Saber-Literário

Diário Literário Online

Itabuna sempre
R. Santana


Gente deveria ser igual cidade que o tempo não destroi, mas constroi. O homem quando nasce, nasce bonito, se velho morre, morre pelancudo, murcho, desdentado, envergado, calvo, pele enferrujada, dor aqui, dor acolá, o tempo não perdoa... A cidade nasce com ruas tortas e estreitas, caminhos, casebres de taipas, de adobes, de tijolinhos, esgoto a céu aberto, iluminação precária ou sem iluminação, abastecimento de água improvisado, etc., etc., porém, à medida que o tempo passa, torna-se arquitetada, bonita, atraente, confortável, iluminada, ruas largas, água na torneira, casas planejadas, prédios, arranha-céus, transportes de massa, escolas, postos de saúde, hospitais, segurança pública, justiça, assim ocorreu em Paris, em Londres, em Roma, em Jerusalém, em Washington e em Itabuna.

Itabuna nasceu às margens do rio Cachoeira sob os olhares dos índios aimorés, tupis, tupiniquins e a força econômica dos tropeiros que faziam passagem para Vitória da Conquista na rancharia “Pouso das Tropas” na Burundanga, de José Firmino Alves. O sobrinho do cacauicultor Félix Severino do Amor Divino e filho de José Alves, Firmino Alves, foi o verdadeiro fundador de Itabuna, em 1906 ele doou as terras para sede administrativa do município, antes foi o Arraial de Tabocas, Vila, enfim, Itabuna, desmembrada de Ilhéus em 28 de Julho de 1910 e seu primeiro prefeito o engenheiro Olynto Batista Leone um dos apaniguados do coronel do cacau e político Firmino Alves.

O historiador Adelindo Kfoury registra que Firmino Alves não foi somente um grande fazendeiro, um coronel do cacau, tanto quantos muitos de sua época, mas um homem de excepcional capacidade administrativa, ainda jovem, com a morte do seu pai, mudou-se de Burundanga para o Arraial de Tabocas e construiu na Rua da Areia (Miguel Calmon), uma moradia suntuosa para os padrões da época e um armazém de cacau.

Firmino Alves além de empreendedor, foi um político de quatro costados, desde cedo, articulou junto às autoridades do estado a independência de Itabuna. Alguns anos antes do desmembramento de Ilhéus, Itabuna ainda Vila de 10.000 habitantes, estimulou a vinda de profissionais qualificados, em pouco tempo, engenheiros, médicos, professores, agrônomos, topógrafos, agrimensores, dentre outros profissionais, desembarcaram aqui com a promessa de um novo El Dorado.

Hoje, Itabuna não lembra de longe o Arraial de Tabocas, não é uma metrópole, mas é uma cidade grande: comércio forte, indústria incipiente, agricultura doméstica, sistema de saúde significativo, escolas para todas as faixas de idade, faculdades privadas, universidade, centro administrativo, bom sistema de segurança pública, justiça que atende às demandas, transporte de massa satisfatório, infraestrutura em expansão, ruas e avenidas asfaltadas, arquitetura moderna, uma frota significativa de automóveis e dezenas de bairros em torno.

Porém, a marca principal de Itabuna é o seu povo. Itabuna foi construída por gente simples e ordeira que migrou de outros estados do Nordeste, principalmente, o estado de Sergipe. O itabunense é alegre, bondoso, solidário, prestativo, acolhedor, trabalhador e inteligente. Não é a toa que o forasteiro não se sente forasteiro pouco depois que chega a este pedaço de terra do Sul da Bahia.

A cultura itabunense tem atuação expressiva no cenário nacional. Os nossos poetas, os nossos escritores e os nossos artistas são reconhecidos aqui e lá fora. Não se pode negar a contribuição às letras e às artes de Itabuna, de Jorge Amado, Valdelice Pinheiro, Firmino Rocha, Hélio Pólvora, Cyro de Mattos, Telmo Padilha, Plínio de Almeida, Minelvino Francisco Silva, Walter Moreira, José Bastos, José Dantas de Andrade, Adelindo Kfoury, Jorge Araújo, Ruy Póvoas e tantos outros que a memória e o tempo impedem-me de nomeá-los, mas, eles não têm contribuição menor.

No próximo 28 de Julho, Itabuna completará mais de cem anos de cidade, uma adolescente comparada às suas irmãs de milênios! Mais de cem anos de acolhimento aos seus filhos aqui gerados e aos seus filhos adotados. Mais de cem anos de luta, de intempéries, de espoliações, de estagnação, mas, também de desenvolvimento, de alegrias e vitórias.
Itabuna mãe, madrasta, amiga, Itabuna sempre.


Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons (Recanto das Letras)
Rilvan Santana
Enviado por Rilvan Santana em 16/07/2015
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Itabuna - poema de aniversário!
Lourival Piligra

cento e seis anos
de uma mágica existência
tempo se abrindo 
pelo espaço da memória
vida pulsando
pelo mar da transcendência
povo sem medo
rescrevendo a própria história;
cento e seis anos
à procura de uma essência
berço de sonhos,
belo enredo em grande estória,
simples cidade
de onde brota amor, ciência,
teu belo nome rima
luta com vitória;
cento e seis anos
de uma lírica alegria
tomando forma
em quem discursa da tribuna;
aqui teus filhos
te celebram, noite e dia,
terra sem fim
que fez da luta uma coluna;
cento e seis anos
produzindo a poesia
cidade amada
a quem chamamos de
Itabuna!

