Saber-Literário

Diário Literário Online


A TRAVESSIA DO CAMINHO – Susana Carizza

Impossível atravessar a vida... Sem que um trabalho saia mal feito, Sem que uma amizade cause decepção, Sem padecer com alguma doença.

Impossível atravessar a vida... Sem que um amor nos abandone, Sem perder um ente querido, Sem se enganar em um negócio.

Esse é o custo de viver. O importante não é o que acontece, mas, como você reage.

Você cresce... Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé. Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la. Você cresce... Quando aceita seu destino, e mesmo assim, tem garra para mudá-lo. Quando aceita o que ficou para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando se supera, se valoriza e sabe dar frutos. Cresce quando abre caminho, assimila experiências... E semeia raízes…

Cresce quando se impõe metas sem se importar com comentários,  nem julgamentos...

Cresce quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre  com seu trabalho.

Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento... E humano por natureza!

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, Cresce quando colhe flores mesmo que tenham espinhos. Cresce quando marca o caminho mesmo que se levante o pó. Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões, Cresce quando é capaz de perfumar-se com flores... E elevar-se por amor!
Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida mais do que recebe. E assim se cresce…

"Gotas de Crystal 02" uchacrystal@yahoo.com.br


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A Árvore e o Cogumelo


05 de junho, Dia do Meio Ambiente


O Big Bang foi o início de tudo,
pulverizando de astros o nada.
E o Planeta Terra, só e desnudo,
logo sentiu a vida despertada.


A célula (cissípara) inicial
dividiu-se e, uma a uma cada,
bipartiu-se sob força vital,
dando origem à celular camada...


...e o vento da vida soprou forte!
Agora, a humanidade suicida,
sem amor, sem paz e sem norte,


abandonou-o à malfadada sorte
– transmudando a árvore da vida
em sombrio cogumelo da morte!



Oscar Benício dos Santos,
poeta itabunense.
1926 - 2019

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NOITE DE CHUVA – Ariston Caldas



        Escorou-se à janela na esperança que o tempo melhorasse. Era uma noite feia, sem estrelas, entremeada por uma chuva fina, incessante, empoçando as ruas, dificultando o trânsito das pessoas; tudo deserto, as biqueiras num trós-trós, às vezes cadenciado, outras sem ritmo, assustando; lâmpadas opacas entre os chuviscos, por trás das vidraças, penduradas pelos postes, ornamentando a torre de uma igrejinha no centro da praça principal. “Parecendo início de Semana Santa”, pensou, chateado, acendendo um cigarro; ajustou pelo corpo uma capa preta, ajeitou o chapéu, decidindo enfrentar o temporal miúdo e incessante que o impacientava. Saiu cauteloso, desviando-se das poças; a capa preta, de oleado, emitia um brilho semelhante à pele de sanguessuga, ante os reflexos das lâmpadas mortiças, entre a penumbra orvalhada pela garoa que ele parecia infinita.
            Enquanto caminhava, lembrou com desgosto da vida militar, onde passou cerca de um ano, contrariado, obedecendo ordens de superiores hierárquicos, cumprindo tarefas insuportáveis; lembrou das fardas mal lavadas , cheirando a sujo, dos alojamentos abafados, das camas enfileiradas parecendo de enfermaria; da ordem-unida, da física, manhã cedinho, quando  camaradas cheirando a suor escanchavam em seus ombros; da petulância e do pedantismo de alguns graduados aos gritos, orgulhosos até às batatas das pernas. Via-se às voltas com o cabo Evaristo, baixinho de pernas tortas, bruto, enfarruscado: “Você aí, seu cara de sergipano!”

            O tenente Costa, de cavanhaque louro e óculos com aros finos dourados, bigode com pontas viradas, montado num cavalo esquipador, desfilando nas folgas pela avenida beira-mar. Em compensação, quando deixou a farda, era dono de uma carteira de primeira categoria. No dia do licenciamento, mesmo sem dinheiro, passou a noite badernando pela rua, em companhia de alguns companheiros também licenciados.

