SOBRE ARRAIAS E PAPAGAIOS
Ceres Marylise

Uma das boas recordações de minha infância era criar e empinar arraias e papagaios com meus irmãos e outros meninos, na beira do rio.
Eram de diversos tamanhos e variados matizes e sua elaboração passava por várias etapas, desde o recorte do papel manteiga, ao afilamento das varetas de bambu ou assa-peixe e sua fixação, com pedacinhos de papel untados em cola caseira, porque quase nunca se podia contar com goma arábica.  Nosso patriarca era o caprichoso artesão que nos ensinava esses segredos.
A arte mais importante consistia em vergar no ângulo certo a vareta do meio, de forma que pudesse ficar um pouco arqueada, depois que a arraia ou o papagaio estivesse totalmente colado, efeito que se conseguia com um discreto enrolar da linha nas extremidades da vareta, no exato ponto onde já se achava amarrada, ensejando que, com suavidade e elegância, pudessem ser empinados.
Com alegria e ansiedade aguardávamos o dia seguinte a ser vivenciado com amigos de pés descalços e calças suspensas por suspensórios que se cruzavam nas costas.
A simples contemplação desses artefatos com suas longas caudas e rabichos laterais, para maior equilíbrio, quando içados ao céu na amplidão azul do céu, constituía ingrediente infalível ao bom sono da noite, povoado de sonhos.
A linha Ursa ainda não conhecia com intensidade a maldade do cerol e a chegada do novo dia já se prenunciava com nova e inesquecível competição, após o café da manhã, para ver quem empinava mais alto sua arraia ou papagaio, façanha às vezes somente atestada pelo teor da umidade trazida de volta por aquelas recolhidas de seus passeios às cercanias das nuvens e que tinham por limite apenas o céu.
Importante era não deixá-los cair, dar cabeçadas, pegar carona em ventanias, forçar muito para cima, inclinar-se para baixo, perder altitude, ou mesmo projetar-se, em parafuso, de encontro ao chão, e, para isso, a linha tinha que ser presa a um ponto certo da barriga, um pouquinho acima do meio, tal qual a vida, que nos faz buscar o equilíbrio entre o partir e o ficar, o refletir e o agir.

Às vezes, a linha se rompia levando consigo o trabalho de quase uma noite inteira e em lágrimas recomeçávamos os ajustes como o fazemos com os nossos sonhos... mas esses não farfalham ao sopro da brisa fresca das manhãs.


Itabuna (Ba) - 19/10/2011

Contar os santuários da Espanha é tarefa tão difícil, que somente agora apareceu um livro apresentando uma cifra.
Salvador Batalla Gardella, ex-diretor do departamento de Pastoral de Turismo, Santuários e Peregrinações da Conferência Episcopal espanhola, contabilizou “mais de 12.300 santuários e ermidas”no país. 
Ele explica que “não há montanha, morro ou colina de onde não se possa ver no horizonte um santuário, uma ermida ou uma capela dedicada a Jesus Cristo, à Mãe de Deus, ou a algum santo ou santa”. 
Aqueles dedicados a Nosso Senhor são pelo menos 1.200 (10% do total); à Virgem Maria ou a alguma invocação mariana, 4.300 (35%); aos santos e santas, 6.800 (55%).
A edificação e manutenção dos santuários é quase sempre feita por confrarias e associações de leigos. Mas é a graça divina que atrai romeiros a muitos desses locais.
Em nossos dias, é consolador constatar este aspecto na católica Espanha, em que o “progressismo” católico se opõe às devoções tradicionais.


