Saber-Literário

Diário Literário Online


Susan “Boyle”
R. Santana


Não tenho o talento de Morris West, o escritor australiano, que tão bem descreveu o conflito de um bispo na canonização do seu principal personagem, no seu livro: “O advogado do diabo”, mas quero fazer a defesa sem ser convidado dos jurados Simon Cowell, Piers Morgan e a linda loira Amanda Holden que debocharam e desdenharam discretamente, num primeiro momento, de Susan “Boyle”, no programa Britain´s got talent.

Os coitados dos jurados não tiveram culpa a priori, quem levaria a sério uma senhora sueca dos rincões de Blackburn, de cabelos grisalhos, gorducha, desengonçada, quarentona com roupas e trejeitos de sessenta perseguindo o sonho de ser cantora à Elaine Paige, uma atriz e cantora de sucesso na terra da rainha Elizabeth II? Ninguém! Os hipócritas e os cínicos diriam o contrário, porém, cínicos e hipócritas não têm compromisso com a verdade.


A imagem impressiona, todos nós cometemos o pecado de julgar as pessoas pela aparência por mais que desejemos não ter idéias preconcebidas. A estética, a beleza física e a boa aparência predominam nas relações primárias do homem, porém, é necessário esclarecer que a beleza física em si não se sustenta todo tempo, mas algum tempo. Os condimentos de inteligência, talento, cultura, polidez e bom caráter são fundamentais para que a beleza física de uma pessoa se sustente.

Sócrates, Gandhi, Einstein, Martinho Lutero, Napoleão, Bérgson e Gengis Kahn ou Gengis Cão, não eram modelos de beleza, mas dividiram a História e ganharam o mundo, foram homens do seu tempo, com inteligência, com sabedoria, com perspicácia, com liderança, com bravura e com amor.
O preconceito é apanágio da natureza humana assim como outros sentimentos nocivos. A instrução, a educação, a cultura, a sociedade e os instrumentos jurídicos penais atuais, ajudam moldá-lo, inibi-lo, jamais erradicá-lo.

O pobre, o feio, o deficiente físico, o deficiente mental, o negro, o índio e o velho, sempre vão ter pessoas para virar-lhes a cara, torcer-lhes o nariz, olhá-los de soslaio, de esguelha, ou cumprimentá-los com a ponta dos dedos. Em certo trecho da liturgia católica o padre pede que todos se cumprimentem com a mensagem: “o amor de Cristo nos unindo”. Se alguém colocasse uma câmara invisível nessa parte da liturgia, ficaria pasmo com os gestos discretos de esforço que alguns fazem para abraçar o irmão, muitos não arredam pé do seu lugar para cumprimentar o outro, mais alguns passos adiante...

Lembro-me de um episódio em que um motorista do antigo DNER ao encontrar um negro na sala do seu chefe, o Dr. Pedro Bastos, inquiriu-lhe com desdém: “... negrão aonde foi Dr. Pedro?”, à medida que o engenheiro-chefe não chegava, ele foi se ousando: “...negrão tire a bunda dessa cadeira e vá procurar o chefe!”, caiu do cavalo quando alguém lhe disse que aquele negro esquisito era o diretor regional do extinto DNER , hoje, DNIT, consequentemente, chefe do seu chefe.

Doutra feita, eu vi um eletricista se descabelar para ligar umas fluorescentes em série enquanto um moleque amarelo, desprezível, o olhava por baixo, intrigado com sua incompetência e quando lhe esgotou a paciência, ele com jeito se ofereceu: “O senhor deixa, eu tentar?...”, o pedido em princípio não foi aceito, na casa do sem jeito, o velho eletricista cedeu com desconfiança, depois de olhá-lo cismado. O Zé Aparecido subiu com destreza na escada, puxa fio daqui puxa fio acolá e minutos depois ele autoriza: “Ligue!”, para surpresa dos que não lhe confiavam um tostão furado, o salão ficou todo iluminado com a incandescência de sua meia dúzia de fluorescentes.

