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Diário Literário Online

OBRIGADO DEUS PELO DIA DE HOJE

Agradeço pela o amor à vida, pela família e pelos bens que conquistei - João Batista de Paula- Escritor e Jornalista.

A gratidão que manifestamos a Deus; aos nossos familiares, amigos, amigas, empresários, políticos e autoridades e a sociedade em que vivemos, nos torna amáveis e grandiosos, porque ninguém é cem por cento inútil que não tenha algo a agradecer e a realizar.

Neste sentido, vamos agradecer pelo dom da vida; por viver bem, pela saúde, por estar vivo e feliz, agradecer pela vida a dois ou por viver nossa individualidade sem ofender a ninguém.

Vamos agradecer sempre, porque um coração agradecido se liga a Deus; e o coração queixoso, cheio de lamúria e rancor se liga a Satanás. Eu acredito...

Devemos agradecer ao superior racional por existirmos... Agradecer e viver bem, promover a boa vizinhança, promover a paz e o amor universal.

Agradecer pela beleza da vida, a beleza dos pensamentos, a beleza de poder sorrir, cantar, admirar, amar, edificar, notar e anotar, cantar, emocionar, viver e multiplicar o bem que gera felicidade.

Obrigado Deus pelo dia de Hoje! E durante o decorrer deste dia glorioso, grandioso, maravilhoso, festivo, grato e cheio de realizações, jamais possamos omitir o bem e nem deixar de estender as nossas mãos – as mãos da gloria - para quem precisa de nós, precisa do nosso amor, precisa de nosso apoio, precisa de nossa ajuda, precisa de nossa palavra amiga, precisa de nossa generosidade

Que o dia de hoje seja prova de nosso amor, teu amor por Deus, pela vida e pelas ações que você faz e as historias que conta.

Não feche as portas do seu coração...
Não omita o bem...
Nem o abraço fraternal.
Nem o abraço da paz...
Nem omitir o carinho...
Nem omitir a doação...
Nem omitir o perdão...
Nem omitir a generosidade...
Nem a verdade...
Nem a sinceridade...
Nem o belo...
Nem beleza de Deus...

Obrigado Deus pelo dia de hoje!

Dia de ação de graça. Dia para vivenciar o amor, a bondade e a gratidão. Dia para amar. Dia para celebra a vida, para louvar, agradecer, planejar e plantar obras duradouras e de virtudes.Dia para fazer nossas afirmações positivas por uma vida mais feliz. Dia de juntar os corpos, as mentes, os pensamentos, os bens materiais e espirituais

Obrigado pelo sol.
Obrigado pela sombra.
Obrigado pela saúde do corpo e da alma.
Obrigado pela sabedoria.
Obrigado pelas boas amizades.
Obrigado pelo dia feliz, longe da doença, pobreza e do conflito.
Obrigado pelo amor divino.
Obrigado pelas flores.

Obrigado pelos espinhos do mal! Sim, obrigado. Porque tolo é aquele que não sabe o que fazer com um pau de espinhos.

Obrigado pelo presente da vida.
Obrigado pela luz.
Obrigado pelo sal.
Obrigado pelo sabor das coisas.
Obrigado pelo lar doce lar.
Obrigado pela família sagrada.
Obrigado pelo direito de ir e vir.
Obrigado pelos sonhos sem pesadelos.
Obrigado pelos objetivos, focos e metas.
Obrigado pelo servir espontâneo.
Obrigado pela luta e a competitividade natural da vida.

Que neste dia tão lindo e glorioso, que eu possa ser útil, servir, ser participativo e ativo nas ações de interesse da coletividade.

Que eu não gere e nem proporcione nenhum sofrimento as pessoas que me acercam.

Que eu respeite a liberdade das outras pessoas...

Que eu deixe de lado o egoísmo e a maldade..

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Que eu não guarde em meu coração e nem na minha mente o rancor, o ódio, o ressentimento, a ira e o desejo de vingança.

Que eu tenha sabedoria para caminhar ao lado de pessoas boas, maravilhosas, bondosas e que sejam pessoas do bem. Que eu seja cada vez melhor e tenha um elevado nível cultural.

Seja uma pessoa maravilhosa: única, importante, exemplar, amiga, leal, sincera, benigna e de um coração do tamanho do coração de Deus. Seja um filho e uma filha, amados de Deus, com o amor altruísta e amplo.

Que eu tenha uma visão da vida, além daquilo que os nossos olhos vêem. Uma visão da cultura materialista e da cultura Espiritualista.

Obrigado por este dia!
Obrigado pelo bom exemplo!
Obrigado pela feliz oportunidade de poder hastear a bandeira rósea do amor.

Obrigado Deus pelo dia de hoje!


No final da tarde, no final do dia, quero agradecer muito mais pelos encantos, pela razão, pela emoção de poder ter praticado e realizado o amor e o bem maior. E pedir permissão para vivenciar o dia de amanhã, outra vez, com todo amor e gratidão.

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AFINAL, O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?
publicado em sociedade por Carolina Vila Nova
Inteligência emocional permite a moldagem do caráter através do tempo. Dá ao ser humano que a detém o aperfeiçoamento de si mesmo perante a vida.
Antigamente as pessoas consideradas inteligentes eram aquelas com boa capacidade de raciocínio e memória. Tempo em que a inteligência matemática se sobressaía. Depois veio o conceito de Inteligência Emocional.
De maneira bem simples e prática, gostaria de citar algumas diferenças entre a “velha” inteligência e a inteligência emocional.
Se antigamente uma pessoa que fazia cálculos com facilidade era considerada inteligente, hoje se considera de melhor inteligência aquele que possui domínio de suas próprias emoções.
Tanto na vida pessoal quanto na profissional, na maioria dos casos, vale mais uma inteligência emocional aguçada do que um elevado nível de QI. Mas qual a diferença na prática?
Alguém com elevado QI pode ter mais capacidade de aprender e armazenar conhecimento como matemática, física, história, biologia e tanto mais. Enquanto que uma pessoa com inteligência emocional, possui melhor domínio de suas emoções no dia-a-dia, trazendo bem-estar a si mesmo e aos que os rodeiam.
Numa briga no ambiente de trabalho, onde todos participam e incitam o caos, aquele com inteligência emocional se difere, pacificando a situação. O que domina suas emoções não sente necessidade de se aparecer como superior aos demais, procura ajudar ao invés de puxar o tapete.
Quem possui inteligência emocional elevada trabalha a si mesmo em busca de constante evolução, foge da mesmice e da pequenez de baixos valores. Numa rede de fofoca, costuma ser o que rompe com a mesma. Num caso de intriga, busca a justiça.
Inteligência emocional permite a moldagem do caráter através do tempo. Dá ao ser humano que a detém o aperfeiçoamento de si mesmo perante a vida.
Dentre o conhecimento de inúmeros livros, números e fórmulas, para se viver bem, vale mais quem se torna vários de si mesmo e percebe a si próprio de diferentes pontos de vista. Quem tem o dom de se ver com clareza, também ao outro enxerga, na posse da chamada empatia e compaixão.
Num mundo onde diversas sociedades se entrelaçam num choque cultural, religioso e tantos outros, mais vale um culto pacificador e de excelente convívio, do que aquele que domina os números.
É claro que ambos são importantes e necessários. Mas no fim, uma vida feliz se faz mais com o coração do que com o cérebro.
No dia-a-dia, acabamos por querer conviver com quem nos entende e não com quem nos tenta explicar a vida através de seus conhecimentos individuais. A inteligência emocional une, agrega, multiplica aquilo do que mais necessitamos: o conhecimento da própria vida.
Não é à toa que nos dias de hoje, as empresas, por vezes, valorizam mais a inteligência emocional do que a inteligência lógica. Viver em sociedade tem sido cada vez mais difícil. O mundo precisa de seres humanos que se entendam, mais do que simplesmente daqueles que algo entendem.
Vale lembrar que tanto uma inteligência quanto a outra pode ser praticada e desenvolvida. Uns terão mais facilidade, outros menos. Mas como tudo na vida, o que vale é o querer e o esforço. Se não foi de nascença, se corre atrás! E isso também é a tal da inteligência emocional.
Mais informações, pesquise:
- Inteligência Emocional – Daniel Goleman
- Inteligências Múltiplas - Howard Gardner

