Saber-Literário

Diário Literário Online


Angústia de poeta
R. Santana

            Fazia tempo que o poeta Kiko Salles angustiado se debruçava sobre suas medalhas na mesa quando sua mulher de forma afetiva, mas dura, chama-o pra cama:
            - Meu velho, o tempo está frio, vamos dormir! – ele não responde, ela insiste:
            - Cuidado com sua bronquite!
            - Sara, não me apoquente, não vês que estou refletindo!?
            - Os poetas vivem no mundo da lua... – brincou.
            - Não brinca, Sara!
            - Meu velho, tristeza não paga dívida, a saúde vem antes, sem a saúde ninguém produz, portanto, vem pra cama homem! – ele continuou onde estava.
            Kiko Salles já estava acostumado com Sara, muito tempo de convivência não mudou sua natureza prática, ela lê como ninguém, sua produção literária, gosta dos seus contos infantis, não gosta de seus poemas, ela adora suas crônicas, principalmente, as crônicas do passado, dos seus amigos de infância, as situações vividas pela família e as crônicas que Kiko fala da mãe, por exemplo, são poemas em prosa e Sara goza de prazer em lê-los.
Porém, ela é prática, mulher de ação no trato com os serviçais e com a vida, sensível, mas não a ponto de deixar de dormir uma noite fria como aquela por questões literárias. Não entende aquelas brumas do marido, de quando em vez, ele refugiava-se em si mesmo, deprimia-se, demorava sair do estado de “catarse” e voltar ao cotidiano, mas isto ocorria com frequência quando algum crítico de expressão literária lhe era severo.
Naquele dia, Kiko Salles não se angustiou em vão, havia sofrido o maior desapontamento que um artista da palavra pode passar: o não reconhecimento público, a prova in loco de não ser lido. Ele havia sido convidado para abrir o seminário de “Literatura do Sul da Bahia” promovido pelo “Colégio Estadual Zeus” e quando o diretor o apresentou como o poeta vivo mais importante da região, o entusiasmo do auditório foi nenhum, não houve vaias, mas um silêncio acusador, ninguém o reconheceu nem pelo nome nem pela presença. Não se soube depois se a saída espirituosa do diretor atenuou o constrangimento do poeta, mas justiça lhe faça que tentou: “Prezados alunos, o CEZ irá premiar 5 alunos inscritos em 1000, no final do seminário, que apresentar melhor resumo biográfico do nosso convidado. O primeiro prêmio, um “Computador”; o segundo, um “Celular”; o terceiro, o mais novo “Aurélio”; o quarto e o quinto, um DVD com as questões do ENEM dos últimos três anos. Nunca mais ninguém daqui, vai ignorar o poeta  Kiko Salles!” – deu-se início ao congresso cultural.
Naquela noite, enquanto Sara dormia, ele refletia sobre sua atividade produtiva literária, além de poemas, fez ensaios, novelas, crônicas, contos, contos infantis, e romance, por isto, não compreendia não ser popular em sua cidade, cidade que tantos versos lhe foram dedicados, tantos trabalhos literários divulgam seu nome. Agradeceu, mas não gostou do arranjo do diretor do colégio de ensino médio CEZ, a emenda foi pior do que o soneto, salvo se o concurso de sua pequena biografia já estivesse programado.  Tranquilizou-se depois com o pensamento objetivo de Sara: “Meu velho, nenhum profeta é reconhecido plenamente onde nasceu, Jesus Cristo não é unanimidade em Israel”.
Embora Kiko Salles seja septuagenário, é alto, forte e, fisicamente está bem, não apresenta fraqueza intelectual próprio da velhice, produz como moço, não faz muito tempo, publicou seu único romance. Todavia, seu humor não é mais o mesmo, seu estado de espírito é instável: ora bem humorado, ora mal-humorado. Porém, as más línguas sustentam que o seu mau humor é histórico, não chegou com a velhice, quando moço teve fama de intratável, despótico, egoísta e autossuficiente.
 Alguns dias depois do episódio CEZ, o poeta voltou apresentar comportamento estranho: nervoso, taciturno, inapetente, leitura compulsiva, escrita frequente, desleixo pessoal e rabugento. A boa Sara já estava acostumada aos transtornos psicossomáticos e às ansiedades sem motivo ou quase sem motivo do marido, sua intervenção era providencial, no início, ele resistia lhe contar suas angústias, na casa do sem jeito, abria-se como macaxeira e desembuchava seus ressentimentos:
- O filho da puta da RBS não quer publicar o meu romance!
- Se você bancar o livro?
- Sara, que proposta estapafúrdia! Além de produzir, eu vou bancar o livro? 
- Manuel Bandeira, Fernando Pessoa e Monteiro Lobato bancaram seus livros... – Kiko Salles explodiu:
- Endoideceu Sara? Quem lhe contou essas maluquices?
- Li em algum lugar!...
            - Ah ah ah... – Sara não gostou:
            - Não deboche!...
            - Não estou debochando, mas não deixa de ser risível, tu entendes de literatura o que entendo de missa!
             - Deixe de ser presunçoso! Eu sou pedagoga e boa leitora, além de conhecer toda ginástica que faz para publicar seus livros, sempre sua produção foi independente e o Editor: $$$.... – Kiko Salles levanta o braço...
- Vai me bater!? Faça isto e o mundo vai conhecer o grande embuste da literatura baiana! – Kiko Salles cai em si, pede-lhe desculpa:
- Perdoe-me, foi um gesto insensato, não irá mais acontecer!
- Acho bom... Juízo homem!
Kiko Salles encerra-se no quarto de visitas e só saiu de lá dois dias depois, sem comer e beber, com ajuda dos filhos e da própria Sara.



Autor: Rilvan Batista de Santana

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Estávamos precisando
Ana Maria Machado

Em 2013 o Brasil foi homenageado na Feira do Livro de Frankfurt. A mídia destacou os pontos críticos. O tamanho excessivo da delegação de escritores. A ausência de honras oficiais a Paulo Coelho, de tanto sucesso no mundo. Um discurso inflamado de Luiz Ruffato, com forte crítica social, considerada incompatível com a ocasião. A falta de autores brasileiros negros, já que os mestiços presentes podiam passar por brancos.
 
