Não inveje ninguém.

Pode ser que a pessoa que você
inveja gostasse de estar no seu lugar.

Talvez esteja enfrentando
dificuldades maiores do que a sua.

Aprecie a própria vida.

Deus está lhe dando a melhor
vida que você pode ter.

Mentalize apenas coisas boas e belas.

Veja os outros com bondade.

Faça o melhor possível no presente.

Acredite que o seu futuro será bom.

Afaste ideias de desânimo,
tristeza, ódio avareza, orgulho.

Agradeça a Vida o que você é.

Valorizar a vida que tem é agradecer a Deus.

Lourival Lopes
Extraído de "Gotas de esperança"




A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre./Clarice Lispector

Garças...adeus!
Antonio Nunes de Souza*

Usando meu estilo debochado e alegre para retratar as coisas sérias de uma maneira menos triste, sempre gosto de fazer jogos de palavras que, sem dúvidas, dão um toque diferenciado, objetivando o que desejo passar!
Desta feita, sem ser repetitivo na mesma tecla de paixões e saudosismos, vou ao âmago da questão procurando mostrar a realidade atual existente, digna de nojo e desprezo da nossa parte. Nojo pelo que ele está transformado e desprezo pelos responsáveis públicos e privados não se dedicarem, mesmo em pequenas escalas ou comportamentos, que minimizem a questão!
Certamente, passaram pelas suas consciências, uma série de coisas importantes que, estupidamente, são desprezadas e esquecidas pelas autoridades, como também pela sociedade e o povo em geral que, em vez de agirem com atitudes, se restringem a fazer declarações de condenações, querendo ser os grandes defensores heroicos! Esse papo reclamativo nada resolve e já está pra lá de Marrakesh!
Depois de exercitar as suas mente de adivinhos, tenho que ser objetivo declarando que estou referindo-me ao Rio Cachoeira, rio que cortava a nossa cidade com sua beleza e hoje corta nosso coração com a podridão que foi transformado! Retratei em uma crônica há algum tempo que: “Foram os Barões do cacau e ficaram as baronesas da pobreza!”
Até a nossa famosa e histórica “Ilha do Jegue”, que herdou esse nome depois de uma grande enchente, um jegue ficou ilhado dias seguidos, conseguindo salvar-se da tragédia aquática, está, praticamente desaparecida, nos obrigando a dizer com tristeza: Garças...adeus! Isso porque elas estão já preparando-se para partir para outras paragens com pisciculturas fartas e águas salutares!
Sendo eu mais um “chorão” que, bravamente, luta pelo nosso município e, principalmente, nosso sofrido e abandonado rio Cachoeira, antes de partir possa mudar o refrão de garças...adeus e dizer feliz: “Graças a Deus!”


*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hormail.com


Ninguém pode fugir de si mesmo.

Você não pode fugir de sua realidade interior.

Nem de suas consequências.

Não adianta buscar fuga em drogas ou subterfúgios.

Ela, agravada, volta sempre, mesmo
que você esteja no outro lado do mundo.

O que você faz fica gravado na mente.

Se praticou o mal, busque a solução em Deus.

Procure corrigir-se.

Ponha-se a serviço do amor.

Ele "cobre a uma multidão de
pecados", como disse o Divino Mestre.

Enfrentar as consequências dos próprios
atos é ajuste às leis divinas.

Lourival Lopes
Extraído de "Gotas de esperança"


"A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre./Clarice Lispector

ZUI MUNIZ FERREIRA
(Santo Antonio de Jesus, Bahia, 1937)
.

