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Deslizar, escorregar, equilibrar: o corpo e o lúdico nos esportes californianos
Por Leonardo Brandão

Segundo o historiador Roy Porter (1992) a fotografia pode ser uma grande fonte (embora ainda permaneça “estranhamente subexplorada”) de compreensão do corpo. O registro fotográfico já documenta quase um século e meio dos aspectos físicos e, embora ela não seja um instantâneo da realidade, é um registro da linguagem corporal e do espaço social tão ou mais informativo que o texto impresso. Acreditamos, nesse sentido, que o arquivo fotográfico pode nos revelar e confirmar variados aspectos das transformações físicas na contemporaneidade, apresentando também dados sobre a linguagem corporal, os gestos e seus modos de utilização e investimento.

Observemos a fotografia a seguir:



Figura 1: Jovem praticando o “surfe na rua” na cidade do Rio de Janeiro em 1975. Fonte: Revista Pop, nº 38, 1975, p. 61.

Vemos nessa imagem – originalmente publicada nas páginas de uma revista chamada Pop, existente entre 1972 e 1979 – um jovem praticando skate numa rua levemente em declive. Pela descrição da matéria, sabemos que se trata de um espaço localizado no Rio de Janeiro e que essa imagem data de 1975. Não há dúvidas que se trata de uma fotografia sobre o equilíbrio. Pois o que esse jovem faz é um jogo de equilíbrio corporal. A ausência dos calçados e equipamentos de proteção revela o uso do skate como um “surfinho”, isto é, apenas como divertimento espontâneo e sem vínculos com campeonatos, juízes, tabelas etc. Além disso, o próprio movimento corporal realizado era muito próximo daqueles utilizados pelos surfistas nas ondas do mar.

Essa imagem (figura 1) é ilustrativa de uma característica central dessas atividades oriundas da Califórnia e que estavam se introduzindo no cotidiano das práticas juvenis no Brasil, pois tais atividades investiam mais numa flexibilidade física atenta aos gestos de equilíbrio do que no acúmulo de forças para o levantamento de algum peso, o que fazia do corpo menos um suporte do gesto do que sua expressão.

Ao reduzirem o esforço muscular em prol de outros elementos para praticá-lo, o skate – assim como o surfe ou outras atividades praticadas à maneira californiana – abria novas possibilidades de euforia, êxtase e vertigem. Não tanto a força dos músculos, mas sim a flexibilidade e a busca pelo equilíbrio estariam no cerne performático em questão. De acordo com as palavras da historiadora Denise Bernuzzi de Sant’Anna,

Os esportes californianos, por exemplo, que se expandem em várias partes do mundo a partir dos anos 70, tem por objetivo menos o cansaço salutar – característica dos antigos esportes comprometidos com os ideais higienistas de salvação de uma raça – do que a vivência de sensações de prazer, físicas e mentais, imediatas e inovadoras. O surfe, a asa delta, o windsurf, por exemplo, conduzem o olhar do esportista menos em direção à força realizada por seus músculos do que às flexibilidades motoras que ele é capaz de manter sob controle. De onde se explica, nessas atividades, o emprego de verbos que evocam o prolongamento de sensações de prazer e de controle do conjunto dos movimentos, tais como voar, escorregar, equilibrar (2000, p. 3).

Iniciar-se em tais atividades, portanto, significava dar menos evidência às questões corporais que envolviam força muscular e uma maior atenção ao equilíbrio corporal, controlado sob tênues movimentos de braços e pernas.  Esse investimento lúdico do corpo, para além de suas possibilidades de força, potência muscular e virilidade – aspectos tão bem explorados pelos esportes tradicionais –, favoreceu sua interpretação como um possível objeto de comunicação através de uma série inusitada de gestos e movimentos (os quais passariam a ser chamados, posteriormente, como “manobras” ou “truques”). A construção dessa nova relação com o corpo, ou desta nova corporalidade, também passou a expressar um desejo por aventuras e deslizamentos os mais variados, sendo o aprendizado de tais técnicas uma questão de conquistar, através do corpo – ou “in-corporar” – essas novas possibilidades de movimento, equilíbrio e frenesi estético.

