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O agregador - R. Santana


Segundo o Aurélio, pai dos “burros”, agregar é reunir, congregar, acumular e associar. Quem não agrega, desagrega... O agregador é diferente do líder, este, nem sempre agrega, Hitler e Napoleão, por exemplo, foram líderes de seu povo, mas desagregaram países e continentes, o agregador não impõe, põe, ele não se faz aceitar, é aceito.

O desagregador destrói, o agregador constrói. O desagregador desestabiliza, o agregador estabiliza. O agregador estabiliza o ambiente, o desagregador o desestabiliza. O agregador sempre de bem com a vida, o desagregador é um indivíduo de personalidade ciclotímica, ora deprimido, ora exuberante.

Pegando carona no episódio Domingos Montagner, segundo depoimento dos seus colegas, era um agregador, por onde passava, deixava saudade: família, amigo, sorridente, generoso, elegante, nobre, modesto e sociável. É sabido que quando se morre, mesmo o inimigo, não se tripudia sobre o cadáver, guarda-se o melhor de sua memória, porém, quando a pessoa é de má índole, perdoa-se, mas não se acende vela nem deixa saudade, o menos polido diz: “... já vai tarde pra os quintos do inferno”.

Nenhuma entidade pública ou empresa privada é desenvolta quando o dirigente é desagregador, os prepostos, inconscientemente, não produzem quanto se fosse dirigida por um líder, um agregador, pois o desagregador, naturalmente, é egoísta, manipulador, autossuficiente e arbitrário.

O papel do agregador numa entidade pública ou empresa é diferente, ele procura juntar todos os indivíduos com o mesmo objetivo, para isto, administra os dissidentes, delega poder, compartilha as tarefas e promove um ambiente funcional de segurança e psicológico de paz.

Porém, o líder e o agregador não se forjam na escola, conta a lenda que Gengis Khan e Maomé eram analfabetos; o primeiro, unificou a Mongólia e estendeu seu domínio até a China no ano 1162, uma área equivalente três vezes o Brasil; o segundo, é o Jesus Cristo dos muçulmanos. A educação pode ilustrar o líder ou o agregador, mas a disposição psicológica é inata, ambos nascem pra liderar, o ambiente e a educação dão o toque final.

A diferença do líder e do agregador, é que o agregador sempre usa o bom senso, enquanto o líder, às vezes, usa o contrassenso. Mas ambos são importantes pra História da Humanidade.

Não é tarefa fácil agregar, principalmente, cabeças pensantes, pois cada um enxerga o mundo de acordo os seus princípios morais e suas convicções ideológicas. É comum alguém dizer que os governantes preferem o povo ignorante, pois é mais fácil de liderar, agregar, enquanto o povo letrado, pensante, é difícil enganá-lo, este não tem nada de tolo.

Portanto, é condição necessária que o povo seja instruído, educado, assim, irá conter os falsos líderes e os desagregadores, povo ignorante, é povo que se deixa levar, “Maria vai com as outras”, não possui discernimento aguçado, age mais com o coração do que com a razão. O homem ignorante só pensa em si, nas necessidades imediatas, ao passo que, o homem de conhecimento não pensa só em si, mas o que é bom para todos, o que será bom para seus filhos e seus netos.

O processo político partidário eletivo é o único instrumento democrático que temos para separar o joio do trigo, o bom do ruim, o honesto do desonesto, o empreendedor do não empreendedor, o líder do falso líder e o agregador do desagregador.


Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons
Rilvan Santana
Enviado por Rilvan Santana em 22/09/2016
Reeditado em 22/09/2016
Código do texto: T5769091
Classificação de conteúdo: seguro

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Efeitos do abraço
Porque os efeitos que um abraço produz, são simplesmente maravilhosos: 
Produz calor – sempre aquece o coração; 
Tem efeitos duradouros; 
Preenche espaços vazios em nossas vidas; 
Torna os dias mais felizes, torna viáveis os dias impossíveis; 
Faz a gente se sentir bem , abre passagem para os sentimentos; 
Constrói a auto-estima, alivia a tensão;
Afirma a nossa natureza física; 
Contribui fundamentalmente para a saúde, tanto física quanto emocional. Não requer equipamento nem ambiente especial (qualquer lugar é lugar de um abraço), é só abrir os braços e o coração;
É democrático – todos podem abraçar; 

É universal – em qualquer língua é sempre compreendido.
O abraço, portanto, é um método simples de oferecer apoio, cura e crescimento. 
É a forma perfeita de mostrar o que as palavras não conseguem dizer.
A primeira qualificação para abraçar é o QUERER – todos têm uma capacidade natural para compartilhar abraços maravilhosos.
A condição fundamental para o abraço sincero, é respeitar o outro como pessoa, não lhe atribuir culpas, não julgar.

Fonte: Gotas de Paz



Veja Por Que Você Deveria Comer Alface!