Há mulheres que marcam época, destroçam corações, inspiram artistas e estão além do bem e do mal. A socialite e fazendeira Zui Muniz é uma delas. Famosa pelas festas quentes que dava em uma de suas fazendas, a Entre Vilas, situada em Jitaúna. Isso num tempo em que o cacau rendia muita grana e influência. Nas reuniões promovidas por ela, pintavam atores globais e personalidades televisivas trazidos em aviões fretados, garotões dispostos a tudo, gays (ainda lembro do seu secretário Cristina, um negro alto, musculoso e formoso), colunistas sociais e bicões de todo o gênero.
.
Estive no seu aniversário de 50 anos, à fantasia, em 1987, com o amigo Altino Henrique, marcando-me para sempre. Uns três dias de luxúria sofisticada à maneira do "Satyricon" de Petronio, conselheiro de Nero. A divertida e carismática Zui viveu um romance apaixonado com o bandido-galã Claudinho Stone, da lendária Gangue de Grã-finos, que apavorava Salvador. Conheci o dócil e boa-pinta Claudinho, ele namorava ao mesmo tempo outra amiga minha, Denny, e em Itabuna se hospedava com Altino. Morreu em 1985, aos 24 anos, num acidente de carro. 
.
À frente de seu tempo, libertária, Zui enfrentou altos e baixos, mas jamais se entregou, tornando-se uma das figuras mais polemicas do Sul da Bahia. Em entrevista recente, deixou conselho para as mulheres: "Para as moralistas, menos falsidade, e para as independentes, menos vulgaridade e mais feminilidade. Não se esquecendo do companheirismo e do romantismo.”.
.
Grande mulher!
.
Foto: ZUI por ANTONIO GUERREIRO.
.