Fonte: Facebook


Cidade menina
R. Santana


          O dia 28 julho é uma data significativa para Itabuna, é o dia do seu aniversário de emancipação política desde os idos de 1910, este ano, Itabuna fez 106 anos. 106 anos de luta, de trabalho, de desenvolvimento, de prosperidade e de afirmação histórica, uma das principais cidades da Bahia. Uma referência cultural, terra de poetas, de trovadores, de escritores e artistas Uma cidade menina que pouco e pouco deixa para trás sua coirmã Ilhéus que um dia lhe teve mando administrativo e político. Hoje, é o comércio mais pujante e a economia mais promissora do Sul da Bahia. Itabuna é uma cidade jovem, uma cidade menina de 106 anos... O quê significa um século para uma cidade? Nada ou quase nada. E, diferente do homem, que vai se quebrantando e se definhando ao longo do tempo, a cidade cresce, se desenvolve, se remoça, e fica mais bonita ao longo dos anos, São Paulo, Paris, Roma, Londres e Nova York são exemplos de cidades muitas vezes centenárias e mais jovens e mais bonitas, cada dia.
Tabocas de Félix do Amor Divino ou Itabuna de Firmino Alves foi amoldada pelos braços fortes dos retirantes nordestinos, dos tropeiros, dos trabalhadores rurais, dos mascates, dos plantadores de cacau, dos vaqueiros, dos comerciários, dos comerciantes e dos burareiros, dos coronéis do cacau, também, forjada com o sangue de pequenos fazendeiros que não se rendiam às tramoias do caxixe.

É um equívoco alguém dizer que Itabuna não tem “identidade cultural”, não tem “história” nem “memória”, é negar Jorge Amado, Valdelice Pinheiro, Plínio de Almeida, Minelvino, Telmo Padilha, Helena Borborema, Walter Moreira, Firmino Rocha, Zélia Lessa, dentre outros. Afirmar que Itabuna não tem “identidade cultural” é negar a FICC, a Editus, a Litterarum, a TV Itabuna, o jornal AGORA, o Clube dos Poetas, as escolas de capoeira e as academias ALITA e AGRAL e o Centro Cultural Adonias Filho, onde se desenvolve dança de salão, dança de rua, ballet, jazz, modelo e manequim, pintura, fotografia, etc., etc.

 Seria importante que esta terra respirasse cultura, tivesse educação de qualidade, um Centro de Convenção, alguns Mecenas patrocinando artistas, escritores e cientistas. Seria importante que Itabuna tivesse teatros, museus, salas de cinema, programas culturais em rádio e TVs, mas é recorrente e justo o argumento que esta terra é uma cidade menina, é uma princesinha que ainda não desabrochou e quando o seu tempo chegar, ela irá adquirir os mesmos status de civilização de cidades do Sul e Sudeste do país e quiçá os mesmos fumos civilizatórios do mundo.

É verdade que Itabuna tem políticos desonestos, empresários egoístas e mercenários, porém, é verdade que homens desonestos, criminosos, corruptos, malfazejos têm em todas as sociedades, desde que gente se entende por gente, todavia, é verdade que qualquer sociedade, também, abriga homens trabalhadores, corretos, de idoneidade ilibada, e, graças ao Criador, é maioria, senão, estaríamos perdidos...

Não se pode negar o valor dos bens intelectuais, espirituais e morais na formação de um povo e quão são necessários na definição do comportamento e no caráter do homem, porém, o homem é corpo e alma, matéria e espírito, ambos têm que ser alimentados, ou seja, o homem se alimenta de poesia, de prosa, de pintura, de fotografia, de dança, de filosofia, de religião e doutras expressões culturais, mas se alimenta, também, de pão, de leite, de café, de feijão, de arroz, de carne, de galinha, de peixe, portanto, o homem é um ser interativo, o escritor, por exemplo, é tão necessário quanto o padeiro, o peixeiro, o açougueiro, todos têm sua importância na vida comunitária.

Será que um governo só de filósofos como queria Platão, resolveria os problemas do povo? Não! Pois as coisas ficariam no mundo das ideias e a prática é condição sine qua non da vida. Se Jesus Cristo tivesse vivido, somente, em oração, não praticasse a cura, a multiplicação dos pães, a ressurreição de Lázaro, não teria construído sua igreja que já tem 2000 anos.

Às vezes, certas homenagens prestadas no dia da cidade, por políticos, entidades e  indivíduos aos benfeitores comunitários ou pessoas de destaque em determinada atividade, não são justas, são ações bajuladoras, de caráter pessoal, elas não têm o reconhecimento da população, são puxa-sacos, são egos feridos, políticos e intelectuais vaidosos que usam de artifício político ou midiático para se promoverem através do outro que já é reconhecido pela sociedade, não são homenagens verdadeiras. 

Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons 
Itabuna, 02 de agosto de 2011.



PARABÉNS, ITABUNA!

LÍRIOS PARA A CIDADE
QUE TANTA VIDA ME DEU;
DEU-ME PAZ, LUZ, LIBERDADE,
E ME AMOU ME ACOLHEU!



*Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras - AGRAL


Fonte: Licença Creative Commons   http://www.recantodasletras.com.br/trovas/

EGLÊ S MACHADO
Enviado por EGLÊ S MACHADO em 27/07/2016
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A missão da cultura
Arnaldo Niskier

Se faltam recursos financeiros para viabilizar o Plano Nacional de Educação, com as suas 20 metas, o que dizer do que se disponibiliza para a realização de objetivos culturais? É muito pouco e ainda por cima corre-se o risco de ser menos ainda, se a discussão em tomo da Lei Rouanet concluir que ela deve ser extinta.

Arnaldo Niskier
A má aplicação dos recursos de incentivo não justifica a medida extrema. (Correções devem ser feitas, como evitar o apoio a projetos lucrativos, caso do notório Rock in Rio. em que o ingresso chega a custar 250 reais. Por que conceder mais 6 milhões de reais, via Lei Rouanet, á iniciativa?

