IEu dizia, a seguir devagarzinho
Pela estrada da vida: Quem me dera
Ser como os outros, um olhar que
Espera um coração que não está sozinho!
II
Em cada galho despertava um ninho
Ao som da minha voz... E, aos poucos,
Era como si uma encantada primavera
Espiritualizasse o meu caminho...
III
Calei-me, então, então, maravilhada...
E se foi fazendo cada vez mais triste, e eu
Fui ficando cada vez mais muda...
IV
Então senti que era infeliz, porque
Eu apenas soube que a Esperança
Existe, quando a esperança desapareceu.
Autora: Fanny Oliveira Brito da Silva










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