 
CAROLINA VILA NOVA
Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.



Meu irmão Wilson - Waly de Oliveira Lima

Dos três irmãos, Wilson, Waly e Wilde assim mesmo com W, nomes de outras latitudes, mas nós todos tabaréus, sertanejos nascidos em Conquista – dos três irmãos, o Wilson não fez curso universitário. No ano do vestibular trocou a Faculdade de Medicina pelo casamento. Em vez de Hipócrates, de carne e osso, Cupido, de asas e flecha.

E fez bem. Virou roceiro e, depois, logo depois, Tabelião de Notas em Itabuna.

Criatura recatada, modesta, mais para ouvir do que para falar.

Nunca fez um discurso como seus irmãos, que ele gostava de escutar, e, às vezes, aconselhá-los.

Jamais escreveu um poema, uma crônica, embora houvesse sido pela vida afora, um grande ledor, apreciador das boas obras, íntimo de muitos saberes da vida, que transmitia aos irmãos, em horas de aperto.

Não lhe aponto um gesto notável na sua vida, gesto capaz de marcá-lo, ressaltando-o, em algum momento singular, de seus concidadãos.

Porém, a sua bondade e sabedoria sempre foram continuadas, em silêncio. A sua voz, mansa, permanentemente para servir.

Somados gestos de bondade, frequentes, para amparar a parentes e amigos, conhecidos e desconhecidos, nesta Itabuna que ele elegeu sua pátria, terra de seus filhos e netos, tenda do seu bem querer e do seu bem servir, armada ali, na Travessa dos Artistas, sede do tabelionato do primeiro ofício, de absoluta honradez, respeitada e respeitosa, Wilson se transforma num rio de amor, sabedoria, dignidade, modéstia e prestimosidade.

Os irmãos doutores diziam sempre ao irmão tabelião de notas, nos momentos de congraçamento familiar, a ele que a todos amparou e protegeu: “você não precisou cursar a universidade para conquistar o saber, os dons invejáveis da verdadeira sabedoria. Já nasceu mestre, sobretudo na arte difícil de bem conviver, no dom de ser prestimoso”.

Wilson era assim. Sendo muito e tendo pouco. E assim ele nos deixou caladamente, numa noite triste.

Junto com Wilde, vi pela última vez o irmão Wilson, ele já no caixão, nos lábios um sorriso meio escabreado, de quem não gostava de incomodar, como se estivesse pedindo desculpas pelo estorvo de nossa viagem apressada, em tormentosa madrugada, para um até breve.

Em novo encontro que teremos, o irmão Wilson muito vai nos contar de tudo que já souber daquele outro lado, onde deve estar, agora, fazendo tudo para ajudar os outros.


Fonte: CRÔNICA AVULSA




Waly de Oliveira Lima
Da Antologia ITABUNA, CHÃO DE MINHAS RAÍZES  Seleção, Prefácio e Notas de Cyro de Mattos

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Hipocrisia mundial
Carlos Heitor Cony

Com o ataque dos EUA à Síria, gregos e troianos, torcedores do Corinthians e do Flamengo, homossexuais e heterossexuais, chefes de Estado, a totalidade da mídia da esquerda ou da direita, está condenando os mísseis que Donald Trump jogou em cima dos defensores da cruel ditadura de Bashar al-Assad.

É um caso de hipocrisia mundial. Toda e qualquer guerra merece o repúdio da sociedade.

No início de tudo, os homens e as nações usavam pedras, que eram muitas. E o arco e a flecha, que constituíam as armas tecnologicamente mais sofisticadas. Se houve progresso da humanidade para destruir os inimigos, as armas químicas se tornaram a besta negra de qualquer combate.

Falei em hipocrisia mundial, que considera o arsenal químico como o ponto mais alto da bestialidade humana. No entanto, desde que os chineses inventaram a pólvora e Alfred Nobel inventou a dinamite, o uso de armas químicas predominaram entre os mais estranhos conflitos mundiais e locais.

Os nossos índios, depois de se assanharem com as velas portuguesas, que não dispunham de uma tecnologia avançada, ficaram perplexos diante de Caramuru, que deu alguns tiros de espingarda rudimentar, destruindo os índios armados de arco e flecha. Daí em diante não se pode mais falar em armas químicas para destruir os inimigos circunstanciais ou permanentes.

A bomba atômica é um produto químico. Depois de Hiroshima e Nagasaki pode até acabar com a humanidade, riscando o planeta Terra da Via Láctea, da qual somos o baixo clero do universo. Países quase insignificantes da noite para o dia podem nos reduzir a esqueletos mumificados.

Queiramos ou não, a decisão de Donald Trump reabre dramaticamente uma guerra fria pior do que a anterior. Sobrarão alguns edifícios que se tornarão os sarcófagos de todos nós.


