Saber-Literário

Prof. Rilvan Batista de Santana / Cel.: (73) 98893-9460

 

Domadora do Oceano

 Moacir Gomes

 

Eis a teus pés o oceano... É teu o oceano!

Deusa do mar, teu vulto aclara os mares,

Esguio como um cíato romano,

Nervoso, como a chama dos altares...

                                                                                 

A alma das vagas, no ímpeto vesano,

Ajoelha ante os teus olhos estelares...

Eis a teus pés o oceano... É teu o oceano!

Cobre-se do verde sol dos teus olhares!

 

Sou o oceano... És a aurora! Eis-me de joelhos,

Ainda ferido nos tufões adversos

Lacerado em relâmpagos vermelhos!

 

Sou teu, divina! E, em meus gritos medonhos,

Lanço a teus pés a espuma de meus versos

E as pérolas de fogo de meus sonhos!

 

MOACIR GOMES DE ALMEIDA, Patrono na Academia Belo-Horizontina de Letras (Cadeira de número 40) e da Academia Carioca de Letras (Cadeira de número 40), nasceu no Rio de Janeiro em 22/04/1902 e aí faleceu em 30/04/1925, deixou um famoso livro de poesias que intitulou Gritos Bárbaros, editado em 1925, que é um dos mais interessantes livros da moderna geração de poetas brasileiros. Pelo apuro da forma é um parnasiano e pela maneira de tratar os temas foi um condoreiro. Outras produções poéticas esparsas foram coligidas e editadas, juntamente com Gritos Bárbaros, sob o título de Poesias Completas por seu irmão (também poeta) Pádua de Almeida.


* * *

Fonte: Recanto das Letras

IRÃ: CANDIDATO LINHA-DURA E ALIADO DE AITOLÁ SERÁ PRESIDENTE!

(AP, AFP e Reuters/O Estado de S. Paulo, 20) Ebrahim Raisi, um juiz linha dura chefe do principal tribunal do Irã, obteve uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais do país. O resultado foi anunciado ontem e gerou protestos internacionais – ele é acusado de envolvimento na execução de milhares de prisioneiros em 1988.

O ultraconservador a Risi teve 61,95% dos votos no primeiro turno, de acordo com os resultados oficiais.

A participação foi de 48,8%, a menor registrada para uma eleição presidencial desde a instauração da República Islâmica em 1979.

Parte da ausência nas urnas ocorreu depois que os adversários mais fortes de Raisi foram impedidos de concorrer. Lideranças políticas de oposição pregaram boicote à disputa.

 Dos mais de 59 milhões de eleitores que poderiam votar, 28,9 milhões votaram. Desses, cerca de 3,7 milhões anularam acidentalmente ou intencionalmente suas cédulas, muito além da quantidade vista em eleições anteriores e sugerindo que alguns não quiseram optar por nenhum dos quatro candidatos.

 “O boicote dos eleitores provou ao mundo que o único voto das pessoas do Irã tinha a intenção de derrubar este governo medieval”, disse em um comunicado a líder do Conselho Nacional de Resistência do Irã (NCRI), Maryam Rajavi.

Raisi tinha o apoio do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que celebrou a vitória do aliado. “A nação iraniana é a grande vencedora das eleições, porque se levantou outra vez contra a propaganda da imprensa mercenária do inimigo”, disse.

 A televisão estatal do país culpou a pandemia pela grande abstenção e as sanções impostas pelos EUA – o governo americano já havia sancionado Raisi pelo episódio de 1988. Ontem, logo após o anúncio do resultado oficial foi a vez da Anistia Internacional criticar o eleito.

 “O fato de Ebrahim Raisi ter chegado à presidência em vez de ser investigado pelos crimes contra a humanidade de assassinato, desaparecimento forçado e tortura é um lembrete sombrio de que a impunidade reina suprema no Irã”, disse a secretária-geral da Anistia Internacional, Agnes Callamard.

Pelos resultados oficiais, Raisi obteve 17,9 milhões de votos. O ex-comandante da Guarda Revolucionária, Mohsen Rezaei, ficou em segundo lugar, com 3,4 milhões de votos. O ex-chefe do Banco Central, Abdolnasser Hemmati, um moderado visto como substituto do presidente Hassan Rohani na eleição, ficou em terceiro, com 2,4 milhões. Amirhossein Ghazizadeh Hashemi foi o último com pouco menos de 1 milhão.

A quantidade de votos nulos, foi maior que a do segundo colocado, mas o ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, que anunciou os resultados, não explicou o alto número. As eleições em 2017 e 2012 tiveram cerca de 1,2 milhão de votos anulados cada. O Irã não permite que observadores eleitorais internacionais monitorem suas eleições. No país, o voto não é obrigatório, mas quem vota recebe selos em suas certidões de nascimento mostrando que compareceram à votação.

Hemmati, como os outros três candidatos, parabenizou Raisi antes mesmo da divulgação oficial dos resultados. “Espero que seu governo forneça motivos de orgulho para a República Islâmica do Irã, melhore a economia e a vida com conforto e bem-estar para a grande nação”, escreveu no Instagram.

“Espero poder responder bem à confiança, ao voto e à gentileza do povo durante meu mandato”, disse Raisi em um breve comunicado.

 Eleição. Desde que a Revolução Islâmica de 1979 derrubou o xá, a teocracia do Irã argumenta que suas sucessivas eleições são sinal da legitimidade dos governantes. Iranianos já tiveram até de participar de um referendo que terminou com um resultado de 98,2% de apoio à República Islâmica.

 A eleição de Raisi coloca os políticos linha-dura no controle do governo ao mesmo tempo que parte do Ocidente tenta salvar um acordo nuclear já esfarrapado que visa limitar o programa do Irã, em um momento em que Teerã enriquece urânio em seus níveis mais altos.

Raisi se tornou o primeiro presidente iraniano sancionado pelo governo dos EUA antes mesmo de assumir o cargo. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu a um pedido de comentário.