            A chuva trazia-lhe essas recordações súbitas. Tentou esquecê-las dando um muxoxo. Veio-lhe à memória a morte do tio Eusébio com uma úlcera no estômago. Parecia ver o cenário em seu redor, a sala humilde onde se dera o passamento, a chegada do tio numa rede enforquilhada conduzidas por dois homens com as camisas atadas a cintura, suados; dia chuvoso, à tardinha, o tio soltou o último suspiro. Ao redor da cama, a mulher e dois filhos, ela chorando, calada, vez em quando enxugando o rosto com um lenço branco, encardido; os dois meninos, assustados, sem afastarem os olhos do pai espichado, feições fundas, barba crescida. Fora, caía uma chuva fina, incessante, com rajadas de vento frio. No dia seguinte, acompanhou o enterro e assistiu, de olho duro, descerem o tio dentro de um caixão preto sustentado por cordas, para o fundo de um buraco; um negro musculoso e careca enchia uma pá de terra e ia entulhando a cova, barulho fofo ruía no fundo a cada batida do barro sobre o caixão; pessoas presentes falavam coisas que se repetem nessas ocasiões, “Deus lhe abra as portas do céu”. “Coitado, finalmente descansou”. Parecia ver, naquele instante, o pequeno grupo de pessoas cabisbaixas saindo pela porta da frente do cemitério onde o tio ficaram para sempre.

            De súbito, levou um escorrego, mas não caiu. A lembrança do enterro afastou-se, a chuva fina insistia. As goteiras pingavam, as lâmpadas pelos postes de madeira, embaciadas, a capa preta de oleado esfriava. O dia seguinte seria domingo, dia de descanso; iria, como de costume, arrumar o quarto, ajeitar as roupas, separar as que iam para a lavadeira; lustrar os sapatos, assistir a algum programa de televisão, aguardar outra segunda-feira chata, entre as mesmas caras, repetindo contas, arrumando coisas no escritório cheio de livros, computadores, o gerente no compartimento ao lado, de óculos brancos, gravata, bem penteado.

            Lembrou do salário pequeno, dos preços das coisas aumentando a cada dia. Olhou para o céu sem estrelas, nem nos confins dos horizontes turvos, sem paisagem. Uma amendoeira próxima atinou-lhe que estava chegando à casa de Juanice, moça que conhecera havia pouco tempo. Desabotoou a capa de oleado, escorreu por ela as mãos frias, espanando os chuviscos impregnados na superfície. Arrancou a ponta de cigarro dentre os beiços e atirou-a numa poça d'água próxima a um poste da rede elétrica; tirou o chapéu. Subiu para o passeio, três passos e bateu com veemência à porta da namorada: “Sou eu, Juanice!”.


(LINHAS INTERCALADAS – 2ª Edição 2004)
Ariston Caldas

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Como Manter a Boa Digestão Durante Viagens


Viajar deve ser uma experiência relaxante, uma oportunidade de mudar o cenário para algo novo e excitante, e uma chance de se divertir. Infelizmente, enquanto nos divertimos, normalmente experimentando novos alimentos, bebendo mais do que o habitual e relaxando na praia, muitas vezes as férias acabam sendo um desafio para o seu corpo, especialmente para o seu intestino, com mais da metade dos turistas experimentando algum tipo de problema digestivo. A maioria dos viajantes sofre de problemas como diarreia, constipação, azia e inchaço, e qualquer coisa que comece com a comida do avião até seus níveis de atividade pode afetar sua saúde digestiva.

Esses aborrecimentos podem ser extremamente desconfortáveis e podem até arruinar seus planos de férias, mas não precisa ser assim. Você pode evitar os problemas intestinais de viajantes comuns levando em consideração algumas coisas e seguindo as dicas sugeridas neste artigo.


1. Preste atenção ao seu consumo de fibra


A fibra é essencial para a nossa saúde digestiva de muitas formas, por isso, é importante ter certeza de que você está comendo o suficiente. A ingestão de fibras é especialmente crucial quando você viaja, já que 48% dos viajantes sofrem de prisão de ventre, e a fibra ajuda a manter as coisas em movimento, mesmo quando você está estressado e não é muito ativo.

Para ter certeza de que está obtendo fibras suficientes, é possível criar uma regra para você comer muitas frutas e verduras enquanto viaja, ou incluir mais grãos integrais em sua alimentação. Embalar uma maçã e uma barra de cereais integrais em sua bolsa como um lanche saudável também é uma ótima maneira de aumentar a ingestão de fibras. Se você quiser saber quais alimentos são particularmente ricos em fibras, clique aqui.



2. Água e chás de ervas são seus aliados

Ficar desidratado enquanto viaja é assustadoramente fácil, pois tendemos a esquecer a nossa ingestão de água quando estamos na praia ou explorando um local novo, e pode ser um incômodo beber muita água no avião ou condução. Essas são exatamente as armadilhas que podem causar prisão de ventre e piorar seus sintomas de diarreia, por isso recomendamos beber bastante água e mais um pouco para evitar esses problemas. E enquanto substituir água por refrigerantes, café ou coquetéis pode parecer tentador, não se submeta a essa tentação, pois todas essas bebidas podem, na verdade, desencadear problemas digestivos que variam de azia a diarreia.

