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Comissão de Educação debate fortalecimento das universidades públicas

A Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos se reuniu na manhã desta terça-feira (21) em reunião ordinária com o Fórum de Diretores e Diretoras da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), para debater o fortalecimento das universidades públicas no Estado. O objetivo da reunião foi ouvir as reivindicações do fórum de diretores da Uneb e junto com eles buscar soluções para os problemas da Universidade.

Participaram do debate a presidente da comissão, deputada Fabíola Mansur (PSB), o vice-presidente Heber Santana (PSC), os deputados, Zó (PCdoB), Bira Coroa (PT), Roberto Carlos (PDT) e Rosemberg Pinto (PT), o líder do governo, Zé Neto (PT), além da vice-reitora da Uneb, Carla Liane; o diretor do Campus de Juazeiro, Jairton Fraga Araújo e o diretor do Campus de Senhor do Bonfim, Marcos Fábio Marques, além de diretores de outros municípios.


O diretor do Campus de Juazeiro, Jairton, elencou entre os principais problemas o contingenciamento das verbas para educação, o não pagamento de terceirizados, a não flexibilização do regime de trabalho, a falta de investimentos na contratação de novos professores e técnicos, a falta de autonomia para contratação de funcionários temporários e a necessidade de valorização dos profissionais do quadro, que, de acordo com os diretores, não recebem o devido incentivo com promoções e progressões. “Façam uma interlocução com o governo do Estado, abram um canal para que possamos estabelecer esse diálogo”, reforçou Fraga.
A vice-reitora Carla Liane, agradeceu a deputada Fabíola e ao deputado Rosemberg pela preocupação, e aos diretores e demais deputados pela participação. “É um momento histórico pelo qual a Uneb está passando, esse diálogo com a Assembleia, com os deputados, na defesa da universidade e do serviço público é inédito. Quero ainda dizer que estamos cientes do momento difícil pelo qual o país passa, mas solicitamos um olhar atencioso e sensível do governo do Estado”, disse ela.


A presidente da comissão se colocou à disposição. “Somos solidários e somos defensores do ensino público de qualidade, estamos aqui para ouvir e para que nós, juntos, consigamos encontrar uma solução. Vamos pautar o governo do Estado, precisamos fortalecer as universidades estaduais da Bahia”, reforçou Fabíola.
O líder do Governo na Casa, deputado Zé Neto, se colocou à disposição da causa. “Quero dar todo o apoio, como bancada, vamos debater as solicitações, analisar e ver no que é possível ajudar”, disse ele.
Deputado Rosemberg Pinto, um dos proponentes da sessão, reforçou a necessidade do diálogo e sugeriu a busca de investimentos privados para as universidades. “Acho que estamos num momento em que podemos dialogar com o governo, não há greve. Temos que conversar também sobre a produção científica, e encontrar um forma a dar visibilidade a isso, atraindo assim investimentos para a universidade”, finalizou.


Entre os encaminhamentos estão a criação de Grupo de Trabalho para elencar as prioridades que devem ser levadas à bancada, para diálogo com o Governo; reuniões com Secretaria de Administração e Secretaria da Fazenda para tratar das verbas, principalmente de terceirizados e estagiários; visitas aos Campi das Uneb; além de reuniões com secretários e Governador.



Fonte:  enviado por e-mail



História de Itabuna


Homens (e mulheres) contam a história e a vida de Itabuna mesmo sem apoio oficial. Mas, eficientes, foram também importantes porque souberam, como ninguém, juntar aqui e ali pedaços de fatos que aconteceram num passado não tão antigo, pouco menos de cem anos.
      Hoje eles servem de referência para as gerações que desconheceriam a luta dos antepassados, e como tudo começou, se não fossem pelas páginas dos livros históricos.
      Alguns, é verdade, já amarelecidos pelo tempo, outros reeditados, com capas e folhas novas, se tornaram patrimônio cultural e começam a ser disputados por aqueles que têm sede de conhecimento e que sabem valorizar culturas e tradições da velha Tabocas.
Adelindo Kfoury
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      Sem obedecer uma ordem de quem começou primeiro, vale lembrar do sempre bem humorado José Dantas de Andrade, Dantinhas, falecido no início deste mês, aos 94 anos. Versátil, gozador, um pescador de peixes e de histórias, escreveu seu primeiro livro "Espírito de roça" em 1935.
      De lá pra cá vieram outros como o "Documento Histórico Ilustrado de Itabuna" uma fonte inesgotável de "causos", estórias e histórias dos desbravadores e personalidades políticas, empresariais e religiosas que marcaram época.
      Além dos livros, Dantinhas gostava de contar "ao vivo", para seus amigos e curiosos, os casos mais engraçados, que ele guardava de memória.
      
"Itabuna Minha Terra"
    
Bem vivo, atuante e com uma rica bagagem literária, Adelindo Kfoury da Silveira é outro desses historiadores apaixonados que têm dado sua contribuição para que a memória de Itabuna seja preservada.
      Em 1960 lançou a primeira edição de "Itabuna Minha terra", resultado de inúmeras pesquisas e entrevistas com o "pessoal da velha guarda".
      O texto, apaixonado como só um filho da terra sabe fazer, traduz verdades históricas e é um convite para mergulhar no passado. Adelindo tem outros títulos publicados e muitas histórias que devem e precisam ser contadas em livros.
      "Figuras e fatos de Itabuna", única edição de 1967, de Helena Mendes, também faz com que ela se torne muito mais do que uma simples jornalista. Contou e mostrou, com "retratos", trajetórias de grandes personalidades que foram e fizeram história.
      Os acontecimentos narrados fielmente foram por ela presenciados no seu dia-a-dia na comunidade, em décadas passadas. Seu trabalho foi considerado "como um dos melhores em seu gênero aparecido no país", segundo o poeta Telmo Padilha.
      Recordação
      Sergipano da Vila Cristina, nascido em 1885, o autodidata Francisco Benício dos Santos chegou em Itabuna em 1901 e, além de comerciante e fazendeiro, foi também um dos nossos historiadores.
      Sua contribuição a Itabuna e ao povo que ele soube amar está no livro "Aquarela, recordação e auto biografia", em forma de poesia e contos, e no Abrigo Francisco Benício, que funciona ainda hoje.
      Oscar Ribeiro Gonçalves é outro que nos brinda com "O Jequitibá da Taboca", (edição de 1960), "uma obra que é a expressão da boa vontade de fazer reviver a vida do passado na letra da História de Itabuna".
      Ribeiro Gonçalves, "um pesquisador paciente e honesto", segundo o grande admirador Plínio de Almeida (falecido em 1977), acompanhou a história da evolução de Itabuna e foi fiel em suas colocações.
    
