cronologia, desde o século XIX, mantendo a linguagem irreverente dos versos mais próxima ao mundo do samba, crítica ao modelo do Estado, sempre discriminador e perseguidor e ao poder do capital, sempre se apropriando, explorando e deformando nossa arte popular. Este livro, como o anterior, representa apenas uma célula de um grande embrião; sendo assim, muitos bambas vão passar despercebidos aqui.

O que diferencia “Tributo ao Samba II Poesia de Bamba” de “Tributo aos Bambas do Samba, uma homenagem de palavra”?

Carlos Alberto - Maior pesquisa histórica e ordenação. “Tributo aos Bambas do Samba” nasceu por incentivo de minha revisora e consultora poética, professora Danielle Ramos de Moraes. Eu pretendia fazer um livro eclético de homenagens poéticas (vários artistas de ritmos variados, humor, esporte etc.) e ela convenceu-me a colocar o foco em minha grande paixão, o samba! O livro foi acontecendo por intuição. Vinha a escola e ou o sambista na mente e eu criava os versos, algo aleatório.


 O que significa Poesia de Bamba?

Carlos Alberto - Tornou-se, para mim, um jargão de duplo sentido: bamba, o homenageado, bamba quem versa a homenagem...


Apresente-nos cinco motivos para ler “Tributo ao Samba II Poesia de Bamba”

Gostar do samba e de sua história;

Gostar dos sambistas e das escolas de samba;

Gostar de poesia;

Gostar de leitura simples, reflexiva, inspiradora, com patente de malandragem. Enfim, carioca...

Buscar inspiração para composições.

O que mais o encanta nesta obra literária?

Carlos Alberto - Os versos simples e melódicos que, tenho certeza, o céu do samba me assoprou... Como aquele pescador “que se encanta mais com a rede do que com o mar”.

 Apresente-nos um dos textos a serem publicados neste maravilhoso tributo ao samba.

Carlos Alberto - Uma das homenagens ao samba, que se chama “Samba-Arma” (versos finais):

“O samba é joia que veste o ladrão, que se arma com o samba! E assalta um coração... Assim como a poesia e o amor...

O samba

É a arma da inspiração!

Carregada de ilusão!

Que só dispara na dor...”



Onde podemos comprar seus livros?

Carlos Alberto - O livro está à venda pelo site da LEIA LIVROS (livraria e loja virtual).

qvsaudeja.souza@hotmail.com (meu endereço de e-mail)

COLEÇÃO SAMBA E POESIA AQUI – https://plus.google.com/u/3/collection/s Hn BE (para me conhecer um pouco mais)



Você é compositor, pode nos deixar um link para que nossos leitores conheçam um de seus trabalhos como compositor?

Carlos Alberto - Não está disponível ainda. Havendo interesse, sugiro o contato por e-mail, para que eu encaminhe por anexo (qvsaudeja.souza@hotmail.com).



Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “Tributo ao Samba II Poesia de Bamba”, do escritor e compositor Carlos Alberto Carneiro Souza. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Carlos Alberto - Alimentem-se deste hábito prazeroso e curativo.

LEIAM, LEIAM E LEIAM!

Também, “Tributo Ao Samba II Poesia de Bamba”.

Fonte:  
Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



Contato: divulga@divulgaescritor.com

Trezentos anos de Aparecida
Padre Ezequiel


Trezentos anos de Aparecida
Trezentos anos de devoção
Nossa senhora das águas surgida
Aponta o caminho de um Brasil irmão

És a senhora de nossas famílias
Intercessora sustento na dor
Nossa Senhora das mãos que partilham
A vida, os sonhos, a paz e o amor

És a senhora dos mais pequeninos
Dos corações machucados sem luz
És a estrela a guiar os caminhos
Dar rumo certo apontando Jesus

Trezentos anos de Aparecida
Trezentos anos de devoção
Nossa senhora das águas surgida
Aponta o caminho de um Brasil irmão

És a senhora Morena das cores
As diferenças em ti encontram paz
A nossa pátria de tantos amores
A ti venera e o respeito refaz

És mãe que ensina a ficarmos em pé
Lançar sementes mesmo em meio à dor
Tua confiança nos mostra que a fé
É a maior força se unida ao amor

