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Diário Literário Online

SONETO DE FIDELIDADE - VINICIUS DE MORAES
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.












Vinícius de Moraes

Bichinho de pelúcia
R. Santana


I

No dia 13 (não sei se era uma sexta-feira) de janeiro do ano 2005, o jovem executivo Dalton Bianchini, acordou cedo com uma missão inadiável: comprar um bichinho de pelúcia para presentear sua filha Júlia que fazia 10 anos de idade naquele dia. Uma tarefa simples, ele poderia usar até um dos seus prepostos da sua empresa para comprar um brinquedo no Shopping da primeira esquina, o objeto de desejo de Julia, no dia anterior, na hora de dormir, ela cobrou:
-Papai, amanhã será o meu aniversário, não esqueça do meu bichinho de pelúcia!
Levantou-se cedo, antes de sair, foi ao quarto de Júlia, deu-lhe efusivos e carinhosos parabéns, fez um desjejum rápido e saiu. Noutros dias, saía de casa um pouco antes das 9 h, mas naquele dia, tinha que tomar algumas providências internas na sua loja de auto-peças, antes de atender os seus clientes.
Saiu de casa com uma dor no peito inexplicável. Não era uma dor física, mas um crescente mal estar, uma angústia que se manifestou ao longo do dia de trabalho. De quando em quando ouvia a voz de sua mulher, recomendando que chegasse cedo em casa para celebrar o aniversário da filha:
-Dalton chegue cedo, só iremos cantar os parabéns quando você voltar!
-Não se preocupe, à tardinha, quando o movimento da loja estiver fraquinho, irei comprar o presente de Júlio e virei direto para casa. – prometeu.

II
Palavra dada promessa cumprida. Às 17h e 10 min, Dalton tomou as últimas providências de praxe na empresa, pegou o carro e entrou na avenida que levava ao Shopping Mar&Mar, o principal centro comercial varejista de Ilhéus e das cidades circunvizinhas.
Não foi fácil encontrar um brinquedo de pelúcia que atendesse às exigências de Júlia. Não que faltassem brinquedos, mas pelo excesso deles. Dalton já tinha percorrido algumas lojas que lhes apresentaram uma quantidade variada de bichinhos em beleza e preço. Ele não estava preocupado com o preço, Júlia lhe era especial e o seu dia natalício também, por isto, mandou enrolar um lindo e grande Scoby Doo.
Ela não queria boneca tão comum em sua idade. Com fixação em desenho animado, Scoby Doo era o seu principal herói virtual, então, pediu que o seu pai o transformasse em pelúcia.

III


A senhora Bianchini já tinha subido e descido várias vezes as escadas de sua residência. Era um duplex com designe arquitetônico moderno. O prédio ficava numa área com garagem, jardim, piscina e uma quadra esportiva com gangorra, trepa-trepa, balanço, escorregadores e outros brinquedos de recreação.
As mesas e as cadeiras da festa já tinham sido distribuídas e arrumadas na garagem e na quadra. Afora as três empregadas, Mary Bianchini tinha contratado um buffet que tinha providenciado os quitutes, os tira-gostos, a bebida e a arrumação do ambiente.
Às 19:00 horas, o nervosismo da senhora Bianchini era visível. Os convidados e os colegas de Júlia começavam chegar e o seu marido não retornava do trabalho. Já tinha ligado para meio mundo, mas a resposta era a mesma: tinha saído quase no final do dia para comprar um presente pra filha.

IV

À saída do Shopping, na área de estacionamento, Dalton é arremessado por um automóvel, dirigido por um jovem e imprudente motorista. Um acidente besta, imprevisível, numa área bem sinalizada e a velocidade desenvolvida pelos automóveis, é inferior a 20 km/h, gravidade maior é que no atropelamento uma das pernas teve uma fratura exposta.
Dalton estirado no chão, agarrado ao bichinho de pelúcia (protegeu-o com o corpo), gritava com dores lancinantes. Tentou levantar, mas debalde, preferiu ficar deitado no asfalto e gritar por socorro.
Constrangia-lhe o ajuntamento de curiosos e a dor tornava-o mais desesperado quando pensava que naquela hora, sua família o esperava para comemorar o aniversário de Júlia.
A ambulância não tardou chegar ao local do sinistro. Todas as providências de socorro foram tomadas pelo pessoal da administração do shopping e o jovem atropelador também não foi omisso em socorrer-lhe.


.
V
-Dr. Armando, chegou nesse instante no pronto-socorro um homem atropelado por um carro, com uma fratura exposta na perna direita, aparentemente, só teve isso – avisou-lhe a enfermeira.

- Senhorita, eu estou de saída. Hoje é o aniversário de minha filha mais nova e a minha mulher já ligou uma dúzia de vezes. Procure outro!...
-Doutor, eu já procurei outros cirurgiões da área, ninguém responde, os celulares estão em caixas-postais ou fora de área. Parece-me que todos estão combinados ou falta de sorte desse senhor que está gritando de dor. – argumentou.
-Peça ao médico clínico, aplicar-lhe umas injeções à base de codeína ou tromadol para conter as dores do paciente até os médicos plantonistas chegarem.– estava irredutível.
-Doutor, eu ouvi dizer que é um rico empresário, inclusive é conhecido por alguns funcionários daqui. O clínico que me pediu para lhe falar. Desculpe-me doutor, mas se esse homem tiver qualquer problema, vão lhe acusar de omissão. – sentenciou sua secretária.
-Oficialmente, o computador vai dizer que não estou mais aqui. Há uns 10 minutos que fechei a pauta da minha freqüência. Informe ao Dr. Cazuza que não me encontrou. – sugeriu-lhe.
-Doutor, há um provérbio popular que “a corda quebra no lugar mais fraco”, não vou mentir. – respondeu-lhe.
-A senhorita está desafiando-me?! – perguntou-lhe nervoso.
-Não, não, porém, eu não serei culpada se alguma coisa ocorrer. Se chamada para prestar algum esclarecimento, irei dizer que lhe dei o recado do médico clínico. O senhor assuma seus pepinos. Tenho família para sustentar e preciso deste emprego. – ela estava decidida.
-Tudo bem, vai lá diga ao Dr. Cazuza que tome todas as providências e faça os procedimentos necessários antes de encaminhar o paciente para sala de cirurgia – quando a enfermeira Mônica ia saindo:
-Não se esqueça de avisar ao anestesista! – estava fulo de raiva.