Ao observar o que chama de “práticas emergentes contemporâneas”, o professor Deibar René Herrera (2009) também afirmou ser possível percebermos nessas atividades outras formas de construção do corpo já diferentes daquelas apontadas pelo filósofo Michel Foucault através de seus estudos sobre as instituições disciplinares, as quais evidenciavam a formação de corpos dóceis. Para Herrera, faz-se importante admitirmos que o mundo contemporâneo também vem configurando outros usos do corpo que já não estão de acordo somente com a sociedade disciplinar e nem necessitam da obediência de outros tempos. Usos do corpo, em sua visão, que se formaram a partir dessas novas práticas culturais juvenis e que se constituíram enquanto práticas de subjetivação.

Assim, algumas das análises de Foucault propõem-se a descrever e analisar um mundo no qual estamos deixando de conhecer, um presente que está se transformando em passado, cujas marcas ainda moldam muitas experiências, mas não todas. As atividades do surfe e do skate, entre outras, se constituíram num momento histórico onde os poderes disciplinares já eram menores e menos expressivos.

Para muitos jovens, os chamados “esportes californianos” representaram, nesses anos iniciais, uma espécie de liberdade e fonte de criação para novos movimentos corporais. Além disso, essas atividades também incentivaram outras formas de sociabilidade, que se fizeram como agregações tribais pautadas na diversão, na ludicidade e na vivência festiva do cotidiano.



Referências

BRANDÃO, Leonardo. Para além do esporte: uma história do skate no Brasil. Blumenau: Edifurb, 2014.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: história da violência nas prisões. Petrópolis: Vozes, 2009.

HERRERA, Deibar René Hurtado Herrera. “In-corporar en la sociedad moderna y en las prácticas emergentes contemporaneas” In Recorde: Revista de História do Esporte. Volume 2, número 2, dezembro de 2009, p. 1- 19.

PORTER, Roy. História do corpo. In: BURKE, Peter (org.). A Escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1992, p. 291 – 326.

SANT’ANNA, Denise Bernuzzi de. Entre o corpo e a técnica: antigas e novas concepções. In Motrivivência, ano XI, n. 15, agosto de 2000, p. 1 – 6.