Porém, o fenômeno Susan “Boyle” é fantástico, suis generis, jamais alguém vai galvanizar a revolta de tanta gente em todos os continentes da Terra pelo descaso e deboche que ela foi recebida no Britain´s got talent. Todavia, a própria Susan “Boyle” nos deu a resposta, demonstrando humildade, simplicidade, segurança e desenvoltura. Ela não chegou ao show de talentos, agachada ou derrotada, em determinado trecho do vídeo do You Tube, ela diz: “Vou fazer esta platéia tremer” e quando Simon Cowell torceu o nariz pela resposta que ela lhe deu de sua idade, literalmente rebolou e disse-lhe: “Isto é apenas uma parte de mim”, isto é, demonstrou mais uma vez, esplendorosa segurança que não é comum aos débeis e aos incautos.

Machado de Assis e Tobias Barreto, apertados na cor, eram insociáveis, tímidos, mas quando a ocasião se fazia necessária, deixavam os seus complexos de lado e assumiam os seus talentos na arte da escrita ou da eloquência como gigantes fustigados, mas não extenuados e acabados.

Evocando o dito popular: “Por causa de uma cara feia se perde um bom coração.” Então, buscando no egrégio pensador Henry David Thoreau: “As coisas não mudam, nós é que mudamos” ou “Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos”.
Viva o exemplo Susan “Boyle”!...






Autor: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons

ITABUNA: ACM NETO SE REÚNE COM MANGABEIRA
Foto: Publicação

Na noite do último domingo o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) saiu antes da festa em Buerarema para participar em Itabuna de uma reunião com o médico Mangabeira (PDT). A reunião aconteceu na residência do médico.

Foto de Arquivo
ACM Neto estava acompanhado do vice-prefeito Bruno Reis (PMDB), do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (PMDB) e do empresário Samuca Franco.

A pauta da reunião foi a sucessão estadual, ficou definido que Mangabeira continua no PDT e será candidato a deputado federal, mas vai apoiar ACM Neto na disputa para o governo do estado.

O blog apurou que em uma recente pesquisa o nome de Mangabeira lidera com folga a disputa para a câmara federal na cidade. Neto deve ter tido acesso a pesquisa, por isso esse encontro inesperado.



PRIMAVERA DO CACHOEIRA
  

Um rio de flores
corre em seu leito
e exala odores 
d’amor-perfeito. 


Pinta de cores,
pra meu deleito,
águas humores
vindos do peito. 


Lagrimas enchem
e já preenchem
o rio de flores 


com seus olores
que corre em vão
pr’um coração.


Soneto de Oscar Benício Dos Santos


Faz. Guanabara

* * *

Em vídeo, Meirelles pede que evangélicos orem por recuperação da economia - MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio a convites para se candidatar à presidência da República em 2018 e a um processo de aproximação com a Assembleia de Deus, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, gravou neste final de semana um vídeo em que pede a evangélicos orações pela economia brasileira.

Meirelles declara ainda que compartilha dos "valores da lei de Deus e dos homens".

"Nossa meta é, de fato, fazer com que o país volte a ter emprego para todos. Para isso, preciso contar com a oração de vocês. Estamos juntos todos, trabalhando dentro dos princípios da ética, da integridade, do trabalho duro."

No vídeo, que parece ter sido gravado de forma amadora e que exibe os dizeres "Outubro, mês de oração pela economia" no final, o ministro da Fazenda diz ainda que se sente "a vontade" para conversar com os evangélicos.

"Me sinto muito a vontade para conversar com vocês porque temos os mesmos valores, valores da lei de Deus e dos homens, visando crescer, visando colaborar com o país. Preciso da oração de todos, estaremos aqui trabalhando, conto com vocês."

De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o ministro foi convidado para um evento da Assembleia de Deus em Madureira, no Rio de Janeiro, mas não pode comparecer, e por isso gravou o vídeo, que vem sendo compartilhado em grupos de redes sociais. A assessoria afirmou que não sabe quem editou o material.

Meirelles vem se aproximando da Assembleia de Deus nos últimos meses -no final do mês passado, participou de uma Convenção da denominação em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde pediu aos presentes oração pela agenda de reformas e ouviu manifestações de apoio.

Também já se encontrou com lideranças da igreja em outras ocasiões.