 A alface é um dos alimentos mais saudáveis que existem no planeta. Esse vegetal folhudo e verde nos traz vários benefícios ao ser consumido, tais como normalizar os níveis de açúcar no sangue, combater inflamações, reduzir riscos de doenças cardíacas e ajudar na perda de peso. Existem muitas variedades de alface, e as mais conhecidas são: a alface romana, a alface lisa, a alface americana (crespa) e a alface iceberg.

A alface romana contém duas vezes mais proteína, três vezes mais vitamina K, quatro vezes mais ferro, oito vezes mais vitamina C e 17 vezes mais vitamina A do que a alface iceberg. Escolha a alface romana sempre que puder para beneficiar-se de tudo o que ela oferece. Além disso, nenhuma salada está completa sem algumas folhas deste delicioso vegetal. 

1) Não exige grandes preparos - A alface é quase sempre consumida crua, o que proporciona mais micronutrientes do que se dissolveriam se ela fosse cozida. Apenas certifique-se de que ela está muito bem limpa, lavando-as bem para retirar possíveis bactérias e substâncias químicas.

2) Faz bem ao coração - A alface romana é considerada um dos alimentos mais saudáveis que você pode consumir. É uma rica fonte de vitamina C e betacaroteno, que auxiliam a baixar a pressão sanguínea, combatem placas de gordura próximas ao coração, reduzindo os riscos de problemas cardíacos.

3) Ajuda a promover a perda de peso - O alto teor de fibras contido neste vegetal folhudo ajuda a promover uma digestão saudável e na perda de peso. A alface tem também a qualidade de fazer-nos sentir satisfeitos, eliminando aquelas pontadas de fome no meio da noite.

 4) Conteúdo calórico baixo - Uma xícara de alface iceberg picada (sempre com as mãos, jamais com faca) contém aproximadamente 15 calorias e zero gordura. O baixo teor calórico a torna ideal para beliscar entre as refeições ou sempre que você sentir um pouco de fome.

5) Combate a insônia - Uma tigela com a crocante alface iceberg (foto acima) pode ajudar você a pegar no sono com muito mais facilidade à noite. Alface contém niacina, que está envolvida na síntese de serotonina. Bons sonhos.


6) Grande fonte de proteína - A alface romana é 20% proteína, ideal para refazer tecidos musculares danificados e prevenir inflamações. Você pode aumentar o consumo de proteína comendo alface romana com feijão, carne e laticínios.

7) Baixo índice glicêmico - O índice glicêmico é uma medida que leva em conta alimentos com carboidratos e seu impacto nos níveis de açúcar no sangue. Alimentos com baixo teor glicêmico reduzem significativamente o risco de diabete 2, AVC e problemas cardiovasculares. A alface contém índice glicêmico inferior a 15.

8) É saborosa -  O sabor da alface faz com que ela seja uma "beliscada" refrescante durante os dias quentes do verão, quando ficamos um tanto desidratados. Alface pode realçar o sabor de um sanduíche de peru, frango ou atum. Resumo: alface tem gosto muito bom.

9) Rica em Ômega 3 - A alface romana tem um fenomenal índice de 1:2 de ômega-3 para ácidos graxos ômega-6, o que auxilia no tratamento de doenças como artrite reumatoide, Mal de Alzheimer e asma. Os ácidos graxos também previnem a formação de coágulos no sangue e promove um coração saudável.

10) Alface ajuda o organismo a ficar alcalino - Os minerais alcalinos contidos na alface ajudam a eliminar as perigosas toxinas do seu organismo, melhoram a memória, limpam os poros da pele e dão um "up" no seu ânimo, quando você se sente sonolento.

Imagens: Pixabay


15 Frases Para Quem Crê em Deus

 Você não precisa ser assíduo na igreja ou seguir determinados dogmas e ideologias para acreditar em Deus. Tudo que você precisa é de fé. Nos momentos de dificuldade, sempre recorremos às orações e preces, pois é isso que nos faz prosseguir. Confira agora 15 frases para você que, como eu, acredita em Deus.















Fonte: Tudo por e-mail



Uma Voz Límpida
Marco Lucchesi

A edição da poesia escolhida de Vera Duarte Pina não podia ser mais tempestiva. Primeiro porque recolhe, na forma de arquipélago, as partes dispersas das ilhas de Cabo Verde, apontando para um sentido de unidade, um rosto, com o desenho de suas próprias mãos.

Em segundo lugar, porque uma antologia pessoal produz nova leitura, mais que um déjà-vu, causada pela vizinhança dos poemas – que agora dialogam face a face, e produzem uma terceira impressão –, pelo balanço entre os conjuntos ausentes e reconvocados. 

A reinvenção do mar traduz variados níveis de leitura, a poética luso-brasileira e cabo-verdiana, formando um sistema, ao mesmo tempo, expandido e concentrado, único e plural.  Contudo, é a navegação de cabotagem que importa, nas águas internas de seu mediterrâneo, lírico e lúcido, feito de remoinhos e águas calmosas. Há muita vida nessas páginas, sob uma perfeita economia de meios, que não perde a voz: a morabeza das palavras, esse tratado de armistício e cultura da paz, que não esconde, muito embora, as armas da denúncia:   

“Em África nasce uma rosa/ Uma rosa entre cadáveres/ E dela brota um sol de sangue. / Rosa única de dor e revolta

E dela queda o sol de sangue”.