 “A ambivalência de Raisi sobre a interação estrangeira só vai piorar as chances de Washington persuadir Teerã a aceitar limites adicionais em seu programa nuclear, influência regional ou programa de mísseis, pelo menos no primeiro mandato de Joe Biden”, escreveu Henry Rome, analista da o Grupo Eurasia que estuda o Irã.

Quase todos os presidentes iranianos cumpriram dois mandatos de quatro anos. Isso sig.nifica que Raisi pode estar no comando daquele que pode ser um dos momentos mais cruciais para o país em décadas.










Ex-Blog de César Maia 

Como Superar o Fim de uma Amizade de Adultos 

O Editor: Anna D.

    Independentemente da sua idade, a perda de uma amizade pode ser bastante devastadora. De qualquer maneira que possa ter terminado - talvez você tenha decidido encerrar, talvez tenha sido mútuo, ou talvez tenha terminado depois de uma briga - superar uma amizade não é fácil. Particularmente quando você formou um forte vínculo com eles por algum tempo e pensou que eles estariam sempre lá com você. Por que rompimentos de amizades machucam tanto até os adultos? Curtir Formamos amizades diferentes ao longo de nossas vidas. Durante nossa infância, amigos servem principalmente como companheiros de brincadeira. À medida que envelhecemos, encontramos amigos com quem podemos compartilhar nossos interesses e hobbies comuns, bem como nossos segredos e pensamentos sensíveis. Como adultos, quando realmente nos sentimos confortáveis​​com um amigo, tendemos a formar um vínculo profundo com ele. Alguns deles até se tornam como uma família. Infelizmente, mesmo as melhores amizades podem terminar abruptamente. Às vezes, nos afastamos naturalmente de nossos amigos de infância. E embora isso também seja triste, aprendemos a aceitar a verdade de que talvez não tenhamos sido bem combinados como adultos e olhamos para trás com ternura. No entanto, quando a perda é repentina, talvez devido a uma forte discordância, pode ser bastante chocante. Como adultos, podemos estar rodeados de muitas coisas gratificantes em nossa vida um parceiro carinhoso, um bom emprego e uma família amorosa, entre outras coisas - mas, mesmo assim, perder um melhor amigo que o entendia como ninguém, nos deixa um buraco aberto. A triste verdade é que rompimentos de amizades não são discutidos com tanta frequência quanto rompimentos românticos, embora isso aconteça com quase todo mundo. Essas separações, infelizmente, podem ser confusas e opressoras e podem afetar a saúde física e mental. Afinal, uma verdadeira amizade é uma relação mútua de confiança, afeto e apoio que desempenha um papel vital em nossas vidas. Então, como lidamos com o rompimento de uma amizade? Aqui estão algumas dicas úteis que podem ajudar. 


1. Reserve um tempo para você mesmo 

 O primeiro e mais importante ponto de partida é dar-se tempo para o luto. Tudo bem. Você está sofrendo. Você está triste. Reconheça isso. Aceite que sua dor é normal. A dor de perder uma amizade íntima é real. Você provavelmente compartilhou grandes momentos com eles e teve um vínculo especial com eles. Talvez eles estivessem sempre com você em seus momentos de angústia. Talvez você tenha pensado que vocês dois sempre seriam inseparáveis. Esse vácuo repentino, essa perda de intimidade e conexão, é real e vai doer. Portanto, não sinta que só porque você agora é um adulto, sentir-se triste com a perda de uma amizade é juvenil. Não é. Aceite esses sentimentos de sofrimento e permita-se sofrer da mesma forma que sofreria por um rompimento romântico. 

2. Tente encerrar o ciclo 

 Normalmente, com um parceiro romântico, conseguimos algum tipo de encerramento após o fim de um relacionamento. Isso, infelizmente, raramente é o caso em rompimentos de amizades. O início e o fim de amizades podem ser bastante repentinos. E às vezes, os participantes não sentem necessidade de explicar seus motivos. Se alguém encerrou a amizade em seus termos, você deve tentar buscar clareza com a pessoa. Diga a ela que você não está tentando fazer com que ela mude de ideia sobre a decisão. Mas você precisa desse encerramento para aceitar essa perda e tomar medidas para seguir em frente. Se foi você que terminou o relacionamento, por qualquer motivo, você precisa diagnosticar por que tomou essa decisão. O que aconteceu exatamente? A amizade estava ficando tóxica ou prejudicial para você? Você perdeu sua confiança neles? Como essa perda está realmente afetando você? Reconheça todas essas perguntas e talvez coloque-as todas no papel. Isso o ajudará a processar melhor suas emoções e chegar a um ponto de aceitação emocional. Você ainda pode sentir raiva, mágoa e tristeza, mas desenvolver alguma forma de conclusão permitirá que você, no final, siga em frente serena e saudavelmente.  

3. Não negligencie sua saúde mental e física

 Muito parecido com um rompimento romântico, um rompimento de amizade pode nos fazer ficar deprimidos na cama o dia todo. Às vezes, a perda pode atrapalhar completamente sua vida e, depois disso, você pode começar a ignorar as atividades diárias como alimentação saudável, exercícios, dormir direito ou até mesmo tomar banho. Como a dor se recusa a diminuir, você pode até sentir vontade de não fazer seu trabalho. Tudo isso combinado pode ter efeitos adversos em seu bem-estar físico e mental. Lembre-se de como fazer uma refeição balanceada e ter uma boa noite de sono é importante para sua saúde geral. Sim, fazer suas atividades regulares pode não diminuir sua dor, mas vai fazer você se sentir melhor. E normal. Apenas fazer uma corrida leve ou comer uma refeição saudável fará a diferença no seu humor. Outras atividades como tocar música, ler um livro, fazer uma pintura, conversar com alguns entes queridos ou passar algum tempo na praia também ajudam. Além disso, certifique-se de dormir pelo menos 7 a 9 horas por noite. Inicialmente, fazer tudo isso pode ser difícil, pois é provável que você seja constantemente lembrado do seu rompimento. Mas não desista. Esses são passos pequenos, mas importantes, para ajudá-lo a seguir em frente e encontrar um pouco de calma. May also interest you Caixa De Som Amplificada 150w Bluetooth Trc512 - Trc Por apenas R$ 379,89 Americanas.com [Photos] Lembra dela? É assim que ela está agora aos 68 Afternoon Edition Conteúdo adulto: 12 Mitos desbancados sobre relação íntima Atenção, por favor! Acidentes prestes a acontecer Recomendado por 