Fonte: Folha de São Paulo (RJ) / ABL


A BORDO DO PEDRO II - Francisco Benício dos Santos
Foto: Google

O sol batendo em cheio sobre a vidraça da minha cabine dá-me o bom dia:
- Levanta-te preguiçoso.
Lembrei-me de meu pai.
Saudades... sempre as saudades apertando-me o coração, estrangulando-me a alma.
Passamos frente a Vitória.
A costa Sul ostenta-se eriçada de picos azuis, como se misteriosa fada a tivesse bordado à renda.
Belo, muito belo! Maravilhoso espetáculo.
Aviões passam velozes sobre o navio, como se fossem gigantescos albatrozes...
Atrás... ficaram as raias da Bahia.
Radiógrafo:
“Castro para Cel. Márcio”.
Saudades, lembranças, abraços. Isauro.
Dra. Nísia – Embaixada /acadêmica – Bordo Bagé – Viagem América.
Saudades muitas saudades abraços. Isauro.
O sol lançando labaredas de fogo brune a superfície marinha de tonalidades viláceas.
E os picos azulinos eretos para o céu de turquesa límpido, puríssimo, sem uma nuvem que lhe empane a beleza e a poesia.
O farol de São Mateus salta ainda lampejos fracos por entre a névoa da mataria costeira.
Os picos vão se sucedendo, eriçados e pontiagudos com a característica das costas sulinas.
Volto ao tombadilho e leio:
“Viagem pelo Pacífico” e vou ficando acamaradado com as cidades e particularidades desta região.
As moças:
- Francamente, estamos intrigadas com o senhor e com o seu mutismo.
- Não dança, não joga, não conversa. Precisamos traze-lo ao nosso convívio.
- Certamente que o farei com prazer e muito gosto, mas, é que me falecem os requisitos exigidos para uma convivência tão gentil e cativante; não danço, não jogo, não canto...
- Haveremos de ensinar-lhe tudo isto  e algo mais importante.
- Terei imenso prazer e serei discípulo atento.
Por enquanto leio apenas, depois, depois...
Desce a noite.
A lua surge do mar, redonda, vermelha, lançando sobre o negror das águas atlânticas réstias prateadas de uma luz macia e baça.
Ao sul, o cruzeiro estende os braços e piscam e piscam...
A via láctea ponteia o céu de focos de luz e, como uma esteira de prata, branqueia os espaços sidéreos.
Vênus e Marte surgem irmanadas, emparelhadas, ofuscadas e trêmulas com a claridade da lua que vai tomando conta do céu, escorraçando todos os planetas, constelações e estrelas, ficando solitária, iluminando a Terra, a sua companheira de jornada pelo infinito.
Um vento frio e gostoso passa sibilante e mansinho, fazendo correr um frescor agradável pelo corpo.
O jazz está na sala estrangulando o espaço e perturbando a quietude da natureza com a brutalidade de sua música canalha.
Bandos de corpos enlaçados passam bamboleando aos remelexos do samba e aos rufos do pandeiro malandro.
Bebedores e jogadores de pôquer estragam o organismo e as bolsas bebendo, jogando.
Eu cismo: admiro a beleza do céu e a inconstância do mar e o brilho da via láctea que como um pálio aberto cintila.  Francisco Benício dos Santos.

Fonte:
(AQUARELAS E RECORDAÇÕES Capítulo XXII)

Ai de ti, Brasil
Araldo Jabor


Ai de ti, Brasil, eu te mandei o sinal, e não recebeste. Eu te avisei e me ignoraste, displicente e conivente com teus malfeitos e erros. Ai de ti, eu te analisei com fervor romântico durante os últimos 20 anos, e riste de mim. Ai de ti, Brasil! Eu já vejo os sinais de tua perdição nos albores de uma tragédia anunciada para o presente do século XXI, que não terá mais futuro. Ai de ti, Brasil – já vejo também as sarças de fogo onde queimarás para sempre! Ai de ti, Brasil, que não fizeste reforma alguma e que deixaste os corruptos usarem a democracia para destruí-la. Malditos os laranjas e as firmas sem porta.
Foto: Google
Ai de ti, Miami, para onde fogem os ladrões que nadam em vossas piscinas em forma de vagina e corcoveiam em “jet skis”, gargalhando de impunidade. Malditas as bermudas cor-de-rosa, barrigas arrogantes e carrões que valem o preço de uma escola. Maldita a cabeleira do Renan, os olhos cobiçosos de Cunha, malditos vós que ostentais cabelos acaju, gravatas de bolinhas e jaquetões cobertos de teflon, onde nada cola. Por que rezais em vossos templos, fariseus de Brasília? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados???

Ai de vós, celebridades cafajestes, que viveis como se estivésseis na Corte de Luís XIV, entre bolsas Chanel, gargantilhas de pérola, tapetes de zebra e elefantes de prata. Portais em vosso peito diamantes em que se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis. Ai de vós, pois os miseráveis se desentocarão, e seus trapos vão brilhar mais que vossos Rolex de ouro. Ai de ti, cascata de camarões!

Tu não viste o sinal, Brasil. Estás perdido e cego no meio da iniquidade dos partidos que te assolam e que contemplas com medo e tolerância? Cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras, e deste risadas ébrias e vãs no seio do Planalto. Ai de vós, intelectuais, porque tudo sabeis e nada denunciais, por medo ou vaidade. Ai de vós, acadêmicos que quereis manter a miséria “in vitro” para legitimar vossas teorias. Ai de vós, “bolivarianos” de galinheiro, que financiais países escrotos com juros baixos, mesmo sem grana para financiar reformas estruturais aqui dentro. Ai de ti, Brasil, porque os que se diziam a favor da moralidade desmancham hoje as tuas instituições, diante de nossos olhos impotentes. Ai de ti, que toleraste uma velha esquerda travestida de moderna. Malditos sejais, radicais de cervejaria, de enfermaria e de estrebaria – os bêbados, os loucos e os burros –, que vos queixais do país e tomais vossos chopinhos com “boa consciência”. Ai de vós, “amantes do povo” – malditos os que usam esse falso “amor” para justificar suas apropriações indébitas e seus desfalques “revolucionários”.

Ai de vós, que dizeis que nada vistes e nada sabeis, com os crimes explodindo em vossas caras.

Ai de ti, que ignoraste meus sinais de perigo e só agora descobriste que há cartéis de empresas que predam o dinheiro público, com a conivência do próprio poder. Malditas sejam as empresas-fantasma em terrenos baldios, que fazem viadutos no ar, pontes para o nada, esgotos a céu aberto e rapinam os mínimos picuás dos miseráveis.

Malditos os fundos de pensão intocáveis e intocados, com bilhões perdidos na Bolsa, de propósito, para ocultar seus esbulhos e defraudações. Malditos também empresários das sombras. Malditos também os que acham que, quanto pior, melhor.

A grande punição está a caminho. Ai de ti, Brasil, pois acreditaste no narcisismo deslumbrado de um demagogo que renegou tudo que falava antes, que destruiu a herança bendita que recebeu e que se esconde nas crises, para voltar um dia como “pai da pátria”. Maldito esse homem nefasto, que te fez andar de marcha à ré.