Fonte: https://historiadoesporte.wordpress.com/

Major Dórea
R. Santana

O ano deve ter sido 1964 ou 1965, não me recordo à data precisa, naquela época, eu não passava de um rapazote sem ideologia política, a minha única ideologia era a ideologia da sobrevivência. Lembro-me que foi após o Golpe de Estado de 1964, que encerrou o governo popular de João Belchior Goulart, popularmente, “Jango” e, estabeleceu-se o regime militar no país que ocorreu essa história burlesca e hilária que contarei a seguir.
O “Bar de Pedro” era o point principal do Bairro São Caetano.  Ali, os moradores tinham o seu lugar de prazer e diversão dia e noite, pois além de bar de jogos de sinucas, de dominós e de baralhos, havia um arremedo de lanchonete com sorveteria. A freguesia era enorme, gente simples, cordata, conhecida, não obstante recinto de jogos e bebidas, a polícia e a justiça não tiveram trabalho durante anos que o “Bar de Pedro” foi o principal point do São Caetano.
Dentre esses fregueses, “José Pedreiro” (só se conhecia o prenome e o apodo, o nome e o sobrenome nunca se soube). José Pedreiro gabava-se ter sido soldado da FEB (Força Expedicionária Brasileira), e lutou nos campos da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, além de ter participado da vitória de Monte Castelo.
Não se levava a sério José Pedreiro, todos achavam que suas histórias não passavam de apego doentio pelo exército brasileiro, contos da carochinha, um aficionado, principalmente, a influência recente do Golpe Militar de 64, e suas histórias da FEB na Itália serem contadas quando ele já tinha tomado alguns goles de água que passarinho não bebe.  
Uma molecada divertida frequentava o “Bar de Pedro” com assiduidade e fidelidade, notadamente, estudantes do CEI (Colégio Estadual de Itabuna), às vezes, pra jogar sinuca, outras vezes, pra lanchar, chupar picolé, tomar sorvete, contar suas últimas conquistas amorosas, gozar do colega que não tinha ido bem à prova da escola, jogar conversa fora, tudo era motivo de gozação e brincadeira.   
Foi essa molecada que criou um imbróglio institucional que, por pouco, não é chamado o SNI ou DOI – CODI pra apurar uma denúncia de José Pedreiro, mas a denúncia foi parar em major Dórea, brioso oficial do exército que trabalhava em Ilhéus e morava em Itabuna, é que a molecada havia rasgado uma bandeira (não oficial) do Brasil, colada na vitrine do balcão de doces e massas do “Bar de Pedro”. A molecada, com a conivência do proprietário do bar, provocou José Pedreiro e rasgou a bandeira de papel para lhe irritar, pois estávamos na semana da pátria e o ato era, conforme seu entendimento, um desrespeito à pátria ao governo e coisa de comunista.
Dois dias depois, quando ninguém se lembrava mais da brincadeira, pára uma Aero Willys reluzente na porta do bar com um homem fardado verde oliva e José Pedreiro, todos perceberam a embrulhada: ele tinha ameaçado e cumprido a promessa de denúncia, e o pior: os restos da bandeira brasileira ainda se achavam colados na vitrine. Todos ficaram assustados...
Os dois homens desceram do automóvel e, eles caminharam em direção ao bar, José Pedreiro um pouco atrás, de paletó e gravata, noutra situação, a molecada o teria ridicularizado de tanto rir, mas naquele momento ninguém riu. O major que o conhecia de “eu ouvi dizer e fama ”, ia à frente, de estatura normal, um pouco obeso, não tinha a aura de um Napoleão quando derrotou os Austríacos e assinou o “Tratado de Campo Formio” nem o porte do general cartaginês Aníbal nem do intelectual Júlio César que transformou a República Romana em Império Romano, se não fosse o peso da farda, não passaria, naquele momento, de uma figura de somenos importância e caricata.
Os moleques deram “pernas pra que te quero?...”, o dono do bar, Pedro Batista de Santana, vulgo “Pedro do Bar”, sergipano intrépido, arretado, afeito às situações mais difíceis da vida, desde que migrou de Sergipe e comeu o pão que o “Diabo amassou” em Maria Jape de Ilhéus, apresentou-se ao major Dórea como proprietário do estabelecimento. Depois que o major bufou e ameaçou todos os presentes com prisão e processo, que aquilo era prática comunista, Pedro com segurança e raciocínio perfeitos, argumentou que ali ninguém tinha ideologia política, que os moleques muito menos, que todos estavam satisfeitos com o governo, que tudo não tinha passado de uma brincadeira pra irritar José Pedreiro que bebia mais que trabalhava, que o denunciante tinha um “parafuso a menos na cabeça”, etc., etc.
Felizmente, o major Dórea reconheceu o ridículo que o “dedo duro” fê-lo passar e “rabo entre as pernas” entrou no carro e voltou para sua tropa e seu quartel, porém, para que sua autoridade não fosse maculada, burlesca, enxovalhada, que sua ida ali tomasse ares de ofício e inteligência, exigiu:
- Seu Pedro, cole outra bandeira do mesmo padrão na vitrine e distribua uma grosa entre os estudantes no dia 7 de Setembro! – quando ele ia longe, um moleque do sinuca brincou:
- Pedro, isso é o quê? Grosa se come?
- Sei lá, peste!...






Autoria: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons

Fonte: Facebook

VOCÊ SE AMA?
Antonio Nunes de Souza*

Um pergunta simples que, certamente, todos responderão, obviamente, que sim!

Pois, imagino eu, que quando citar uma série de fatos e atos, você parará para pensar e fazer reflexões e, seguramente, vai chegar a conclusão que não se ama tanto como pensa, ou diz um “sim” com a maior convicção e segurança!

Hipotecnicamente vou enumerar uma série de fatos e atos, que muitas pessoas praticam tranquilamente no dia a dia de suas vidas que, literalmente, provam como elas não se amam como dizem, baseando-me nos seus comportamentos.

Se por exemplo você é fumante (mesmo sem ser inveterado), toma seus drinques e chopes durante ou nos fins de semana, adora iguarias como feijoada de mocotó, rabada, dobradinha com feijão branco, sarapatel, perde noites em eventos e festas, não dormindo o suficiente e adora praticar esportes radicais, pode ter certeza que não é esse amoroso todo como você mesmo diz!

Pode ser ou parecer que seja um exagero meu estar dando essa opinião a respeito dos praticantes dos atos acima. Mas, trata-se de uma realidade, mesmo sendo pessoas ainda jovens, mas, com certeza, se faz importante ser mais seletivos na alimentação, minimizar as bebidas e, imediatamente, eliminar o fumo dos seus vícios. Pois, este lhe prejudica em duas correntes importantes: financeiramente e salutarmente. E, com certeza, com o tampo você verá que, durante sua vida, ou seja seu lento suicídio, gastou com cigarros o equivalente a um apartamento! Comportou-se como um piromaníaco auto destrutível!

