Saber-Literário

Diário Literário Online

CLUBE DO POETA SUL DA BAHIA EMPOSSA NA SEDE DA USEMI SUA NOVA DIRETORIA EM ITABUNA



Formação da Mesa: Dr. Andirlei Nascimento, Empresária Naná, Vereador César Brandão, Novo Presidente Adeildo Marques, Poeta e Jornalista e Presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal do Clube, Joselito dos Reis, Poetisa Eglê Machado, Diretor da ACATE e membro da AGRAL, Ari Rodrigues e o jornalista sócio do Clube e cerimonialista do evento, jornalista, membro da AGRAL, Paulo Lima. e a poetisa e vice presidente do Clube do Poeta Sul da Bahia, Glória Brandão


Abrindo a solenidade com o Hino Nacional, e com uma grande homenagem feita ao poeta e jornalista, Joselito dos Reis, idealizador e fundador do Clube do Poeta Sul da Bahia, pelo jornalista  Paulo Lima, em reconhecimento e sua luta em defesa da poesia, ontem (27), a noite, na sede da USEMI (União dos Servidores Públicos Municipais), quando o poeta foi aplaudido de pé pelos presentes, a entidade empossou a sua nova diretoria executiva, triênio 2016//18, sob a presidência do poeta Adeildo Marques Santos e vice, a escritora Gloria Brandão.Também foram empossados os 15 titulares do Conselho Deliberativo e Fiscal, tendo como presidente o poeta e jornalista, Joselito dos Reis Santos, que conta na sua vice, a poetisa, Paulo Lima e na Secretario Walmir do Carmo.

A plenária selecionada


Numa noite concorrida, com uma platéia seleta por escritores, poetas, políticos, magistrados, empresários, escritores e vereador. Entre os políticos, os pré-candidatos a prefeito de Itabuna: Fernando Gomes (DEM), Dr. Mangabeira (PDT), Fernando Vita (PMDB), Carlos Lee (PSB), Alfredo Melo(PV), Zem Costa(PSOL), além do vereador César Brandão(PPS), que integrou a Mesa, representando a Câmara. Ele que foi o autor dos projetos das Comendas: “Firmino Alves” (Executivo), na época sancionada pelo então prefeito Fernando Gomes e a “Otaciana Pinto” (Legislativo).

Após o cerimonial de posse sob o comando de Zélia Possidônio e Paulo Lima, o novo presidente recitando o poema: “O olhar”, do poeta Rogério Medrado. Muito aplaudido, expôs sobre seus novos projetos para a entidade. Para isso já convocando à atenção do futuro prefeito, dos pré-candidatos que estavam presentes. Em seguida a solenidade foi encerrada com um grande recital de poesia dos poetas sócios do Clube: Joselito dos Reis, Dimas Braga, Antonio Baracho, Gloria Brandão, Eglê Machado, Antônio Pinheiro, Conceição, Donaciano Macedo, Aldo Bastos, Zélia Possidônio,  Antônio Oliveira, contracenando com Clovisnaldo Argolo. O evento foi encerrado com um grande coquetel, tendo no comando o eficiente, Elias Garçom, um grande cidadão de Itabuna, auxiliado pelo colega Luis Garçom. Todos estão de parabéns. E viva a poesia; acalenta a alma, sob a divindade do espírito de luz do Senhor! 

O presidente Adeildo Marques, aproveitou a oportunidade para fazer  um agradecimento, todo especial, as pessoas que contribuíram para o sucesso do evento. Entre Elas, Maria Alice, Paulo Lima, Eusdete Santos, Silvia e Donaciano, Sua filha Sandra Marques (Coaraci) e Elias Garçom.

César Brandão e Elias Garçom
Joselito e Kleber Torres

















Fonte: Expressaounica

27.04.2016

10 Melhores livros com as competições mais mortais da literatura
DOUGLAS ERALLDO

 Seja na fantasia, na ficção científica ou nos demais gêneros da literatura, competições são criadas e algumas delas mortais para seus participantes. Neste post uma seleção com 10 livros em que suas personagens estão entre a vida e a morte disputando mortais competições, confira:



1 - Battle Royale, de Koushun Takami: O livro é competição do início ao fim e gira todo ao redor da competição que dá nome ao livro. Nela, a cada ano num Japão distópico um classe do ensino médio é sorteada e seus alunos levados a uma ilha em que são munidos de diferentes armas. Ganha o último que restar com vida;

2 - Jogos Vorazes, de Suzanna Collins: Certamente o mais celebrado entre os leitores mostra a utilização dos Jogos Vorazes como arma política num cenário de um futuro distópico. A obra atraiu milhares de fãs nos livros e nos cinemas, e carrega em si parte da cultura de arena da Roma antiga aliada aos reality shows da pós-modernidade;

3 - A Caçada, de Andrew Fukuda: Uma ficção sombria e distópica em que os vampiros é raça dominante no planeta e os humanos são conhecido como épers. Uma vez por ano, então é realizada A Caçada Éper em que as feras soltam seus instintos, o que se torna problema para o protagonista sorteado a participar da caçada, pois é um éper disfarçado;

4 - A Longa Marcha, de Stephen King: King sempre consegue transformar coisas simples em perigos mortais, como nessa competição de caminhada regular em que quem vai ficando para trás é eliminado literalmente da prova;

5 - Trono de Vidro, de Sarah J. Maas: Nesta trilogia a assassina Celaena é obrigada a participar de uma competição feroz e traiçoeira em que certa parte lembra os combates individuais de Mortal Kombat. Com isso muita luta e agitação de bastidores;

6 -  Iscas, de J. Kent Messum: Um jogo pela sobrevivência em que apenas viciados participam numa ilha desconhecida e que a a cada novo nível vencido a recompensa é mais uma dose de heroína;


7 - O Aprendiz - Conjurador, de Taran Matharu: O livro não é em si de uma única competição, mas ao longo do aprendizado do protagonista uma série de competições vão sendo colocadas diante deles, claro com muitos elementos mágico;

8 - O Jogo, de Andres de La Motte: Um jogo se desenvolve pelas ruas de Praga em que o jogador vai recebendo por celular as missões a serem cumpridas; Uma obra altamente impactada por esse novo universo das informações, principalmente após Edward Snowden;

9 - Uma Chama Entre as Cinzas, de Sabaa Tahir: Assim como O Aprendiz é uma fantasia que em si não se trata apenas de uma competição, mas sim de várias competições enquanto rola uma luta pela liberdade, espionagem, e claro, uma pausa para beijos;

10 - Fúria Vermelha, de Pierce Brown: Num Planeta Marte habitado e dividido por castas uma competição mortal, feroz e traiçoeira é realizada em suas academias enquanto o protagonista tenta iniciar uma revolução dos escravizados.