Uma conversa no BNDES com o presidente Luciano Coutinho e o diretor José Henrique Paim foi bastante esclarecedora. Eles reconhecem que o setor de cultura possui um importante papel para a sociedade brasileira, pois além de empregar uma quantidade significativa e diversificada de mão de obra. muitas vezes trabalha com símbolos de relevância para a cultura nacional, como o patrimônio histórico nacional, ou de elevado valor agregado, conto o segmento de animação.

Luciano fala com entusiasmo das indústrias criativas, que estão se tomando rapidamente um fator de geração de renda e emprego qualificado. "A animação, com um faturamento de mais de 21X1 bilhões de dólares, é uma importante janela de oportunidades para o Brasil."

Ele nos conta que o BNDES atuou de forma pioneira ao viabilizar a produção das primeiras séries de animação nacional em formato comercial, para exibição em canais de televisão nacionais e no exterior. E exemplifica: "Peixonauta", exibida em mais de 80 países; "Amigãozão"; "Escola para Cachorro" (sucesso de audiência inclusive na Argentina): "Show da Luna" TV Pinguim), êxito do canal Discovery Kids Brasil, todos apoiados pelo BNDES em diferentes condições, também com recursos não reembolsáveis. São empresas criativas, com sustentabilidade econômica e ganhos sociais indiscutíveis.

Além da produção cinematográfica, apoiada desde 1995. há registros de incentivo a conteúdos para TV, jogos digitais (está na moda) e o setor editorial, em que o banco foi pioneiro, até mesmo estimulando a criação de editoras que depois fizeram muito sucesso. A origem foi o inesquecível Prolivro.

Pode ser citado também o empenho na construção e digitalização de salas, especialmente em municípios do interior. Mas há um carinho especial na restauração e preservação do patrimônio histórico brasileiro, constituído de mais de 1.100 bens tombados. Como é um setor de baixa rentabilidade financeira, o banco oferece recursos não reembolsáveis. Para se ter ideia da importância dessa presença, veja-se que de 2007 a 2014 o BNDES apoiou 101 monumentos tombados, agora se voltando para projetos que representavam âncoras de desenvolvimento, capazes de dinamizar o fluxo de visitação. "Quero o BNDES percebido como um importante ativo cultural" - afirmou-nos Luciano Coutinho, com uma ponta de justificado orgulho.

É claro que não se vive só de intenções. A operacionalização desses projetos se dá por meio do Procult e por editais públicos de cinema, que selecionam filmes nacionais de longa metragem em diversas categorias. Existe uma bem-sucedida parceria com a Ancine, para a construção de salas em municípios e zonas urbanas consideradas prioritárias no Programa Cinema Perto de Você. Assim foram entregues cerca de 400 salas, além da modernização do parque exibidor. Temos a perfeita noção da importância desse apoio, pois há poucos anos era do nosso conhecimento, na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, que mais de 50% dos municípios fluminenses não tinham salas compatíveis com o que se exige da modernidade tecnológica. Isso tudo no Estado que tem a capital cultural do País.

Folha Dirigida (RJ) / ABL


LUANA PERES - ESTAR SOZINHA E SER UMA MULHER FELIZ É POSSÍVEL?
PUBLICADO EM RECORTES POR LUANA PERES

 Fundamental é mesmo o amor próprio, é possível ser feliz junto quando se é feliz sozinho.

É possível ser mulher, estar só e ser feliz? Sim. É simples? Nem tanto. Mas com um pouco de coragem e determinação é possível! Totalmente possível.


Primeiro passo: desconstrua todos os passos.

Não há no mundo inteiro uma fórmula mágica que caiba para todos igualmente. No ponto que estive, o caminho se deu desta forma, no entanto, não há regras absolutas que possam responder de forma concomitante às expectativas de todos e os resultados que cada um deseja alcançar.

Segundo passo: Aprenda a usar o abridor de latas

Eu estive com alguém por 12 anos e, sempre que precisava fazer um macarrão (ou qualquer outra coisa que envolvesse abrir embalagens), solicitava auxílio como se fosse incapaz de realizar tal feito. A rolha do vinho, a tampa do vidro, o pacote, a lata, a caixa! Hoje, com um pouquinho de boa vontade e embalagens modernas, você pode e deve abrir qualquer coisa com a liberdade de saciar-se com pêssego em calda e creme de leite às 3h da manhã (foi a primeira lata que abri) e comer como e quantas vezes quiser.

Terceiro passo: Utilize transporte coletivo

Eu não dirijo e por anos tive a comodidade de contar com “um motorista” para que não andasse sozinha à noite, para que não andasse em dias de chuva, para que não andasse em dias de sol ou, simplesmente, para que não andasse em dias que não queria andar. Parece bobagem, mas você se acostuma com esta condição e voltar a andar só pode não ser tão fácil quanto parece. Tirando situações bem específicas, hoje, ainda que tenha conhecimento do alto índice de violência ao qual uma mulher que anda só está exposta, vou para qualquer lugar deste país de trem, ônibus, metrô, táxi, avião, carona! Graças aos aplicativos e as facilidades atuais não há como ficar largada na beira da sarjeta (literalmente) lamentando o fato de não ter alguém pra te guiar.