Creio que vale a pena você depois que ler e analisar seu comportamental, provavelmente tomará algumas precauções, cuidará melhor da sua alimentação, fara exercícios regularmente, deixará de ter um fedido hálito de cigarros e bebidas e, seguramente, sentirá uma grande melhoria na sua vida e, bravamente, dizer com ênfase: EU HOJE ME AMO!


*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

antoniodaagral26@hotmail.com 

antoniomanteiga.blogspot.com


40 frases e pensamentos para refletir sobre a morte
  
A morte ainda é um dos maiores mistérios da vida. É inevitável nos questionarmos o porquê de termos que nos despedir de alguém que amamos, ou mesmo temer o nosso próprio fim.

Há, no entanto, milhões de possibilidades de lidarmos e refletirmos a morte não apenas como um momento unicamente de dor, mas como parte incontornável da vida. Quem sabe, pensando e aprendendo sobre esse implacável acontecimento, podemos encará-lo de forma mais corajosa.

Vejamos 40 frases e pensamentos fascinantes para refletir sobre a morte.

Mensagens para refletir sobre a vida e a morte
Como diz o ditado, a única certeza que podemos ter na vida é a morte. Vejamos o que falam alguns pensadores sobre essa ligação tão sutil entre a vida e a morte.

frases sobre morte 
 
Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.

Confúcio

Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.

William Shakespeare

Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte.

Sêneca

[Inscrição para um portão de cemitério]
A morte não melhora ninguém...

Mario Quintana

Temam menos a morte e mais a vida insuficiente.

Bertolt Brecht

frases sobre morte  
Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.

Chico Xavier

Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida.

Francisco de Quevedo

Se vale a pena viver e se a morte faz parte da vida, então, morrer também vale a pena...

Immanuel Kant

Aprende a viver como deves, e saberás morrer bem.

Confúcio

Em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável. A felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo de ruim.

Buda

Pensamentos sobre a morte e o momento de despedida
Se o ato da despedida já costuma ser ruim por natureza, pior ainda quando é feito diante da morte. Não há nenhuma prova de reencontro com a pessoa querida, apesar de algumas pessoas se apoiarem nesta fé. As frases abaixo falam sobre a hora de despedida.

frases sobre morte  
Mas eis a hora de partir: eu para morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo ninguém o sabe, exceto os deuses.

Sócrates

A cada chamado da vida, o coração deve estar pronto para a despedida e para novo começo, com ânimo e sem lamúrias. Aberto sempre para novos compromissos. Dentro de cada começar mora um encanto que nos dá forças e nos ajuda a viver.

Hermann Hesse

Ó doçura da vida: Agonizar a toda a hora sob a pena da morte, em vez de morrer de um só golpe.

William Shakespeare

A morte é sempre e em todas as circunstâncias uma tragédia, pois, se não o é, quer dizer que a própria vida passou a ser uma tragédia.

Theodore Roosevelt

Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas. Ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja. Ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para outro.

Sócrates

frases sobre morte  
A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.

Victor Hugo

Ninguém morre. O aperfeiçoamento prossegue em toda parte. A vida renova e eleva os quadros múltiplos de seus servidores, conduzindo-os, vitoriosa e bela, à União suprema com a Divindade.

Chico Xavier

Pra que sofrer com despedida

Se quem parte não leva

Nem o sol, nem as trevas

E quem fica não se esquece

Tudo que sonhou?

Cazuza

Só com a agonia da despedida somos capazes de compreender a profundidade do nosso amor.

Ricardo Soares Barros

ADEUS = A-DEUS:
Não é uma despedida, é entregar nas mãos de Deus aquilo que você não pode mais cuidar.

Caio Fernando Abreu

Frases sobre luto e saudade
São poucas as pessoas que sabem fazer do luto um momento edificante. Não é para menos: a dor de perder alguém que amamos é tão grande que fica difícil pensar noutra coisa, senão no sofrimento e na saudade. As frases abaixo vão te ajudar a refletir sobre os momentos de luto que temos que passar na vida.

frases sobre morte  
Dois amantes felizes não têm fim nem morte,

nascem e morrem tantas vezes enquanto vivem,

são eternos como é a natureza.

Pablo Neruda

A despedida é um momento de tristeza, em que corações se preparam para viver uma saudade.

Deus costuma usar a solidão

Para nos ensinar sobre a convivência.

(...)

Outras vezes usa a morte, quando quer

Nos mostrar a importância da vida.

Paulo Coelho

Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.

Henry Scott Holland

frases sobre morte  
Prefiro acreditar que não dissemos adeus, mas que nos separamos para que o destino nos dê um reencontro feliz.