Por fim, também pode ser uma decisão inteligente armazenar um pouco de chá de hortelã, se você for propenso a constipação intestinal, inchaço e gases, pois isso pode ajudar a aliviar o inchaço e acalmar seu intestino.

3. Evite alimentos pesados
Mesmo que você tenha 100% de certeza que os alimentos que você come durante as férias são
seguros e preparados adequadamente, você não está imune a problemas digestivos. Isso ocorre porque tendemos a dormir menos, comer mais e mudar o horário das refeições durante as férias, o que torna nosso intestino mais sensível aos tipos de alimentos que comemos.

Além do mais, todos nós sabemos em que tipo de comida nos deliciamos com as férias: tudo que é doce demais, salgado demais, sem verduras e, de preferência, frito. E enquanto experimentar novos alimentos locais e cozinhar a menor quantidade possível de comida é certamente parte de qualquer aventura, recomendamos que você esteja atento ao tipo de alimentos que escolhe comer.

Alimentos oleosos, gordurosos e excessivamente processados podem causar prisão de ventre, e alimentos e bebidas açucarados, assim como laticínios, podem provocar diarreia. Comer porções que são muito grandes, muito rápidas, exageradas em cafeína e alimentos ácidos podem causar refluxo ácido, enquanto o consumo de muitos feijões, brócolis e repolho pode causar inchaço e gases. Há também alguns alimentos desencadeantes que pioram seus sintomas especificamente, então, se você sabe, por exemplo, que o chocolate ao leite geralmente o deixa com dor de barriga, evite-o mesmo nas suas férias.

4. Não ignore seu intestino

Se você está acostumado a um determinado horário de refeição, tente mantê-lo enquanto viaja o máximo que puder. Isso fará com que você tenha muita energia e mantenha seu fluxo digestivo estável.

Outro erro comum que as pessoas cometem é ignorar o desejo de ir ao banheiro, o que pode levar à prisão de ventre. Mesmo que você não se sinta particularmente confortável em usar um banheiro público ou aquele em seu hotel, é importante ouvir seu corpo, afinal, todos fazemos isso. Caso contrário, você está arriscando transformar suas férias inteiras em uma pausa extensiva e muitas vezes dolorosa no banheiro.

5. Mantenha-se ativo

Agora, faz sentido dar uma pausa na sua rotina de exercícios quando você está viajando, mas você ainda tem que permanecer ativo quando está de férias, caso contrário, seu sistema digestivo pode ficar mais lento, o que pode trazer uma variedade de sintomas digestivos.

Os médicos apontam que exercícios de média intensidade podem melhorar a digestão e prevenir a constipação (obviamente, não apenas quando você está de férias). Mesmo se você estiver relaxando na praia 24 horas por dia, 7 dias por semana, tente fazer caminhadas regulares (ou nados) todos os dias para manter seu corpo, especialmente seu intestino, ativo e feliz.



6. Lave as mãos (frequentemente)


Lavar as mãos com sabão sempre que puder é uma ótima maneira de prevenir intoxicações alimentares, pois, apesar da crença popular, pegamos muitas bactérias e vírus intestinais ruins de nossas próprias mãos, e não dos alimentos infectados. Piscinas, banheiros, maçanetas, aviões e ônibus são todos um terreno fértil para bactérias nocivas, com muitas vezes milhares de pessoas passando por esses lugares todos os dias.

Mesmo que você não consiga lavar as mãos antes e depois de cada refeição, lembre-se de levar consigo lenços umedecidos, guardanapos e desinfetante para as mãos o tempo todo e usá-los constantemente. Quando lavar as mãos, certifique-se de usar sabão e evitar fechar a torneira ou tocar em qualquer maçaneta diretamente com as mãos depois de lavar as mãos (use uma toalha ou um guardanapo), pois os banheiros são conhecidos por espalhar todos os tipos de micro-organismos nocivos.

7. Faça pesquisas


Antes de viajar para um determinado país, pesquise a segurança alimentar nesse destino, pois, em muitos lugares, a comida de restaurante e de rua, bem como a água da torneira, podem não ser tão seguras como no seu país de origem. Se qualquer um dos acima mencionados é um problema, sempre evite comida de rua e escolha restaurantes cuidadosamente.

Se a água é um problema, também evite cubos de gelo em suas bebidas. Alguns médicos recomendam que você fique grudado na água engarrafada, não importa para onde esteja planejando ir, já que a composição da água da torneira local pode diferir do que seu corpo está acostumado, o que pode perturbar seu estômago.

Também é mais seguro manter alimentos cozidos em vez de crus, assim como escolher produtos pasteurizados para garantir que seus alimentos estejam livres de bactérias nocivas. Nós escrevemos um artigo sobre 10 alimentos que normalmente causam intoxicação alimentar que você pode conferir.