Ai de ti Brasil, porque sempre te achaste à beira do abismo ou que tua vaca fora para o brejo. Esse pessimismo endêmico é uma armadilha em que caíste e que te paralisa, como disse alguém: és um país “com anestesia, mas sem cirurgia”.

Ai de vós, advogados do diabo que conseguis liminares em chicanas que liberam criminosos ricos e apodrecem pobres pretos na boca do boi de nossas prisões. Maldita seja a crapulosa legislação que vos protege há quatro séculos. Malditos os compradiços juízes, repulsivos desembargadores, vendilhões de sentenças para proteger sórdidos interesses políticos. Malditos sejam os que levam dólares nas meias e nas cuecas e mais ainda aqueles que levam os dólares para as Bahamas.
Ai de vós! A ira de Deus não vai tardar...

Sei que não adianta vos amaldiçoar, pois nunca mudareis a não ser pela morte, guerra ou catástrofe social que pode estar mais perto do que pensais. Mas, mesmo assim, vos amaldiçoo.

Ai de ti, Brasil!

Já vejo as torres brancas de Brasília apontando sobre o mar de lama que inundará o Cerrado. Já vejo São Paulo invadida pelas periferias, que cobrarão pedágio sobre vossas Mercedes. Escondidos atrás de cercas elétricas ou fugindo para Paris, vereis então o que fizestes com o país, com vossa persistente falta de vergonha. Malditos sejais, ó mentirosos, vigaristas, intrujões, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente. Ai de ti, Brasil, o dia final se aproxima.

Se vossos canalhas prevalecerem, virá a hidra de sete cabeças e dez chifres em cada cabeça e voltará o dragão da Inflação. E a prostituta do Atraso virá montada nele, segurando uma taça cheia de abominações. E ela estará bêbada com o sangue dos pobres, e em sua testa estará escrito: “Mãe de todas as meretrizes e mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país”. Ai de ti, Brasil! Canta tua última canção na boquinha da garrafa.


OBAMA RECEBERÁ $400 MIL POR UMA ÚNICA PALESTRA A BANQUEIROS DE WALL STREET

Em apenas alguns minutos de fala – e se Obama é bom em alguma coisa, é justamente no uso da palavra – o ex-presidente americano vai embolsar mais do que recebia num ano inteiro de intenso trabalho na Casa Branca (quando não estava jogando golfe ou fechando negócios camaradas com o regime opressor iraniano, claro). De acordo com a Fox Business Report, Obama ganhará $400 mil por uma única palestra em setembro. E o pagador é justamente a turma que costumava ser criticada pelo então presidente: banqueiros de Wall Street.
Foto: Publicação
O democrata, rei da retórica, será o principal palestrante num almoço organizado por Cantor Fitzgerald LP, um banco de investimento de porte médio em Nova York. O time de Obama ainda não confirmou sua presença, e o anfitrião está finalizando detalhes para divulgar a agenda, mas as fontes alegam que o contrato já foi assinado. Será a primeira palestra paga de Obama após deixar o comando da nação.

Muitos já especulavam que o ex-presidente entraria com força no mercado de palestras, mas não estavam certos de qual seria seu cachê médio. Se o valor de $400 mil for confirmado, Obama estará cobrando aproximadamente o dobro do que Bill Clinton costumava receber após sair do governo. E os Clinton, não custa lembrar, são denunciados por manterem uma fundação com laços suspeitos com bilionários interessados no acesso ao Salão Oval.

A escolha do evento, caso confirmada, também coloca Obama em situação delicada em relação aos seus discursos enquanto presidente. Wall Street sempre mereceu críticas do então presidente, por sua ambição desmedida, sua ganância. Pelo visto, cobrar $400 mil de banqueiros por alguns minutos de retórica não é ambição desmedida, tampouco ganância. Deve ser, na cabeça de Obama e demais esquerdistas, um dos atos mais nobres e altruístas do planeta.

Para não variar, a esquerda fala uma coisa e faz outra. Wall Street, não custa lembrar, financiou muito mais a campanha de Hillary Clinton do que a de Trump. O bilionário especulador George Soros é o queridinho das esquerdas no mundo todo, ou ao menos seu bolso generoso para suas causas. A ganância e a desigualdade são sempre atacadas, mas da boca para fora. A única ganância ruim, pelo visto, é a dos outros, a daqueles que não pagam exorbitantes cachês para democratas ou não financiam suas campanhas.

Numa entrevista em 2009 ao programa “60 Minutes”, Obama foi categórico: “Eu não disputei o cargo para ficar ajudando um bando de banqueiros gatos gordos de Wall Street”. Talvez não, apesar de esses banqueiros não terem do que reclamar do governo Obama, que criou uma burocracia interminável com a Dodd-Frank que representou enorme barreira à entrada de novos concorrentes. Mas certamente os banqueiros gordos gostam de Obama a ponto de ajudá-lo dessa forma.

E olha que o ex-presidente nem precisa! Já é um multimilionário, e só com a editora Penguin Randon House, ele e sua mulher Michelle teriam negociado montantes acima de $65 milhões para um livro de memórias. Mas nada disso é visto como um problema para os “igualitários progressistas”. A riqueza só passa a incomodar mesmo quando pertence a algum republicano qualquer, prova de sua insensibilidade e mesquinhez diante de um mundo tão desigual. Como é doce a vida da esquerda caviar!

Rodrigo Constantino
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.


8 Maneiras de Usar a Cebola como Remédio

A cebola é um ingrediente básico de uma variedade de pratos de todo o mundo. No entanto, ela também oferece benefícios para a saúde que a maioria das pessoas não conhece. Suas qualidades medicinais foram reconhecidas por séculos e ela tem sido usada por seus poderes de cura em várias culturas e civilizações. Se você ainda não conhece os poderes de cura da humilde cebola, vai se surpreender!

A cebola como parte de sua dieta. Existem muitas boas razões para incluir a cebola na sua dieta. Estudos sobre o seu valor nutricional concluíram que elas são eficazes em:

​Reduzir sua suscetibilidade ao câncer de cólon;
​Reduzir sua suscetibilidade ao câncer de próstata;
​Reduzir sua suscetibilidade ao câncer de estômago;
​Melhorar seu humor e qualidade de sono;
Proporcionar mais resistência e estrutura à sua pele e ao cabelo.
As cebolas podem ser incorporadas a uma ampla variedade de pratos, por isso é fácil incluí-las no seu plano de dieta semanal — consumi-las apenas duas ou três vezes por semana já pode fazer uma grande diferença.

No entanto, incluí-las em sua dieta não é a única maneira de usar as cebolas para melhorar a sua saúde. Elas têm diversas propriedades medicinais que podem ser utilizadas para combater várias doenças.

Que propriedades da cebola a tornam um remédio tão eficaz?