Suor, cacau e sangue.
R. Santana

O suor gotejava do rosto de Tote, o pé de jaqueira projetava boa sombra, mas o sol a pino queimava o dia. Tote não montou emboscada ali por acaso, Manduquinha teria que passar por aquela vereda pra chegar à sede principal da fazenda Camacã. Além dos galhos de jaqueira servirem de um bom mirante, por detrás da árvore, havia um outeiro que dava pra mata fechada e lhe protegeria das balas do tiroteio.  Não era medroso, mas todo cuidado era pouco no trato com Manduquinha, pois o filho mais velho de Dr. Armando Alvarez e Alvarez, rosnava valentia e não se desgrudava de parabelum, de capangas, e, o mais temido era Manuel das Onças.
Não armou tocaia só, levou também o negro Firmino que lhe era fiel como um cão e lhe ajudava tocar a burara Santa Fé e contratou alguns homens. O negro Firmino não era moço, mas de meia idade, os cabelos pouco e pouco encaneciam... Tote lhe gozava com o dito popular de que “negro quando pinta tem três vezes trinta”. Ele não bebia nem fumava, ainda forte como um touro, de pouca conversa, aliás, de nenhuma conversa com desconhecido, os mais velhos diziam que o negro já havia mandado mais de 30 pra São Pedro. Gostou de Tote desde que o patrão chegou fugido de Sergipe e comprou as terras da futura burara Santa Fé. Ambos eram unha e carne, se Tote fosse negro, os estranhos os tomariam por pai e filho.
Filho de família sergipana abastada, Tote fugiu de Simão Dias por vingar o assassinato de seu pai por um vizinho de malhada e homiziou-se nas terras do cacau do Sul da Bahia. O seu pai sentiu-se no prejuízo com o gado do vizinho que aproveitou um buraco na cerca de sua propriedade, comeu o milharal e pisoteou a roça de fumo. O pai de Tote exigiu indenização do vizinho, que não lhe pagou o prejuízo e lhe tirou a vida. Tote arrumou a vida dos irmãos e da mãe, pegou sua herança e quando ninguém lembrava mais do crime, vingou a morte de seu pai – acabara de completar 25 anos de idade.
Quando Tote comprou as 40 hectares de mata, às margens do rio Pardo, no ano de 1941, não muito longe de Vargito, distrito de Canavieiras, não encontrou um pé de cacau, mas pequi, Jacarandá, peroba, jequitibá, pau-brasil, cedro, ipê e outras espécies menos valiosas.  Ele derrubou mata, cabrocou a terra, “coivarou” (não gostava de queimadas, a coivara apodrecia com o tempo), fez chácara, plantou aipim, mandioca, bananeira, feijão, milho e 25 tarefas de cacau, além disto, construiu casa de taipa e antes mesmo do primeiro fruto de cacau, improvisou barcaça de madeira e zinco.
Nos dois primeiros anos, Tote e o negro Firmino, comeram o pão que o diabo amassou, pouca coisa eles compravam em Vargito (farinha, toucinho, azeite de dendê, sal, querosene, fósforo, sabão massa e pó de café), a roça e o rio Pardo lhes davam quase tudo. Não havia uma semana que o negro Firmino não salgasse um tatu, uma capivara, um preá, ou, enchesse os samburás de peixe.
O doutor Armando era experto em caxixe dizia o povo e fez uma fortuna colossal, colhia mais de 30.000 arrobas/ano de cacau, afora as fazendas de gado. O velho não era dado a jagunço, tudo começou com Manduquinha que após perambular na noite e nas faculdades de Rio de Janeiro e São Paulo, voltou pra casa sem diploma e cheio de más intenções.
Foi no retorno de Manduquinha que começaram os problemas de Tote (a Santa Fé ficou ilhada com o avanço das terras da fazenda Camacã), principalmente, por ter recusado proposta do herdeiro do doutor advogado para integrar o seu séquito:
- Tote, quer trabalhar comigo?
- Manduquinha, a Santa Fé não deixa...
- Por falar em Santa Fé, meu pai dobra o valor que lhe fez!
- Por favor, diga ao seu pai que nem pelo triplo!
- Então, trabalhe pra mim que irei tirar essa      ideia do velho!
- Fazer o quê?
- Na minha segurança!
- Em sua segurança, Manduquinha? Quem irá tocar num fio de cabelo do filho de Dr. Armando Alvarez e Alvarez? Só se for doido! – deu uma risada gostosa que deixou Manduquinha desconcertado.
- Não brinque rapaz!
- Estou falando sério, quem ousará lhe fazer o mal!?
- Não é bem assim rapaz, a fazenda Camacã, hoje, é um mundo de grande, tivemos que mexer com muitos posseiros, tem gente que vende seu pedacinho de terra numa boa, mas outros resistem ao nosso projeto de expansão, aí tivemos que endurecer...
- Mas Manduquinha, ninguém é obrigado vender o que é seu! – provocou.
- Tote, meu pai tem o título de mais 2000 hectares, desde o Vargito e muito além do Rio Pardo, posseiro não é dono de terra, não tem escritura, é um invasor de terras alheias!!! – irritado.