Quarto passo: Ame outras mulheres

Quando você está num relacionamento monogâmico, estável e longo tende, naturalmente, a se afastar das amigas. Se esse relacionamento não é saudável e/ou se você é uma pessoa insegura e emocionalmente imatura isso só piora, pois, além de não ter amigas, sustenta inimigas, como se toda mulher fosse uma adversária pronta para ser destruída. Caímos naquele ciclo horroroso de desprezar, desmerecer e agredir outras mulheres pelo simples fato de ela ser mulher e poder, consequentemente, ser uma “rival” em potencial. Para estar sozinha você precisa aprender que as outras mulheres não são inimigas, são aliadas!

Quinto passo: Conte com as manas

Se você passou pelo passo anterior e já entende que há uma infinidade de mulheres dispostas a dividir as dores, as belezas e as lutas do SER mulher, você deve saber que existem grupos dispostos a te ajudar. Desde as mulheres caroneiras, que encorajam umas as outas a viajar pelo mundo de carona solidária, até mulheres que cuidam dos seus filhos quando você precisa ir a uma entrevista de emprego ou, simplesmente, curtir um fim de semana longe dos pequenos. Existem, na rede, grupos que acolhem mulheres que sofreram ou sofrem qualquer tipo de agressão e que estão dispostos a criar correntes lindas para que você encontre abrigo, auxílio, emprego, auto-estima e companhia para as longas caminhadas permeadas de lágrimas e risos.

Sexto passo: Se vire

Quando me separei, fiquei um ano com a porta da geladeira quebrada, lâmpadas queimadas e sem descarga no banheiro (o que, até certo ponto, me ajudou porque me fez economizar litros de água reutilizando o que gastava no banho). Eu adiava todos os consertos pois, além de não poder pagar alguém, não queria pedir o favor para nenhum homem (já que o último que se ofereceu queria, claramente, que o pagamento se desse em forma de sexo). Diante deste cenário, aprendi que não preciso ser especialista em nada, mas que sou inteligente o suficiente para aprender coisas. Hoje, existe tutorial para tudo, desde desentupir a pia e trocar uma resistência até tocar piano com os pés e construir uma casa em sete dias. Claro que há graus de dificuldade e outras variáveis que interferem na execução de pequenos e grandes consertos. No entanto, você pode contar com o serviço de pessoas que trabalham com isso como o já conhecido “marido de aluguel” e pode, inclusive, buscar MULHERES que fazem trabalhos de manutenção e assim reforçar ainda mais o conceito que tratamos no passo anterior: contar com as manas!

Sétimo passo: Promova o autoconhecimento

Quando temos alguém, abrimos mão de algumas coisas para que a harmonia no lar prevaleça. Você passa tanto tempo com o outro que fica difícil dizer se faz algo por você ou para que o companheiro fique bem e satisfeito. Em alguns casos, a pessoa pode, não só abrir mão de algumas preferências, como se anular totalmente a ponto de assumir um perfil para acompanhar o parceiro. Se você está sozinha, pela primeira vez pensará e agirá por si só! Pelo que gosta, pelo que te faz bem, pelo que te emociona, pelo que te motiva. Descubra qual é a sua praia, quais são as suas forças e quais são suas fragilidades. Investigue o lugar que te remete a erros e sofrimentos, busque o autoconhecimento e faça terapia!

Oitavo passo: Descubra o mundo

Já parou pra pensar no significado desta palavra? Descobrir o mundo significa desvelar aquilo que por tempos permaneceu oculto. Coisas, lugares e pessoas. Um infinito de possibilidades pra fora do seu quintal cômodo e bastante confortável, mas que há tempos causa tédio e incômodo. Se você está sozinha, pode escolher quando, como e para onde ir. É só dar o primeiro passo e acreditar que é possível! Se tiver medo, comece por sua cidade, vá a lugares que nunca foi e sempre teve vontade, quebre a regra de almoçar sempre no mesmo restaurante ou fazer o mesmo trajeto e pense que a cada esquina algo novo pode te surpreender.

Nono passo: Seja positiva e curta os detalhes

Pode parecer bobagem, mas algumas coisas pequenas me satisfazem muito como, por exemplo: o espaço que tenho na cama e no guarda-roupa, o tempo que posso ficar no banheiro, os filmes que decido ver na madrugada, a luz que acendo pra ler ou escrever algo no meio da noite, deixar metade do doce na geladeira e saber que ele estará lá no dia seguinte... Se o outro foi e deixou um espaço vazio, independente da circunstância, a ausência será sofrida porque nos acostumamos com tudo nesta vida e, uma vez acomodados, difícil “desacomodar”. Em alguns casos, vai doer muito, em outros nem tanto...o ponto que quero chegar é o seguinte: é fato, você está só. Diante desta realidade o que me cabe? Ver o melhor ou o pior de cada situação? Eu sei que nem sempre é fácil ou possível, mas, antes de se lançar num mar de tristeza e pessimismo, tente! As vezes uma cama vazia é exatamente o espaço que precisa no momento.

Décimo passo: Escolha o que é importante para você e crie seu passo

Dance no seu compasso e seja livre para buscar e viver o que te faz feliz. Não somos sozinhos, mas em algum momento da vida podemos estar. Portanto, viva o melhor de cada situação, ame a si mesmo e, antes de seguir viagem, esteja pronta para cantar “Fundamental é mesmo o amor próprio, é possível ser feliz junto quando se é feliz sozinho.” Aí, depois disso tudo, você pode, ou não, encontrar alguém para compartilhar momentos e terá que, pouco a pouco, reaprender a viver com o outro com todas as delicias e mazelas que cada fase da vida apresenta. De qualquer modo, importante mesmo é ser mulher e saber que você não precisa TER alguém, mas pode querer partilhar com o outro quando bem desejar.




LUANA PERES
Ser livre, leve e aberta as possibilidades. Já foi finita. Hoje, através dos seus escritos e delírios, preserva a pretensão de ser infinita e poder transformar o mundo .






