DUETO:
DESCOBERTA - Ruy Póvoas
&
O TEMPO NÃO PARA - Ceres Marylise
Clique no link abaixo e leia as poesias ao som de bela música
EarlGrant-At-TheEnd-OfARainbow-UNEM.mid
DESCOBERTA
Ruy Póvoas
À revelia de mim
(nem sequer me perguntou),
o Tempo, sem piedade,
o meu rosto mapeou.
Desfolhou minha cabeça,
aumentou minha barriga,
diminuiu o meu fôlego,
aumentou minhas saudades,
mistura de mel e sal,
num travo de amargor.
Depois, devagarinho
(para que eu não percebesse),
me jogou num labirintoe minha existência definhou.
E quando dei conta de mim
(descobri boquiaberto),
Senhor Tempo, espertamente,
fez de mim corpo cansado,
e de um tecido amarrotado
me vestiu a fantasian
este corpo de senhor.
*********
O TEMPO NÃO PARA
Ceres Marylise
Os sonhos que no tempo iam ligeiros
e eram companheiros de espera,
foram sendo aqueles os primeiros
da infância em tons de aquarela.
Não havia caminho entrecortado,
somente um sonho, era o pretendido:
o tempo do futuro, o desejado,
no mundo para mim desconhecido.
E o tempo que jamais para seu passo
passou como uma onda em meu caminho,
levou meus despertares ao ocaso,
impondo restrições devagarinho.
Passaram minha infância e juventude;
a solidão se fez amiga inseparável.
A vida, então, aos poucos, perdeu brilho,
e o tempo foi ficando insuportável.
***
DESCOBERTA - Ruy Póvoas
&
O TEMPO NÃO PARA - Ceres Marylise
Clique no link abaixo e leia as poesias ao som de bela música
EarlGrant-At-TheEnd-OfARainbow-UNEM.mid
DESCOBERTA
Ruy Póvoas
À revelia de mim
(nem sequer me perguntou),
o Tempo, sem piedade,
o meu rosto mapeou.
Desfolhou minha cabeça,
aumentou minha barriga,
diminuiu o meu fôlego,
aumentou minhas saudades,
mistura de mel e sal,
num travo de amargor.
Depois, devagarinho
(para que eu não percebesse),
me jogou num labirintoe minha existência definhou.
E quando dei conta de mim
(descobri boquiaberto),
Senhor Tempo, espertamente,
fez de mim corpo cansado,
e de um tecido amarrotado
me vestiu a fantasian
este corpo de senhor.
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O TEMPO NÃO PARA
Ceres Marylise
Os sonhos que no tempo iam ligeiros
e eram companheiros de espera,
foram sendo aqueles os primeiros
da infância em tons de aquarela.
Não havia caminho entrecortado,
somente um sonho, era o pretendido:
o tempo do futuro, o desejado,
no mundo para mim desconhecido.
E o tempo que jamais para seu passo
passou como uma onda em meu caminho,
levou meus despertares ao ocaso,
impondo restrições devagarinho.
Passaram minha infância e juventude;
a solidão se fez amiga inseparável.
A vida, então, aos poucos, perdeu brilho,
e o tempo foi ficando insuportável.
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