Saber-Literário

Diário Literário Online

POEMA DOS DONS – Jorge Luís Borges


Graças quero dar ao divino labirinto de efeitos e causas pela diversidade das criaturas que formam este singular universo!

Graças quero dar pela razão, que não deixará de sonhar com um plano para o labirinto!

Graças quero dar pelo amor, que nos deixa ver os outros como os vê a divindade! Pelo firme diamante e água solta! Pela álgebra, palácio de precisos e preciosos cristais!

Graças quero dar pelo fulgor do fogo, que nenhum ser humano pode olhar sem assombro antigo! Pelo mogno, o cedro, o sândalo! Pelo pão e o sal!

Jorge Luís Borges
Graças quero dar pelo mistério da rosa que prodigaliza cor e não a vê! Pela arte da amizade! Pelas palavras que foram ditas no crepúsculo de uma cruz a outra cruz!

Graças quero dar pelos rios secretos e imemoriais que convergem em mim! Pelo mar, que é um deserto resplandecente e uma cifra de coisas que não sabemos!

Graças quero dar pelo ouro que reluz nos versos! Pelo inverno épico! Pelos prismas de cristal e o peso de bronze!

Graças quero dar pelo geométrico e bizarro xadrez! Pelo odor medicinal do eucalipto!

Graças quero dar pela linguagem, que pode simular a sabedoria! Pelo esquecimento, que anula ou modifica o passado! Pelo hábito, que nos repete e nos confirma como um espelho!

Graças quero dar pela manhã, que nos proporciona a ilusão de um começo! Pela noite, sua treva e sua astronomia! Pelo valor e a felicidade dos outros! Pela pátria, sentida nos jasmins ou numa velha espada!

Graças quero dar pelo fato de que o poema é inesgotável e se confunde com a soma das criaturas e jamais chegará ao último verso e varia segundo os homens!

Graças quero dar pelos minutos que precedem o sono! Pelo sono e pela morte, esses dois tesouros ocultos!

Graças quero dar pela música, misteriosa forma do tempo! Pelos íntimos e inúmeros dons que não enumero!


Fonte:

Enviado por: " Gotas de Crystal"



Como somos conformados!
Antonio Nunes de Souza*

A contra gosto, estou sempre escrevendo algo a respeito da situação política nacional, já que é inevitável deixar de ouvir e reouvir a frase fatídica: LAVA JATO em toda mídia brasileira!
Sendo o mais curioso de tudo de podre que está acontecendo é, sem nenhuma dúvida, as descobertas diárias de novas (velhas pelos tempos de existências) falcatruas, novos participantes, volumes incalculáveis de dólares e reais, pesquisas com resultados assustadores com relação a aprovação do governo presidencial, sendo a última (3,7%) com um resultado para quem tem vergonha na cara, abandonar o cargo imediatamente e pedir desculpas ao povo brasileiro! Logicamente, pedir desculpas preso e bem gradeado, sem as benevolências de tornozeleiras e detenções caseiras!

Estamos todos vendo que, nossas benditas, obsoletas e falhas leis, foram ao que parece, redigidas por essa corja de bandidos, já, desde o passado, pensando em suas saídas através dos buracos nela deixados.
Os méritos dos políticos chegam ao extremo de serem blindados contra os julgamentos comuns que, com isso, dificulta qualquer medida severa e, com a passagem do tempo, tudo cai no esquecimento, sendo que o indiciado (?) termina morrendo sem ter recebido nenhuma punição!

Qualquer republiqueta que se respeita, já teria, unanimemente feito um levante, ou movimento enérgico, exigindo a saída dos pulhas que estão fazendo suas vergonhosas defesas, de acusações devidamente comprovadas.
A abertura das delações premiadas serve somente para as trocas de denúncias que, como a justiça funciona dentro das leis, passa a ser obrigada a acatar e dar os prazos para suas defesas indefensáveis, que servem apenas para se ganhar tempo e, como já ocorreu outras vezes, todos fazerem acordos e tudo virar a iguaria italiana: PIZZA!

Vamos ser mais brasileiros, mais patriotas, mais responsáveis e, com orgulho, votar mais corretamente naqueles que vem ao longo da história, procedendo com caráter!