4. Nunca diga a si mesmo que não merece amizade 

Quando você perde um amigo muito próximo de repente, e se o relacionamento termina do lado dele, você pode acabar sentindo que talvez não mereça uma amizade. Ou que você não merece ter um amigo. Lute contra esses pensamentos porque eles podem ser um obstáculo para fazer novos amigos no futuro. Sim, pode ser difícil lidar com a perda daquele sentimento de pertencimento e aceitação que vem com uma amizade íntima. Mas continue dizendo a si mesmo que todos merecem ter amigos que os amem e se importem com eles. Trabalhe para cultivar um senso de autovalor incondicional por si mesmo, onde você instila o sentimento de que merece ser amado e cuidado. Isso o ajudará a superar momentos difíceis.

5. Conecte-se com alguns de seus outros amigos mais importantes 

 Você pode estar se sentindo vulnerável e inseguro por causa da perda dessa amizade. Portanto, este é um bom momento para se conectar com algumas das outras amizades importantes em sua vida. Relacionamentos próximos requerem trabalho. Faça um esforço consciente para passar mais tempo com os amigos que o apoiam e aceitam. Certifique-se de dar-lhs atenção e perguntar-lhes como estão se saindo de vez em quando. Reserve um tempo para ter conversas reais e significativas com eles. Compartilhe o que você tem passado e o que tem sentido. Quando perdemos um relacionamento, é importante lembrar quem ainda está lá para nós. Perceber que você tem outros bons amigos pode fazer você se sentir melhor com a separação.

6. Evite refletir sobre suas memórias passadas com ex-amizades 

 A coisa mais comum que a maioria das pessoas faz após a separação de um amigo é ficar ruminando sobre o tempo que passou com eles. Sim, claro, você vai olhar para as memórias que compartilhou com eles nos primeiros dias e semanas após o rompimento e com certeza vai se sentir triste. Mas você não pode continuar pensando neles a ponto de atrapalhar seu bem-estar atual. Uma boa maneira de acabar com esse hábito é remover quaisquer recordações de seus dias com seu amigo da sua vista - fotos, textos, presentes ou quaisquer outras lembranças. Agora, lembre-se, você não está fingindo que o relacionamento nunca aconteceu. Então você não tem que se livrar das coisas completamente; apenas mantenha-os longe de seu ambiente cotidiano imediato, para que você não se lembre do relacionamento a cada momento do dia e possa iniciar o processo de cura. 

7. Reflita sobre o que você aprendeu 

Por fim, quando você tiver tempo para processar a realidade da separação, é hora de refletir sobre o que você aprendeu com a amizade. Sim, porque você não precisa olhar para a amizade perdida como algo negativo em sua vida. Esta é uma experiência de aprendizado e você pode usá-la para crescer e se tornar uma pessoa mais madura. Na verdade, essa situação já pode ter mudado você um pouco para melhor; talvez mais do que você imagina agora. Lembre-se de que a dor faz parte dos processos naturais da vida. E o fato de você ter sentido tanto pela perda de uma amizade só mostra sua capacidade de amar. Com o tempo, essa pitada de perda se transformará em algo significativo. Portanto, celebre os novos começos que estão por vir. Permita-se a liberdade de se sentir livre e estar pronto para fazer novos amigos ao longo do caminho. Vamos deixar você com estas sábias e consoladoras palavras do grande Dalai Lama: “Velhas amizades morrem, novos amigos aparecem. É como os dias. Um velho dia passa, um novo dia chega. O importante é torná-lo significativo: um amigo significativo - ou um dia significativo. ”

 

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Conheça as Novas Regras Para Entrar no Céu!

O Editor: Bruno Á.

O Céu estava ficando um pouco cheio, então Deus decidiu alterar a política de admissão. A nova lei foi a de que, para entrar no Paraíso, você deveria ter tido um dia ruim ou muito azar no dia em que morreu. A nova política entraria em vigor ao meio-dia do dia seguinte. Então, no dia seguinte às 12:01 a primeira pessoa chegou às portas do Céu. O anjo na porta, lembrando-se da nova política, logo perguntou ao homem: "Antes de eu deixar você entrar, eu preciso que você me diga o que aconteceu no dia em que você morreu". "Sem problemas", disse o homem.

 "Na hora do almoço, fui para o meu apartamento e percebi que minha mulher estava com outro, mas eu não conseguia ver o amante. Eu imediatamente comecei a procurar por ele. Minha esposa estava seminua gritando comigo enquanto eu procurava no apartamento inteiro. Quando estava prestes a desistir, olhei para a varanda e notei que havia um homem pendurado ali! Só podia ver as pontas dos seus dedos! Corri para a varanda e pisei nos dedos dele até ele cair. Mas lá embaixo haviam várias árvores que amorteceram a queda dele, então ele não morreu! Num acesso de raiva, peguei a geladeira da cozinha e joguei pela varanda, que caiu em cima dele! Fiquei tão nervoso com tudo isso que eu tive um ataque cardíaco e morri ali, quase que instantaneamente." O anjo pensou por um momento. Tecnicamente, o homem teve um mau dia. Foi um crime passional. Então ele anunciou: "OK, senhor. Bem-vindo ao reino dos céus", e o deixou entrar. Alguns segundos depois, surgiu outro homem. "Olá. Antes que te deixe entrar, preciso saber como foi o seu dia quando você morreu. São as novas leis do Céu." O cara suspira e diz: "Sem problema... Mas você não vai acreditar! Eu estava na varanda do meu apartamento no 26º andar fazendo meus exercícios diários na sacada. Quando fui fazer um alongamento, eu escorreguei e, como a grade da sacada estava quebrada, acabei caindo, mas consegui me segurar no apartamento de baixo, no 25º andar. Então um homem louco surge de dentro do apartamento, começa a me xingar e pisa nos meus dedos. Bem, é claro que eu caí. Por sorte, caí em algumas árvores e arbustos lá embaixo que amorteceram minha queda, então eu não morri de imediato. Como eu não podia me mover, pois estava com muita dor, vejo o homem lá de cima jogar uma geladeira em cima de mim! Aí, não teve jeito, morri instantaneamente." O anjo nem pensa duas vezes: "Você realmente teve um péssimo dia! Muito bem. Bem-vindo ao reino dos Céus", e ele deixa-o entrar. Alguns segundos depois, um terceiro homem surge no portão. O anjo pergunta: "Você ouviu os depoimentos dos dois rapazes anteriores, certo? Então, como foi o seu dia quando você morreu?" O homem diz: "OK, eu entendi. Eu estava nu, dentro daquela geladeira!"

