Estupro no BBB12 é apogeu da chinelagem
Postado por Juremir
em 17 de janeiro de 2012 - Mídia
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O BBB é o programa mais vagabundo
da história da televisão brasileira. Uma
façanha dado o histórico nacional, o que já se via nos tempos da Dercy. O BBB
piora a cada ano. Destruiu um grande repórter, Pedro Bial. Quem vê não gosta
que seu programa seja criticado, pois não quer se sentir estúpido. Entramos na
era das inversões espertinhas. Em nome da tolerância e do respeito ao gosto do
outro, a crítica frontal deveria ser silenciada. É o mecanismo da intimidação.
Chantagem do consumidor. BBB é Baita Baixaria Brasileira. Tem reality-show de
todo tipo: ruim, médio e bom. O BBB é o ruim que se aprimora. Fica sempre pior.
Só o Brasil chegou a 12 edições do BB em rede nacional aberta e em horário
nobre. Sintoma do quanto gostamos de estimular os baixos instintos e de
transformar nossos cérebros em ervilha. O caso do susposto estupro no BBB12,
que levou a polícia aos domínios da Rede Globo e resultou na expulsão do tal
Daniel, suspeito de ter abusado da colega de baixaria – inerte, inconsciente ou
seja lá o que for –, revela um estado de coisas. O gongo deveria soar. País com alguma cultura acima da avidez
mercantil não tem doze edições de BBB. Não tem UFC. Não tem estupro em rede
nacional. É preconceito imaginar que alguns setores da sociedade só se divertem
com chinelagem. Tem mais. Na chinelagem, é a sua lei, sempre tem mais. Especula-se que o estupro do BBB12 seja um
golpe. Um golpe de marketing. É
fantástico! O estupro em rede nacional
como estratégia de marketing. Parte da humanidade caminha para voltar a ser
primata. Pagar para ver pessoas dormindo em tempo real é algo jamais imaginado
por nossos melhores ficcionistas. Vibrar
com homens que derrubam adversários com patadas na cara é uma emoção animal.
Sim, podemos ver tudo isso positivamente. Podemos ver tudo isso com lazer,
derrapagem, brincadeira, jogo social,
etc. Quando o lazer termina em suspeita de estupro em rede nacional, diante dos
olhos de milhões, é o sinal vermelho. Sintoma de uma cultura que perdeu todos
os seus limites. Moralismo? Elitismo? Pose de intelectualzinho? Cada um que
rotule como quiser. O estupro do BBB12 é a cara de um certo Brasil que não quer
se tornar adulto. Brasil da chinelagem
capaz de abraçar todas as classes sociais. Brasil que se atola e gosta. Brasil que não se constrange com nada. Brasil
que defende o seu direito de chafurdar na lama. O suposto estupro do BBB12 é o
ai se eu te pego que se materializou. Quando se brinca com a fantasia ao
extremo, flertando com o abismo, o salto acaba por acontecer. Não precisa
existir relação direta. O imaginário é o resultado de saltos lógicos. Uma
cultura da lama acaba por enlamear parte da população. O BBB12 é o pior do Brasil. O Brasil que quer
grana, fama e sexo de qualquer jeito. Triunfo absoluto da chinelagem numa época
em que todo gosto se tornou legítimo e toda crítica a um gosto se tornou
preconceito. O que virá depois do
estupro? Um assassinato ao vivo?
Brasil Bem Bagaço!
Enviado por e-mail pela Dra.
Sione Porto - Membro da ALITA











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