VI
Doutor Armando não era má pessoa, era um profissional responsável, humano, todavia, como todo ser humano tinha os seus dias de fraqueza. Naquele dia seria a festa de aniversário da filha mais nova. Demais estava de saco-cheio. Se não tivesse feito o juramento de Hipócrates, não teria atendido os apelos de sua enfermeira, que tudo fosse para o inferno!... Gostava da profissão, mas para manter o padrão social da família e as crescentes despesas educacionais dos filhos em detrimento de uma política de governo de salários achatados na saúde, exigia que o profissional trabalhasse cada vez mais.
Por outro lado, Dalton Bianchini não tinha problemas financeiros imediatos, mas naquele dia 13, ele acordou com urucubaca. Pense em um dia que tudo sai errado? Pensou? Pois, esse foi o dia de Dalton. Saiu de casa com um mal estar inexplicável, na empresa teve que passar o dia driblando maus clientes e solucionando problemas. Se não fosse o diretor da empresa não teria saído para comprar o presente de Júlia, pareceu-lhe que todos os problemas da empresa tinham despencado de uma vez em sua mesa de trabalho. No final da tarde, deixou que o tempo e o destino se incumbissem da solução dos problemas e comunicou à secretária:
-Senhorita Sílvia, não estou mais para ninguém. Algum problema agende-o para amanhã. Tenho que ir comprar o presente de Júlia. Eu e Mary não lhe dispensamos à noite.
Para cumprir os maus presságios, surge um jovem inconseqüente, que entra num estacionamento de um shopping como se estivesse numa pista de mão única e fosse o dono do asfalto que estivesse à sua frente, deixando a preocupação e os riscos com o motorista que viesse à sua traseira.

VII

-Alô, é dona Mary?
-Sim, o quê deseja?
-Dona Mary, aqui é do hospital Santo Antônio... – foi abruptamente interrompida.
-Hospital? Meu Deus... O quê houve com Dalton!? – estava desesperada.
-Calma senhora, foi um acidente...
-Acidente?
-Sim, mas tenha calma, tudo está sob controle. O senhor Dalton foi atropelado por um carro e fraturou a perna direita... – foi interrompida mais uma vez.
-A senhorita me pede calma e meu marido aí hospitalizado!!! – gritou.
-Por favor, senhora, nada de pânico. Seu marido está lúcido e pediu-me para que não estragasse o aniversário da garota com sinistras notícias, logo, ele estará em casa. – tentou tranqüilizá-la.
Mary era impulsiva, não fez alarde, mas dispensou os convidados, informando-lhes os fatos e rumou-se para o hospital...

VIII

Um dia depois. Dalton estirado numa cama de hospital com a perna direita parafusada, enfaixada, mantinha certa fleuma, parecia menos desesperado que a mulher e os filhos. O pós-operatório era traumático, ainda sentia dores e o mal estar dos aparelhos, mas procurou dissimular com a entrada de Júlia no apartamento:
-Vem cá querida! - abriu os braços. Júlia choramingando, abraçou-se ao pai calorosa.
-Calma querida, o pai está inteiro (riu e apontou os aparelhos), mesmo com essa perna quebrada. Quero lhe dar os parabéns, mesmo extemporaneamente... – brincou. Clamou à enfermeira:
-Senhorita, que é de o nosso bichinho? – Mônica saiu e voltou logo depois com um objeto enrolado de papel presente e amarrado de fitas e entregou-o ao senhor Dalton.

-Pensa que me esqueci da minha princesa?... – entregou-lhe o pacote. Júlia abriu o embrulho, extasiada gritou:

-Meu bichinho de pelúcia, meu bichinho de pelúcia, meu bichinho de pelúcia!...







Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons




RIO DE ONTEM

Ao Rio Cachoeira

Pratibús, piabas, pitus.
Tucunarés, acaris, berés.
Calambaus, barrigudas, piaus.
Curucas, sapateiros, jundiás.
Robalos, moreias, Curimatás.
Bagres, piabanhas e acaris.
E ate piranhas!...
As suas margens abençoadas
Capivaras, tatus e juritis.
Macucos, graúnas e paturis.
Rota dos coronéis do cacau
Saracuras, preás e jabutis...
Nas suas águas límpidas e cristalinas
Dos jangadeiros, dos meninos e das meninas.
Banhavam-se, se deliciavam...
Ouvindo o cantar dos bem-te-vis...
Periquitos, curiós e arapuãs...
Dia de sol radiante da feliz manhã...
Do Rio livre a correr rumo ao mar
Das lavadeiras e dos pescadores a cantar
Peixes e crustáceos, para vender e do lar.
- Como e bom sonhar!...
Pois, tomado pelas lembranças.
Desse rio, ontem perfeito!
E hoje do leito desfeito e destruído...
.
Não deixo minhas lágrimas caírem
Mesmo na impotência da minha
Frágil consciência...
Por não poder evitar sua degradação, solução...
Na falta dos ipês, braúnas e jacarandás.
Além do recordar! Além do amar
Sinto-me triste e feliz
Mesmo sem o cantar da perdiz
Porque ainda posso sonhar...