Uma geografia como ponto de partida, não de chegada, rosa áspera, cujo Sol deita sangue, em sua vertente misteriosa, espelho de povos que aderem ao novo estado de coisas. Sinto algo de Corsino Fortes, meu saudoso amigo, as lições de Maiakovski e Nazim Hikmet, acerca da generosa disposição anímica, onde o animal político não diminui o animal poético.

Não podia ser diferente, pois sua vocação vem de longe, ao sul de tudo, como lemos em poema manifesto, em que Vera deixa as impressões digitais sobre a página onde apresenta uma filosofia da composição:

“Não morri jovem, nem poeta

Mas não quero que o meu sorriso se esvaia/ E o meu coração deixe de bater./ O fascínio vem-me de longe,

De tão longe que lhe perdi o começo”.

Perder o começo, pois esse mar é feito de abismos de sentido, distintas camadas de significação.  Como disse Jorge de Lima, “há sempre um copo de mar para um homem navegar”.  Eis a metáfora transversal de seu país, que também divide este livro, em que o leitor respira os ventos que varrem as ilhas, num copo de mar, onde flutuam versos afortunados.

Mas é também sabido que nenhuma ilha é apenas, e em si mesmo, uma ilha, um descontínuo fechado, perdida num tempo infinito que não passa. Toda ilha é latência, espera e destino.

Os poemas de Vera encarnam uma profunda solidariedade entre os fenômenos, um descortino de analogias. Uma parte que vai de si para o mundo, e me refiro a uma erótica política, espécie de corpo métrico voltado para as dores do mundo e aos tempos que se cruzam justamente entre micro e macrocosmos. O abraço que cria e protege o universo, diante da metáfora, humana e real, que uma vez mais aponta para a África, cujo futuro não cessa de crescer,  olhos abertos para o novo, Pasárgada latente e necessária. Aqui a grandeza de Vera, uma das vozes mais límpidas e claras da poesia em língua portuguesa:

“Neste momento em que te amo/ Na Namíbia e no Zimbábue, / Violam-se a cor dos feitos nas capitais dos impérios.

Neste momento em que te amo/ Eu e tu, sentados na ilha, no banco da praça, olhando o mar,/ Saberemos ser amor e no nosso abraço aquecer o mundo”.



RADICALISMO GOELA ABAIXO DO POVO – Péricles Capanema
  Péricles Capanema

Na entrevista coletiva de 29 de agosto, por ocasião do lançamento de seu livro, José Dirceu foi didático: “Temos um programa radical e a maioria do Parlamento precisa ser combinada com uma grande pressão popular”. Como exemplo de pressão popular, citou o cerco da militância à Câmara e ao Senado.

 A intimidação de legisladores — aqui entra o uso inescrupuloso de dossiês, às vezes chega até a ameaças à família, sequestros e morte — constitui tática revolucionária antiga, empregada na Revolução Francesa, a torto e a direito na Revolução Comunista e, mais recentemente, amplamente utilizada na Venezuela. Aplicá-la no Brasil é congruente com as raízes doutrinárias do PT, na prática o sucessor do Partido Comunista. Basta que a ocasião se apresente e seja politicamente conveniente. O leninismo continua vivo.


José Dirceu [nas fotos acima, com Fidel Castro] se dirigia em especial a petistas e a membros de correntes ideológicas a ele próximas; em verdade anunciava plano de transformar o Brasil tão logo factível em uma Venezuela — a marcha do radicalismo goela abaixo do povo rumo ao bolivarianismo. Para tanto, estimulava a militância a procurar eleger tantos quantos possíveis para a Câmara e o Senado, ademais de tentar colocar Haddad no segundo turno das próximas eleições. E aí fazê-lo vitorioso.

O dirigente petista acha que haveria suficiente transferência de votos de Lula para seu ungido (ou seu poste), o que lhe garantiria a vaga em 28 de outubro: “Para a margem de transferência de votos ser dentro do que a gente espera, 20 ou 30 dias são mais que suficientes. A Justiça decidirá até 17 de setembro. Teremos tempo para cada eleitor tomar conhecimento de que Lula é Haddad e Haddad é Lula”.

Observou, ladino: “Eu não diria que é um programa com a faca no dente, porque esta expressão é praticamente de confronto aberto”. Caso se despisse da cautela de político matreiro, diria a realidade, é programa faca no dente, não há dúvida. Outra questão é se a liderança do PT conseguirá executá-lo, não dependerá apenas do fanatismo revolucionário de dirigentes e militância. Como reagirá o povo?

