ao mar distante
ao semeador cumpre lançar o grão à terra,
ele há-de germinar e crescer
até ser tempo da colheita;
o estuário honra a nascente que não sabia,
senão o vir à luz na fonte de pedra,
nem das praias do mar distante.
faz o que o instante te ordena,
assim o rio vai pela planície
onde o dia o leva, entre searas.
gonçalo b. de sousa










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