Deixem a absurda ideia que “é isso mesmo!” e sejam menos conformados!


*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

QUEREMOS CURA

A CURA DA MALDADE HUMANA
DE: JOÃO BATISTA DE PAULA- ESCRITOR E JORNALISTA.

QUEREMOS CURA, SIM.
CURA PARA O MEDO..
CURA PARA A ESCURIDÃO.
CURA PARA A MENTIRA.
CURA PARA A CORRUPÇÃO.
CURA PARA A MALDADE.
CURA PARA A GUERRA.
CURA PARA A DESUNIÃO.
CURA PARA A FALTA DE AMOR.
CURA PARA OS BRAÇOS CRUZADOS.
CURA PARA AS LAMENTAÇÕES.
CURA PARA A FOME.
CURA PARA A POBREZA.
CURA PARA A DOENÇA.
CURA PARA A FALTA DE GRATIDÃO.
QUEREMOS CURA PARA A VIOLÊNCIA
CURA PARA A MISERICA
CURA PARA O DESEMPREGO.
CURA PARA A FOME.
CURA PARA A DESOBEDIENCIA.
CURA PARA O EGOISMO.
CURA PARA O ERRO.
CURA PARA A FALTA DE AMOR
CURA PARA IMPUNIDADE.
CURA PARA A FALTA DE EDUCAÇÃO
QUEREMOS JUSTIÇA.
QUEREMOS PAZ.
QUEREMOS AMOR.
QUEREMOS SAUDE.
QUEREMOS MORADIA.
QUEREMOS TRABALHO DIGNO
QUEREMOS PROSPERIDADE.
QUEREMOS FLORES.
                                                              QUEREMOS DEUS


A noiva que saiu do túmulo
R. Santana


Tabitha Gabiele ia recostada no confortável banco de detrás da limusine. Trajava-se com vestido de noiva trabalhado, de véu, cabelos bem penteados, ostentava na cabeça uma coroa de flores de cristal, brincos cintilantes nas orelhas, sapatos de camurça de salto alto, anel de noiva da Tiffany no dedo anelar direito, buquê nas mãos e rosário entre os dedos, um look perfeito, um look de princesa.
A limusine rosa de Tabitha saiu de algum lugar de Brotas, destino à Igreja Nosso Senhor do Bonfim, localizada na Sagrada Colina, na cidade de Salvador. A limusine desceu a ladeira dos Galés, trafegou com cuidado a Rua Djalma Dutra até o Largo das Sete Portas, aí, dobrou à esquerda e saiu na avenida J. J. Seabra e segue em frente, pouco tempo depois, chega ao Largo de Aquidabã, dobrou à direita e atingiu o túnel Américo Simas, trafega pela Avenida Frederico Pontes, rumo ao Largo da Calçada, seguiu por ruas e transversais até o Largo dos Mares, saiu na Barão de Cotegipe, depois na Avenida Fernandes da Cunha, de lá, o motorista chega à Praça Irmã Dulce, quando  deu início ao final da viagem pela Dendezeiros...

Enquanto o carro trafegava em ruas e avenidas com paradas obrigatórias, Tabitha refletia sobre os 5 anos de namoro e noivado com Andreas Folic. Conheceram-se no final do curso de medicina da UFBA, depois de diplomados e feitos os cursos de residência médica, noivaram e marcaram a data do casamento e aquele dia seria o dia D.
Optou por um casamento tradicional e elegante, mas sem exageros nem extravagâncias, não gostava de nada espalhafatoso, a discrição e a sobriedade eram suas marcas. Católica praticante, amiga do bispo e do pároco, obteve autorização pra se casar em outra igreja, de maneira especial, a Igreja Senhor do Bonfim. 
Naquele dia, ela pediu aos pais que lhe esperassem no átrio da igreja até o início do ritual de entrada, queria chegar sozinha: sem os pais, sem padrinhos ou damas de honra de casamento.
Não trocou uma palavra com o motorista, o pobre do homem tentou ser agradável, mas em vão, pediu-lhe, apenas, que se livrasse do congestionamento o quanto possível, pois o casamento estava marcado para 20 horas e o relógio já passava das 19h30 min, gostaria de assistir a missa de início.