- Desculpe-me, eu não entendo de posseiros... – Manduquinha continuou:
- O posseiro é um aproveitador, invade nossa terra, planta aipim, mandioca, bananeira, faz uma horta no fundo da choupana, depois quer cobrar o dinheiro de uma fazenda!
- Manduquinha, já lhe pedi desculpa. Eu não entendo de posse nem de posseiro, é coisa de tabelião e de doutor advogado!...
- Tudo bem Tote, deixemos esse negócio pra lá, porém, o convite está de pé, vai ou não trabalhar pra mim?
- Eu não tenho jeito nem coragem pra essas coisas...
- Deixe de ser modesto, rapaz! Eu soube que tu és um ás no gatilho, derruba uma araponga no vôo e valente como um cão de raça!
- O povo exagera...
Tote não aceitou de forma alguma trabalhar para os Alvarez. Manduquinha desiludido de contar com a arma do rapaz, contratou a peso de ouro o pistoleiro Manuel das Onças. Manuel das Onças, além de valente, atirava com perfeição, papa-cria e malvado, suas histórias eram de arrepiar cabelo de defunto... Contava-se que certa feita, um dos seus asseclas comeu uma de suas filhas, ele matou o cabra-de-peia aos pedacinhos, começou pelos ovos.
Manduquinha não podia peitar Tote como os posseiros, seu pedaço de terra havia sido comprado antes dos avanços da fazenda Camacã, escriturada e registrada no cartório de imóveis de Canavieiras, documento nos conformes, a saída legal seria a compra superfaturada da Santa Fé se ele resolvesse vendê-la, mas Tote estava tomando gosto na produção de cacau que começava vender nos armazéns de Itabuna ou nos armazéns da família Kaufman em Ilhéus.
Porém, com recusa de Tote à proposta de Manduquinha de fazê-lo chefe dos jagunços, passou ser retaliado: primeiro, com dificuldade no escoamento de seu cacau, Manduquinha proibiu os animais da burara Santa Fé, passarem por suas terras até Vargito; depois, sua burara foi assaltada, queimaram a barcaça, não queimaram suas roças de cacau porque era crime repudiado por todos e foi salvo do atentado, graças, ele e Firmino estarem pescando no rio Panelão.
Por isso, Tote resolveu acertar contas com o filho de Armando Alvarez e Alvarez. Não deu queixa à polícia de Canavieiras, medida inútil, além de não ter provas contra seu desafeto, sua palavra pouco significava diante do prestígio político e riqueza de Manduquinha. Na casa do sem jeito, pensou lhe tocaiar, antes de nova investida... Traçou todos os planos. Estudou os pontos fracos e fortes do seu inimigo, repassou-os, concluiu que não seria fácil, pois o número de capangas que escoltava Manduquinha era grande, sem falar em Manuel das Onças que valia pelos demais em astúcia e maldade, então, o negro Firmino lhe foi providencial:
- Pur qui o sinhô num cuntrata os pusseros qui ile expussou? – foi a faísca que faltava na cabeça de Tote, mas ponderou:        
- Será que podemos confiar nessa gente, Firmino?
- Dexe cumigo! – assim foi feito.
O suor gotejava do rosto de Tote mais do que os outros, o calor abafado era terrível. Ele e os demais minaram o chão de armadilhas num raio de 50 metros. Tote ficou encarregado de Manuel das Onças, seria o tiro primeiro, se falhasse, Firmino completaria o serviço, não era pra matar Manduquinha, havia um homem especialista em laço, a ideia era laçá-lo e lhe puxar de cima do cavalo para um lugar seguro, vivo valia uma fortuna, morto seria pasto de urubus antes que a família chegasse.   
A surpresa vale por um batalhão. O olheiro escanchado no mais alto galho do velho Jequitibá assoviou como um curió (era o sinal, eles foram vistos), todos ficaram apostos com o dedo no gatilho de suas carabinas e Tote se encarregou do primeiro tiro. Às 15:40 horas, Manduquinha e seus capangas caíram na toca do leão.
O bando foi surpreendido, os jagunços e Manduquinha galopavam relaxados, assoviando e cantando, Manuel das Onças foi o primeiro, o balaço trespassou-lhe o coração, um tiro impecável... Manduquinha foi laçado e puxado do cavalo, antes que o tiroteio tomasse gosto. O bando instintivamente tentou recuar de maneira logística, mas todos estavam cercados pelo fogo das carabinas, além disto, foram surpreendidos com várias armadilhas: buracos cobertos de galhos, tábuas de prego, cordas esticadas no caminho... Foi uma carnificina, do lado dos jagunços não sobrou ninguém pra contar história, um posseiro foi atingido e morto.
Manduquinha foi feito prisioneiro, escreveu para que seu pai lhe socorresse, indenizou como devia meia dúzia de posseiros, comprou a burara de Tote pelo triplo do valor e jamais esqueceu a lição enquanto vida teve.
Tote, Firmino e os posseiros desapareceram das terras do Sul da Bahia.

Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons
Itabuna, 22.01.2013


    


Ser vigilante
Mt 24, 42-51
 
Fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse quando ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando. 
Jesus disse ainda: 
- Sabemos que é o empregado fiel e inteligente que o patrão encarrega de tomar conta dos outros empregados, para dar a eles os mantimentos no tempo certo. Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão chegar! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o patrão vai colocá-lo como encarregado de toda a sua propriedade. Mas, se o empregado for mau, pensará assim: "O meu patrão está demorando muito para voltar." Então começará a bater nos seus companheiros, e a comer, e a beber com os bêbados. E o patrão voltará no dia em que o empregado menos espera e na hora que ele não sabe. Aí o patrão mandará cortar o empregado em pedaços e o condenará a ir para o lugar aonde os hipócritas vão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.

Comentário do EvangelhoVigilância
 
Este texto de Mateus, semelhante ao paralelo de Lucas, é a conclusão do "discurso escatológico", sobre o fim dos tempos, formado por uma coletânea colhida dentre as tradições das primitivas comunidades cristãs. Tais textos escatológicos estão presentes, também, no evangelho de Marcos. 
Hoje temos duas parábolas na forma comparativa, exortando à vigilância. A motivação é a expectativa da volta do Senhor. Enquanto é aguardada esta volta deve-se vigiar, para não ser pego de surpresa. Esta expectativa da "volta do Senhor" foi se frustrando com o tempo, dando lugar à visão mais realista do encontro com Jesus, já presente entre nós, no nosso próximo e irmão, principalmente nos mais carentes e necessitados. Vigiar é estar atento à vontade do Pai que quer que todos sejam um, sem privilegiados e excluídos. É estar sensível e disponível para atender às necessidades de nossos irmãos, de modo a assumirmos o serviço como realização pessoal e partilha da vida ...
 
Oração

Pai, faze de mim um servo fiel e prudente, disposto a pautar toda a sua vida pelos ensinamentos de teu Filho Jesus. Que eu jamais seja insensato!
Fonte:www.paulinas.org.br  
 

A Bíblia é a Palavra de Deus.
"Passará o céu e a terra, 
porém as minhas palavras 
não passarão."
(Lucas 21:3)


 
CERES MARYLISE

DEUS MORREU!

Deus morreu!
Que descanse em paz
para não ver mais guerras,
desamor e violência.
Abortado, nem pôde nascer!
Fez-se e não cresceu, morreu!
Terão que recriá-lo novamente,
sem clonagem e mais humano,
numa noite de amor universal.
Não acreditam, eu bem sei,
mas o mundo inteiro
é um grito de aflição.
Deus morreu,
e se ELE era AMOR,
foi preciso morrer
para que o HOMEM
pudesse, afinal,
prevalecer!

DAI-NOS ALMA, SENHOR!

Lágrima escondida na clausura
Dos olhos já cansados do infinito.
Que não cura o silêncio e a amargura,
Que não é queixa e não emite um grito.

Aquela que não dá trégua e consolo,
Que traspassa, cega e atormenta.
Que não tenta mostrar-se, ficar nua,
E faz a pena interminável e lenta.

Cântaros secos a assomar aos olhos
Estáticos, vazios e sem brilho.
Que enche o coração e o consome
Na dor que chega sem mandar aviso.

Manancial retido na garganta
Que no silêncio do ser não se dilui.
Onde não nasce o alívio da esperança
Mas sempre vem aos olhos e não flui.

A que não podem ver, porque escondida
Na angústia incessante e rotineira.
É preciso meu Deus, que haja alma,
Mas muitos não têm alma para vê-la!


REENCONTRO
(visita à antiga casa paterna)

Não mandem calar minha saudade agora,
busquei o mundo, passei muito tempo fora.
Ponham copos nesta mesa abandonada,
onde jogamos cartas e destinos.

Não abram as janelas já tão carcomidas
pelo tempo passado - pó da vida,
desta casa que gentil me abrigou
nas algazarras inocentes de menina.

As gavetas devem estar abarrotadas
de tanta coisa empoeirada e restos,
poemas murchos, flores ressecadas,
entristecidos, à espera de algum gesto.