Nunca faltam pretextos para resmungar ou protestar, de modo a manter viva a chama do espírito de porco de plantão. Os milhares de visitantes, porém, se encantaram mesmo foi com o grande estande brasileiro, criação de Daniela Thomas. Era feito de papel, justamente o suporte em que livros são impressos. Papelão corrugado e prensado formava balcões, mesas, bancos, divisórias.

Entre dobraduras e molduras de papelão, mostravam-se capas e ilustrações de livros ou vídeos com paisagens de nossos romances e poe- mas, que podiam ser ouvidos em fones. Redes se cruzavam e permitiam uma de nossas delícias: deitar para saborear um texto bem escrito. Grandes colunas de folhas de papel impresso, montados em imensos blocos colados em uma lombada, homenageavam personagens da nossa literatura.

O visitante passava, destacava a página de cima (bilíngue e ilustrada), e ia lendo ou levava para casa esse cartão de visitas literário que o fazia conhecer Capitu ou Diadorim, o capitão Rodrigo ou Macunaíma, Emília ou Quincas Berro D’água. Nem dá para citar tudo o que era lindamente oferecido, a mostrar quem somos e o que escrevemos e publicamos. A criatividade do conjunto era inesquecível. Tanto que não foi esquecida.

Em março deste ano, na Feira do Livro Infantil em Bolonha, o país homenageado foi a Alemanha. O estande de sua mostra de ilustradores era todo em papelão corrugado e prensado. Em maio, a ideia foi novamente aproveitada em dois pavilhões, de países diferentes, na Feira Internacional do Livro de Bogotá. Ao recusar o luxo e inventar originalidades, o Brasil abre um caminho que sabe explorar — dos folguedos populares e brinquedos de material reciclado nas feiras nordestinas às lições carnavalescas de Joãosinho Trinta e Fernando Pamplona ou dos blocos de sujo.

Nesse sentido, a festa de abertura da Olimpíada foi uma reafirmação de coisas nossas, sustentadas por artistas criadores comprovados, sintetizados no trabalho sólido de Fernando Meirelles e Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Deborah Colker, e tantos outros, com trilha sonora inteligente, iluminação perfeita, aposta numa soma de talentos individuais — da elegância minimalista do hino com Paulinho e seu violão à apoteose de Benjor comandando a massa a entoar “Mas que beleza!”.

Foi uma bela festa, a mostrar que temos valores originais e dignos, não precisamos copiar moldes alheios. E, ao mesmo tempo, a inaugurar um tempo rigoroso, em que o esporte exige que as regras sejam as mesmas para todos. Estávamos precisando disso. De celebrar a vida por meio da cultura e do esporte. De abranger uma enorme gama de variações individuais, diversidade vivida na prática, e não apenas em slogans zangados e vazios.

De premiar quem chegou lá por mérito próprio. De saber perder. De saber ganhar. De reconhecer talento. De relevar erros. De valorizar a emulação, admirando o adversário que nos serve de estímulo. De entender que as vitórias não são apenas as medalhas e o ouro, mas estão ao longo de todo o caminho, no trabalho constante, no foco, na persistência, na dedicação de cada dia, na superação dos obstáculos.

Na Grécia Antiga, as Olimpíadas determinavam o calendário. É a força que tem Cronos, o deus do tempo. Os Jogos não são anuais, ninguém aguentaria. Os campeões não são repentinos. Os recordes não são súbitos. Toda vitória é lentamente construída, tijolo por tijolo num desenho mágico. Não à toa, “Construção”, de Chico Buarque, foi lembrada na festa.

A inspiração atua para o futuro. Para ter bosques, há que reservar espaços e plantar sementes. O menino que hoje tira selfie com o campeão pode um dia estar na raia ao lado e vencê- lo — esse episódio ocorrido agora com Michael Phelps sublinha que a vida é um revezamento. Não é só na política que uma geração deve passar o bastão.

Em matéria de metáforas, estivemos bem servidos. A primeira medalha nossa nesta terra de balas perdidas foi no tiro. A segunda foi de uma mulher negra e pobre que venceu na luta. Mas não é justo inventar histórias que permitam se apropriar de cada campeão. O momento não é de ranzinzice, cobrança ou mesquinharia.

É de grandeza, respeito aos outros, aceitação de fragilidades e acasos, reconhecimento do trabalho sério, consagração da meritocracia. Passada a festa, quem sabe?, talvez a originalidade de nossas próprias virtudes e talentos agora garimpados se some aos valores universais que os Jogos demandam. Podem ser parte do legado a que teremos de recorrer já, nos dias decisivos que aguardam o país. Vamos precisar, e muito.

O Globo / ABL

VIOLA CAIPIRA

Côs braço cheio de fita,
Ainda me acho bonita,
Meu pená ninguém atina
Mêmo amarrada de imbira,
Não lamento minha sina:
-Sô a viola caipira!

Imbora vancê se admira,
Mêmo pindurada num prego,
Minhas lembrança carrego,
-Queria que vancê me afina.

Eu ia sempe em festança,
Animava véio e criança,
Das veiz eu era levada,
Nos bordé e nos velório,
Com amor era tocada,
Por um matuto simplório.

Me alembro das noite,
Daquelas festa de reis,
Tocava pra Deus menino,
Cantavam, batiam sino:
-Quanta coisa que nóis fez!

Nas festa de São João,
Eu era admirada,
Animava todo mundo,
Junto com verso e poesia,
Meu dono as corda tangia,
E eu tinía um som profundo.

Agora amarrada num prego,
Esta é a cruz que carrego,
Eu vivo no desamô,
Me alembro do dotô matuto,
Seu pai, junto a meu regaço,
Anseio por seu abraço:
-Pode me tocá, seu dotô!
Criado em: 10/08/2005 13:31:34

Fonte:

Postado por Antônio Carlos Affonso Santos em 25 agosto 2016 às 18:05. Itabuna Centenária (RSIC)

Piada Adulta: Dois Velhinhos em um Bordel

Dois velhinhos decidem ir a um bordel. Ao chegar, a dona olha para eles, chama a funcionária da casa e diz:

“Reserve o quarto número 5 e 6 e coloque uma boneca inflável em cada cama. Esses dois estão tão velhos que não vão notar a diferença. Não vou perder tempo e dinheiro com esses eles.”