Joselito dos Reis
20.05.2016


AMOR!...

Nestes tempos corridos, atrevidos.
O amor banalizou, acabou...
Não se oferta mais flor!
Adeus banco da praça!
Adeus Copacabana!
Adeus garota de Ipanema!
Adeus flores, adeus “Rosinha!”.
Deram um tiro no sentimento!
Lamento...! Onde está Gracinha?...
Vivo na realidade, um tema...!
Adeus desilusão, adeus perdão!
Adeus poesia! Chegou à burguesia.
Hoje o poeta, na maresia...
Vive o inverso de sua inspiração
Chora... Deixou de viver na ilusão...
Para conviver com um problema...
Um sonho, um dilema...
Que dilema!
Que dilema!...
Mas mesmo assim
Ainda dá poema!


Joselito dos Reis

22.05.2016

Fonte: Clube do Poeta Sul da Bahia





Fonte: You Tube






Fonte: Tudo por e-mail

Um país acéfalo
Zuenir Ventura

Se Dilma e Temer tivessem usado a energia e a disposição de agora em benefício do país que governaram juntos por seis anos, estaríamos certamente em melhor situação.

Acho que Dilma e Temer nunca se movimentaram tanto quanto nessa campanha em que disputam em lados opostos. Ela, sabendo-se com os dias contados, promete “resistir e lutar até o fim”, como disse no comício do 1º de maio, não sem antes tirar do “pacote de bondades” o anúncio de reajuste do Bolsa Família e correção na tabela do Imposto de Renda. Ele, montando avidamente sua equipe, fingindo por sua vez que não está contando os dias que faltam para sua eventual posse. Se tivessem usado a energia e a disposição de agora em benefício do país que governaram juntos por seis anos, estaríamos certamente em melhor situação. Às vésperas da decisão do Senado, a presidente age para deixar uma boa impressão e sair bem na fita, ou melhor, no livro que está preparando, como antecipou José Casado. É também um legado para infernizar a vida de seu sucessor. Já o vice fala em não poder errar, mas erra antes de começar, querendo reduzir os 39 ministérios para 19, mas logo depois, por pressão, aumentando para 25. Parodiando o general De Gaulle — “Como se pode governar um país onde há 246 tipos de queijo?” —, Temer pode perguntar com mais razão: “Como formar um governo num país que tem 35 partidos, dos quais mais de 30 que apoiaram o impeachment certamente esperam uma recompensa? E ainda por cima com uma Lava-Jato cheia de indesejáveis surpresas?”

Imagina quando o presumível presidente tentar implantar sem apoio popular as medidas impopulares que pretende, com 11 milhões de desempregados, aliados assediando-o por uma boquinha e o PT fazendo aquilo que é sua especialidade: oposição. Não se sabe qual é a tarefa mais difícil no momento. Talvez seja a de Dilma, porque para ele ainda há o benefício da dúvida (“Itamar não deu certo?”, dizem os mais esperançosos). Já no caso dela, há a certeza do que poderia ter sido e não foi. Os dois continuam trocando ofensas num pouco edificante debate. Dilma acusa: “Os golpistas querem revogar direitos e cortar programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Ameaçam até a educação pública”. Temer revida: “Dizem que acabarei com o Bolsa Família, o Pronatec e o Fies. Mentira rasteira. Devemos manter esses programas e, se possível, ampliá-los”.

Enquanto isso, o ambiente de Brasília é descrito pelos repórteres como o de um poder se desmanchando melancolicamente: ministros esvaziando gavetas, assessores procurando novos empregos e até o cafezinho sendo servido frio às autoridades, quando é servido. Conta-se, mas sem confirmação, que não só as gavetas estão sendo esvaziadas, mas também a memória dos computadores e tudo que possa desorientar os que estão chegando.


Poucas vezes o país justificou tanto ser considerado surrealista: com duas cabeças e acéfalo.

Antes de Tomar Remédios, Leia Isto!

Vendidos abertamente em farmácias, sem qualquer regularização ou supervisão médica, você pode até pensar que remédios sem receita são seguros. Entretanto, medicamentos como ibuprofeno ou paracetamol podem ser muito prejudiciais à sua saúde. O uso prolongado dessas substâncias pode danificar o seu fígado e rins, bem como causar infartos e derrames. Então, quais são os perigos por trás desses medicamentos e como evitá-los?


Antes dos medicamentos aparecerem nas prateleiras das farmácias, eles passam por diversos estágios de pesquisa e testes, para verificar sua eficácia, segurança e efeitos colaterais. Na fase inicial ou fase pré-clínica, as propriedades farmacológicas da droga são testadas em animais de laboratório e amostras de tecido humano. Os testes também incluem o potencial de causar defeitos pré-natais ou tumores em embriões. Se a fase inicial é bem-sucedida, a pesquisa passa à fase de testes clínicos em voluntários saudáveis, usando uma dose baixa da droga, para observar seus efeitos e eficácia em seres humanos.

Na segunda fase clínica, os pesquisadores filtram centenas de pacientes, administrando neles diferentes doses da droga. Esse processo leva cerca de dois anos até entrar no terceiro estágio clinico – a administração da droga em milhares de pacientes, através de centros médicos locais. Para verificar os reais efeitos da medicação, alguns grupos de controle recebem placebos em vez da droga. Uma vez que essas quatro fases são bem-sucedidas, os pesquisadores solicitam a aprovação do governo. Entretanto, isso não conclui a fase de testes, pois, uma vez que mais pessoas começam a tomar a droga, novos efeitos colaterais podem surgir.