Fonte: abim.inf

Escrita e estilo

Arnaldo Niskier
O Brasil é um país de escritores. Grandes, médios e pequenos. Homens e principalmente mulheres, numa proporção cada vez maior. Aí se inclui o gênero poesia, com adeptos numerosos, como indicam os admiradores de Castro Alves, Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes, entre outros.
Depois de escrever a primeira história infantil em 1986, ocupando a pequena máquina portátil durante cinco horas seguidas, esfalfado, fui dormir. A primeira providência, ao acordar, foi ligar para a querida Rachel de Queiroz e contar para a madrinha a minha façanha. Era um domingo e discutia-se muito, nos jornais, como seria a nova Constituição brasileira.
Rachel, maternalmente, perguntou se eu tinha tempo. Disse que sim e ela me pediu que lesse o trabalho, chamado "A Constituinte da Nova Floresta", que eu pretendia fosse uma sátira política. Ao terminar, o seu julgamento foi piedoso: "Você escreveu um bom livro infanto-juvenil. Pode publicá-lo." Claro que fiquei feliz e fiz à autora de "O Quinze" apenas uma última pergunta: "Rachel, enquanto eu lia, muita coisa não lembrei de ter escrito."
Mais uma vez ela foi paciente: "É assim mesmo. O nosso Adonias Filho dizia sempre que, quando se escreve, com forte influência da inspiração, é como se estivéssemos num estado mediúnico. Só depois se volta ao normal." Mas uma lição ficou no meu espírito, a respeito da arte de escrever.
Pequenas dicas para jovens escritores podem ser encontradas em grandes nomes da nossa literatura, como Mário de Andrade (apesar do seu reiterado desrespeito à gramática). Exemplos:
1. "Se você não fizer coisas maravilhosamente bem feitas, como técnica, como estilo, como arte de escrever, como bom gosto espiritual, você será apenas 'mais um'".
2. "Você deve querer ser tudo e o maior. Só se dando uma empreitada dessas você será honesto, não se deixará levar pela vida, não se contentará com migalhas, não se afrouxará."
Na leitura do "Breve manual de escrita e romance" (UFMG), de Autran Dourado, há outra espécie de lições, todas extremamente válidas:
1. "Prepare-se para aprender coisas incríveis com as pessoas mais inesperadas (até mesmo um gato)".
2. "Você precisa ouvir o batimento do seu coração, para fazer uma bela e contundente metáfora (é uma figura de linguagem a que se chega por um processo implícito de comparação)".
3. "Não há coisa pior do que anão imitando gigante".
4. "Tenha ouvido para a fala popular, evite os pedantes, procure aproximar a norma culta brasileira o mais possível do linguajar do povo do Brasil".
Outras boas dicas para quem deseja se aventurar como escritor é não querer ser eco de ninguém, trabalhar sempre com aplicação e disciplina e compreender que a literatura não é uma arte inatingível. Só assim você, sobretudo jovem estudante, alcançará, na escrita, um bom estilo.


Jornal do Commercio (Rio de Janeiro - RJ) em 28/07/2003



Réquiem

R. Santana



Hoje, acordei com o pressentimento de morte. Não sei quanto tempo vou durar, mas sei que não vou demorar muito neste planeta Terra. Se fosse versado em música clássica como Mozart, começaria escrever a minha música para o meu sepultamento: “requiem aeternam”, na versão dos doutos: repouso eterno! Porém, quem disse ao energúmeno que criou este tal “requiem aeternam”, que eu quero repousar eternamente? Se o movimento, o dia a dia, a atribulação, os desafios e as superações que fazem a vida gostosa e o desejo de viver. O matuto é feliz quando diz: “Se morrer é descanso, eu prefiro viver cansado”.

No meu sepultamento, não ficarei menos feliz se na falta de um Mozart, se alguém providenciasse Roberto Carlos, Chico Buarque ou Milton Nascimento, nossos maiores cancioneiros, enquanto meu corpo frio fosse baixado na terra árida ou o caixão fosse colocado numa gaveta, os parentes, amigos e amigas cantassem “O Senhor é Santo”, “Jesus Cristo” ou “Cálice”, estas canções não me aliviariam descer ao inferno, mas consolariam os corações dos que estiveram comigo até o fim, para os mais crédulos cristãos, o fim do começo, a espera da ressurreição.

Não ficarei depressivo quanto Mozart, que atribuiu o pedido do réquiem ao mensageiro do Destino que queria encomendar uma peça musical para si e não para um conde alemão qualquer, pois o mensageiro sumiu com a mensagem...