CONVITE

Na semana passada, o ministro da Fazenda recebeu em sua residência a bancada do PSD na Câmara, partido ao qual é filiado, e foi convidado a se candidatar à sucessão de Michel Temer no ano que vem.

Meirelles negou uma possível candidatura, mas o líder do partido na Câmara, Marcos Montes (MG), afirmou que o ministro recebeu com "entusiasmo" o pedido da bancada.

"Ele começa a se descolar como um candidato que tem afinidade com o mercado e com a sociedade. Ele recebeu [o pedido da bancada para se candidatar] com entusiasmo. Se vier a ser chamado, ele não disse isso, mas o partido tem certeza de que ele atenderá ao chamado da sociedade", afirmou Montes na saída do almoço.

Logo depois da reunião, o ministro da Fazenda usou sua conta em rede social para negar a pré-candidatura à Presidência.

"Eu não sou pré-candidato à Presidência da República. Estou concentrado em meu trabalho na Fazenda, para colocar o Brasil na rota do crescimento sustentado. Fiquei muito honrado com as palavras de todos os deputados do PSD. Seguirei debatendo a política econômica com todos os parlamentares", afirmou Meirelles.

Segundo relato de deputados e do próprio Montes, o ministro sorriu ao ser mencionado como candidato da legenda à Presidência da República.

"Sorriu, o que é melhor do que palavras", afirmou Montes, segundo quem Meirelles autorizou a bancada a falar politicamente em seu nome. "Viemos aqui comemorar os números econômicos e colocar um verniz político nessa atuação econômica."

O ministro da Fazenda já foi cogitado outras vezes para disputar o Planalto. Ele é um dos nomes que despontam entre os aliados de Temer, presidente que tem atualmente com rejeição popular recorde.

O último cargo eletivo disputado por Meireles foi há mais de 15 anos: em 2002 ele foi eleito deputado federal com a maior votação de Goiás. Mas não exerceu o mandato pois foi convidado a comandar o Banco Central por Luiz Inácio Lula da Silva.

O hoje ministro da Fazenda acabou deixando a gestão petista pouco antes do início do governo Dilma Rousseff (2011-2016).

Fontes: https://br.yahoo.com/noticias/em-v%C3%ADdeo-meirelles-pede-que-192200144.html

Folhapress  

JOÃO DE PAULA, OU PATINHO FEIO?



Não há na Bahia, um baiano mais excêntrico que U Tal do João
 “(...)a mãe pata, ao perceber que um de seus patinhos era estranho, completamente diferente dos demais que acabaram de nascer, levou-o ao lago e colocou-o na água para ver se ele nadaria, caso contrário, ele não seria um pato! Mas ele nadou e então ela concluiu que ele era um patinho, mas muito, muito feio (...)”. Este trecho da história infantil “O Patinho Feio” ajuda a ilustrar o comportamento social que se depara diariamente com o “diferente”; assim como a mãe pata, o que não lhe é familiar, é feio, é estranho! E assim a sociedade se comporta. E o indivíduo folclórico, excêntrico, espalhafatoso, espetaculoso, estrondoso, excêntrico, extravagante... ainda é visto como “o patinho feio”, porque tem gente que só aceita o que a sociedade coloca como padrão de aparência e conduta e esse é o grande entrave, a meu ver, nessa mudança de paradigma. Seria um salto formidável para a inclusão social, se os indivíduos preconceituosos, discriminadores, homofóbicos...  se lembrassem que o “tal patinho”, ao contrário da opinião da mãe, não era feio: ele era um cisne, maior, mais bonito e imponente diante dos demais e era por isso que, depois de adulto, chamava muito mais os olhares no parque com sua dança nas águas claras do lago.
Folclórico, ou neurótico? Como vc definiria U tal do João?
Se você é deficiente, eu te pergunto: você é patinho feio ou cisne? Você aceita o modelo social da visão sobre sua aparência, ou já compreendeu que essa mudança de conceito depende de você? Você nada como pato ou baila como cisne? Meu querido amigo, João de Paula, faça literalmente a diferença: Você é maior, bonito e atrai mais olhares de admiração, respeito e carrega uma história que somente guerreiros a têm “na bagagem”. Permaneça dançando lindamente nas águas claras da vida...ainda que lhe chamem de gazela, boto-cor-de-rosa, ou ribelula. Itabuna é sua... o mundo é seu!