Cada medicamento possui sua gama de efeitos colaterais. Portanto, antes de tomá-los, leia este guia e certifique-se de que sabe dos seus danos em potencial.

1. Ibuprofeno: Danos aos rins e fígado e infartos

Nomes comerciais: Advil, Motrin, Alivium, Maxifen, Doraplax e outros.

No final da Segunda Guerra Mundial, a empresa Bayer descobriu a capacidade da aspirina para reduzir a inflamação e dores. Desde então, a família dos AINEs (anti-inflamatórios não-esteroides) expandiu, incluindo muitas outras drogas que suprimem duas enzimas chamadas COX. Entre estes medicamentos, um dos mais populares é o ibuprofeno, desenvolvido pelo Dr. Stewart Adams, em um laboratório improvisado em sua casa. Foram anos de desenvolvimento antes que ele apresentasse sua criação à empresa.

Se usado por um período prolongado, o ibuprofeno pode causar hemorragias gástricas, e, portanto, não é recomendado às pessoas que sofrem de úlceras ou inflamações gástricas e àquelas que tomam anticoagulantes ou sofrem de problemas de coágulos. O ibuprofeno também pode diminuir o efeito de algumas medicações para pressão arterial.

Em casos extremos, o ibuprofeno pode ser ainda mais perigoso: cerca de 15% dos usuários apresentam danos no fígado. Em casos mais raros, pacientes apresentam icterícia, hepatite, e até mesmo falha hepática, o que pode levar à morte.


2. Paracetamol: Um dos mais tóxicos medicamentos existentes

Nomes comerciais: Tylenol, Resfenol, Cefalium, Resprin e outros.

O paracetamol é um dos mais comuns medicamentos encontrados nas residências de todo mundo, mas poucos sabem da extensão de sua toxicidade.

Os efeitos colaterais desse medicamento são muito raros, mas uma superdose pode ser fatal. Uma quantidade de oito gramas por dia (16 comprimidos) pode levar a danos irreversíveis no fígado e até à morte. A dose máxima diária permitida é de seis comprimidos, com um período de quatro horas entre cada 500 mg.

O paracetamol é muito perigoso quando ingerido com álcool, suco de toranja (grapefruit), medicamentos para pressão arterial ou suplementos que contêm Hipérico. Essa combinação pode também causar danos ao fígado. Consulte a bula antes de tomar o paracetamol com qualquer outro medicamento. O paracetamol também tem efeito vasoconstritor, motivo pelo qual não pode ser utilizado por pessoas com problemas cardíacos ou circulatórios.

3. Aspirina (ácido acetilsalicílico): Popular, mas perigosa

Nomes comerciais: AAS, Aspirina, Buferin, Melhoral e outros.

Uma das maiores invenções da medicina, a força da aspirina vem do ácido acetilsalicílico – o seu principal ingrediente. Ele não só reduz a febre e dor, como também age como um eficaz anticoagulante que pode prevenir infartos e derrames. Recentemente, foi descoberto que ele pode até ajudar a prevenir alguns tipos de câncer. Entretanto, apesar de todos os seus benefícios, a aspirina não é tomada sem riscos.

A aspirina inibe as enzimas COX, que são responsáveis pela produção de muco e regulação de temperatura, dor e inflamações. Em anos recentes, descobriu-se que as propriedades preventivas da droga incluem a anticoagulação e a redução de inflamações que levam a infartos e derrames.

Um dos maiores efeitos colaterais dos anti-inflamatórios não-esteroides é sua tendência a irritar o estômago e causar ulceras e sangramentos, o que é causado por sua propriedade de inibição da enzima que produz muco. Por isso, é recomendado tomar aspirina apenas de estômago cheio. Em casos raros, a aspirina pode provocar a Síndrome de Reye em crianças e adolescentes, e levar a danos no cérebro e fígado. Por isso não se deve administrar aspirina a crianças antes dos 12 anos.

A aspirina não deve ser combinada com as seguintes drogas:

Anticoagulantes: a aspirina pode aumentar a eficácia do remédio, causando hemorragias.
Antiácidos: a acidez estomacal reduzida pode impedir que a aspirina dissolva e vá até a corrente sanguínea.
Corticosteroides: Podem aumentar a irritação estomacal e causar úlceras.
Medicamentos para gota: A aspirina reduz a concentração do ingrediente ativo (Alopurinol) no sangue, acabando com sua eficácia.
Diuréticos: A aspirina reduz a concentração de diuréticos no sangue.
Fenobarbital: Usado para tratar convulsões, ele se tornará menos eficiente quando combinado com a aspirina.
Fenitoína: Também usada contra convulsões, ela pode se tornar tóxica quando administrada com a aspirina.

Não seja tímido: É o trabalho do farmacêutico lhe informar sobre os possíveis efeitos colaterais, bem como sobre as interações medicamentosas. Conte a ele tudo o que você toma além do remédio que está comprando.
Leia a bula: Mesmo drogas que você toma há muito tempo podem tornar-se perigosas conforme você fica mais velho e começa a tomar outros remédios. A bula também lista os feitos colaterais, as interações com outras drogas e as contraindicações do medicamento que você está prestes a tomar.
Ajuste a dosagem ao seu peso: Todos os medicamentos devem ser ajustados ao peso do paciente para evitar uma overdose. Isso é especialmente importante em crianças e bebês.
Relate todos os efeitos colaterais: Se você sofrer de qualquer efeito colateral, conte ao seu médico imediatamente! Talvez seja preciso que você ajuste a dosagem ou tome uma medicação diferente.
Evite a exposição prolongada: Não tome nenhum medicamento por mais de três dias, a menos que assim receitado pelo seu médico. Tome apenas a dose recomendada no período prescrito, de acordo com as instruções do seu médico e a bula do remédio.
Sinta-se bem!