Entretanto, não faz jus pela dificuldade, eu pedi à viúva e aos amigos uma missa acompanhada por uma orquestra tocando uma música de Mozart, de Beethoven ou de Joseph Haydn, se estou lhe deixando modestos recursos, portanto, as músicas dos nossos cancioneiros populares, é que preencherão a nave da igreja e também os sentimentos dos meus entes queridos com a mesma força de uma música clássica.

Hoje, a preocupação dos ricos mortais, não é mais com a suntuosidade das missas (os padres encomendam o corpo na pedra fria da funerária), com as músicas fúnebres orquestradas, mas com a beleza do ataúde, a quantidade de coroas (quanto mais coroas, mais importante é o defunto), a quantidade de flores e a riqueza do mausoleu.

Os pobres mortais satisfazem-se com um caixão que não deixe o corpo no meio do caminho, o canto dos Salmos, uma sepultura na terra fria e a lembrança eterna do seu ente querido.

Mas, o pior de quem vai mudar daqui pra lá, é que do lado de lá é um mistério, ninguém ainda tem prova do que ocorre depois da morte. Os kardecistas alimentam uma vida depois da morte, com o mesmo formato daqui, em que o sujeito continua em atividade após a morte, depois de sucessivas reencarnações para o seu aperfeiçoamento espiritual, seu espírito viverá para sempre.

Cada religião tem um pensamento, o cristão espera a ressurreição, o muçulmano, espera encontrar o repouso eterno no paraíso junto de Alá. O budista espera encontrar um estado espiritual zen, através da intuição e da contemplação. O deísta, o panteísta e o ateu têm concepções diferentes, porém, todos eles não têm certeza do que acontece do lado de lá e ninguém faz questão de morrer, todos eles esperam que a morte chegue naturalmente sem atropelo e desejo.

Não desejo ir para o lado de lá, mas não existe saída, “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, por isto, tenho que pensar num “requiem aeternam”, num repouso eterno mesmo contra vontade. Os amigos, os parentes e os meus inimigos que me sigam, no entanto, desejo-lhes um século para um “requiem aeternam”, já que não sei o que é do lado de lá, mas estou certo que todos haverão de chegar...

Deus criou o homem e tudo que existe, ao homem lhe deu promessa de vida eterna. Qualquer que seja o caminho registra esta promessa, mas se não foi Deus que alimentou o homem a promessa de vida eterna através das Escrituras Sagradas, não é blasfêmia, mas seria melhor que Ele não o tivesse criado.

Porém, não devemos condenar os homens santos que alimentaram séculos essa esperança através da fé, se o homem não tivesse nada para se agarrar, sua crise existencial começaria desde o nascimento, seus dias seriam um inferno, suas tormentas acabariam com a sua morte. 

A vida se finda, é a única certeza, não sabemos se a vida finda eternamente ou é o fim do começo para ressurreição ou reencarnação. Se a morte é o fim do começo, valeu a pena toda a crise existencial, todas as agonias terrenas, todos os sofrimentos, mas se não existe vida espiritual eterna, o ser humano não passa de uma coisa abjeta e desprezível, uma criatura com o mesmo destino de um sapo ou de uma rã, melhor seria que não tivesse tido a História da Humanidade, pois no futuro, o homem irá renegar Deus e construir o seu próprio destino.

A dúvida é cruel, mas vale a pena alimentar a esperança de vida eterna, senão, melhor morrer do que ter nascido.


Autor: Rilvan Batista de Santana 
Licença: Creative Commons      

PRESENTES DE NATAL

As noites de Natal existem para me mostrar que os anos têm sido arrancados das folhinhas. E me lembram de que já vou carregando, no corpo, na alma, no coração, as tatuagens do tempo.

Houve o Natal do carneirinho manso, que meu pai me deu para ser saudade hoje. Houve o da flauta, o do velocípede, o da bicicleta.

Depois, o das obras de Júlio Verne.

Mais adiante, o da Enciclopédia e Dicionário Internacional.