Filha historiadora
    
A filha do primeiro advogado desta terra conta sua versão de uma "história viva" itabunense com muitas raízes. A professora Helena Borborema é filha de Lafaeyette de Borborema, o primeiro advogado a fazer carreira nessa terra.
      Ela conta um pouco do passado em "Terras do Sul", uma homenagem a Itabuna quando o município completou 80 anos de emancipação político-administrativa.
      Preocupada em guardar parte da história da sua cidade, ele teve medo de ficar órfã como historiadora. "Que futuro existe para aqueles cujas lições de ontem se perdem? Que presente pode ser entendido, explicado e enriquecido, sem que se conheça o passado?" questiona em "Terras do Sul".
      Os nomes dos que ajudaram a contar a história da Vila de Tabocas em livros não param nestes. Tem Carlos Pereira Filho, que em 1960 lançou "Terras de Itabuna", uma obra que conta histórias do nascimento da vila, a ação dos políticos, até a construção da estrada de ferro.
      Tem ainda o professor Selem Rachid Asmar, com cinco títulos, entre eles "Sociologia da Região Cacaueira", trabalho minucioso que mostra o perfil sócio-cultural e econômico do sul da Bahia; e a também professora Maria Palma Andrade, com pesquisas e estudos geo-econômicos da microregião e a história das praças de Itabuna, em diversos títulos.
      
"Caçulinha"
    
O "caçulinha" entre os livros, "Itabuna Histórias e Estórias", da mais jovem historiadora itabunense, Adriana Dantas, vem se somar a outros títulos.
      É sempre um prazer mergulhar nas páginas do passado dentro de um livro que ela "pariu" depois de cansativas idas e vindas ouvindo, anotando e multiplicando os fatos históricos.
      Existem ainda trabalhos valiosos feitos pelo Centro de Documentação da Uesc nos últimos anos e por apaixonados por Itabuna, como Yolanda Costa, que fez um extenso levantamento sobre os cinemas da cidade.
      Por fim, não seria justo deixar de fora Moacir Garcia de Menezes, uma verdadeira memória cultural viva, que sabe contar como poucos fatos e nomes de personalidades representativas do passado.
      Moacir juntou no livro "Egaz Moniz BarretoTelles e sua numerosa descendência" (que nunca foi lançado) a árvore genealógica completa de seus antepassados, com nomes de desbravadores sergipanos que vieram para ajudar na construção da Vila de Tabocas.
      Moacir tem muitas histórias do passado guardadas na memória e em anotações feitas em folhas soltas.
      Lembramos também de muitos pesquisadores, amadores ou profissionais, que ainda estão por ser descobertos, gente que coleciona nossa história por amor mas nunca revelou suas descobertas.


Fonte: Memoria Grapiúna é um projeto da Fundação Jupará com patrocínio da rádio Morena FM 98.7 e jornal A Região.

Espionagem chinesa grampeou mais de 700 milhões de smartphones -  Luis Dufaur (*)


 Os smartphones enviavam dados pessoais a uma central em Shangai.

Mais de 700 milhões de smartphones foram espionados pela China, sobretudo na América Latina, na Ásia e na própria China, alertou o jornal espanhol “El Mundo”.
Por sua vez, o “The New York Times” denunciou que uma empresa de software chinês estava combinada com fabricantes de smartphones para espionar e enviar SMS secretos para a China.
A responsável pelo software espião é a empresa Shanghai Adups Technology, pertencente ao governo chinês e que trabalha de acordo com empresas como ZTE, Huawei e Blu.
O gancho para atrair as vítimas foi oferecer modelos baratos e até bons demais para serem tão em conta: potência e durabilidade difíceis de acreditar.
A empresa norte-americana Kryptowire fez a descoberta em vários modelos da marca Blu, que enviavam dados dos contatos, histórico das chamadas e outras informações para um servidor em Xangai sem que os usuários soubessem.
O sistema operativo de fábrica já trazia a possibilidade de instalar aplicações de forma remota, enganando o proprietário.
Obviamente a empresa Blu declarou que não sabia nada dessas irregularidades.
E respondeu imediatamente ao “The New York Times”, que tinha atualizado o sistema operacional para identificar e eliminar qualquer software de espionagem.


Enquanto o usuário não desconfia o smartphone chinês viola sua segurança

A Blu acrescentou em seu site oficial que havia rompido todas as relações com a empresa do governo Adups e que melhorará a segurança de seus smartphones.
O grampo de centenas de milhões de telefones no Ocidente – e até na própria China – fornece uma impressionante capacidade de ciberataques, ou formas de “guerra híbrida”, para o momento que Pequim considerar oportuno.
E a China vem se mostrando muito agressiva em relação aos EUA nos últimos semestres, inclusive militarmente.
O governo chinês, que foi tão inescrupuloso no caso dos smartphones, não deixará de tentar novas vias para recuperar o “poder de fogo” para sua guerra da informação.
E ninguém disse que os smartphones chineses baratos foram os únicos “escravizados”...
          ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM


Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


TRUMP REVOGA MEDIDA DE OBAMA SOBRE USO DE BANHEIROS POR
TRANSGÊNEROS: MAIS UMA BOLA DENTRO!

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anulou nesta quarta-feira, 22, uma norma proclamada por seu antecessor, Barack Obama, para que as escolas públicas do país permitissem aos alunos transgêneros usar os banheiros e vestiários que prefiram em função do gênero com o qual se identifiquem.

O procurador-geral, Jeff Sessions, anunciou em comunicado que o governo de Trump tinha decidido suspender a medida porque produzia muita confusão em nível local e não incluía “uma análise legal suficiente” sobre como essa iniciativa era coerente com os poderes que a Constituição outorga ao Executivo.

A orientação do ano passado, emitida pelos Departamentos de Justiça e Educação de Obama, ameaçava retirar fundos federais de escolas que obrigassem os estudantes transgêneros a usar banheiros correspondentes ao gênero assinalado no nascimento contra sua vontade.

Conservadores levantaram a preocupação de que homens ou meninos afirmem ser transgênero para espionar ou assediar mulheres ou meninas em banheiros públicos.

Conforme as novas diretrizes, as escolas públicas podem determinar suas próprias regras sem medo de perder financiamento federal ou uma ação civil do Departamento de Justiça.