O PT tem cartas boas nas mãos em seu intento de venezuelizar (ou cubanizar) o Brasil. Faz décadas (já era assim no período militar), a esquerda, em seus vários graus de radicalidade, “grosso modo”, domina a universidade, os seminários, as redações e os clubes grã-finos. É um câncer que deitou gigantescas metástases e que só poderá ser curado por trabalho ideológico sério ao longo de anos e anos a fio. Não é rósea nossa situação. Kerensky pavimentou a via para Lênin; os girondinos facilitaram o caminho para os jacobinos. O Brasil, triste sina, está apinhado de kerenskys e de girondinos. Não constroem estradas, mas as pavimentam, para que outros nelas trafeguem.

Um exemplo, talvez o mais conhecido. Na Jovem Pan, FHC comentou a possibilidade do segundo turno entre Bolsonaro e Haddad ou entre Bolsonaro e Alckmin. Perguntado sobre possível aliança entre PT e PSDB, respondeu sereno: “Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o PT espera a mesma coisa, mas dependendo das circunstâncias, eu não teria nenhuma objeção a isso”.

A declaração irritou apoiadores de Alckmin; afinal, era o maior líder tucano confessando, a vitória petista não despertava objeção nele. FHC precisou arranjar uma saída de momento. Contudo, a posição de FHC não deveria surpreender, era coerente com princípios seus e conduta.

Existem nas situações acima ventiladas consonâncias profundas quanto a objetivos. “Pas d’ennemis à gauche” (não há inimigos à esquerda), lembrando fórmula cunhada em fins do século XIX. Em encontro com intelectuais no Rio de Janeiro, abril de 2014, ambiente descontraído, FHC se deixou levar: “Hoje, se eu disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!”. Prosseguiu: “O Chávez só me chamava de ‘Mi maestro’. Eu dizia para ele: ‘Baixinho, por favor’”.

Falava de consonâncias. Elas influenciam fundo, por vezes são determinantes nas atitudes.

Via de regra, contudo, para os revolucionários, é melhor que tais sintonias passem despercebidas, pois podem chocar opinião pública desavisada. “Baixinho, por favor”. Quando não é possível escondê-las, é sempre a diretriz. A nossa bússola, para esclarecimento do povo, aponta rumo oposto, brado alto e nítido contra o conluio deletério, ainda para muitos oculto.

O artigo já estava pronto quando houve o horrendo atentado contra Jair Bolsonaro. Graças a Deus, depois da angústia inicial, parece que caminha bem sua recuperação. O artigo continua atual, talvez tenha até aumentado de atualidade. Não julgo que deva modificá-lo.


* * *


BÊNÇÃO DAS LÁGRIMAS – Rubens Romanelli

Bendita a lágrima em que se cristaliza o acervo atroz de nossas dores e se dilui o negro fel de nossas mágoas. Bendita a lágrima a cuja tona flutuam farrapos sombrios de sonhos dourados e em cujo fundo vagueiam espectros tristonhos de esperanças mortas.

Bendita a lágrima dos que carpem a desdita de nascerem sem teto e choram a desgraça de viverem sem pão. Bendita a lágrima dos que jamais conheceram um afeto de mãe e nunca provaram um carinho de esposa. Bendita a lágrima, desafogo amigo dos que são sós e consolo ardente dos que são tristes. Bendita a lágrima em que se cristaliza o acervo atroz de nossas dores e se dilui o negro fel de nossas mágoas.

Bendita a lágrima a cuja tona flutuam farrapos sombrios de sonhos dourados e em cujo fundo vagueiam espectros tristonhos de esperanças mortas. Bendita a lágrima dos que carpem a desdita de nascerem sem teto   e choram a desgraça de viverem sem pão. Bendita a lágrima dos que jamais conheceram um afeto de mãe e nunca provaram um carinho de esposa. Bendita a lágrima, desafogo amigo dos que são sós e consolo ardente dos que são tristes.

Bendita a lágrima dos que põem sobre os ombros  a cruz de seu próximo e o ajudam a escalar o calvário da existência. Bendita a lágrima dos que buscam, errantes, o calor de um afeto e somente encontram o frio do desprezo. Bendita a lágrima dos que sofrem injustiças pelos ideais que defendem e só colhem ingratidões pelo bem que semeiam.

Bendita a lágrima que aflora, escaldante, nas noites do sofrimento e esplende como um sol nas manhãs da redenção. Bendita, enfim, a lágrima, gota de luz das auroras celestes e síntese terrena do orvalho divino.

 Fonte:
 "Gotas de Crystal 20"


Abraço
Geralmente um abraço serve para reafirmar os nossos sentimentos e alimentar os nossos relacionamentos, fazendo-nos sentir queridos e amados, enquanto aumentamos nossa capacidade de vencer nossos problemas rotineiros.
Um abraço é como um poema de amor escrito na pele que te rompe todos os medos e tristezas e te dá forças para continuar seguindo em frente. Pode parecer um gesto insignificante ou sem sentido, mas em qualquer caso, tem uma cura emocional poderosa. Muitas das vezes um pequeno abraço, vale mais que mil palavras. Já deu seu abraço hoje?