Fonte: http://listasliterarias.blogspot.com.br/

Fonte: Google
 “BELA, RECATADA E DO LAR” – UM DISCURSO POLÍTICO E ESTÉTICO
PUBLICADO EM SOCIEDADE POR BARBARA MELO

O problema não é você ser “bela, recatada e do lar”, pois cada um é livre para ser como quiser. O problema é passar a ideia de que só esses atributos são corretos. Em pleno século XXI, tanto homens quanto mulheres merecem ser reconhecidos pelo caráter e pelo intelecto, pois estes sim legitimam a subjetividade, o nosso verdadeiro eu.

Um dos assuntos mais comentados dessa semana nas redes sociais foi a matéria da revista Veja sobre Marcela Temer, mulher do vice-presidente Michel Temer.

“Bela, recatada e do lar” é o título do texto da jornalista Juliana Linhares, que traçou um perfil sobre a esposa de Temer. Além dos atributos de Marcela, o destaque foi para a grande diferença de idade entre eles, que é de 43 anos. Ela tem 32, enquanto Temer, 75. A matéria ressalta as qualidades da “quase” primeira-dama, como a própria Veja sugere, e basicamente mostra como é o estilo de vida de Marcela. O texto encerra com a seguinte afirmação: "Michel Temer é um homem de sorte".

O mais surpreendente disso tudo, não é nem a matéria em si – pois a Veja, revista de caráter conservador, pressupõe este tipo de abordagem –, mas sim a repercussão nas redes sociais.

Diversas mulheres se manifestaram aderindo à campanha #belarecatadaedolar, que satirizou a frase e tomou conta nesses últimos dias. Mulheres de todas as idades, belas, feias, gordas, magras, anônimas e até celebridades como a atriz Letícia Sabatella e as apresentadoras de TV Astrid Fontenelle e Monica Iozzi se mostraram contra o machismo da Veja. Além da campanha, inúmeros memes ironizaram a frase.


Quero deixar claro que não vejo problema algum em ser recatada ou “do lar”. Viver de uma forma mais tradicional não está errado, contanto que isso seja uma escolha da mulher.

Como jornalista, desejo apenas deixar registrado que é preciso mobilizar-se diante de uma matéria com um título deste teor, uma vez que os veículos de comunicação contribuem na formação de opinião e na nossa forma de ver o mundo. E, em pleno XXI, a maior revista do Brasil (que tem quase 50 anos), engrandecer um determinado ideal feminino indica que existe alguma coisa errada. Até porque já passou da hora de nos libertarmos desses estereótipos, sejam eles atribuídos aos homens ou às mulheres, principalmente quando estas qualidades não revelam o intelecto do indivíduo.

Além do caráter, o conhecimento é que temos de mais valioso. Tudo que aprendemos na vida, seja nas experiências do cotidiano ou por meio do estudo, é o que nos molda como cidadãos e, ao mesmo tempo, o que legitima a nossa subjetividade. Isso serve para todos, independentemente de gênero. Ao meu ver, o título “Marcela Temer: Bela, recatada e do lar” reforça um determinado padrão ou ideal feminino e exclui a possibilidade de uma caracterização mais próxima do real.

Para quem quiser se aprofundar na questão, recomendo “Filosofia: machismos e feminismos” (organização de Maria de Lourdes Borges e Márcia Tiburi). Trata-se de um livro de ensaios escrito por diversos autores e que apresenta alguns assuntos, tais como: o caráter sexual da mulher e do homem em Kant; o corpo: o lugar contraditório do feminino; o aborto como metáfora, entre outros.

“Bela, recatada e do lar”, “Bela, recatada e do bar” ou até mesmo “Bela, desbocada e do lar”, como muita gente brincou esses dias no facebook e instagram, teve uma imensa repercussão.

Por trás dessa zoeira toda e do título aparentemente simples, vemos um discurso político e estético. Político porque é fortemente persuasivo, fala em nome do bem comum e traz valores sociais, mas que é alicerçado na opinião de um emissor; e estético porque a “construção” da imagem tem o objetivo de fazer com ela seja vista como uma “mulher de bem” e ele, um “homem de família”. Nada mais oportuno, para o momento atual que vive a nossa política brasileira.

Créditos das fotos: Google.

BARBARA MELO

Jornalista, apaixonada pela arte de escrever. Admira e questiona as coisas simples do cotidiano, mas sempre com um olhar sensível e aprofundado. Acredita que não há nada melhor do que compartilhar ideias e falar sobre arte, cinema, filosofia e literatura. .

http://obviousmag.org/escrita_criativa/2016/bela-recatada-e-do-lar-um-discurso-politico-e-estetico

Difícil de entender
Zuenir Ventura

Como nessa novela de suspense não se adiantam os novos episódios, fica-se sem saber o que vai acontecer daqui pra frente no país.

É mais um capítulo da nossa novela “O impeachment”, que os americanos devem estar tendo dificuldade de entender, até porque o desempenho dos protagonistas, ou melhor, antagonistas, tem sido sofrível.

Pois se trata de uma presidente que ainda é, mas está deixando de ser, e um vice que a está substituindo por dias e provavelmente estará pelos próximos dois anos e é acusado por ela de lhe ter dado um golpe para derrubá-la.

De um lado, Michel Temer montando sua equipe e abandonando sua postura de aguardar “muito silenciosa e respeitosamente” o julgamento do Senado. De outro, Dilma Rousseff agindo como se estivesse começando o mandato, e não encerrando.