Um dia, fui visitar casa amiga. E a empregada me anunciou:

— Aí está um rapaz.

Desde então, o Natal se foi transformando em pijamas, camisas, gravatas, lenços.

Noutra visita:

— Aí está um moço.

Notem que, no caso, moço é mais velho que rapaz...

Meu Natal passou a faturar abotoaduras, alfinetes de gravata, carteiras de cédulas ou de níqueis, cintos e agendas.

Agora, quando visito algum amigo, as empregadas me anunciam:

— Aí está um senhor.

Quando o dono da casa é cortês, ri:

— Que senhor, que nada, Maria. É o Iolando. Entra velho.

O velho em tom fraterno, remoça mais a gente. Acho horrível ser senhor.

Assim, o último Natal me deixou mágoa estranha. Porque pessoa querida, das que sempre me presentearam no nascimento do Cristo, apareceu com uma caixinha embrulhada em papel multicolor. Todo alegria, abri o embrulho e a caixinha.

Eram uns suspensórios!...


Nestor de Holanda



Episódios: A Múmia   


Um poema por Fernando Pessoa

I

(::::::)

v




__._,_.___

Recebi de : Margarida Castro - Diálogos Lusófanos.

"Felicidade nunca diminui ao ser compartilhada."/Buda

Leopold Senghor, o poeta do socialismo africano

Antonio Olinto
A morte de Leopold Senghor foi um dos maiores desfalques sofridos pela humanidade em 2001. Perdemos, com seu desaparecimento, o poeta e o estadista, mas também o pensador que lutou para tornar compreendidos os fundamentos ontológicos do pensamento africano.
Professor, parlamentar (representou o Senegal no Congresso francês), criador de um país, intérprete de um povo, defensor de um socialismo africano, isto é, um socialismo que respeitasse a realidade e a "situação da África", na linha do que ele chamou de "humanismo negro-africano", tinha Senghor consciência de que o primeiro desafio, a que os africanos precisavam responder em nosso tempo, era o do idioma.