Raphael Bacellar

Aprendi que é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível. Com o tempo a dor diminui.

Querido John

O luto é destinado aos que amam amar. Vinga-se a pessoa que odeia amar, odeia continuar amando. É o encontro do mais extremo ódio com o mais extremo amor. A união de dois terrorismos

Fabrício Carpinejar

Tudo que temos a fazer é aprender a não ter medo da dor! Aperte os dentes e deixe doer. Não tente escapar mas não se deixe abater. Não vai durar para sempre. Um dia, a dor terá ido embora e você continuará a ser o que era.

Harold Kushner

Envelhecer é cultivar adeuses

e empobrecer em cada despedida.

É o incurável câncer da saudade:

o que passou matando o ainda vivo.

Valter da Rosa Borges


Refletir sobre a morte: lindas frases para status

É possível enxergar beleza até na morte. Apesar de estar intimamente ligada com um clima fúnebre, há quem prefira ver este momento como um ato de passagem, de fim de ciclo e de valorização das coisas que podem ser realizadas em vida. Se você também acredita nisso, vai adorar as frases abaixo.

frases sobre morte  
A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas.

Leo Buscaglia

A oeste a morte

Contra quem vivo

Do sul cativo

O este é meu norte.

Outros que contem

Passo por passo:

Eu morro ontem

Nasço amanhã

Ando onde há espaço:

– Meu tempo é quando.

Vinicius de Moraes

Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?

Confúcio

A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.

Epicuro

Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça.

Leonardo da Vinci

frases sobre morte  
O amor não mata a morte, a morte não mata o amor. No fundo, entendem-se muito bem. Cada um deles explica o outro.

Jules Michelet

Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.

Sigmund Freud

O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo.

Leon Tolstói

A um homem bom não é possível que ocorra nenhum mal, nem em vida nem em morte.

Sócrates

Não é da morte que temos medo, mas de pensar nela.

Sêneca




A noiva que saiu do túmulo
R. Santana


Tabitha Gabiele ia recostada no confortável banco de detrás da limusine. Trajava-se com vestido de noiva trabalhado, de véu, cabelos bem penteados, ostentava na cabeça uma coroa de flores de cristal, brincos cintilantes nas orelhas, sapatos de camurça de salto alto, anel de noiva da Tiffany no dedo anelar direito, buquê nas mãos e rosário entre os dedos, um look perfeito, um look de princesa.
A limusine rosa de Tabitha saiu de algum lugar de Brotas, destino à Igreja Nosso Senhor do Bonfim, localizada na Sagrada Colina, na cidade de Salvador. A limusine desceu a ladeira dos Galés, trafegou com cuidado a Rua Djalma Dutra até o Largo das Sete Portas, aí, dobrou à esquerda e saiu na avenida J. J. Seabra e segue em frente, pouco tempo depois, chega ao Largo de Aquidabã, dobrou à direita e atingiu o túnel Américo Simas, trafega pela Avenida Frederico Pontes, rumo ao Largo da Calçada, seguiu por ruas e transversais até o Largo dos Mares, saiu na Barão de Cotegipe, depois na Avenida Fernandes da Cunha, de lá, o motorista chega à Praça Irmã Dulce, quando  deu início ao final da viagem pela Dendezeiros...

Enquanto o carro trafegava em ruas e avenidas com paradas obrigatórias, Tabitha refletia sobre os 5 anos de namoro e noivado com Andreas Folic. Conheceram-se no final do curso de medicina da UFBA, depois de diplomados e feitos os cursos de residência médica, noivaram e marcaram a data do casamento e aquele dia seria o dia D.
Optou por um casamento tradicional e elegante, mas sem exageros nem extravagâncias, não gostava de nada espalhafatoso, a discrição e a sobriedade eram suas marcas. Católica praticante, amiga do bispo e do pároco, obteve autorização pra se casar em outra igreja, de maneira especial, a Igreja Senhor do Bonfim. 
Naquele dia, ela pediu aos pais que lhe esperassem no átrio da igreja até o início do ritual de entrada, queria chegar sozinha: sem os pais, sem padrinhos ou damas de honra de casamento.
Não trocou uma palavra com o motorista, o pobre do homem tentou ser agradável, mas em vão, pediu-lhe, apenas, que se livrasse do congestionamento o quanto possível, pois o casamento estava marcado para 20 horas e o relógio já passava das 19h30 min, gostaria de assistir a missa de início.