Fonte: Gotas de Paz







Cuidado com as atitudes

Devemos ter muita precaução com nossas atitudes, com aquilo que falamos e pensamos. Se tomarmos atitudes impensadas, falarmos coisas sem passar pela censura de nossa consciência, correremos o grande risco de sermos injustos, ingratos e causarmos muita dor, tristeza e sofrimento a outras pessoas, especialmente para aquelas que muitas vezes deram o sangue por nós. Nunca fale alguma coisa sem refletir muito. As palavras têm poder e força. Podem derrubar uma pessoa emocionalmente e moralmente. Depois que tivermos causado o estrago, ainda que venhamos a nos arrepender, o mal estará feito e chegará o dia de prestarmos conta daquilo que fizemos. Ao tomarmos consciência das nossas atitudes poderemos vir a sentir remorso e não há sentimento pior. Por isso, cuidemos de nossas atitudes, das palavras que dirigimos à alguém, de como agimos com os outros. Não nos esqueçamos de que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Trate a todos com amor, carinho e respeito e você será o maior beneficiado. Pense nisso!

Fonte Gotas de Paz





Nota editorial:
O Saber Literário atinge o recorde de 1.400 000 (um milhão e quatrocentos mil) visualizações, um recorde para um diário online que privilegia a literatura, a arte e a ciência.
Não é uma página jornalística. Nunca privilegia notícia de crime, de quando em vez, publica variedade, pois só de poemas, contos, crônicas, etc., ninguém enche a barriga.
Agradeço aos leitores e autores que prestigiam nossa página literária, daqui alguns meses, se Deus permitir, celebrar 2.000 000 (dois milhões) de leitores e visualizações. Rilvan Batista de Santana – Editor. São Caetano, Itabuna, 21 de setembro de 2018.
           


TEVE MEDO DA DESPEDIDA - Ariston Caldas
 Teve Medo da Despedida
A data não saía de sua cabeça – próximo dia 16.

Olhava a folhinha na parede aos pés da cama quase encabulado e sentia vontade de rasgá-la; número preto, meio de semana. Como ia preparar-se para a despedida? Tinha medo de lacrimejar na hora das emoções, não seria bem para um sujeito adulto beirando os quarenta, no meio de gente, todo mundo vendo.

Despediu-se poucas vezes vida a fora; lembrava, por exemplo, quando abraçara um amigo de infância que mudou-se para o Ceará; de outras despedidas, simples: “boa viagem, lembre da gente”. Agora, próximo dia 16, quem ia embora era Leni. Nem adiantaram as ponderações; “preciso sair daqui”, ela dizia decisiva, passagem comprada, cadeira 10, dia 16; malas arrumadas. “Destino”.

Nunca mais ia afagar as mãos de Leni, abraçá-la nos encontros, discutir assuntos com ela, vislumbrar o beijo ardente de sua boca que teria gosto único. Tentaria esquecer tudo logo depois do dia 16, procuraria outras, buscando esquecer o cheiro do corpo de Leni, inolvidável, sutil, envenenando seus sentidos.

Contava os dias pelos dedos – segunda, terça, quarta... Pouca coisa para a data definida, pela manhã, logo depois do sair do sol, rodoviária movimentada, pessoas comprando passagens, embarcando, desembarcando; outras, sentadas esperando, assistindo televisão com imagens tremidas, estridente. E se fosse uma manhã chuvosa? A tristeza seria maior, Leni chegaria embrulhada numa capa de matéria plástica verde, cheia de bolsos, um capuz cobrindo-lhe o cabelo claro, somente o rosto de fora, borrifado; ela panharia o porta-espelho portátil, um lenço e passaria a olhar-se, retocando o batom, retirando o capuz, jogando-o para trás, ajeitando o cabelo. O ônibus já na plataforma ligado para sair; lia a placa na frente, estava escrito o destino. Leni sorria nervosa, duas valises. Ela teria esquecido alguma coisa? Certamente não. A arrumação vinha sendo feita cuidadosamente – roupas, objetos de maquilagem, sapatos, sutiãs, adereços; ela não teria esquecido nada; ele sabia, na ponta da língua, todos os pertences de Leni – sandálias, bermudas, vestidos; tudo estaria arrumado nas duas valises de couro com atracadeiras fortes; na bolsa tiracolo, escova de pentear, perfume, batom, grampos e pó-de-arroz. Leni estaria sorridente, mas nervosa, vislumbrando a viagem longa, as novidades pela frente, a paisagem. “Destino”.

Se ela quisesse, continuaria por aqui mesmo, seria sua noiva, sua esposa. Por que entendera mudar-se para longe? Indagava-se sem entender a vida, sem compreender as ideias de Leni. E se ela não gostasse da mudança! Torcia para que isso acontecesse. E se tudo fosse ao contrário e ela arranjasse um sujeito bom situado na vida e casasse com ele! Adeus Agapito. Nunca mais daria um presente a Leni. A partida estava próxima, definida, inapelável; a cada encontro com ela o silêncio o dominava de fora a fora, inchando por dentro.