Ela, que se considerava “carta fora do baralho”, se perdesse, tem oferecido um espetáculo de novidades que a coloca diariamente nas manchetes dos jornais. Depois de apelar aqui dentro para o papel de vítima de injustiça, rejeitado inclusive pelo STF, resolveu aliviá-lo lá fora em um cauteloso discurso na ONU para gringo ver — tudo como parte da estratégia de se defender atacando, com aparente disposição de alguém que vai reverter o jogo.

Quem a conhece bem acha que essa tentativa de reação, porém, chegou tarde demais. Há um ano o jornalista Thomas Traumann, que foi porta-voz do seu governo, alertou em um relatório que o Brasil caminhava para o “caos político”. Não foi ouvido. Por isso ele acha que ela vai lutar até o fim, já que “não é o tipo de pessoa que desiste” e, pode-se acrescentar, que reconheça seus erros — a não ser, talvez, o de ter escolhido mal o mesmo vice duas vezes.

Sendo assim, aqueles que alimentavam a esperança de uma renúncia presidencial devem esquecer. De fato, é difícil imaginar que uma pessoa como Dilma Rousseff, que não admitiu ter errado nem sob tortura, faça agora uma autocrítica em relação a sua administração.

A então guerrilheira Vanda impressionou os torturadores com a sua resistência, e chegou a ser apelidada por um deles de “Joana D’Arc”. O problema é que o que era virtude naqueles tempos de trevas, a intransigência, transformou-se hoje em pecado para quem faz política.

Como nessa novela de suspense não se adiantam os novos episódios, fica-se sem saber o que vai acontecer daqui pra frente no país. A única certeza é que a culpa pela péssima escolha dos personagens principais foi nossa, dos espectadores.


O Globo / ABL

Piada Adulta: Sexo Em Marte

Depois de muitas idas e vindas, os astronautas finalmente conseguem pôr os pés e ficar definitivamente em Marte para explorar o planeta e ver se há vida nele.

Durante a exploração, os astronautas finalmente encontram marcianos, dentre eles uma marciana incrivelmente linda. Era tão linda que parecia uma modelo internacional. Após o primeiro contato, ambos perceberam que os idiomas falados são bastante parecidos e iniciam uma conversa. Não demora muito e o assunto já é sexo, e eles discutem os diferentes modos de reprodução. Ela diz:

— Aqui em Marte, para nos procriarmos, juntamos uma porção de elementos químicos em um recipiente, fazemos algumas experiências em laboratório e dias depois aparece um marcianozinho.


Como o astronauta não é bobo, em vez de explicar o processo, ele prefere demonstrar na prática e pergunta se a marciana quer fazer um "experimento". Ela concorda e eles iniciam o ritual.

Depois de algumas horas, a marciana diz, sem fôlego:

— É incrível! Isso é a coisa mais fantástica que eu já fiz!

Mas... e o bebê?

O astronauta responde:

— Bem, o bebê só aparecerá daqui a nove meses.

E a marciana:

— Então parou por quê??


 Fonte: Tudo por e-mail



Causos políticos
R. Santana

Não faz muito tempo (50 anos, um nada de tempo, num tempo infinito), que Itabuna teve um dos mais carismáticos políticos de sua história: José de Almeida Alcântara, para molecada daquela época: “Seu Arranca”.

Alcântara era coletor estadual da Bahia antes da política, de família importante, seu primeiro gesto público relevante, que lhe deu panos pra manga e um processo administrativo sem fim, foi usar os recursos da coletoria para comprar cobertores e mantimentos, numa grande enchente do rio Cachoeira em Itapé (naquela época município de Itabuna), nos anos 50, e doá-los aos desabrigados ribeirinhos, sem autorização do estado.

Não obstante esse gesto não tivesse sido legal do ponto de vista administrativo, foi mais que justo. Se ele fosse aguardar os trâmites burocráticos e as ações políticas de um governo distante e esperar que o governo socorresse de imediato uma terra sem representatividade política, seria a mesma coisa que condenar os flagelados morrerem de fome e frio.

Alcântara foi eleito em 1958 pelo Partido Libertador (PL) para prefeito de Itabuna, com o voto dos mais pobres, a elite o discriminava, tinha medo do seu jeito despojado, do seu populismo exacerbado, do seu discurso preocupado com o pobre, que sua administração fosse um caos, enfim, ideias conservadoras e preconceito burguês.

Mas, Alcântara fez um governo acima da média sem deixar de ser popular. Foi no seu governo que um dos sonhos dos itabunenses se concretizou com a fusão e modernização das ruas Sete de Setembro e J.J. Seabra, dando origem à Avenida Cinquentenário, principal artéria comercial varejista da cidade e saída para Ilhéus. Além disto, fez um trabalho de infraestrutura nos bairros pobres com abertura de ruas, saneamento básico e instalação de luz e água.

As aves agoureiras de quanto pior, melhor, deram com os burros n’água, Alcântara não deixou que sua popularidade afetasse o bom ritmo administrativo, sua influência cresceu em todas as classes sociais, com ações de bem-estar para toda população itabunense e o povo lhe agradeceu com a eleição do seu sucessor em 1962, o forasteiro Félix Mendonça, jovem engenheiro civil e titular da Secretaria de Viação e Obras, depois, deputado estadual e deputado federal por várias legislaturas.

Embora os adversários políticos acusassem o prefeito José de Almeida Alcântara de demagogia, populismo, malversação de dinheiro público, nada foi provado, inclusive, foi arquivado o processo dos flagelados do rio Cachoeira de Itapé que já não pertencia a Itabuna, agora cidade, fundada no ano de 1960.

Naquela época, não existia agência de publicidade, o marketing político era feito boca-a-boca, também não seria necessário, havia empatia natural do prefeito e povo, aonde Alcântara ia, era abraçado e beijado por meninos, moços e velhos, sem nenhuma puxação de saco como se fosse da família. Ele adentrava nas casas sem cerimônia, tomava café ou suco ou mexia em alguma panela no fogão... Quando parava num boteco, num quiosque, era uma festa, não bebia nem fumava, mas nunca se recusou pagar pra quem bebesse e/ou fumasse.