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A volta da casa 84 - Ignácio de Loyola Brandão

Para Maurice Capovilla, 

cujo primeiro filme eu escrevi,                 

amizade de uma vida

Rita Mazzoni, parente minha e neta de Sebastião Bandeira, contou que Mário de Andrade, certa tarde em que esteve em Araraquara, em uma de suas visitas à chácara de Pio Lourenço, desceu a Avenida Guaianases, hoje Djalma Dutra. Foi visitar Sebastião Bandeira, famoso por estar desenvolvendo um moto-contínuo. Ao chegar, Mário deu com Sebastião a conversar com José Maria Brandão. Entrou na conversa e foram confirmar os progressos de Sebastião. Assim teria sido o encontro


de meu avô com um dos mais célebres intelectuais brasileiros. Vovô Gegé, como dizia vovó Branca, vindo de Matão, morou até o final da vida na esquina da rua 8, número 842. Aquela casa faz parte da memória afetiva de gerações. Ali vivi o episódio que me angustiou a vida inteira até que, 60 anos depois, consegui escrever Os Olhos Cegos do Cavalos Loucos, um dos cinco Jabutis que ganhei.

Esta casa voltou a fazer parte de minha vida depois de 40 anos. Há décadas ela desligou-se da família e de repente ressurge. Acabou de chegar um e-mail de dois jovens, Flávia e Gabriel Paduan, contando que se casaram e compraram a casa. Souberam que ela tinha pertencido ao meu avô e gostariam de saber o que o lugar significa para mim. “Que espaço é este em que vamos morar?”, indagaram. Aquela casa ainda tem para mim a fragrância das madeiras amontoadas na marcenaria de meu avô. O cheiro dos pudins que vovó Branca assava no fogão a lenha com brasas na tampa. O aroma espesso do “virado” de banana e farinha de milho, no qual tia Maria era tão craque quanto Rita Lobo. O cheiro de licor de abacaxi, criado a partir da casca da fruta fermentada, e também o dos pães quentinhos trazidos pela carrocinha do Pasetto. O perfume de tia Ignácia, minha madrinha, flutuando pela casa, quando ela saia domingo para a sessão de cinema. O verde transparente e mágico dos olhos de tia Terezinha, mulher do tio José. As arruaças dos netos vindos de Bauru ou de alguma cidade da Araraquarense, ansiosos por ouvir tia Margarida ler os contos da Carochinha. Os perfumes diferentes (franceses?) de tia Inez, mais bela que Rita Hayworth, mulher do tio Geraldo, quando vinham encontrar a família, para irem a um teatro, cinema ou reza solene. Tio Geraldo, conhecido como Celso Davila, foi dos melhores atores das novelas da PRD-4 Rádio Cultura. 

O número 842 ficava na frente da casa de Cristina Machado, Iaia, minha primeira professora. Ela vendeu sua escola para Lourdes Prado, que ficava na esquina oposta. Lourdes me ensinou redação. Naquela esquina, aos 11 anos, durante o ano inteiro de 1947, no começo da noite de quarta-feira, eu esperava por Carmem de Paula. Ela assinava o Diário de São Paulo e me entregava o suplemento juvenil que trazia os quadrinhos de Drago, clássico de Burne Hogart (um dos criadores de Tarzan nos gibis) e de Brick Bradford, de William Ritt e Clarece Day. Incendiavam minha imaginação. Sôfrego, eu lia sentado na sarjeta à luz do poste e tremia com vilões como o assassino Stiletto, o nazista Barão Zodiac e a bela Tosca. 

Na esquina da rua 8, em frente à escolinha da Lourdes, ficava o ônibus circular à gasogênio do Braz Pirolla, que tinha uma oficina mecânica. Brincávamos dentro, até que Braz aparecia e fim da festa. “Dirigi” tanto aquele ônibus que nunca mais dirigi na vida.          Poucos souberam que na esquina oposta a de vovô, na avenida 7 de Setembro, morou uma mulher vinda de Santa Rita do Passa Quatro, de nome Branca, paixão de Zequinha de Abreu, o compositor de Tico-tico no Fubá. Para ela, Zequinha escreveu a valsa que leva seu nome, um clássico. Branca foi vivida no cinema por Tônia Carrero em filme de 1952 dirigido por Adolfo Celli e produzido por um dos melhores amigos que tive, Fernando de Barros. Vizinhos, os Carmona, produziam macarrão eu ia lá buscar letrinhas de massa para fazer sopa, mas eu preferia escrever frases colando-as em papel.

Nos finais de tarde, vizinhos e amigos sentavam-se na calçada para a roda de conversas e café, encontro que seguia até 10 da noite, quando a sirene da Meias Lupo tocava, para o novo turno de funcionários. Alguém alertava: “A sereia da Lupo tocou, vamos entrar”. A cidade ia dormir. Sereia era a sirene. Este costume foi retratado por Zé Celso Martinez Corrêa em sua primeira peça teatral Cadeiras na Calçada.