***

Vincenzo e Antonella estavam impacientes, pois àquela hora, sua filha ainda não havia chegado. Eles estranharam a demora porque sua filha era disciplinada e exigente com os horários de trabalho e compromissos outros, portanto, atraso por menor que fosse não era normal para Tabitha. Vincenzo não cabia em si de contente, passou a noite de véspera ensaiando como entrar com sua filha até Andréas, por isto, praticou com Antonella todo ritual do casamento, não queria fazer feio perante parentes e amigos.
            Quando a ansiedade e a impaciência tomavam conta dos convidados, da família e do noivo, Tabitha surgiu do nada e mais ansiosa que todos, seus pais correram pra lhe socorrer:
            - Minha filha, vamos!
           
Começou o cerimonial: o noivo entrou de braços dados com sua mãe, depois vieram os padrinhos de ambos e as damas de honra. A noiva entrou com o pai. As formalidades exigem que as mulheres entrem pelo lado esquerdo dos homens, exceto a noiva. No altar, o noivo permaneceu do lado esquerdo com os padrinhos e os pais, enquanto isto, a noiva ficou do lado direito com os pais e os padrinhos. Depois que o pai entregou sua filha ao noivo, os pais da noiva e do noivo retornaram à entrada e voltaram depois ao santuário com os casais trocados, ou seja, o pai da noiva de braços dados com a mãe do noivo e vice-versa, no altar, ambos os casais retornaram aos seus lugares de origem e, os noivos se postaram de fronte ao altar, daí o sacerdote iniciou a celebração:
           
- Irmãos caríssimos, nos reunimos com alegria na casa do Senhor para participarmos nesta celebração matrimonial de Andreas Folic e Tabitha Gabiele, que neste dia, eles se propõem constituir o seu lar. Este momento, para eles, é de singular importância. Acompanhemo-los com o nosso afeto e amizade e com a nossa oração. Juntamente com eles escutemos a Palavra de Deus. Depois, em união com a Santa Igreja, por Jesus Cristo, Nosso Senhor, nós supliquemos ao Deus Pai que acolha benignamente estes servos, que desejam contrair Matrimônio. O Pai desça sobre estes servos suas bênçãos e os una para sempre...
            
         Meus amigos e amigas, neste ponto da história, decidimos por conta e risco, encurtar o ritual por dois motivos: primeiro pra que o blablablá não descambe em conversa fiada; depois, a descrição passo a passo do ritual não irá acrescentar para explicação lógica dos fatos, portanto, nada mais prático que registrar, apenas, seu início e fim.
...

... Nos ritos finais da missa, o sacerdote abençoa os esposos e o povo dizendo:
            
- Deus Pai vos conserve unidos no amor, que habite em vós todos, aqui presentes, a paz de Jesus Cristo para sempre.
Todos: Amém! – O sacerdote finaliza:
- E a vós todos, aqui presentes, abençoe Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e... – o sacerdote interrompe a bênção abruptamente:
- Filha, isso foi o quê? Seu sangue está escorrendo pelo pescoço! – todos os convidados e parentes ficaram estonteados, todos correram para acudir a moça, o pandemônio tomou conta de todos e o tumulto e o medo se misturaram quando Tabitha desapareceu ao tempo que o motorista da limusine de Tabitha, entrava na igreja:

- Seu Vincenzo, seu Vincenzo, sua filha morreu!

Mais calmo, o motorista diante de convidados e parentes absortos, falou do acidente que havia ocorrido na Avenida dos Dendezeiros com sua limusine e feito Tabitha vítima fatal. Seu carro tinha sido empurrado por uma Toyota Hilux, Cabine Dupla 2010.  O motorista da Hilux, numa ultrapassagem imprudente, empurrou a limusine para o acostamento que após subir num barranco vira duas vezes no asfalto. Tabitha sem cinto de segurança foi a vítima fatal.
Hoje, o viandante que por ali passa, vai ler a inscrição numa placa de cimento na beira da estrada.
“Tabitha, a noiva que saiu do túmulo! - *1980 / 2010”



Autoria: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons 


Os Parceiros
Mário Quintana



Sonhar é acordar-se para dentro:

de súbito me vejo em pleno sonho

e no jogo em que todo me concentro

mais uma carta sobre a mesa ponho.

Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!

E quase que escurece a chama triste...

E, a cada parada uma pancada,

o coração, exausto, ainda insiste.

Insiste em quê? Ganhar o quê? De quem?

