SOBRE POETAS
Ceres Marylise
Clique, ligue o som e leia o texto de Ceres Marylise sob fundo musical.…
KR_summertime.mid
Não existe poeta que não tenha arestas, que não tenha vivido contrastes e que não tenha em sua bagagem muitas histórias, boa parte delas mal comportadas, mal resolvidas e, às vezes até, inacabadas...
Não existe poeta que não tenha espinhos, muitas farpas e cacos espetados por todo o corpo, feridas mal cicatrizadas, cortes, desgostos que sangram toda vez que alguém toca, e que vez por outra ardem, doem...
Não existe poeta que tenha perdido a coragem de tentar sempre outra vez, outra vez, e mais outra vez... apesar de saber que vai voltar a arder, a sangrar e a doer.
Não existe poeta que não tenha vivido um drama, que não tenha se envolvido numa trama, que não tenha dobrado muitas esquinas ou que tenha como trajetória uma reta e longa linha, que não tenha sobrevivido a um feitiço, que não tenha se perdido em desvios, em atalhos, que não tenha arranhado todo o corpo e por força das suas incertezas, não seja meio labirinto, meio esfinge, meio esboço.
Não existe poeta que não tenha praguejado, que na perda não tenha chorado, que no desencontro não tenha se lamentado: podia ter sido tão bom!
Não existe poeta sem pecado, que não tenha se enganado ou não tenha sido enganado.
Não existe poeta que não tenha uma sombra, um fantasma, um arrependimento, frutos de um dissabor ou de um constrangimento, que seja sem conflitos, sem desgastes, sem atritos.
Não existe poeta que não tenha uma boa quantidade de veneno escorrendo dos seus lábios ou guardado entre os dentes, que viva em plenitude, que seja feliz sem ser hipócrita, pois todo poeta é um louco, um buscador que se alimenta da vida, todo o poeta é o “antinirvana”e ele é como é, e ainda bem que assim é!
Aqueles que são poetas entenderão, aqueles que fingem, contestarão. De qualquer maneira peço licença para que eu possa passar com a minha confusão. Quero assim poder continuar semeando a busca pela compreensão.
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Não existe poeta que não tenha arestas, que não tenha vivido contrastes e que não tenha em sua bagagem muitas histórias, boa parte delas mal comportadas, mal resolvidas e, às vezes até, inacabadas...
Não existe poeta que não tenha espinhos, muitas farpas e cacos espetados por todo o corpo, feridas mal cicatrizadas, cortes, desgostos que sangram toda vez que alguém toca, e que vez por outra ardem, doem...
Não existe poeta que tenha perdido a coragem de tentar sempre outra vez, outra vez, e mais outra vez... apesar de saber que vai voltar a arder, a sangrar e a doer.
Não existe poeta que não tenha vivido um drama, que não tenha se envolvido numa trama, que não tenha dobrado muitas esquinas ou que tenha como trajetória uma reta e longa linha, que não tenha sobrevivido a um feitiço, que não tenha se perdido em desvios, em atalhos, que não tenha arranhado todo o corpo e por força das suas incertezas, não seja meio labirinto, meio esfinge, meio esboço.
Não existe poeta que não tenha praguejado, que na perda não tenha chorado, que no desencontro não tenha se lamentado: podia ter sido tão bom!
Não existe poeta sem pecado, que não tenha se enganado ou não tenha sido enganado.
Não existe poeta que não tenha uma sombra, um fantasma, um arrependimento, frutos de um dissabor ou de um constrangimento, que seja sem conflitos, sem desgastes, sem atritos.
Não existe poeta que não tenha uma boa quantidade de veneno escorrendo dos seus lábios ou guardado entre os dentes, que viva em plenitude, que seja feliz sem ser hipócrita, pois todo poeta é um louco, um buscador que se alimenta da vida, todo o poeta é o “antinirvana”e ele é como é, e ainda bem que assim é!
Aqueles que são poetas entenderão, aqueles que fingem, contestarão. De qualquer maneira peço licença para que eu possa passar com a minha confusão. Quero assim poder continuar semeando a busca pela compreensão.











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