"As informações e sugestões contidas neste site são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.”

Fonte Tudo por e-mail



Quem Você Está Tentando Agradar?
Por Rick Foster

Muitos produtos são planejados para imitar algo verdadeiro. Existem deques de plástico que se parecem com madeira de verdade, e pisos vinílicos que aparentam ser de cerâmica. Podemos comprar peles e joias falsas, narizes de mentira, apliques de cabelo, e outras partes do corpo. O propósito por trás desses itens é bastante óbvio, mas o que dizer de um produto enlatado chamado “spray de lama”? 
O spray de lama foi planejado para ser usado no exterior de veículos utilitários esportivos. O propósito é fazer parecer que o dono da SUV usa o caro bebedor de gasolina para algo mais do que simplesmente levar as crianças para o treino de futebol. Se você usar o spray nele, os amigos vão pensar que você acabou de retornar de uma aventura selvagem. Se você quiser ter essa imagem aparentemente autêntica, sem passar pelos problemas de realmente tentar uma viagem off-road rigorosa, pode comprar uma lata desse produto por U$ 15 a unidade!

Vemos práticas similares todos os dias no ambiente profissional e empresarial – homens e mulheres tentando parecer algo que não são – mais bem-sucedidos, mais habilidosos, mais experientes. Pessoas com currículos de ficção, que exageram suas realizações nas entrevistas de emprego, que fazem promessas irrealizáveis a clientes potenciais. Tudo isso na tentativa de agradar aos outros e conseguir o seu favor. 

Observar esse tipo de comportamento nas outras pessoas deveria nos predispor a perguntarmos a nós mesmos: “Quem eu estou tentando agradar?”

Buscando um paralelo bíblico, não encontramos exemplo melhor do que o do apóstolo Paulo – um contraste notável ao daqueles que querem agradar as pessoas. Depois de uma experiência brutal ao compartilhar o Evangelho na antiga cidade de Filipos, Paulo dirigiu-se para Tessalônica. Depois de ser espancado e preso, alguém poderia pensar que ele havia aprendido a lição e mudado sua mensagem ou suas táticas quando foi para a cidade seguinte. Ao contrário, lemos em I Tessalonicenses 2:2: “...tivemos a coragem de anunciar-lhes o evangelho de Deus, em meio a muita luta.” 

O que motiva um homem ou uma mulher a “manter o curso”, apegando-se a suas crenças, valores e mensagem, estando dispostos a não transigir para o equivalente a comprar uma lata de U$ 15 de aparência “autêntica”?  Para Paulo a resposta era simples: Deus. Essa é a opção que enfrentamos até nos dias atuais nas decisões que tomamos no ambiente de trabalho, escolhendo entre agradar aqueles que nos cercam – ou Aquele que está acima de nós. Como um comediante famoso salientou certa vez: “Eu não conheço a chave para o sucesso, mas a chave para o fracasso consiste em tentar agradar a todo mundo.”

Por que agradar a Deus era a prioridade máxima de Paulo? Porque ele compreendeu a perspectiva de Deus. Paulo escreveu que ele servia “...não para agradar pessoas, mas a Deus, que prova o nosso coração.” (I Tessalonicenses 2:4). Em outras palavras, o Senhor não está impressionado com uma lata de U$ 15 de spray de qualquer coisa. Nós temos dificuldade de enxergar para além das aparências externas, mas Ele jamais tem qualquer problema dessa ordem. As Escrituras nos dizem: “Eu sou o Senhor, que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras.” (Jeremias 17:10). E, “...Senhor, Tu conheces o coração de todos...” (Atos 1:24). 

Paulo não estava disposto a usar a abordagem “lata de spray” para tratar com o Deus que examina os corações. Isso influenciou três áreas específicas de sua vida: suas palavras (“a nossa palavra nunca foi de bajulação”); suas finanças (nem de pretexto para a ganância”), seu status (“nem buscamos reconhecimento humano”). Esse conhecimento tem a mesma resposta de nossa parte? Palavra aos sábios: Economize U$ 15 e seja você mesmo!

Perguntas para Reflexão ou Discussão  

1.   Por que nós geralmente tentamos apresentar uma “bela fachada” tentando disfarçar a aparência externa para esconder o que realmente temos por dentro?
2.   Você se lembra de alguma ocasião em que adotou a abordagem do “spray em lata” para lidar com alguém – um conhecido, colega de trabalho ou cliente? Qual o resultado? Você convenceu levando-os a pensar o que queria?
3.   Por que causa tanto problema tentar apresentar a nós mesmos como uma imitação e não de forma verdadeira?
4.   O apóstolo Paulo escreveu que sua única motivação era agradar a Deus. Isso geralmente é verdade em relação a você? Por que você acha que somos mais inclinados a agradar as pessoas do que a Deus? O que podemos e devemos fazer a esse respeito?

Nota:  Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos I Samuel 16:7; Provérbios 10:9; 11:3; 16:2, 9; 20:14; 21:2; I Tessalonicenses 3:13. 


Próxima semana tem mais!


MsC. Jean Luiz Correia Baraúna
Baraúna Consultoria Contábil
Contato: (73) 3613-7771/99133-1845/98869-3561/99949-7771
Medite: “Pais Que Levam Seus Filhos à Igreja, Não Vão Buscá-los na Cadeia”

12 Motivos Saudáveis Para Você Tomar Café Todos os Dias!

Graças ao seu delicioso aroma e sabor, o café é uma das grandes paixões nacionais. É a segunda bebida mais consumida no Brasil perdendo apenas para a água, além de ser a opção preferida logo pela manhã. Além de muito gostoso, o café pode trazer grandes benefícios à sua saúde, pois tem bons nutrientes e antioxidantes. E o que é ainda melhor: estudos comprovaram que quem consume a bebida tem menos riscos de desenvolver algumas doenças mais graves.