Protagonismo teatral, ou exposição de sentimento de pertencimento de feiura?
Será que U tal do João, acha bonito ser feio?!
Ele é o U tal do João das mil facetas e da rebimboca da parafuseta!
Este é o mágico que faz a banana do "Negão do Whatsapp" desaparecer!
U tal do João é "pau pra dá em doido"... não é o "doido do pau"!
Há quem diga, que U tal do João, seja o "maníaco do Facebook"!
U tal do João é o que há de mais sóbrio na sobra dos demais insanos!

Talvez U tal do João tenha uma forma diferente de beber cerveja... eu hein!

U Tal do João se acha a própria personalização de uma Barbi... lórixa!
U tal do João é o "cão chupando manga", com um milhão na boca... e nos bolsos!
 


Fonte: http://valcabral.blogspot.com.br/2017/09/joao-de-paula-ou-patinho-feio.html



Essa Parada de Caminhão é Movimentada Até Demais


Depois de dirigir por 6 horas, um caminhoneiro decide parar e dormir um pouco. Assim que ele pega no sono, ele é acordado com batidas na porta do caminhão.


 “Pode me dizer que horas são, por favor? ” - Pergunta um corredor que passava pelo local.

“Sim, são 4:30. ” – Responde o caminhoneiro. Ele pega no sono novamente, porém é acordado novamente por outro corredor que quer saber a hora.

 “SÃO 4:40! ” – Grita o caminhoneiro. Ele, então, decidido que vai conseguir tirar uma soneca, escreve em um papel: EU NÃO SEI QUE HORAS SÃO. Ele cola o papel no vidro do caminhão.



Mas ele é acordado mais uma vez. “São 5:25!!! ” – Grita um outro corredor.



Na boca do deserto - Affonso Romano de Sant´Anna


Estava indo, há muito, para o deserto
e não sabia.

Antes, ao revés, julgava caminhar
das pedras para o bosque
lugar de onde o mel e o vinho jorrariam.

Bastava fazer a travessia.

Em alguma parte passei por algum oásis
mas era para este destino de pedra
silêncio e pasmo
que me dirigia.

Os beduínos há muito compreenderam
o que eu não compreendia:
apenas nos movemos entre pedras, cabras e camelos
olhando ternamente o fim do dia.

A tenda é provisória.

Eterno só o áspero horizonte de pedra
e a poesia.



Affonso Romano de Sant´Anna


Fonte:


[In Sísifo desce a montanha, Rio de Janeiro: Rocco, 2011, p. 52]

Perdoa a quem nos tem ofendido…
Aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra: Jesus Muito se fala em perdoar, mas pouco perdoamos. Esse exercício exige um esforço sincero da parte daquele que se propõe a perdoar. Não adianta perdoar para que os outros vejam. Perdão implica em mudança interna, verdadeira. Perdão implica em buscar dentro do nosso coração aquele sentimento ruim e expulsá-lo ou transformá-lo em bem-querer.    Todos estamos sujeitos a quedas, portanto necessitamos do perdão de alguém em algum momento da nossa caminhada. Todos os dias muitos de nós ora dizendo: “ Pai
perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”, mas na prática queremos que o Pai nos perdoe incondicionalmente, sem que ao menos pensemos se precisamos ou não perdoar alguém, de verdade. O convite de hoje é para essa reflexão sobre como estamos perdoando aquele que nos tenha ofendido.
Independente do nosso perdão os outros trilharão seus caminhos de evolução, mas nós dificultaremos o nosso próprio caminho se não perdoarmos de coração.

Ama, pensa, sente e perdoa sempre.




Martin Hurkens - Ave Maria (L1)

Foto: Reprodução
Morre o jornalista Marcelo Rezende

Morreu no início da noite deste sábado o jornalista Marcelo Rezende, aos 65, que sofria de um câncer no pâncreas e no fígado. Na última sexta-feira, 15, foi decretada a falência múltipla dos órgãos de Rezende. Ao ser diagnosticado com a doença, Marcelo Rezende preferiu abrir mão de tratamentos convencionais e participar de retiros espirituais.