 A empregada cumpre as ordens da patroa e, depois de alguns minutos, cada velhinho entra em seu respectivo quarto para “se divertir”.

No caminho de volta para casa, um dos velhinhos diz:

“Acho que a mulher que me acompanhou estava morta...”

“Morta?” – diz o amigo – “Por que você acha isso?”

“Ela não se movia enquanto fazíamos amor, nem mexia a boca e os olhos...”

 “Pois poderia ter sido pior”, disse o outro, “eu acho que a minha companheira era uma bruxa!”

“Uma bruxa? Por quê?”, espantou-se o velhinho amigo.

“Bem... o que aconteceu é que enquanto estávamos nas preliminares, eu dei uma mordida no traseiro dela, e ela começou a soltar um gás, saiu voando pela janela e ainda levou a minha dentadura!”


Fonte: Tudo por e-mail

Informe Saúde: 10 Alimentos Que Limpam os Pulmões Naturalmente!

Doenças pulmonares e problemas respiratórios associados são um problema crescente. Todos podemos manter nossos pulmões saudáveis não fumando, nos exercitando regularmente e evitando a poluição sempre que possível. No entanto, uma maneira menos conhecida para cuidar dos nossos pulmões é a mudança na nossa dieta. Estudos têm demonstrado que os alimentos que comemos afetam nossos pulmões, e que alguns podem até mesmo ter um impacto positivo sobre a função pulmonar. Veja quais!

1. Vegetais crucíferos: Estes são os vegetais da família do repolho. Eles possuem grandes quantidades de antioxidantes, que ajudam a limpar o corpo de toxinas prejudiciais. Eles também contêm glucosinolatos - compostos químicos que que ajudam a inativar agentes cancerígenos e proteger as células contra danos. Os melhores exemplos de vegetais crucíferos são brócolis, couve-flor, repolho e couve-de-bruxelas.

2. Carotenoides: Este pigmento antioxidante de cor laranja reduz o risco de câncer do pulmão. Uma maneira de reconhecer um carotenoide é pela cor: os carotenoides são normalmente encontrados em frutas e legumes com tons de laranja, vermelho ou amarelo. Por exemplo, batata-doce, abóbora, cenoura e damascos são alimentos com quantidades elevadas de carotenoides. As cenouras são particularmente boas para os pulmões, pois também contêm betacaroteno, que se converte na vitamina A, que reduz significativamente a probabilidade de se desenvolver asma.

3. Ácidos graxos Ômega-3: É bem sabido que este ácido graxo é bom para sua saúde geral. O que é menos conhecido é que ele beneficia particularmente os pulmões. Ele é encontrado no peixe, castanhas e sementes de linhaça, e pode melhorar a função pulmonar e aumentar a capacidade do pulmão, reduzindo a inflamação das vias respiratórias.

 4. Alho: Ele é essencial para manter um sistema imunológico saudável, pois é um anti-inflamatório natural. Recentemente, um estudo da revista Cancer Prevention Research revelou que comer alho cru duas vezes por semana diminui pela metade o risco de desenvolver câncer de pulmão. O alho também tem altos níveis de alicina, um antibiótico natural que combate infecções bacterianas e fúngicas nos pulmões.

5. Gengibre: Essa raiz é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório natural que pode limpar os pulmões de qualquer tipo de poluição persistente. O gingerol reduz o excesso de muco sendo produzido, enquanto o composto 6-shagaol evita que os brônquios encolham. O gengibre também relaxa os tecidos nos músculos que revestem os pulmões, facilitando a respiração de pessoas com asma. Fatias de gengibre podem ser adicionadas ao chá, e também fazem deliciosos biscoitos.

6. Magnésio: Alimentos como sementes, castanhas ou grãos são ricos neste mineral. O magnésio é um anti-inflamatório natural que aumenta a capacidade pulmonar e melhora a eficiência do processo respiratório. É recomendado para asmáticos e para as pessoas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Conheça os sintomas de deficiência de magnésio no seu corpo.

7. Romã: Essa fruta é nutricionalmente densa em antioxidantes e antocianinas, dois nutrientes que combatem o câncer. Estudos revelam que essa combinação é particularmente eficaz em retardar o crescimento e a disseminação de células cancerígenas prejudiciais. As sementes da romã adicionam um ótimo sabor a saladas ou podem ser usadas para fazer um suco delicioso.

8. Vitamina C: Essa vitamina é encontrada abundantemente em goiabas, laranjas, kiwis e pimentões. Uma dieta rica em vitamina C ajuda seus pulmões a transportar oxigênio pelo corpo. Estudos sugerem que, com o consumo regular de vitamina C, a saúde dos seus pulmões irá deteriorar-se a um ritmo mais lento e você vai estar menos propenso a desenvolver doenças respiratórias, como bronquite e asma. Ela também previne a ocorrência de doença pulmonar obstrutiva crônica, que provoca falta de ar.

9. Abacaxi: Abacaxis são ricos em bromelina, uma enzima que reduz a inflamação dos seios da face. Ela é também um tratamento natural de edemas pulmonares - uma condição que previne que fluidos sejam drenados adequadamente dos pulmões, resultando em falta de ar. Pesquisas mostram também que a ingestão de alimentos ricos em bromelina reduz a inflamação de glóbulos brancos em até 85%.


10. Água: OK, nós sabemos que a água é sempre recomendada para uma boa saúde, mas muitas vezes é também o melhor remédio natural para os seus pulmões. A água ajuda seu processo circulatório, mantendo seus pulmões suficientemente hidratados e prontos para eliminar toxinas. Clique aqui para ver ainda mais motivos para beber mais água.

Fonte: Tudo por e-mail

Na ânsia de defender Dilma, Gleisi troca pés por mãos e ouve o que não queria


Gleisi Hoffmann (PT) provocou comoção no Senado. Durante a sessão de julgamento de Dilma Rousseff, disse que seus pares não tem condições morais de decidir o futuro da presidente. Deu a entender que se trata de um grupo desqualificado.