Fonte: http://lounge.obviousmag.org/monologos_dialogos_e_discussoes/2016/07/como-aprendi-a-ser-mulher-e-estar-so


A chegada das delegações Olímpicas!
Antonio Nunes de Souza*

Como era de se esperar, devido ao “golpe político” que paralisou o país por sete meses, algumas obras básicas e importantes, não ficaram prontas a tempo para receber o avalanche de delegações com seus atletas, oferecendo o conforto combinado e exigido pelo Comitê Internacional Organizador!
Mas, por incrível que pareça, por tratar-se de mais de 70% de jovens, tudo está sendo levado, como a competição, esportivamente, encarando até como um divertimento extra, terem algumas de ficar em hotéis por um ou dois dias, até que suas acomodações estejam nas condições corretas e desejadas. Com seus “jeitinhos” brasileiros, estão trabalhando vinte e quatro horas diretas em duas turmas para, tranquilamente, sanar esse probleminha que sempre acontece em todos os lugares. Com certeza, não somos os primeiros e nem seremos os últimos!

Até o pessoal dos morros com suas modestas casas seme faveladas, estão oferecendo quartos para turistas por preços módicos, tendo direito as melhores paisagens cariocas e, provavelmente, alguns tiroteios ao vivo, bem melhor que os apresentados nos estúdios de Hollywood. Nesse caso, se levar uma bala perdida por questão de azar, será como uma honraria, ou seja, uma medalha de “chumbo” no peito!

Os assaltantes, por uma questão de patriotismo, farão “greve de roubos” durante as festividades, não só por uma questão de solidariedade, como também para mostrar que temem a boa ostentação militar colocada em prática, nas ruas e em todos os lugares!
Com relação aos terroristas, para mostrar serviço e eficiência, estão prendendo alguns árabes ou descendentes mulçumanos, mas, assim que acabar o evento, todos serão soltos com pedidos de desculpas!

E, com nossa brasilidade já conhecida no mundo, não existe problemas sem solução em nosso solo tupiniquim, que não seja resolvido com a apresentação de uma ala de Escola de Samba, com as lindas e maravilhosas negras e mulatas, sambando e rebolando com seus “partners” bonitos, sarados e sorrisos encantadores!

Poderemos até não ser o campeão em medalhas, mas, seguramente, receberemos dada por todos que aqui vierem, uma grande “Medalha de Ouro” pela receptividade!



*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

Será que Mangabeira “Wence”?
Antonio Nunes de Souza*

Essa resposta ninguém pode dar ao certo, pois, embora o povo e a cidade sempre está a espera de um político novo, sem as pechas dos antigos e conhecidos, saído de outras áreas, principalmente privadas, qualidades e valores morais ainda inabalados, para arriscar os seus votos cheios de esperanças. É lógico que estou falando numa minoria populacional que raciocina com reflexão e cautela, uma vez que, lamentavelmente, mesmos com suas reclamações e sofrimentos, uma grande e significativa parte termina votando nos nossos mesmos carrascos e aproveitadores que, sabidamente, usam a política para seus poderes e enriquecimentos ilícitos!

Temos que, lamentavelmente, reconhecer esse comportamento citado, já que é repetido sempre nas mesmas proporções, nos deixando boquiabertos com essa atitude (?) inusitada e sem cidadania, ou amor as suas cidades!

Parece que perco meu tempo falando para o vento, mas, tenho a certeza que, aqueles conscientes que leem meus artigos e crônicas, percebem o carinho e cuidado que dispenso as comunidades, cidades e estados, procurando sempre abrir os olhos para que tenhamos um futuro melhor. E isso faço sem ser fanático por nenhum partido, olhando acima de tudo: O candidato!

Não pensem que estou sugerindo Mangabeira como se fosse a “salvação” dos problemas, ou o homem ideal, apenas mostrando que, desta feita teremos mais uma novidade e opção, trazendo na sua algibeira como vice o grade articulista “Wence”, provocando a minha pergunta acima: SERÁ QUE MANGABEIRA “WENCE”?

Já que as chuvas começaram a cair na região, vamos navegar nas esperanças, estudar as outras novas candidaturas e, com parcimônia e amor a nossa terra, aproveite para votar nos que melhores propostas apresentarem e que demonstrarem ter capacidades de executar! Vamos sair das mesmices que já deram, ou não, o que tinham de dar!

Certamente, meu querido e estimado amigo Dagô (Dagoberto Brandão) fará grande falta nessa campanha!




*Antonio Nunes de Souza - Escritor–Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com 