Agora, vejam só, Flávia é bisneta de Vicente Gullo, imigrante italiano que montou seu açougue na esquina da rua 6 com a avenida Sete. Vicente e Domingas, dona Didi, são avós de Marcia, minha mulher. Dona Didi foi das melhores amigas de minha mãe, Maria do Rosario, unidas pela devoção a São José. De vestido preto e fitas amarelas iam juntas para a Matriz, no começo da noite. Morando na casa 842, o que é a vida? Pontos soltos se encontram. Acaso, ou simultaneidade? 


Fonte:      

O Estado de S. Paulo

 

https://www.academia.org.br/artigos/volta-da-casa-842

Alguns Casais Estranhos... (humor adulto)

Mulher: Se eu morresse você casava outra vez?

Marido: Claro que não!

Mulher: Não?! Não por quê?! Não gosta de estar casado?

Marido: Claro que gosto!!!

Mulher: Então por que é que não casava de novo?

Marido: Esta bem, casava...

Mulher(com um olhar magoado): Casava?

Marido: Casava. Só porque foi bom com você...

Mulher: E dormiria com ela na nossa cama?

Marido: Onde é que você queria que nós dormíssemos?

Mulher: E substituiria as minhas fotografias por fotografias dela?

Marido: É natural que sim...

 Mulher: E ela ia usar o meu carro?

Marido: Não. Ela não dirige...

Mulher: Como é que é?

Marido: Oops... (silêncio constrangedor) Um casal estava dormindo profundamente como inocentes bebês. De repente, lá pelas três horas da manhã, escutam ruídos fora do quarto. A mulher se sobressalta e totalmente espantada diz para o homem:

- Aaaaaiiiiiii meu Deus, deve ser o meu marido! O cara se levanta espantadíssimo e peladão, pula como pode pela janela e cai em cima de uma planta com espinhos. Em poucos segundos, volta e diz:

- Desgraçada... teu marido sou eu!

E ela: Tá, mas então, por que você se assustou tanto?

                                                                                    

https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=4360

A hóstia cuspida - R. Santana

 1

A mão direita embaixo, a mão esquerda em cima, depois, a mão direita pega a hóstia e leva-lhe à boca, assim os fiéis participam da eucaristia: "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim” (Lucas 22:19-20), o sacerdote voltado para os fiéis, com o cálice à altura, vai além: “Este é o cálice da Nova Aliança, no meu sangue derramado em favor de vós." (Mateus 26;26-29, Marcos 14:22-25, I Coríntios 11:23-26), este é o momento mais alto da missa do dia do Senhor, naquele dia, Demetrius cuspiu a hóstia.

Sentado no último banco da igreja, observava todos os gestos do sacerdote e gravava cada palavra do sacerdote em sua mente, embora se sentisse um peixe fora d água, Demetrius possuía agudeza de espírito, observador, lhe foi fácil chegar até o altar e receber a hóstia.

Com as mãos em gesto de oração, contrito, acompanhou a fila em busca do sacramento, se algum conhecido o visse naquela hora, decerto, diria alguns impropérios pelo embuste ou morreria de rir da pantomima da encenação do herege e ateu Demetrius, mas o astuto e manhoso descendente grego, escolheu uma paróquia à légua de distância de sua comunidade para representação dessa blasfêmia.

Perto do altar, longe de sua vez, sua mente sofreu um repuxão para que não cometesse aquele ato insano, mas a maldade prevaleceu e tomando a hóstia com a mão esquerda e colocando-a na boca com a mão direita, esgueirou-se no meio dos fiéis, refugiou-se num canto da nave e na penumbra da luz, deu uma cusparada no “corpo de Cristo” e voltou para o seu lugar.

Não esperou os ritos finais, os avisos, a bênção do sacerdote, fazer o quê? Tudo tinha saído a contento, conforme desafio que fez ao seu colega da faculdade:

 

    - Aquilo é farinha e água sem fermento! Corpo de Cristo!? Corpo de Cristo!?... – e se engasgava de tanto rir.

Ao sair de igreja, ele ria-se por dentro... Agora, iria fanfarronar sua façanha a Beto, contar-lhe os detalhes, rir de sua cara de espanto e vê-lo aterrorizado da ignomínia, decerto, diria: “Endoideceu Demetrius?...” então, diria: “Deus tenha misericórdia de tua alma irmão de Judas Iscariotes e filho do Tinhoso!”, porém, passado o susto, a bronca, Beto o relevaria, o desculparia, conhecia-lhe a alma e o coração.

2

            O suor lhe encharcava o corpo, Demétrius virava-se na cama de um lado para outro insistente, algo lhe sufocava, as visões apareciam em flashes, não conseguia discernir as imagens, só uma voz rouca lhe chegava aos ouvidos: “Filho de Belzebu! Filho de Belzebu! Filho de Belzebu!...”, não reconhecia aquela voz, não era a voz do seu amigo Beto, tampouco de sua mãe, ela não seria capaz de deixá-lo naquela agonia...

Agora, a voz era mais clara, todavia, a imagem confusa torturava ainda mais a mente de Demétrius, aquela voz doía-lhe aos ouvidos, não aguentava mais, tentou levantar-se, não conseguiu, uma coisa lhe esgoelava, a voz mais estridente gritava: “Satanás! Satanás! Satanás!...”, de repente, de chofre, a imagem veio-lhe nítida, definida, não havia mais dúvida, o padre daquela missa lhe perseguia, era ele, reconheceria aquele filho de gnomo em qualquer lugar, aquela figura baixinha, cabeçudo, nariz adunco, olhos penetrantes, deu-lhe susto e medo ao vê-lo quando entrou naquela igreja e se não tivesse sido o propósito de deixar Beto fulo da vida, talvez não tivesse ousado cuspir a hóstia, pelo medo que o padre lhe causou.