Cebolas contêm um composto chamado quercetina, que tem fortes propriedades antibacterianas e a capacidade de combater toxinas. É um poderoso anti-histamínico, anti-inflamatório e pode diminuir os níveis de colesterol. A concentração mais densa de quercetina é encontrada nos anéis exteriores, mais próximos da casca, bem como na parte da cebola que está mais próxima da raiz. Essa substância é tanto na cebola roxa como na brancas e ambas podem ser usadas para fazer esses remédios naturais.

1. Cebolas podem curar cortes

As cebolas são eficazes no tratamento de cortes rasos na pele. Se você se cortar, coloque uma fatia de cebola na área lesada imediatamente. A cebola crua irá prevenir a infecção e limpar a ferida. Em seguida, pegue um pedaço da casca da cebola e coloque-a sobre a ferida, selando-a com esparadrapo. Você vai ver que o sangramento parará rapidamente e a ferida ficará limpa. Se você tem um arranhão ou corte de maior extensão (mas não profundo), utilize gaze e esparadrapo para segurar um pedaço de cebola por cima dele. Você pode manter a cebola na ferida por tanto tempo quanto necessário, apenas certifique-se de trocar a gaze regularmente.

Nota importante: Cortes podem ser sérios e perigosos, principalmente quando infeccionados. Se o corte for profundo, estanque o sangue com gaze estéril ou um pano bem limpo e vá ao pronto-socorro. A sugestão acima serve apenas para pequenos cortes não profundos, e quando não há à sua volta um kit de primeiros socorros ou os produtos médicos adequados para a esterilização do ferimento.​

2. Cebolas podem diminuir a febre

Usar a Cebola como Remédio. Embora possa parecer estranho, colocar uma cebola junto com batatas em uma meia é um meio surpreendentemente eficaz de baixar a temperatura quando você está com uma febre alta!

Fatie algumas batatas e corte uma cebola ao meio. Coloque uma metade da cebola com algumas fatias de batata em uma meia, e a outra metade com mais fatias de batata na outra meia. Em seguida, vista as meias, certificando-se que os vegetais estão pressionados contra a sola dos seus pés. Você vai ver que a sua temperatura diminuirá em um tempo relativamente curto.

3. Cebolas podem curar dor de ouvido e ajudar a remover cera

As propriedades anti-inflamatórias da cebola fazem dela um poderoso combatente à dor de ouvido, que também pode ser usado para amolecer a cera, tornando-a mais fácil de remover. Se você está sofrendo de dor de ouvido, pique uma cebola, pegue a parte interna (a seção dura, no "coração" da cebola) e coloque-a em seu ouvido (com cuidado, sem empurrar para dentro!). Você terá melhores resultados se fizer isso pouco antes de dormir. Se você sofre de acúmulo excessivo de cera com frequência, pode fazer isso regularmente.



4. Cebolas podem combater resfriados

Usar a Cebola como Remédio. Um dos usos mais antigos e reconhecidos da cebola é no combate ao resfriado. Se você sente que está prestes a ficar doente (coriza, dor de garganta etc.), coma uma cebola! Ela é mais eficaz quando comida crua e você deve tentar comer uma inteira (se preferir, use a cebola roxa, que é mais suave e saborosa, misturando-a em uma salada). Outra opção é ferver a cebola e usá-la junto com gengibre e mel para fazer um chá. Isso irá aumentar suas defesas e ajudá-lo a combater o resfriado antes que ele te derrube.

5. Cebolas podem aliviar queimaduras

As cebolas são incrivelmente eficazes no alívio de pequenas queimaduras leves e a receita não poderia ser mais simples. Se você se queimou na cozinha, pegue meia cebola e aplique-a diretamente sobre a ferida. Segure-a no lugar por alguns minutos e a dor começará a diminuir rapidamente.

Para um alívio ainda mais eficaz, misture duas ou três claras de ovo em uma tigela e use-as para cobrir a área afetada após usar a cebola. Mantenha a mistura no local usando uma gaze e as claras formarão uma película protetora que irá acelerar a sua recuperação.

Nota importante: Assim como os cortes, queimaduras podem ser sérias quando intensas ou infeccionadas. Se a queimadura for extensa ou causar bolhas, coloque o ferimento sobre água fria corrente e vá ao pronto-socorro imediatamente. A sugestão acima serve apenas para pequenas queimaduras leves, como as que ocorrem quando, por exemplo, encostamos sem querer em uma panela quente, e quando não há à sua volta um kit de primeiros socorros com os produtos médicos adequados.

6. Cebolas podem aliviar a tosse
O uso da cebola como um remédio eficaz e barato para a tosse é outra prática que existe há séculos. Ela é melhor utilizada junto a alguns outros ingredientes básicos e há diversas coisas que você pode tentar.

Primeiramente, descasque uma cebola e corte-a em fatias grandes. Coloque as fatias em camadas em um frasco de vidro com tampa e jogue açúcar mascavo por cima. Feche a tampa, deixe descansar por pelo menos seis horas e você verá que um xarope irá formar no frasco. Tome uma colher desse xarope com tanta frequência quanto necessário. O açúcar mascavo melhora o sabor e a mistura resultante não tem um gosto muito ruim. Refaça o xarope a cada dois dias, substituindo a mistura antiga por uma nova.

Se você quer uma alternativa, despeje mel sobre a cebola cortada em vez do açúcar mascavo (você pode também usar ambos) e adicione uma pitada de alho ralado para aumentar ainda mais a sua eficácia. Se os sintomas persistirem ou a tosse piorar, consulte um médico!

7. Cebolas podem tratar a irritação nos olhos
Sim, você leu corretamente. Todos os conhecemos a maior característica da cebola: a sua capacidade de nos fazer chorar — e é justamente essa propriedade que faz dela um eficaz remédio para curar a coceira e irritação nos olhos! Se você sente que tem alguma sujeira ou cisco nos olhos, basta cortar uma cebola e deixar a natureza seguir seu curso! Chorando, você vai limpar os olhos e eliminar a causa da irritação. Cuidado para não tocar no olho depois de cortar a cebola e, se o problema persistir, procure um médico especialista.

8. Cebolas podem aliviar picadas de insetos

É aqui que as propriedades anti-histamínicas da cebola vêm a calhar. Se você foi picado por uma abelha ou vespa, aplicar um pouco de cebola ralada diretamente sobre a pele pode ser extremamente benéfico para o alívio da dor.

O anti-histamínico irá impedir uma reação alérgica, ao passo que as qualidades anti-inflamatórias da cebola irão reduzir qualquer inchaço associado. Mantenha a cebola no lugar até que a dor tenha diminuído usando uma gaze, que você deve substituir regularmente.


As informações e sugestões contidas neste site são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.