Pequena Antologia Poética 
Cyro de Mattos
                                                                                    
         Hebel Ediciones, de Santiago, Chile, oferecem ao público amante de boa poesia a antologia Según  Voy de Camino, do  poeta peruano-salmantino e Professor da Universidade de Salamanca, Espanha,  Alfredo Pérez Alencart,  contendo dez poemas de fácil compreensão, motivados por  vários assuntos. A antologia  assim com dez faces contribui para o conhecimento de  uma poesia que  tem como fundamento a vida. São instantes imaginativos do verso,  ora impregnados de encanto, ora entranhado de sabedoria e  verdade. A obra apresenta-se com tradução para quatro idiomas:  bengalês por Mainak Adak; grego por María Koutentaki; chinês por  Huaping Han, e para o  inglés por José Ben Kotel (com revisão de Gretchen Abernathy).
          Emprestando mais uma vez a palavra ao sonho para iluminar o ser, o poeta peruano-espanhol  tem em  sua companhia, nesta oportunidade, o artista plástico cubano-espanhol   Luis Cabrera Hernández (La Habana, 1956),  professor da Escola  de Grabado e Desenho Gráfico da Real Casa da Moeda de  Madrid, dono de  um  currículo exemplar em que se registram inúmeras mostras individuais e exposições em importantes eventos internacionais.  Esta é a segunda vez que a parceria acontece para o bem da poesia, quando então o poeta da palavra e o artista do discurso no grafismo  dão as mãos para que a vida se torne viável.
          Essa pequena antologia do poeta peruano-salmantino, já traduzido em  mais de uma vintena de idiomas, reúne poemas  simples em sua expressão,  porém,  com uma riqueza de conteúdo que só os legítimos poetas possuem. Poesia é qualidade, perfeição na palavra eficiente e certeira, na ideia harmoniosa e dialética,  que diz do mundo à humanidade,  sem  banalizações e equívocos pueris. É forma de conhecimento da vida, que se apresenta  essencial  no mundo como  o  amanhecer.  É fruto do talento e da vocação, da sensibilidade e da  crença, condições sem as quais o poeta não sobrevive na matéria verbal executada  como o solitário gesto do ver.
         É o que sentimos quando lemos um poeta de alto nível  como Alfredo Pérez Alencart, mesmo que isso aconteça em apenas dez poemas, como se dá agora.   Lendo esses dez poemas,  vemos como o conjunto ritmado de significações importantes encaixa-se  naquilo que os gregos preconizam quando afirmam  que quanto maior a extensão menor a compreensão e quanto menor a extensão maior a compreensão.
          Esses dez  poemas são suficientes para transmitir com densidade o encanto mesclado com  assombro que o menino teve  quando na infância vê pela primeira vez os vaga-lumes, lanterninhas de Deus acendendo e apagando seu mistério a quem vê.  Em similar visão, a capacidade de assombro e encantamento  estará com o poeta ao se deparar com o voo delicado  do colibri, no qual ele leu  “ en el gran cielo un mensaje hecho de miel y de ceniza”
          “Santo Ofício” é uma declaração de amor a Salamanca, onde o poeta foi acolhido, constituiu uma família digna e se tornou, por entre atividades importantes,  um disseminador de afetividades poéticas. Ressalte-se que ele organiza  o Encontro de Poetas Iberoamericanos, com êxito e repercussão internacional em sucessivas edições. O poeta peruano-espanhol  sempre guarda algum tesouro para os que por lá chegam, para que não manchem  a mesa que acolhe quando está a servir mãos alheias.
          A poesia quer invenção da vida, não a opressão que anula, não  a humilhação  dos desvalidos na vergonha. Quer transmitir o bem, sem que seja panfletária e piegas, apesar da aparência enganosa da  simplicidade.  Nos poemas  “Humillación de la pobreza”, “‘Cartel”, “Mientras se derrumba Wall Street” e “Honestidad”, formula-se no verso apurado as  desigualdades muitas vezes engendradas  pelo sistema social organizado.  Esse protesto manso, de sabedoria  lendária, é uma das vertentes da  poesia de Alfredo Pérez Alencart. Vem de sua filiação confessa   ao amor  ofertado pelo Cristo, o bem-amado salvador da humanidade.
          Por outro lado, três versos de um  dos  poemas referidos  anotam: «Ser honesto/ es la debilidad/ que te hace fuerte». Não hesito em afirmar que poucas vezes vi em tão enxuto versejar  o questionamento   com tanta intensidade da condição precária e contraditória na qual todos estamos inseridos. “Orfandad” é um  poema capaz  de identificar o leitor com sua orfandade em qualquer país que esteja. “Perder un padre es perder una luz que no tiene principio ni fin.”  Já “Vuelta a casa” traduz o quadro que fere o forasteiro como ser gregário em seu crítico ser-estar no mundo.

           “Un perro olfateó mi ropa de forastero tras largo viaje. No es visión pasada. Ayer llegué a la entrada del pueblo, pero el perro no me deja pasar, aunque le muestre ternura o la foto del abuelo que era de aquí. Hundo las manos en esta tierra y luego me embosco entre las ramas del recuerdo.”
    
          Da leitura dos dez poemas de Según Voy de Camino, vemos na sua melhor e maior compreensão, em função da menor extensão do conjunto,  que a  poesia  estende-se com sentidos eternos  quando  elaborada com maestria para dizer da  beleza e da verdade.
          Tanto quanto a planta quando  se abre e brota  a flor.




Fonte: Itabuna Centenária (RSIC)

QUANDO O MEDO DA SOLIDÃO VIRA UM PROBLEMA - Joanna Cataldo

Porque ficar sozinho também pode ser uma benção

Sempre fui o tipo de pessoa que gosta de ficar sozinha. Nunca tive problemas em trocar uma balada por um livro ou uma saída para o shopping pelo bom e velho Netflix. Às vezes, chegava até a “radicalizar”, almoçando ou indo ao cinema sozinha. E antes que você comece a achar que eu fazia isso porque não tinha amigos, é bom você saber que minha solidão era uma questão de escolha. Gostava de sair com os amigos, é claro. Mas, em alguns momentos, tudo o que eu mais queria era não fazer interações. Às vezes, precisava me distanciar do contato com as pessoas para, enfim, conseguir relaxar e recarregar as baterias.

Tudo, no entanto, mudou quando comecei a ter crises de ansiedade. De uma maneira geral, sempre fui uma pessoa ansiosa. Mas o que comecei a sentir nessa época era muito pior do que tudo que eu já havia passado. Sabe quando colocamos o saquinho de pipoca no microondas e o milho começa a estourar? De repente, parecia que minha mente era o saquinho de pipoca e os pensamentos negativos eram milhos que estouravam e faziam um barulho alto. A diferença é que, ao contrário do saquinho de pipoca, a “estouração” não acabava nunca e eu vivia constantemente com um aperto no peito e com a sensação de que tudo de ruim aconteceria comigo.