“Qual é a moral deste Senado para julgar a presidenta da República?” perguntou Gleisi retoricamente. A provocação foi respondida com ferocidade pela oposição, defendida com igual ferocidade pelo PT e acabou levando à suspensão temporária da sessão.

Ronaldo Caiado (DEM-GO), que disse não ser “assaltante de aposentado”, numa referência aos supostos desvios de empréstimos de funcionários que levaram o ministro Paulo Bernardo à cadeia. Lindbergh Faria (PT-RJ) disse que Caiado era canalha. E assim por diante.

O nível do debate mostra que o Senado realmente tem uma qualificação abaixo do esperado. E claro que a ação de Gleisi é mais retórica: se tivesse motivos para impugnar seus pares num julgamento tão decisivo quanto esse, iria à Justiça contra eles. Não foi.

Gleisi também se expôs ao contra-ataque evidente. Enrolada na Lava Jato, com o marido tendo sido preso, sabe que sua carreira está arriscada. Óbvio que diriam que ela é que não tem moral para falar do Senado.

Mas Gleisi decidiu ser dilmista até o fim. Atitude que exige certa coragem. Pena que na luta pela manutenção de Dilma, tenha exagerado. Se o Congresso realmente tem gente desqualificada, tem senadores que são belos exemplos de conduta.

E generalizar só serve à demonização da política. Não fosse por mais nada, Gleisi deveria fazer uma ressalva a seus 12 correligionários. Nem isso fez. São todos iguais?

Depois do impeachment de Dilma, se ele vier, o país precisará continuar. O Senado seguirá existindo. E detonar tudo e todos incondicionalmente é um desserviço.

Fonte: Gazeta do Povo / Yahoo Notícias

O poeta e o mundo - Wislawa Szymborska

Foto: Sipa/ Newscom/ Fotoarena

Chega às livrarias no dia 2 de setembro Um amor feliz, uma nova coletânea de poemas de Wislawa Szymborska, traduzidos e selecionados por Regina Przybycien e que falam dos amores e da vida cotidiana, uma obra que toca os leitores e influencia novas gerações. Este segundo volume promete fazer tanto barulho quanto o primeiro livro de Szymborska lançado no Brasil em 2011, Poemas. Em 2016, comemoramos também os 20 anos do seu prêmio Nobel de Literatura. Na entrega do prêmio que aconteceu no dia 7 de dezembro de 1996, seu discurso versou sobre o que é a poesia e o poeta. É este discurso que apresentamos aqui no blog para quem já conhece a obra da poeta e para quem ainda vai se encantar com a sua leitura. Leia a seguir (tradução de Carlos Alberto Bárbaro).

* * *

Dizem que a primeira frase de qualquer discurso é sempre a mais difícil. Bem, agora ela já ficou para trás. Embora algo me diga que as frases por vir — a terceira, a sexta, a décima e assim sucessivamente, até a última linha — serão tão difíceis quanto, já que é suposto que eu tenha que falar sobre poesia. Falei muito pouco sobre o assunto, quase nada, na verdade. E sempre que isso aconteceu, eu tinha a ligeira impressão de que não sabia do que falava. Por isso, meu discurso será bem curto. Toda imperfeição é mais fácil de tolerar se servida em pequenas doses.

Os poetas contemporâneos são sempre céticos e desconfiados, até mesmo, ou talvez especialmente, sobre si próprios. Eles só admitem ser poetas de modo relutante, como se estivessem um pouco envergonhados por o ser. Nesta nossa época ruidosa, porém, é bem mais fácil admitir seus defeitos, principalmente se numa roupagem interessante, que reconhecer os próprios méritos, visto estes estarem profundamente ocultos, tanto que nem nós mesmo acreditamos neles… Ao preencher formulários ou ao conversar com estranhos, isto é, quando não conseguem evitar de dizer no que trabalham, os poetas preferem utilizar o genérico “escritor”, ou substituir “poeta” pelo nome de qualquer trabalho que tenham além de escrever. Burocratas e passageiros de ônibus reagem com um misto de incredulidade e pânico ao descobrirem que estão frente a um poeta. Imagino que os filósofos se deparem com reações similares. Se bem que talvez estejam em uma situação melhor, dado que na maior parte do tempo podem dourar sua vocação com algum tipo de galardão acadêmico. Professor de filosofia — isso sim soa bem mais respeitável.

Mas não existem professores de poesia, porque isso implicaria, afinal, que a poesia é uma ocupação que requer estudo especializado, avaliações frequentes, artigos teóricos acompanhados de bibliografia e notas de rodapé e, por fim, diplomas cerimoniosamente concedidos. O que, por sua vez, significaria que não basta preencher páginas mesmo com poemas dos mais requintados para se tornar um poeta. O elemento crucial seria alguma folha de papel trazendo um selo oficial qualquer. Lembremos que o orgulho da poesia russa, que viria ele mesmo a ser premiado com um Nobel, Joseph Brodsky, foi certa vez sentenciado a um exílio em seu próprio país com base exatamente nessas convenções. Chamaram-no de “parasita” por ele não dispor de um documento oficial que lhe assegurasse o direito de ser poeta…

Muitos anos atrás, tive a honra e o prazer de conhecer Brodsky pessoalmente. E notei que, de todos os poetas que eu já havia conhecido, ele era o único que gostava de se apresentar como um. Ele pronunciava a palavra sem constrangimento algum.

Na verdade, era exatamente o oposto, ele a pronunciava com liberdade desafiadora. Julguei que era assim por ele se lembrar sempre das humilhações brutais que havia sofrido em sua juventude.

Em países mais afortunados, onde a dignidade humana não é roubada tão prontamente, os poetas aspiram, claro, ser publicados, lidos e compreendidos, mas não se esforçam muito, se é que se esforçam, para se situarem acima do rebanho e do cotidiano esmagador. E no entanto, não faz muito tempo, nas primeiras décadas do século passado, os poetas buscavam chocar com suas roupas extravagantes e seu comportamento excêntrico. Embora fosse tudo meramente para consumo do público. Porque sempre chega o momento em que os poetas têm que cerrar as portas atrás de si, despir-se dos seus mantos, ornamentos e outras parafernálias poéticas para confrontar — silenciosamente, aguardando pacientemente seus verdadeiros eus — a ainda branca folha de papel. Porque é isso, no final, que conta de verdade.