Para muitos dos escritores da África de hoje, a língua européia em que escrevem é um segundo idioma, um idioma aprendido, uma língua que não foi a da infância. Claro que um segundo instrumento lingüístico não impediu que Joseph Conrad fosse grande escritor de língua inglesa no passado.
A partir dos movimentos de independência de colônias africanas (anos 50 e 60), escritores que haviam começado a falar em woloff (Senghor), iorubá (Wole Soyinka) e Ibô (Chinua Achebe) passaram a escrever poemas, peças de teatro, romances e ensaios no idioma do colonizador: Senghor, em francês; Soyinka e Achebe, em inglês.
Todo o movimento que constituiu a base da negritude e assumiu expressão francesa foi seguido por um surto de literatura de língua inglesa, ainda em plena ascensão. Já escrevi alhures que não vejo possibilidade de, em futuro próximo, tornar-se uma língua africana veículo importante de expressão internacional e literária.
As exceções poderiam ser o swahili e o malgaxe. Em Madagascar, principalmente, tem sido grande, nesse particular, o avanço. Conseguiram os habitantes dessa ilha formar uma língua em que entraram o sânscrito, o português, o francês e idiomas africanos.
Métrica da negritude
Antes mesmo de a poesia de Leopold Senghor haver mostrado ao mundo uma nova face da África, já o poeta malgaxe Jean-Joseph Rabéarivelo, que se suicidou em 1937, revelava sinais da mudança que se processava naquele continente. O rato roendo a lua de um de seus poemas de Traduits de la Nuit representava um tom novo na poética africana, tom de influência européia, mas com uma direiteza de expressão que fazia parte do complexo ontológico da filosofia negra, mais tarde estudada pelo padre Placide Tempels.
Na linha de Blake e Rimbaud, embora sem filiação direta à poesia do inglês ou à do francês, tinha Rabéarivelo o dom da visão poética. Sua presença, em Madagascar, no período de entreguerras, poderia ser tida como profética: nele, um homem da terra atingia, em francês, um poder de expressão que até então parecera reservado à literatura nascida na Europa.
Não havia, em Rabéarivelo, marcas fortemente africanas, que apareciam em Senghor, apesar do, por outro lado, profundo significado europeu da poesia senghortiana. Seu verso largo vem de ritmo africano ao mesmo tempo em que se aproxima da poética de SaintJohn Perse. No caso deste, a poesia, mesmo sendo francesa, buscava inspiração em ventos de fora, nos do desero de Gobi, nos da Patagônia.
Em Senghor, a africanidade de seu pensamento, a negritude de sua métrica - ligada ao tantã do tambor comum do continente - tudo o levava - tudo obrigava aquele dominador do idioma francês e do pensamento cartesiano - a não se soltar das fundas implicações de sua terra.
Visitando o Brasil
Quando visitou o Brasil oficialmente em 1964, na qualidade de presidente da República do Senegal, promovi um encontro em minha casa, a pedido do próprio Senghor, que desejava conhecer pessoalmente poetas brasileiros. Lá estiveram Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Augusto Frederico Schmidt, Homero Homem, Nilo Aparecida Pinto, entre muitos outros.
Cecília Meireles estava internada então no Hospital dos Funcionários Públicos, não pôde comparecer, mas pediu-me que ligasse para ele e colocasse o poeta visitante ao telefone, o que fiz. Conversaram durante 15 minutos. Na mesma época, poemas de Senghor saíram em vários jornais do Rio.
De minha parte, traduzi os versos de "Oração às máscaras" que tem este início: "Máscaras! Ó Máscaras! / Máscaras negras, máscaras vermelhas, e vós máscaras pretas e brancas, / máscaras retangulares onde o espírito respira, / eu vos saúdo em silêncio! Saúda, em seguida, o ancestral, a memória, o ar da eternidade e personaliza o espaço: "aqui onde respiro o vento de meus pais".
Herança do homem de sensações
Na base do pensamento - poético - de Senghor, estava sua filosofia de vida. E sua convicção de que o método de conhecimento africano (sua epistemologia) é tão respeitável como qualquer outro e mesmo bem mais avançado no plano da filosofia de agora do que muitos. Aforma, por exemplo, que o "socialismo científico" foi superado pelos métodos contemporâneos do conhecimento, o fenomenológico e o existencialista, que proclamam a coexistência da razão e da intuição no ato de conhecer.
Ora, diz Senghor, este é e tem sido precisamente o tipo de conhecimento negro-africano. Diante do "objeto" a ser conhecido, diante do "outro" (seja esse "outro" Deus, animal, homem, árvore ou pedra, fato natural ou fato social), não se coloca o africano na atitude clássica do europeu, que é a do alheamento.
Para o negro-africano - um "puro campo de sensações" - o "objeto" não se desgarra de quem o conhece. O sujeito toca o objeto, apalpa-o, sente-o, simpatiza com ele, conhece-o, é ele. Acrescenta Senghor que o negro-africano não usaria o "logo" da filosofia européia (penso; logo existo), mas, homem de sensações (de toques, danças, cantos), poderia dizer: "Eu sinto, eu danço o Outro; eu sou." Como herança aos poetas do século XXI, deixa-nos Senghor o "abandono ao objeto" ao invés do "apego ao sujeito", não a razão-olho da Europa, mas a razão-toque, a razão-amplexo do pensamento africano, que está mais próximo do logos grego do que da ratio latina.



Tribuna da Imprensa em em 02/01/2002

CADA COISA TEM O SEU SABOR - João Batista de Paula – Escritor e Jornalista
 
A verdade a respeito da vida é que tudo tem seu sabor todo especial e razão de existir. Nosso papel é o de contemplar as maravilhas que nos acercam, além de agradecer, refletir e colocar ao nosso lado tudo que enobrece os nossos sentimentos, que elevam nossa alma, que engrandece nosso existir.