Na terça-feira, essa posição foi reiterada pelo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Seus comentários foram criticados imediatamente por defensores legais dos transgêneros, que afirmam que a lei federal e os direitos civis são questões da alçada do governo federal, e não dos Estados.

E não é que Trump continua “imitando”? O “homem laranja” resolveu enfrentar a patrulha organizada pra valer, e isso leva a turma ao desespero. Os totalitários que falam em nome das “minorias”, esses “fascistas do bem”, não vão descansar enquanto cada detalhe de nossas vidas não for controlado de cima para baixo, pela elite dos “ungidos”. Liberdade de escolha? Cada estado decidir, num país em que o federalismo tem tanto valor? Esqueçam isso!

Se a decisão puder ser local, cada escola, condado e estado estarão sob a pressão mais efetiva dos pais, e as chances desse absurdo passar diminuem bastante. Esquerdistas querem controlar tudo lá de cima, de um “governo mundial” de preferência, pois assim os “burocratas sem rosto” detêm todo o poder, e o povo só trabalha, paga as contas e obedece, tendo que ver suas filhinhas dividindo banheiro com homens que “se sentem” mulheres.

A obsessão do esquerdista Obama em agradar as tais “minorias” chegou a um patamar tão ridículo que virou “meme” nas redes sociais, com ele sendo ridicularizado em uma comparação com outro democrata, na época em que o partido ainda não tinha sucumbido ao esquerdismo radical. JFK, católico e anticomunista, defensor de menos impostos, seria considerado um “ultraconservador” por seu próprio partido hoje. E enquanto ele lutou para colocar o homem na Lua, numa batalha contra o comunismo, Obama lutou para colocar o homem no banheiro feminino:
É patético, seu sei, mas é o “legado” de Obama, agora desfeito por Trump, como será no caso do Obamacare e outros avanços estatais na vida dos trabalhadores. Quem ainda não entendeu a força dos “fracos”, a revolução das vítimas em curso, a marcha totalitária das minorias “oprimidas”, a ditadura do politicamente correto, sinceramente: não entendeu porra nenhuma do mundo moderno!

E quem ainda acha que para defender a liberdade individual nesse ambiente basta pregar liberdade econômica e deixar essa guerra cultural, bem mais relevante, de lado, também não entendeu absolutamente nada, ou então não é um liberal de verdade. Desafiar esse poder das “minorias oprimidas” é fundamental para devolver a liberdade aos indivíduos, para preservar a decência e a moral, para resgatar valores que foram massacrados pelos “progressistas”.

Em nome de uma ideologia fajuta, da covardia de uma elite culpada, crianças seriam colocadas em risco por decreto do governo federal. Trump fez muito bem em reverter essa regra esdrúxula e permitir a liberdade de escolha dos próprios estados. Mais uma bola dentro!


Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.




Fonte: 

http://rodrigoconstantino.com/artigos/trump-revoga-medida-de-obama-sobre-uso-de-banheiros-por-transgeneros-mais-uma-bola-dentro/

A VERDADE E A MENTIRA
publicado em artes e ideias por Demétrio M. Rebello

 A verdade algumas vezes não é algo fácil de aceitar, ao mesmo tempo que, não raramente, traz em si uma boa dose de subjetividade e relatividade. Em certas ocasiões ela pode acabar com nossas ilusões, e até vir a ser cruel e desagradável às nossas vidas.

Hans Christian Anderson escreveu uma famosa (e genial) história sobre “as novas roupas do imperador “.
Um sábio alfaiate ofereceu ao monarca uma roupa especial, que apenas pessoas tolas não conseguiriam ver.
Durante a confecção do traje, que na verdade não existia, o imperador pede que seus conselheiros vão com certa regularidade ao alfaiate para ver o caimento da roupa. Os conselheiros sentem-se envergonhados de dizer que não conseguem ver o novo traje e por isso voltam ao palácio sempre elogiando o trabalho do alfaiate.
No dia em que a roupa fica pronta, o imperador decide fazer um desfile pelas ruas da cidade. Os cidadãos locais, como os conselheiros, sentem-se envergonhados de admitir que não conseguem ver as ditas roupas, mas no meio da multidão uma criança aponta o dedo para o monarca e grita: “Vejam, o imperador está nu ”!

A verdade não é, de modo algum, algo fácil de aceitar. Ela acaba com nossas ilusões. A verdade pode ser o que há de mais cruel e desagradável em nosso mundo. Mas uma vez que a pessoa foi confrontada com a verdade, talvez fosse mais adequado aceitá-la e agir de acordo.


Infelizmente muitos, como o imperador, os cidadãos e os conselheiros da história, continuam a negar a verdade que descobriram (ou que lhes foi mostrada). Há muito construído com base em ilusões e falsidades; aceitar a verdade significaria o desmoronar de um castelo.
É custoso demais, do ponto de vista emocional, reconhecer um erro e admitir equívocos de julgamento.

Se perguntarmos à maioria das pessoas, possivelmente quase todas dirão que anseiam pela verdade, e que preferem a verdade sobre a mentira. Elas estão sendo honestas e sinceras ao dizerem isso, mas o problema não está com elas. Está na própria construção do mundo.

Em nosso mundo às vezes é difícil distinguir entre a verdade e a mentira, pois as coisas não raramente estão sujeitas a subjetividades ou interpretações pessoais. Os sábios sabem que a verdade e a mentira são irmãs gêmeas. Muitas vezes as pessoas optam pela mentira sinceramente acreditando que aquela é a verdade, e não por não desejaram a verdade.

Dentro deste contexto, quem somos nós para julgar a verdade e a mentira do outro ? Mal conseguimos distinguir o que é verdade e mentira em nossa própria vida, que dirá na vida vivida pelos valores do outro. De maneira prática podemos colocar a questão assim: será que Dom Quixote era louco ou todo o resto das pessoas o era ?

Uma piada conta que um paciente chegou ao psiquiatra para se tratar. Quando o médico perguntou qual era o problema, o paciente disse que ele via um jacaré embaixo de sua cama. O psiquiatra prontamente receitou um remédio para delírios e pediu que o paciente voltasse em 15 dias.
No dia seguinte, a esposa do doente aparece no consultório do psiquiatra. O médico, espantado ao vê-la, pergunta o que aconteceu, ao que a mulher responde: “meu marido foi comido pelo jacaré que estava debaixo da cama”.

O jacaré era real, e o julgamento do doutor teve consequências desastrosas.