Não é por acaso que se produzem aos montes biografias filmadas de grandes cientistas e artistas. Os diretores mais ambiciosos buscam reproduzir de modo convincente o processo criativo que levou a descobertas científicas importantes ou ao surgimento de uma obra-prima. E é possível descrever alguns tipos de trabalho científico com relativo sucesso. Laboratórios, instrumentos diversos, maquinário elaborado, trazidos à vida; esse tipo de cenário pode manter o interesse do público por algum tempo. E aqueles momentos de incerteza — será que o experimento, repetido pela milésima vez com algum tipo de variação microscópica, vai finalmente alcançar o resultado desejado? — podem ser bem dramáticos. Filmes sobre pintores podem ser espetaculares, na medida em que buscam recriar cada passo da evolução de um quadro célebre, da primeira linha do esboço até a pincelada final. A música preenche todos os espaços em filmes sobre compositores: os primeiros compassos da melodia que ecoa nos ouvidos do músico finalmente emergem como um trabalho maduro em forma sinfônica. Claro que tudo isso é bem ingênuo e não explica o estranho estado mental conhecido popularmente como inspiração, mas pelo menos há ali algo para olhar e ouvir.

Poetas, no entanto, são os piores. O trabalho deles, indiscutivelmente, não tem como ser fotogênico. Alguém sentado a uma mesa ou deitado em um sofá, olhando imóvel para o teto ou uma parede. Vez ou outra essa pessoa escreve sete linhas apenas para riscar uma delas quinze minutos depois, e depois outra hora se passa, durante a qual nada acontece… Quem aguentaria assistir a esse tipo de coisa?

Eu falei de inspiração. Os poetas contemporâneos dão respostas evasivas quando perguntados sobre o que é isso, e se existe de fato. Não é que nunca tenham experimentado a graça desse impulso interior. É que não é fácil explicar a alguém algo que você próprio não entende.

Quando me perguntam sobre o assunto, eu também tergiverso. Mas respondo o seguinte: inspiração não é privilégio exclusivo de poetas ou artistas em geral. Existe, existiu e sempre vai existir certo grupo de pessoas a quem a inspiração visita. Esse grupo é composto de todos os que escolheram atender à sua vocação e fazer seu trabalho com amor e imaginação. E ele pode incluir médicos, professores, jardineiros — e eu poderia enumerar aqui centenas de outras profissões. O trabalho dessas pessoas se torna uma aventura contínua enquanto elas conseguirem continuar a descobrir novos desafios nele. Dificuldades e contratempos não sufocam sua curiosidade. Um enxame de novos questionamentos surge para cada novo problema que elas resolvem. Seja o que for a inspiração, o certo é que ela surge de um contínuo “não sei”.

Não existem muitas pessoas assim. A maior parte dos habitantes da Terra trabalha para viver. E trabalha porque têm que trabalhar. Eles não escolheram um ou outro trabalho por paixão; as circunstâncias de suas vidas é que escolheram por eles. Trabalhos sem amor, trabalhos tediosos, trabalhos valorizados somente porque outros não conseguem sequer aquilo, por menos apreciados e tediosos — essa é uma das mais dolorosas misérias da condição humana. E não há nenhum sinal de que os séculos por vir produzirão qualquer mudança para melhor, até onde se pode vislumbrar.

E é por isso que, embora eu possa negar aos poetas seu monopólio sobre a inspiração, ainda assim eu os situo no seleto grupo dos prediletos da Fortuna.

A esta altura, porém, algumas dúvidas podem ser levantadas pelo meu público. Todo tipo de torturadores, ditadores, fanáticos e demagogos que buscam o poder fazendo uso de alguns poucos bordões gritados a plenos pulmões também gostam do seu trabalho, e também desempenham seus afazeres com inventivo fervor. Sim, claro, mas eles “sabem”. Eles sabem, e seja lá o que saibam, é o que lhes basta para o agora e para todo o sempre. Eles não querem descobrir mais nada sobre nada mais, dado que isso pode diminuir a força de seus argumentos. E qualquer conhecimento que não levante novas questões morre rapidamente, porque não sucede em manter a temperatura necessária para preservar a vida. Nos mais extremos dos casos, aqueles bem conhecidos da história antiga e moderna, esse tipo de conhecimento se constitui de fato em uma ameaça letal à sociedade.

E é por isso que eu prezo tanto aquela pequena expressão, “não sei”. Ela é curta, mas tem asas enormes. Ela amplia nossas vidas para incluir nela nossos espaços interiores, mas também os exteriores, em que está suspensa a nossa pequena Terra. Se Isaac Newton não tivesse jamais dito para si um “não sei”, as maçãs em seu pequeno pomar poderiam ter caído ao solo como granizo, e na melhor das hipóteses ele teria parado para apanhar algumas delas e devorá-las com prazer. Se minha compatriota Marie Sklodowska-Curie jamais tivesse dito para si própria seu “não sei”, por certo ela acabaria lecionando química em alguma escola privada para moças de boas famílias, e terminaria seus dias desempenhando essa, de todo modo, perfeitamente respeitável profissão. Mas ela continuou dizendo “não sei” e estas palavras a levaram, não apenas uma, mas duas vezes, a Estocolmo, onde espíritos incansáveis e questionadores são de quando em quando premiados com o Nobel.

