domingo, 22 de novembro de 2009

Carta para o jovem Paulo


Itabuna, 04 de novembro de 2009.


Estimado Paulo:


Há mais de um mês procuro tempo para responder sua carta, a priori, quero lhe parabenizar pela sua dissertação de mestrado: “Os antagonismos exegéticos das religiões”. Li sua tese de mestrado, ponto por ponto, por isto, demorei tanto para responder sua missiva, pois sua carta é uma apresentação sucinta do seu trabalho acadêmico com os seus questionamentos e conclui com a discussão da natureza de Deus. Surpreendi-me com o seu pedido duma análise do seu texto acadêmico, tecesse comentários, desse a minha opinião... Confesso-lhe que inicialmente, o seu pedido inflou o meu ego, senti-me um douto, um sábio, um mestre da dialética, mas tudo caiu por terra quando se acenderam os lampejos da lucidez e dei-me conta que a minha ignorância é maior do que os meus parcos conhecimentos e conclui que o estimado jovem usou o mesmo raciocínio da Pitonisa grega que declarou que dentre todos os gregos, Sócrates era o mais sábio, por ser o único que tinha consciência de sua ignorância. Não sou um teólogo, não sou um exegeta, levo bronca do nosso pároco por ir aos domingos à missa do Senhor sem a Bíblia e recusar-me fazer a leitura dos textos bíblicos ou participar de algum grupo de oração e evangelização, mas não me incomodo, eu prefiro o anonimato, apenas um crente, um humilde servo de Jesus Cristo... Sob a palavra de Jesus Cisto deposito a minha esperança na vida eterna e na ressurreição, Ele alimenta a minha fé num Deus criador e misericordioso que pelo poder da oração é dobrado. A história das religiões está cheia de homens e mulheres que Deus lhes tocou, foram divisores na história do pensamento e da ciência, a exemplo de Maomé, Moisés, Abrão, Salomão, Davi, Jesus Cristo, Einstein, Descartes, Galileu, Isaac Newton, Sta. Teresa de Ávila, Santa Catarina de Siena e tantos outros.Meu caro Paulo, queixa-se da falta de fé, a fé, crença religiosa, não se transfere, não se vende em mercado, em shopping, a fé é um sentimento que se exercita dia-a-dia e se reforça pelas obras e pelo desprendimento e renúncia das coisas iníquas e condutas imorais. A fé tem que ser sentida, eu lembro-me de um folheto, desses distribuídos pelas igrejas protestantes com mensagens significativas. O folheto narrava a história de um ateu que debochava da palavra de um pregador enquanto ele fazia sua preleção. Ele não se fez de rogado, convidou-o para o púlpito e sem delongas, descascou e começou chupar uma laranja diante do menoscabo e desdém do ateu. Ainda degustando a fruta, de chofre, perguntou-lhe se a laranja estava doce ou azeda, o que deixou o homem atarantado, sem resposta, aí, o orador concluiu que a fé assim como o sabor da fruta, tem que ser sentida, chupada, vivida... Paulo, a fé por si só, é egoísta e inócua, veja o que diz o Evangelho de Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2: 14 -26). Por isto, meu caro jovem, sugiro-lhe que comece pelos gestos solidários que a fé vem a reboque.Noutro trecho de sua carta, justifica sua falta de fé, citando homens e mulheres que contribuíram para ciência, para arte, para filosofia e não encontraram Deus e foram importantes para humanidade e cita dentre outros: “Albert Camus, Schopenhauer, Augusto Comte, Carl Saga, Pablo Neruda, Simone Beauvoir, Freud, James Watson, Machado de Assis, Ângela Carter”.Não sei se lhe tocará o coração e servirá para melhorar o seu juízo algumas informações que lhe passo agora, nem posso lhe garantir que a desdita, o vazio, a infelicidade e os desencontros desses homens e mulheres foram porque não tinham fé, acreditavam na matéria e sua evolução, mas todos eles, não tiveram uma vida serena nem uma morte tranquila, os conflitos ideológicos e os desajustes pessoais foram os seus principais estigmas. Sou um tabaréu, não possuo sua desenvoltura científica, não tenho sua intimidade no manuseio da palavra, gostaria de ter essa facilidade para colocá-las no papel o que eu penso, cada palavra que escrevo é espremida e parida com dor, por isto, não sei se lhe estou sendo convincente na análise de sua carta, porém, prometo-lhe esforçar-me para discutir, tecer comentários, doravante, sua dissertação de mestrado: “Os antagonismos exegéticos das religiões”. Na página 12 do seu trabalho acadêmico, primeiro parágrafo, chamou-me a atenção a proposição: “... os monoteístas atribuem-Lhe imagem e o homem Lhe é semelhante, tornando-O limitado e finito, assim o fizeram os politeístas, só que estes exageraram nos fetiches”. Meu amigo, em Timóteo II, 3:16, diz: “... toda a Bíblia é inspirada por Deus e proveitosa”. Porém, recomendo-lhe que a interpretação dos textos bíblicos não pode ser literal, ademais, a Bíblia ao longo de centenas de anos, deve ter sido modificada e acrescida de termos por força das várias traduções até Johann Gutemberg. Se o homem continua após a morte em espírito, é esta a semelhança, pois Deus é espírito infinito sem começo nem fim, o homem como sua criatura Lhe é semelhante. Acredito, também, plagiando Rousseau, que o homem é bom por natureza e a sociedade torna-o mau, ruim e desumano, portanto, o homem Lhe é semelhante e não igual em bondade, amor ao outro e, espírito.Paulo, embora alguns religiosos acreditem que Deus criou o homem à sua “imagem e semelhança”, conforme o livro de Gênesis (Gênesis 1: 26 e 27), salvo as justificativas no parágrafo anterior, é uma figura de estilo, uma construção retórica, um recurso simbólico, usado pelo autor do Livro Sagrado para explicar humanamente o mistério da criação por Deus. Noutro trecho de sua tese, existe a seguinte afirmação: “... a Trindade é um axioma falso, imposto pela maioria das religiões monoteístas cristãs para explicar a divindade e a natureza de Jesus Cristo, todavia, numa análise mais acurada, três pessoas em uma, é racionalmente impossível”. Meu caro jovem à luz do pensamento lógico, da propriedade física, dou-lhe razão, inclusive, algumas religiões comungam com o seu pensamento, mas permita-me o aforismo: “religião, política e mulher, não se discute se abraça...”, pois a religião, a política e a mulher são eivados de qualidades e defeitos, se priorizarmos os defeitos ou aquilo que consideramos defeitos, por ignorância ou intolerância, nada nos satisfará... A fé nos torna mais tolerante e menos exigente, por isto, aceitemos a Trindade pela fé. Conheci-lhe ainda imberbe, sua saudosa mãe, D. Cândida, mãe coruja como todas as mães, orgulhosa e ciosa de sua inteligência, intimamente, sofria com o seu desdém, desde cedo, pelo pouco caso que demonstrava com a sua igreja de nascimento, a