A maioria de nós prefere acreditar no que é conveniente acreditar, no que é interessante acreditar, ou simplesmente no que nos dizem para acreditar. Poucos são os que têm a propensão a perfurar o véu que permite vislumbrar a “verdadeira verdade“, especialmente quando ela pode significar um peso do ponto de vista emocional e psicológico. Mas devemos tentar ser desses poucos.




DEMÉTRIO M. REBELLO
Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador.



Tá tudo muito confuso
Carlos Heitor Cony

Já lembrei, há tempos, o velhinho do Iseb, instituto criado pelo pessoal da esquerda, destinado a combater a Escola Superior de Guerra, que tramava o golpe de 1964, dirigido por Castello Branco e que resultou na deposição de João Goulart e nos 21 anos de ditadura militar. O velhinho ia a todas as reuniões onde os problemas da época (Vietnã, Cuba, reforma agrária, remessa de lucros etc.) eram resolvidos.

Veio gente até de fora, como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Régis Debray e teóricos do mesmo calibre que traziam soluções para impedir que o imperialismo norte-americano tornasse o Brasil uma colônia de Wall Street. Os argumentos eram sérios e levados a sério. Uma noite, da numerosa plateia levantou-se um velhinho e, de dedo no ar, dirigindo-se especialmente para Sartre e Roland Corbisier, declarou com autoridade: "Tá tudo muito confuso, temo que não dê certo".

Soube-se depois que o velhinho morava em Niterói e comparecia e participava de todas as reuniões mas não tomava parte nos debates. Certa noite, depois que os palestrantes resolveram todos os problemas da época, espantou os principais líderes da esquerda internacional.

Suspeito que esse velhinho já tenha morrido, se vivo fosse, certamente diria o mesmo quanto à situação nacional, centrada, sobretudo, na corrupção desvairada e na confusão reinante no Executivo, Legislativo e Judiciário, correndo por fora, com grande estardalhaço, a Polícia Federal e o distante e calorento subúrbio de Bangu.

Na realidade ninguém mais sabe quem governa o país. Além do presidente da República, líderes partidários e candidatos ao poder todos os dias e noites fazem análises e apresentam soluções que salvem o Brasil da malária, da dengue, da falência dos Estados e da situação calamitosa dos presídios nacionais.


Folha de S.Paulo (RJ) / ABL

XEQUE-MATE
Num tabuleiro

As palavras em desordem espalham-se
Como as peças de um obscuro xadrex
De difícil entendimento,
Para um rompimento.
Com a minha visão turva,
E confusa
Tento juntá-las,
Decifrá-las
Através do dicionário do meu coração.
Olho desesperadamente,
E vou percebendo
Que eu não soube jogar
Não soubemos jogar
Amadores: eu e você
Você e eu.
E assim as palavras
Abortadas,
Não ditas e
Sem os esclarecimentos, enterraram-se
E com elas se foram os segredos
Ricos e salvadores de nós dois.
Fui Rainha,
Foste Rei,
O enigmático xadrez que não foi feito para amadores
Fomos amadores.

Dentro de nós,
Criamos um silêncio pertubador
E Longe um do outro
Não compreendemos,
Que em cada um de nós há um mistério,
Um enigma ,
Uma raiva,uma paz,
Uma alegria, uma tristeza,
Uma dor,um bálsamo;
Enfim,um emaranhado de peças,
Um xadrex,
Um xeque-mate.
Na Torre ficamos aprisionados
Separados por grades, vendas e máscaras.
E como Cavalos teimosos,
Não obdecemos aos sentimentos,
Não saimos do lugar,
Atolamos na esperteza maldosa
Dos peões Capitais,
Que conduziram-nos,
Brincando e zombando
Fazendo os amadores amados perderem-se...
E assim, o orgulho,
O mais perverso Capital,
Se apossou
Nos venceu e nos deu um
Xeque-mate!


 AUTORA: Lucrecia Rocha

DOMINGO NA MOOCA

Domingo de manhã. O taxi já estava parado diante da nossa porta. Eu e meus irmãos esperávamos o grito de mamãe: “O taxi taí”! Papai fechava o Estadão e completava a ordem: “Vamo, vamo, vamo”. Eu e meus três irmãos, nos levantávamos do sofá e íamos em fila, para nossos lugares determinados no carro. Mamãe já se ajeitava no banco traseiro com Maristela de um aninho, no colo. Papai, já sentado ao lado do motorista, esperava Márcio (3 anos) ir sentar no seu colo para fechar a porta. Eu (11) esperava Mauro (7) e Toninho (9) entrarem no carro, para me acomodar e fechar a porta traseira. Todos rumo à Mooca!
 
Era o ano de 1954, quando íamos de 15 em 15 dias, visitar nossos avós maternos no sobrado da Rua Almirante Brasil. Sempre era festa o almoço a lá italiana; repleto de comida, risadas e discussões à mesa na sala de jantar. Era uma mesa redonda e enorme, cabiam quase todos, exceto as crianças que comiam em outra mesa menor na cozinha.

Ali, éramos servidos antes dos adultos e, além da comida, recebíamos o carinho das tias Nega, Maria e Rosa, as gêmeas e da caçula Cleide, a que mais fazia festa conosco. Raramente estava ali o tio Tico, que, sempre aos domingos, ia namorar. Vovô Leone esperava todos se sentarem para ocupar seu lugar à mesa. Vovó Filomena mantinha vago o seu lugar, pois não conseguia parar de trazer pratos, travessas, copos e talheres.

Com oito, às vezes nove, italianos à mesa era praticamente impossível não haver discussões, A primeira sempre era para fazer vovó se sentar. Às vezes havia uma disputa entre as mulheres para atender ao choro da nossa irmãzinha. Sempre se brigava por falta de um copo, uma faca ou outro talher esquecido. O que nunca se esquecia era o guardanapo de papai, o único que tinha um.

Depois do almoço as mulheres iam todas à cozinha para lavar e guardar as louças do almoço. Riam muito, brigavam muito e uma sempre encontrava um motivo para choramingar. Vovô subia a escada silencioso e ia tirar um longo cochilo em seu quarto. Papai sentava-se na poltrona e passava a tarde lendo seu jornal. Tia Nega era a única que o interrompia para perguntar coisas sobre o seu novo trabalho bancário. Papai tinha um alto cargo no Banco do Commércio e Indústria, onde trabalhava há 18 anos, desde seus 29.

