O poeta Firmino Rocha nasceu em Itabuna a 07 de junho de 1910. Foi um artista que exerceu grande influência em muitos poetas de gerações posteriores à sua. Lírico, místico e com um estilo encantadoramente repleto de simplicidade e musicalidade, sua obra não reflete complexidade acadêmica; seus versos, próximos a prosa, constituem linguagem acessível, rimas simples, trazidas de um universo emotivo que se manifesta com espontaneidade e expressivo lirismo. Em vida, escreveu "O Canto do Dia Novo" e "Momentos". Além disso, publicou poemas com freqüência regular na Imprensa local. Seu poema mais conhecido pelos itabunenses, "Deram um Fuzil ao Menino", é um terno apelo contra a violência da guerra (alude-se à II Guerra Mundial) e, encontra-se hoje gravado em placa de bronze, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas). Este mesmo poema foi publicado numa coletânea sobre a paz editada pela ONU e distribuída em todo mundo. Firmino Rocha, era boêmio e sonhador. Fazia da sua poesia de versos simples a expressão terna e telúrica de sua gente e da sua terra natal. Faleceu em Ilhéus a 1º de julho de 1971.
DERAM UM FUZIL AO MENINO Adeus luares de Maio. Adeus tranças de Maria. Nunca mais a inocência, nunca mais a alegria, nunca mais a grande música no coração do menino. Agora é o tambor da morte rufando nos campos negros. Agora são os pés violentos ferindo a terra bendita. A cantiga, onde ficou a cantiga? No caderno de números, o verso ficou sozinho. Adeus ribeirinhos dourados. Adeus estrelas tangíveis. Adeus tudo que é de Deus. DERAM UM FUZIL AO MENINO.











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