A sabedoria da medição
Ao meu filho Pedro
Um simples olhar – o blow up
Avaliar as jóias as fotografias
As naturezas mortas , um fechar de
Olhos, nos olhos mais puros do desejo
Talvez os ovos, as pérolas, os brilhantes
Espaços e espaços junto ás ancas onde
Saberás o prazer e a velhice ,o prazer mais elaborado
Delicias de ovos e maravilhas com palavras no centro
Da vila, regresso ao campo em cada dia como um tempo
Uma flor , uma caravela que pode entrar no mar
Saberás ainda como são os óleos do temperamento
As massagens junto ao areal e ao oceano
Um simples olhar com as mãos, os pés também têm olhos?
Volta na volta do tempo – um lagar de azeite e o puro
Tudo vamos sabendo como o tempo,o olhar a natureza
O cinema como sucessão do coração das fotografias no passe partout
Saberemos ainda outro duplo olhar entre duas azeitonas, sabes que
Isto nunca acaba – o poema não obedece a um só tempo
Os pés também massajam as ancas com pêssego
Saberás dar a volta a tudo do mais pequeno lugar na costa
Á lagoa dos pequenos vulcões – avançam as máscaras dos leões
Terás toda a calma de um simples olhar
Já nem o medo te avalia na sabedoria de cada medição
José Gil










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