sua incredulidade, o seu ateísmo, valorizando mais os fatos prováveis, o positivismo, em detrimento da fé, da sensibilidade religiosa e da crença no Criador. Não possuo capacidade persuasiva para lhe converter, pois sou fraco na escrita e nulo na retórica, ademais, não se converte um ateu através da palavra, talvez, essa conversão seja possível através do exemplo e a dor. Gostaria de voltar ao assunto da Trindade e lhe dizer que não é, somente, eu e você que temos dúvidas, os padres que conheço e alguns teólogos não me deram ainda, uma explicação convincente, o próprio Jesus Cristo deixou entrelinhas, quando diz: “O Pai é maior do que eu.” (João 10: 36; 6: 57), acrescenta: “Aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?”, completa: “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1: 15), São Paulo gradua a submissão de cada um: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo (I Coríntios 11: 3), isto significa que o Pai é um e o Filho é outro... A Bíblia não fala dessa unicidade: “Pai, Filho, Espírito Santo...”, de maneira clara, mas subjacente, a exemplo de João: “Pois há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” ( João 5:7).Querido amigo Paulo, para justificar a minha fé, deixá-la mais racional, encontrei a minha própria interpretação sobre a Trindade e dou-lhe de graça, sem nenhum ônus, peço-lhe apenas, que não a mostre aos seus colegas nem aos seus mestres, eles irão rir da minha tosca imaginação, porém, prefiro ser ridicularizado e não sustentar uma fé vazia:“O Pai é o Supremo Criador, enquanto o Filho é sua Primeira Criatura feita Homem e o Espírito Santo, é a essência e a natureza divina da Trindade”. Lá, em sua dissertação, chamou-me a atenção, a tese que o jovem amigo desenvolve acerca do tempo. Achei o contraditório brilhante enquanto raciocínio científico, todos esses fatos, sobejamente comprovados com o auxílio do carbono C-14, de efeito retroativo do tempo, porém, permita-me meter o bedelho em sua tese, tomando como referência o parágrafo final do seu trabalho acadêmico: “... negar a importância da Bíblia como um dos principais livros da Historia Universal da Humanidade é tapar o Sol com uma peneira, todavia, à luz da ciência, muitos fatos não se sustentam pela incoerência do tempo, o tempo é negligenciado em todo o Velho Testamento, os teólogos argumentam que Deus é atemporal, mas os autores dos Livros Sagrados eram humanos, tinham compromissos com o tempo e a verdade dos fatos”. Paulo, eu agradeço a Deus por ter me dado vida, muito tempo de vida, para gozar as coisas boas e ruins do mundo. As coisas mundanas se gozam na mocidade, quando não temos idéia da morte e a luxúria e os prazeres da carne tomam o nosso corpo e a nossa alma. Quando os cabelos se fazem encanecidos, as paixões diminuem e tomamos consciência da nossa fragilidade, da nossa pequenez, é que nos agarramos à esperança de vida eterna e nas promessas de Jesus Cristo. Noutras palavras, não enxergamos as coisas somente com os olhos da ciência, os olhos da fé são mais importantes, por isto, posso lhe dizer com devida vênia que o seu trabalho carece de alguns complementos, porque o tempo não é somente cíclico, o tempo também é cósmico e metafísico, Deus se mexe no tempo espiritual, em que o passado, o presente e o futuro é o agora, no livro de Pedro está escrito: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pedro 3: 8). Paulo, eu peço-lhe paciência, sei que todo jovem é apressado, você não é exceção, irá queixar-se do tamanho desta missiva, por isto, eu vou apressar o desfecho desta carta, não vou analisar todos os pontos de sua dissertação, porém, permita-me que eu teça alguns comentários naquilo que é mais importante: a natureza de Jesus Cristo. O seu juízo: “... Jesus Cristo não é o Filho unigênito de Deus. Nele a Igreja Católica se inspira e foi fundada há dois mil anos. Ele tem a mesma importância religiosa, filosófica e histórica de um Maomé, de um Moisés, de um Salomão, de um Davi, de um Abrão e doutros expoentes religiosos, do budismo, do hinduísmo, do confucionismo etc.” Meu amigo, eu quase caio de costa quanto li este texto, pela heresia e pela ignorância exegética dos textos proféticos e escatológicos do Antigo e Novo Testamento. Estimado amigo, não se pode negar a importância religiosa e histórica desses homens, eles mudaram o rumo da História, porém, foram homens santos e pecadores, que por desígnios de Deus foram escolhidos, todavia, não podemos compará-los a Jesus Cristo em santidade, providência e autoridade. Se Jesus não é o Filho unigênito de Deus, toda a Escritura é uma fraude, pois sua vinda é anunciada desde o princípio dos tempos: “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda (Is 30: 21); “E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que Lhe obedecem” (Hb 5: 9).Se analisarmos a história de vida dos demais homens de Deus, veremos que eles foram guerreiros, pastores, negociantes, reis, pais de família, com mais de um casamento e muitos filhos, tomemos, por exemplo, o profeta Maomé, com o maior número de adeptos do mundo depois de Jesus Cristo.Maomé, o maior profeta dos muçulmanos, nasceu em Meca no ano 570 a.C., foi comerciante na juventude, analfabeto, teve dois casamentos, sua primeira mulher foi Kadidja, uma viúva rica, mais velha 15 anos do que Maomé. Cultivava desde a juventude, retiro espiritual, num desses retiros, encontrou-se com o arcanjo Gabriel no monte Hirã que lhe confia à missão de falar de um Deus vivo, criador dos céus e da Terra, no meio duma cultura politeísta.Maomé imprimiu o islamismo através da força e dos conchavos políticos. A História registra que ele participou de umas 26 batalhas e consolida sua vitória na batalha de Khandaq com um exército 10 mil homens.Maomé morreu em Medina aos 63 anos, mas a cidade do Profeta é Meca e o seu livro sagrado é o Corão. Não realizou nenhum milagre, para os quase 2 bilhões de adeptos, ele não é santo, mas um homem santo, escolhido por Deus.Amigo, sua tese da não divindade de Jesus Cristo não se sustenta, compará-los aos demais homens de Deus, é uma ignomínia, as Escrituras testificam – No, como o Príncipe da vida: “E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas” (Atos 3:15). Enfim, espero que o jovem ateu amigo seja um ateu como aquele ateu dono de farmácia: por descuido, vendeu por engano, veneno a uma garota esbaforida que clamava socorro para sua mãe, assim que a garota saiu, o ateu deu-se conta da desgraça, não claudicou, ajoelhou-se e orou a Deus sua intercessão e o milagre aconteceu pouco tempo depois: a menina chorosa, que pela pressa, caiu e o frasco quebrou...