Veja agora 12 grandes motivos para tomar uma saborosa xícara de café todos os dias:

 1) Um estudo científico realizado em 2006 por pesquisadores americanos comprovou que 125 mil pessoas de 22 anos que bebiam ao menos uma xícara de café por dia tinham menos riscos de desenvolver cirrose - uma doença autoimune desencadeada pelo consumo excessivo de álcool, e que pode levar ao câncer e até mesmo perder totalmente o órgão, pois pode parar de funcionar. Outros estudos mostraram que tomar café regularmente (4 ou mais xícaras por dia) pode ajudar a prevenir a DHGNA - Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica.

2) Isso vale para mulheres. Um estudo conduzido pela Bringham and Women's Hospital and Harvard Medical School, nos Estados Unidos, acompanhou um grupo de 112.897 pessoas, homens e mulheres, durante 20 anos. Eles descobriram que mulheres que bebiam mais de três xícaras de café por dia tinham menos chance de ter câncer de pele comparado às mulheres que não tomavam a bebida.

3) De acordo com um estudo da American Chemical Society, dos Estados Unidos, consumir café pode reduzir as chances de desenvolver diabetes tipo 2. Pesquisadores mostraram que pessoas que tomam quatro ou mais xícaras de café por dia podem reduzir esse risco em até 50 por cento.

4) Estudos feitos com pessoas acima de 65 anos pela University of South Florida e Universidade de Miami, nos Estados Unidos, comprovaram que pessoas com mais níveis de cafeína no sangue só foram desenvolver Alzheimer dois a quatro anos depois comparado àqueles que tinham baixos níveis de cafeína no organismo. O coautor do estudo, o neurocientista Dr. Chuanhai Cao, relatou que acredita firmemente que o consumo moderado de café pode mesmo reduzir os riscos de adquirir Alzheimer, ou retardar o surgimento da doença.


5) Uma das principais características do café é aumentar a nossa energia rapidamente. E além de dar esse empurrão na energia, o café pode nos deixar mais inteligentes. Segundo uma notícia publicada pela CNN, o café faz com que o cérebro funcione de forma mais rápida, efetiva e inteligente. Melhora o seu tempo de reação, ou seja, você responde mais rápido a estímulos externos, a sua vigilância, atenção e raciocínio lógico.

6) Em um estudo conduzido por pesquisadores sul-coreanos, participantes que consumiram entre três e cinco xícaras de café por dia tinham muito menos riscos e sintomas de desenvolver doenças cardíacas. No entanto, neste caso é preciso considerar a dieta diária, já que a alimentação dos coreanos é bastante diferente da brasileira.

7) Recentes estudos feitos pelo Institute of Environmental Medicine of Karolinska Instituet, na Suécia, comprovou que o consumo diários de quatro xícaras de café pode proteger o cérebro contra a surgimento de esclerose múltipla. Acredita-se que o café previne a inflamação neural, o que desenvolve a esclerose.

8) O consumo de café pode reduzir em até 26 por cento o surgimento de câncer colorretal. De acordo com um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, quanto maior o consumo, menores são os riscos de desenvolver esta doença.

9) Um estudo conduzido em 2005 na Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, mostrou que nenhum outro alimento tem tantos antioxidantes quanto o café. Frutas, legumes e vegetas, é claro, também têm antioxidantes, mas o organismo humano os absorve com mais facilidade ao consumir café.

10) Em 2012, o periódico científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que consumiam café tinha menos riscos de desenvolver mal de Parkinson. Foi também mostrado que pode controlar o avanço da doença, no caso de que já a tem. O estudo, na época, estava em fase inicial.

11) Um estudo conduzido na Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, examinou cérebros de ratos que foram submetidos a situações de estresse devido à privação de sono. O estudo mostrou que o cérebro de ratos que sentiram o agradável aroma do café estava mais protegido contra o estresse.

12) Um estudo conduzido nos Estados Unidos pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, National Institutes of Health) comprovou que pessoas que tomam mais de quatro xícaras de café por dia tinham menores riscos de adquirir depressão. Isso acontece porque a bebida melhora o humor e o bem-estar. Ao que muitos acreditam que isso acontece devido à cafeína, na verdade são os antioxidantes da bebida que proporcionam este bem-estar.

Fonte: huffingtonpost.com | caffeineinformer.com



Querido Filho... Aqui Estão 8 Pedidos de Desculpas...

Meu querido filho,

Eu te amo muito e sempre te amerei por toda a minha vida, mas eu quero pedir desculpas por alguns acontecimentos. Não, não estou falando daquele dia que te beijei na frente de todo mundo, de te fazer usar calças muito apertadas ou mostrar as suas fotos de infância para os outros. Essas são coisas que você tem que aprender a conviver. Existem muitas outras coisas das quais eu não sou perfeita, por isso eu peço primeiro que leia, e então por favor perdoe-me.



1. Eu estava um pouco despreparada para te receber
Assim como você, eu também era irresponsável na minha juventude. Queria ficar na rua até tarde, comer qualquer tipo de comida sem se preocupar com a saúde, e andar com pessoas que não eram lá muito confiáveis. Eu nem pensava em ser como meus pais. Pode parecer que eu tinha planejado, mas a maternidade chegou. E de surpresa. E então embarquei em uma jornada de amor e aprendizado espiritual que nunca imaginei que poderia passar, ou que sequer existisse. Então, para começar, eu te agradeço muito!