POLÍTICA E MISÉRIA

E por falar com um amigo sobre o fim do Coronelismo, acabamos nos aprofundando nesse assunto maçante de donos do poder, populismo, miséria  e ideologia. Concordávamos que era preciso priorizar o combate à miséria da parcela do povo que vive em situação de pobreza crônica, sofrendo e passando fome. Concordamos também que era preciso acabar com os “robins hoods invertidos”, que roubam dos pobres e os falsos “antônios conselheiros”, esses novos coronéis demagogos que trazem migalhas aos necessitados e enganosas promessas de fartura, criando esperanças e o sonho de viver com um mínimo de dignidade.
 
Após alguns argumentos e contra-argumentos, percebi que estávamos mantendo uma interminável discussão, concordando com a doença diagnosticada, mas discordando da profilaxia de tratamento. Esse tipo de porfia deixa de lado o fato causador da discussão, para cair no lamaçal da abstração. É deixar de lado a solução prática do problema, para cair na tentação de teoriza-lo através da imposição de ideologia.

Percebendo isso, parei o rumo da conversa com a citação de uma entrevista que li no jornal. O repórter perguntou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Professor, por que o PSDB se opõe tão fortemente ao PT, se ideologicamente os dois partidos são tão semelhantes"? Respondeu FHC: “Não brigamos por ideologias, mas pelo poder”. A resposta é surpreendente, mas correta. Se o objetivo é o poder, nem importa a ideologia. Em geral os políticos objetivam o poder, enquanto, para eles, o povo carente é apenas o tema de um discurso demagógico para atingir suas metas eleitoreiras.

Eis aí a essência da “demagogia do poder”: A fragilidade e carência econômica do povo sempre foram estimuladas pelos donos do poder, através de um canto de sereia, com promessas de acabar com a escassez da parcela miserável de uma população que não tem nem condições básicas de sobrevivência familiar. Pois, ante a miséria, apenas as necessidades primárias ocupam suas mentes. Apenas importa a premência de trazer para casa o “pão de cada dia”. Como há de ter aí alguma prioridade, a ideologia, a ética ou a moral?

Claro que é preciso eliminar a ignorância, educar e instruir o povo para dar valor a essas necessidades abstratas não básicas e identificar a bandidagem de colarinho branco para acabar com ela. Mas como preocupar-se com isso, quando é preciso usar todos os esforços para manter cheias as barrigas miseráveis e verminosas da família? Como educar quem não tem o quê comer?

O Brasil é um país pobre. Conforme dados de 2015, cerca de metade da população (46%), ou seja, 95.000.000 de pessoas têm uma renda familiar de até CR$1.356,00. Isso equivale a 22.500.000 de famílias, com um máximo de CR$ 321,00 para cada membro do domicílio. E mesmo com 84% da população vivendo em zonas urbanas o grau de escolaridade é tão baixo que 75% da população mal sabe ler. Isso significa que mais de 150.000.000 de brasileiros são analfabetos funcionais.

Estes números demonstram que combater a miséria não é apenas um ato de compaixão. Deixam claro também que dar oportunidades a essa parcela carente da população é uma necessidade econômica. Essa metade de brasileiros consome entre 3% e 10% do que se produz no mercado Portanto, instrução, emprego e melhores condições de vida não são lutas de quem “gosta de pobre” e nem de quem tem uma “ideologia esquerdista”. A eliminação da miséria é a única via para transformar o nosso Brasil em uma nação desenvolvida e livre da carga da ignorância e dos desvalidos.

Mas em meio às classes mais abastadas da elite e da classe média, muito atrapalham as atitudes de ódio aos menos favorecidos. Por medo ou ignorância, essas minorias confundem a necessidade de acabar com a pobreza, com a pretensão de acabar com os pobres. 

Aliás, foi este tipo de atitude que me estarreceu e motivou a concluir este artigo. Fiquei horrorizado ao deparar em um blog com o seguinte texto:

“Sou classe média alta e ganho CR$ 8.000,00 e odeio os pobres que ganham Salário Mínimo e acham que estão podendo. Confesso que tenho muito ódio e raiva dessa gente pobre ridícula que não tem onde cair morto e adora comprar as coisas no crediário das casas Bahia, curte assistir Ratinho, Sônia Abraão, perdem tempo vendo BBB e frequentam o Pastor Valdomiro. Tenho nojo dessa gente porca que come churrasco grego na rua e arrota caviar”!

Surpreso, quis pesquisar quanta gente pensa assim. Evidentemente não obtive essa quantificação. Muitos pensam, mas não confessam. Temia que tais posturas fossem predominantes “na elite reacionária paulista”, mas o preconceito é mais abrangente, é nacional. Tanto é assim que na busca de “quem odeia os pobres" encontrei um artigo no Site Pragmatismo Político, que reporta algumas posturas preconceituosas publicadas por “dondocas” cariocas. E, após elas, o site conclui:

“O que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Esses privilegiados têm horror em imaginar encontrar o filho do motorista estudando na mesma faculdade que o dele, ou encontrar sua manicure fazendo compras naquela que era a sua loja preferida. (...) Não muda nunca a ideia de ‘apartheid’ social que enche os olhos da classe média alta brasileira, incomodada em ter de respirar o mesmo ar, dividindo-o com segmentos miseráveis e marginais da população”.

O ódio social ou político demonstram a ignorância daqueles que têm medo, não têm argumentos e nem razão.

Mateus Cosentino

Sampa  – 26/04/2017


NÃO QUERER SER PROFESSOR É UMA QUESTÃO DE “EGO”
publicado em sociedade por Paula Peregrina

“[...] a educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum.” - Hannah Arendt (Entre o passado e o futuro)