O meu parceiro... eu vejo que ele tem

um riso silencioso a desenhar-se

numa velha caveira carcomida.

Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce...

Como também disfarce é a minha vida!


Autoria: Mário Quintana


POVO DINÂMICO – Carlos Pereira Filho

            Descrevemos em vários capítulos episódios passados em Itabuna até a época atual. Do período ditatorial até os nossos dias democráticos passaram pela prefeitura Armando da Silva Freire, 1945, José de Sousa Dantas, 1945, Lauro Azevedo, 1946, Armando da Silva Freire, 1946, Ubaldino Brandão, 1948, Miguel Fernandes Moreira, 1958, Francisco Ferreira da Silva, 1955, José de Almeida Alcântara, 1959. Armando da Silva Freire e Francisco Ferreira da Silva foram, por duas vezes, chefes do Executivo municipal.

            Ao olharmos para o passado, e antes de tentarmos focalizar o presente, temos a impressão de que fizemos uma longa viagem.

            Se um rei salmista tivesse aparecido para ordenar a criação de uma cidade e o seu centro de produção, aos pulos, como concitou as montanhas para adorarem ao  Criador, o milagre não se teria operado tão rapidamente como aconteceu na história da construção de Itabuna.

            Os séculos formam a história da civilização de muitos, povos, no decorrer de anos a fio e de um trabalho paciente, constante, através de sucessivas gerações.

O município organizou-se rápido, como a ordem da Palavra de Deus, na criação do mundo que habitamos, segundo a narração Bíblica.

            Ainda vivem pessoas que conheceram, conviveram com os seus primeiros fundadores e que, ainda, alcançaram os velhos trechos da vila e da cidade fundada em 1910. Manuel Fogueira, Jorge Maron Filho, Gileno Amado, Francisco Fontes e muitos outros guardam ainda na memória os fatos mais destacados da construção de Itabuna.

            Há deles que trabalharam nas ruas, calçando-as, há deles que derrubaram matas e fizeram plantações de cacau, há deles que coivararam as matas para semear o capim das pastagens, há deles que tomaram parte no domínio político.

            O fato importante na formação do município é ter sido produto de puro sangue brasileiro. O mesmo ardor que se agarrou ao desbravador das matas ilheenses apoderou-se dos que cultivaram as matas Itabunenses. Sendo que na terra Itabunense o estrangeiro não orientou, não incentivou, nem civilizou. O trabalho, a cultura da terra,  a expansão, o método, a disciplina, o exemplo, da dedicação, de abnegação, decorreram, fluíram dos brasileiros oriundos de todos os Estados,  destacadamente dos sergipanos.

            Se tivesse havido, na formação de Itabuna, um plano previamente organizado, com ensino técnico sobre lavoura, com divisões de áreas para cacau, cereais, pastagens, por certo o plano não atingiria, neste regime, a meta que alcançou o trabalho feito pelos destemidos desbravadores da terra. Ela, se olhada do alto, se reduzida a um postal, se apresentaria como um verdadeiro jardim armado de leiras gigantescas que se poderiam apontar com os dedos e dizer: “Aqui está a área do cacau, ali a dos cereais, acolá a das pastagens e, ainda, à margem do rio o comércio, seu centro de abastecimento”. No conjunto há tal harmonia, um cuidado de aplicação de energias de distribuição de trabalho que denuncia e revela a capacidade de orientação econômica de um povo.

            Não há um palmo de terra desocupada, sem dono, sem uma finalidade. Economistas que se houvessem reunido para criar alguma coisa dinâmica com as suas doutrinas de produção e riqueza, talvez não tivessem realizado uma obra tão admirável como a levada a efeito pelos Itabunenses, em todos os setores.
            Contemplada a obra em detalhes, por algum exigente sociólogo, naturalmente apresentará algumas falhas o que não é de estranhar ou censurar, dada a marcha acelerada da sua edificação, e a simplicidade dos seus operários.

            Mas como obra de conjunto não vemos falhas que perturbem o ritmo da sua grandeza. Nela não falta o aspecto social, o político, o econômico. Nela se vê, se percebe, se sente a força da evolução, do progresso, da prosperidade, o sentido da marcha para o bem-estar público, que é o sentido altamente característico de uma civilização em posição cultural apreciável.

            As suas escolas, os seus hospitais, as suas associações, os seus estabelecimentos bancários, os seus jornais, a possante estrutura do seu mundo econômico e financeiro, a linha de orientação construtivas dos seus governantes, expressam o retrato fiel de um povo integrado e consciente, politizado e certo do programa que cumpre, no objetivo de melhores dias e de um futuro grandioso.