Cordialmente, o seu velho amigo,

R


Autor: Rilvan Batista de Santana

Gênero: carta.

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Pássaros e gato


Prof. Agilson Cerqueira




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Que darei? O melhor ou as sobras?

"Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?" (Salmos 116:12). O filho de um certo pregador tinha um cachorro ao qual deu o nome de Sinal. Ele tinha pelo cachorro uma grande amizade e um dia, durante o jantar, separou o melhor pedaço de seu bife e deu ao Sinal. "Meu filho", disse seu pai, "seria melhor se você mesmo comesse aquela carne e desse ao Sinal apenas as pequenas gorduras que retirou de seu bife". O menino tentou argumentar mas o pai se mostrou inflexível. O Sinal não deveria ter o melhor pedaço de carne. "Está certo,papai", disse o pequeno menino. "Aqui, Sinal, eu quis dar a você um dízimo, mas eu só posso lhe dar uma coleta."Quando lemos uma história como a do menino e seu cachorro, lembramos logo de dinheiro e do dízimo que a Bíblia nos ensinou a entregar para a obra de Deus. Mas eu creio que o ensino vai muito mais adiante e deve penetrar bem fundo em nossas almas. Que parte de nossas vidas estamos entregando a Deus? O que temos de melhor ou apenas as sobras ou o que cremos não servirem para nada? Estamos dando ao Senhor o dízimo de nosso tempo, de nosso amor, de nossa alegria, de nossas forças, de nosso regozijo, ou apenas as murmurações, as queixas e a lista de pedidos? O verdadeiro cristão entra em seu quarto e glorifica ao Senhor pelas bênçãos alcançadas, pelas vitórias do dia, pelaproteção durante o tempo em que se encontra nas ruas tão perigosas, pelo consolo nas horas de crises, pelo sol quebrilha após a tempestade, pelo sustento nas horas deaflição. Ele também coloca diante do altar do Pai suas dificuldades, seus problemas, seus anseios, e tudo o mais que não consegue resolver sozinho, mas a sua prioridade é louvar e engrandecer o nome do Senhor Jesus. Que daremos ao Senhor por tudo que nos tem feito? O nosso melhor ou o que não nos serve?...
Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

De quem é o filho?


Espero que vocês mulheres inteligentes e belas não fiquem com raivinha.
LÓGICA MASCULINA Em um julgamento de divórcio, o casal briga pela guarda do único filho. A mãe, muito emocionada, tenta se defender:Excelentíssimo Juiz... Esta criança foi gerada dentro de mim... Ela saiu do meu ventre, portanto eu mereço ficar com ela! O juiz, emocionado e quase convencido, passa a palavra para o marido, que resolve usar o seu lado lógico:Senhor Juiz, tenho apenas uma pergunta: quando eu coloco uma moeda em uma máquina de refrigerantes, a latinha que sai é minha ou da máquina?.....

Enviado: Eugênio José de Santana

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Adolescência e as diversidades da vida


ADOLESCÊNCIA E AS DIVERSIDADES DA VIDA* Elisabete P. L. de Araújo ADOLESCÊNCIA Para que refletirmos a adolescência? Por uma simples justificativa: A adolescência é uma fase de mudanças físicas e psicológicas que provoca muitas dúvidas e inquietações nos jovens. Daí a necessidades do adolescente adquirir conhecimentos acerca desse período, para viver melhor e feliz. Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde: adolescência é o período de vida que se estende de 10 a 19 anos. E de acordo com o E C A - Estatuto da Criança e do Adolescente: Adolescência é o período de vida que se estende de 12 a 18 anos. Mas, para alguns estudiosos, a adolescência é definida como uma fase de transição entre a idade infantil e adulta. É uma passagem que pode durar dos 10 aos 20 anos de idade dependendo do individuo, de seu ambiente social, escolar e familiar. Nesta fase as mudanças físicas e psicológicas são processos normais durante o desenvolvimento do adolescente, porém muitos deles não compreendem e entram em conflito consigo mesmo. Em síntese: a adolescência é um período de vida caracterizado por intensas mudanças biológicas e pelo desenvolvimento bio-psico-social. As mudanças biológicas que acontecem nesta fase, decorrentes de ações hormonais, constituem a Puberdade. O QUE VEM A SER PUBERDADE? Puberdade refere-se a um conjunto de modificações biológicas que resulta na capacidade reprodutora. Nas meninas tem início entre 11 e 14 anos, variando esse período de pessoas para pessoas. Em geral a puberdade inicia-se com a primeira menstruação, no caso das meninas que coincide com o surgimento de uma série de transformações no corpo que já vinham se manifestando na fase conhecida como pré-púbere.Geralmente a partir dos 10 anos a menina cresce vários centímetros em pouco tempo, sua cintura afina, os quadris se alargam, os seios começam avolumar e surge uma leve pilosidade no púbis e nas axilas.Com os meninos não é diferente. A transformação começa um pouco mais tarde, por volta dos 13 anos e são muito mais demorados. Os peitos crescem por algum tempo, mas depois voltam ao normal, acontece também o aumento dos órgãos genitais, nascimento da barba e o aparecimento de pelos na região pubiana, nas pernas, nos braços e nos peitos.Nesta fase muitos adolescentes ficam desorientados. E quando isso acontece, alguns não respeitam nem mesmo seus pais, pois os filhos não entendem os pais e os pais por sua vez também não entendem os filhos, cria-se então um ambiente conflituoso. É muito comum nesse período o isolamento e a formação de grupos de amigos, onde eles se abrem e conversam sobre o assunto. O ADOLESCENTE FRENTE ÀS MUDANÇASA adolescência é uma fase marcada por “grilos” e “cismas”. Muitas vezes acontece do adolescente se preocupar com as transformações do seu corpo. Será que eu ainda não me desenvolvi? Porque meu pênis não cresce como já acontece com meu amigo? Porque não tive ainda a minha primeira ejaculação? É muito comum, nessa idade, os sentimentos brigarem na cabeça do adolescente. O corpo do adolescente se modifica muito e muitos ficam “grilados” quando vêem seus amigos transformados. As meninas ficam “cismadas” pelos seios que não desenvolveram e pela menstruação que não vem. Nos meninos o engrossamento de voz, o aparecimento de espinhas também são outros transtornos que provocam “grilos” e “cismas”. As mudanças psicológicas ocorrem de acordo com o corpo. Os adolescentes começam a se desenvolver, se desligam dos pais e se concentram nos colegas para matarem as curiosidades.Quando acontece de um adolescente não se desenvolver tão rápido quanto seus colegas, ele se sente diferente dos outros e apresenta um comportamento de rebeldia sem justa causa.Os “grilos” e “cismas” acontecem quando os adolescentes precisam entender melhor a sexualidade na adolescência, compreendendo que essa é uma fase marcada por muitas transformações. E, a partir dessa compreensão, procuraram mudar o comportamento com relação a esse assunto. ADOLESCÊNCIA E SEXUALIDADE Devido à produção dos hormônios testosterona, progesterona e estrógeno na fase da adolescência, o aumento do impulso sexual nos adolescentes leva-os a quererem exprimir a sua sexualidade, tornam-se exibicionistas, têm a todo tempo necessidades emocionais de se mostrar, procuram incessantemente cultuar o corpo, através de excessivos exercícios físicos, uso de roupas extravagantes que o coloquem em evidência perante as pessoas, buscam satisfações sexuais através da masturbação, ou as transferem para atividades sociais e esportivas. Na questão da sexualidade da adolescência estão criadas duas medidas do ponto de vista social: Os rapazes são encorajados a ter aventuras sexuais, enquanto, as moças são encorajadas a serem castas. Os rapazes que têm relações sexuais são aplaudidos e considerados másculos. Já as moças que têm relações sexuais podem ser rotuladas de fáceis e promíscuas. Para pensar: A sexualidade é um campo muito amplo da vida, abrangendo todas as áreas do ser e do viver. Sexualidade vai muito além de “sexo” e “transa”. Por isso mesmo, é tão importante. Envolvimento emocional deve vir antes de sexo. Considere as conseqüências de uma relação muito íntima bem antes de chegar a essa fase. Decida o que é certo ou errado para você e aprenda a dizer não a impulsos destrutivos ou que gerem medo.· Ser responsável é ter consideração pelos demais. É importante ser responsável nos relacionamentos. A irresponsabilidade acaba provocando problemas. Iniciar a vida sexual quando se sentir apto a lidar com suas emoções e sentimentos:*Elisabete Pereira Lima de Araújo – PsicopedagogaEmail: bete_2905@hotmail.com