8. Kit de primeiros socorros por precaução

Como você deve ter notado, todas as dicas que mencionamos anteriormente são maneiras de prevenir um mal-estar estomacal e intestinal, que é, claro, ótimo, mas o que você pode fazer se estiver lá, no destino turístico dos seus sonhos, sofrendo de um problema digestivo? Para esse isso, sugerimos um kit de primeiros socorros bem abastecido.

O mesmo funciona para pessoas que sabem que sempre sofrem de um determinado problema enquanto viajam, e assim estarão bem prevenidas. Aqui estão alguns medicamentos de venda livre que você pode querer levar:

1. Se você sofre de prisão de ventre persistente em viagens, você se beneficiará de cascas de psyllium ou laxantes formadores de volume, que, ao contrário de outros laxantes, não causam dependência e não são propensos a ter complicações. Tenha em mente que você precisará beber muita água se estiver fazendo isso, ou então eles podem piorar seus sintomas.

2. Se a azia é a sua principal preocupação, você pode tomar antiácidos, o que irá melhorar os sintomas, mas tenha em mente que você não deve tomá-los por mais de uma semana.

3. Se tiver diarreia ligeira, pode comprar Peptozil ou Cloridrato de loperamida.

Tenha em mente, no entanto, que os sintomas persistentes ou graves exigirão atenção médica profissional, especialmente se forem acompanhados por febre, cãibras, sangue nas fezes, etc. Precisa de mais orientação para os viajantes? Aqui está um ótimo recurso.



Carta para Paula
R. Santana
Querida filha:

            Há dezessete anos não conversamos e não nos vemos, às vezes, nos encontramos em sonhos, mesmo assim, não nos falamos, tu sempre distantes de mim, como se o tempo tivesse destruído o nosso amor e apagasse o nosso passado. Tu se lembras de mim, de tua mãe e dos teus irmãos? Acredito que sim, aliás, não tem tanto tempo a nossa separação, dezessete anos, é um ínfimo tempo do infinito tempo.
            Quanta saudade nós sentimos de ti!... Lembro-me dos teus primeiros passos, do teu primeiro aninho de vida, da tua primeira mamadeira, do teu primeiro bico, da andadeira que suado comprei para que tu começasses andar e peraltear pela casa, tudo era festa...  Lembro-me quando começastes ler, sinto ainda hoje, o orgulho contido quando tua primeira professora elogiava tua inteligência e vaticinava futuro promissor que o destino te sucumbistes...
            Naquele mês de março de 1992, nos teus 15 anos, quando debutastes na vida social, toda fogosa, linda de viver, a minha princesa, tu despertastes olhares gulosos dos mancebos presentes e ciúme de pai, senti-me o homem mais feliz do mundo, mais realizado do que um sheik do petróleo e mais rico do que Bill Gates, pois ali estava o meu tesouro dado por Deus que nem Bill Gates nem o mais rico dos sheiks teriam fortuna igual, mas um ano depois, os desígnios do Senhor mudaram essa história para sempre, destroçando o meu coração, a minha alma e tirando-me a vontade de viver...
            O quê fazer, Paulinha? Tu foste para eternidade e nos deixou, aqui, neste mundo de prazeres efêmeros, de lágrimas, de doenças, sofrimento e desespero intermináveis. Às vezes, Paulinha, eu penso que Deus virou as costas para este mundo de promiscuidade, corrupção, perversão, egoísmo, maldade, ganância, injustiça e desamor, assim se explica, as desventuras do homem bom, do homem justo e os infortúnios das crianças inocentes.
            Tu deves ter lido o meu trabalho sobre felicidade, predestinação, determinismo, livro arbítrio, “O mundo das possibilidades”, Jesus e a natureza de Deus e etc., ali Paula, parece-me que encontrei a resposta para indiferença do Senhor às desgraças humanas. Somos as nossas circunstâncias, o mal em si não existe, vivemos no “mundo das possibilidades”, as coisas acontecem não como castigo ou permissão de Deus, as coisas acontecem conforme as possibilidades necessárias ou contingenciais, mas as coisas acontecem...
Àquela noite de 11 de Novembro de 1993, a noite da dor, do sofrimento, da despedida, a noite que tu nos deixaste para sempre, a noite de mil noites, não “As mil e uma noites”, mas a noite que no leito da cama, tu destes o último suspiro de vida e nós, os teus pais, impotentes ao teu lado, restava-nos chorar, somente chorar, naquele fatídico momento, gritamos e nos revoltamos com Deus e com os céus, não entendíamos como Ele tirava de maneira sofrida a jóia mais preciosa que nos tinha dado, foi a noite mais mórbida, a mais mórbida do que todas as noites...
            Hoje, mais maduro e resignado pelo tempo, compreendo que a morte é uma possibilidade necessária para que o homem se perpetue em espírito incorruptível e não mais pereça, isto é o que nos sustenta, pois se não vivermos pela fé, se não tivermos algo para nos agarrar, se perdermos a esperança nas promessas do Senhor, a vida não vale a pena ser vivida, melhor seria o homem não ter nascido do que viver sob o auspício duma vida eterna de mentirinha.
            Num desses dias, acordei-me assombrado com a televisão ligada, a luz e o som entrando pela fresta da porta, tua mãe jurando que não a tinha ligado; eu não jurei, mas teimava também que não a tinha ligado, aí... o medo tomou conta de mim e dela, nós ambos, pensamos que algum “ladrão” se divertia sentado na cadeira do papai assistindo televisão, comodamente, gozando com o nosso medo de abrir a porta e encontrá-lo de chofre na sala... O meu coração saltava pela boca, já sentia o cano do revólver cutucando a minha costela, quando tua mãe, mais corajosa, puxou-me de lado, abriu a porta e lá para o nosso alívio, nem a sombra do ladrão encontramos.
            Porém, não me conformei de todo, pensamento lógico, eu não aceitei o argumento de tua mãe que me responsabilizava pela ligação da TV e dormido depois, por mais que batesse o pé que não a tinha ligado, ela insistia em me culpar, mas a resposta veio depois ao sonhar contigo o resto da noite. Naquela noite tu apareceste a mim em sonho, compreendi então, que foi tu Paulinha, que usou a cadeira do papai e a televisão para mandar-me um recado que somente tu e eu sabemos...
            A saudade não passa e o meu amor é eterno, sinto saudade de ti diuturnamente, não aquela saudade doída dos primeiros dias da nossa separação, mas uma saudade suave, perene e desprovida de ansiedade, uma saudade amiga que o tempo não consegue apagar.
            Enfim, os teus pais e os teus irmãos desejam que do lado de lá as coisas estejam bem melhor do que do lado da cá, que o teu sofrimento quando passaste por aqui serviu para melhorar tua alma e aproximar-te de Deus, nós do lado de cá, estamos purgando os nossos pecados a cada dia, numa peregrinação sofrida, na esperança de que um dia, todos nós, estejamos juntos não em tempo humano, mas em tempo infinito.
Amor, amor eterno dos teus pais e irmãos!...


Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons
Nota Editorial.: Carta de 2010.



Quem consome muito açúcar tem diabetes?

Foto: Getty Images
Por Donna M. Rounsaville, RDH, BS

É quase impossível eliminar completamente o açúcar da dieta. Você pode limitar o quanto consume, mas se você gosta muito de açúcar, você pode ter diabetes se consumir muito açúcar? A resposta é complicada, mas dietas e estilos de vida podem causar esta doença. Saiba mais sobre essa condição, seu efeito na saúde bucal e o que você pode fazer para prevenir e controlar a diabetes.

O que é diabetes?

De acordo com a American Diabetes Association dos Estados Unidos, os carboidratos aumentam os níveis de glicose no sangue, e não o açúcar. A diabetes tipo 2 está diretamente relacionada ao excesso de peso, o maior fator de risco de diabetes, e a obesidade é resultado da ingestão de calorias de qualquer fonte de alimento.

Não confunda os dois tipos de diabetes. A diabetes tipo 1 é uma doença genética em que o corpo não produz insulina. A diabetes tipo 2, a forma mais comum que surge na fase adulta, ocorre quando o corpo não usa a insulina adequadamente, causando resistência à insulina. Mesmo que tente aumentar a produção, o pâncreas não consegue controlar os níveis de açúcar no sangue.

A diabetes e a sua boca

Qual a relação da diabetes com a saúde bucal? Sabe-se há muito tempo que uma dieta rica em carboidratos alimenta bactérias que formam cavidades na boca. Essas bactérias também formam ácidos que quebram o esmalte e outras estruturas dentárias, resultando em decomposição. Mas você sabia que o diabético corre um risco maior de apresentar problemas na gengiva, incluindo periodontite e outras infecções?

De acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases dos Estados Unidos, níveis elevados de glicose no sangue aumentam a gravidade da doença da gengiva. Há mais açúcar presente na saliva de um diabético do que na saliva de uma pessoa sem diabetes. Este açúcar na saliva promove o crescimento de bactérias que formam a placa bacteriana. Além disso, a doença da gengiva pode dificultar o controle do açúcar no sangue.

O que você deve fazer se for diagnosticado com diabetes tipo 2? Siga as instruções do seu médico quanto aos medicamentos e mudanças no estilo de vida. Informe o seu dentista sobre esse diagnóstico. Eles podem usar essas informações para recomendar uma rotina de higiene bucal e uma agenda de exames adequada ao seu caso.

