TODAS AS GUERRAS SÃO IGUAIS
Ceres Marylise
Sou tragédia secular
Que assombra a humanidade.
Língua áspera de areia
Que lambe o rosto da paz
E a primeira a cuspir
Minha flecha de amazona.
A que disfarça ambições
Dos senhores insensatos
E ecoa entre as masmorras,
Cativa da ignorância.
O mundo inteiro ouviu
O mundo inteiro ouviu
O soar dos meus tambores,
E o céu, muitos gemidos,
Sufocados nas trincheiras.
Finquei em cada nação,
A cor da minha bandeira
Deixando em cada lugar
Só espanto e cicatrizes
Que conheceram de perto
Minhas noites sem fronteiras.
Lutei contra todo acordo,
Lutei contra todo acordo,
Disseminei muitas dores.
Parindo todos os filhos,
Reguei meu sangue na Terra,
E assim eu sigo amando,
Feliz a cada conflito
Que acontece nos campos,
Nas nações e nas famílias:
Sou todo tipo de guerra
E cresço sem me dar trégua.
***
RECANTO DAS LETRAS













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