Trezentos anos de Aparecida
Trezentos anos de devoção
Nossa senhora das águas surgida
Aponta o caminho de um Brasil irmão



Padre Ezequiel

Natural de Paraí (RS), padre Ezequiel é sacerdote da Diocese de Caxias do Sul. Também é cantor e compositor e lidera o Projeto Despertai para o Amor. Formado em Filosofia e Teologia, é mestrando em Teologia pela PUCRS.Seu lema sacerdotal é: "Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele"




Serei Eternamente Professora

 Glorynha Poesia

***

Tornei-me professora! Tantos alunos já ensinei!

Ensinando, sofri e chorei com suas dores.

Fui amiga, fui mãe, psicóloga conselheira...

Tenho alunos marcantes! Muitos, para a vida inteira.

Ser professora é ensinar com amor

Perdoar e entender a fase da transformação

Receber rebeldia e transformá-la em flor

Porque o mundo só será melhor pela educação
.
Tenho alunos que me encontram nas ruas dessa cidade

Ofertam-me sorrisos e dizem: nunca lhe esquecerei professora!

Amo os alunos que ensinei! Não importa a profissão ou idade

Sei que fui uma boa educadora, mas decidi ser ESCRITORA
.
Ainda assim, para um todo e sempre serei PROFESSORA.

Tenho tanto para ensinar... Ensino! A vida é uma escola

Sei, vivo aprendendo, serei eternamente uma aluna,

Para muitos, serei sempre Professora nessa cidade grapiúna.


*** Meus Parabéns para todos os Professores! Merecem aplausos sempre e eternamente.

Deus, temer sim, mas medo não
Encontrando-se muito aflito no mosteiro, o monge Liu-pei, anda de um lado para outro, bastante preocupado. O sábio Kwan-kun o vendo tão perturbado, pergunta, o que está passando contigo? Liu-pei responde:  Estou com medo de Deus, pelos erros que cometi. Ao que o mestre respondeu: -Nunca devemos ter medo de Deus, pelo que fizemos de errado : -Temer a Deus sim, devemos ter sempre, o que é diferente de medo. -Conversa com Ele, sobre os seus erros, esteja muito a vontade, e saiba que você ficará surpreso com os resultados. Sempre que conversamos com Deus, vemos muitas alterações em nossas vidas,  pois Ele nos aceita como somos, e nos mostra o caminho que devemos seguir,  para nosso aprimoramento.


Antonio Lourenço de Andrade Filho

O Rio, o Cacau e o Mar 

Na cidade Grapiúna
Corre o rio Cachoeira
Seguindo agreste para o leste
Margens lindas, rochas e altas ribanceiras.

Chegando lentamente ao mar
Sangria de escunas
Que velozes cortam as águas 
Resvalam nas rochas e deixam rastros e espumas

Hoje, é o rio que chora?
Cheio de dejetos
Que d’antes, águas fundas e turvas
Saiam das matas virgens
Águas limpas e profundas
Onde a vida prosperava, e frutos davam
Levados em amêndoas, secas para o mar
Dias de glória, que por si transbordam

Ao longo do rio, escrevem a história
Em seu rico leito, alteram as águas
Das canoas, do cacau e das ricas barcaças
No fundo da memória, as lembranças do rio
Saídos das matas em constante passar as águas
Facões a fio, burros carregados e caboclos suados
Todos ao longo das matas, que margeiam o rio, e vão para o mar

Nas casas dos ricos, a luxuria ostentavam
Faz sentido saber das riquezas mil
Tolo endinheirado, à frieza mortal
Esvaziaram as matas e encheram as barcaças
Se não cuidar do rio, sedento de águas limpas
Pode-se um dia, como o cacau afundar
Das matas virgens, até o litoral

Contam na história e o tempo passa
Os homens se esquecem de suas tênues lembranças
Mas o tempo não perdoa e os faz pensar
Resistem às mágoas, mas das esperanças
O rio só não pode em seu leito voltar
E nem se pode a história,  mudar