Eu e meus irmãos íamos brincar ora no quintal atrás da casa, ora no jardinzinho à frente, Só eu e Toninho tínhamos autorização de ultrapassar o portão e ficar na calçada da rua. Geralmente lá aparecia uma vizinha da minha idade e ficávamos conversando. Ela foi batizada com o sobrenome da artista de grande beleza, Gene Eliza Tierney. O sucesso do filme “Laura” no ano que a menina nasceu motivou a mania italiana de dar nome astros do cinema americano aos filhos.

Quando na escola quis contar vantagem de que tinha uma namorada na Mooca, minha turminha duvidando quis saber o nome dela. Quando disse; Tiérne (carregando no “é”) a risada foi geral. Aos 11 anos, nenhum dos meus amigos jamais havia escutado um nome tão estranho. Nenhum deles tinha ouvido falar da famosa atriz de “Laura”, filme com mais de 10 anos. Nem eu.

Mas ao acordar no domingo em que íamos à Mooca, eu já ficava pensando em Tiérne e em nossas conversas infantis. Toninho sempre estava junto, mas ficava quietinho, só ouvindo. Após alguns fins de semana, nossos encontros após o almoço já haviam se tornado habituais.

Porém eu não sabia que isso estava causando certa animosidade da turma da Rua Almirante Brasil. Eram uns seis moleques “oriundi” que nunca permitiram que eu e Toninho jogássemos o futebol de rua com eles, embora  também nunca impedissem de olharmos eles jogando. Até se esmeravam em demonstrar que eram bons jogadores. Nunca os vi com Tiérne, parecia até que eles nem a conheciam. Por isso nunca tive nenhum receio de ficar com ela na frente deles. Tanto assim que foi uma surpresa para mim, descobrir através deles o “espírito da Mooca”. Ali todas as meninas eram de quem morava lá. Qualquer um que viesse “de fora”, era um estrangeiro invasor, em se tratando das meninas do bairro.

Em alguns domingos notava que eles passavam à nossa frente, enquanto conversávamos, hostilizando-nos com cara feia. Só passavam, sem nada dizer, todos olhando diretamente para mim. Nem entendi quando eles passaram a não deixar meu irmão e eu assistirmos sua pelada de rua. Foram hostis, nos ameaçaram: “Que é que vocês querem aqui? Querem apanhar?" Fomos embora sem entender o porquê.

Certo domingo, depois que Tiérne entrou em casa. Os seis “ragazzi”, chegaram devagarinho em nossa direção e nos cercaram até ficarmos com as costas nas grades do jardim. Toninho, prudentemente correu pra dentro de casa. Eu lá fiquei, não por enfretamento, mas achava que como sempre eles só me olhariam feio e iriam embora.

Mas agora parecia diferente. Eles, como bons “mafiosos”, sempre respeitavam a garota, mas naquele momento ela não estava lá. Então começaram a me provocar com desafios me chamando para briga, Não gritavam, mas asperamente diziam seus desafios e cada vez chegavam mais perto de mim. Quando já estavam na distância de um soco e com o punho pronto para socar minha cara, gritei:

- Mãnheeeeeeeeee!

Não ficou um! Fugiram todos. Filhos de mães italianas sabiam que elas já vinham batendo, antes mesmo de saberem o que estava acontecendo. “Mama mia” sumiram da minha vista e minha mãe nem ouviu meu apelo.

Quem saiu de casa foi vovô Leone. Não por ter ouvido meu berro, mas porque estava na hora de ir ao bar da esquina, para tomar sua dose dominical do conhaque de alcatrão e mel São João da Barra. Servido, ele dava um gole “pros Santos”, uma bicota pra mim e sistematicamente dizia:

- Esses espanhóis estão estragando a Mooca.

É que tia Rosa estava namorando um jogador argentino do Juventus, de quem ele não gostava e que vinha em casa todo domingo no final da tarde.

Mateus Cosentino
Sampa – 22.02.2017



MANHÃ DIVINA - João Batista de Paula

A vida que segue. As coisas maravilhosas que acontecem ao amanhecer.
De: João Batista de Paula- Escritor e Jornalista.

Acredito que cada pessoa no amanhecer do dia,  deveria observar, refletir e agradecer as maravilhas que acontecem em sua volta. Manifestar sua gratidão e oração ao Superior Racional pelo  amanhecer ; e agradecer profundamente, dando graças a Deus por vivenciar um novo dia, uma nova oportunidade, uma nova Era, uma nova visão, uma nova vivencia com a natureza e as coisas de Deus.

Acabo de receber, neste instante, a maravilhosa visão ao vivo da vida  que vem de Deus. Da varanda do meu apartamento, deitado na  cama do lar doce lar, vejo toda magnitude da natureza que se renova, que avança, que segue e que encanta o poeta, ou não, que encanta quem acredita em Deus, ou não. Mas o importante é o perfeito visual e a razão  do que vemos e que temos.

É a vida que segue...

Ouço o bem-ti—vi cantar...

Vejo um bando de garças  branca passando da esquerda para a direita...

Vejo um urubu á  nas alturas...

Vejo um bando de periquito jandaia passando da esquerda para a direita..
.
Vejo as andorinhas  voando para a esquerda e para a direita...

Ouço o galo cantar...

Ouso o sabiá cantar...

E nos dias de chuva ouço os sapos coachando...

Nem estou no zoológico,  não.

Estou deitado na suíte do apartamento. E ainda acompanhando atentamente pelas câmaras  eletrônicas, o movimento dos meus animais dentro de casa ; e a entrada e a saída de gente e carros  na garagem, onde a câmara foca nosso carro, que nos conduz confortavelmente no dia-a-dia para nossos encontros e realizações.


E vejo os pombos chegando...

Vejo as cães  e ouço seus latidos...

Vejo os cães na área...

Vejo rolinhas no fio da elétrico  e, às vezes, na árvore que fica na esquina da rua.

Vejo lindos gatinhos...

Vejo as luzes dos postes da rua acesas...

Vejo os carros passando para o lado de cá e para o lado de lá
...
Vejo o estudante  esperando a carona para ir a escola...

E o motoqueiro passando.

Um bom dia!

Um lindo dia!

Um amanhecer agradável!

Um amanhecer fresco...

E os pássaros a cantar...

Gente a caminhar...

Ônibus a passar...

E assim a vida se renovando...

E vejo aquelas “rumas” de antenas parabólicas nos prédios e blocos do conjunto habitacional, nada renovador! Mas, ao fundo, vejo a serra baixa. Posso contemplar o céu, as nuvens em suas  variadas formas, o sol que começa a brilhar muito mais.