Além de humano, ele era alegre, desprendido, com aparência de gringo, chamava a atenção em qualquer ambiente, principalmente, o feminino, mas os amigos juravam por todos os santos que jamais Alcântara havia traído Florisbela Alcântara, dona “Sarinha” que ficou eternizada como nome de um dos principais bairros da cidade itabunense.

Porém, foi em 1966, depois de cumprir seu mandato de deputado estadual da Bahia, que Alcântara demonstrou sua força política, quando venceu pela segunda vez a eleição para prefeito de Itabuna, tendo como candidato adversário, o bem sucedido empresário José Soares Pinheiro, representante fidedigno do poder econômico da terra, dos intelectuais e da elite conservadora e reacionária.
Uma curiosidade é que ambos os candidatos pertenciam à Aliança Renovadora Nacional – ARENA, que para acomodar as duas lideranças o partido criado pela Revolução de 64, se desdobrou em ARENA – 1 e ARENA – 2.

José Soares Pinheiro, Pinheirinho, ex-vereador, ex-presidente da câmara municipal, autodidata, orador de grandes recursos retóricos, integralista de quatro costados, cacauicultor, quem primeiro empreendeu o plantio de seringa no Sul da Bahia, revendedor autorizado da Ford-Willys na região do cacau e uma das reservas morais da terra, tinha tudo para vencer a eleição para prefeito da terra onde nasceu, fez uma campanha multimilionária e memorável, mas era impopular, distante do povão.

Itabuna jamais teve uma campanha eleitoral tão agitada quanto à de 1966, os candidatos a prefeito dividiram a cidade, de um lado, Alcântara apoiado pelos pobres, alguns ricos, pela classe média e pelo ex-prefeito Félix Mendonça; do outro, Pinheirinho apoiado pelos empresários, pelos intelectuais, pelos remanescentes integralistas, pelos cacauicultores e pela classe média conservadora e reacionária.

Os recursos da campanha eram desiguais a olhos vistos, os comícios de Pinheirinho eram enriquecidos com a participação dos melhores oradores da cidade, intelectuais renomados, médicos, professores, faz-se necessário lembrar, dentre os professores, a negra dona de colégio, Celina Braga Bacelar, que abria os seus discursos com um trecho em latim das Catilinárias de Cícero, era uma beleza, um desbunde numa plateia de surdos!...  Outra coisa que chamava a atenção em seu showmício era a quantidade de automóveis, ônibus, os gozadores diziam com propriedade: “... se carro votasse, Pinheirinho seria o prefeito”.  Os seus “santinhos” foram substituídos por fotos enormes, pôsteres, afora os souvenires personalizados.

Na campanha eleitoral de Alcântara os carros eram contados nos dedos das mãos, também, eles não eram necessários, o povo comparecia aos magotes, a pé, a cavalo, nos jegues, nas carroças... Os oradores eram pessoas simples, sem recursos oratórios, linguagem coloquial, mas que falavam o que o povo queria ouvir. Os apoios políticos mais significativos foram do ex- prefeito Félix Mendonça, do vereador Mário César Anunciação, e, de um ilustre desconhecido, naquela época, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães.

A vitória de Alcântara foi de “colher”, acachapante, e de um simbolismo nunca visto antes, pois foi a vitória dos menos aquinhoados, da classe média, a vitória do pobre e a derrota do rico. Alcântara fez a maioria dos vereadores, elegeu Félix Mendonça deputado estadual e ACM foi reeleito deputado federal com 6000 votos de Itabuna, um escândalo de votos pra épocaTodo enforcado tem direito ao esperneio: desenterraram os processos de Alcântara antes da posse, uma comissão de senhoras notáveis foi a Brasília conversar com o presidente Castelo Branco, mas esbarraram com ACM na entrada do palácio, mesmo assim, as mulheres foram bem recebidas pelo general Castelo Branco que lhes prometeu encaminhar as denúncias para averiguação, só e mais nada!...

Alcântara foi empossado na prefeitura de Itabuna e morreu de infarto fulminante em 7 abril de 1968, em pleno exercício da função. Não deixou patrimônio, porém, o seu nome ficou eterno na história itabunense, como o prefeito mais carismático que a cidade já teve e benfeitor dos pobres.



Autor: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons

Itabuna, 21.02.2013.

Dilma descarta a renúncia, mas acha que a proposta de eleições diretas pode ser uma contraofensiva ao "golpe"

A presidente Dilma Rousseff admite, nos bastidores, a possibilidade de defender a proposta que prevê a convocação de eleições presidenciais para encurtar em dois anos o seu mandato, mas ainda avalia o melhor momento de assumir a estratégia. Ministros próximos a Dilma dizem que isso já é "fato consumado" porque ela não terá governabilidade com o País dividido, mesmo se não sofrer impeachment no julgamento final do Senado.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta segunda-feira, 25, com Dilma e tratou do assunto. Pela primeira vez desde que teve a nomeação suspensa para a Casa Civil, há 41 dias, Lula foi ao Palácio do Planalto. À noite, jantou com Dilma e com ministros, no Alvorada. Para Lula, porém, a hora é de concentrar esforços no movimento de resistência ao impeachment.

A ideia de novas eleições conta com o apoio da maioria do PT e até do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que há anos trava disputa com o vice-presidente Michel Temer sobre os rumos do PMDB. Até recentemente, Dilma resistia a aceitar a abreviação do seu mandato, mas, segundo auxiliares, começou a perceber que precisa fazer um gesto de "pacificação". Ela descarta a renúncia, mas acha que a proposta de eleições diretas pode ser uma contraofensiva ao "golpe".

Em conversas reservadas, ministros do PT argumentam que o plano, por si só, tem o condão de pôr Temer contra a parede. Além disso, tudo será feito para atrair o PSDB do senador Aécio Neves (MG), que quer vetar a participação de integrantes de seu partido em eventual governo Temer.

Apesar de manter o discurso oficial de que é possível virar o jogo do impeachment, senadores do PT e de partidos da base aliada do governo dão como certa a aprovação do afastamento de Dilma na primeira votação, no plenário do Senado, prevista agora para 15 de maio. Se este cenário for confirmado, a presidente será obrigada a se afastar por até 180 dias.