***

Vincenzo e Antonella estavam impacientes, pois àquela hora, sua filha ainda não havia chegado. Eles estranharam a demora porque sua filha era disciplinada e exigente com os horários de trabalho e compromissos outros, portanto, atraso por menor que fosse não era normal para Tabitha. Vincenzo não cabia em si de contente, passou a noite de véspera ensaiando como entrar com sua filha até Andréas, por isto, praticou com Antonella todo ritual do casamento, não queria fazer feio perante parentes e amigos.
            Quando a ansiedade e a impaciência tomavam conta dos convidados, da família e do noivo, Tabitha surgiu do nada e mais ansiosa que todos, seus pais correram pra lhe socorrer:
            - Minha filha, vamos!
           
Começou o cerimonial: o noivo entrou de braços dados com sua mãe, depois vieram os padrinhos de ambos e as damas de honra. A noiva entrou com o pai. As formalidades exigem que as mulheres entrem pelo lado esquerdo dos homens, exceto a noiva. No altar, o noivo permaneceu do lado esquerdo com os padrinhos e os pais, enquanto isto, a noiva ficou do lado direito com os pais e os padrinhos. Depois que o pai entregou sua filha ao noivo, os pais da noiva e do noivo retornaram à entrada e voltaram depois ao santuário com os casais trocados, ou seja, o pai da noiva de braços dados com a mãe do noivo e vice-versa, no altar, ambos os casais retornaram aos seus lugares de origem e, os noivos se postaram de fronte ao altar, daí o sacerdote iniciou a celebração:
           
- Irmãos caríssimos, nos reunimos com alegria na casa do Senhor para participarmos nesta celebração matrimonial de Andreas Folic e Tabitha Gabiele, que neste dia, eles se propõem constituir o seu lar. Este momento, para eles, é de singular importância. Acompanhemo-los com o nosso afeto e amizade e com a nossa oração. Juntamente com eles escutemos a Palavra de Deus. Depois, em união com a Santa Igreja, por Jesus Cristo, Nosso Senhor, nós supliquemos ao Deus Pai que acolha benignamente estes servos, que desejam contrair Matrimônio. O Pai desça sobre estes servos suas bênçãos e os una para sempre...
            
         Meus amigos e amigas, neste ponto da história, decidimos por conta e risco, encurtar o ritual por dois motivos: primeiro pra que o blablablá não descambe em conversa fiada; depois, a descrição passo a passo do ritual não irá acrescentar para explicação lógica dos fatos, portanto, nada mais prático que registrar, apenas, seu início e fim.
...

... Nos ritos finais da missa, o sacerdote abençoa os esposos e o povo dizendo:
            
- Deus Pai vos conserve unidos no amor, que habite em vós todos, aqui presentes, a paz de Jesus Cristo para sempre.
Todos: Amém! – O sacerdote finaliza:
- E a vós todos, aqui presentes, abençoe Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e... – o sacerdote interrompe a bênção abruptamente:
- Filha, isso foi o quê? Seu sangue está escorrendo pelo pescoço! – todos os convidados e parentes ficaram estonteados, todos correram para acudir a moça, o pandemônio tomou conta de todos e o tumulto e o medo se misturaram quando Tabitha desapareceu ao tempo que o motorista da limusine de Tabitha, entrava na igreja:

- Seu Vincenzo, seu Vincenzo, sua filha morreu!

Mais calmo, o motorista diante de convidados e parentes absortos, falou do acidente que havia ocorrido na Avenida dos Dendezeiros com sua limusine e feito Tabitha vítima fatal. Seu carro tinha sido empurrado por uma Toyota Hilux, Cabine Dupla 2010.  O motorista da Hilux, numa ultrapassagem imprudente, empurrou a limusine para o acostamento que após subir num barranco vira duas vezes no asfalto. Tabitha sem cinto de segurança foi a vítima fatal.
Hoje, o viandante que por ali passa, vai ler a inscrição numa placa de cimento na beira da estrada.
“Tabitha, a noiva que saiu do túmulo! - *1980 / 2010”



Autoria: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons 




Homilia dominical com Pe. Paulo Ricardo - 24/08/17

PAI DE SÉRGIO MORO FOI FUNDADOR DO PSDB DE MARINGÁ PARANÁ

Pai de Sérgio Moro foi um dos fundadores do PSDB em Maringá Paraná e egresso dos quadros da ARENA, partido político que apoiava a Ditadura


Professor de Geografia pela UEM e um dos fundadores do PSDB de Maringá.