            E o que significa, no seu povo, essa ânsia de progresso, de desenvolvimento, de consciência econômica social? Significa que o povo Itabunense guarda, conserva, cultiva em todas as formas de evolução, de adaptação, de lutas, os sentimentos dos seus antepassados, mantém com dignidade o nome legado por eles, e olha o futuro.

            Um simples olhar de observação, uma análise superficial evidencia o arrebatamento dos Itabunenses na marcha para o progresso. Eles não esperam pelos governos, eles não apelam para os vizinhos, eles não se queixam das suas mágoas. Eles trabalham, produzem, avançam. Cobrem as etapas das suas iniciativas, com uma facilidade inverossímil, com o dinamismo de um povo sacudido por uma determinação revolucionária.

            Poderíamos dizer que os Itabunenses escreveram, em curto prazo, a maior página de progresso e prosperidade da terra cacaueira.

            Preferimos, todavia, afirmar que escreveram a mais bela e encantadora página do livro da história da economia regional.

            Tivéssemos tomado uma canoa e percorrido durante anos e meses o longo curso de um rio, ao chegarmos à sua foz, ao darmos num mar aberto, poderíamos exclamar: assim aconteceu à terra Itabunense, de Firmino Alves até aos nossos dias. Em 1860, em 1901, em 1910, o município representava esse rio que navegamos. Em 1959, data do cinquentenário de sua fundação de cidade, é o município esse mar imenso que divisamos oceano de atividade humana e de civilização.


Fonte: TERRAS DE ITABUNA Capítulo XXVIII
Carlos Pereira Filho



EXTRATOS DA PALESTRA DA DRA. FILÓ, PEDIATRA EM BH.

"Rio só existe porque tem margem. A criança só será um adulto completo se tiver limites.

Criança tem que ser monitorada.

Mãe tem que ser chata.

Filho só pode ver aquilo que é próprio para a idade dele.

Filho não pode ver aquilo que está além da sua capacidade de compreensão.

Tome a frente das regras da sua casa.

Criança não dorme com celular no quarto. Recolha. Vigie.

Criança tem que dormir com tranquilidade.

Quarto não tem que ter televisão. Quarto é para dormir.

Não compare a casa do outro com a sua.

Na sua casa você tem que cuidar da integridade mental dos seus filhos.

Criança não fica trancada no quarto jogando.

Filho tem que 'socializar', tem que ver, estar com pessoas. Corpo a corpo. Olho no olho.

Criança que é rejeitada por outros tem uma tendência a buscar redes sociais. Cuidado. Isso pode causar dependência.

Precisamos ter a coragem de olhar para a vida dos nossos filhos.
As coisas acontecem debaixo dos nossos olhos.
Criança é esperta, mas temos que ser mais ainda. Pai e mãe têm que estar perto.

Criança não tem que ter senha.
Essa tal de privacidade é só quando eles saem de casa, só quando pagam as próprias contas.

O celular do filho não pode ser igual ao do pai.
Tem que haver hierarquia.

Cada mãe conhece o filho que tem. Mãe, no fundo, sabe o que está acontecendo com o filho. Não ignore suas sensações como mãe.
Elas são verdadeiras.
A mãe não erra o diagnóstico. Confie nos seus sentimentos de mãe.

A missão como pais é muito maior do que podemos imaginar.
E não é uma missão fácil.

Mais do que dar coisas, se deem a seus filhos.

Questione seus filhos.
Pergunte!
Vigie!
Investigue!

Existem muitos e muitos distúrbios psiquiátricos na infância.
O segredo da prevenção é família e amor.
Criança tem que ser amada.

Filho vai tentar se impor. Mas 'combinados' e regras devem existir.
Tem que haver respeito.
Tem que haver hierarquia.

Filho tem que desejar!
Tem que querer ganhar alguma coisa!
Tem que esperar ansiosamente pelo presente.
As coisas não são descartáveis.

Coloque na vida do seu filho que somos criadores, que vamos criá-los e que temos sonhos para eles.
Que a vida tem que ter sentido, além do dinheiro, do poder e de todas as possibilidades.
Que a vida os desafiará, mas a vida não encerra.

Cuidado!
O que os filhos trazem para o mundo é o que plantamos neles.
Estimule-os a serem verdadeiros.
A verdade abre caminhos".


Fonte: WhatsApp

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