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E você, quem escolheria?


Uma mulher regava o jardim de sua casa e viu três idosos com os seus anos de experiência em frente ao seu jardim. Ela não os conhecia e lhes disse - Não os conheço, mas devem estar com fome. Por favor entrem em minha casa para que possam comer algo. Eles perguntaram: - O homem da casa está ? - Não, respondeu ela, não está. - Então não podemos entrar, disseram eles. Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou-lhe o sucedido. O marido lhe disse: - Então vá lá e diga a eles que já cheguei e os convide para entrar. A mulher saiu e convidou os homens para entrarem em sua casa. - Não podemos entrar numa casa os três juntos, explicaram os velhos. - Por quê?, quis saber ela. Um dos homens apontou para outro dos seus amigos e explicou: O nome dele é Riqueza. Depois apontou para o outro. O nome dele é Êxito e eu me chamo Amor. Agora entre e decida com o seu marido qual de nós três, vocês desejam convidar para entrar em vossa casa. A mulher entrou em casa e contou a seu marido o que eles lhe haviam dito. O homem ficou muito feliz e replicou: - Que bom! Já que é assim, vamos convidar a Riqueza, que entre e encha a nossa casa. Sua esposa não estava de acordo: - Querido, por que não convidamos o Êxito? A filha do casal estava escutando tudo e veio correndo a dizer: - Não seria melhor convidar o Amor? Nosso lar ficaria então cheio de amor. - Vamos escutar o conselho de nossa filha, disse o esposo à sua mulher. Vá lá fora e convide o Amor para que seja nosso hóspede. A esposa saiu e perguntou-lhes: - Qual de vocês é o Amor? Por favor entre e seja nosso convidado. O Amor sentou-se em sua cadeira e começou a avançar para a casa. Os outros dois também levantaram-se e o seguiram. Surpresa, a mulher perguntou à Riqueza e ao Êxito: - Só convidei o Amor, por que vocês estão vindo também ? Os homens responderam juntos: - Se tivessem convidado a Riqueza ou o Êxito os outros dois permaneceriam aqui fora, mas já que convidaram o Amor, aonde ele vai, nós vamos com ele. Onde houver amor, há também riqueza e êxito. O MEU DESEJO PARA VOCÊ É QUE:
Onde haja dor, desejo Paz e Felicidade. Onde haja falta de fé, desejo uma confiança renovada em sua capacidade para superá-la em Jesus Cristo. Onde haja medo, desejo amor e valor na Palavra de Deus.
Você tem duas opções agora:
1. Apagar isto, ou...
2. Oferecer Amor mediante essa história partilhando-a com as pessoas que você gosta Espero que escolha a opção:
2. Eu escolhi esta opção por você!!!

Origem: Internet













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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O relógio

I

No meu quarto sofro sozinho
Vendo-te, sombra pálida de alguém
De alguém que o meu consolo, meu carinho,
Única aspiração meu bem.

II

Estrela da manhã do meu caminho,
Ninguém como eu te quer, ninguém, ninguém;
Sem ti não beberia o amargo vinho
Da vida, rosa ideal que nunca vem!

III

E de ti como escalda a minha sede!
Tudo parece ter pena de mim,
Mesmo o velho relógio da parede!

IV

Relógio! Ela virá? Pergunto em vão,
O ponteiro seguindo diz que sim,
E o pêndulo diz que não.

Autora: Fanny Oliveira Brito da Silva

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Esperança

I

Eu dizia, a seguir devagarzinho
Pela estrada da vida: Quem me dera
Ser como os outros, um olhar que
Espera um coração que não está sozinho!

II
Em cada galho despertava um ninho
Ao som da minha voz... E, aos poucos,
Era como si uma encantada primavera
Espiritualizasse o meu caminho...


III

Calei-me, então, então, maravilhada...
E se foi fazendo cada vez mais triste, e eu
Fui ficando cada vez mais muda...

IV
Então senti que era infeliz, porque
Eu apenas soube que a Esperança
Existe, quando a esperança desapareceu.