2. O seu nascimento foi confuso para mim
O seu nascimento foi uma experiência estranha... mil pensamentos passavam pela minha mente. Foi doloroso, cansativo e até mesmo desajeitado. Então você veio. As enfermeiras verificaram se estavam tudo bem e então você veio para os meus braços. Bem... eu realmente não sabia o que fazer nem o que dizer. Eu não senti que era minha responsabilidade, no meio de médicos e enfermeiros naquela sala. Eu tremia, eu sentia medo. Desculpe-me por isso.

3. Eu não exatamente o que era ser mãe
Eu era uma mãe 'rasa'. Somente com o passar do tempo eu aprendi a agir como tal. Mas mesmo quando eu estava cuidando de você com certa responsabilidade, era como um cego guiando outro cedo. Mas muita gente costuma dizer: "Em terra de cego quem tem olho é rei". Então, mesmo com pouco preparo, eu fiz o meu trabalho.

4. Deixei você cair
Sim, isso aconteceu. Você caiu. Foi na banheira. Eu estava passando por um dos momentos mais difíceis e estressantes da minha vida. Eu tremia tanto que não conseguia te segurar com firmeza, principalmente na água com sabão. É claro que você ficou bem, mas eu falhei. Devia ter te protegido. Eu nunca deixei outra criança cair, eu nem me atreveria a fazer isso! Só aconteceu com você. Desculpe.


5. Nem sempre tive sabedoria

Esta deveria ser a minha área de especialização, de saber como usar as palavras para te guiar da melhor forma possível. Mas para isso eu não precisava usar palavras mirabolantes, expressões estranhas e até mesmo opiniões, mesmo que vagas. Você precisava mesmo é de um bom conselho. Um conselho adequado, para te guiar, te instruir.
Mas, ao invés disso, eu usei um monte de clichês, como: "Se continuar fazendo careta, vai ficar com essa cara para sempre!", ou "Se os seus amigos pularem do prédio, você também pularia?", assim como várias outras. Na verdade eu não sabia o que dizer, eu era jovem e tinha pouco conhecimento sobre as coisas. Por isso eu me arrependo de não ter te ajudado com mais sabedoria, e de ter-lhe dito palavras mais pelas e sábias. Desculpe.

6. Desculpe pela escola
Você era curioso e feliz por natureza, adorava aprender palavras, letras, números e ideias. Então, começamos a ver escolas no bairro para você, ou até mesmo algumas mais afastadas, só para ter certeza de que estávamos fazendo a escolha certa. Levamos isso muito a sério, como todo adulto faz. Espero mesmo que tenha aproveitado todos os dias na escola, e se não gostou (como eu), saiba que fiz o meu melhor nessa escolha para poder aflorar todos os seus talentos.

7. Eu te confundi
Eu amei cada dia que estive ao seu lado. Nunca quis te perder, mas eu estava tentando te criar de forma de que se tornasse independente. O que eu queria? Ter você sempre comigo ou te dar toda a liberdade do mundo? Os dois! Eu realmente não sabia o que fazer. Não sei se te amei demais ou se fiz tudo errado - mas eu peço desculpas por ter te desconcertado e te envergonhado com as minhas lágrimas.


8. Um amor incondicional, apesar de tudo
Você é meu filho, e eu cometi muito erros contigo, mas assim é a vida. Muitos me disseram: 'quando você for mãe, vai entender'. Não importa o que a gente faça, sempre temos esse risco de cometer erros. Mas eu descobri que a maior alegria da vida é superar as dificuldades, passar por cima dos problemas e então ser bem-sucedido e feliz.
Então eu peço desculpa por ter sido eu que, por pura tolice e ignorância, coloquei obstáculos no seu caminho. Mas eu não me desculpo - e na verdade me orgulho disso - de como você reagiu, se transformando na pessoa que é hoje. Por fim, tudo que tenho a dizer é: eu te amo muito.



Fonte: Manuela C. / Tudo por e-mail

Maria Antonieta
Carlos Heitor Cony

Não sei quem disse pela primeira vez que Deus escreve certo por linhas tortas. Pessoalmente, acho que é ao contrário: Deus sempre escreve errado por linhas que às vezes são certas. De qualquer forma, os acontecimentos desta semana trágica são uma prova que dá razão às duas versões e deixam Deus numa situação parecida com a de Eduardo Cunha: não se pode mais confiar nos dois, nem em Deus, nem em Cunha. Muito menos em mim.

O afastamento de Dilma Rousseff é a prova de ambas as hipóteses. Sofreu um impeachment por uma causa que está sendo discutida e será por muito tempo: crime de responsabilidade. É um assunto que pode ser discutido até que a vaca tussa. As pedaladas fiscais também podem ser discutidas até um século antes do Nada.

No entanto, o seu afastamento não foi injusto, pelo contrário, foi uma medida útil e necessária para o bem do povo e do Brasil. Ela entrou em campo substituindo Lula, que é ao mesmo tempo o titular e o dono do PT que ficou desmoralizado. Bem ou mal, em seus oito anos de governo, ele fez coisas boas, apesar da pretensão de fazer de seu partido o dono absoluto e eterno do poder. Por muitos motivos, quebrou a cara ao indicar um poste de saias para levar adiante o seu plano mirabolante.

Bem verdade que a nação não afastou dona Dilma por causa das pedaladas fiscais e muito menos por causa de um crime de responsabilidade. A causa única e bastante para o seu afastamento foi a sua incompetência e arrogância, que criaram milhões de desempregados sem criar um mercado de trabalho para absorvê-los. Pelo contrário: jogou o Brasil no fundo do poço com a desculpa de alguns planos sociais, que na verdade foram criados pelo seu antecessor.
 