Não construiria mais a casa para morar com Leni; o juízo dela esquentou, vai-se embora definitivamente. Nunca havia prometido a Leni, somente intenções. Seria necessário prometer? Amassava as mãos dela, afagava o cabelo, beijava-lhe o rosto; tudo isso não era uma declaração de amor? A definição só viria com o noivado. Agora, quando pensava construir a casa para morar com ela, lá vinha Leni com a ideia de mudança, para os confins do mundo. “Destino. O homem põe e Deus dispõe”, pensava constrangido. Leni ia conhecer outro mundo, outras pessoas. E se ela encontrasse outro sujeito bem situado na vida! Depois do dia 16 ela estará entre multidões desconhecida, entre olhares sem nenhum afeto, alheios aos seus lábios carnudos, ao seu sorriso de encanto. Certo, porém, é que Leni vai embora, dia 16, logo depois do próximo domingo.

Chegou domingo, chegou segunda-feira e à noite ele começou a encher o juízo de cachaça, e dormiu bêbado; acordou no outro dia, sol alto; olhou para a folhinha, para o número 16, preto bem no meio; para o relógio na parede, meio-dia. O ônibus que levava Leni devia ir rodando a uns duzentos quilômetros da cidade; levantou-se ainda zonzo, esfregou os olhos sentindo-se frustrado dos pés à cabeça, mais ainda por não ter ido ao embarque de Leni; sabia lá, podia encher os olhos de lágrimas todo mundo vendo.












LINHAS INTERCALADAS
Ariston Caldas







Fontes: Tudo por e-mail / YouTube

Em carta, FHC pede união de presidenciáveis contra candidatos radicais



Em meio a pesquisas que apontam 2º turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, tucano diz que 'ainda há tempo para deter a marcha da insensatez'

Por João Pedroso de Campos 


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) (Paulo Vitale/VEJA)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou no início da noite desta quinta-feira, 20, uma “carta aos eleitores e eleitoras” na qual prega a união de candidatos que “não apostam em soluções extremas” em torno do presidenciável que “melhores condições de êxito eleitoral tiver”. O tucano escreveu o texto em meio aos prognósticos de pesquisas eleitorais de que o segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto seria entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), candidatos com os discursos mais extremados.
“Os maiores interessados nesse encontro e nessa convergência devem ser os próprios candidatos que não se aliam às visões radicais que opõem ‘eles’ contra ‘nós’”, diz FHC na missiva. O ex-presidente classifica o quadro atual como “dramático” e afirma que “em poucas ocasiões” viu condições políticas e sociais “tão desafiadoras quanto as atuais”, mas pondera que “ainda há tempo para deter a marcha da insensatez”.
Na carta, FHC diz que, caso não haja unidade entre os mais moderados, o novo presidente será ou “um salvador da pátria” ou um “demagogo”, “remendo eleitoral” que, na sua avaliação, agravaria a “crise econômica, social e política” no país”.
“É hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização. Pensemos no país e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato. Caso contrário, será impossível mudar para melhor a vida do povo. É isto o que está em jogo: o povo e o país. A Nação é o que importa neste momento decisivo”, escreveu.
Para Fernando Henrique, o candidato a ser apoiado contra a polarização deve ser “uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país”. Ele não citou diretamente o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, no texto. Em uma postagem em sua conta no Twitter depois da divulgação da carta, no entanto, FHC disse que Alckmin “veste o figurino” descrito por ele.
Fernando Henrique Cardoso
Enviei carta aos eleitores pedindo sensatez e aliança dos candidatos não radicais. Quem veste o figurino é o Alckmin, só que não se convida para um encontro dizendo “só com este eu falo.”
Ainda conforme o ex-presidente, caso Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad sejam eleitos, “o vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise”. “As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado”, prevê o tucano.

Fonte:
Revista Veja


Rilvan Santana é o mais recente entrevistado Divulga Escritor



Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Natural de Lagarto (SE), Rilvan Santana foi levado para Itabuna (BA) ainda criança de colo. Santana gosta de Itabuna como se fosse sua terra de nascimento. Licenciado em Filosofia e Matemática pela UESC, Rilvan é pós-graduado em Psicopedagogia, professor aposentado do Estado da Bahia e do munícipio de Itabuna.
Orientou Matemática no curso fundamental e médio durante 32 anos. Foi diretor e vice-diretor do Colégio Estadual de Itabuna (CEI) por 4 anos. É membro-fundador da Academia de Letras de Itabuna (ALITA) desde 19 de abril de 2011.
“...o objetivo desta obra foi fazê-la moderna, com poucas páginas, retratando os dramas humanos do dia a dia e que o texto fosse lido em qualquer lugar, conforme o ritmo de vida apressado do homem moderno.”

Boa leitura!