Não acendam a luz, meus pés conhecem
o vício dos degraus, os corredores,
as portas que abrem sempre suas asas
aos quartos amplos e acolhedores.

Ouço risos de crianças pela sala,
sempre correndo em busca de emoção
ou sentadas em colchões já desbotados,
deslizando num já gasto corrimão.

Nas paredes há sombras que estremecem
com o bater dos corações, velhos rumores,
que um dia preencheram minha infância
e nunca me mostraram dissabores.

Quero sentar-me no colo da mamãe,
adormecer com histórias do papai,
e despertar ao som dos passarinhos
que cantavam saltitantes nos beirais.

Agora parto, saciada de fantasmas;
são eles que abrem a porta do jardim
e ternamente beijam minhas faces.
Já vou, já vou! Só vim saber de mim.

Fonte: Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Lições do velho tempo!

Embora muitas e muitas coisas de nossas vidas, aprendemos com o tempo, em alguns casos e para algumas pessoas, são encurtadas essas lições através da paciência em ouvir as experiências vividas por outros, inteligentes e qualificados, refreando as petulâncias em querer ter sempre razões e certezas das coisas, analisarmos, criteriosamente, todas as situações que surgem em nossas frentes e fazer as devidas ponderações!
Antonio Nunes de Souza*
Um dos comportamentos mais constantes entre as pessoas que, muitíssimas vezes, provoca perda de amigos queridos, é a discursão em todas as vertentes, indo do popular futebol até as mais importantes questões mundiais. Não existe dentro de cada um de nós o reconhecimento das nossas limitações, conhecimentos, pesquisas e leituras pertinentes sobre os assuntos, mas, somente por ouvir dizer ou ler e ver na TV e jornais uma opinião, que muitas vezes não é abalizada, ou até uma matéria encomendada e, partindo dessa informação, sinta-se um competente e seguro argumentador sobre o assunto em pauta!
Esse erro, acima citado, é o que mais nos deparamos com pessoas achando-se informadíssima, querendo nos convencer de fatos ou acontecimentos, citando minúcias e detalhes como se ela fosse íntima e convive no cotidiano com tais personalidades. Esses são intoleráveis e desagradáveis, pois, se você quiser fazer ou fizer uma observação contrária, estará sujeito a ouvir tolices maiores, levantamento de voz (que o maior sinal de falta de argumentos sólidos), chegando até a ousadia e desrespeito de qualifica-lo de burro. E, se você não for educado e reconheça a ignorância do interlocutor, em alguns casos as trocas de ofensas alcançam níveis onde nem as mães não são poupadas!
Felizmente, o tempo me ensinou que, quando deparar com sabichões teimosos, dizer apenas uma opinião sutil esclarecendo o fato. Mas, se o indivíduo voltar à carga dizendo ter toda razão, calar-me, policiando-me e passar a ser um mero ouvinte, deixando nosso amigo a vontade discursando, achando-se um grande conhecedor da matéria. Entrego mais um para ser aluno do tempo, fazendo que a conversa se torne um monólogo!
Portanto, nada melhor que procurar atalhos adequados e seguros, para você trilhar com bons resultados em seus projetos e planos, sem ter que pagar as caras aulas que a universidade do tempo lhe dará. Sigam a sabedoria e exemplos dos milenares filósofos orientais!


*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

UM MUNDO DE COISAS BOAS

João Batista de Paula – Escritor e Jornalista. ANDO DESEJANDO UM MUNDO DE COISAS BOAS... PARA MIM, PARA VOCÊ, PARA TODOS NÓS.

Um mundo maravilhoso com flores e poesias, com gente sorrindo, com gente feliz, com  gente amando, com gente semeando paz, com gente plantando e colhendo o amor. 

Um mundo de paz e beleza, realizações e prosperidades... Um mundo de verdade, bem, belo, bondade, colorido e de beleza sem fim.  Beleza que vem Deus.