Veja o cantar dos pássaros.
Veja a beleza das flores.
Veja o rio que corre para o mar, fazendo suas linhas  e curvas, ultrapassando obstáculos, servindo de vida aos animais e aves, mas seguindo rumo ao mar.
Veja a reprodução da beleza da natureza, que nos encanta e nos ensina com sua renovação.

Amar continuamente, uns aos outros, deve ser nossa meta em vida, edificando templos as virtudes, templos ao que é bom e belo, porque a beleza vem de Deus.

Viva a vida com gratidão.
Viva a boa amizade.
Viva a saúde.
Viva o dia e tudo que nele há.
Viva à noite.
Viva o amor à vida.

Deus é a fonte inspiradora de nosso viver com o amor, a Fé, a esperança, a vontade de servir, evoluir e crescer.

Em relação a individualidade de cada ser humano, cada pessoa tem sua vida, seu sonho, seu problema, seu objetivo, sua meta, rumo a vivência diária e seu ponto de vista em relação a imortalidade da alma.

Agora, defendo que devemos viver o hoje, ser feliz, procurar viver bem, ser benquisto, buscar a realização das necessidades básicas para o viver feliz com os nossos familiares, amigos e à comunidade. Bem-Estar! Paz. Saúde e Dinheiro fazem parte de nossa formação materialista e cultural.

Cada pessoa vive em busca da felicidade. Então, devemos respeitar a individualidade do pensamento de cada um; e vivenciar as coisas boas, belas, bem simples do nosso dia, ofertando o nosso melhor e oferecendo algo que gere felicidade aos nossos semelhantes.

Se o ambiente estiver sujo, vamos de mãos dadas limpar; e servir melhor.
Se o nosso semelhante necessita de apoio, vamos apoiá-lo; e emanar amor, realizações que façam a diferença no plano material, deixando que  Deus, no plano espiritual, faça o julgamento dele em relação as nossas boas ou más ações.
Lembre-se: Cada coisa tem o seu sabor todo especial. Assim é você, presente de Deus para nós.

Deus é a Esperança, o amor, a saúde e a vida.


Se você encontrar um velho amigo em um local barulhento e cmeçar a conversar, é melhor você virar seu ouvido direito em direção à pessoa , pois este é melhor para captar o som da fala, de acordo com pesquisadores da Universidade de Medicina da Califórnia. Por outro lado, se você quiser identificar qual música está tocando, melhor usar o ouvido esquerdo. Isso ocorre porque os diferentes hemisférios do cérebro possuem diferentes habilidades.

10 Truques Que o Seu Corpo Pode fazer
Estes 10 truques feitos com o corpo ajudarão você a reduzir dor, desconfortos, evitar dor de cabeça e azia, e alguns problemas físicos com os quais lidamos diariamente.
 
 
1. Se você estiver com coceira na garganta, coce sua orelha
 
Você pode tentar limpar sua garganta, mas isso não vai fazer aquela sensação de coceirinha ir embora. Aqui está uma forma melhor de lidar com o assunto: "quando os nervos no ouvido são ativados,  provocam uma reação reflexa na garganta que pode provocar um espasmo muscular", diz o Dr. Scott Shefer, chefe do departamento de Otorrinolaringologia do Hospital de Nova Jersey. "Estes espasmos são os causadores da sensação de coceira." Você ouviu - apenas coce sua orelha!
 
2. Super Audição?
 
 
 
 
3. Pensar em sexo pode diminuir a vontade de urinar?
 
Quando você realmente precisa fazer xixi e não pode, o Dr. Larry Lipsholtz recomenda a pensar sobre sexo. De acordo com ele, pensar sobre sexo mantém mente e corpo ocupados e darao uma pausa no seu desconforto de ter que urinar.
 
 
4. Diminuir dores temporárias
 
Cientistas alemães descobriram que tossir enquanto  toma uma injeção diminui a dor. Eles dizem que o ato de  tossir causa um aumento temporário de pressão no peito e na espinha, que deprime os condutores de dor da espinha dorsal. Em outras palavras: ao tossir, o seu cérebro recebe menos sinais de dor, e, portanto, você a sente menos.
 