Os poetas, se autênticos, também devem seguir repetindo “não sei”. Cada poema assinala um esforço para responder a essa afirmação, mas tão logo a linha final seja deitada à página, o poeta começa a hesitar, começa a perceber que essa resposta particular era puro disfarce, que seria totalmente inadequado trajar. Assim, os poetas seguem tentando, e cedo ou tarde os resultados consecutivos de seu desagrado consigo mesmos são organizados em uma pasta gigante por historiadores literários, passando a ser chamados sua “obra”…

Amiúde sonho com situações que não podem, de modo algum, se tornar realidade. Imagino audaciosamente, por exemplo, que me é dada a oportunidade de conversar com o Eclesiastes, o autor daquele comovente lamento sobre a vaidade de todos os esforços humanos. Eu me curvaria profundamente diante dele, porque ele é, acima de tudo, um dos maiores poetas, pelo menos para mim. Feito isto, eu tomaria sua mão. “‘Não há nada de novo sob o sol’, foi isso o que escrevestes, Eclesiastes. Mas vós mesmo nascestes novo sob o sol. E o poema que criastes também é novo sob o sol, considerando que aqueles que viveram antes de vós não puderam ler esse poema. E esse cipreste sob o qual estais sentado não esteve ali crescendo desde a aurora dos tempos. Ele veio a ser graças a um outro cipreste semelhante a esse vosso, mas não exatamente o mesmo. E, Eclesiastes, eu também gostaria de vos perguntar em que coisa nova sob o sol estais trabalhando agora? Um acréscimo de última hora aos pensamentos que já expressou? Ou talvez estejais tentado a contraditar alguns deles agora? Em uma obra anterior, mencionastes o êxtase — então, e daí se ele for fugaz? Talvez vosso novo-poema-sob-o-sol seja sobre o êxtase? Já fizestes anotações sobre ele, e rascunhos? Eu duvido que irás escrever ‘Eu já escrevi tudo, não tenho mais nada a acrescentar.’ Não há poeta no mundo que possa dizer isto, ao menos um grande poeta como vós.”

O mundo — não importa o que pensemos quando aterrorizados pela sua vastidão e nossa própria impotência, ou amargurados pela sua indiferença ao sofrimento individual, das pessoas, dos animais e, talvez, mesmo das plantas, porque como podemos estar tão certos que as plantas não sintam dor; pensemos o que possamos pensar de suas extensões, atingidas pelos raios das estrelas rodeadas por planetas que apenas começamos a descobrir, alguns deles já mortos?, ainda mortos?, não sabemos; o que quer que possamos pensar desse imensurável teatro para o qual temos ingressos reservados, mas ingressos cuja validade é comicamente curta, limitada como o é por duas datas arbitrárias; não importa o que possamos pensar sobre este mundo — é assombroso.

Mas “assombroso” é um epíteto que embute uma armadilha lógica. Somos assombrados, afinal, por coisas que se desviam de alguma norma bem conhecida e universalmente aceita, de uma obviedade com a qual crescemos acostumados. O ponto agora é: esse mundo óbvio não existe. Nosso assombro existe por si só e não é baseado em comparação com outra coisa.

Claro, no discurso cotidiano, em que não paramos para considerar toda palavra dita, todos fazemos uso de frases como “o mundo normal”, “a vida normal”, “o curso normal dos eventos”… Mas na linguagem da poesia, em que toda palavra tem seu peso, nada é corriqueiro ou normal. Nem uma simples pedra e nem uma simples nuvem acima dela. Nem um único dia e nem uma única noite que a ele se segue. E acima de tudo, nem uma única existência, nem a existência de qualquer pessoa nesse mundo.

Ao que parece, os poetas sempre terão um trabalho duro à frente.


Fonte: Nobel Prize / Companhia das Letras

NOSSOS QUERIDOS IDOSOS - Christiane Afondopulos

A triste realidade de uma geração individualista que abandona seus idosos e justifica sua ausência por conta do cansaço e da falta de tempo.

Há algum tempo vinha pensando em escrever algo sobre os idosos e suas maiores dificuldades, principalmente sobre o sentimento de abandono.

Mas foi quando li o texto de Ana Fraiman, mestre em psicologia social pela USP (que pode ser conferido na íntegra: http://www.portalplena.com/vamos-discutir/1292-idosos-orfaos-de-filhos-vivos-sao-os-novos-desvalidos-do-seculo-xxi), que me dei conta da dimensão desse problema e como ele afeta milhares de idosos nos dias atuais.

Pensamos em tantas coisas que nos atingem enquanto "jovens" e que nos fazem mal, porém muitos se esquecem de cuidar dos responsáveis por nossa "bela juventude".

E essa "bela juventude" um dia acaba assim como a deles, e precisaremos de nossos filhos da mesma forma que eles precisam de nós. Então paremos para refletir sobre o exemplo que estamos dando e sobre os valores que estamos passando para uma próxima geração. Será suficiente para mim (no futuro) a atenção e o carinho que estou dando aos meus pais hoje? Eu ficaria feliz com isso?

Porque o que vemos, cada dia mais, é a falta desse carinho e dessa atenção. É o completo abandono de sentimentos pelas pessoas que mais nos amam nesse mundo, um retrato trágico da importância que se dá à cultura do individualismo justificada pela falta de tempo e pelo cansaço dos conturbados dias modernos.

Acontece que esse amor não pode esperar nem sofrer com a ausência, seja pelo motivo que for, tenha sido seu dia corrido ou não, esteja você cansado ou não. Ele adoece, ele chora, ele se sente só e rejeitado. E ele sofre em silêncio porque ainda assim ama seu filho e consegue enxergar alguma "desculpa" nesse comportamento inadmissível.

Ana Fraiman classifica perfeitamente essa situação: "Idosos órfãos de filhos vivos"! E eu acho ótima essa definição porque ela é forte e pode dar um bom chacoalhão no coração de alguns filhos que precisam acordar para a realidade e salvar a tempo seus pais de uma solidão profunda e dolorosa.

Eles até se cansaram de nós algumas noites, de contar mil vezes a mesma história pra gente dormir, de passar anos e anos fazendo o mesmo caminho para a escola e acordando no mesmo horário. Porém nunca desistiram, repetiam todos os dias que nos amavam (cada um do seu jeito), nos davam um beijo e um abraço depois do longo dia para nos sentirmos queridos e protegidos. Então por que vamos desistir deles agora? Por que nos achamos no direito de usar a justificativa do cansaço e da distância para não fazer uma visita, sentar alguns minutos para conversar e no final dar-lhes um grande abraço? Será que isso custa muito? Será que vamos querer passar por isso na nossa velhice inevitável?

Não podemos só querer vantagens nessa vida, principalmente em relação aos nossos idosos. Sim, porque hoje as pessoas se tornam independentes mais tarde devido às diversas dificuldades do mercado atual, e muitos continuam recebendo a ajuda e o suporte dos pais, já idosos, para que possam se manter estabilizados financeiramente. Disso muitos não abrem mão.