Professor - Sociedade dos poetas mortos.jpg

Em uma sociedade que manifesta um crescente pavor do conhecimento, nada mais natural do que a proporcional desvalorização da profissão responsável (ou que, ao menos, deveria ser) pela multiplicação desse ente pernicioso! Assim, também, nada mais natural que em uma sociedade que rechaça o saber, a estupidez seja adorada – é uma consequência lógica, basicamente matemática. E como um sintoma dessa “sofiofobia”, ser professor tornou-se sinônimo de fracasso, de falta de opção, da “via mais fácil”, embora nada de fácil tenha nesta profissão.
Ser professor, na verdade, tem muitas formas de ser, assim como em outras profissões: do geral ao específico, ser um professor de filosofia não é como ser um professor de arte, ser um professor de alfabetização não é como ser um professor de microbiologia. No entanto, poucos consideram essas singularidades do saber e do fazer quando se trata de educação. É certo, apenas, que é preciso desconfiar dos professores, esses frustrados que querem corromper a raça humana!
Sem pretender tomar um exemplo como generalização, acho particularmente curioso o caso das artes. Ouço muito dizer (muito mesmo!), que o professor de artes é sempre um artista frustrado. Pois, analisando os fatos, muitos dos grandes artistas (isso falando apenas em termos do passado), dos mais marcantes foram, de alguma forma ou literalmente, professores, mestres... então, de onde é que vem essa fala afinal? Não sei. Mas desconfio que vem dessas máximas que são criadas para deteriorar algo que ameaça, alguma vingança mesquinha, algo dessa natureza que, então, pela repetição, se naturalizou, mas o sentido nunca houve para dizer que se perdeu.
De um modo geral, escuta-se muito ainda da desvalorização econômica desses profissionais que, por vezes, causa a impressão de que são os profissionais mais miseráveis do mundo no que se refere aos salários. Novamente, os fatos contradizem o discurso. Realmente, vivemos em um tempo, que como a maioria dos outros tempos, talvez todos os tempos, desvaloriza a maior parte das profissões e dos profissionais a não ser por exceção das posições privilegiadas. Pesquisem sobre os salários mais comuns para graduados em direito, psicologia, comunicação e outras profissões que não são tão “mal vistas” – que podem, pelos mais ingênuos, até mesmo serem consideradas prestigiadas –, e verão que a diferença não é tão grande.
Pior, se fizermos uma média honesta entre o tempo de trabalho, os salários, férias e outras questões, em muitos casos, o professor sairá com a melhor. Lugares privilegiados também existem para professores (pasmem!), com graus de dificuldade semelhantes às demais profissões – tudo uma questão de suportar uma árdua carreira acadêmica, por exemplo. Também o professor sairá com a melhor quando se trata da oferta e da procura, já que não é possível que uma sociedade civilizada funcione sem esse famigerado profissional e, apesar de tudo, ainda somos uma civilização. Por fim, há muitos formados em outras áreas que se renderam à prática na educação, sim, por falta de opção, infelizmente.
E se há realmente um problema no que diz respeito ao professor, esse problema está justamente nisso: o de que tenha se tornado uma profissão tão receptiva para os que não têm outra opção, mas também não têm a menor intenção em levar a sério a missão de introduzir e mediar o caminho de outros indivíduos nos universos do saber. Há muitos dos que sequer sabem lidar com pessoas e a formação, tantas vezes sucateada, não ajuda muito nisso. É que somos uma civilização que ainda precisa de professores, mas não queremos que eles sejam “professores demais”. Isso iria atrapalhar o esquema.
Afinal, se as pessoas entendessem bem de oratória, não se enganariam tão facilmente com discursos persuasivos, mas intelectualmente desonestos. Se elas entendessem bem de estratégias de marketing, não seriam tão facilmente convencidas a consumir o que não precisam e, por vezes, o que não querem. Se fossem capazes de se autoconhecer, o que seriam dos livros de autoajuda, dos coachings, das fábricas de chocolates? É que queremos ser civilização, mas não queremos ser civilização demais.
E nesse contexto em que se joga peteca com a educação, dizer-se professor não é motivo de orgulho ou de elogios fáceis. Não se ouve dizer do melhor “mestre” fulano ou ciclano, como de um jogador de futebol ou de uma celebridade qualquer. Não se chama um professor com grau de doutorado de doutor como se chama de doutor um advogado ou um médico (sem grau de doutorado). No máximo, tem-se reconhecimento como intelectual, o que não necessariamente significa ser um professor “foda”, porque a prática de ensinar e a produção de conhecimento através da escrita são coisas completamente diferentes, embora, devessem ser, em algum nível, indissociáveis.
Daí, faz tempo que ser professor não se trata, quase nunca, de uma questão de desejo, de gosto ou, se quiser assim chamar, “vocação”. Porque, na verdade, já não se escolhe muito as profissões conforme a inclinação, mas conforme o prestígio social que elas poderão oferecer. Apesar da ilusão dos salários, não são eles que ditam as regras, caso contrário, vários cursos que se encontram lotados estariam esvaziados. É o prestígio mesmo: uma questão de ego. Nenhuma família faz festa quando o filho passa em uma licenciatura, em pedagogia ou afins, como fazem festa para um que passou no direito, na medicina, na engenharia. Não importa que alguma dessas áreas possam estar saturadas em sem perspectivas realistas de construção de carreira, não importa que ele vá ser um péssimo profissional porque não quer nem um pouco aquilo. Importa o orgulho, a vaidade, poder encher a boca para dizer que o filhote passou em tal curso “superconcorrido”. É realmente preocupante que as escolhas profissionais estejam sendo realizadas de forma tão irracional... o resultado está por todos os lados, para quem quiser ver.
Quanto ao professor e o seu destino cruel, aos que querem defender a profissão, encontram seus méritos, suas delícias, seus reconhecimentos. Travam suas batalhas como tantos mais. Ignoram esse discurso cheio de vazios. Sabem bem que melhor ensina quem também sabe fazer bem e não tem nada de “frustrado” nisso. Frustrados existem em todas as áreas, inclusive nas não profissionais. Olha o “amor”, problema de todos os tempos, fábrica de frustrados em atacado. Mas não se tem tanto demérito no dizer estar apaixonado quanto se tem no dizer ser professor.
E aos que aceitam o desafio, ainda acumulam funções. Porque professor mesmo está sempre experimentando, fazendo paralelo, pesquisando, inventando. Há professores de várias profissões, há professores de vários modos de ser professor. Um profissional multifuncional, que exige a mais sofisticada tecnologia ser-humana. Mas é tanta a difamação acerca desse ser, que começaram até a inventar outros nomes para “disfarçar” tamanha necessidade desses sujeitos que ameaçam tanto quanto a inteligência artificial: instrutor, monitor, treinador, oficineiro e por aí vai. Deveria haver uma diferença clara entre essas áreas de atuação e a atuação de um professor, mas veja as propostas carregando essas novas nomenclaturas e compare. As fronteiras movediças canibais da indistinção engolem cada vez mais as diferenças da prática em boa parte dos casos. Muda-se o nome, muda-se a percepção. Sabemos disso. Se amanhã todos começam a te chamar por um nome diferente do seu, sua identidade será ameaçada e, com a sua desestabilização, tantas outras disfunções emocionais virão.
Em tempos de egos fragilíssimos, importante mesmo é fazer isso: desintegrar, denigrir, sujar, abalar a imagem dessa figura de “poder” que já ocupou lugares sociais bastante privilegiados. Há quem pense que tais mudanças são consequência de uma libertação. Mais ingenuidade para o nosso acervo, que desmoralizar uma “figura de poder”, que continua a ocupar um “lugar de poder” é libertação. Porque, sim, o professor continua a ocupar um lugar de poder, dentro de uma instituição de poder, mas tão desmoralizado, que é fácil a partir da sua figura instaurar ideologias que não são proferidas por ele, culpas que não são suas, mas que se utilizam de sua imagem enquanto intermediário. Ele pode até não ter “poder”, mas é um instrumento de. Um bode expiatório poderoso!
Para escapar dessa lógica perversa seria necessário amar muito a profissão, dominá-la, compreendê-la o suficiente para dançar tango com ela. Mas, uma vez tão desmoralizada, poucos egos se arriscam sequer a considerar que gostariam de ser professores. Vão apenas no último caso. Vão sem preparo, vão sem querer, sem abertura. Não possuem empatia com aqueles outros que estão ali “dependentes” de sua atuação, entram na sala de aula como se entrassem em um ringue. Os bodes expiatórios perfeitos. E os aprendizes, ensinados de antemão a desvalorizar a figura do professor, a desconfiar dela – não de forma crítica, mas de forma dogmática –, a acreditar que a informação basta, isso somado a todos os hormônios e tragédias cotidianas que todos passam, aguardam dopados de adrenalina o soar do primeiro round.
Mas não há produção ou multiplicação de conhecimento sem amor, sem empatia, sem respeito. A vitória não está com nenhum desses lutadores ocupando lugares aparentemente desiguais: está com aqueles que querem perpetuar a estupidez. Está com aqueles que querem controlar o saber, permitindo apenas uma quantia aceitável de conhecimento esparramado como lubrificante da máquina social, mas que, de um modo geral, gozam dos benefícios da ignorância. Enquanto a educação mantém-se funcionando como um ringue de luta e o professor é o “lutador” em quem ninguém aposta, não querer ser professor é uma questão de ego. Ninguém quer ser projetado como perdedor. E nisso, embora não apenas por isso, seguimos diariamente perdendo nossas batalhas... seguimos juntos para o fundo do poço. Ao menos nisso, estamos irremediavelmente unidos.