Maria Antonieta tentou impedir a Revolução Francesa mandando dar brioches ao povo faminto. Não adiantou. Terminou na guilhotina.


Fonte: Folha de São Paulo (RJ) / ABL

A lenda de José Nick - Miro Marques

Na cidade de Itabuna dos tempos idos, viveu um senhor por nome José Nick, um jovem de cor negra, descendente de tradicional família de pioneiros e desbravadores de Ilhéus. Mas muito se comentava entre os fofoqueiros da cidade que ele era mesmo oriundo de Nazaré das Farinhas e tinha o corpo fechado e muito bem preparado pelas famosas “titias”, autoridades superiores das seitas umbandistas do Recôncavo Baiano. Falava que desde mocinho José Nick, quando bebia umas pitiangas, envolvia-se em brigas com a polícia por praticar depredações em vendas, bares, bodegas, quiosques e casas de prostíbulos do baixo meretrício onde, quase sempre, estava enfiado até o pescoço.

Em 1910, após praticar uma desordem no brega do Cajueiro, Zé Nick foi perseguido por cinco policiais que tinham sido avisados da baderna que ele estava praticando naquele lugar e quando o chefe da equipe da PM lhe deu voz de prisão, o jovem crioulo se deitou e se arrastou pelo chão e em fração de segundos passou a rasteira em toda a milícia, deixando todos machucados e feridos, enquanto ele, Zé Nick, saiu ileso. Depois desta briga, por determinação do comandante da PM, José Nick passou a ser procurado vivo ou morto, sendo obrigado a se retirar da região sul. Nas caladas da noite Zé Nick tomou um transporte fora da zona urbana e caiu fora. Foi visto passando em cima da carroceria de um caminhão lá no antigo povoado da Coréia. Desta vez ele foi morar no Rio de Janeiro onde serviu o Exército, se graduou sargento e participou das Lutas do Contestado, distinguindo-se por “atos de bravura”, o que lhe valeu a graduação de terceiro sargento do Exército Brasileiro.

Em 1919, o sargento José Nick retorna a Ilhéus e se faz fazendeiro por intermédio de uma merecida herança deixada pelos seus pais. Uma vez proprietário de terras, de roças de cacau e portador do distintivo de sargento na farda verde oliva do Exército do Brasil, José Nick vai se fazer mesmo de rogado para aterrorizar o Sul da Bahia. Praticando desordens, arruaças, espancando os mais fracos por motivos fúteis e ainda desrespeitando as autoridades que pretendesse repreendê-lo, na região de Rio do Braço, constituindo-se ai um verdadeiro terror para todos os moradores daquela região. Criou fama de valente e em todas brigas que tinha com a polícia feria sempre, sem entretanto, nunca ter sido ferido. Daí dizerem por todos os cantos da cidade que ele tinha mesmo o corpo fechado contra bala.

Em 1921, o delegado de polícia local, Dr. Armando Freire, teve a petulância de enfrentá-lo, cara a cara, dando-lhe voz de prisão. E sabe se lá porque, Zé Nick obedeceu sem a menor resistência. Todavia, sua permanência na cadeia foi muito curta. Com auxílio dos policiais que faziam a vigília especial à sua cela, que se borravam de medo do negrão, Nick conseguiu escapar para sempre. Entretanto, os seus guardiões argüiram, como justificativa, que José Nick envultou e passou por eles por meio dos seus poderes sobrenaturais.

José Nick, a partir daquele dia, passou a viver foragido da polícia aparecendo, de quando em vez, sempre de noite, em casa de alguns parentes para lavar as roupas e comer uma comidinha caseira quentinha, até que num domingo, dia 13 de março de 1927, ele resolveu ir a casa de um parente de nome José Scher, em Brejo do Almada, quando em completo estado de embriaguez, discutiu com este seu primo e tentou matá-lo, ferindo-o gravemente na coxa de uma das pernas.

Naquele momento, dois dos empregados do Sr. José Scher, indo ao socorro do patrão e encontrando Zé Nick caído ao lado, bêbado em demasia, tentando recarregar o seu enferrujado clavinote, os dois empregados usando machado e foice deram um golpe em seu pescoço e chacoalharam a cabeça com o olho do machado. Contam que mesmo com a cabeça espedaçada e o cérebro fragmentado fora da cuca, Zé Nick, continuava batendo o coração.

Então, um dos seus assassinos arrancou-lhe da própria cinta o punhal e cravou-lhe no lado esquerdo do peito e aí o negro José Nick entregou a alma ao Criador. Foi assim que José Nick partiu para o além, deixando em perfeita paz toda uma região Sul da Bahia…

Esta é mais uma das muitas histórias contadas pelo escritor José Dantas de Andrade em seu circunstancioso livro Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna…


* Miro Marques é escritor historiador e radialista


Fonte: http://dimensaojornal.com.br/a-lenda-de-ze-nick/



  

Comunhão
        Todos os meus mortos estavam de pé, em círculo
        eu no centro.
        Nenhum tinha rosto. Eram reconhecíveis
        pela expressão corporal e pelo que diziam
        no silêncio de suas roupas além da moda
        e de tecidos; roupas não anunciadas
        nem vendidas.
        Nenhum tinha rosto. O que diziam
        escusava resposta,
        ficava, parado, suspenso no salão, objeto
        denso, tranquilo.
        Notei um lugar vazio na roda.
        Lentamente fui ocupá-lo.
        Surgiram todos os rostos, iluminados.

Carlos Drummond de Andrade 

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