Tentou na aflição do pesadelo esmurrar o padre, quebrar-lhe as fuças, mas o diabo do gnomo era mais ágil, Demetrius perdia o fôlego de tanto tentar, mas em vão, o padre chegava e lhe xingava e desaparecia como por encanto.

Dado momento, o padre desapareceu e, aparece-lhe uma hóstia, não a hóstia que cuspiu, mas uma grande hóstia que de tão clara, de tão luz incandescia-lhe a visão, Demetrius levava o braço aos olhos inutilmente, desejava fugir, não conseguia, a luz da hóstia lhe acompanhava como se o cercasse por trás e por frente, como se o espremesse...

O coração parecia que ia explodir, Demetrius arfava cada vez mais forte, no limite da resistência humana, escusava-se pedir socorro a Deus, o seu orgulho de ateu não deixava, sentia, mesmo dormindo, no limiar da consciência, que nada daquilo era verdade, que tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto do inconsciente, quando o seu corpo teve outros repuxões e sacudidelas, o clarão da hóstia tinha fugido, mas uma grande cruz pingando sangue lhe apareceu cada vez mais próxima, cada vez cada vez mais próxima, cada vez mais próxima...

Acordou-se aturdido, com gritos lancinantes, ainda arfando, o suor descendo pelo corpo, os “flashes” vivos em sua mente, de supetão, Demetrius desceu da cama, ajoelhou-se, abençoou-se em nome do “Pai”, do “Filho”, do “Espírito Santo”, e, orou e chorou, chorou e orou, orou e chorou...



Autor: Rilvan Batista de Santana
Gênero: Conto registrado

Sono Pesado

Toca o despertador

e meu pai vem me chamar:

- Levanta, filho, levanta,

Tá na hora de acordar.

Uma coisa, no entanto,

impede que eu me levante:

Sentado nas minhas costas,

há um enorme elefante. 

Ele tem essa mania,

todo dia vem aqui.

Senta em cima de mim,

e começa a ler gibi. 

O sono, que estava bom,

fica ainda mais pesado.

Como eu posso levantar

com o bichão aí sentado? 

O meu pai não vê o bicho,

deve estar ruim da vista.

Podia me deixar dormindo,

enquanto ia ao oculista... 

Espera um pouco, papai...

Não precisa ser agora.

Daqui a cinco minutos,

o elefante vai embora... 

Mas meu pai insiste tanto,

que eu levanto, carrancudo.

Vou pra escola, que remédio,

com o bicho nas costas e tudo.

Cláudio Thebas


 

Ferradas-Itabuna-BA, 16 de junho de 2021

 

Prefeitura Municipal de Itabuna

Avenida Princesa Isabel, n.º 678, São Caetano CEP 45607-700

Excelentíssimo Senhor

Augusto Narciso Castro

Digníssimo Prefeito do Município de Itabuna

 

Gustavo Fernando Veloso Menezes, CPF nº 088.792.145-00, RG 927386 expedida pela SSP-BA, casado, residente e domiciliado a rua Frei Ludovico de Liorne, n.º 201, Ferradas-Itabuna-Bahia, Cep 45613-264, telefone fixo 7336161220, telefone celular 73988252267, e-mail gfveloso@hotmail.com, contabilista, bacharel em direito com aprofundamento em Auditoria e Direito Empresarial, especialista em Direito Tributário, Escritor, amparado nos fatos a seguir expostos, vem


sugerir a Vossa Excelência que, urgentemente, submeta a apreciação do departamento jurídico municipal, o reconhecimento que se faz necessário, com atraso, da condição Histórica de FERRADAS, para que em seguida se possa promover seu desenquadramento da condição de simples bairro e enquadrá-la, patrimonialmente, na condição de VILA IMPERIAL DE FERRADAS, através da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania - FICC, na pessoa de seu Presidente Sr. Clodoaldo Souza Rebouças, competente para requerer a instauração do processo de reconhecimento e registro de bens de natureza imaterial e material, para o que apresenta em  anexo um exemplar FERRADAS um capítulo na história do Brasil / Gustavo Velôso. – Itabuna: Via Litterarum, 2010. 208p. (Coleção: Raízes Grapiúnas: v. 1) como instrumento probatório.

O povo grapiúna, Região Cacaueira, vem se preparando para o 111º aniversário de Itabuna-Bahia-Brasil, que se dará em 28 de julho de 2021. Costuma-se dizer que cada uma das datas comemorativas de seu aniversário é indicadora de que está sendo permanentemente projetada para o futuro.

Durante a passagem desse próximo período comemorativo é fundamental que as autoridades governamentais, a nível Municipal, Estadual e Federal e os diversos segmentos da sociedade organizada, sejam alertadas no sentido de realizarem uma profunda reflexão, sobre o tratamento que foi e que está sendo dispensado a “mãe de Itabuna” FERRADAS para que a partir daí se defina então a postura que devemos doravante adotar para com ela.

FERRADAS, tem as raízes fincadas na história da colonização e do Império do Brasil, ligações com Países de primeiro mundo, como Portugal, França, Itália, Holanda, Alemanha, Espanha e Áustria, pelos fatos sociais envolvendo o contexto local e via cientistas destes países que aqui estiveram e escreveram sua História. É berço do Município de Itabuna dentre outros e de filhos grapiúnas ilustres, o escritor Jorge Amado – expressão mundial  que levou o nome de Itabuna e de Ferradas aos mais altos patamares do cinema mundial e das telenovelas; o poeta Telmo Padilha – premiado por diversas vezes nacional e internacionalmente; do médico Manoel Rodrigues dos Santos; da professora primaria Eunice Oliveira Dantas – uma das mais conceituadas; da consagrada miss Itabuna-Bahia, semifinalista e sexto lugar de Miss Brasil, Georgia Rejane Mendes de Andrade; dos jogadores de futebol José) Roberto de Souza (Beca), Gerson José Sodré (Gerson Sodré), Evandro Braz Guimarães(Siri, Evandro ou Evandro Guimarães), Porfirio da Silva Ribeiro Neto (Ribeiro Neto), Osvaldo José Ribeiro dos Santos (Oswaldinho), Egnaldo dos Santos (Marreta), dentre muitos outros; e do escritor Gustavo Veloso – Membro Acadêmico Fundador da ALITA - Academia de Letras de Itabuna, que através de sua coleção RAÍZES GRAPIUNAS nos próximos meses estará presenteando a literatura com o vol. 1 FERRADAS um capitulo na História do Brasil 2.ª ed. revista e atualizada Período Colonial e Imperial; Vol. 2 FERRADAS um cenário impar e glorioso Período Republicano; vol. 3 FERRADAS na história do gramado, o centenário campo de futebol como única área de lazer construída pelas mãos dos homens (ferradenses) durante dois Séculos de existência de Ferradas; vol. 4 FERRADAS o eldorado brasileiro, romance; vol. 5 FERRADAS em Poesia, Poema, Prosa e Verso; vol. 6 FERRADAS entenda o orgulho de se ser ferradense e sua relação com a filosofia; e vol. 7 FERRADAS eis o obstinado movido por uma paixão sem fronteiras, uma autobiografia. 