 
5. Aliviar congestão nasal
 
Deixe de lado suas pílulas e gotas. Uma forma mais fácil e mais barata de aliviar a pressão sobre os seios nasais é empurrar a língua contra o céu da boca, e dar pancadinhas com o dedo na área entre as suas sobrancelhas. Ainda que pareça estranho, estes movimentos fazem com que o osso do nariz, conectado com as passagens nasais até a boca, balance para frente e para trás. Esta ação libera  que está obstruindo o seu nariz e, após uns 20 segundos, você começará a sentir seus seios nasais se descongestionando.
 
 
6. Combata o fogo no seu estômago sem usar água
 
Você está preocupado porque as asinhas de frango que está comendo agora lhe darão azia à noite? "Durma do lado esquerdo", diz o Dr. Anthony A. Starpoli, professor de Gastroenterologia. Pesquisas demonstraram que pessoas que dormen do seu lado esquerdo sofrem menos de acidez estomacal. O esôfago e o estômago estão unidos em um ângulo. Quando você deita sobre seu lado direito, o estômago fica mais alto do que o esôfago, permitindo que o ácido do estômago vá até a garganta. Ao deitar-se sobre o lado esquerdo, o estômago  fica mais baixo fazendo com que a gravidade venha em seu auxílio.
 
 
7. Cure dor de dente sem abrir a boca
Esfregue gelo nas costas da sua mão, na área entre seu polegar e seu indicador. Pesquisa conduzida no canadá demonstrou que esta técnica reduz dor de dente em até 50%. O feixe de nervos situado no centro daquele "V" desperta uma área no cérebro que bloqueia a dor na face.
 
 
8. Apagar marcas de queimaduras
 
Quando você queimar seus dedos no fogão, ao invés de usar gelo, limpe a pele e aplique uma pressão leve usando a gema dos dedos da mão não queimada. "O gelo aumentará a sua dor mais rapidamente", diz o Dr. Destefano, "mas este método natural retorna a pele queimada à temperatura normal, reduzindo também o risco de bolhas.".
 
9. Descongele o seu cérebro
 
Você bebeu alguma coisa bem gelada muito depressa, e agora parece que seu cérebro está congelado? Você poderá sentir dor de cabeça mais tarde, ou você pode empurrar sua língua contra o céu da boca. Como os nervos do céu da boca repentinamente gelaram, seu cérebro pensa que seu corpo está congelando e, para compensar, ele superaquece, provocando uma forte dor de cabeça. Quanto mais forte você empurrar sua língua contra o céu da sua boca, mais rápido passará a dor.
 
10. Fazer seu coração retornar ao seu batimento normal
 
Tentando fazer seu coração palpitante relaxar? Sopre o seu polegar! "O nervo solto que regula as batidas cardíacas pode ser controlado pela respiração", diz Ben Abu, um especialista em medicina de emergência. Esta é uma forma de fazer seu coração voltar ao seu ritmo normal.

Recebi de José Carlos Tanque.



"Viver. O primeiro de todos os direitos naturais do homem."/Allan Kardec


AMOR

Um pescador certa vez pescou um salmão. Quando viu seu extraordinário tamanho, exclamou: "Que peixe maravilhoso! Vou levá-lo ao Barão! Ele adora salmão fresco."

O pobre peixe consolou-se, pensando: "Ainda posso ter alguma esperança."

O pescador levou o peixe à propriedade do nobre, e o guarda na entrada perguntou: "O que tem aí?"

"Um salmão", respondeu o pescador, orgulhoso.

"Ótimo", disse o guarda. "O Barão adora salmão fresco."

O peixe deduziu que havia motivos para ter esperança. O pescador entrou no palácio, e embora o peixe mal pudesse respirar, ainda estava otimista. Afinal, o Barão adorava salmão, pensou ele.

O peixe foi levado à cozinha, e todos os cozinheiros comentaram o quanto o Barão gostava de salmão. O peixe foi colocado sobre a mesa e quando o Barão entrou, ordenou: "Cortem fora a cauda, a cabeça, e abram o salmão."