Então, não acho aceitável essa cultura moderna lançada por alguns profissionais do "bem estar" de que só devemos fazer o que queremos; se não tiver vontade não faça; seja mais você; pense somente na sua vida e seja feliz; etc. Não, o mundo não funciona assim! Ás vezes você tem que se sacrificar, se doar, fazer coisas que nem sempre tem vontade para ajudar alguém, abrir mão de algo para o benefício de um terceiro e não ser tão individualista. Lembre-se, um dia na sua vida alguém já fez isso por você para que se transformasse numa boa pessoa e para que tivesse boas oportunidades. Então retribua com o coração limpo e feliz!

Certa vez escutei de uma pessoa: "não pense tanto assim na sua filha, daqui a pouco ela cresce, vai embora, e você fica aí sobrando!"

Sim, ela crescerá, irá embora, mas acredito que terá bons motivos para voltar de vez em quando para bater um bom papo e abraçar sua mãe, pois certamente ensinei bons valores e enchi o coração dela de amor e companheirismo. Além disso, ela viu os avós serem tratados com o mesmo carinho e atenção.
Portanto, se faz necessária uma mudança urgente em nosso comportamento para que esse triste retrato seja revertido, e para que se instale um modelo verdadeiro de afeto e solidariedade que possa servir de exemplo para nossos filhos, perpetuando o amor e o acolhimento dos nossos idosos.


CHRISTIANE AFONDOPULOS
Psicóloga e Advogada, mas que acima de tudo ama escrever e se encontrar em meio às palavras..

Fonte:http://lounge.obviousmag.org/chrizoca/2016/08/nossos-queridos-idosos.html


Gilmar Mendes diz que proposta defendida por Moro é coisa de ‘cretino’

“Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto”, disse o ministro do STF, sobre uma das propostas do “Dez Medidas Contra a Corrupção”


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (23) que integrantes do Ministério Público Federal (MPF) devem “calçar as sandálias da humildade”. Classificou ainda de “cretino” quem criou proposta de combate à corrupção defendida pelo juiz Sergio Moro e pelo coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol.

“É aquela coisa de delírio. Veja as dez propostas que apresentaram. Uma delas diz que prova ilícita feita de boa fé deve ser validada. Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino absoluto. Imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé”, disse o ministro.

Mendes refere-se ao pacote de projetos de lei entregue ao Congresso por integrantes do Ministério Público Federal em março com mais de dois milhões de assinaturas de apoio. O pacote propõe a adoção de novos instrumentos de investigação para combater a corrupção. Um dos principais entusiastas das chamadas “dez medidas contra a corrupção” é o procurador Deltan Dallagnol.

Moro quer fechar participação na Lava Jato até o fim do ano, mas operação continua De Lula a Moro, a sinceridade de Gilmar Mendes não poupa (quase) ninguém

Um dos tópicos do texto flexibilizaria a utilização de provas obtidas ilicitamente, desde que não haja má fé por parte do investigador que a colheu. A proposta em questão tem apoio de Sergio Moro, responsável pela Lava Jato. O magistrado saiu em defesa da medida, por exemplo, quando participou de audiência na Câmara, no último dia 4.

Mendes voltou a criticar a decisão do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de suspender as negociações de um acordo de delação premiada com ex-executivos da empreiteira OAS após vazamento de detalhes confidenciais.

“Não acho que seja o caso suspender a delação ou prejudicar quem esteja disposto a contribuir à Justiça. Tenho impressão de que estamos vivendo momento singular [...] Depois, esses falsos heróis vão encher os cemitérios, a vida continua”, afirmou o ministro.

Na opinião de Mendes, os investigadores foram os responsáveis pelo vazamento de informações publicadas pela revista Veja revelando que o ministro do STF Dias Toffoli foi mencionado em depoimento de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

“E as investigações do vazamento daquelas prisões preventivas, onde estão? Já houve conclusão? O resumo da ópera é: você não combate crime cometendo crime. Ninguém pode se achar o ‘o’ do borogodó. Cada um vai ter seu tamanho no final da história. Um pouco mais de modéstia, calcem as sandálias da humildade”, criticou Mendes, referindo-se aos investigadores.


Fonte:

 Gazeta do Povo / Yahoo / Folhapress  [23/08/2016] Carlos Humberto/SCO/STF

Piada do Dia: A declaração de Amor pelo Celular


Um casal de namorados, Marcelo e Daiane, brigaram feio em um sábado à tarde enquanto passeavam no shopping. Cada um voltou para casa furioso. Porém, tarde da noite, bateu o arrependimento em Marcelo, mas ele ainda estava com receio de ligar para a namorada e pedir desculpas. Ele então decidiu mandar uma mensagem de texto pelo celular que dizia o seguinte:

“Meu amor,
Se estiveres dormindo, envie-me teus sonhos. Se estiveres rindo, envie-me teu sorriso. Se estiveres chorando, envie-me tuas lágrimas. Eu te amo!”

Um minuto depois, Daiane recebe a mensagem de texto e, embora tenha gostado da atitude do namorado, ainda estava bastante irritada com ele. E ela então decide responder.

Minutos depois, chega uma mensagem no celular de Marcelo. Ele sai correndo para ver a resposta da namorada. Eis que está escrito:

“Querido,

Estou no banheiro agora fazendo minhas necessidades. Quer que eu te mande alguma coisa?”