Chora ao passar na cidade hostil
Onde se afoga em lagrimas
As águas sujas do rio
Recebe o lixo, que entulha o seu leito
As ríspidas verdades que ostentam a cidade
Como o luxo, estará também o lixo
Que deixam as suas águas sujas voltar

Falta o amor, e o respeito ao lar
Dos que jogam o lixo que entulham as águas
Que se esvaindo tristes, vão para o mar
No podão tenaz, um corte  voraz
Olhas! Ó gente, tu que matas o rio
E as vidas ao redor, que vãs, irão para o mar
No mar sombrio, o gosto amargo do rio
Sedento de águas límpidas, o rio não pode ficar

Também se afoga em mágoas, ó rio
Das águas sujas que despeja no mar
O mar de cor verde, e o azul de anil
Recebe dejetos sujos, que desce no rio
É triste receber tantas sujeiras!  
E o mar também quer se lamentar

Nas estradas perdidas que cortam as matas
Choram cantando como  pneus nas margens das estradas  
E a ferrugem corrói instantâneo, o concreto
Orgulho dos homens, engenheiros civis
Das pontes esquecidas que cortam os leitos dos rios

Beberam   águas belas e antes translúcidas
Agora deixa como as lagrima, às nascentes secar
Nascentes que eternamente servem aos rios
Sujas de óleo ou tingidas de sangue
As estradas negras do sul do Brasil
Terras agrestes do jequitibá

No mastro tremula a bandeira mucama
Jogando ao vento o símbolo nacional
No solo, as ricas bandeiras
Camacho do rico cacau
Do asfalto em luto, o pinche nas matas
Não mates também, o verde do mar

Assim tremulando triste no mastro
Mergulhando a fundo, o rasga mortalha
Perfurando o céu escuro o relâmpago lastreia
No breu as estrelas tornam-se opacas
O mar frio agita-se sombrio
Recebendo as águas sujas do rio

Matam as baleias intoxicadas
Num rugido triste,  despede-se do mar
Encalhadas e mortas lamentos e tristezas
Cadáveres boiando,  num triste sonar
Fatais ambições
Faltam-nos a nós, a nobreza
Dos animais encalhados que sucumbem nas areias
Em um atordoante lamento e um triste pesar
A morte também é gigante no mar

Sobre a ponte onde passa o cacau
Sob a ponte, as águas e as areias
És rica, ó estrada, lenta assassina
Estais perdidas nas matas
Quase sem vida, as matas margeiam
Entulham o rio e vão para o mar
Nos recifes se afogam as verdes vertentes
E o recanto triste das lindas nascentes
No verde das pedras as lindas sereias
Choram também a morte do mar

És grapiúna, na duvida, os versos
Na verdade  dos versos, há prosas
Diga-me sem pestanejar!
Se for à estrada da ponte que corre do rio
Serpenteiam nas laterais, que a morte margeia
Mas retiram o cacau e vão para o mar
Ou se o rio que corre da estrada da ponte
Serpenteia nas matas a vida margeia
Mas retiram o cacau e vão para o mar

Saindo nas estradas embarcam em navios
E quase sem vida também corre as águas do rio
Sedentos os homens, só querem ganhar
Refinam o cacau e consomem as matas
No amarelo da bandeira, o capitalismo hostil  
O verde das matas, o azul do céu e as águas do rio

São grapiúna, homens vorazes das matas
Cuidado com as cuias ricas do seu rico cacau
Ouro verde cobiçado nas matas
A sede volta e não se esqueçam da história
Há ricos que ficaram pobres
E se matam nas praças
E os pobres miseráveis
Atirados nas estradas
Vistos as margens das leis
Degradam a visão e a posição social

Não há cacau nas barcaças
O rio seca, mas fica na memória
E as suas ultimas águas ainda se arrastam
Correm como se fossem as ultimas lagrima
Que correrão sozinhas para o mar
Sem dúvida, apenas um dia restará?
O amargo do chocolate, as areias do rio, e o sal do mar.