Foi nessa época que meu gosto por ficar sozinha começou a ser substituído pelo pânico da solidão. Comecei a ter medo de ser a única pessoa na casa, de andar de transporte público desacompanhada. Imagine o horror que era ficar refém dos meus próprios pensamentos, sem saídas de escape...

Eu até tentava me distrair com o celular, com livros, mas o que antes eram válvulas de escape agora eram ferramentas inúteis. A única coisa que me ajudava era estar entre as pessoas. Por causa das expectativas sociais, minha mente era forçada a ficar totalmente concentrada nas conversas e, assim, eu momentaneamente me esquecia dos pensamentos negativos provocados pela minha ansiedade.

Mas usar as pessoas como bengala nunca é uma boa opção. Primeiro porque, querendo ou não, há momentos na vida em que nós vamos precisar ficar sozinhos. Pode ser por um motivo grave, como a morte de uma pessoa que morava conosco, ou simplesmente porque você precisa voltar para casa e ninguém que você conhece mora no seu bairro. E, se acontecer de você se ver sozinho, o que vai fazer? Sentar e chorar? Entrar em pânico? Isso com certeza só tornará as coisas piores. E nós não queremos mais problemas do que já temos, não é?

Em segundo lugar, quando estamos sempre entre pessoas, perdemos a capacidade de pensar na vida. Mas isso não era exatamente o que nós estávamos querendo?, você pode estar se perguntando. Não, não era isso que deveríamos querer. Nós precisamos pensar, refletir sobre a vida. Nunca vamos conseguir nos livrar definitivamente dos pensamentos negativos se não fizermos uma análise aprofundada sobre nossas vidas e descobrirmos por que esses pensamentos surgiram, para começar.

Sair com as pessoas, ir ao cinema, ao bar são atitudes saudáveis, mas elas não resolvem o problema. Elas apenas atenuam as dores. Se não formos até a raiz, em algum momento, o problema vai voltar a bater na sua porta e o saco de pipoca vai continuar estourando, estourando...

E, vamos combinar, o que nós queremos mesmo é que a pipoca fique pronta de uma vez.


Fonte: 
http://obviousmag.org/so_mais_uma_coisa/2016/quando-o-medo-da-solidao-vira-um-problema.html


O Custo de uma Carreira
Por Jim Langley

Um artigo de negócios no Los Angeles Times me levou a pesquisar sobre o novo CEO de uma grande empresa aérea. Seis semanas depois de ter assumido a posição, o alto executivo foi hospitalizado depois de sofrer um sério ataque do coração. Meses mais tarde, ainda afastado, ele recebeu um transplante de coração. O artigo afirmava que não muito depois desta cirurgia, esse CEO decidiu voltar ao trabalho em tempo integral apesar das longas e árduas horas e das extensas viagens necessárias para mudar os rumos da vacilante companhia aérea. 

À primeira vista, de acordo com o artigo, a coisa mais importante para ele parecia ser o pacote de grandes compensações financeiras que ele receberia se completasse seis meses inteiros sem mais nenhum afastamento.  Enquanto lia o artigo, fiquei imaginando se ele realmente tinha considerado o custo de buscar uma recompensa financeira assim considerável, ao risco de sua saúde e da recuperação de uma operação tão séria e invasiva. 

Entretanto, não é preciso passar por um transplante de órgãos para reconhecer o impacto que as nossas prioridades de trabalho exercem sobre a nossa vida e a vida daqueles que nos são mais próximos. Eu imaginei que o CEO não estava retornando apenas pelo dinheiro. Ele provavelmente também amava o desafio de mudar os rumos de uma organização e estava disposto a assumir o risco calculado de uma potencial falência cardíaca, até mesmo da morte. Outro artigo sugeria que a exigência da companhia aérea para que seu alto executivo retornasse ao trabalho apenas dois meses depois de seu transplante de coração poderia ser considerada “um ato sem coração”. 

Talvez você se identifique com o dilema desse executivo. Eu com certeza me identifico. O trabalho geralmente é muito exigente e pode realmente cobrar um tributo de vida, mesmo para aqueles que desfrutam de boa saúde.  

Vamos considerar o que a Bíblia diz sobre o custo associado com as nossas decisões na vida. Falando para alguns de Seus seguidores, Jesus apresentou uma analogia: “Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!’ Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.” Jesus terminou dizendo: “Assim nenhum de vocês pode ser Meu discípulo se não deixar tudo o que tem.” (Lucas 14:28-33). 
Em outra parte, Jesus fez uma declaração definitiva sobre prioridades, observando: “Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.” (Mateus 6:24). 

Há mais de vinte anos eu considerei o custo e decidi que já era tempo de deixar que Deus tivesse o controle da minha vida. Isso significava que eu não iria mais ser escravo do meu negócio. Eu compreendi que o meu relacionamento com Deus era minha maior prioridade. Hoje, o trabalho permanece sendo importante para pagar as contas e prover para os meus entes queridos, mas também aprendi a colocar minha família e os outros primeiro que o escritório. A providência de Deus continua a me surpreender, satisfazendo todas as nossas necessidades quando simplesmente confiamos n’Ele. Como “cliente satisfeito”, recomendo vigorosamente que você também considere o custo ao lidar com as difíceis decisões da vida. 