Nascido em novembro de 1951, o jornalista tinha mais de 45 anos de carreira e trabalhou em grandes empresas como Globo, Band, RedeTV e Record. O início de sua carreira foi como repórter esportivo, nos anos 70, no Jornal dos Sports. Mais tarde, trabalhou no jornal O Globo, na revista Placar e, a partir daí, na televisão.

Na Globo, ele ficou conhecido por apresentar o “Linha Direta” Já na Record, apresentou o quadro “A Grande Reportagem”, do “Domingo Espetacular”, e o “Cidade Alerta”, que vinha sendo comandado por ele desde 2012.

Rezende deixa cinco filhos e dois netos.

Fonte: Yahoo Notícias 

https://br.yahoo.com/financas/noticias/morre-o-jornalista-marcelo-rezende-223456167.html

TODA HISTÓRIA TEM DOIS LADOS - Dráuzio Varella

Ouvi e testemunhei tantas histórias de cadeia, carcereiros e presidiários, que um dia resolvi escrevê-las. A decisão foi tomada em 1996, depois de sete anos de trabalho voluntário no Carandiru.

No início, a intenção era publicá-las em algum jornal popular. Imaginei que uma coluna policial escrita por um médico poderia despertar interesse, mas esbarrei num obstáculo formal: como contar o que se passava num presídio daquele tamanho, sem que os leitores fizessem ideia das instalações e da cultura de cada pavilhão?

Para sair do impasse, achei que seria melhor preparar um texto no qual pegaria pela mão um visitante imaginário e o apresentaria à cadeia e a seus personagens. A escolha me obrigou a voltar aos pavilhões que eu supunha conhecer bem, para analisá-los com o olhar do escritor.

No decorrer desse processo, em que mergulhei mais fundo na intimidade da prisão, percebi que o material reunido poderia se transformar num livro.

Estação Carandiru foi lançado pela Companhia das Letras três anos mais tarde — em junho de 1999.

Na livraria em que aconteceu o lançamento, os amigos formaram uma longa fila para os autógrafos. Quando um senhor de fisionomia vagamente conhecida me estendeu um exemplar para receber a dedicatória, fui invadido por uma sensação de desconforto inexplicável. Antes que conseguisse reconhecê-lo, ele se identificou:

— Muito prazer, doutor, sou o coronel Ubiratan.

Fiquei gelado. Era o militar que comandara o massacre do pavilhão Nove, descrito no último capítulo do livro com base em depoimentos dos sobreviventes.

Só me tranquilizei quando ele me apresentou a moça que o acompanhava. Se fosse para me agredir, não viria com a filha nem teria sido simpático e respeitoso como foi.

No sábado seguinte, como de hábito, acordei cedo e fui tomar café com os três jornais que assinamos em casa, um dos poucos momentos de silêncio e calma na semana agitada. Levei um susto: o livro era destaque de primeira página nos três periódicos. Nos cadernos de cultura havia matérias extensas, fotos, resenhas literárias e reportagens sobre a Casa de Detenção.

Os 10 mil exemplares da primeira edição se esgotaram em poucos dias. Em dezembro daquele ano, recebi dois prêmios Jabuti de literatura (o de melhor livro na categoria não ficção e o de melhor livro do ano), que me fizeram sentir como quem acerta em cheio na loteria ao comprar seu primeiro bilhete.

De um dia para outro virei figura pública. Aturdido por tantas solicitações, foi difícil preservar a rotina de cancerologista com pacientes graves, sem tempo nem disponibilidade para aceitar os convites para palestras, debates e entrevistas que chegavam do país inteiro.

Estação Carandiru permaneceu quatro anos consecutivos em primeiro lugar na lista dos mais vendidos. Baseado no livro, um amigo querido que havia sido meu paciente, o cineasta Hector Babenco, fez um filme que levou mais de 4 milhões de pessoas ao cinema e foi visto por um número incalculável de telespectadores em exibições na tv. Carandiru foi selecionado pelo Festival de Cannes para disputar a Palma de Ouro.

Na época, minha experiência jornalística estava limitada a uma coluna médica na revista Carta Capital e a vinhetas educativas sobre saúde apresentadas nas rádios Jovem Pan, Trianon e 89FM, trabalho iniciado em 1985 a pedido e sob orientação do saudoso radialista Fernando Vieira de Melo.