Autora: Fanny Oliveira Brito da Silva

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

50 anos sem o gênio Villa-Lobos


Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.Em 1919, apresentou-se em Buenos Aires, com o Quarteto de Cordas no 2. Na semana da Arte Moderna de 1922, o aceitou participar dos três espetáculos no Teatro Municpal de São Paulo, apresentando, entre outras obras, "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana".Em 30 de junho de 1923, Villa-Lobos viajou para Paris financiado pelos amigos e pelos irmãos Guinle. Com o apoio do pianista Arthur Rubinstein e da soprano Vera Janacópulus, Villa-Lobos foi apresentado ao meio artístico parisiense e suas apresentações fizeram sucesso.Retornou ao Brasil em final de 1924. Em 1927, voltou à Paris com sua esposa Lucília Guimarães, para fazer novos concertos e iniciar negociações com o editor Max Eschig. Três anos depois, voltou ao Brasil para realizar um concerto em São Paulo. Acabou por apresentar seu plano de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com 12 mil vozes. Após dois anos assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística. A partir de então, a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto. Em 1933, foi organizada a Orquestra Villa-Lobos.Villa-Lobos apresentou seu plano educacional, em 1936, em Praga e depois em Berlim, Paris e Barcelona. Escreveu à sua esposa Lucília pedindo a separação, e assumiu seu romance com Arminda Neves de Almeida, que se tornou sua companheira. De volta ao Brasil, regeu a ópera "Colombo" no Centenário de Carlos Gomes e compôs o "Ciclo Brasileiro" e o "Descobrimento do Brasil" para o filme do mesmo nome produzido por Humberto Mauro, a pedido de Getúlio Vargas.Em 1942, quando o maestro Leopold Stokowski e a The American Youth Orchestra foram designados pelo presidente Roosevelt para visitar o Brasil O maestro Stokowski realizou concertos no Rio de Janeiro e solicitou a Villa-Lobos que selecionasse os melhores músicos e sambistas, a fim de gravar a Coleção Brazilian Native Music. Villa-Lobos reuniu Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Cartola e outros, que sob sua batuta realizaram apresentações e gravaram a coletânea de discos, pela Columbia Records.Em 1944/45, Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em novembro de 1959.
Origem: MEC

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Amor e sonho


I
Sabes?...
Eu fui pelos vergeis cantando
E o meu amor as flores pressentindo
Música estranha! Foram pressentindo
O teu nome, eu ia soletrando.

II

E as aves logo em revoada, em bando
Acudiram das moitas, desferindo
Seu doce nome! Súbito, esse infinito
Gorjeio - aves e flores abrandando.

III

Perguntaram-me: “aquela que te adora
Não vive longe? E como estás contente?!
Eu respondi: “De mim distante, embora”.

IV

Trago-a no coração e na mente!
Calei-me. As aves e flores sem demora
O teu nome cantaram novamente.

Autora: Fanny Oliveira Brito da Silva

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Pontuação e separação de versos na poesia


Uma das coisas mais importantes na forma com que um texto é criado vem a ser o momento exato de se dividir uma frase, seja em orações, seja em frases, seja em versos, de modo a construir um ritmo na leitura. Afinal, o que seria da escrita, sem a leitura?
Ora, na poesia inclusive utiliza-se da mudança de versos para acentuar um ponto, mudar de rumo, etc. Amigo ou amiga que busca aprimorar sua escrita, procure ler os mestres com os olhos na divisão de versos. Veja como eles constroem pensamentos e pintam quadros com o simples "mudar de linha", como formam ritmo com uma simples vírgula colocada no lugar certo. Veja bem: uma vírgula colocada erroneamente entre o sujeito e o predicado pode estragar todo um poema. Exemplo: Você, é a minha vida. Os teus olhos, são da cor do mar.
Claro que há casos em que se brinca com as vírgulas e a sintaxe em geral. Muitas vezes, se quero realçar a cor dos olhos, o fato de você ser a minha vida, coloco o pronome no fim da frase, utlizando a vírgula entre o predicado e o sujeito: São da cor do mar, os teus olhos. É a minha vida - você. Viu como fica cem vezes mais bonito? São detalhes assim que fazem a diferença entre uma poesia sofrível e uma poesia bela.Hoje em dia está na moda dividir um verso depois de uma preposição, de uma conjunção - mas experimente ler o texto com tal divisão. Você não consegue. Outra vez digo: o que seria da escrita, sem a leitura? Se você tem dúvidas sobre uma divisão, leia seu texto em voz alta. Se fica estranho, desajeitado, feio - mude! A menos, é claro, que sua intenção tenha sido exatamente esta.
Como poeta, é preciso que você cultive o senso da beleza do ritmo e da construção de uma frase. Não aceite ficar entre os que apenas lançam palavras no papel. Trabalhe seu texto com a tenacidade de um Artista.
Autora: Dalva Agne Lynch