 


PAULA PEREGRINA
Estrangeira de todos os lugares, estrangeira de mim. Porque o estranhamento revela sutilezas que a familiaridade ignora...



PREFEITO DE ITABUNA QUER FAZER VEREADORES PREJUDICAR PROFESSORES

Fernando Gomes não quer saber de professor com salário maior que varredores de ruas em Itabuna. O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM), fez no início do ano, a Câmara Municipal aprovar a criação de cargos CCE, com salários de R$ 11 mil e CCE 2, com salário de R$ 10 mil, sem especificar suas funções e considerar o fato do município está submetido a uma crise financeira, com a arrecadação caindo e tal "cabide de emprego" ir na contramão da difícil situação de pré-falência em que o prefeito disse ter encontrado a prefeitura. Mas há um adágio, afirmando que "a corda sempre quebra do lado dos mais fracos" e o prefeito resolveu reduzir despesas reduzindo em 65% as gratificações dos professores com funções de direção. A justificativa é que a redução é necessária sob pena de inviabilizar investimentos como reajustes, formação continuada, reformas e merenda. Ora bolas, não seria mais justo e ético, parar de desperdiçar o dinheiro público, com salários de marajás, para parentes e aderentes inúteis aos interesses do povo itabunense? Ainda não data determinada, para este projeto prejudicial aos professores, ser votado pelos vereadores. Entretanto, já é possível indagar, se haverá algum vereador com subserviência e disposição para votar a favor de um projeto tão prejudicial aos professores e a educação de Itabuna. Aqui também cabe outra pergunta: O que é melhor para a sociedade itabunense, a prefeitura valorizar e aumentar os salários dos professores, ou criar cargos com salários de R$ 11 mil e R$ 10 mil, sem especificar suas funções, para parentes e aderentes? Quero crer que o bom senso prevalecerá e nenhum dos atuais 21 vereadores se submeterá à condição de "virilhador", que é referente a quem está pendurado no saco do prefeito.

Blog do Val Cabral

Fonte: http://valcabral.blogspot.com.br/

Você já viu um jardim mais bonito que o de Monet? Seu jardim florido e a lagoa de lírios eram a principal fonte de inspiração para o artista famoso. Monet se apaixonou por Giverny, perto de Paris, quando viu a cidade em uma viagem de trem. Ele finalmente decidiu se instalar aqui em 1883 e por 43 anos o artista chamou este lindo lugar de casa.




A melhor época para visitar os jardins é de abril a outubro. Mas para ver o jardim em toda a sua glória você deve ir em julho, quando as flores estão em plena floração. Caminhe ao longo dos pequenos caminhos alinhados com canteiros de flores, e aprecie as cores e cheiros surpreendentes.  Arcos de ferro também marcam o centro do jardim. A bela casa de Claude Monet



Cores variadas transformam esse lugar no paraíso...


Monet nunca se interessou por um jardim bem cuidado. Ele sempre preferiu que suas flores e uma grande variedade de cores crescessem e se misturassem livremente.

 O cheiro de lavanda é prevalente em todos os jardins.


Os lírios na água são talvez seja a parte mais marcante do jardim.





Julho e Agosto é a época de temporada dos lírios na água em Giverny - por isso certifique-se de verificar essas questões antes da sua visita.




Este jardim é realmente belo. Não é mesmo?


A lagoa é cercada por um rio que flui através dos jardins...

Colecionador de estampas japonesas, Monet foi inspirado a construir uma ponte verde japonesa em seu jardim rodeado de salgueiros e flores brilhantes, tornando-o um dos lugares mais bonitos deste jardim belíssimo.




A icônica ponte japonesa é, sem dúvida, um destaque dos jardins de Monet.

Não são apenas os jardins de Monet que atraem muitos turistas para Giverny. A casa também é deslumbrante. Monet viveu lá até sua morte em 1926 e os móveis são exatamente o mesmo que ele usou por muitos anos. As pinturas, no entanto, são reproduções. Ao visitar a casa de Monet, você terá a chance de admirar seu quarto, o de sua esposa Alice, uma sala de estar, uma despensa, o primeiro estúdio de Monet, sua cozinha e uma sala de jantar. Admire os tons suaves de rosa e verde no interior da casa.








Uma vista incrível dos jardins.


A bela casa de Monet






Na foto acima. você vê o quarto de Monet. Sua esposa Alice, tinha seu próprio quarto ao lado.




Os jardins recebem mais de 500.000 visitantes a cada ano.A melhor época para visitar os jardins de Monet
Uma vista incrível dos jardins pode ser visto a partir da casa.






Uma sala de jantar amarela brilhante.
Panelas de cobre estão penduradas ao longo das paredes da cozinha.

O primeiro estúdio de Monet é retratado aqui, que se transformou mais tarde em um quarto de fumantes. Uma fotografia moldada de Monet e de sua esposa Alice.
Os jardins ficam mais lotados à tarde, embora as multidões tendem a diminuir à medida que o tempo de fechamento se aproxima. Se você planejar sua visita no início da manhã ou no final da tarde provavelmente não encontrará uma fila para entrar na casa de Monet.Fonte das imagens e conteúdo



Fontes: Kelly C. / Tudo por e-mail

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