Leia mais:

"Por Paulo Muzell
O Diário do Centro do Mundo (DCM) veiculou neste mês de janeiro uma oportuna e interessante matéria sob o título “Retrato do juiz Sérgio Moro quando jovem”. Durante cerca de setenta dias dois repórteres do DCM percorreram Maringá, Ponta Grossa e Curitiba tentando entrevistar e obter informações sobre a trajetória, desde a infância, do controvertido personagem, uma nova estrela do judiciário brasileiro, transformado em “herói” pelos integrantes dos protestos que pedem o impeachment da presidente Dilma. Moro é hoje, não há qualquer dúvida, o ídolo maior da direita brasileira, tratado a “pão de ló” pela grande imprensa golpista, a PIG, que tem na Folha de São Paulo, no Estadão, na Veja e na rede Globo seu núcleo “de aço”. Por outro lado, um importante grupo de advogados constitucionalistas e criminalistas lançaram recentemente um manifesto acusando Moro de ignorar o princípio de presunção de inocência, de vazamento seletivo de informações, de execração pública dos réus que estão transformando a “lava Jato” num verdadeiro tribunal inquisitorial, de exceção.

Os repórteres do DCM queixaram-se das dificuldades que os acompanharam ao longo de seu trabalho: os familiares, amigos, vizinhos e colegas estavam orientados para manter silêncio. Sérgio Moro recusou-se a dar entrevista ao DCM. A sua mãe justificou: “ele não dá entrevista para qualquer um, tem amigos na Folha de São Paulo, Estadão, Veja e o Globo para falar quando quiser”.

O objetivo da reportagem do DCM era conhecer a experiência de vida do juiz, sua orientação religiosa e política, prática de esportes, rotinas do dia a dia. Foram feitas, ou pelo menos tentadas, dezenas e dezenas de entrevistas com familiares, ex-colegas, colegas atuais, professores, ex-professores, integrantes e professores da turma de 1996 da Faculdade de Direito de Maringá, além de um ex-patrão o advogado Irivaldo Joaquim de Souza, assessores de imprensa do judiciário federal e com seus alunos da Universidade Federal do Paraná. Sérgio Moro foi um aluno discreto, não laureado como já foi algumas vezes erroneamente noticiado, tímido, o oposto do tipo namorador.

Sérgio Moro pertence a uma típica família tradicional de Maringá, sócio do Country Club da cidade, entidade cujo título atinge o valor de 30 mil reais. Estudou entre os 6 e os 16 anos num colégio de freiras carmelitas espanholas onde tinha fama de aluno muito aplicado. Andou de busão pela primeira vez ao começar a frequentar a faculdade, aos 18 anos. Religioso ao extremo, mãe carola. Idolatrava o pai, falecido em 2005, um professor muito respeitado, homem conservador, apoiador da ditadura, fundador e militante do PSDB de Maringá, que foi formado majoritariamente por quadros egressos da ARENA. O próprio Moro recentemente prestigiou um evento promovido pelo PSDB em companhia de João Dória. Sua esposa trabalhou como assessora jurídica do gabinete do governador José Richa (PSDB do Paraná).

Apesar das dificuldades que os repórteres do DCM encontraram, a matéria é bastante elucidativa. Não surpreende, revela o que a gente imaginava o que Moro é: o típico juiz originário de uma cidade do interior, de família tradicional, com formação religiosa, conservador. O clássico personagem que interessa à grande mídia promover para atacar, enfraquecer e se possível destruir partidos populares, taxados de “populistas” pela oligarquia, que não tolera a existência de voz contrária à crescente concentração da renda e da riqueza do país. A oligarquia e o seu braço, a grande mídia, defendem intransigentemente o “império do Deus Mercado” que resultou nesta brutal desigualdade: 70 milhões de pessoas (1% da população do planeta) tem a mesma renda que os restantes 99%, ou seja, que mais de 7 bilhões de pessoas! E não estão satisfeitos, querem ainda mais!
.
oOo.