Com seu último sopro de vida, o peixe gritou em desespero: "Por que você mente? Se realmente me ama, cuide de mim, deixe-me viver. Você não gosta de salmão, gosta de si mesmo!"

Autor desconhecido

Recebi de Gisele Cristina.

"Viver. O primeiro de todos os direitos naturais do homem."/Allan Kardec

ISTO E UMA VERGONHA - EXPEDITA MACIEL 

Bom Dia, queridos (as) amigas (os) hoje eu amanheci pensando o quanto neste maravilhoso País, nós seus filhos honestos,trabalhadores nas cearas do governo,
Brasileiros com dantes orgulho de ser Brasileiro, hoje estamos humilhados por nossos míseros salários, e só noticias de altas negociatas, roubos, e assaltos a cofres e a mão armada ao cidadão.
Chegamos mais a esta conclusão, cada vez que entramos no mercado para suprir algumas de nossas necessidades, em compras de alguns alimentos, pois não podemos comprar o que queremos de tão caro que estão os produtos e quão insignificante esta o meu salário e acho que dos trabalhadores, se não for envolvido com governo os chamados: braço direito, perna direita, enfim cabeças premiadas com premio da corrupção e do dinheiro fácil a custa do Delapidado Patrimônio Brasileiro.

Bom amigos, eu como Brasileira estou me sentindo impotente e muito humilhada, pois hoje sou aposentada e não posso nem mesmo comprar remédios com qualidade para as dores e doenças que a idade nos traz devido aos desgastes da luta diária.
É aí que fico mais triste, porque a Presidenta, afirma que os miseráveis saíram da miséria que se encontravam e hoje são a classe média, só que o médio está miserável,inverteram as situações,

Eu acharia muito bom, se fosse com trabalho honrado e não como instrumento de cabresto eleitoral, pois para não perder seus prêmios não por ato meritório, mas por covardia e preguiça de trabalharem,


estão se respaldando nas justificativas do governo que vê que o povo a massa; é miserável e sobretudo faltam-lhe hoje o orgulho de ser trabalhador honesto, pois além de não terem experimentado esta glória veem, todos os dias os crimes financeiros, que são de levar qualquer País, com menor riqueza, a falência múltipla,
sem contemplação e com muito ação judicial para libertar os que saem da cadeia, dando uma banana para a decência e a honra, quem já viu cadeia se pagar em casa?

pois hão de dizer que honra não se come e o dinheiro compra o nome limpo,pois eles condenados por acusação e tendo comprovada sua culpa das propinas e negociatas, ganham o direito de com as burras cheias de dinheiro das somas exorbitantes de seus trilionários salários e das negociatas , abrem também exceções para o pequeno delinquente e o pequeno ladrão e traficante, os fora da lei, pois não se pode fazer justiça muito rigorosa pois, a mesma justiça que libera os mensaleiros, Passadina, Petrobrás gate de maiores tempestades e turbilhões de dinheiro desviados como eles são homens sábios demais, entendem que o pequeno e honrado trabalhador brasileiro não entende o tamanho destas cifras, pois acostumados com míseros salários mas com honra, devem dizer Viva a Nós os trilionários do Patrimônio brasileiro .
Envergonhada, triste e cada vez com o poder menor de compra e já aposentada digo: Eu estou envergonhada de ver meu lindo Brasil mergulhado na lama negra da mais alta corrupção que talvez seja a maior do mundo! e, onde a criminalidade só aumenta.
Não temos direito a proteção, segurança, a nossa tem que estar no Pai Deus, não temos direito a escola e tampouco a saúde. O País esta corroído pela devastação das tempestades que hoje nos assolam , não provocadas pela seca mais sobretudo pela seca que assolou os bons costumes: Honra, Moral e Ética.

É Uma Vergonha o que passamos, chega de desventura que na aventura de mudanças olhem onde as torrentes nos levarão.

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Rilvan Batista de Santana Editoras: Scortecci (SP), Guemanisse Teresópolis (RJ) e ALL PRINT (SP).

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