INo meu quarto sofro sozinho
Vendo-te, sombra pálida de alguém
De alguém que o meu consolo, meu carinho,
Única aspiração meu bem.
II
Estrela da manhã do meu caminho,
Ninguém como eu te quer, ninguém, ninguém;
Sem ti não beberia o amargo vinho
Da vida, rosa ideal que nunca vem!
III
E de ti como escalda a minha sede!
Tudo parece ter pena de mim,
Mesmo o velho relógio da parede!
IV
Relógio! Ela virá? Pergunto em vão,
O ponteiro seguindo diz que sim,
E o pêndulo diz que não.
Autora: Fanny Oliveira Brito da Silva










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