Paulo Muzell é economista."

World’s Largest Virtual #Hallelujah Chorus


Fonte:


Pyongyang, 15h: o silêncio da multidão diante da rede de TV oficial

De repente, a multidão silencia e prende a respiração, quando o telão exposto no exterior da principal estação de Pyongyang escurece: são 15h no horário local, e o governo fará um anúncio.

Ali há trabalhadores, estudantes de uniforme cinza, famílias que saem da estação de trem com suas malas e mulheres que seguram guarda-chuvas para se proteger do forte sol deste final de verão.

"A fé do revolucionário é imutável, inclusive na morte". lembra a mensagem escrita sobre um fundo vermelho.

A televisão central coreana é uma das melhores caixas de ressonância para celebrar as obras do líder supremo, como Kim Jong-Un é chamado na República Popular Democrática da Coreia (RPDC), nome oficial da Coreia do Norte.

Nessa sexta-feira, o Rodong Sinmun, órgão oficial do Partido dos trabalhadores no poder, e a agência oficial KCNA, já haviam informado sobre o discurso mordaz de Kim contra Donald Trump, o "senil norte-americano mentalmente trastornado", após as ameaças do presidente americano na Assembleia Geral da ONU.

Na praça da estação, a expectativa dos telespectadores é imensa.

Aparece então a apresentadora favorita do regime, a septuagenária Ri Chun-Hee, à qual se recorre para narrar grandes acontecimentos, de testes nucleares a falecimentos na dinastia dos Kim.

Desta vez, não houve anúncio. A apresentadora se limitou a ler a declaração de Kim Jong-Un, com uma foto de fundo do dirigente em seu gabinete no Comitê Central do Partido dos Trabalhadores.

- 'Trump está louco' -

"Um cachorro assustado ladra ainda mais forte", lê a apresentadora Ri, enquanto aumenta a multidão em frente à estação de trem. O dirigente norte-coreano explica em seu texto que Donald Trump pagará "caro" por ter ameaçado a Coreia do Norte com uma "destruição total".

Diferente da maioria das declarações na televisão, que se concentram mais nos governos do que em pessoas, essa surpreende por sua condenação direta do presidente norte-americano, chamado de "neófito na política" e de "herege".

"Trump deixou o mundo nervoso com suas ameaças e com sua chantagem contra todos os países do mundo", ataca Kim.

"É inapto para exercer o comando supremo de seu país, e tem sido um bandido e um gangster que gosta de brincar com fogo, e não um homem político", prossegue.

Kim Jong, apesar de ser um dos mais jovens dirigentes do mundo e ter menos da metade da idade de Trump, tem mais experiência política já que dirige a Coreia do Norte há seis anos.

"É como se (Kim) olhasse (para Trump) de cima, explicando-o que não se pode falar assim nas Nações Unidas", explica John Delury, da Universidade Yonsei em Seul.

Este discurso, para o público de Pyongyang, foi inspirador. Sobretudo porque há uma severa proibição na Coreia do Norte de divulgar publicações estrangeiras. Somente as informações aprovadas pelo regime são autorizadas, e nelas o governo tenta passar a ideia de que o país corre o risco de ser invadido pelos Estados Unidos, o que justificaria o desenvolvimento de um arsenal nuclear para proteger-se.

"É preciso tratar a golpes esse cachorro louco" disse sobre Trump Kim Kwang-Hyok, um operário da construção, que fecha o punho após o fim da transmissão.

Os norte-coreanos de Pyongyang compartilham sistematicamente suas opiniões com o regime, quando falam com a imprensa estrangeira.

Ryu Ri Hwa, de 74 anos, diz sentir uma "raiva indescritível".

"Temos a arma nuclear, e por isso estou confiante. Podemos ganhar 100 vezes, 1.000 vezes a guerra enquanto tivermos nosso líder", garante. "Trump é um louco, um louco que não sabe nada".