Prevenção e controle

De acordo com a American Diabetes Association, existem várias formas de controlar ou até mesmo evitar a diabetes tipo 2. Um dos passos mais importantes é controlar o seu peso, mantendo uma dieta balanceada que inclua alimentos de baixo índice glicêmico (IG), como carnes magras, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura. É recomendado evitar alimentos de alto IG como doces, petiscos e refrigerantes. Essas mudanças podem exigir grandes esforços, mas ajudarão a controlar o açúcar no sangue, mantendo você e a sua família mais saudáveis.

E a sua boca? As três principais formas de evitar a doença da gengiva são: escovar os dentes, usar o fio dental e visitar o dentista regularmente. Seu dentista pode recomendar consultas frequentes a um higienista dental para limpezas dentárias, talvez de três a quatro vezes por ano. O higienista dental avaliará a gengiva e a saúde bucal geral e fornecerá dicas para manter a boca saudável, incluindo a escovação com um creme dental como o Colgate Total Advanced Deep Clean. Este creme dental ajuda a manter a sensação de limpeza feita pelo dentista com sílica de limpeza avançada semelhante à sílica que os dentistas usam.

Quem come muito açúcar pode ter diabetes? A resposta é talvez, mas por que arriscar? Levar um estilo de vida saudável que inclua exercícios, práticas alimentares saudáveis e cuidados médicos e dentários regulares pode ajudá-lo a evitar o diagnóstico. Um estilo de vida saudável se traduz em corpo, boca e sorriso saudáveis durante toda a vida!

Este artigo tem como objetivo promover a compreensão e o conhecimento sobre tópicos gerais da saúde bucal, e não substitui as recomendações, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista qualificado se tiver dúvidas sobre a sua condição médica ou o seu tratamento.

Fonte:


Sucos Aumentam o Risco de Câncer

A ligação entre bebidas açucaradas e certos riscos à saúde, como obesidade, diabetes, certos tipos de câncer e doenças cardíacas, está bem estabelecida no mundo da medicina, assim como os efeitos devastadores do açúcar adicionado na saúde, vinculando-o a câncer e aumento de tumor. Ainda assim, quando o açúcar está naturalmente presente em uma fruta, entendemos que ele seja mais saudável e que beber 100% de suco natural é bom, certo? Bem, a resposta para essa pergunta é complicada.


Embora haja um consenso geral de que os açúcares encontrados naturalmente em laticínios e alimentos à base de plantas são mais nutritivos e melhores para você do que os açúcares adicionados, verifica-se que os açúcares naturais também podem prejudicar nossos corpos a longo prazo. Isso é especialmente aparente em produtos concentrados, como xaropes e sucos, que, apesar de serem absolutamente naturais, podem ter efeitos adversos semelhantes às bebidas açucaradas em nossa saúde, mesmo quando não contêm adição de açúcar.

Um exemplo particularmente interessante mostrando este efeito é um recente estudo observacional francês em larga escala investigando os riscos de câncer associados a bebidas doces. 101.257 adultos franceses com idade média de 42 anos participaram do estudo, e o experimento analisou como beber diferentes bebidas doces afetou seus riscos de contrair diferentes tipos de câncer ao longo de um período de 9 anos.


Os tipos de bebidas incluídas na pesquisa foram:


• Refrigerantes
• Bebidas de fruta
• Xaropes
• Sucos de frutas 100% sem adição de açúcar
• Bebidas energéticas
• Bebidas à base de leite
• Bebidas esportivas
• Refrigerantes Diet
• Xaropes sem açúcar
• Bebidas à base de leite diet

riscos de câncer
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Durante o período de observação de 9 anos, 2.193 participantes desenvolveram algum tipo de câncer. Destes, havia 693 casos de câncer de mama, 291 de câncer de próstata e 166 de câncer colorretal. A análise dos resultados do estudo mostrou que um aumento de 100 ml de bebidas açucaradas aumentou o risco de câncer em 18%, e o câncer de mama em 22%.

Os pesquisadores então analisaram apenas o efeito dos sucos 100% naturais com relação aos riscos de câncer e descobriram que os participantes que bebiam eram mais propensos a ter câncer (particularmente câncer de mama, mas não câncer colorretal ou câncer de próstata) do que os controles. Apenas o consumo de bebidas dietéticas não foi correlacionado com o aumento dos riscos de câncer, mas os autores apontam que isso é provável porque o “grupo de bebida dietética” consumiu pouquíssima bebida doce em comparação com os outros grupos, por isso devemos tomar essas conclusões particulares como algo específico.