Vejo a torre da igreja Santa Rita de Cássia...

Vejo o poste gigante que ilumina o estádio  de futebol nos dias de jogos.

E vejo os tanques azul  de água para o povo pegar nos dias de seca...

É uma realidade tal como ela é, para alguns pintura de um painel vivo das coisas de Deus; e para outros é um incomodo: o latido do cachorro, o miado do gato, o barulho dos carros e motos, a zoada dos periquitos; e o grito da empregada chamando a patroa para abrir o portão.

Adoro o cantar do Bem-ti-vi que insiste e persiste no seu cantar...
Ah! Quase  esqueci das formigas voadoras. Lembrando do ditado popular que diz: “ Formigas quando querem se perder, criam asas”.

Eu, por exemplo, acho tudo maravilhoso e dou graças a Deus pelos meus ouvidos, pelo meus olhos, funcionarem muito bem. Meu ser  poder ver e ouvir, contemplar e agradecer pelas maravilhas de um novo amanhecer, um novo dia, que chove para todos, que brilha para todos, que muitos ao final do dia omitem o bem, a verdade e o belo.

Somente os mortos, na mansão dos mortos, não podem sentir emoção nenhuma e nem agradecer o novo amanhecer, o café da manhã, o banho, a cama, mesa e a família.

É  vida que segue.

Louvemos.

Estamos vivos. Fui...

Fui assistir a missa pela TV Rede Vida.

MORREU MARIA PREÁ!

Eis uma expressão muito popular em todo o Nordeste, sobretudo aqui no Ceará, mas poucos sabem a sua verdadeira origem. Existem explicações fantasiosas para o adágio mas até hoje a que mais me convenceu foi a versão fornecida pelo saudoso Marcos Belmino, o “Ponhonhón” que foi meu diretor na extinta TV Manchete, onde fazíamos um programa apresentado pelo Ênio Carlos.
Contava o Belmino que em certa cidadezinha do interior cearense, ali pros lados da Região Jaguaribana, havia um virtuoso sacerdote que acabou caindo em tentação devido os atributos generosos de uma viúva chamada Maria Preá. O romance era mantido sigilosamente até o dia em que o xereta do sacristão os flagrou em pleno delito, num dos cômodos da Casa Paroquial. Chantagista por natureza, o inescrupuloso auxiliar do vigário passou a atormentá-lo a partir desse dia, usando como arma o seu cabeludo segredo. Por qualquer coisa o ganancioso sacristão exigia dinheiro do vigário, ameaçando dar com a língua nos dentes a respeito da Maria Preá.
Um certo dia, o padre resolveu ir à igreja em horário pouco habitual, logo após o meio-dia, procurar um objeto que havia esquecido na sacristia. Geralmente ele aproveitava o começo da tarde para uma merecida sesta, coisa que era do conhecimento do sacristão.
Ao entrar na sacristia qual não foi o seu espanto ao constatar que o seu auxiliar estava profanando aquele recinto sagrado, no maior chamego com um garotão. Diante da cena patética, vendo o dito cujo de quatro, sendo enrabado pelo outro, um lampejo de alegria brilhou na cabeça do vigário que, abrindo os braços de felicidade exclamou:
- A partir de hoje, ‘morreu’ Maria Preá!
O sacristão, é lógico, deu-se por vencido e a situação só não se inverteu porque o padre não era vingativo nem afeito a chantagens.

Confira o texto completo dessa postagem no JORNAL DA BESTA FUBANA, coluna MALA DA COBRA: http://www.luizberto.com/coluna/mala-da-cobra-arievaldo-vianna

PS. Por sugestão do amigo e parceiro Ronaldo Cavalcante, que forneceu o refrão, transformamos essa história na letra de uma música (o velho e bom duplo-sentido) que será musicada em breve. Confiram:


O bom Monsenhor Martins
Vigário de Caroá
Tinha um xamego secreto
Um passatempo discreto
De lascar as alpercata
Com uma fogosa beata
Chamada MARIA PREÁ...

Em vereda de preá
Tatu caminha dentro?
Cuidado que a fofoca
Está comendo no centro.

O sacristão descobriu
E logo tirou vantagem
Pois vivia ameaçando
Grana do padre tomando
Na maior cara de pau
Agia como um lalau
Só na base da chantagem.

Em vereda de preá
Tatu caminha dentro?
Cuidado que a fofoca
Está comendo no centro.


Um dia a coisa mudou
De uma maneira tola
Pois o padre um certo dia
Chegando na sacristia
Viu o dito sacristão
Nos braços de um garotão
Dando uma de baitola.

Em vereda de preá
Tatu caminha dentro?
Cuidado que a fofoca
Está comendo no centro.
 
O vigário admirado
Perguntou o que é que há?
Que cena mais indecente
Na igreja é deprimente
Valei-me Nossa Senhora
Saiba que a partir de agora
MORREU MARIA PREÁ!!!

Em vereda de preá
Tatu caminha dentro?
Cuidado que a fofoca
Está comendo no centro.


Fonte: BLOG ACORDA CORDEL


Regal papel ... Emma Watson vai jogar idealista princesa Kelsea Glynn na Rainha dos filmes Tearling. Fotografia: Jason Kempin / Getty Images

A estrela de Harry Potter, Emma Watson, está voltando ao cinema de fantasia após se inscrever para interpretar a liderança da saga "Game of Thrones-style", Queen of the Tearling, relata a Variety .

Watson interpretará a princesa idealista de 19 anos Kelsea Glynn, criada por Erika Johansen depois que o autor ouviu um discurso de 2007 por um pré-presidencial Barack Obama. Johansen assinou um contrato de sete livros em fevereiro eo primeiro romance da série está previsto para o próximo ano. É definido três séculos depois de uma catástrofe ambiental, quando uma reina malévola Red reina sobre o reino do Tearling. Glynn deve derrotar o monarca para recuperar a coroa de sua mãe falecida, e os editores compararam o tom da série com o de George RR Martin A saga Song of Ice e Fire , que está sendo adaptado pela rede dos EUA HBO como Game of Thrones .