Escritor Rilvan Santana, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, como surgiu inspiração para o enredo que compõe “Maria Madalena”?
Rilvan Santana - Desde cedo que escrevo e leio, aliás, leio mais do que escrevo. A minha preocupação foi construir um texto em que pudesse enfocar os sentimentos de ódio, paixão e amor, comuns em todas as classes sociais. Da primeira à última página, desejo levar ao conhecimento do leitor o drama da vida humana. O homem não deseja outra coisa, senão ser feliz. A natureza humana não gosta de viver o amor, pois o amor traz paz, é sublime, é lógico e racional. O homem gosta de viver uma grande paixão, que é um sentimento arrebatador, irracional e instintivo e faz jus ao fogo que queima suas entranhas. Portanto, foi nestes sentimentos últimos que me inspirei para escrever o livro “Maria Madalena”.
 
O enredo apresenta situações que acredito serem comuns, como é o caso da história envolvendo Madá, o marido e Ruth, no entanto, com um desfecho inusitado. O enredo que compõe a obra, pelo pouco que li, não tem relação com a Maria Madalena, personagem bíblico. Como se deu a escolha do título do livro?
Rilvan Santana - Em tese, o enredo não tem nenhuma relação com a história de Maria Madalena, a personagem bíblica. Porém, é um nome sugestivo, que atrai o leitor para conhecer a história da minha personagem Maria Madalena dissoluta e infiel. O leitor não encontrará no meu livro uma Maria Madalena perdoada por Jesus Cristo, mas uma mulher que usou e abusou do sexo, e se não fosse um câncer que lhe levasse ainda  moça, teria praticado todos os prazeres da carne, em variadas paixões e amores. Porém, ela e o maridoeram devassos e modernos, e um dos acordos não escritos foi que ela nunca engravidasse fora do casamento e quando isso ocorreu, ela abortou. O romance é narrado na primeira pessoa, e a maioria das personagens tem nome bíblico.

Quais os principais objetivos a serem alcançados com a leitura desta obra literária?
Rilvan Santana - É uma presunção o que vou dizer, mas perdoem-me os leitores, não sou vaidoso, nem egocêntrico; o objetivo desta obra foi fazê-la moderna, com poucas páginas, retratando os dramas humanos do dia a dia e que o texto fosse lido em qualquer lugar, conforme o ritmo de vida apressado do homem moderno. Adultério, paixão e amorsão ingredientes que existem desde o homem de Neandertal. Porém, contar esses sentimentos de maneira açucarada, romântica e suavizada foi o meu objetivo maior.

Além de “Maria Madalena”, você tem outro livro publicado “O Empresário”; apresente-nos a obra.
Rilvan Santana - Escrevi “O Empresário” em 2007, no mesmo ano de “Maria Madalena”. Ambos foram publicados em 2008 pela Editora T mais Oito – Rio de Janeiro (RJ). A história é de um grande empresário casado com uma lésbica eque tem uma relação de incesto com a irmã. Bruno e Henriette são adúlteros e devassos. Os filhos seguem os passos sociais e sexuais dos pais: mundanos, heterossexuais, homossexuais e bissexuais. Estes temas são desenvolvidos numa linguagem escorreita sem cair no chulo, na vulgaridade e no preconceito. Bruno, no fim da vida, refugiou-se (exílio voluntário) numa de suas fazendas no Triângulo Mineiro com sua irmã Clara edeixa seus negócios sob o comando dos filhos.

Qual o momento que o marcou enquanto escrevia “O Empresário”?
Rilvan Santana - Não gostei de lidar com a ideia de incesto, todavia, a obra de ficção toma rumos a contragosto do escritor. Há uma coisa, uma força estranha que puxa o autor para onde ele não quer ir. Os personagens vão adquirindo suas individualidades, independentemente da nossa vontade.

Além das obras apresentadas, você tem outros livros no formato e-book. Apresente-nos os títulos.
Rilvan Santana -1.A face obscurado homem (romance); 2. O DNA de Emanuel (romance); 3.O Enviado (romance); 4. Lágrimas rolando (autobiográfico); 5. Atir (contos, crônicas etc.); 6. Carta Para Paula (idem ao anterior); 7. Cartas (um livro só de cartas); 8. Casas mal-assombradas (contos do além); 9. Cristais Quebrados (contos); 10. Guriatã, o intérprete (contos); 11. Hanna (contos); 12. O Juiz (contos); 13. O menino dos olhos verdes (contos); 14. Retalhos da vida (contos); 15. Rosas com espinhos (contos); 16. Suor, cacau e sangue; e 17. O homem nasce pra ser feliz?... (ensaio).