Ando desejando um mundo de coisas boas para mim, para você, para todos nós. Uma vivencia de harmonia com a natureza, os outros homens e os animais, pássaros e vegetais. Um mundo sem maldade, sem arrogância, sem a presunção e a discriminação, sem o julgamento impiedoso.

Uma verdadeira comunhão com a natureza. Um mundo de Liberdade! Um mundo de respeito! Um mundo de irmãos abraçando irmãos pelo amor de Deus.

 Um lugar onde todos sejam iguais pelo amor, pela beleza de sentimentos e grandeza em realizações pela liberdade e o respeito de poder agir e edificar o bem maior para todos.

Ando desejando um mundo de coisas boas sim, para mim, para você, para todos nós, para nossos vizinhos, para nossa cidade, para os parques e os jardins.  Desejando tranqüilidade e segurança para mim, para você, na estrada que percorremos todos os dias.

Desejando um mundo maravilhoso! Um mundo bom para mim, bom para você, bom para todos, porque ninguém é feliz sozinho.

Temos que ter alguém para compartilhar, para viver e conviver, para amar e fazer os momentos felizes e edificantes.


Temos que compartilhar as  maravilhas da vida. O café, o lanche, o almoço, o jantar, o namorar, a união, o passeio,  a diversão e o veraneio, a emoção e a razão. De viver feliz e com esperança.
Um mundo de beleza! 

Um mundo de  gente feliz e de gente grato; para trocarmos boas idéias, bons exemplos, boas cartas e mensagens de avivamento dos bons pensamentos e dos  procedimentos, além de termos com quem trocar  os presentes e fazermos  nossas festas brilharem  muito mais.

 A confraternização dos homens de bem. Faz bem desejar o bem ao próximo e lutar pela realização dele, ou seja, pela expansão do bem e do amor por onde passamos e caminhamos.

Desejo a você um mundo bem melhor, felicidades para toda família, bem estar, com tudo na ordem e na disciplina, no dever e no direito, na beleza e na verdade que devem permanecer a cada amanhecer. É bom termos a segurança, a boa saúde, o conforto, a mão amiga e do amigo para dividir  as maravilhas do dia.

Neste dia,  belo dia, amor de dia,  amanhã, hoje e sempre, vale a pena comungar e vivenciar o amor e a alegria de ver, porque o sol brilha para todos. Viva o benfeitor!

Viva o mundo a dois com a parceria  e a irmandade, a fraternidade e a igualdade  rumo ao bem estar e a segurança do lar, do meio ambiente, com o equilíbrio do homem e da natureza pelo paraíso terrestre.O mundo dos felizes.

Vale a pena vivenciar as maravilhas do hoje, compartilhando, somando ideais e ideais, sonhos e os bons exemplos, fazendo nosso dever de casa  bem feito. ando desejando um mundo de coisas boas para mim, para você e para todos nós.

Por isso, tenho eliminado o egoísmo... Tenho eliminado o apego... Tenho eliminado a inveja...Tenho eliminado o rancor... Tenho eliminado o ressentimento...Tenho eliminado o ódio... Eliminado o desejo de posse do que é de todos...

Vamos desejar o que é bom, o que é bonito, o que é seguro, o que gera felicidade  para o nosso próximo. Vamos ver a vida sorrindo;  a vida se edificando, a vida se modificando, a vida produtiva para todos.  Vamos eliminar a tristeza e o egoísmo; fazendo opções pela sinceridade e os atos de amor.

Hoje, amanhã e sempre vamos desejar tudo de bom para nós e para os outros, porque a bondade e a gentileza ficam bem em qualquer lugar.

O  pensamento positivo e otimista fazem bem ao cidadão. Votos de felicitações são bem vindos sempre. Os aplausos, as homenagens, a expressão do que é bom fazem do viver da gente; um viver mais feliz e engrandecedor.

Neste sentido, vamos desejar nossas felicitações, com sentimentos nobres,  boas realizações, sucesso e êxito para nós e para os outros, com tudo de bom que possa existir nesta vida. Ou mais.

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