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Meio fio




Há dias que possuem vida própria e são dotados de uma consciência má, hábil, que adora o perigo das coisas subterrâneas, de tudo o que nos causa espanto, nos fazendo em poucos segundos beber a beleza e vomitar os desejos de uma vida inteira. Em mais um desses dias, sentado no meio fio, ele mergulha a mente na idéia de felicidade, aproveita a distância da mulher amada, toma por vezes o seu lugar, moldando-a de tal forma que ela atenda a todos os seus desejos e, em menos de uma hora, mesmo ausente, ele jura ser capaz de apalpá-la. O barulho de algumas pessoas se aproximando o faz voltar a realidade e ela escapa dos seus pensamentos. Se ao menos tivesse uma daquelas pedras que experimentara pela primeira vez na noite anterior junto àqueles mendigos. Ela lhe permitiria ir até o outro lado do mundo. Lá, vestido com elegância, encontraria o seu amor em algum sonho, a cobriria de flores e depois ficaria em silêncio até acalmar o espírito. Pega a garrafa de cachaça e toma um gole. Aquela seria a última garrafa, depois voltaria pra casa. As pessoas que passam o olham com desprezo. Idiotas! Imbecis! O que eles sabem sobre o amor?, pensa vendo o Sol se aproximar da sua cama de papelão improvisada no canto da parede. Há quanto tempo estaria naquela rodoviária? Seriam dias, meses ou anos? Perdera a noção do tempo. Estava exausto, não pregara o olho a noite inteira e a dor de cabeça que sentia lhe queimava o juízo. Vê o primeiro ônibus da manhã chegando. Hoje eu volto pra casa. Essa é a última garrafa. Vou voltar e passar um ano sem beber!, pensa tomando mais um gole da bebida. Levanta e vai em direção ao banheiro. Observa, por alguns segundos, a sua imagem no espelho quebrado. Uma imagem tão distante do homem bem-sucedido de algum tempo atrás. Vê o rosto oleoso, a barba cheia e o olhar triste. Sente uma enorme vontade de se esconder, uma forte angústia no peito. Lava o rosto, as mãos, joga água nos cabelos longos e sujos e se penteia com os dedos. Toma o último gole da garrafa e a joga no lixo. Pronto. Aquela foi a última, agora voltaria pra casa. Sai do banheiro catando no bolso algumas moedas que mendigara na noite anterior e compra um pastel de carne. Sente a massa entalada na garganta. Força-se a comer, precisa aliviar a dor no estômago. A cada minuto a sua angústia aumenta. Sente-se depressivo, torturado. Preciso beber algo, pensa catando algumas moedas no bolso. Compra mais uma garrafa de cachaça, prometendo a si mesmo que aquela seria a última, depois pegaria um ônibus e voltaria pra casa. Senta no meio fio e começa a beber. Sente-se eufórico, leve e, de certa forma, feliz. A angústia desaparece dando lugar a uma imaginação rara, sem alicerces no tempo, nem passado, nem presente, nem futuro. Uma imaginação de algum lugar sagrado dentro dele, que desconhece ou ignora o seu drama. O rosto da amada lhe aparece, evocando todas as palavras que lhe são caras: amor, perfume, prazer, paz, sonhos... Ele mergulha a cabeça num mar vermelho de desejos e ao sabor da bebida, ela faz amor com seus demônios e tem filhos. Centenas deles. O Sol já se despede enquanto ele observa a garrafa vazia. Sente um medo terrível. Tudo o que não vem de dentro dele o assusta, é pequeno, sujo. Gosta da solidão da bebida, de viver o que não existe. Ele ama. Cata as últimas moedas do bolso. Tinha o valor exato da passagem do ônibus. Agora eu volto pra casa, pensou mais uma vez. É isso. Voltaria e começaria uma nova vida. Ela se foi e deve estar feliz com isso. Não iria sofrer por ela. Vadia e fútil, com certeza já estaria seduzida por uma beleza nova. O mundo é tão grande... Mas o seu coração recusa a desprezar o que ama e se põe inquieto. Prepara dentro dele um buraco cheio de abandono, amargura e desilusão e misturado a esses monstros só pensa em lhe ferir. Ele chora. Chora porque procura aquela que perdeu, mas aquela que perdeu não o procura. Chora porque ela tem asas e ele, os pés na lama. Precisa de uma bebida. Ela o ajudará a sentir melhor. Se ao menos tivesse uma daquelas pedras... Pega o dinheiro no bolso e compra mais uma garrafa. Senta no meio fio e toma um gole. Esta é a última, depois eu volto pra casa, pensa vendo os seis mendigos se aproximando ao longe. Seis, seu número da sorte. Ao menos passou a ser depois que a conheceu, constatou sorrindo, sentindo a angústia, novamente, ir embora.
Cláudia Magalhães

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sábado, 14 de novembro de 2009

O sonho


O Sonho
Fanny O. Brito

O Sonho
I
Na solidão medonha do meu quarto
Quando a noite me envolve com o seu manto
Sinto que desta vida já estou farta
E fecho os olhos, trêmulos de espanto!




II

E para um mundo mais alegre, eu parto
Onde não há desilusão nem pranto
E entre as quimeras lindas, eu me aparto
Dessa amargura que me abate tanto!
III
É o sonho, mundo extremo dos vencidos!
Asilo dos amores doloridos
Dos que tem alma sofredora infinita!
Nele, eu me sito humilde confortadora,
Talvez por ser uma grande desgraçada.
Por amar a ilusão por ser poetisa!...

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Quadra
Eu amo e não sou amada
Eu quero e não sou querida
Mais uma certeza eu tenho
Que eu amo e não sou fingida.

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Hoje e sempre


Hoje e sempre
Fanny O. Brito

I

Hoje juntos em um fraternal convívio
No doce enterro das horas já vividas
Invoquemos ao menos por instantes
O sentimento que nos faz amar.

II

E amanhã talvez, longe separados
No viver futuro que ninguém prediz
Invoquemos por instantes
A lembrança do tempo bem feliz.

III

Em nome pois dessa felicidade
Guardemos para sempre em nosso peito
Uma recordação fiel dessa lembrança.

IV

E na etapa final de nossas vidas
Que o tempo, esse ancião de ondas pesadas
Nos encontre como hoje, “sempre amados”.

@@@@@@@@@@@@@@@
Quadra
Antes eu nunca tivesse
Te visto, nem nunca tivesse
Te amado, porque eu não
Andava neste mundo desprezada.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Amor e felicidade

Amor e felicidade
Fanny O. Brito

I
Infeliz de quem passa pelo mundo
Procurando no amor felicidade
A mais linda ilusão, dura um segundo
E dura a vida inteira na saudade.

II
Taça repleta, o amor inteiro
Esconde a jóia da verdade
Só depois de vazio mostra o fundo
Só depois de embriagada a mocidade.
III
Ah! quanto namorado descontente
Escutando a palavra confidente
Que o coração murmura e a voz não diz.
IV
Resolve que afinal por um pecado
Tanto lhes basta para ser feliz.
@@@@@@@@
Quadra
Nunca esperava antes de ti
Encontrar que seria capaz
De tanto amor.

Post Scriptum: Fanny é uma setuagenária simpática que como Cora Coralina, agora, ela está divulgando sua poesia de muitos anos atrás.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Brilhando através da Literatura - Paulo Barbosa