Onde podemos adquirir os seus livros?
Rilvan Santana - Não me considero um escritor profissional, não tenho editora, não tenho patrocínio e não tenho recursos para edições independentes. Enviei meus rascunhos para algumas editoras; educadamente, elas me devolveram. Editei por conta própria: “O empresário” e “Maria Madalena” por uma editora do Rio de Janeiro (RJ), em 2008, mas editar livro é muito caro, sem apoio, é impossível. Hoje, participo de antologias quando as editoras promovem; compro alguns livros e estamos conversados. Por isso, após licenciar meus livros, crônicas e contos avulsos pela Creative Commons, publico em forma de e-book, sem nenhum ônus para o leitor. Quando alguém lê meus trabalhos de ficção e faz algum comentário positivos ou negativo, fico feliz; é a moeda do pagamento, sinto-me como um Machado de Assis, um Graciliano Ramos, um Paulo Coelho, um Jorge Amado, um Gabriel García Márquez, um Saramago... Porém, se o leitor quiser me dar a honra de sua leitura, procure-me num desses sites:
3.     Recanto das Letras
4.     com
5.     bookess.com
6.     Domínio Público - MEC

Quais os seus principais objetivos como escritor?
Rilvan Santana - As minhas letras não são panaceias para curar os males das pessoas que não leem, elas não resolvem problemas culturais; portanto, meu principal objetivo, agora, é estimular a leitura e a escrita de jovens e adultos e fazê-los pensar.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Rilvan Santana. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Rilvan Santana - Quero lhe agradecer, penhoradamente, Sra. Shirley Cavalcante, por esta entrevista. Nunca recebi tamanha honraria. Deus lhe ajude e permita que a nossa editora/coordenadora da revista eletrônica “Divulga Escritor” realize muitas outras entrevistas com escritores e poetas desse imenso país, que vivem no anonimato e nunca tiveram espaço na mídia escrita, falada e televisada para divulgar seus feitos literários. O escritor de ofício não deseja dinheiro, mas que sua obra seja lida, discutida e reconhecida aqui, ali, acolá e alhures. Muito obrigado.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



Deus é humor - Paulo Coelho

Três mulheres e seus filhos - Três mulheres conversam sobre as qualidades de seus filhos. Diz a
primeira:

- Fico contente que ele tenha decidido seguir o sacerdócio: toda vez que entra em uma sala, as pessoas o olham com respeito e dizem: "Meu padre!".
 
Os olhos da segunda brilham, e ela comenta:

- Pois eu fico mais contente ainda em saber que meu filho não apenas seguiu o sacerdócio, como foi nomeado cardeal. Assim, quando entra em uma sala, as pessoas abaixam respeitosamente a cabeça, beijam sua mão, e dizem: "Sua Graça!".

A terceira mulher permanece em silêncio. As outras duas se viram para ela e perguntam:

- E seu filho?

- Bem, meu filho... Ele tem um metro e oitenta, é louro, tem olhos azuis. Toda vez que entra em uma sala, as pessoas olham umas para as outras e dizem: "Meu Deus!".

O motorista de táxi e o padre

Assim que morreu, o padre foi direto ao Paraíso. Ali chegando, foi bem recebido por São Pedro, passeou pelos jardins, e de repente se deu conta que um motorista de táxi de sua paróquia, que tinha falecido alguns anos antes em um acidente de carro porque dirigia muito mal, estava ocupando uma esfera mais alta na hierarquia celeste.

- Eu não entendo - reclamou com São Pedro. - Devotei minha vida inteira à minha congregação, e aquele homem nada fez para merecer estar aqui!


- Bem, aqui no Céu nós sempre damos importância aos resultados. Diga-me o seguinte: as pessoas estavam sempre atentas ao que o senhor dizia?

- Na verdade, devo confessar que nem sempre conseguia exprimir direito a importância da fé. Às vezes, notava que certos paroquianos dormiam durante meus sermões.

- Pois então agora o senhor entende porque este motorista tem tantos privilégios aqui. Quando as pessoas entravam em seu táxi, até mesmos alguns ateus se convertiam: elas não apenas permaneciam despertas, como rezavam o tempo todo!

Mantendo a palavra dada

Dois irmãos, de péssimo caráter, costumavam explorar os trabalhadores de sua aldeia. Mas para manter as aparências, frequentavam a igreja aos domingos.


O antigo pastor resolveu aposentar-se, e um novo foi transferido para o lugar - um homem jovem, com a reputação de falar sempre a verdade, dono de um imenso carisma. Cheio de entusiasmo, resolveu fazer uma série de reformas no templo; quando começou a coleta de doações entre os fieis, um dos irmãos malvados morreu.

Na véspera do enterro, o outro irmão procurou o pastor, e entregou-lhe um cheque com a quantia suficiente para terminar os trabalhos que estavam sendo feitos.

- Mas existe uma única condição - disse. - Amanhã, na hora de encomendar o corpo, o senhor precisa dizer que meu irmão foi um verdadeiro santo. Sei que o senhor jamais falta com a palavra dada.

O pastor prometeu fazer o que ele pedia, recebeu o cheque, e retirou o dinheiro.

No dia seguinte, cumpriu sua palavra:

- Este era um homem mau - disse ele durante a cerimônia. - Explorava os mais pobres, emprestava dinheiro a juros extorsivos, enganava sua esposa, e abusava dos mais fracos.

Depois de uma pausa, concluiu:

- Mas, comparado com o seu irmão que ainda está entre nós, o morto era um verdadeiro santo.



Fontes:
Diário do Nordeste


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