Fonte: 

Histórias de amor
Geraldo Carneiro

Perguntaram a uma menina inglesa se ela conhecia Shakespeare e, caso o conhecesse, quais eram suas peças favoritas. A menina respondeu que eram duas: “Uma, Romeu; a outra, Julieta.”

O desencontro trágico de dois namorados cujas famílias são rivais não é apenas uma história bem arquitetada: é uma história universal. Pode se passar em lugares tão estranhos como Cabul, Istambul ou Rio Grande do Sul.

Nem todo mundo sabe, contudo, que Shakespeare não inventou a trama: ele a adaptou de um poema inglês, que se baseou num texto francês, que era a adaptação de um conto italiano, escrito por Luigi da Porto. Que, por sua vez, se inspirou em textos anteriores. Em suma, parafraseando o filósofo Chacrinha, quase nada se cria, quase tudo se copia.

Shakespeare, no entanto, compreendeu a força dramática do conto. Reproduziu a trama nos mínimos detalhes e ainda teve o cuidado de mudar o sobrenome de Julieta para Capuleto, e não Capeletti, como em da Porto, o que a tornaria demasiado comestível. Já imaginou uma heroína chamada Julieta Capeletti?

A grande sacada de Shakespeare foi escrever os três primeiros atos de “Romeu e Julieta” como uma comédia romântica, tendo ao fundo a guerra pelo poder entre as famílias de Verona. As falas dos asseclas dos Capuletos e Montéquios parecem extraídas de um filme do Tarantino. Essa violência serve como contraponto para o trunfo maior de Shakespeare: as palavras de amor. Romeu se esconde diante do balcão de Julieta. E ao vê-la, diz para si mesmo:

Romeu: “Que luz é essa que irrompe na janela?
Será o nascente, e Julieta é o sol?
Levanta, sol, e mata a lua ciumenta,
Que já está pálida com a dor da inveja
Por seres tão mais bela do que ela.
E Julieta, ainda sem vê-lo, sonha em voz alta:
Julieta Ó Romeu, Romeu... Por que és Romeu?
Nega teu pai, recusa esse teu nome;
Senão, é só jurar-me o teu amor,
E eu já não mais serei uma Capuleto.”

Romeu escuta as palavras de Julieta e, quando ela confessa seu amor por ele, se revela para a amada. Julieta, entre a perplexidade e o êxtase, se declara. Só faz uma pequena restrição:

Julieta: “Embora eu tenha em ti minha alegria,
Não me alegra essa aliança em meio à noite,
Tão brusca, repentina e tão imprevista,
Como um relâmpago que logo apaga
Antes que alguém proclame a sua luz.
Boa noite, amor. Que o sopro do verão
Transforme esse botão de amor em flor
Quando nos encontrarmos outra vez.
Boa noite, e que tenhamos toda a calma
Tanto em teu coração quanto em minha alma.”

Como todos sabem, os dois se casaram em segredo e foram felizes por três dias. Dirá você que a felicidade não durou muito. Pois é.
Mas três dias de amor já são um pouquinho de eternidade.

Fontes:
O Globo, 17/09/2017


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Geraldo Carneiro - Sexto ocupante da Cadeira 24 da ABL, eleito em 27 de outubro de 2016, na sucessão de Sábato Magaldi e recebido em 31 de março de 2017 pelo Acadêmico Antonio Carlos Secchin.


UMA QUESTÃO DE MÉTODO
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Um dia desses, uma querida amiga fez aquela pergunta que costumávamos fazer a nós mesmos ao sairmos da primeira aula de filosofia: “Como tudo começou”?

Sem querer filosofar respondi: "O início de tudo veio de Deus e o início da vida veio da água".

Desde que éramos adolescentes, essa minha amiga, nunca deixava as coisas baratas. Então contra-atacou: “Como assim? Tirando Deus da conversa e levando para os estudos e pesquisas científicas, como o ser material surgiu? De onde viemos"?

Lembrei-me de uma demonstração da existência de Deus, que li na adolescência em um livro escrito por um teólogo, chamado Padre Balmes, se não me falha a memória. Aí baixou em mim meu ‘espírito de porco’ filosófico. E, sem pena da querida amiga, desenvolvi meu teorema, ou melhor, minha “Hipótese Agnóstica” que transcrevo abaixo.