Para que se compreenda a ligação de Ferradas com a Colonização e Império do Brasil, é necessário que se faça uma breve retrospectiva abstraída das páginas da própria HISTÓRIA.

Publicou o memorialista e jornalista Adelino Kfoury Silveira ter sido no ano de 1553 que surgiu o primeiro sinal concreto da conquista pelo homem civilizado, na mataria bruta, um só todo, compreendida entre Ilhéus e Minas Gerais ficando este conhecido como “sítio das árvores ferradas”.

Já no milênio de 1814 interesses governamentais e particulares ante o fracasso de todas as tentativas de colonização levaram o desembargador e ouvidor da Comarca de Ilhéus Balthazar da Silva Lisboa a instalar um novo aldeamento em Ferradas. Construída a primeira igreja, cemitério e praça, dentro da mataria bruta compreendida na mataria bruta da Comarca de São Jorge dos Ilhéus, a Vila Imperial de Victoria, precisamente, em 24 de maio foi enviada carta a Antônio de Araújo Azevedo, então Secretário de Estado da Marinha de Ultramar comunicando a transferência dos nativos do litoral para povoar a Vila de São Pedro de Alcântara. Em 04 de julho do ano de 1815 Balthazar comunicou ao Conde dos Arcos então Vice-Rei do Brasil que estava fundado o aldeamento de Ferradas e que nomeasse um Diretor com o objetivo de realizar a atividade missionária.

Para o cumprimento da ação missionária foi designado o jovem italiano Frei Ludovico de Livorno que veio em 17 de março de 1816 fixar residência na Comarca de São Jorge dos Ilhéus, precisamente, em Ferradas.

Durante o período colonial do Brasil (1500 a 1522), ano de 1817, Ferradas atuava imperiosa como única povoação intermediária na mataria bruta virgem, um só todo da Comarca de São Jorge dos Ilhéus até o Sertão da Ressaca – Vitória da Conquista.

Com a tentativa de abertura de estrada para ligar a Comarca de Ilhéus a Minas, Ferradas passou a reunir homens de toda sorte, de cor (pardos), alguns espanhóis e algumas famílias de nativos aldeados. Era parada obrigatória para os viajantes e tropeiros para ferrar seus animais.

No período Imperial, primeiro reinado (1822 a 1831), se dá a solidificação do Centro Missionário Indígena de Ferradas e no Governo Regencial (1831 a 1840) se impõe como centro de irradiação missionária da Comarca de Ilhéus; já no segundo reinado é o maior centro de difusão missionária da região meridional da Província da Bahia. Passa a ter importância nas novas condições políticas, econômicas, sociais e culturais do Brasil, pois desempenhou papel imprescindível e decisivo no processo de conquista territorial, iniciada na colonização através do sucesso obtido com a implantação do primeiro jardim experimental de cacau do mundo, que se tem conhecimento, voltado a atender a agricultura familiar através dos nativos, nela implantado durante o período colonial e concluído durante o império. Se deu a frutificação do eldorado região cacaueira sul da Bahia amparada, principalmente, pela abertura e conservação de estradas pelos nativos e a criação da colônia de Cachoeira dentro dos limites territoriais ferradenses. Após ministrar Ação catequética em Ferradas por 32 anos registra-se a saída de frei Ludovico de Livorno da povoação de Ferradas deixando marcas eternas uma vez que tornou realidade o novo projeto de colonização a que se propôs. 

Dada a importância adquirida Ferradas teve a oportunidade de receber no ano de 1817, a visita dos cientistas holandeses Von Spix e Von Martius, que publicaram nos registros de sua expedição como “A povoação chamada antigamente As-Ferradas, e que hoje tem o nome de vila de São-Pedro-de-Alcântara, em honra ao atual soberano do Brasil”.

A Vila recebe também a visita do naturalista alemão, o príncipe Maximiliano de Neuwied, que em seu famoso livro Viagem ao Brasil publicada em 1820 e 1821, diz que “havia ainda o costume de chamá-la impropriamente de “as Ferradas”, porque a pouca distância dela, o leito do rio é atravessado por porção de pedras conhecidas por Banco das Ferradas.”   

O progresso de Ferradas entre os anos de 1825 e 1855 é acelerado, tornando-a dinâmica e promissora cuja população habitante aumentou além das expectativas públicas e particulares no que havia muito progresso pois os nativos legítimos ferradenses "plantavam cacau, café e outros gêneros agrícolas. Havia aumentado tanto a produção de Ilhéus, nos últimos dez ou doze anos, que era agora o dobro do que fora no começo do período mencionado” exigindo do Governo Imperial e do Ministro e Secretário d’Estado dos Negócios da Justiça, fossem determinadas diversas incumbências administrativas organizacionais. Seus cacauais e frutos foram classificados por Silva Campos, como belos, frondosos, frutíferos, multiplicando as rendas em todas as safras, o que nos permite afirmar que Ferradas contribuiu com impostos para os cofres dos três entes federativos: Município, Estado e União possibilitando na década de 70 do século passado, a instalação de um Centro Industrial que, posteriormente, evoluiu para distribuição, comércio e prestação de serviços.