A Warner Bros, que supervisionou os filmes de Harry Potter, adquiriu direitos de filmes para toda a série de livros. Watson se reunirá com David Heyman, que também produziu a saga Potter. O ator britânico apareceu recentemente no drama adolescente The Perks of Being um Wallflower e tem um papel de apoio em Sofia Coppola muito exagerado The Bling Ring . Ela pode ser vista interpretando uma versão de si mesma na comédia sombria This Is the End , o filme humorístico de apocalipse de Seth Rogen e Evan Goldberg, que é lançado nos cinemas dos EUA em 14 de junho e chega ao Reino Unido no final do mês. Watson também interpretará a filha adotiva de Noah, Ila, no próximo épico bíblico de Darren Aronofsky.

Resumo:

Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono - mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear - uma joia de imenso poder -, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.
The Guardian: Emma Watson crowned Queen of the Tearling in new fantasy franchise

Fonte: SUMA DE LETRAS


Site literário ou obituário?
R. Santana

           
Algum desavisado, pelo título, poderá antecipar: “Oxente, não é sua academia?” De chofre, responder-lhe-ia: “Já foi amigo, hoje, é de alguns condestáveis, que o silêncio é sua dialética, ademais, não critico a instituição em si, a instituição é perene, porém, seus membros são pobres mortais com defeitos e qualidades, mas que alguns pecam em enxergar em si, excelências e, defeitos nos outros, ou seja, Deus pra si e Diabo para os que não lhes dizem amém sempre”.
Google
            No ano que findou, depois que fui informado que haveria eleição na academia, escrevi: “Bom senso na ALITA”, quando ressaltei a necessidade de renovação em sua administração e tracei, mais ou menos, o perfil de um novo presidente para a instituição: um presidente agregador, competente e desenvolto na comunidade itabunense.
            Mas, estimado leitor, voltemos ao título: “Site literário ou obituário?”, permita-me antes, com devida vênia, perguntar-lhe: “Já acessou o site da ALITA?”, se me responder que “sim”, vai concordar com esse título, pois ali, afora alguns textos e informações de lançamento de livro do pessoal da corriola, os demais espaços registram as mortes recentes e não recentes de personagens ilustres da comunidade itabunense ou além mar de Ilhéus; se me responder que “não”,  peço-lhe que o acesse e irá constatar que nosso argumento não é gratuito, não é de “inimigo” ou, de pessoa ressentida por admoestação e alijada do grupo, mas de pessoa que gostaria de ver a academia sair da pasmaceira que se encontra.
            Entendo e pratico no meu diário online, que o registro do passamento das pessoas que contribuíram para nossa terra que já foi do cacau, é condição sine qua non, porém, deve ser uma informação passageira, não duradoura, quase definitiva.  Acho um desvio de finalidade de um site acadêmico ou qualquer veículo de informação e de conhecimento.
            Embora de saudosa memória, me “arrepio” quando abro (há um mês) o site da ALITA e lá encontro a imagem da professora Litza Câmara, vem à mente, suas aulas no Colégio Firmino Alves ou quando me empurrava, a contragosto, goela adentro, as teorias didáticas de Nerici e genéticas de Lauro de Oliveira na Faculdade de Filosofia. É justa sua homenagem, assim como de Ramon Vane, José Adervan, e, tantos outros, porém, não condiz com a finalidade de um site de literatura, cujo objetivo maior, é propiciar aos seus leitores, informações literárias, científicas, a indicação de bons livros, bons contos, boas crônicas, bons poemas, de autores regionais e do país.
             Certamente, essa linha editorial mórbida não é da acadêmica Raquel Rocha, é notória sua competência na área de comunicação, todavia, ela possui prerrogativas limitadas, isto é, ela reina, mas não governa... Sei quanto é difícil lidar com personalidades autossuficientes, pseudo-democráticas, egocêntricas e “estrelas”.
            Esta semana, um estimado confrade, telefonou-me e avisou que haveria reunião (não sou convidado há um ano), naquele dia, na ALITA, que a presidente estava lhe responsabilizando pelo meu comportamento difícil. Respondi-lhe que sou de trato fácil, amigo, solidário, fiel, todavia, não gosto que me subestime, porque de energúmeno, de jeca, só tenho a aparência e o jeito de andar. Contudo, não denigro ninguém, não sou néscio para fazer ataques pessoais, eu expresso o meu descontentamento de ideias, não sou repositório da verdade, mas acredito que a verdade surge no contraditório, na boa discussão, não acredito no “magister dixt et dixt”.  
            A ciência surgiu da observação de Francis Bacon, do susto de Isaac Newton (a maçã caiu em sua cabeça e descobriu a Lei da Gravidade), da maiêutica de Sócrates, da curiosidade de Einstein, de Fermi, de Darwin, de tantos outros gênios da humanidade. A ciência assim como a literatura e a arte, evoluem pelo descontentamento, pela mudança, não pelo “status quo” permanente, não pela resistência ao novo e medo de mudança. Ideias centralizadoras, resquícios autoritários, nunca contribuíram para o desenvolvimento da humanidade.
            Entrei na ALITA, graças ao espírito generoso de Dr. Marcos Bandeira (não nos conhecíamos, ele conhecia as bobagens que eu produzia e lhe enviava por e-mail e mais 5000 amigos virtuais). Não fui movido pelo desejo de “imortalidade”, mas fui movido pelo desejo de fazer parte do “nous aristotélico”, isto é, estar entre as inteligências mais reconhecidas da cidade. Todos nós somos mortais. A obra consistente, inspirada e diferente, permanecerá. Não é qualquer “obrinha” que ficará para posteridade, mas a obra diferente, o resto, irá pra o lixo da História.  Não importa se o sujeito pertence a mais de uma academia de letras, de ciências, de artes, de Jurídicas, se pertence a clubes de poetas, de escritores, etc., importa, se ele não é um mero reprodutor de temas esgotados, de ideias conhecidas e ultrapassadas, mesmo que seja erudito e membro de muitas confrarias.

            Sartre, Graciliano Ramos e Mário Quintana, não se notabilizaram como acadêmicos, este último, depois de tanto concorrer para ABL e ser rejeitado, brincou: “...eles passarão, eu, passarinho...” Não me satisfaz ser membro de uma academia, se o preço for balançar a cabeça como lagartixa, entretanto, honra-me pertencer ao mundo dos “imortais” se o meu pensamento for livre, independente, limitado, apenas, por princípios éticos e morais.
              Enfim, estimado leitor, que conhece o site da ALITA e o compromisso daquele que não a conhece, conhecê-la: "Site literário ou obituário?..." 




Rilvan Batista de Santana, Itabuna, 18.02.2017
Licença: Creative Commons. 


BARROSO QUE VÁ DEFENDER LEGALIZAÇÃO DA COCAÍNA FORA DO STF!