PEC

Pelo cronograma traçado em gabinetes do Palácio do Planalto, o envio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso, sugerindo eleições presidenciais em outubro - mês das disputas pelas Prefeituras -, ocorreria justamente nesse período. A PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é aprovada se obtiver três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).

"Vou lutar até que eleições diretas sejam realizadas, se eu for afastada do cargo, uma situação hipotética, que eu não acredito. Eu acredito que é desconfortável afastar uma pessoa inocente. Eu sou vítima de uma conspiração", afirmou Dilma, em entrevista ao Wall Street Journal.
Para Lula, se a presidente for mesmo afastada, a chance de ela retornar ao Planalto é remota. Mesmo assim, a estratégia consiste em infernizar a vida de Temer durante o provável "exílio" de Dilma, para expor as "fragilidades" do peemedebista e montar uma espécie de "governo paralelo", em oposição ao novo ocupante do Planalto.

A ordem é resistir até o julgamento final no Senado - que pode ocorrer em setembro -, entremeando a defesa política com recursos ao Supremo Tribunal Federal. "Se Temer assumir, ele não dura três meses no cargo porque não aceitaremos isso. Haverá protestos em todo o País", insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Nós não imaginamos que o PT queira exercitar a sua capacidade de fazer oposição fora da luta política convencional", provocou o ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer.

De qualquer forma, o PT também já prepara uma narrativa para disputar a eleição presidencial de 2018. Embora seja alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e esteja na mira do Ministério Público, Lula ainda é o único nome do PT com potencial para concorrer à sucessão de Dilma.


Nas fileiras do partido há quem diga que, com a crise se agravando a cada dia, o impeachment da presidente pode representar a "salvação" de Lula. O raciocínio é que, se isso não ocorrer, ela continuará "sangrando" até 2018. Se sair antes, porém, o PT poderá usar o discurso do "golpe" e de que teve uma presidente "apeada do poder".

Fonte: Yahoo Notícias

A Morte de Salim Miguel (1924-2016)

Salim Miguel marcou a ficção brasileira do século XX Salim Miguel, figura chave da ficção brasileira, morreu hoje, 22 de abril de 2016, aos 92 anos de idade, em Brasília - DF, onde atualmente residia.

"Comecei a escrever antes de aprender a escrever. Naquela época, fim dos anos 20, começo dos 30, depois das estripulias diárias, a criançada se reunia ora na frente da casa de um, ora na frente da casa de outro, e cada um relatava como é que tinha sido o seu dia. As correrias, as brigas. Hoje, nós brigávamos; amanhã, éramos grandes amigos. Então, eu cortava uma folha de papel-embrulho da loja de meu pai, recortava palavras ou letras, juntava alguns rascunhos meus. Linhas na horizontal, na vertical, em círculos. E lia aquilo pra eles. Lia não, porque eu não sabia ler. Inventava que estava lendo. Ali estava surgindo, ao mesmo tempo, o jornalista e o escritor. Então meu pai, me vendo grudado em tudo que era papel impresso, vendo aqueles signos mágicos me fascinarem, me perguntou: “O que pretendes fazer na vida?”. Sem titubear, respondi: “Ler e escrever”. Minha mãe, que era uma mulher sensível, disse: “Não vai ser fácil”. E meu pai: “Fácil não vai ser, mas se ele persistir, conseguirá”. Então, uma palavra que me acompanha toda a vida é “persistir”."


 Escritor Salim Miguel morre em Brasília Charles Guerra/Agencia RBS


"Para falar a verdade, se eu tivesse uma formação acadêmica, gostaria de ter sido crítico e ensaísta. João Cabral dizia a mesma coisa. Mas acho que tive o bom senso de sempre escrever muito e rasgar mais do que publiquei. Rasguei muito mais do que publiquei. Tanto que, para os nossos padrões, pelo menos para os da minha juventude, comecei muito tarde. Passei a infância e a adolescência em Biguaçu — tanto que costumo dizer que sou um líbano-biguaçuense — e só comecei a publicar em Florianópolis. Nos anos 40, a capital catarinense tinha quatro jornais. Hoje, só tem um. (…) Ao mesmo tempo em que eu publicava algumas crônicas nos jornais, já começava a escrever o que chamo de “anotações sobre leituras”. De repente, me disse assim: “Já que estou fazendo crônicas — e a crônica é meio caminho para o conto —, por que não chego ao conto?”. Daí, comecei a publicar contos. Meu primeiro livro é de 1951. Chama-se Velhice e outros contos, pois sempre me preocupou o tema da velhice, da morte, do tempo e da memória. Devo esse livro ao IBGE. Não ganhei dinheiro trabalhando para o senso demográfico de 1950, mas cinco dos oito contos desse livro, inclusive os três Velhice — Velhice 1, Velhice 2 e Velhice 3 —, resultaram de conversas com pessoas que fui recensear."


Bibliografia de Salim Miguel:


 - Velhice e outros contos, Ed. Sul, Florianópolis, 1951
- Alguma gente, histórias, Ed.Sul, Florianópolis, 1953
- Rede, romance, ed. Sul, Florianópolis, 1955
- O primeiro gosto, contos, Ed. Movimento, Porto Alegre, 1973
- A morte do tenente e outras mortes, contos, Ed. Antares, RJ, 1979
- A voz submersa, romance, Ed. Global, SP, 1984
- Dez contos escolhidos, Ed. Horizonte, Brasília, 1985
- O castelo de Frankenstein, anotações sobre autores e livros, Ed. Lunardelli/ UFSC, Florianópolis, 1986
- A vida breve de Sezefredo das Neves, poeta, romance, Ed. Tchê, Porto Alegre, 1987
- As areias do tempo, contos, Ed. Global, SP, 1988
- O castelo de Frankenstein, volume II, Ed. Lunardelli/ UFSC, Florianópolis, 1990
- As várias faces, novela, Ed. Movimento, Porto Alegre, 1994
- Primeiro de abril, narrativas da cadeia, Ed. José Olympio, Rio de Janeiro, 1994
- As desquitadas de Florianópolis, contos, Ed. Rio Fundo, Rio de Janeiro, 1995
- Onze de Biguaçu mais um, contos, Ed. Insular, Florianópolis, 1997
- Variações sobre o livro, ensaios, EdUFSCar, São Carlos, 1997
- As confissões prematuras, novela, Ed. Letras Contemporâneas, Florianópolis, 1998
- Nur na escuridão, romance, Ed. Topbooks, Rio de Janeiro, 1999
- Apontamentos sobre meu escrever, Ed. Museu/ Arquivo da Poesia Manuscrita, Florianópolis, 2000
- Eu e as Corruíras, crônicas. Ed. Insular, Florianópolis, 2001
- Aproximações: leituras e anotações, anotações sobre livros, Ed. Letras Contemporâneas, Florianópolis, 2002
- Memória de Editor, com Eglê Malheiros, Ed. Memória do Livro, Florianópolis, 2002
- Estrangeiros: releituras, Ed. Letras Contemporâneas, Florianópolis, 2003
- Gente da Terra: perfis, Ed. Lunardelli, Florianópolis, 2004
- Mare Nostrum, romance desmontável, Ed. Record, Rio de Janeiro, 2004
- Cartas D'África e Alguma Poesia, organização, introdução e notas, Ed. ABL/ Topbooks, Rio de Janeiro, 2005
- O sabor da fome, contos. Ed. Record, 2007
- Minhas memórias de escritores. Ed. Unisul Tubarão SC, 2008
- Jornada com Rupert, romance. Ed. Record Rio de Janeiro, 2008
- Os Melhores Contos de Salim Miguel. Global Editora, São Paulo, 2009

Além desses, Salim Miguel organizou numerosas antologias e participou de outras tantas.
- Reinvenção da Infância, contos. Ed. Novo Século, São Paulo, 2011
- Fantasia e (é) realidade ou treze textos surreais, contos. Ilustração de Tércio da Gama. Ed. Unisul, Tubarão, 2012
- Nós, romance policial. EdUFSC, Florianópolis, 2015

Para o cinema, fez:
- Argumento e roteiro do filme O preço da ilusão, com Eglê Malheiros, Florianópolis, 1957-1958
- Adaptação e roteiro de A Cartomante ( conto de Machado de Assis), com Eglê Malheiros e Marcos Farias, Rio de Janeiro, 1973
- Adaptação e roteiro de Fogo Morto (romance de José Lins do Rêgo), com Eglê Malheiros e Marcos Farias, Rio de Janeiro, 1976


 Distinções na carreira de Salim Miguel:

 - Diploma de Personalidade Cultural, da União Brasileira dos Escritores, em 1990
- Prêmio da União Brasileira de Escritores, por seu livro 1º de Abril- Narrativas da cadeia, em 1994
- Prêmio Prensa da Associação Catarinense de Imprensa, em 1996
- Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor romance do ano, pelo livro Nur na escuridão, em 1999
- Prêmio Zaffari & Bourbon de melhor romance brasileiro publicado entre 1999 e 2001, por Nur na Escuridão, em 2001
- Homenagem da Fundação Catarinense de Cultura, com o livro Salim na Claridade - 24 depoimentos, obra organizada pelo jornalista e escritor Flávio José Cardoso, em 2001
- Prêmio Juca Pato 2002, promovido pela União Brasileira de Escritores e pela Folha de São Paulo
-  Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 2002
-  Prêmio Machado de Assis, que a Academia Brasileira de Letras concede a escritores cuja obra é considerada expoente da literatura nacional, em 2010
- Lançamento de um concurso que leva o seu nome, premiando um catarinense com a publicação de um romance, inédito, numa promoção da Editora da UFSC, em 2010.


 Preferências literárias de Salim Miguel:

 Livro inesquecível: São dois: Dom Quixote, de Cervantes, e As mil e uma noites.



Trecho inesquecível: " Como é que isso vive em tua memória? O que vês mais, no escuro do passado e no abismo do tempo? Se consegues lembrar-te de algo acontecido antes, também podes lembrar-te de como para cá vieste", de Shakespeare.



Livro mais perturbador: Ulisses, de James Joyce, lido quando eu tinha 24 anos de idade.

 

Livro que gostaria de ter escritoPedro Páramo, de Juan Rulfo, ou A consciência de Zeno, de Ítalo Svevo.


 Personagem que gostaria de ter criado: Hans Castorp, de A montanha mágica, de Thomas Mann.

 
 Maior livro da literatura brasileira: Dom Casmurro, de Machado de Assis.


 Maior escritor da literatura brasileiraMachado de Assis, seguido de Lima Barreto e Graciliano Ramos.

 

Livro que você mais relêEntre outros, os desses autores citados acima.



Livro mais superestimado que você conheceOrlando, de Virginia Woolf. 



Livro mais subestimado que você conheceOs sete mistérios da casa queimada, do nosso Guido Wilmar Sassi.

 

Livro que merece ser adaptado para o cinema: Difícil de responder, um mau livro pode dar um excelente filme, e um excelente livro, um péssimo filme; são dois diferentes meios de expressão.

 

Livro que foi adaptado para o cinema e o resultado foi frustrante: Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. 


Salim Miguel e a esposa, a  escritora Eglê Malheiros.

Livro que você daria de presenteDepende da pessoa. Para Eglê, os poemas de Florbela Espanca. 



Livro que você gostaria de ganharArriscaria um inédito de Fernando Pessoa, aí incluídos seus heterônimos.



Livro que você procura e nunca encontrouUm policial de agora, com a categoria de um Hammet ou Chandler.

 

Maior mérito de um escritor: Compromisso com a vida e olhos atentos para seu tempo, tão complexo e tão injusto. 


 Um grande livro de um grande escritor:
É maldade perguntar isso, cito e logo me questiono, por que não outro? O vermelho e o negro, de Sthendal; Crime e castigo, de Dostoievski; e onde ficam os contos de Tchekov e Os ratos, de Dyonélio Machado? Por que não Cruz e Sousa, Carlos Drummond de Andrade ou Federico Garcia Lorca? Ah, sim, quais retirar para incluir O castelo, de Franz Kafka, e Sobre heróis e tumbas, de Ernesto Sábato?