Como o açúcar está infiltrado nos alimentos que compramos.

Então vamos descompactar todas essas informações: o estudo concluiu que ingerir bebidas doces de qualquer tipo pode aumentar o risco de câncer. Essas descobertas são alarmantes, já que as bebidas doces são tão populares e muitos de nós frequentemente temos uma garrafa de suco de laranja na geladeira.

Um último ponto que é necessário ressaltar é que os participantes estudados neste experimento eram bastante jovens e preocupados com a saúde, o que significa que os riscos para um consumidor de mais idade e que se preocupe menos com a saúde podem ser ainda maiores do que o que foi mencionado no estudo. E enquanto esperamos que mais pesquisas surjam sobre esse assunto, secretamente esperando que elas possam favorecer nossos desejos de suco, ou simplesmente poderíamos substituir aquela garrafa de suco na geladeira por um simples pouco de água.

Fonte: Tudo por e-mail



E depois?

 Por que deixamos tudo para depois?
Depois eu ligo.
Depois eu faço.
Depois eu falo.
Depois eu mudo.
Depois eu vou
Depois, Depois?!

Deixamos tudo para depois, como se depois fosse o melhor.

O que não entendemos é que…
Depois o café esfria,
Depois a prioridade muda,
Depois o encanto se perde,
Depois o cedo fica tarde,
Depois a saudade chega,
Depois o remorso se instala,
Depois tanta coisa muda,
Depois os filhos crescem,
Depois a gente envelhece,
Depois o dia anoitece,
Depois tudo se perde.
Depois a vida acaba.

Não deixe nada para depois,
porque na espera do depois,
você pode perder os melhores momentos,
as melhores experiências,
os melhores amigos,
as maiores oportunidades,
o grande amor,
e todas as graças e as bênçãos que Deus tem para você.

Lembre-se que o depois pode ser tarde demais.
O depois é o inimigo do agora.
Portanto, o dia é hoje, e a ação é Agora!

***

[Recebi via WhatsApp: Autor não mencionado]


Amar e Ser Amado
Castro Alves

Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
P’ra tão puro e celeste sentimento
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano,
Beijar teus lábios em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante, amado
Como um anjo feliz... que pensamento!?

Castro Alves


Espelho

“Por qué duplicas, misterioso hermano,
el menor movimento de mi mano?” ...Jorge Luis Borges



Espelho frio, inerte duplicador
a quem você só procura espelhar,
deixando-o ver apenas seu exterior,
onde su’alma se não pode afigurar.


Frigido espelho, falso refletor,
se já tem vidro e aço pra agasalhar,
já bem no âmago do seu interior,
por que, também, o psiquê guardar?


Esconde no imo dos seus reflexos
os mais indecifráveis complexos,
que se escondem por traz da razão.


Espelho, não duplicas o virtual.
Prende-se só, à frieza do real
e esquece q’a vida é duplicação.



Oscar Benício Dos Santos
1926 - 2019


* * *




A  lagartixa de João Victor
R. Santana

O meu Pituquinha, agora, é homem, “vovô, eu sou homem!”, então, “vovô, eu sou macho!” rio pra me acabar, o fedelho tem 2 anos e um mês de idade, mas já tem ranço de “machão”, cismou com uma lagartixa que a partir das 18:00 horas, sai de sua “casa” e fica passeando na parede da nossa antessala, quando nos aproximamos, ela volta de onde veio.
Não é como a lagartixa de Kafka em “Metamorfose”, que das frestas do seu quarto acompanhava o movimento de sua casa e dos seus familiares. É uma lagartixinha que mede uns 7 ou 8 centímetros da ponta do rabo às ventas e que parece conhecer João Victor, pois fica toda serelepe quando ouve sua voz infantil, ele grita: “bichinho vem cá!!!”, aí, a lagartixinha vira a cabecinha pra um lado e pra outro, os seus olhinhos esféricos olha-o de cima pra baixo e com o rabinho abanando vai situar-se noutro lugar, mas não lhe perde de vista.
Não poucas vezes, nesse horário, estou sentado na poltrona diante da TV, alquebrado do dia a dia, quando meu Pituquinha puxa-me à força para ver a lagartixinha e na casa do sem jeito obedeço: “levanta, vovô!”, lá vou eu até a antessala e de mão espalmada bato na parede e repito as ordens de Vitinho: “vem cá bichinho!”, “vem cá bichinho!”, “vem cá bichinho, João Victor quer lhe falar!”, mas a lagartixinha não vem, fica só de olho... Doidice? Não, inocência!
Vitinho andou cedo, mas a fala demorou um pouco mais, quando tinha 10 meses, sua linguagem não passava de: “nhan”, “papá”, “mamã”, “vô” e “Vavá”, depois da brinquedoteca, são flagrantes o seu desenvolvimento físico, afetivo e intelectual. Hoje, ele está mais desinibido, fala que só um papagaio e expressa com clareza sua vontade:
- Vamo pu pu vovô? – um convite ao pula-pula, então, quando ele quer sair de casa:
- Pissear, vovô! Pissear vovô! Pissear vovô!... – quando sua avó não se encontra, ele pergunta pelo nome:
- Cadê Vanda, vovô? Vanda saiu! Vanda saiu! Vanda saiu!... – ou, quando o pai ou a mãe não se encontra:
- Cadê papá John!? Cadê papá John!? Cadê papa John!?... – ou,
- Cadê Anne!? Cadê Anne!? Cadê Anne!? – Se a situação é de medo ou de risco...
-Vavá, o véio pega! Vavá, o véio pega! Vavá Vanda, cadê o véio? O véio sumiu!...
- Vovô, fogo! O fogo queima! Vovô, o fogo queima!!!
Vitinho repete o tempo todo, as músicas da escolinha, com arte e afinação de gente grande:

- Macha Sodado/ Cabeça de papé/ Se não machá direito/ Vai preso por quarté/ O quarté pegou fogo/ A poliça deu siná/ Acorda acorda acorda/ A bandera nacioná...

Sua coreografia de marcha encanta a todos. Mas, quando a cantiga é meu lanchinho, sua arte de dizer é mais apurada, acho que ele canta com o estômago:

- Meu lanchinho, meu lanchinho / Vou comer, vou comer / Pra ficar fortinho / pra ficar fortinho/ E crescer! E crescer!!!
A lagartixinha de meu Pituquinha está cada vez mais saída. Ela não se contenta passear só na parede principal, ela percorre as quatro paredes da antessala com movimento e perspicácia, às vezes, quase lambe o dedinho de Vitinho que se espicha nos degraus da grade para tocá-la, mas a danadinha quando percebe que sua presença está próxima, abana o rabinho e foge pela frincha do forro, aí, João Victor me puxa pelo braço e determina que eu bata na parede com a mão espalmada e torne chamar a ingrata da lagartixa pelo nome de “bichinho”:
- Desce bichinho! Desce bichinho! Desce bichinho! Desce que João Victor quer lhe falar! – a safadinha lhe faz pouco caso e sobe ainda mais, lá de cima parece lhe desafiar:
- Venha me pegar menino bonito! Venha me pegar menino bonito! Venha me pegar menino bonito!... – Vitinho parece que lhe entende:
- Pega bichinho vovô! Pega bichinho vovô! Pega bichinho vovô!...



Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons
Membro da Academia de Letras de Itabuna – ALITA
Membro da União Brasileira de escritores - UBE







Fonte: Tudo por e-mail


QUE GRAÇA! - Marília Benício dos Santos

            Deinha era muito bonitinha, mas, mal-humorada. Vivia sempre desconfiada, agarrada com a mãe ou com o pai.

            Naquela manhã, ela acordara na casa da vó Loura e não estava num dos melhores dias.  Estava escovando os dentes na pia que era um pouco alta para ela, contudo, dava para escová-los sozinha. Enquanto fazia isto, a sua cabecinha pensava num montão de coisas e isto a levava a esquecer o que estava fazendo.

            A vovó Loura era muito esperta e paciente, mas como estava apressada disse:

            - Anda, Deínha, preciso tomar banho.      

            Deínha parou de escovar os dentes e olhando para a vó disse:

            - Que graça, um cavalão deste tomando banho.

            A vovó que era muito legal, deu muitas risadas e saiu contando a piada.

            É engraçado, este raciocínio de Deínha, é em escala menor, o que continua em nossa sociedade. Com a idade, as pessoas são marginalizadas e o mais grave, é que nós mesmos nos marginalizamos e quando alguém consegue dar a volta por cima, nós comentamos: “mas naquela idade”. Como se já tivéssemos morrido para as emoções, para as alegrias.

            Felizmente as coisas estão mudando. Há realmente, uma tentativa de acabar com este preconceito.

            Com a idade nós ganhamos mais experiência e se soubermos tirar proveito dela, seremos mais felizes.

            Não devemos fugir da velhice, mas, aproveitar o que ela nos oferece de bom.

            A cada dia que passa, nós nos tornamos mais responsáveis, principalmente com nós mesmos.

            À medida que sou mais feliz, quanto mais fácil será levar esta felicidade a outro.

            “Toda alma que se eleva, eleva o mundo. “


Fonte:
CARROSSEL - MARÍLIA BENÍCIO DOS SANTOS
Marília Benício dos Santos
*10/10/1920 – +24/05/2014

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