Questões Para Reflexão ou Discussão  
1.   O que você pensa da decisão do CEO de reassumir suas responsabilidades em tempo integral enquanto ainda se recuperava de um grande revés na saúde? Você tentaria fazer o mesmo?
2.   Como uma pessoa pode avaliar quais são as suas prioridades e se elas estão na ordem correta em sua vida?
3.   O título deste Maná fala de calcular o custo de uma carreira. Você já parou para considerar quanto o seu trabalho está custando – não apenas para você, mas também para seus familiares e outras pessoas que se importam com você? Se você determinar que o custo é muito alto, que medidas deve adotar?
4.   Você já adotou medidas corretivas quando um trabalho parecia ser muito exigente para você? Você conhece alguém que tenha feito isso? Quais as dificuldades para fazer mudanças quando a saúde, casamento ou bem estar da família estão em risco?
Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Mateus 16:26; Lucas 9:25; 1 Coríntios 10:31; Colossenses 3:17, 23-24; 1 Tessalonicenses 4:9-12.  
Próxima semana tem mais!

MsC. Jean Luiz Correia Baraúna
Baraúna Consultoria Contábil
Contato: (73) 3613-7771/99133-1845/98869-3561/99949-7771
Medite: “Pais Que Levam Seus Filhos à Igreja, Não Vão Buscá-los na Cadeia”

Piada do Dia: O Político Chorão

Um político que vive em uma pequena cidade do interior visita uma senhora conhecida por ter muito dinheiro e que é muito bondosa, pois está sempre envolvida em trabalhos sociais e faz doações em quantias generosas de dinheiro. Ele toca a campainha e, quando ela abre a porta, o vê chorando copiosamente.
— Oh! O que aconteceu?, pergunta a mulher.
— Minha senhora, estou te fazendo essa vista em nome da caridade e do bem-estar social, diz ele, com voz desesperada.
— Ora, não seja por isso! Entre, meu caro, entre! — diz a mulher.
piada do homem caridoso
— Senhora, — diz o político ainda aos soluços — eu vim até aqui para lhe falar de uma família que está passando por grandes dificuldades aqui na cidade. O pai faleceu, a mãe está doente e não pode trabalhar e os sete filhos estão passando necessidade. Estão a ponto de serem expulsos de casa e serão forçados a morar nessas ruas geladas... A menos que alguém pague o aluguel deles, de 500 reais.
A senhora fica comovida.
— Que situação! Mas é muita bondade sua vir até aqui para tentar ajudá-los. Por acaso posso perguntar quem é o senhor?
E o político responde, com cara de choro:
— Eu sou o proprietário da casa onde eles vivem!


 BESTÁGIOS DA HUMANIDADE
 ronaldo coelho teixeira

Depois de Ser e Ter, tudo indica que agora a humanidade está no seu terceiro estágio: o de Parecer. Nunca tantos pareceram ter o que não têm e ser o que não são, quanto agora, nessa supérflua e insaciável boca modorrenta do Século XXI. A esperança é a de que, parecendo ser cíclicas todas as coisas terrenas, os valores herdados pelos gregos antigos sejam novamente reconduzidos aos seus devidos lugares, ou seja, a cabeça e o coração do Homem. Porque, antes de ter e parecer, o nosso maior anseio é o de se reconhecer.

Depois de Ser e Ter, tudo indica que agora a humanidade está no seu terceiro estágio: o de Parecer. Nunca tantos pareceram ter o que não têm e ser o que não são, quanto agora, nessa supérflua e insaciável boca modorrenta do Século XXI. Pode ser apenas palpite de um simples observador da condição humana, com uma academia meia-boca na bagagem, mas curioso sobre os embates da velha e sempre mesma existência desse ser dito superior.

Primeiro, o Ser foi destaque e ápice na busca de uma vida plena, com ideais de humanidade disseminados pelos filósofos gregos. Estávamos entre os séculos VII e I a.C. Período no qual características como moral, ética e cidadania eram consideradas como objetivos elevados de cada um.
A partir do Século I até meados do Século XVII, entramos na era do Ter, especialmente forjada com a Revolução Industrial, que proporcionou e proporciona uma produção em massa e um consumo idem.
O Parecer chegou no final do século passado, com a gama de itens e condições ilusórias forjadas pela era anterior. É isso mesmo, brother, estamos inteiros (e estilhaçados!) na era bigbrotherana, onde ninguém parece ser o que é e muito menos aparenta ter o que realmente tem.

É só atentarmos para a surrealidade que nos cerca e nos engole diariamente. E o que vemos são mulheres e homens fazendo todos os tipos de lipo, cirurgias estéticas das mais diversas e pintura em cores variadas dos cabelos brancos, na louca e desenfreada tentativa de se prender a juventude, como se prende um animal pelas rédeas.

Jovens ditos saradões, musculosos e torneados, de tão bombados que ficam depois de exagerados meses nas academias de ginástica ou nas visitas sorrateiras e covardes aos inseparáveis anabolizantes e esteróides.

Bicicleteiros e carroceiros com celulares pendurados nos ouvidos, acreditando cegamente que assim estão inseridos nessa era da modernidade e do consumismo.

Pretensos intelectuais forjados nos reinos alienantes das TVs e vítimas da overdose de informação espalhada principalmente pela internet. Mas contraditoriamente, longe do verdadeiro conhecimento, já que encontram-se cada vez mais alienados e estagnizados.

A esperança é a de que, parecendo ser cíclicas todas as coisas terrenas, os valores herdados pelos gregos antigos sejam novamente reconduzidos aos seus devidos lugares, ou seja, a cabeça e o coração do Homem. Porque, antes de ter e parecer, o nosso maior anseio é o de se reconhecer.


* RONALDO COELHO TEIXEIRA
...porque o sabre sabe que sangrar é a parte que me cabe... Escritor e jornalista, mas acredita que o jornalismo tem sido a moeda de troca mais barata depois da poesia..

Fonte:
http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/2016/07/bestagi

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