Fonte: Antonio Lourenço de Andrade Filho




300 Anos de Nossa Senhora Aparecida

Quando lançaram a rede ao rio Paraíba em 12 de outubro de 1717, três pescadores – João Alves, Domingos Garcia e Filipe Pedroso – estavam cumprindo ordem da Câmara Municipal de Guaratinguetá, que precisava de alimentos para ofertar banquete em homenagem a D. Pedro Miguel de Almeida Portugal, recém-empossado Governador da capitania de São Paulo e Minas do Ouro e de passagem pela região.

No rio sobravam canoas e faltavam peixes. A ciência não consegue explicar como, mas em vez de peixes eles pescaram um milagre. Primeiro, o corpo de Nossa Senhora Aparecida e, logo em seguida, a cabeça. O trabalho rendeu a partir dali – voltaram para casa com o barco cheio de alimento e uma história que é de todos os brasileiros.

Hoje, a imagem está preservada em um dos maiores santuários do mundo. Não há quem trafegue naquele trecho da Rodovia Presidente Dutra sem reparar na suntuosa basílica em estilo neorromântico, seja pelo prédio de mais de 100m de altura, seja pela famosa passarela da fé, uma estrutura de 400m de extensão e 30 de altura.

A primeira casa de N. Sra. Aparecida foi uma pequena capela de pau a pique à beira do Paraíba, no Porto de Itaguaçu. Iluminada por duas velas e sob o cuidado das famílias dos pescadores, lá ela começou a ser objeto de fé e responder por milagres. Já nesses primeiros anos peregrinos de outras partes do país iam até lá à procura de benção. Tantos que em 1745 a Igreja Católica assumiu os cuidados com a santa e construiu uma capela não muito longe, no alto do Morro dos Coqueiros.

Por cem anos, foi aquela a casa da santa, e apesar de muitas reformas empreendidas, fiéis cada vez mais numerosos tornaram-na insuficiente. Em 1845 foi construída a matriz que hoje é conhecida como basílica velha. Em altar de mármore, adornada de flores, ficava a imagem, à qual tanto fazendeiros como escravos pediam proteção. Entre os visitantes estava tanto quem viajava de muito longe como quem estava de passagem e há muito não rezava mais. A imponência da Santa no imaginário popular fez dela merecedora da coroa doada pela Princesa Isabel em cerimônia histórica no ano de 1904.

A Vila de Aparecida cresceu em torno da fé. A festa de 200 anos da aparição foi celebrada com merecida grandiosidade, em 1917, e em dezembro de 1928 a cidade emancipou-se administrativamente de Guaratinguetá. A partir da década seguinte, um movimento de restauração católica no governo de Getúlio Vargas fez a santa viajar de trem para a então capital federal. Em 1931, mesmo ano da inauguração do Cristo Redentor, um milhão de fiéis acompanharam no Rio de Janeiro a proclamação de Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

A construção do Santuário Nacional começou na segunda metade dos anos 40, no Morro das Pitas, ainda mais perto do Porto de Itaguaçu, local da aparição. Suportar as multidões de romeiros foi prioridade no projeto grandioso, que contava com espaçoso estacionamento e uma passarela que facilitava a chegada de peregrinos. A inauguração aconteceu já sob égide do governo militar, em 1980, com a presença do Papa João Paulo II. No mesmo ano, o Presidente João Figueiredo decretou o dia 12 de outubro feriado nacional.

Desde então, tanto o Papa Bento XVI, em 2007, como o Papa Francisco, em 2013, estiveram na basílica. Tão ou mais importante que eles são os brasileiros de toda parte que anualmente saúdam a imagem em sua imponente catedral. Só em 2016, foram 12 milhões. É gente que vem agradecer e pedir ajuda nas dificuldades que a vida apresenta.

Localizado na Nave Sul do Santuário, o Nicho de Nossa Senhora Aparecida, onde a imagem atualmente se encontra, tem 37 metros de altura e nas paredes desenhos em azul e dourado ilustram a trajetória da Santa. Os pescadores nunca imaginariam a proporção que tomaria o objeto de fé que eles recuperaram do rio. Da capelinha de pau a pique à maior catedral do mundo fora do Vaticano, Nossa Senhora Aparecida abençoa os brasileiros e é a prova viva do poder da fé que está em nós.


Fontes:

Agência Plano
Por Lucas Reginato, da Agência PLANO



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