Poucos meses depois do lançamento de Estação Carandiru, fui convidado para escrever uma coluna aos sábados na Folha de S.Paulo, hoje publicada também em outros jornais.

No mês seguinte, o jornalista Luiz Nascimento me convidou para apresentar uma série sobre o corpo humano no Fantástico, da tv Globo, com imagens filmadas pela bbc.

Foi a primeira de mais de vinte séries sobre saúde que eu faria na televisão, programas de conteúdo educativo que ganharam abrangência nacional.

Com disciplina, tenho conseguido organizar essas atividades sem deixar que interfiram no atendimento dos pacientes de quem cuido no Hospital Sírio-Libanês e na clínica, trabalho que consome pelo menos dois terços de meu tempo.

Nesses anos escrevi vários livros e continuei a coordenar o projeto de pesquisas da Unip (Universidade Paulista) sobre plantas medicinais, conduzido na região do rio Negro, na imensidão amazônica em que volta e meia me refugio e que tanto contrasta com a claustrofobia dos espaços nas prisões.

Sei que essa trajetória começou a ser trilhada lá atrás, quando eu era estudante e dava aula em salas com mais de trezentos alunos no Curso Objetivo, ou quando organizava campanhas nas rádios para alertar sobre os riscos da aids, mas foi no contato com a massa carcerária do Carandiru que amadureceram e tomaram forma duas habilidades que dificilmente se materializariam, não fosse a experiência ali vivida: a de educar pelos meios de comunicação e a de escrever histórias.

O trabalho despretensioso com os presos iniciado em 1989, para satisfazer a curiosidade que sempre tive pelo que acontece atrás das grades, abriu perspectivas de realização pessoal com as quais eu nem sonhava, tornou minha vida mais vibrante e produtiva, e mudou meu destino de maneira irreversível. Quando alguém me elogia pelos anos de trabalho voluntário nos presídios, fico até sem graça: recebi muito mais do que fui capaz de dar.

* * *






Drauzio Varella nasceu em São Paulo, em 1943. Formado em medicina pela USP, foi voluntário na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) por treze anos e hoje atende na Penitenciária Feminina da Capital.


Observando o sexo!
Antonio Nunes de Souza*

Depois que você já viveu várias e várias dezenas de anos, estando mais perto dos cem do que dos cinquenta, passa a ser mais um observador que praticante dos malabaríssimos e encontros sexuais que, graças a Deus, jamais foram desperdiçados!

Antes dos adventos da televisão, logo em seguida com transmissões simultâneas para várias partes do país, logo depois o lançamento da “danada” a cores, os telefones automáticos, e em continuidade os tijolos celulares sem fio, as pessoas, principalmente os mais jovens, passaram a ter, como suas grandes paixões, essas milagrosas máquinas que o tal progresso continuava a nos agraciar!

Como no meu tempo de menino nada disso existia, me comunicava quase a base de fumaça das fogueiras, ou tambores como os índios, esse era meu celular, meu rádio só pegava ondas médias, assim mesmo dando uma torrente filha da puta de ruídos, assovios e descargas. E minha televisão favorita era olhar as meninas no sanitário da escola, através de uma greta na parede de compensado e, sem o menor pudor ou vergonha, bater minhas deliciosas punhetas nada pecaminosas!

Pode parecer saudosismo, coisas da idade, velhice, etc., mas, sinceramente, era muito mais divertido, que ficar feito uns débeis mentais com uns celulares de ultimas gerações, dedilhando o dia inteiro uma série de bobagens, idiotices, papos supérfluos, etc., inclusive, chegando ao absurdo de esquecer as velhas e maravilhosas esfregações as escondidas, com algumas trocas de caricias que levavam ao gozo!

Se isso é ser antigo ou careta, sinceramente, prefiro essa titulação que, paranoico por joguinhos e Zaps nas maquininhas alucinantes!