Não sou criacionista, cara Lucilla Hadler Azevedo. Acredito que a Evolução da Espécie acontece por tentativa e erro das mutações. E como agnóstico não discuto se Deus está por trás disso, ou não.

Premissa 1: Nunca, jamais houve o Nada Absoluto. Pois se nada houvesse, nada existiria, porque nada pode surgir do nada. Portanto, alguma coisa sempre existiu. Podemos dar o nome que quisermos a essa coisa, essa entidade eterna que sempre existiu. Eu a chamo de Deus.
Premissa 2: Deus criou o Universo
Premissa 3: No Universo criado por Deus, em muitos lugares há água.
Premissa 4: E onde existe água, há ou haverá vida.

Ordenação dos Fatos: [1] Deus, [2] Big Bang, [3] Universo, [4] Água, [5] Geração espontânea, [6] Vida, [7] Mutações.
Conclusão: O início de tudo veio de Deus, o início da vida veio da água.

Posso provar isso? Não! Então é apenas uma hipótese em que acredito.

Mas me desculpe: Cuidado com citações "científicas", não baseadas em experimentação ou sem comprovação. Tudo o que é científico tem que ser comprovado ou é simples hipótese filosófica. Muita coisa é dita como "comprovada pela ciência" e tem gente que aceita sem ver se há comprovação. Acreditar sem precisar de prova é ter fé. Não confunda.

Você não concorda amiga? Problema seu. Gosto de você mesmo assim. Um abraço.

Enviei a mensagem todo cheio de razão... até que alguma coisa começou a incomodar minha mente. Lembrei-me de mim mesmo, nos tempos de calouro universitário, quando reagia, às vezes irritado, outras vezes irônico, contra qualquer tentativa de ser cooptado para esta ou aquela seita metodológica.

As maiores discussões giravam em torno do estruturalismo, contra a dialética materialista. A contradição era menos metodológica e muito mais uma rixa entre alunos de Sociologia e os de Antropologia. Tais combates eram apenas reflexos da empolgação dos primeiros conhecimentos adquiridos no curso de Ciências Sociais.

Os “antropólogos” diziam que os “sociólogos” ficavam analisando sua própria sociedade, não se inserindo nela como se fossem extras terrestres. Por outro lado, os “sociólogos” acusavam os oponentes de estudar “sociedades diferentes”, inserindo-se nelas como membros de uma “sociedade superior”.

Assim a dialética era acusada de querer transformar todo o presente e o passado em luta de classes. Contra atacando, o estruturalismo era acusado de armar uma estrutura onde tudo tinha que se encaixar direitinho nela. Discutíamos à exaustão, mas amistosamente, entre gargalhadas, até alguém lembrar já passava da hora de ir ao Rei das Batidas, o nosso barzinho preferido. Ali, a briga passava a ser qual batida era a melhor, conscientes que ficávamos (após a terceira delas) de que tudo que havíamos discutido antes era besteira de “filósofos de botequim”.

Aí está! Era isso que me incomodava, ao enviar minha resposta à amiga: Será que, novamente estava fazendo “filosofia de botequim”? Não, acho que não. Mas tenho de aceitar que esse tipo de discussão é besteira, não nos leva a nada e nem muda a cabeça de ninguém. Não adianta “evangelizar” quem já é convicto de uma tese, ou tem uma teoria de vida fundamentada.

Sobre isso há uma historinha que demonstra que até os “povos primitivos” dificilmente abrem mão de suas convicções. Conta-se que lá pelos séculos XVIII e XIX, casais de missionários norte-americanos, iam para a África com o propósito de observar os aborígines, seus costumes e sua cultura apenas para “salvá-los” de seu “primitivismo” e transformá-los em cristãos. De volta à civilização, acreditavam que haviam tido muito sucesso e até escreviam livros sobre isso. Mas na verdade, os “primitivos”, fingiam se converter, para se livrarem daqueles chatos e suas horríveis bandinhas de música. Tanto isso é verdade que atualmente muitas daquelas tribos africanas não são cristãs.

Mateus Cosentino

Sampa – 22.09.2017



Uma Linda Mensagem de Cora Coralina...