 Um grande livro de um autor pouco conhecido:
Berlin-Alexanderplatz, de Alfred Döblin.



Livro do qual você esperava gostar e que o decepcionou: Um homem sem qualidades, de Robert Musil. 



Livro do qual você não esperava nada e o surpreendeu: Coração, solitário caçador, de Carson McCullers.


==============

Depoimentos de Salim Miguel

Minuta de Diego Mendes Sousa


Fonte: ProParnaíba.com

A exasperação do óbvio no discurso do impeachment
Candido Mendes de Almeida

A maratona dos discursos durante o debate do impeachment proporcionou o corte de previsibilidade do que seria o seu desfecho. Avançou, de saída, a uma monotonia, no ritmo e no fraseado, tal como se nascidos num rigoroso ensaio. Na votação pró-impeachment, recados e solenidade, ao que, já nas sílabas, as primeiras palavras de um orador, hierático no seu pódio, todo numa declinação de dedicatórias enraizadas na referência familiar, no declínio dos nomes dos nascituros aos bisnetos. Depois, seguiu-se o testemunho de, senão a invocação a Deus, sobretudo na palavra dos deputados evangélicos. A tônica seria sempre a da "virada de página", marcando a votação do impeachment com a retórica continuada da procura de um novo Brasil. Tal poderia vir de par, inclusive, com o elogio ao Estado armado e à polícia, até mesmo aos votos patológicos de manutenção da ordem pelo recurso à tortura e de louvor ao coronel Ustra.

Não houve, nos votos pró-impeachment, referência à especial inserção histórica do momento, dentro do nosso processo de maturação democrática. Já toda a carga dos votos pró-Dilma fizeram remissão às ditaduras pregressas e à clara definição de golpe que revestiria um impeachment neste momento. Cruzava os dois discursos o repúdio à presidência da sessão por Eduardo Cunha, chegados até o desaforo de baixo calão, a fazer frente à imperturbabilidade do presidente da Câmara.

Mínimas, ao mesmo tempo, as ausências, tal como as abstenções de voto, limitadas às crises de consciência, confessadas pelos parlamentares, entre o comando partidário e a manifestação do voto.

O que se depara, talvez, num horizonte mais ambicioso do que as maiorias entenderam como "virada de página", é o que se vai sofrer com esse recurso acrítico ou viciado ao impeachment. Cada vez mais se delineia, nas insatisfações de parte a parte, esse, agora, inevitável clamor por eleições gerais, num repúdio, em soma simétrica, a Temer e Dilma.


Jornal do Commercio (RJ) / ABL


Comportamentos humanos!
Antonio Nunes de Souza*

Mesmo sendo completamente leigo na área, tenho percebido uma corrente grande de discrepâncias, nos diversos e derivados comportamentos humanos, nos fazendo crer que alguma coisa estranha comanda ou estimula essas ações e atitudes no decorrer de nossas vidas, resolvi dar minha opinião!
Muitas dessas atividades, talvez por serem claras demais, podemos até jurar que estamos certos em nossas convicções, não por sermos donos da verdade, mas, em função da repetição de procedimentos em diferentes lugares, mesmo com as vertentes um pouco divergentes!

Os lugares onde comprovamos esses comportamentos com mais assiduidade são nas igrejas. Quer sejam de que religiões pertençam, ou crenças administradas! Sabe-se que em todas existem um Salvador e protetor, que geralmente é o mesmo personagem, apenas com mudanças de tratamentos nos nomes para suas apologias. A mais abrangente em nosso país sempre foi a religião Católica Apostólica Romana que, graças aos jesuítas, conseguiu uma corrente imensa de adeptos, inclusive entre algumas tribos indígenas, implantando a sua crença e devoção dos seus Santos e o Papa aos seus cativados crentes.

Fazer que vejamos a existência de um ser superior no universo, não é nenhuma dificuldade, pois, nas nossas mentes, sempre acreditamos que somos de uma origem desconhecida e, somente um Deus miraculoso, poderia criar uma civilização, a natureza com sua linda flora e fauna e, obviamente, o homem!

Assim sendo, a religião católica foi crescendo vertiginosamente, porém, com o passar do tempo, transformou-se numa vertente bastante liberal, relaxamento dos seus adeptos, esvaziamentos das igrejas, dúvidas e descréditos em seus padres e ministros, enfim, mesmo ainda contando com a maioria de devotos, somente é frequentada pelos fieis de menores poderes aquisitivos, poucas escolaridades, doentes e desempregados em desesperos, desiludidos amorosos e, principalmente, idosos com medo de doenças e da morte! Quem está bem de vida, curte seus bons momentos, apenas usando o nome divino, eventualmente, para dizer: Graças a Deus está tudo bem comigo! Indo somente nas naves católicas para casamentos de parentes e amigos, ou missa de sétimo dia de parentes próximos ou figuras expressivas da sociedade! Tornou-se apenas em uma crença com a serventia de prestar favores miraculosos, quando são, eventualmente, solicitados. Mas, verdadeiramente, processar a religiosidade com assiduidade, nem pensar!

Com esse comportamento nada elogiável dos seus fiéis (?), deu um grande espaço para as igrejas evangélicas, que usando das pessoas de qualificações similares as católicas, porém, mais humildes e ainda menos letradas, ampliou seu espaço de tal forma que, se duvidar, está batendo feio na primeiríssima católica. Os majestosos templos evangélicos se tronaram os aconchegos dos desesperados, com seu pastores milagreiros, seus cânticos sagrados e a formação de uma plateia patética e inocentemente, fácil de ser enganada!

Desejava exemplificar outras áreas, mas, me alongaria muito, então fiz essa síntese sobre as religiosidades, dando uma modesta luz do que realmente é verdadeiros, fazendo com que não se evoquem o nome de Deus, apenas nas horas de desespero!