Com essas parafernálias que são impostas no mercado, a aceitação em massa da juventude, esta, sinceramente, mais se preocupam hoje em rebolar nos shows, beber, consumir drogas (leves e pesadas), dando margem das mulheres procurarem homens mais velhos para que lhe ofereçam, não só presentes, como um sexo mais agradável, experiente e proveitoso!

Estão todos transando menos e voltados para as inovações que, se duvidar, com as invenções futuras, essa meninada se esqueça do nosso maravilhoso “choquinho milagroso”, trocando-o por sensações virtuais. Olhando de grosso modo, pode parecer que a coisa é diferente, mas o que existe na verdade é muito mais depravação do que um sexo que deixe recordação!



*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blospot.com

Janot diz que ataques sofridos são custo de enfrentar modelo político corrupto


(Reuters) - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta quinta-feira que os ataques que tem sofrido são o custo de enfrentar um modelo político corrupto.

"Tenho sofrido nessa jornada, que não poucas vezes pareceu inglória, toda sorte de ataques", disse Janot na última sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que participou ainda à frente da PGR. No domingo termina seu mandato.

"Resigno a meu destino, porque mesmo antes de começar sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção cimentado por anos de impunidade e de descaso", acrescentou.

Janot apresentou nesta quinta-feira uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, desta vez acusando o peemedebista de obstrução da Justiça e de ter atuado como líder de organização criminosa.

"As páginas da história hão certamente de contar com isenção e verdade o lado que cada um escolheu para travar sua batalha pessoal nesse processo", disse Janot no plenário do Supremo.

Após suas declarações, a presidente do STF, Cármen Lúcia, agradeceu o trabalho feito pelo procurador-geral e disse que o Ministério Público continuará fazendo o trabalho que lhe cabe.

"O Ministério Público, continuará, tenho certeza, a cumprir a missão que é tão importante que foi entregue pela Constituição de 1988 de uma forma muito especial", disse Cármen Lúcia.

"Nós do Poder Judiciário, somos honrados com o Ministério Público que muito honra o Brasil, honrou com a presença de vossa excelência e certamente com os que virão depois", acrescentou.


(Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

Fonte: Yahoo Notícias




Esquerda coloca arte acima da proteção da criança





Paulo Gustavo faz Jô Soares quase mijar de Rir com historia hilária


Fontes: Google/YouTube





Fontes: Google / YouTube

ENCANTE-SE COM AS MARAVILHAS! expedita maciel
Autora do livro Vim,Vi e Venci

TER PROBLEMAS NA VIDA NÃO É TER VIDA MISERÁVEL,INFELIZ,
PROBLEMAS TODOS NÓS TEMOS,
O QUE FAZ A DIFERENÇA É: COMO ENFRENTA-LOS
VAMOS SER SÁBIOS!
SER SÁBIO É SABER VIVER SEM FAZER MAL A NINGUÉM E NEM A NATUREZA.
SEMPRE QUE VOCÊ SORRI, VOCÊ ESTÁ MAIS PERTO DE DEUS,
E DA FELICIDADE, POIS SÓ QUEM É FELIZ PODE SORRIR.
QUANDO VOCÊ AMA, SEUS ENTES QUERIDOS E AO PRÓXIMO; VOCÊ ESTÁ MAIS PERTO DE DEUS E DA FELICIDADE.
QUANDO VOCÊ CANTA, DANÇA TOCA, O SEU CORAÇÃO FICA MUITO MAIS FELIZ, E VOCÊ FICA MAIS PERTO DE DEUS!
NÃO ENVENENE SUA ALMA COM O MAL, COM MAUS PROPÓSITOS, LEMBRE-SE DA LEI DO RETORNO, O MAL É COMO UM BUMERANGUE, VOCÊ LANÇA NA DIREÇÃO DE ALGUÉM E ELE VOLTA PARA VOCÊ.
A VIDA É BELA! ENCANTE-SE COM A BELEZA DA VIDA
ENCANTE-SE COM AS MARAVILHAS DE DEUS!
PROCURE QUALIDADES NOS SEUS AMIGOS VIZINHOS E FUNCIONÁRIOS, VEJA O LADO BOM DA VIDA.
SEMEEI A ALEGRIA, BOAS AMIZADES, COLHERÁS FRUTOS DE AMOR E PAZ.
IGNORE AS COISAS NEGATIVAS!
LIMPE E PURIFIQUE A LUZ DE SEU OLHO, PARA QUE A JANELA DE SUA ALMA POSSA VER,
E DEIXAR ENTRAR SÓ O QUE É BOM E BELO,
DEIXE A SUJEIRA DA JANELA, DA VIDRAÇA DO VIZINHO, POIS ELE É O RESPONSÁVEL POR ELA,E PELO QUE ELA REFLETE.
SER SÁBIO! É VIVER SEM ÓDIO E RANCOR, SENTIMENTOS QUE ENVENENAM A ALMA E O CORPO.
FAÇA COM QUE SUA CONSCIÊNCIA SEJA TRANSLÚCIDA, TRANSPARENTE, APARENTANDO SÓ O BEM!..
ENCANTE-SE COM AS MARAVILHAS DE DEUS!
COM AS MARAVILHAS DA VIDA QUE DEUS NOS DEU.
NUNCA DIGA:PIOR NÃO PODE FICAR, PODE SIM!
PORQUE O MAL SEMPRE PODE SER MAIOR, ATÉ DO QUE O BEM SE ASSIM PERMITIRMOS.
VOCÊ É PURO! E INOCENTE DO SANGUE E DA DESGRAÇA, QUE DE GRAÇA O NOSSO PRÓXIMO ESTÁ VIVENDO.
ENCANTE-SE COM AS MARAVILHAS DE DEUS: O SOL!
QUE MAJESTOSO BRILHA TODOS OS DIAS E, NÃO DEIXA QUE APAGUEM O SEU BRILHO.
VIVA A VIDA COM ADMIRAÇÃO! ALEGRIA E GRATIDÃO A DEUS!
A VIDA, E AOS QUE TE CERCAM, A NATUREZA E AOS ANIMAIS.