Um ministro da mais alta corte do país deveria ser bastante discreto, manifestar-se somente pelas decisões por escrito, muito raramente conceder entrevistas, e, acima de tudo, prezar pela sua função de guardião da Constituição. A divisão de poderes é essencial para a democracia desde Montesquieu. O poder executivo existe para executar e administrar, o legislativo para legislar e o judiciário para fazer cumprir as leis.

Mas o Brasil tem visto uma grande suruba entre os poderes, com cada um tentando se meter no papel do outro. Principalmente o poder judiciário, em seu mais alto grau, tentando legislar, como nos casos de aborto, casamento gay e outros temas delicados. Não é sua função, e quando o STF banca o Congresso, sabemos que a democracia corre sérios riscos. Quem julga tais avanços de poder com base em cada decisão em si, aplaudindo quando de acordo com suas crenças e condenando quando contrária, ignora o “big picture” e não tem noção do perigo.

Esse ativismo do STF tem aumentado à medida em que o Congresso vive uma crise de credibilidade, e também por conta de uma composição cada vez mais “progressista”, com quase todo ele montado por indicações de Lula e Dilma, ou seja, do PT. A visão de mundo petista não dá a mínima para a divisão de poderes ou para valores republicanos que pretendem preservar as instituições de estado. Governo, partido e estado são a mesma coisa para os petistas.

Luís Barroso talvez seja o mais “progressista” dos ministros vermelhos. E quando ele prega, numa entrevista, a legalização das drogas, inclusive da cocaína, está ultrapassando e muito o limite de seu cargo. Alguns socialistas e libertários podem vibrar, por acharem que todas as drogas devem mesmo ser legalizadas. Mas esse não é o ponto-chave aqui. Essa gente erra o alvo. Não cabe a um ministro do STF dar pitaco sobre esse assunto. É temerário! É indecente! Não é parte de suas atribuições, simples assim. Eis o que Barroso disse:

A primeira etapa, ao meu ver, deve ser a descriminalização da maconha. Mas não é descriminalizar o consumo pessoal, é mais profundo do que isso. A gente deve legalizar a maconha. Produção, distribuição e consumo. Tratar como se trata o cigarro, uma atividade comercial. Ou seja: paga imposto, tem regulação, não pode fazer publicidade, tem contrapropaganda, tem controle. Isso quebra o poder do tráfico. Porque o que dá poder ao tráfico é a ilegalidade. E, se der certo com a maconha, aí eu acho que deve passar para a cocaína e quebrar o tráfico mesmo.

O site “Implicante” escreveu um pequeno texto argumentando que, se há espaço para um ministro que defende a legalização da cocaína no STF, então também há espaço para um que defenda a família. Refere-se a Ives Gandra Filho, cotado para assumir a vaga de Teori Zavascki. Ives é da Opus Dei, conservador, assumidamente a favor da família tradicional. A reação da esquerda à sugestão de seu nome foi de horror. Fizeram um escarcéu, ficaram em polvorosa, chocados com o “retrocesso” dessa possibilidade: um cristão ortodoxo no Supremo? Onde já se viu?!

“Se pode haver um membro do STF falando em legalização da cocaína, precisa haver um que analise a situação do ponto de vista do drama familiar, cujo o vício em drogas tantas vezes a consome do início ao fim. É assim que o jogo funciona”, conclui o texto. Mas não está totalmente correto isso. A visão pessoal de cada um não deveria ser o único fator levado em conta, ou sequer o mais relevante. Note-se que Ives é totalmente a favor da flexibilização das leis trabalhistas anacrônicas e fascistas que temos, mas no Tribunal do Trabalho ele precisa julgar… de acordo com a lei vigente!

Um juiz não está lá para legislar, repito, mas sim para fazer cumprir as leis. Um conceito básico para republicanos, e ultrapassado para “progressistas”. Neil Gorsuch, indicado para o lugar de Antonin Scalia para a Suprema Corte por Trump, disse com clareza que um juiz que gosta de todas as decisões que toma não é um bom juiz. Exatamente. Mas Barroso não é capaz de compreender algo tão básico do direito. É um ativista disposto a vestir o chapéu de deputado. Um absurdo!

Reinaldo Azevedo foi preciso em sua análise, concluindo que caberia até o impeachment do ministro:
É isto mesmo: acho que ele tem de ser impichado. E por quê?

Porque ele não se conforma com o seu papel de magistrado. Nota-se o seu desconforto com os limites que lhe são impostos pela Constituição. Barroso, a gente percebe, quer ser legislador, tem aspirações a Rasputin do Executivo; vende suas idiossincrasias e heterodoxias como se fossem um novo umbral do pensamento. Confessadamente — basta ler o que escreveu sobre novo constitucionalismo, entende que o papel de um magistrado é fazer justiça com a própria toga, mandando pra tonga da milonga do cabuletê os códigos que temos.
[…]

É claro que não cabe a um ministro do Supremo dar-se a essas especulações. Que renuncie à toga e vá disputar eleição, ora essa. Mas não o fará. Barroso quer precisamente isto: ser um ministro do Supremo, estar protegido por uma quase intocabilidade e, dentro do aparelho de estado, atuar para minar as suas bases.

[…]

“Impeachment porque ele quer legalizar as drogas, Reinaldo?” Não. Essa defesa destrambelhada e burra que fez só expõe a sua natureza. Ele tem de ser impichado é por seu solene desprezo ao Congresso, já verificado muitas vezes. Ele tem de ser impichado porque parece entender que seu papel no Supremo é rasgar os diplomas legais que não estão a seu gosto.

Está certo, nesse caso, Reinaldo Azevedo, de quem tenho discordado em outras questões recentemente. E notem que ele apresentou os argumentos pelos quais discorda totalmente do conteúdo em si da entrevista de Barroso, ou seja, da legalização das drogas (leves ou pesadas). Mas não vou entrar nessa questão aqui, pois não é o foco. Eu poderia ser a favor da legalização até do crack, mas isso não faria com que eu aplaudisse um ministro do STF defendendo tal bandeira por aí. É errado. É perigoso. É anti-republicano. Impeachment nele! - Rodrigo Constantino.




SOBRE / RODRIGO CONSTANTINO
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.


Fonte: 

http://rodrigoconstantino.com/artigos/barroso-que-va-defender-legalizacao-da-cocaina-fora-do-stf/?utm_medium=feed&utm_source=feedpress.me&utm_campaign=Feed%3A+rconstantino

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