Para Refletir...( 10-11/11/ 09)Brilhando Através Da Literatura

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para quevejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, queestá nos céus" (Mateus 5:16).Nós podemos brilhar na literatura que nós fazemos circular.Spurgeon disse: "Eu muito raramente dava um Novo Testamentode presente. Achava isso um desperdício". No mês passado,porém, eu tive uma grande surpresa. Ao pagar a conta a umtaxista que havia me levado até em casa, ouvi dele oseguinte comentário: 'Já faz muito tempo que o senhor nãousa o meu taxi'. 'Eu não me lembro do senhor', disseSpurgeon. "Eu Acho que faz uns quatorze anos', disse otaxista, 'e creio que se lembrará deste Novo Testamento'. Emseguida ele puxou o pequeno Testamento de seu bolso. 'Fui euquem lhe deu este Novo Testamento?' 'Oh, sim', disse ele, 'eo senhor falou comigo sobre minha alma e minha salvação.Nunca alguém havia falado daquela maneira para mim'. 'E eleestá ainda bem conservado, depois de tanto tempo'. "Eu otenho utilizado com todo carinho, pois, é para mim muitoprecioso'. Ele o havia guardado, realmente, com muitocuidado."É uma grande bênção para nós, e para quem recebe, quandopresenteamos aos nossos amigos com uma literatura cristã. Àsvezes gastamos nosso dinheiro e nosso tempo procurando poralgo que possa alegrar o coração daqueles a quem queremosbem e não conseguimos. Podemos gastar muito dinheiro e oresultado não ser o melhor.Por que não dar de presente uma Bíblia, ou um NovoTestamento, ou um bom livro. São presentes que poderãomarcar o início de uma nova vida e a transformação de todauma família.O Para Refletir tem bons livros, e existem muitos outros quecertamente iluminarão o caminho de muitos e, principalmente,o seu. Conhecer a Cristo e o caminho da vida eterna é umaexperiência que nunca esqueceremos, e, levar a outros paraeste mesmo caminho, produz um regozijo quase semelhante ànossa própria salvação.Será que alguém se lembrará de você por uma blusa ou umperfume recebido há mais de dez anos? Se você der um livrocapaz de mudar-lhe a vida, mesmo que se passem cinquentaanos, jamais esquecerá!*****Caso tenha um amigo que deseja receber as reflexões diáriase não participar de listas, basta preencher o link indicadono final e assinar a lista de envio de apenas uma mensagemdiária.*****

Paulo Roberto Barbosa

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Esquina dop mundo - a hora do cão lobo







Esquina do Mundo - A hora do Cão Lobo

Cláudia Magalhães

Três amigos; Um bar!
Amores, amizade, inveja, traicões...
O acaso rege o destino de homens e mulheres
Na esquina do Paraíso com o Inferno
Onde a hora é sempre dezoito horas
Hora do cão lobo
A esquina do Mundo
Um mundo à beira da tragédia
Regidas não por mãos humanas
Mas pelo incompreensível.
(Trecho da peça teatral "Esquina do Mundo - A hora do Cão Lobo")
Dezoito horas... Esquina do Paraíso com o inferno... Há pouco, o Sol beijou a lua e sob o canto suave da Ave Maria, eles fizeram juras eternas de amor. A Rainha da noite, excessivamente romântica, cheia de saliva, fez amor nos astros e estrelas, deliciou-se na boca do seu amante, virou música, verso, prosa... Ele vai embora. Vazio. Há pouco, ele a pegou por trás e ela sentiu toda a sua paixão escorrer pelo seu sexo, descer até a terra e formar um mar de sangue...
Esse sangue nos revela um prédio de um vermelho extravagante, onde, no térreo, funciona um bar popular, destes encravados nos becos das grandes cidades. De um lado funciona o salão com mesas e cadeiras muito simples, posters de time de futebol e cartazes com dizeres como "Protegido por Deus" e "Fiado só amanhã", do outro lado, separada por um enorme balcão, uma pequena cozinha. Em cima, dois kitnets, um de Rato e o outro de Zé e Ceição. Nos vários sets a vista: Esperança arruma o quarto de Rato e se arruma, incansavelmente; Zé, no seu quarto, bebe e olha fixamente para o relógio de parede; Gardênia cantarola na cozinha, exultante; No salão, Patrícia toma café com bolacha e escuta Rato, que sentado com os pés na lama, canta um chorinho acompanhado por dois boêmios que estão em uma mesa próxima; Teobaldo está sentado no meio da escada observando a lua que brilha incansavelmente no céu, cheia de tristeza, melancolia, poesia, contrastando, e por isso mesmo, enaltecendo a decadência do lugar.
(Salão do bar)
RATO:Não me condene, não sou vagabundoNem tampouco vigaristaSou um boêmio, um sonhadorEu tenho alma de artista.Na mistura do céu e do infernoEncontrei a esquina do mundoDa vida, do poeta,Do doutor, do moribundo.Aqui ele ri, ele chora,Toma cana com limão e melToma rum com coca-colaCom os pés na lamaOlhando para o céuDesabafa, se esfolaVai afogando a sua dor.É a Ribeira dos becosDa lama, da amarguraOnde tudo se mistura:
Fé, Cajú,
Sangue, Coentro,Papa-Figo, Urubu,Medo, Tormento,Black-Out, Gentileza,Virtude, Desalento,Badalo, Fineza,Tristeza, Lamento.
Cascudo, História, Siqueira, Poesia,Djalma, Vitória,Navarro, Alegria.
Tributino, Destreza,Carrapicho, Flores,Zé Areia, Esperteza,As Marias, Os Amores.
Coragem, Velocidade,Loucura, Lambretinha,Óvni, Verdade,Nazi, Meladinha.
É do resultado dessa mistura
Que se faz esse lugar.Venha, amigo, se sentarNão precisa documentoBasta só ter sentimentoE entre uma alegria e outraUm pouco de lamentoPorque daqui ninguém sai isentoSem vontade de chorar!