SALVE DEUS! SALVE O AMOR

Nos EUA, opióides causam um “11 de setembro” a cada três semanas
   
Luis Dufaur (*)

A adição a drogas químicas de efeito análogo ao ópio – ou opióides – mata “em média 142 americanos por dia nos Estados Unidos”, concluiu a Comissão para o Combate à Toxicodependência e à Crise de Opióides, composta por legisladores dos dois grandes partidos americanos, o Republicano e o Democrata.
Por isso, segundo a Comissão, os EUA “estão tendo um número de fatalidades igual a um 11 de setembro a cada três semanas”, informou a BBC Brasil.
Os opióides atingem as células nervosas e o cérebro. Alguns deles estão proibidos, como a heroína, ou funcionam como analgésicos que exigem receita médica muito controlada, como a morfina, a codeína, o fentanil e o oxicodona.
Desde 1999 o número de mortes por abuso de opióides quadruplicou, disse a comissão, citando o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).
Um terço dos americanos recebeu prescrição de opióides em 2015.
A Comissão recomendou o estudo de novas formas de tratamento para os cerca de 100 milhões de adultos americanos (dados do Instituto de Medicina das Academias Médicas) que sofrem de dor crônica.
Alguns pesquisadores acreditam que muitos médicos optam com frequência por medicamentos opióides, como Percocet e OxyContin, este último comercializado no Brasil.
Na última semana, um médico do Estado de Indiana foi morto pelo marido de uma paciente após se recusar a lhe prescrever opióides.
Pacientes que deixaram de receber a prescrição recorrem algumas vezes às ruas para procurar heroína, que em algumas cidades pode ser mais barata que a cerveja.
A heroína, segundo a polícia, é muitas vezes misturada com fentanil, um poderoso analgésico que teria causado várias mortes por overdose.
O abuso de drogas – inclusive daquelas receitadas originalmente como medicamento – está produzindo assim, a cada três semanas, uma hecatombe superior à do maior atentado terrorista da História.
A alegria com que a mídia comemorou a liberação da venda da maconha no Uruguai com “finalidades terapêuticas” é comparável, mutatis mutandis, ao frenesi com que em algumas capitais árabes os grupelhos fanáticos comemoraram os aviões de passageiros sendo explodidos contra as Torres Gêmeas.
Neste caso, é a ordem civilizada que está sendo explodida com a generalização das drogas.
        

 ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


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