*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

Nota Editorial:
O Saber-Literário está de parabéns, atingiu a marca recorde de 13000 postagens e quase 1.000 000 (um milhão) de visualizações segundo registro blogspot e Google.
É um trabalho feito com amor, o gosto pela literatura, com objetivo  de incentivar a leitura e a escrita de jovens e adultos.

Não tem patrocínio, raros são os coadministradores, tudo é fruto de uma só pessoa. Os coadministradores por falta de remuneração, deixam-no ao léu sorte depois de algumas postagens. 

No Google é um dos mais indicados no assunto literatura, por isto, agradecemos aos que acessam o nosso diário online e contribuem com suas produções. Sem a participação dos nossos internautas, daqueles que têm gosto pela literatura, por bons textos, o nosso esforço seria em vão. O importante é ler! 

Atenciosamente,

Rilvan Batista de Santana
administrador


Itabuna (BA), 27 de abril de 2016.




3 mulheres excluídas da sua aula de História do Brasil


Dom Pedro I proclamou a Independência no dia 7 de setembro de 1822. Mas nem todo mundo aceitou o fato. Muitos portugueses radicados se indignavam, especialmente no Maranhão e na Bahia. Do literal ao interior baiano, houve muita revolta.

Essas três mulheres baianas são símbolos da resistência, mas quase nunca estão nos livros didáticos das escolas.

Maria Felipa de Oliveira


Mulher negra e pobre, Maria quase nunca é lembrada por seus feitos.
Ela nasceu escrava, não se sabe bem o ano. Quando liberta, levou isso como o maior bem da vida. Moradora da Ilha de Itaparica, desde cedo trabalhava coletando mariscos. Aprendeu a lutar capoeira para lutar e se defender.
Maria queria um Brasil livre dos portugueses, responsáveis pela escravização do povo africano e da sua família. Após o grito de Dom Pedro I, portugueses resolveram atacar com armas. Maria participava em defesa da Independência. Primeiro espiava a movimentação das caravelas e depois tomava uma jangada para Salvador, onde passava as informações para o Comando do Movimento de Libertação.
Cansada do papel de vigia, resolveu entrar no combate. Ela sabia que uma frota de 42 embarcações se preparava para atacar os lutadores na capital baiana. Então, Maria convidou mais 40 companheiras para a ação.
Elas e as outras mulheres seduziram a maioria dos soldados e comandantes. Após leva-los para um lugar afastado, esperavam até que começassem a tirar as roupas. Quando finalmente os homens ficavam pelados, elas davam uma surra de cansanção (planta que dá uma terrível sensação de ardor e queimadura na pele), para depois incendiar todas as embarcações.
Essa ação foi decisiva para a vitória sobre os portugueses em Salvador, permitindo que as tropas vindas do Recôncavo entrassem sob os aplausos do povo, no dia 2 de julho de 1823.

Só que Maria Felipa foi além: continuou liderando um grupo armado e reivindicando direitos mesmo após o fim da guerra.

Na primeira cerimônia de hasteamento da bandeira nacional, após a derrota definitiva dos portugueses, na Fortaleza de São Lourenço em Ponta das Baleias, Felipa e seu grupo invadiram a Armação de Pesca de Araújo Mendes, um português rico, e bateram em um vigia, mostrando que as lutas da população itaparicana não haviam terminado.
Maria Felipa continuou sua vida de marisqueira e capoeirista, admirada pelo povo. Faleceu no dia 4 de janeiro de 1873.
Ela é citada por alguns autores, como Xavier Marques no romance “O Sargento Pedro”, e pelo historiador Ubaldo Osório em A Ilha de Itaparica. A professora Eny Kleyde Vasconcelos de Farias escreveu um livro sobre sua vida, intitulado ” Maria Felipa de Oliveira: heroína da independência da Bahia”.

Joana Angélica

Aos vinte anos de idade, no dia 21 de abril de 1782, entrou para o noviciado no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, na capital baiana. Ali, foi escrivã, mestra de noviças, conselheira, vigária e, finalmente, abadessa. Ocupava a direção do convento, em fevereiro de 1822, quando a cidade ardia de agitação contra as tropas portuguesas do brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo – que tinham vindo para Salvador desde o Dia do Fico.
Soldados e marinheiros portugueses se embriagavam e saiam atacando casas particulares.
Após tomar uma rua proxíma, decidiram invadir o Convento da Lapa. Joana, com 60 anos de idade, ficou na frente da porta e tentou impedir a entrada dos soldados no convento. Recebeu golpes de baioneta como resposta e faleceu no dia seguinte, em 20 de fevereiro de 1822.

Na época, seu assassinato serviu como um dos estopins para o início da revolta dos brasileiros. Joana tornou-se a primeira mártir da grande luta que continuou até 2 de julho.

Atualmente, Joana Angélica dá nome à avenida principal do bairro de Nazaré, onde fica o Convento da Lapa.


Maria Quitéria

Uma das principais personagens da independência, Maria Quitéria fugiu de casa para lutar pela Bahia.
Entrou para o Batalhão dos Voluntários do Príncipe, vestindo o uniforme de seu cunhado. Se passou por um homem, apresentando-se como soldado Medeiros. Lutou na Bahia de Todos os Santos, em Ilha de Maré, Barra do Paraguaçu, na cidade de Salvador, na estrada da Pituba, Itapuã, e Conceição.
Após ser descoberta pelo pai, foi defendida pelo Major José Antônio da Silva Castro, comandante do batalhão. Ele permitiu que ela seguisse no combate, pois mostrava muita habilidade com armas.
Em 2 de julho de 1823, quando o “Exército Libertador” entrou em triunfo na cidade do Salvador, Maria Quitéria foi saudada e homenageada pela população em festa.

Maria foi a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar das Forças Armadas Brasileiras e a primeira mulher a entrar em combate pelo Brasil.

Em 28 de julho de 1996, foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Por determinação ministerial, sua imagem deve estar em todos os quartéis do país.

Em Salvador, uma estátua foi erguida em 1953, ano do centenário de sua morte, no Bairro da Liberdade.



Fonte: http://www.geledes.org.br/3-mulheres-excluidas-da-sua-aula-de-historia-do-brasil/ 

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