 Algumas pessoas são simplesmente inspiradoras e é nelas que busco sabedoria e palavras de coragem para viver da forma mais feliz possível. Quero compartilhar com você agora a resposta que Cora Coralina, grande poeta, deu a um repórter. Emocionante e necessário.

Confira:

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense.Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou? Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.


Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."E você, o que acha? Inspire-se na sabedoria da poeta e decida ser feliz!

Fonte: Tudo por e-mail

Os pobres de espírito


Quando Jesus reservou bem-aventuranças aos pobres de espírito, não menosprezava a inteligência, nem categorizava o estudo e a habilidade por resíduos inúteis.

O Senhor, aliás, vinha enriquecer a Terra com Espírito e Vida.

O Divino Mestre, ante a dominação da iniquidade no mundo, honrava acima de tudo a humildade, a disciplina e a tolerância.

Louvando os corações sinceros e simples, exaltava Ele:
– os que se empobrecem de ignorância;
– os que arrojam para longe de si mesmos o manto enganoso da vaidade;
– os que olvidam o orgulho cristalizado;
– os que se afastam de caprichos tirânicos;
– os que se ocultam para que os outros recebam a coroa do estímulo no imediatismo da luta material;
– os que renunciam à felicidade própria, a fim de que a verdadeira alegria reine entre as criaturas;
– os que se sacrificam no altar da bondade, cultivando o silêncio e o carinho, a generosidade e a elevação nos domínios da gentileza fraterna, para que o entendimento e a harmonia dirijam as relações comuns no santuário doméstico ou na vida social e que se apagam, a fim de que a glória de Jesus e de seus Mensageiros fulgure para os homens.
Aquele, assim, que souber fazer-se pequenino, embora seja grande pelo conhecimento e pela virtude, convertendo-se em instrumento vivo da Vontade do Senhor, em todos os instantes da jornada redentora, guardando-se pobre de preguiça e egoísmo, de astúcia e maldade, será realmente o detentor das Bem-Aventuranças Divinas na Terra e no Reino Celestial, desde agora.


Do livro Vida e Caminho, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

Fonte: 

Piada do Dia: Mantendo a Paixão (Adulta)

Um casal de aposentados, ambos com 80 anos, está conversando no café onde se encontraram pela primeira vez.

O velhinho diz: "Você se lembra da primeira vez que nos encontramos aqui, 60 anos atrás? Nós saímos deste café, dobramos a esquina, fomos até a cerca do posto de gasolina e fizemos amor como nunca!"


"Ora, claro que eu me lembro, querido", responde a velhinha, com um sorriso.

"Bom, pelos velhos tempos, vamos voltar lá e eu vou repetir a dose."

O casal paga a conta e sai do café. Um jovem que estava sentado perto deles e ouviu a conversa, curioso, resolve ir ver como é que se saem os dois velhinhos. Ele se levanta e os segue. Com efeito, ele vê os dois perto da cerca do posto de gasolina.

O que se seguiu nos 10 minutos seguintes foi a performance mais atlética que o jovem já tinha visto. Braços e pernas para todos os lados, corpos movendo-se sem parar nenhum instante. Finalmente, os velhinhos vão ao chão e ficam assim, imóveis por quase uma hora.

O rapaz está sem palavras. Nunca na sua vida ele viu algo parecido - nem nos filmes, nem nas histórias dos amigos, nem em suas próprias experiências.

Pensando no que ele recém tinha visto, ele pensa: "Eu tenho que saber o segredo dele. Eu queria poder fazer isso assim agora, imagina daqui a 60 anos!"

A essa altura, o casal já se recuperou e se vestiu.

Reunindo coragem, o jovem se aproxima do velhinho, a quem diz: "Cavalheiro, desculpe, eu ouvi sua conversa com sua esposa lá no café e os segui por curiosidade. Eu nunca vi ninguém fazer amor assim, especialmente na sua idade! Qual é o seu segredo? O senhor também era assim 60 anos atrás?"

O velhinho responde: "Acho que não, filho. Acontece que, 60 anos atrás, aquela cerca não era eletrificada!"



 Fonte: Tudo por e-mail

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