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Cláudia Magalhães Um velho sobrado com paredes e teto de vidro. Ao redor, árvores altas, frondosas, em meio a inúmeras folhas secas que completam o cenário sépia, banhado pela luz da lua e do Sol que se despede deixando no ar uma aura de tristeza, de melancolia. Ao adentrarmos no teto de vidro, observamos uma mulher, Dolores. Os seus olhos olham fixamente para o homem com os pulsos cortados, sentado numa velha poltrona a seu lado. Pedro, seu grande amor. Ele foi embora, deixando um olhar sereno, doce. O amor dorme ao sabor dos ventos e seguindo os caprichos de Deus ou do Diabo ele pode dormir no céu e acordar no inferno, ela pensa, imóvel, sentada sobre o chão frio. Nenhuma lágrima. A dor velha, agora, flutua de mãos dadas com a loucura e sente-se feliz. Seus olhos cansados comprovam as inúmeras noites em claro em que andou pela casa como uma morta viva. Desvia o olhar e observa sobre a mesa, o pequeno aquário, que ganhou no início do relacionamento, com dois peixinhos, um azul e um vermelho. Eles são parecidos conosco: o azul é você, tranqüilo... e o vermelho sou eu, afogueada, acelerada... . disse, certa vez, com alegria. Eles se amavam demais. Era um amor forte, belo, verdadeiro.. . O paraíso. Fugiam de tudo e de todos, eles se bastavam. Caminhavam sempre juntos, ela com o pé direito sobre o pé esquerdo dele. Comiam do mesmo prato, bebiam do mesmo copo... O amor perfeito... Perfeito demais... Até que veio o medo quase incontrolável da perda e passaram a cobrar provas constantes de amor, no início controláveis, depois perderam o freio. O amor estava ameaçado... Descobriram o inferno... A casa perdeu o perfume, ficou fétida, as paredes mofadas de lágrimas virou um ninho de vermes. Os pés, que antes flutuavam em perfeita sintonia, agora, andavam grudados no chão com suor e saliva onde se arrastavam cobras com línguas afiadas e gargalhadas alucinantes. .. Deitavam, todas as noites, com as mãos entrelaçadas sobre o peito, feito cadáveres. Adormeciam e acordavam na mesma posição. Dormiam a noite inteira e amanheciam com olheiras... Não tinham sonhos.. Até que passaram a não dormir mais... Dolores aproxima-se de Pedro, segura o seu pulso esquerdo com as mãos, leva-o até a boca... Como é doce, pensa. Fecha os olhos e lembra dos últimos momentos com o seu amor:
- Antes de você, eu só fazia envelhecer. Você trouxe a vida e a partir desse momento eu só desejei a morte. Você entrou por uma porta que eu não sabia existir. Vi o teu amor se aproximar e entrar em mim com a ternura de uma lâmina afiada. Sangrei e chorei. Quanto mais aumentava a tua doçura, mais eu me cortava. Quanto mais eu sangrava, mais eu te amava. Queríamos o céu e entramos no inferno. Cortamos os pés com os restos de nossas vidas e nos mutilamos com as nossas mãos de céu... – ela disse com tristeza - Estamos diante do abismo, em busca da morte...
Silêncio.
- É o que você quer? – ele falou com ternura.- É o que eu mais desejo.
Ele se levanta num impulso violento. Com passos largos, segue em direção ao armário da cozinha e retira de uma das gavetas uma faca. Ela o observa com as feições e a postura de quem ama demais, característica essencial para as maiores desgraças. Ele volta à sala e corta, sem titubear, os pulsos. Ela sorri agradecida.
- Eu te amo, Dolores... Acredita em mim?- Sim, eu acredito...
Ele se foi. Sentia-se, novamente, feliz e amada. Ela levanta, segue em direção ao velho baú e retira uma corda. Volta à sala e com a ajuda de uma cadeira, prende-a num lastro de madeira do teto. Vê o seu corpo tingir-se de vermelho. Enlaça a corda no pescoço e joga-se no abismo como quem deseja voar... Sente o coração acelerado livrar-se das dores e das saudades... Nada mais importa, os peixes do aquário estão mortos.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vale a pena ler!!! kkkk...



VERÍDICO E EXCELENTE- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um paciente. - Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou... - Qual e o nome do paciente? - Chama-se Celso e está no quarto 302. - Um momentinho, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem... - Bom dia, sou a enfermeira Lourdes... O que deseja?
- Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso do quarto 302, por favor! - Um minuto, vou localizar o médico de plantão. - Aqui é o Dr. Carlos plantonista, Em que posso ajudar? - Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302. - Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente... Um instante só! Hummm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias. - Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria! - Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!? - Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302! É que todo mundo entra e sai desta merda deste quarto e ninguém me diz porra nenhuma. Isso aqui é uma zona, eu só queria saber como estou......

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Da pressa à pobreza - Rick Boxx






Você já se deparou com um vendedor extremamente persuasivo e insistente, tentando convencê-lo que se não efetuar a compra naquele dia, tudo estará perdido? Esta é a sensação que tenho experimentado ultimamente, quando as estratégias adotadas em muitas partes do mundo não passam de tentativas e paliativos para lidar com os males da persistente crise econômica global. Temos visto líderes pressionar e estimular eleitores e legisladores a apoiar seus planos de resgate financeiro. Embora tais propostas, na maioria das vezes, careçam de um plano de ação claro e específico, eles continuam a advogá-los, insistindo e induzindo as pessoas a aceitarem seus projetos, e quanto mais rápido, melhor. A premissa aparenta ser, em essência: “Este é o único plano possível; se não o transformarmos em lei nesta semana, o céu vai desabar.” Infelizmente essa abordagem tão comum, concentra o foco sobre o medo e a ansiedade, tomando lugar de uma consideração lógica, sensata e cuidadosa. Em algum momento todos nós já passamos por isso de diferentes formas e fizemos um investimento precipitado, porque uma decisão rápida era exigida, decisão da qual nos arrependeríamos mais tarde. Talvez tenhamos feito isso ao comprar uma casa, um imóvel ou um carro, ao entrar em uma sociedade ou assumir outro tipo de compromisso significativo. Nessas ocasiões procuro me apegar à crença que tem provado sua exatidão repetidas vezes: "Ação precipitada é receita certa para o desastre." Uma boa regra prática é que, se você não tem tempo suficiente para pensar com cuidado a respeito de uma decisão importante, deve recusar a oportunidade. Descobri que é melhor errar por precaução, arriscando não ter um ganho substancial, do que agir sob compulsão e sofrer grande perda de que seria difícil se recuperar.
Na Bíblia, Provérbios 21.5 ensina: “Os planos bem elaborados levam à fartura, mas o apressado sempre acaba na miséria” . Muitas vezes as questões são complicadas e, ocasionalmente, corre-se riscos ao não agir prontamente. Mas creio que os riscos são ainda maiores se insistirmos em um plano que não foi cuidadosamente elaborado, em que não se deu ampla atenção aos aspectos positivos e negativos do problema. Se você tiver que tomar decisões importantes – e fazemos isso com mais frequência do que gostaríamos - não se renda às pressões nem aja impetuosamente, fazendo algo que provavelmente se arrependerá mais tarde. Antes, aborde o problema com cuidado e racionalmente, gastando o tempo que for preciso buscando conselhos sábios. A Bíblia também ensina: “Sem diretrizes a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros” (Provérbios 11.14). Isto aponta para o perigo de tomarmos decisões importantes mais depressa do que deveríamos: sem tomar tempo para obter conselhos que podem ser úteis para determinar o que devemos fazer. Para cada indivíduo ou empresa que progrediu devido a uma decisão tomada às pressas, sem deliberação adequada, existem dúzias, se não centenas, que foram arruinados pela pressa e por decisões imprudentes. Se esforce para não se tornar um deles!

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Divulgando Trabalhos Literários (Livros,Contos, Crônicas)

"Divulgando Trabalhos Literários (Livros,Contos, Crônicas e Poesias)"

Contos, Crônicas e Romances Postados

Reportagem

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