poema da noite
Horas mortas - Alberto de Oliveira
Breve momento após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.
Horas mortas - Alberto de Oliveira
Breve momento após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.
Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.
Chegas. O ósculo teu me vivifica
Mas é tão tarde!
Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;
Mas é tão tarde!
Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;
E na mesa em que escrevo apenas fica Sobre o papel — rastro das asas tuas,
Um verso, um pensamento, uma saudade.
Autor: Alberto de Oliveira
Antônio Mariano Alberto de Oliveira (Palmital de Saquarema, Rio de Janeiro, 28 de abril de 1857 - Niterói, Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1937) - Além de poeta, foi também professor de português e literatura, farmacêutico e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Em 1924, foi eleito pela revista Fon-Fon! o "Príncipe dos Poetas Brasileiros" substituindo Olavo Bilac. Alberto de Oliveira é nome central do parnasianismo.
Um verso, um pensamento, uma saudade.
Autor: Alberto de Oliveira
Antônio Mariano Alberto de Oliveira (Palmital de Saquarema, Rio de Janeiro, 28 de abril de 1857 - Niterói, Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1937) - Além de poeta, foi também professor de português e literatura, farmacêutico e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Em 1924, foi eleito pela revista Fon-Fon! o "Príncipe dos Poetas Brasileiros" substituindo Olavo Bilac. Alberto de Oliveira é nome central do parnasianismo.











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