Antônio Mangabeira e um jeito novo de fazer política
R. Santana (*)

Conheci o médico Antônio Mangabeira em 1992, numa situação familiar dramática (minha filha mais velha foi diagnosticada com aplasia de medula e morre um ano depois no Hospital das Clínicas de São Paulo), que o tempo conseguiu eufemizar, mas a dor da saudade é eterna. Antônio Mangabeira, sem alarde, fez um diagnóstico a priori da doença, embasado em sua experiência profissional, e os exames laboratoriais confirmaram-no.
Ciente dos parcos recursos financeiros da família e da gravidade da doença, ele fez uma carta para o médico Hélio Moraes, responsável pelo setor de transplante de medula do Hospital das Clínicas de São Paulo e, solicitou-lhe ajuda e vaga naquele hospital de referência nacional. Mesmo com desfecho desfavorável, a família jamais esqueceu esse gesto de desprendimento e solidariedade e sempre lhe será grata. 
O tempo passou, outras circunstâncias surgiram e, Antônio Mangabeira ascendeu em competência médica e empresarial. Hoje, sua clínica de oncologia e outras doenças, é referência em qualidade e resultados auspiciosos no Nordeste e no país. Além de pessoal de apoio e administrativo qualificados, médicos e outros profissionais de saúde competentes que integram seu corpo clínico, a clínica possui aparelhagem específica de ponta. A “Oncosul” está instalada no centro da cidade de Itabuna num prédio confortável, suntuoso, com funções adaptadas para uma clientela fragilizada e alquebrada pela doença.
A história de vida de Antônio Mangabeira é rica em superação e sucesso. Nele se aplica o princípio de que o homem não é produto do meio, mas pode ser influenciado e influenciar o meio ao mesmo tempo. Egresso de escola pública, o filho caçula do representante comercial João Soares França e da costureira Humbertina Mangabeira França, quando terminou o curso médio, foi aprovado no vestibular de medicina da UFBA, feito quase impossível naquela época, para estudantes do interior de escolas públicas.
A sabedoria popular diz que além de talento o indivíduo tem que ter sorte, sem sorte o destino dá um nó. Quando Antônio Mangabeira foi aprovado pela faculdade de medicina da UFBA, seu pai sustentava a família como bodegueiro e sua mãe contribuía na receita familiar como costureira de bairro, portanto,  impossível, naquela época, manter um  filho estudante de medicina  na capital do estado com parcos recursos financeiros e prover todas suas necessidades:  moradia, alimentação, livros e transporte, despesas pessoais, aí, surgiu  um mecenas, um amigo da família,  que lhe proporcionou  moradia confortável, a universidade lhe deu alimentação e o governo lhe concedeu um salário-educação até o final do curso.
Formado, o médico Antônio Mangabeira voltou para Itabuna e junto dos amigos e da família, aqui se estabeleceu... Aqui, construiu ao longo dos anos, de maneira honrada, uma carreira médica respeitável e empresarial da saúde de sucesso. Hoje, faz-se necessário informar, por dever de justiça e gratidão, que ele paga o aluguel residencial do homem que lhe deu teto na capital baiana, no tempo das vacas magras, para que ele cursasse medicina.
 Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher que lhe ampara quando a vida pende para um lado e para o outro, que compartilha no sofrimento e celebra na alegria e Antônio Mangabeira teve sorte com sua consorte quando aceitou e foi aceito por Célia Kalil para construírem uma família sob as bênçãos de Deus. Célia Kalil Mangabeira não é uma esposa acomodada como tantas por aí, é uma médica competente, uma mulher inteligente, educada, bem articulada, política, comprometida com projetos de inclusão social de pessoas especiais, coordena na UESC, um programa para pessoas portadoras de síndrome de Down. Ela é uma guerreira, uma revolucionária, uma benfeitora de causas sociais, uma mulher acima do seu tempo.
A vida não é estanque para os idealistas, para os desapegados materiais, para aqueles que pensam no próximo menos favorecido, para aqueles que não se deitam nos privilégios que o destino lhes deu, para aqueles que não desejam Deus pra si e o Diabo para os outros, assim é Antônio Mangabeira, depois do sucesso pessoal, focou servir à comunidade que lhe acolheu de sua cidade natal do Senhor do Bonfim, e em setembro de 2015, em entrevista ao jornalista Kleber Torres, jornal Agora, tornou público o desejo de contribuir mais para Itabuna como prefeito.
Nessa entrevista que Antônio Mangabeira há um ano concedeu ao jornal Agora, deixa claro seu novo jeito de fazer política e administrar. Ele não quer o poder pelo poder, se assim fosse, usaria os mesmos métodos escusos e instrumentos de barganha dos seus concorrentes para chegar ao poder municipal, mas propõe ideias administrativas diferenciadas cujo objetivo é beneficiar o cidadão, a comunidade itabunense.
Aplicar, sem desvios, cada centavo do dinheiro público em obras necessárias e duradouras, promover o desenvolvimento da cidade com parcerias estaduais, federais e privadas. Criar projetos factíveis para alocação de verbas rubricadas federais e estaduais. O adversário dirá, com razão, que essas ações foram tomadas por outros administradores, porém, não com a mesma lisura de Antônio Mangabeira.  É sabido que muitos recursos federais e estaduais são corrompidos por maus políticos, antes de chegarem ao seu destino, ou, aplicados em obras superfaturadas que não atendem às necessidades do cidadão de imediato, mas enchem os bolsos de administradores desonestos do dinheiro do povo. 
Antônio Mangabeira é único nessa plêiade de candidatos ao executivo municipal itabunense que não tem um passado de mácula, de corrupção, o único capaz de tirar Itabuna da pasmaceira administrativa que se encontra e promover mudanças administrativas necessárias em saúde, em educação, em transporte, em moradia, em segurança, pois não possui o ranço de velhos políticos, políticos que se locupletaram com o poder, ou, deixaram parentes e apaniguados se locupletar, políticos que fatiaram o poder pra governar.
Enfim, “alea jacta est”, a sorte está lançada, Itabuna não merece o desprezo e o abandono atuais, é uma cidade fundada sob a égide do trabalho, do progresso, do desenvolvimento, uma cidade construída pelas mãos calosas dos sergipanos e pessoas de outros rincões nordestinos, uma cidade que clama por um futuro auspicioso, moderno, sem retrocesso, sem atraso,  sem conchavos escusos, sem licitações viciadas, sem política do toma lá, dá cá,  e o momento é de Antônio Mangabeira, um homem honesto, obstinado, cujo desejo maior, é deixar esta cidade mais aprazível, mais digna para  os seus filhos e para aqueles de fora que aqui fincam suas raízes. Itabuna, 25 de agosto de 2016,




(*) Rilvan Batista de Santana, professor aposentado, ex-vereador e membro efetivo da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.


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