Durante o ano de 1846, Ferradas recebe mais uma vez a visita de cientista, desta vez foi o francês H. Perret, que através de seus registros, publicou a prosperidade encontrada em diversos artigos nos jornais oficiais de Salvador.

É destaque em Secção de História Política e Administrativa da Bahia, no Instituto Histórico e Geographico de São Paulo e em reunião da Associação Brasileira de Antropologia. Foi Inserida em livro de História da Bahia correspondente ao período do Império a República.

Por volta do ano de 1860 Ferradas recebe a visita do pintor austríaco Joseph Selleny que integrou a expedição Novara, uma circunavegação cientifica através do mundo realizada pelo arquiduque Ferdinand Maximilian Joseph Maria de Áustria. 

O Aldeamento de Ferradas assim como os demais é extinto 1874. Mais uma vez Ferradas é privilegiada pois a Dra Maria Hilda Baqueiro Paraíso, Professora da Universidade Federal da Bahia, em Conferência e em publicação de Livro, enfatiza que um dos exemplos mais interessantes de extinção do aldeamento foi o ocorrido com a aldeia de Ferradas, também conhecida por São Pedro de Alcântara.

A localização de Ferradas, no Rio Cachoeira, um dos rios que formam a Bahia de Ilhéus, tem confluência em 14º 49`25” latitude S e 20º52`22” longitude 0 - Lisboa (Francisco Borges de Barros: 55 memórias sobre o Município de Ilhéus, 1981, Salvador Editora. Está situada no coração da Mata Atlântica da área territorial do Brasil, precisamente, no Estado da Bahia, na lavoura cacaueira, com seu patrimônio ambiental e ecológico cortado pela BR 415, Rodovia Itabuna/Ibicaraí. Se tornou palco de violência do cenário político regional, durante a implantação do cacau e foi transformada em distrito em 1916, desincorporada de Ilhéus e incorporada a Itabuna. O perímetro urbano, dista aproximadamente 10 km do centro do município de Itabuna.

No milênio de 1920 suas gerações futuras recebem dos então ferradenses o campo de futebol cujos documentos históricos atestam a existência de nossos clubes de futebol desde os anos vinte (destaca-se que antecede a fundação do Esporte Clube Bahia de Salvador – Bahia, que se deu no ano de 1931) e, ainda que, ao longo de dois séculos está é a única área de lazer construída pelas mãos dos homens e celeiro de craques profissionais e amadores.

Em 1961 a rua do comércio, uma das primeiras foi transformada em rua Frei Ludovico de Livorno. Está inserida no campo de atuação de uma das principais e mais conceituadas Universidades de nosso País e do mundo, a UESC, Universidade Estadual de Santa Cruz.

Foram esses acontecimentos históricos, que levaram Adelindo Kfoury a definir como sendo impossível “contar a história de Itabuna, sem se admitir o fato de que tudo começou a partir muito especialmente da Villa das Árvores Ferradas”. Levaram também José Dantas de Andrade, a afirmar categoricamente que “Dentre as povoações antigas e veneráveis da Bahia, está a taciturna e pacata Vila de Ferradas”. Finalmente as provas inquestionáveis levantadas por Gustavo Veloso o levaram a evidenciar ser FERRADAS uma das povoações mais antigas e veneráveis do Brasil.

Se o tempo foi implacável e o retrato atual é de uma “ velha e ainda maltratada vila de Ferradas” como definido por Agenor Gasparetto,  Sociólogo, professor da UESC (disponível em 20 de agosto de 2001 http://www.ecobahia.com.br/)  é imprescindível que, com atraso imensurável, enfrentemos um dos maiores e mais complexos desafios, compromissos de nossa sociedade e das Administrações Modernas, que projetam Itabuna para o futuro: PRESERVAR A MEMÓRIA DE NOSSA HISTÓRIA. A história grapiúna/cacaueira tem início, meio, fim e nome: FERRADAS, levou a atuação de Frei Ludovico de Livorno, com méritos, a ser comparada as ações realizadas pelos grandes apóstolos dos nativos: B. José de Anchieta e Frei Bartolomeu de Las Casas e, ainda, o Aldeamento de Ferradas ou de São Pedro de Alcântara, no ano de 2001, obteve o devido reconhecimento quando se destacou como tendo sido um dos quatro mais importantes da América Latina.

Finalmente, no ano de 2010 essa história foi retratada pelo escritor ferradense, obstinado Gustavo Veloso, ao presentear a história mundial com seu vol. 1 FERRADAS: um capítulo na História do Brasil, da coleção Raízes Grapiúnas e, daí então, os dados históricos ora tratados e novos, já que estamos diante de uma fonte inesgotável, passaram a ser objeto de instrumento de estudos acadêmicos, assim como de documentários dentre eles FERRADAS O BERÇO AMADO direção e produção de Raquel Rocha, apoio FICC Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, disponível em 05/06/2015: https://www.youtube.com/watch?v=Kn81WG9ltzU.

Ingressar com o processo de reconhecimento da importância da VILA IMPERIAL DE FERRADAS nos níveis municipal, estadual, federal e, posteriormente, mundial através da ONU, passa pela adoção de providências iniciais de reconhecimento por sua própria filha: Itabuna. Para que esse Projeto audacioso se concretize torna-se necessária que os atores envolvidos estejam conscientes de que é preciso dispensar a esse Patrimônio Histórico, registro e tratamento condigno com o mérito de quem ocupa a posição de ser portadora de uma bela história umbilicalmente ligada a história da humanidade, pois é irrefutável que TU FERRADAS ÉS UM VERDADEIRO PATRIMONIO HISTÓRICO DA HUMANIDADE. 

                              

Nestes Termos

Pede e espera Deferimento

 

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                                                                                             Gustavo Veloso





 

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